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História Amor proibido (Marichat) - Capítulo 1


Escrita por: e _Chat_


Capítulo 1 - Capítulo um - Olhos verdes


Fanfic / Fanfiction Amor proibido (Marichat) - Capítulo 1 - Capítulo um - Olhos verdes

Marinette Dupain-Cheng, a garota mais popular do colégio, sempre foi rude com os outros. Com suas amigas: Ayla Cesaré, Chloé Bourgeois e Juleka Couffaine, sempre ganha mais atenção - principalmente por causa de Chloé, a filha do prefeito de Paris.

Mas, no mesmo dia em que a azulada fez Bullying com Adrien Agreste - filho de Gabriel Agreste - ela recebeu o miraculous da joaninha. E com isso, teve que mudar os seus atos de coração de pedra para coração puro - o que foi muito difícil de se fazer. Todavia com ajuda de Tikki - o seu kwami - ela se tornou uma pessoa melhor, causando dúvidas as amigas e os alunos do colégio.

Quase ninguém acreditava que ela tinha mudado. Pelo fato de ser inacreditável mudar do dia pra noite, isso era impossível de se acontecer! Alguns falavam que era bruxaria, outros que era algo que a ciência tinha desenvolvido para mudar a atitude dos outros, ou também, algo que aconteceu e ela teve que mudar por obrigação. Mas ninguém sabia o que era certo sim ou não, não ou sim.

Mas algo atormentava o coração da mestiça, o fato de ainda não ter se desculpado com Adrien Agreste.

Todas as noites vozes ecoavam o quarto de Marinette. Palavras como: Pede desculpa, desculpa-se, pede perdão, anda logo e pede desculpa... Entre outros. Isso atormentava muito a azulada, como isso poderia ser tão preocupante assim? Afinal, era só um garoto com cabelos loiros e olhos verdes, filho de Gabriel Agreste. Esse é o problema, ele é filho de um famoso, claro que iria se meter em encrenca por causa disso!

Ela tinha medo de Adrien Agreste ter contado isso para seu pai e então, dá-se um jeito nela para aprender a não mexer com um Agreste - o que de fato não aconteceria, já que Adrien não contou a seu pai.

Tikki falava para a azulada se desculpar com Adrien, mas ela se esquecia e quase não via o loiro na escola. Em algum dia, isso teria que acabar.

°°°

Em uma noite, cujo o céu estava estrelado de estrelas brilhantes. Com a janela aberta, o vento entrava no quarto da mestiça, fazendo ela sentir um frio e um arrepio em seu corpo. O seu cabelo balançava-se por causa do vento, os fios começavam-se a cair em seu rosto.

Ela abriu os seus olhos azuis e se sentou em sua cama. Com os olhos semiabertos, levanta-se cuidadosamente de sua cama. Tinha perdido o sono, não conseguia parar de pensar no loiro nem por um segundo. Ela realmente precisava pedir pelo menos desculpas para Adrien, mas com os seus problemas de super-heroína e com os trabalhos e lições de casa para fazer, ficava muito difícil. Mas também tinha outro problema para enfrentar: Chat Noir, o ladrão mais procurado por toda a cidade.

Além de derrotar os akumatizados, ela também enfrentava o terrível ladrão, Chat Noir. Ela já estava cheia disso. Ele era muito chato, fazia trocadilhos sem graças e ainda mais, nunca parava de roubar! Como isso é possível?! Isso estava a incomodando demais! Não conseguia nem dormir, daqui a pouco nem fome mais irá sentir.

Marinette colocou suas duas mãos em seu rosto, como esse menino que entrou na escola a pouco tempo pode mudar a sua vida de uma hora para outra, por causa de uma preocupação? Mas não era só isso, Adrien tentava conquistar o coração da mestiça, mas ela nem sabia que o loiro tinha sentimentos, fazendo assim, ele não ter nenhuma chance no amor.

O vento batia nas janelas. Marinette tirou suas duas mãos de seu rosto, levantou-se de sua cama e foi perto das janelas para fecha-las, mas de repente, viu o Chat Noir, correndo de telhado em telhado. É sério que ele iria ter que aparecer justo agora? Às 4:15 da madrugada? Mas, ele se escondeu em um beco escuro e se destransformou. Como ela sabia que Chat Noir tinha se destransformado? Simples, ela viu o brilho verde que saiu do beco não muito longe dali.

E então, finalmente, Marinette fechou as janelas. Como tinha perdido o sono, subiu e foi direto para a varanda de seu quarto. Ela ficou perto da grade, observando as estrelas. A lua estava linda. Marinette nunca parou para observar realmente o que iluminava as suas noites de sono.

De repente, ela viu no mesmo beco de antes, a luz verde brilhante - provavelmente Chat Noir havia se transformado. Mas agora não era hora de acordar Tikki e falar: Tikki, transformar! Não mesmo, nem doida iria fazer isso. Isso nem era hora de batalhar.

Com um movimento rápido, viu Chat Noir pular para cima de um telhado qualquer. Ele virou a cabeça e olhou rapidamente para Marinette, que por sua vez, ficou com o coração acelerado. Ela estava tensa, com medo, imaginava que Chat Noir iria até ela e fazer algo de mal com a azulada. Marinette ficou parada que nem uma estátua sem alma.

O olhar de Chat Noir foi como uma flecha no corpo da mestiça. Mesmo com os poucos segundos do olhar, já sentia o efeito de medo em seu corpo inteiro, dos pés a cabeça. Mesmo Chat Noir percebendo que ela estava observando-o, não deu a mínima para isso. Parou de olhar e saiu pulando com ajuda de seu bastão para algum lugar por aí.

Marinette, que já estava feito uma estátua olhando para o além, mesmo sabendo que Chat Noir já tinha ido embora, ela continuava ali, parada. O medo se incorporava no sangue da mestiça, quase que deu um desmaio ali mesmo!

A mestiça voltou para o seu quarto e deitou-se em sua cama. O que será que Chat Noir estava fazendo no meio da noite? - pensava a mestiça - Afinal, são 4 e pouco da manhã!

Fechando os seus olhos devagar, a mestiça caiu no sono.

-x-

Já era um novo dia, Marinette acabará de tomar o seu café. Sua mãe, andava desconfiada de Marinette. Já que a filha mudou de humor de repente sem nenhuma explicação. Não gritava mais com a mãe e nem com o pai, agora é generosa e sempre pergunta se precisam de ajuda. Já estava na hora de tirar aquelas perguntas de sua cabeça, e então, Sabine chegou perto de sua filha e perguntou:

— Filha, está tudo bem com você? Estou preocupada, não precisa ficar agindo assim forçadamente. Está tudo bem – da um sorriso em forma de esperança, esperando que a filha a responde-se.

— O que está dizendo, mãe? Eu estou bem! Quem lhe dissera que estou agindo assim por obrigação? Não precisa se preocupar, está tudo bem comigo! – Marinette disse e após isso, deu mais uma garfada na sua panqueca, colocando o pedaço em sua boca rosada e fina.

Sabine, ainda com medo, teve uma ideia:

— Marinette, você promete que tudo o que acontecer com você, qualquer tipo de problema, conta pra mim? Custe o que custar? – olhando para o semblante de sua mãe, Marinette levantou-se da cadeira e a abraçou, soltando um sorriso enorme no rosto das duas.

— Prometo, mãe. De todo o meu coração e alma – disse, desfazendo o abraço — Tenho que tomar o meu café, não posso chegar atrasada na escola – abriu um sorriso.

Despedindo-se da filha, Sabine saiu da cozinha. Enquanto isso, Marinette aproveitava a saída da mãe para entregar um biscoito pra Tikki. Adorava admitir que com essa mudança de personalidade, ajudou tanto a sua vida pessoal quanto sentimental. Estava mais solta, mais confiante de si mesma, mais alegre. Mas tinha um porém em tudo isso: pessoas desacreditadas, muitas desculpas para dar – principalmente para Adrien – e aguentar os rumores que passavam de fofoca à fofoca.

Saindo da padaria, Marinette caminhava silenciosamente pelas calçadas de Paris. Observando as pessoas ao redor, os barulhos de buzinas, sons de pombas, conversas e etc. Enquanto caminhava, Marinette pensava na noite de ontem. Aquele olhar verde olhando-a, mais luminosos do que a luz do luar. Tinha acontecido algo naquele momento, uma coisa...diferente, mas que Marinette não conseguiria explicar. É tão estranho e ao mesmo tempo, tão reconfortante, que ele não à atacou inesperadamente. Ser cortadas em pedacinhos por aquelas garras não era parte do plano.

Uma multidão assustada e gritando ao mesmo tempo, fez Marinette sair de seus devaneios e acordar para o mundo real. Uma figura bem familiar aparecerá na sua frente. O felino olhava Marinette calmamente, esquecendo de tudo ao seu redor. Ele estava lá para saber se ela tinha descoberto algo de importante ontem à noite. Enquanto Marinette? Apenas olhava Chat Noir apavorada, pensando apenas no pior que poderia acontecer com sigo mesma.

Pegando Marinette pela cintura, com o seu bastão, levou-a até em um beco sem saída. Deixando a azulada cada vez mais apavorada. Chat Noir foi se aproximando dela, com um semblante sério. Marinette era muito jovem pra morrer, mesmo todos tendo um tempo nesse mundo, não podia morrer naquele momento. Tinha tantos planos, esperanças...

— Quero que você me responda com clareza – falou num tom de voz pesado — Você viu alguma coisa que não era pra ser vista ontem a noite, Marinette? – ao ouvir seu nome, Marinette deu um pulo. Como ele sabia o seu nome? Foi ai que percebeu a sua vida começar à piorar mais e mais — Responda-me! – gritou.

— E-eu juro que eu não vi nada de mais. Apenas vi você correndo, mas eu não sei de nada mais além disso, prometo...

— Como posso ter tanta certeza que você não está mentindo?

— Você acha mesmo que eu vou mentir, diante de um ladrão, para perder a própria vida?! – Chat Noir começou a rir, não podia acreditar que a azulada tinha realmente respondido aquilo.

— Não vou te matar, garota. Nem estou com vontade, acha mesmo que eu iria matar você? Achou errado. Isso já é o suficiente, pode ir – antes de Chat Noir ir embora, Marinette segurou o seu pulso.

— Pelo menos leva-me até minha escola, é o mínimo que você pode fazer para me raptar, desse jeito.

Soltando um suspiro, Chat Noir respondeu com frieza:

— Tá bom, mas só hoje.

Pegando Marinette no colo, Chat Noir com o seu bastão, pulou de telhado em telhado até chegar na escola onde Marinette estuda. Em um canto escondido, soltou a azulada. Marinette ficou mais confusa ainda, como ele sabia onde ficava sua escola? Será que Chat Noir...estudava lá? Pensava a mestiça. Era muito cedo para que todas essas perguntas fossem respondidas. Mas também, não vai ter uma resposta tão tarde assim.

— Obrigada – respondeu Marinette, mas num som baixo. Chat nada respondeu, apenas foi embora. Deixando a mestiça sozinha. Apenas com Tikki escondida.

— Marinette, o que foi isso? – perguntou Tikki.

— Eu não sei... Está tudo tão confuso pra mim. Tem o Adrien e agora o Chat Noir... – falou Marinette quase desabando no choro.

— Calma Mari, vai ficar tudo bem – respondeu Tikki, tentando consola-la.

— Obrigada, Tikki – respondeu e logo depois deu um sorriso, fingindo que estava tudo bem.

-x-

Ao chegar na classe, a maioria dos alunos a olhavam com um olhar de desconfiança, mais do que o normal. Outros com um medo inexplicável que dava pra ver até na alma. Até a professora de Marinette tinha uma cara estranha. Não tinha chegado tarde, apenas o sinal que tinha batido mais cedo por algum motivo.

— Marinette Dupain-Cheng, o diretor te espera na diretoria, pra agora.

Com um certo medo, Marinette foi a caminho da diretoria. Com as mãos soando e coração batendo sem parar, a azulada abriu a porta, tentando não fazer um barulho tão grande por causa do nervosismo. Olhou para o diretor, e então, ao lado dele, um policial. O que Marinette tinha feito desta vez que ela nem se quer sabe? Sentando-se na cadeira, esperou o diretor falar:

— Marinette, precisamos conversar sobre um assunto sério – sua expressão não parecia nada legal, a mesma acontecia com o policial ao seu lado.

— E o que seria Sr. Diretor? – o diretor levantou-se da cadeira e andou ao redor da sala.

— Você e o ladrão Chat Noir tem algum relacionamento? – após aquela frase, Marinette quase caiu da cadeira. Sua respiração fraca, seu coração mais acelerado do que antes. Como ele poderia pensar isso de Marinette?

— N-Não, Diretor. Eu Não tenho nada com aquele ladrão. Eu juro por toda a minha vida.

— Então o que explica este vídeo? – perguntou o policial com um celular na mão.

Tinham gravado tudo, Marinette sendo sequestrada no meio da calçada. Como se fosse algo normal.

— Não parece que você está tão preocupada quando foi raptada. Tem certeza mesmo que não tem nada com ele? – seu semblante aterrorizante deixa Marinette mais nervosa ainda. Não confiava em nada do que a garota dizia.

— Conte a verdade Marinette, você é algo dele sim ou não? – perguntou o diretor.

Não podia contar a verdade sobre o que aconteceu, mas também não queria encrenca tanto para os dois lados da história. Se contasse a verdade, Chat Noir poderia mata-la. De contasse a mentira, poderia se meter em problemas se descobrissem que era tudo um plano. O que fazer? Contar a verdade ou a mentira?

Com uma breve noção no que iria dizer, Marinette diz:

— Ele me sequestrou para saber se eu vi alguma coisa ontem, já que eu o vi pela janela. Não avistei nada de importante. É isso que eu tenho pra dizer, não tenho mais nada além disso.

O olhar de desconfiança desapareceu no rosto do diretor, mas ainda o policial desconfiava da garota de olhos azuis.

— Está bem então. Pode ir, avisarei que foi tudo um mal entendido.

Saindo da sala com um coração apertado. Marinette viu o rosto de Tikki, que o tal estava o mesmo de Marinette. A verdade foi dita, agora só esperar Chat Noir descobrir e mata-la de uma vez só. As vozes em sua cabeça diziam que os alunos e outras pessoas não iriam se importar se ela morresse. Já que era apenas mais uma pedra no caminho. Uma lágrima desceu de seu rosto ao pensar nisso, como as pessoas podem serem tão horríveis assim? Já que ela é apenas uma humana insegura de si mesma.

Ao olhar na sua frente, estava Adrien saindo da sala de aula, provavelmente indo ao banheiro. Essa era a sua chance de se desculpar e livra-se logo desse problema.



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