História Amor reencarnado - Capítulo 13


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Categorias Naruto
Personagens Indra Otsutsuki, Madara Uchiha, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Amor, Indra, Madara, Naruto, Reencarnação, Romance, Sakura, Sasuke, Sasusaku, Vidas Passadas
Visualizações 380
Palavras 4.640
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá =]

Trago hoje um capítulo pouca coisa menor, mas que fecha o ciclo Madara e abre uma nova parte... Espero que gostem.

Capítulo 13 - Mais um passo na relação


Já haviam dez dias que estavam em Kirigakure, Sakura estava trabalhando tanto que Sasuke só a via tarde da noite. Foi necessário arrumar alguma ocupação durante esse tempo, ele não gostava de ficar ocioso. Por isso conseguiu através de Sakura e Kakashi uma autorização para utilizar os campos de treinamento da aldeia.

Passou esses dias treinando e conhecendo a cidade, não fez nada mais. Quando chegava no quarto do hotel se banhava e já pedia comida, algo que ele não gostava de fazer já que achava um incômodo usar o tal telefone, mas o fazia pois Sakura sempre chegava faminta.

Durante esse tempo não fizeram nada além de conversarem enquanto comiam e dormirem juntos, era como se a relação dos dois estivesse em suspenso e fossem apenas companheiros. Sasuke se perguntava se isso também fazia parte de um relacionamento real, esses momentos apenas de companheirismo sem nenhuma intimidade. Era novo para ele.

E também durante esse tempo Sasuke não sonhou com Indra e muito menos presenciou outro sonho ou pesadelo de Sakura. Ele achava estranho como nada aconteceu nesse tempo, mais uma vez, incluindo a intimidade deles. Ele se declarou para Sakura antes de virem para Kiri, ele disse – com palavras – que a amava, e por isso ele achava que ela voltaria a tocar nesse assunto e teriam mais intimidade. As coisas acontecerem diferente disso o confundiu muito.

- Pedi nossa refeição no hotel mesmo, deve chegar em breve.

- Ahhh, arigato Sasuke-kun. Vou tomar um banho.

Sasuke já havia se banhado, mas mesmo assim resolveu segui-la até o banheiro.

- Tem sido diferente de Iwa.

- Como assim?

- Aqui você tem trabalhado mais, chegado mais tarde... Algum problema?

- Não, apenas tem um volume maior de médicos para treinar. E tem um particularmente pedante, ele não me deixa em paz um minuto. Fica me seguindo com uma prancheta e anotando tudo o que falo, faz mais perguntas do que o normal e me para toda vez que me vê para tirar alguma dúvida.

- Ah.

- Não vejo a hora de ir embora. Como anda o treinamento?

- Bem.

- Sasuke-kun?

- Hn?

- Já sabe para onde iremos quando eu acabar?

- Ainda não decidi, tem algum lugar que queira ir?

- Não... É a sua missão, Sasuke-kun.

Ele queria dizer que não, não era sua missão apenas, ela estava ali com ele e faria parte disso. Mas como sempre, ficou calado.

O jantar chegou e comeram discutindo os problemas que Sakura teve em seu dia. Era uma nova visão para Sasuke, ver Sakura com estresse cotidiano e cansada, e talvez por isso o momento quase romântico onde ele se declarou tenha ficado para trás, encoberto pelo dever da rosada. Apesar do quanto isso o incomodava, não fazia mal em tudo, ainda assim era bom estarem juntos mesmo que fosse dessa forma platônica.

Rapidamente Sakura adormeceu após o jantar, Sasuke demorou a pegar no sono, sua mente começou a questionar muitas coisas, principalmente sobre o que viu nos encontros com Indra.

Em algum momento o Uchiha adormeceu, mas logo sentiu a familiar sensação. Ele acordou no mundo de Indra. O Otsutsuki estava já sentado em posição de meditação, estava abaixo da mesma cerejeira que ficaram em seu último encontro.

- Por que as vezes há tantos dias de espaço entre nossos encontros?

Indra apenas deu de ombros e não respondeu Sasuke. Para o Uchiha era um incômodo como Indra omitia suas verdadeiras intenções com esses encontros. Resolveu então retomar o assunto de uma frase que permaneceu na cabeça de Sasuke.

- Você disse que Harumi ainda te ama, é por isso que acha que Sakura está sonhando com ela?

- Você me vê, por que com Sakura seria diferente? Ainda mais agora que estão juntos, isso pode ter... Não sei... Ativado algo nela, lembranças de vidas passadas.

- Mas você se encontra comigo por causa do chakra, Harumi sabia usá-lo?

- Não, não sabia.

- Então.

- Você terá que conversar com Sakura sobre isso se quiser saber, eu também estou curioso.

- Mas você disse que Harumi vive em Sakura, você sabe de algo.

- Não, não sei, apenas suspeito que assim como eu vivo em você Harumi vive em Sakura pois ela é sua encarnação. Entretanto eu não sei se e como Harumi se manifesta, só você saberá... Se questioná-la.

Sasuke apenas olhou para ele não acreditando nessa sugestão.

- E vou dizer a ela que vejo meu predecessor? Já tenho problemas psicológicos demais aos olhos dela, não preciso adicionar mais um.

- Ela te disse isso? Que você tem problemas?

- Não, mas ela é médica e inteligente. E ela me conhece... Ela sabe.

- Hum... Vale a pena perguntar.

- Você está mais curioso do que eu?

- Talvez.

Sasuke se sentou ao lado de Indra, ficaram um tempo assim, apenas compartilhando silêncio.

- O que aconteceu com Madara? – A curiosidade de Sasuke falou mais alto.

Indra apontou para o lago que havia abaixo da árvore, em meio as suaves ondulações a imagem de Madara apareceu.

 

Madara estava em um pomar de pessegueiros que existia fora da aldeia, mas ainda assim era perto. Se Hashirama ou Tobirama focassem seu chakra saberiam que ele estaria ali. Provavelmente eles fizeram, e com toda certeza desistiram de Madara já que ninguém apareceu.

Ele não negaria que ficou aborrecido por Hashirama não procurá-lo, mas era o que ele queria, ir para longe. Ele só estava ali porque seu lado tolo ainda acreditava que Hana apareceria. Apesar do ódio que ele sentia por ela nesse momento ele ainda queria vê-la, confrontá-la com o que viu.

Esse pessegueiro era um local que os dois frequentavam muito, ficavam sozinhos e conversavam sobre o futuro... E faziam amor.

O dia amanheceu e muitas horas se passaram quando uma movimentação chamou atenção de Madara.

Hana vinha correndo em sua direção, não trazia nada em suas mãos.

- Yokatta! Te procurei em tantos lugares Madara.

- O combinado era partirmos ontem à noite.

- Eu sei.

- Eu fui até sua casa, você não estava lá e não havia nada preparado para vir comigo. Presumi que desistiu.

- Eu...

- Meu amor por você não é suficiente, Hana?

- Claro que é, do que você está falando?

- O que fazia nos braços de Tobirama ontem à noite?

Hana arregalou os olhos, como se tivesse sido pega em um segredo sujo.

- Eu...

- Diga logo, merda!

- Eu... Estava... Estou com medo... De sair da aldeia...

- E corre para os braços de Tobirama? Se deitar comigo não é o suficiente?

- Eu nunca...

- Deixe de mentiras, eu vi como ele te tocou.

- Madara.

- Por que Hana? Por que tem medo de vir comigo? Por que estava implorando para que Tobirama falasse com Hashirama?

Hana começou a chorar e levou a mão até a barriga.

- Porque estou grávida. Porque eu tenho medo de sair viajando com você nessas condições... Porque esse bebê é um Uchiha e o clã dele está em Konoha, onde é seguro e onde esse bebê tem que ficar.

- O que faz aqui então? Por que veio atrás de mim?

- Porque... Eu precisava te contar sobre nosso filho e tentar fazer você ficar. E se você não ficar... Eu... Eu não posso ir, Madara. Eu já amo tanto nosso filho que... Eu quero ele seguro.

As coisas começaram a se encaixar na cabeça de Madara. Então foi por isso que Tobirama disse que cuidaria dela... O ódio apenas cresceu, Tobirama sabia da existência de seu suposto filho antes dele. Tobirama queria ser pai de seu suposto filho.

Ódio, Madara só sentia ódio.

Hana se aproximou de Madara e sem autorização pegou a mão dele e colocou em sua barriga. Ele sentiu o chakra que começava a se formar ali. Havia uma nova vida em Hana.

- Fique Madara! Esqueça esse ódio todo, fique por nós dois.

Ele amava Hana, muito, a perspectiva de ter um filho com ela era a concretização de sonhos que a muito ele escondeu no fundo de sua mente. Ele tinha medo de acreditar que essa gravidez era real e que essa criança era realmente dele... Ele já perdeu tudo, o que garante que Hana e essa criança sejam dele? Nada!

Sua mente estava perturbada. E se essa criança fosse de Tobirama?

- Por que Tobirama soube dessa criança antes de mim?

Mais uma vez Hana desviou o olhar, envergonhada.

- Porque ele é um amigo e eu estava com tanto medo.

- Amigo? Tobirama Senju é um amigo? Desde quando?

- Ele sempre vai na floricultura, muitas vezes com Mito...

- Amigo, hum?

- Madara...

- Por que veio atrás de mim se ele ofereceu para cuidar de você e da criança?

- Como você sabe?

- Ouvi vocês ontem.

- Ele... – Hana desviava o olhar para o chão.

- Se eu resolver ir embora, é com ele que você vai ficar? É ele quem vai criar nosso filho? Ou será que esse filho já é na verdade dele?

Hana não respondeu, ela apenas chorava com a mão na barriga. Então Madara sentiu, sentiu o peso da maior traição... Hana preferia que seu filho tivesse outro pai do que seguir Madara para um futuro incerto.

Todo o amor que ele sentiu e sente por ela começou a arder, começou a doer no peito, o ódio estava tomando lugar.

Olha o que amar fez com ele, fraco, dolorido, manipulado e traído. Não, não era assim que Madara Uchiha deveria viver, não era assim que Madara Uchiha deveria se sentir.

Então ele não teria seu filho e sua mulher ao seu lado?

Ele estava tomado e cego pelo ódio.

- Jamais um Senju terá minha mulher e meu filho.

Antes que Hana percebesse Madara havia sacado sua katana e a acertado no coração. Foi um golpe rápido e limpo, os que raramente ele oferecia a seus inimigos.

Ela olhou para a katana e para o rosto de Madara.

- Ma-da?

Quando ela pronunciou seu nome ele sentiu sua mente voltando a si.

O que ele havia feito?

Tirou a espada do corpo de Hana, que começou a sangrar demasiadamente, e a deitou no chão. Ela estava morrendo.

Ele não conseguia olhar mais para ela, para o ventre dela, para todo aquele sangue. Ele precisava sair dali.

Quando ele ia se levantar os dedos finos dela agarraram seu punho, com a voz arrastada e cuspindo sangue ela proferiu suas últimas palavras:

- Um dia ... Você irá nos ... Amar... Irá nos .... Proteger. Nesse dia... Eu vou ... Te perdoar!

Hana fechou os olhos para sempre e Madara partiu sem dar um segundo olhar para o corpo, mas seu coração sangrava.

Ele dizia enquanto andava:

- Ela me traiu, ela mereceu, não era meu filho.

Como um covarde ele precisava acreditar nisso!

 

A imagem se desfez e Sasuke tentava esconder o quanto estava assustado com a atitude de Madara. Até então ele achava que o ódio de Madara, a sede de vingança e a vontade de transformar um mundo em um lugar melhor através da ilusão se dava por sua desavença com Hashirama e a perda de seus irmãos – principalmente Izuna. Mas havia algo a mais, havia Hana e seu filho.

- Madara passou um tempo achando que fez o certo, ele também pensava que sentir amor por Hana o deixava fraco. Pelo menos era o que ele de dizia para livrar-se da culpa.

- O filho era realmente dele, não era?

- Harumi... Hana... Nos amavam, muito! Não haveriam outros homens.

Sasuke não sabia o que dizer. Ele só conseguia lembrar de como ele quase matou Sakura.

- Sasuke, talvez você se tornasse como Madara se tivesse matado Sakura, Kakashi e Naruto.

- Eu sei. Ele conseguiu viver com isso?

- Ódio cega, cega tanto que ele preferiu viver acreditando na traição de Hana. Mas no fundo ele sabia. Por isso que destruir o mundo não era nada para ele, matar virou algo ordinário.

- O Tsukyomi... Ele queria viver nele, não é?

Indra deu de ombros.

- Não tem como sabermos. Madara... Bom, é difícil saber o que ele queria, quais os objetivos. Era tanto ódio que tudo foi deturpado. No fim das contas não havia mais objetivo, motivo ou razão. Apenas ódio.

Sasuke se encostou no tronco da árvore, ver o que aconteceu com Madara e Hana o deixou cansado.

- As vezes sinto que eu carrego o peso dessas vidas passadas. Uma dor, uma melancolia sem explicação.

- Sinto muito.

- Ah.

Ambos ficaram em silêncio por muito tempo. Sasuke foi o primeiro a se levantar, ele queria sair dali, ele queria voltar a sua realidade onde Sakura estava viva. Quando começou a andar e a forçar o pensamento para acordar, ele disse a Indra:

- Eu ainda vou errar muito, provavelmente Sakura terá que me perdoar por diversas coisas, mas dessa vez é diferente. Eu já quebrei esse ciclo também.

- Como você sabe que quebrou?

- Porque eu a amo, ela é minha família e eu não vou deixar Sakura.

Sasuke acordou suado e com a respiração pesada.

Sakura estava deitada em seu peito e o abraçava forte. Ele deu uma olhada no pequeno relógio de cabeceira e viu que ainda era madrugada, pouco antes do amanhecer. Então resolveu não voltar a dormir, ele não conseguiria, não lembrando de como Madara matou Hana e seu filho friamente.

Foi inevitável não se comparar com Madara, mas uma coisa martelava em sua mente, as palavras finais de Hana.

“Um dia... Você irá nos amar, você irá nos proteger.”

Sim, ele iria. Se ele e Sakura gerassem uma vida ele iria amá-los e protegê-los, mesmo que tivesse que ir ao fim do mundo para isso. Ele não queria viver a dor de Madara e o lamento de Indra.

- Sasuke-kun?

- Hn?

- Acordou cedo, sonho ruim?

- Ah, não.

- Ahhhhh, não quero ir para o hospital!

- Já está acabando, no final da semana já podemos ir.

- Por Kami! Espero que esteja certo, vou adiantar muita coisa hoje para que possamos partir em três dias. Depois disso acho que não virei à Kirigakure tão cedo.

Sasuke deu um leve sorriso para Sakura, ele começou a achar um pouco engraçado essas atitudes dela. Chegava a ser um pouco fofo.

***

Hoje era o último dia de serviço de Sakura, ambos estavam cansados. Sakura de tanto trabalhar e Sasuke de tanto ocupar sua mente pensando em Indra e Madara.

Ele não voltou a sonhar com Indra e nem fez força para isso, ver Madara assassinando mulher e filho o deixou mal. Se lembrou muito das visões que Itachi colocou nele, quando via seus pais morrendo. Era algo doloroso e perturbador.

Mesmo que aquela pessoa fosse Hana e não Sakura, ele conseguia projetar como se fosse ele a matando. Como quando ele quase o fez, sua mente não parava de reviver essas situações.

Era realmente um peso, a alma de Indra não teve uma vida fácil e nem reencarnações fáceis. Por mais que tenha sido tudo fruto da própria vontade, ele sentia um peso, algo o puxando para sempre fazer o “errado” e agora ele entendia. Não podia culpar, mas entendia. Tanto que quando se resolveu com Naruto sua alma ficou mais leve, e ele estava começando a se sentir assim quando se declarou para Sakura.

Sasuke estava arrumando todos esses infortúnios da vida passada, quebrando ciclos, e isso trazia leveza.

- Sasuke-kun, hoje devo chegar mais tarde. Vai haver uma despedida, querem ir em um Izakaya.

- Ah. – Sasuke queria perguntar se poderia ir, mas deixaria isso para Sakura decidir. Não queria se meter nos negócios dela.

- Anou... Mas também não vou chegar tão tarde, vamos partir amanhã cedo, certo?

- Podemos partir a hora que quiser, não tenha pressa por minha causa.

Sakura parecia querer falar algo, ficou trocando os pés indecisa, mas por fim resolveu deixar de lado. Foi o que ele percebeu.

- Tchau, Sasuke-kun. – Ela foi até ele e deu um beijo tímido entre a bochecha e os lábios.

A falta de intimidade estava começando já não o deixava mais chateado e sim irritado. Era como dar um passo para trás na evolução que estavam tendo. Ele também não via a hora de deixarem a aldeia.

O Uchiha passou o último dia em Kirigakure mais ocioso, fez algumas compras de provisões para a viagem e planejou um destino. Queria continuar no litoral e seguir pelos países através da costa. Seria uma viagem sem ação pois veriam poucos vilarejos e mais cidades turísticas, mas seria perfeito para um casal. Além do mais ele conhecia alguns desses locais e sabia que dariam um ótimo local de treinamento para seu rinnegan devido à baixa população.

Sasuke fez todas suas refeições do dia na rua, quando já era noite voltou ao hotel e tomou um banho. Sakura comeria fora e chegaria tarde, então ele arrumou tudo, deixou tudo pronto para a partida dos dois no dia seguinte.

As horas passaram e ainda não havia sinal de Sakura, já passava da meia noite e ele começou a ficar preocupado. Se segurou para não focar chakra ir atrás dela, não queria perturbar sua celebração.

Quando o relógio marcou pouco mais da uma e meia da manhã ele começou a escutar risadas no corredor. A porta estava sendo forçada a abrir.

Lentamente foi até lá e colou seu ouvido, claramente era a voz de Sakura atrapalhada, estava tendo dificuldades em achar a chave e abrir a porta.

- Não está no seu bolso, Sakura-san? Já revirou a bolsa toda!

Os ouvidos aguçados de Sasuke pegaram uma voz masculina e bastante grave do outro lado. Ele não era ciumento, de maneira alguma, confiava nos sentimentos de Sakura e nunca imaginou algo do tipo. Mas todo o ciúme de Indra e Madara, as confusões e erros que esse sentimento trouxeram a eles deixaram Sasuke alerta.

Sasuke abriu a porta de forma rápida, ele não estava preparado para a cena.

Sakura estava sendo aparada por um homem. O braço dela estava por cima dos ombros dele enquanto ele a segurava pela cintura. Os corpos estavam colados.

Assim que ela o viu, logo abriu um sorriso e tentou sair do braço do rapaz.

- Saaaasuke-kun! Tadaimáááá!

- Sakura-san, você não disse que teria alguém no seu quarto. É seguro te deixar com esse homem?

A petulância do homem foi memorável, provavelmente ele nunca ouviu falar de Sasuke Uchiha.

- Nhaaaaaa – Sakura ia começar a falar e Sasuke interrompeu.

- Esse homem é o namorado dela.

O outro homem ficou com a feição pálida. Sasuke continuou enquanto tirou Sakura do braço dele e colocou no seu:

- O que você faz aqui?

- Eu... Achei que seria melhor trazê-la do que deixar ela vagar sozinha. Sabe como é né? Alguém poderia se aproveitar.

- Ah. Alguém – Sasuke enfatizou o tom – Realmente poderia tentar se aproveitar. E esse alguém – Mais uma vez ele aumentou o tom – provavelmente acordaria morto, ela não é uma mulher fraca e mesmo nesse estado pode se defender. E se ela não pudesse se defender eu iria atrás desse alguém.

O homem teve muitos olhares no seu rosto, mas o que predominou foi medo. Sem se despedir de Sakura e Sasuke ele saiu curvando um pouco o corpo.

- Tsc. Perdedor imprestável!

Sasuke arrastou Sakura para dentro do quarto, ela balbuciava e ria.

- Sakura?

- Nhaaaam, Sa-su-ke... Kun....

- Bebeu muito, ham?

- Iiê... Sou discípula de Tsunade, bebo mais. Eu consigo!!! Gambate!

- Então porque está assim?

- Não seeeeei. Bebi só... – Ela começou a contar nos dedos – Oito copinhos de saquê! Só.

- Parece que foram mais.

- Hahahahahaha Mas o último tinha um gosto estranho... Tão docinho! Quero outro! Vamos lá Sasuke-kun! Vamos voltar lá e beber.

- Ah... Melhor tomar um banho e dormir, não?

Sasuke começou a suspeitar que alguém tinha colocado algo no saquê de Sakura. Ela não estava desacordada, mas estava mole e totalmente entregue e risonha.

- Sakura?

- Hummmmm?

- Esse homem que te trouxe... Quem é ele?

- Não sei! Quem é ele?

(...)

- Ahhhhhh. Shiiiiiiu. Não deixa ele me escutar! Ele faz perguntas demais, toda hora.

- Hn. – Sasuke se lembrou dela reclamando de um médico que ficava atrás dela o tempo todo. Pelo visto ele não estava interessado apenas nas informações médicas.

- E... Ele fez algo com você hoje?

- Não! Quem?

- Esse rapaz que te trouxe.

- Não! Não gosto dele! Muuuuuuito chato! Hahahahahahaha 

- O que foi?

- Sasuke-kun... Ele é irritante!

- Não, ele é chato! Só você é irritante!

Ele a viu fazer um beiço e logo depois voltar a rir.

- Sakura... Acho que ele colocou algo em sua bebida.

- Ehhhhhhhh?

- Ah.

De repente Sakura dormiu, ainda no braço de Sasuke.

Ela estava suada, cheirando a saquê e comida gordurosa, mas ele não daria banho nela. Não tinha certeza que ela gostaria disso. Apenas retirou os sapatos e a bolsa.

Antes de dormir Sasuke ficou pensando no homem, por que ele não sabia que Sakura estava acompanhada? Ela tinha vergonha dele?

***

Na manhã seguinte Sasuke acordou com os altos barulhos vindo do banheiro. Sakura estava se limpando. Ele foi até lá ver como ela estava.

- Sakura.

- Ahhhh. Que susto Sasuke-kun!

- Daijoubu?

- Ah... Estou bem. Me desculpe por ontem. Eu não queria demorar, mas cada hora que eu dizia ir embora alguém pagava a rodada.

- Se lembra como chegou aqui?

- Não... – Ela disse com a voz um pouco arrastada. – Não vim sozinha?

- Não. Um homem te trouxe. Você disse que era o médico chato que ficava atrás de você!

Ela arregalou os olhos.

- Ehhhhh? Por que ele me trouxe?

- Porque você mal conseguia andar, estava mole e ficava rindo o tempo todo. E... Você disse que bebeu um saquê com gosto diferente. Ele colocou algo na sua bebida.

- Kami-sama!

- Eu acho que ele queria entrar no quarto com você, ele se assustou quando me viu.

- Aquele bastardo!

- Sakura... Ele disse que não sabia que você estava acompanhada. Você não disse a ninguém que eu estou aqui com você?

Sakura começou a olhar para os lados e a corar.

- Eu não disse a ninguém. Não conversamos sobre isso ainda, e eu não sabia se você queria que todos soubessem.

- Estamos viajando juntos, Sakura! Por que não saberiam?

- Eu... Não sei.

Sasuke a entendeu, ela ainda era insegura com o relacionamento e os sentimentos de Sasuke, e claro, ela tinha motivos para se sentir assim. Ele se agachou onde ela estava sentada e deu um poke na testa dela. Era uma forma dele sempre confirmar seus sentimentos.

- Vou pedir café da manhã para nós. Quando você estiver melhor a gente parte.

- Arigato, Sasuke-kun! Ahhhhhh... Na minha bolsa médica tem um selo escrito utensílios. Libere com o selo de macaco e “kai”, e traga um pote pequeno com tampa. Por favor.

- Ah. O que vai fazer com isso?

- Um teste rápido de urina e confrontar aquele médico. Se ele me drogou, shanaro!

- Ah.

O Uchiha fez o que Sakura pediu. Depois disso tomaram um café da manhã bem reforçado. Com as malas prontas foram em direção ao hospital. Sakura iria fazer os testes na urina e Sasuke não quis deixa-la sozinha.

Quando chegaram no hospital todos ficaram surpresos ao ver que ele a acompanhava. Ela parou para cumprimentar algumas pessoas, mas nenhuma delas foi corajosa o suficiente para perguntar quem ele era e o que fazia ao lado de Sakura.

Chegaram em um laboratório e ela foi imediatamente fazer os testes. Haviam outros médicos na sala, por isso Sasuke ficou em um canto perto da porta tentando não perturbar ninguém.

Quase uma hora depois ela se levantou com a feição enfurecida. Foi até uma máquina e retirou papeis que levavam o resultado. Dando uma breve despedida a todos que estavam ali saíram da sala. Ele apenas a seguiu, ela dava passos largos e furiosos, indo em uma direção certa. De repente ela parou e bateu em uma porta, o homem que atendeu foi o mesmo da noite passada.

- Sakura-san? O que faz aqui? – Ele olhava para ela e para Sasuke.

- Uma breve visita. Teremos uma agradável conversa.

Sakura foi adentrando na sala sem que ele a convidasse.

- Vem, Sasuke-kun. – Ele a seguiu e assim como no laboratório, ficou no canto da porta vendo toda a interação.

- Aqui está o resultado do meu teste de urina, fiz essa manhã. – Ela estendeu para o homem, ele deve ter reconhecido alguma coisa pois engoliu em seco.

- Por me drogar, mesmo que tenha sido fora do horário de serviço, você perderia seu cargo no hospital. Completamente antiético! Ainda mais com o agravante que estou aqui sob convite de sua Kage.

- Sakura-san.

- Entretanto, eu não vou reportar isso. Me dói admitir, mas você é um médico talentoso e faria falta no hospital.

- Arigatou... Me desculpe, eu não sei o que deu em mim...

- Não terminei! Eu vou socar essa sua cara pelo que fez comigo, todos no hospital vão saber que alguma coisa você fez.

- Me desculpe.

- Não, não desculpo. Apenas sinto muito para as mulheres que você vai se relacionar e as que você já se relacionou no passado. Ter que usar esse recurso, drogar uma mulher, é deprimente.

Antes que ele pudesse dizer mais alguma coisa um soco atingiu seu rosto. Apesar da raiva, Sasuke viu que Sakura foi comedida, foi um soco que um civil aguentaria. Ela queria penas dar uma lição a ele.

Os dois deixaram o médico ali, com o rosto inchado e sangrando, talvez sem alguns dentes. Quando saíram deixaram a porta aberta para que quem passasse visse. E foi o que aconteceu, uma enfermeira parou Sakura:

- Sakura-san, o que houve com o Dr. Morio?

- Ele me assediou, isso o que houve. Vamos Sasuke-kun. – Provavelmente a palavra espalharia pelo hospital rapidamente, Sakura era uma mulher inteligente e o prejudicou sem agir diretamente.

Depois que fizeram seu registro de saída e se despediram de algumas pessoas no edifício Kage, partiram da aldeia. O clima entre eles estava mais leve e Sakura estava mais tranquila depois de ter socado o tal Dr. Morio.

- Para onde vamos, Sasuke-kun?

- Vamos nos manter no litoral, tem muitas cidades turísticas que podemos parar e entre elas tem muitos lugares vazios para treinarmos.

- Soka.

- Foi um belo soco que você deu nele.

- Ele mereceu, shanaro!

- Ah, mereceu.

(...)

- Foi bem diferente de Iwa.

- Foi, aqui foi tudo mais pesado.

- Ah... em Iwa até te deram presentes. E nós dois...

- Sim, tivemos mais tempo lá. Também gostei mais de Iwa.

(...)

- Isso acontece muito?

- O que?

- Assédio, quando está em missões.

- As vezes, muitos homens ainda não levam a sério kunoichis ou iryo-nins. Mas eu sei me defender, sou forte.

- Eu sei.

- Então... Não a nada se fazer em relação a isso. Homens sempre assediam quando não sabem a extensão do nosso poder. – Sakura deu de ombros e continuou a andar.

Sasuke parou alguns passos e ficou vendo ela andar lentamente. Ela não usava capa de viagem, estava calor. Suas costas ostentavam o símbolo Haruno sob o tecido vermelho de seu uniforme. A mente de Sasuke traçou várias possibilidades, todas resultaram em uma coisa:

- Eles podem parar de assediar.

- Ehhh? Como?

- Quando você usar o símbolo Uchiha... Quando você se chamar Sakura Uchiha.

Ali, pouquíssimos quilômetros da saída de Kirigakure no Sato, Sasuke presenciou algo que não via a muito tempo. Sakura havia desmaiado.



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