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História Amor proibido (Marichat) - Capítulo 2


Escrita por: e _Chat_


Notas do Autor


Desculpe pela demora, não deu para postar ontem por causa das aulas on-line, mas aqui está o capítulo. Até a próxima!

Capítulo 2 - Capítulo dois - ameaça


Fanfic / Fanfiction Amor proibido (Marichat) - Capítulo 2 - Capítulo dois - ameaça

Andando em passos rápidos, a azulada com autoconfiança e coragem, tentando ao máximo fazer mais lágrimas não escaparem. Precisava acabar logo com todo aquele assunto tenebroso e preocupante, não aguentaria mais por nenhum minuto ficar com o nome Adrien Agreste em sua cabeça. Apenas queria pensar em outra coisa que não seja todo o problema que estava acontecendo em sua vida. Todo mundo sofre, mas sempre isso vai se resolver uma hora o outra. Marinette não ligava para o tempo, apenas queria que tudo o que estaria passando de ruim fosse jogado fora e nunca mais lembrado.

Se Adrien não aceitasse as suas desculpas, poderia ter certeza que iria implorar até não poder mais, fazendo esse assunto ficar apenas no passado. Ele não poderia ser tão grosseiro não é mesmo? Afinal, estamos falando de Adrien Agreste, sempre bondoso e gentil. Será que teríamos uma parte dele tão horrível e assustadora? Bom... Vamos falar sobre isso mais tarde.

Notando a presença da azulada, o loiro parou de andar e esperou ela chegar para dizer o que queria. Mesmo ela tendo o desprezado muito, ainda gostava daqueles olhos azuis hipnotizantes.

— Adrien, eu quero falar sobre uma coisa com você, é muito importante. Apenas me de um minuto de seu tempo, por favor... – olhando para a mestiça, Adrien primeiro precisou ver se ela estava dizendo a verdade. Olhou em seus olhos, parecia que tinha uma verdade por trás. Depois em seu rosto, com uma aparência assustada e cheia de tristeza. Não entendia direito o porquê, mas uma gota de confiança caiu em seu coração.

— Pode dizer Marinette, estou todo disposto a lhe ouvir. Vou fazer o máximo possível para te ajudar, não se preocupe – um sorriso foi entregue no semblante de Marinette, não podia acreditar que, realmente, ele parou o que estava fazendo e te notou.

— Eu peço mil desculpas sobre todas as coisas que eu falei e fiz pra você, eu realmente não pensava sobre as consequências, em como isso iria mexer comigo e em seus sentimentos. Apenas ligava para deixar as pessoas pra baixo e não me importar. Com todo o meu coração e sinceridade, que você aceite esse pedido de desculpas, só quero pelo menos ouvir uma ou duas palavras. Não tem nenhum problema se não dizer nada...

Adrien não podia acreditar no que acabara de ouvir. Um pedido de desculpas vindo de Marinette? Isso com certeza é novo tanto pra ele quanto pra ela. Queria dizer as palavras: "Sim, eu te perdoo”, mas tinha medo de se arrepender e ser menosprezado como antes, ou até pior. O seu lado bondoso chamou mais forte, fazendo o que seu corpo pediu, disse:

— Está perdoada, Marinette. Pode ficar tranquila, todo mundo comete erros que precisam ser perdoados – sem ao menos esperar, o loiro é abraçado por Marinette, cuja a qual derramará em seu rosto lágrimas de alegria e conforto. Até que enfim resolveu isto, mas, ainda tinha outro assunto para ser tratado.

— Obrigada mesmo, Adrien. Prometo que irei te retribuir algum dia – dando um beijo em sua bochecha e desfazendo o abraço, a mestiça correu direto para a sala de aula. Pelo menos, tinha ganhado um beijo de sua paixão.

Adrien não podia acreditar na burrice que tinha feito com Marinette mais cedo, por conta disso ela se meteu em problemas. Não deveria ter sequestrado a garota e levá-la para um beco escuro. Nada disso não teria acontecido se Chat Noir aparecesse para interroga-la. Deveria ter deixado isso de lado...

Um dia antes

Adrien, como sempre em seu quarto, com o seu kwami Plagg voando em todos os lugares daquele cômodo , comendo um delicioso pedaço de queijo. O louro pensava em seu pai, o ódio que tinha por sua mãe que irá morrer por causa de um câncer no pulmão, que nem ao menos seu pai disse. Todo filho tem o direito de saber se sua mãe vai morrer por causa de uma doença, não é mesmo?

— Plagg, está na hora – disse o loiro-de-olhos-verdes, com uma certa raiva na voz.

— Tem certeza mesmo, Adrien? Eu estou cansado, não pode deixar isso pra mais tarde? – diz Plagg terminando de comer o queijo que estava sem sua mãos.

— Tenho sim, Plagg. Afinal, não dormir por algumas horas não vai me afetar tanto assim.

O “Plagg, mostrar as garras” foi ouvido, virando assim o ladrão mais procurado de Paris, Chat Noir. Se alguém descobrisse que era ele por trás da roupa, estaria encrencado. Tanto sua reputação quanto a de sua família iria rio a baixo e ser preso não faz parte do plano.

Pulando pra cá e pra lá, Chat Noir observava o quão linda Paris fica ao anoitecer. Se pudesse, apenas ficava admirando a lua a noite inteira, sem ao menos ligar para o seu mundo lá fora. Mas infelizmente, não é assim que funciona a vida.

Tocando os pés no chão, Chat Noir notou que um dos postes ao seu lado piscava. Um miado foi notado vindo da lata de lixo, um gato preto olhou Chat Noir com os seus olhos verdes. Mesmo sendo estranho, tinha pelo menos um ser existente nesse mundo que era igual ao Chat, solitário. Os dois ficaram observando um ao outro, o clima estava estranho, porém mesmo assim o gatuno ficava de pé, parado, olhando para o animal.

Um tiro foi acertado no poste na qual a luz estava piscando, fazendo Chat Noir assustar e correr para fugir de lá. Como descobriram a presença de Chat Noir naquele beco? Isso sim é estranho.

— Ei! Parado ai mesmo! – o policial gritou indo atrás de Chat Noir, cujo pegou o seu bastão e se jogou em um telhado.

Latidos apareceram junto com novos policias. Esse dia com certeza só piorava a cada minuto que passava. Primeira o bullying que o amor da sua vida fez, depois a informação de sua mãe e agora isso? O que mais de ruim pode acontecer?

— Você não vai escapar, Chat Noir! – um outro policial gritou em alerta. O que era para ser uma noite de paz, virou um inferno.

Correndo mais rápido do que a velocidade da luz, Chat pulava de telhado em telhado, tentando ao máximo não ser pego. Discretamente, foi em um outro beco afastado e destransformou-se. Plagg caiu cansado na mão de Adrien, os dois que estavam ofegantes quase desmaiaram no meio do caminho. Dando um Camembert para Plagg, o kwami comeu o pedaço em um piscar de olhos. Logo depois de jantar o seu delicioso queijo, Adrien se transformou de novo em Chat Noir e saiu de lá. Mas algo o olhava, virando sua cabeça para o outro lado, parou de correr e viu uns certos olhos azuis. Marinette ficou lá o tempo inteiro, só observando.

— Ótimo, mais um problema que vou ter que resolver!... – pensou o gatuno estressado e cansado.

Saindo de lá, foi direto para a mansão. Não podia acreditar que Marinette tinha o visto, e se ela tivesse descoberto algo sério? Isso com certeza não poderia ser mandado para trás.

Destransformando e virando de novo Adrien Agreste, jogou-se na cama e dormiu feito uma pedra. Mas poderia jurar que amanhã de manhã, iria ter que resolver uns assuntos sobre uma certa garota azulada.

Recentemente

Marinette abriu a porta da classe, e de novo aqueles olhares apareceram. Queria desabar, chorar, mas não poderia deixar que os pensamentos dessas pessoas a destrua. Precisava ser forte naquele momento.

— Olha, se não é a parceira de crime do Chat Noir. Que foi, Marinette? Não conseguiu roubar o banco? – risadas foram soltas na sala inteira.

Calma Marinette... Vai ficar tudo bem...

Sentando-se em seu lugar, todos se afastaram, até mesmo os seus melhores amigos. Uns cochichos foram ouvidos, especialmente a palavra “Monstro". A professora pediu para os alunos ficarem quietos e pararem de falarem essas coisas para a azulada, já que foi confirmado que Marinette não tem nenhum ligação com Chat Noir. Uns até se aliviaram, já outros ainda continuaram falando mal.

Acalme-se Marinette, todos são uns idiotas que não sabem o que fazer. Vai ficar tudo bem bem, apenas basta esperar....

Adrien chegou na sala, mas ao invés de sentar no seu lugar, algo surpreendente foi feito. Sentou ao lado de Marinette, a sala inteira ficou de boca aberta. Já que era Marinette, não é mesmo? A garota mais insuportável da escola, ou melhor, era...

Horas depois...


Chegando em casa, a azulada sentou-se na cama. O dia na escola tinha sido horrível! Será que os outros também vão ser assim? Pessoas por todos os lados se afastando ou falando mal? Se for, iria ser a pior coisa do mundo. Nem mesmo sua Kwami conseguia acalma-la. Pelo visto, o assunto era bem sério. Uma explosão foi ouvida, fazendo Marinette sair de seus minutos de descanso e se transformar.

Saindo de sua casa, Ladybug foi até o local da explosão. Avistando o ladrão Chat Noir com um saco cheio de dinheiro. Esse cara não cansava mesmo de roubar. Todo dia é a mesma coisa, explosões, gritos ou fumaças no céu indicando que o gato estava a solta.

— Olá, Ladybug! A quanto tempo não vejo uma joaninha sendo esmagada, vai ser muito bom se isso acontecer, não acha? – disse, fazendo Ladybug revirar os olhos.

— Você não cansa mesmo, não é? Acha mesmo que vai aguentar a vida toda roubando tudo o que encontrar por ai? Fala sério! Não aguento mais olhar para a sua cara todos os dias!

— Que bom, talvez eu possa aparecer até duas vezes por dia para te irritar mais! – rangendo os dentes, a joaninha foi até Chat Noir e tentou desferir um soco, mas o gatuno foi mais rápido e desviou.

— Até que tem bons movimentos para um gato, mas lembre-se que eu vou acabar com as suas sete vidas rapidinho – uma risada forçada foi voltada de Chat Noir, cujo chutou a perna de Ladybug, fazendo a mesma cair no chão com tudo.

— Eu é que estou cansado de te ver. Desista menina, eu nunca vou ser pego – Chat Noir iria embora, até que Ladybug consegue soca-lo, fazendo derrubar a sacola de dinheiro no chão — Sua...

Antes de completar a frase, Ladybug chutou Chat Noir pelas costas. Fazendo o gatuno se estressar mais ainda. Ela vai pagar caro pelo que fez.

Uma batalha intensa foi acionada. Foram horas de lutas e golpes, Ladybug saiu vitoriosa como sempre, Chat Noir foi embora mais nervoso do que antes. Uma multidão formou-se em volta, fazendo Ladybug ficar cercada por muitos fãs e jornalistas.

— Como foi que você ficou tão poderosa?

— Você foi incrível!

— Tem algum segredo para sempre ganhar todas as vezes?

— Como é ao saber que não pegou Chat Noir de novo, como as outras vezes?

Essas e mais perguntas foram soltadas ao mesmo tempo, fazendo a joaninha ficar confusa no que responder — Olha, eu gostaria muito de responder, mas eu preciso muito ir. Até mais! – com o seu ioiô, foi até em sua casa e se destransformou.

— Hoje o dia foi bem cansativo, né Tikki? – perguntou Marinette.

— Foi mesmo Mari... – Tikki reparou no machucado que Marinette tinha em seu rosto, um corte não muito profundo, mas que parecia sério — Mari, o seu rosto...

Notando uma dor em seu semblante, Marinette olhou-se no espelho e viu o corte. Precisava cuidar disso para os seus pais não notarem, para não ficar em problemas mais tarde.

— Obrigada por me avisar, Tikki.

— De nada! Pelo jeito que você é, só iria perceber quando os seus pais perguntarem – as duas riram, Marinette sempre gostava desses momentos divertidos com sua kwami, já que era apenas as suas. Sem ninguém para perturbar.

-x-

Já estava de noite, Marinette tinha ido buscar uns ingredientes para um bolo. Agora, a azulada estava aprendendo a cozinhar junto com a mãe e seu pai. Até estava gostando, já que os três se reuniam juntos para fazer uma receita de bolo de chocolate. A ansiedade crescia cada vez mais, queria tanto ir logo naquela cozinha e fazer o bolo.

De repente, seu braço foi puxado para, de novo, em um beco. Pelo visto, Chat Noir de novo precisava falar com a garota de olhos azuis. Mais problemas, mais confusões.

— O que você quer Chat Noir? Você não acha que já me trouxe problemas de mais em só um dia?

— Preciso que você me esconda em algum lugar, é só isso que eu peço.

— Sinto muito mas isso não vai dar, não confio e também não faço ordens de um criminoso como você. Arranja outra pessoa para atormentar a vida – mais um puxão foi dado em seu braço esquerdo antes de Marinette sair daquele lugar.

— Se você não fizer o que eu mandar, os seus pais e amigos vão sofrer. Sei o endereço de cada um, então, para você não ver nenhuma pessoa morta, sugiro que faça o que eu peço.

— Está bem, eu vou fazer o que você está pedindo...



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