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História Amor Revelado - Capítulo 37


Escrita por:


Notas do Autor


OIEEE
tudo bem com vcs?
Mais um capítulo saindo do forninho
Espero que gostem

Último capítulo da fanfic
Eu realmente gostei de escrever e ela até me ajudou muito a melhorar a escrita.
Tô triste, mas tbm to feliz.
Falo mais nas notas finais.

Espero que gostem <3
Desculpar os erros <3
Boa leitura <3

Capítulo 37 - Um Recomeço


Rena Rouge e Carapace estavam atrás de LadyBug e Coeur Black, não estavam muito longe do local, foram até o andar de cima e procuraram eles até entrarem no quarto de Adrien, somente dando tempo de a heróina de traje vermelho pular pela janela e deixar o quarto vazio com apenas os dois ali dentro.


Chat Noir tinha acabado de entrar na casa de Mestre Fu, abriu a porta devagar e encontrou o senhor sentado no chão.

–Chat Noir - o ouviu chamar, mesmo com os olhos fechados, o reconheceu - Veio pegar os Miraculous? - o viu abrir os olhos mas apenas olhar o chão, não o encarou.

O gatuno nada disse, se manteve em silêncio e caminhou em sua direção ouvindo um suspirou do mais velho, se ajoelhou a sua frente, chamou a atenção de Fu e estendeu a mão fechada. Abriu a mesma e lá, estavam os dois Miraculous, o do Pavão e o da Borboleta.

–Vim devolver o três Miraculous - Mestre Fu pegou os dois que estavam estendidos a sua frente.

–Três? - questionou curioso, ele não pretendia devolver o terceiro, não?

–O Miraculous da Destruição também - rapidamente levou a mão até o anel prestes a retirá-lo - Quero te fazer uma pergunta - parou antes de tirar o anel do dedo, o senhor apenas aguardou - Conheceu a minha mãe?

Essa pergunta o pegou de surpresa, mas sabia que uma hora ou outra isso viria a tona.

–Sim, eu a conheci - disse colocando os Miraculous que Chat Noir o entregou na caixa dos mesmo que já estava a sua frente - Era uma mulher incrível, acho que Duusu não podia ter uma portadora melhor, falando nele tenho que concertar seu Miraculous.

–Obrigado.

Estava prestes a tirar o anel quando o senhor o impediu.

–Por que vai devolvê-lo?

–Não posso proteger Paris depois do que fiz.

–Você...

–Me diz, um heróis que estava prestes a destruir Paris pode ser chamado de herói? - olhou Fu no fundo dos olhos, acreditando esperar uma resposta.

–LadyBug pode ser chamada de heróina de novo depois de ser akumatizada, lembra? Até mesmo LadyBug já caiu nas garras de Hawk Moth, Chat Noir. Mas assim como você, ela desistiu, ela te deu o akuma e você, trouxe a cidade de volta em seu perfeito estado como antes - o encarou da mesma forma,.deu um sorriso gentil - O importante é que você se arrependeu, não Chat Noir?

O garoto não respondeu, abaixou seu olhar encarando anel em seu dedo.

–Plagg, esconder garras - ditou as palavras e um brilho verde invadiu a sala por segundos, logo o kwami preto apareceu em sua frente. Retirou o anel antes que o mesmo pronunciasse alguma coisa.

–Me desculpa, Plagg - quando foi lhe entregar o Miraculous, ele recusou pegar.

–Pense bem, Adrien. Se realmente não quiser mais ser o portador de Plagg, me entregue o anel amanhã. Você foi o melhor portador que ele já teve em toda vida, e ele já viveu bastante. Plagg não gosta de qualquer, e de alguns que ele teve melhor relação, você foi o portador mais especial para ele - Adrien prestava atenção a cada palavra dita por ele - Ele estava ciente do mundo em que vivia, garoto. Do pai que tinha, a secretária, como você passava cada dia da sua vida, ele sabia, Adrien, e mesmo assim, ele se recusou a sair do seu lado. Não só pra causa disso, mas porque você é um grande amigo para o Plagg, quer mesmo separa-lo de você depois de tudo? - e novamente ele não teve uma resposta - LadyBug.

Olhou para trás, nem sequer ouviu a porta ser aberta, só deu tempo de ver a azulada na porta um pouco ofegante.

–Você não está... - deu alguns passos para frente.

Antes que ela pudesse terminar, o loiro saiu da sala. Ela iria o impedir mas Mestre Fu pediu que não.

–Ele precisa pensar.


Alguns dias se passaram e Gabriel Agreste havia sido preso, sobre Nathalie, ainda estava sendo resolvido. Quanto a Adrien, todos achavam que aquela destruição era mais akumatizado, o último akumatizado, ninguém sabia a identidade daquele, menos os heróis que já sabiam de tudo.

Em noticiários, jornais, na TV e até em algumas revistas falavam sobre a prisão de Gabriel Agreste e a descoberta de ele ser o vilão que temeram por tanto tempo. Uns falavam mais e outros só comentavam mesmo, e Adrien sempre assistia ou lia. Com tudo isso acontecendo, tinha a empresa também que estava um pouco desorientada, cada dia mais. O loiro já tinha 18 anos, e os empresários pensavam em pedir a ele para que tomasse controle, mas como disse, no momento pensavam e ainda não tinham comentado nada.

O garoto não tinha devolvido o Miraculous a Mestre Fu, mas também não tinha aberto a caixinha que o guardava até agora, as vezes passava um tempo olhando o objeto enquanto pensava. 

Foi quando naquele dia resolveu abrir, pegou a caixinha em mãos e, ainda um pouco hesitante, a abriu. O kwami negro de olhos verdes apareceu, um tanto preguiçoso se espreguiçando e não deixando um bocejo passar. Assim que avistou Adrien, chamou pelo seu nome e o deu um abraço na bochecha. Em dias, pode dar um pequeno sorriso.

Estava sozinho naquela mansão, completa e totalmente sozinho. Nem mesmo Gorila estava lá, não estava saindo de casa ultimamente então o deu alguns dias de descanso. Não que ficar isolado fizesse diferença em sua vida, em grande parte dela viveu assim e, por um tempo, voltar a isso não era problema.

–Na próxima eu vou usar meu cataclismo em você se me deixar assim por dias - Plagg disse emburrado, ou pelo menos fingindo estar, mas estava realmente feliz por tudo ter acabado. Notou a cara de Adrien que não estava muito boa - Você tá bem?

–Eu...

Antes de conseguir terminar a frase ouviu a campainha da grande mansão tocar, podia ouvir o som ecoar pelo lugar. Encarou o kwami por instantes antes de sair do cômodo que estava e ir em direção a porta da entrada.

Com a mão já maçaneta, a girou devagar e abriu a porta, revelando as pessoas em sua frente, alguns de seus amigos e heróis. Não soube o que falar ou fazer, fechava a porta ou os deixava entrar, pedia desculpas ou simplesmente conversavam.

–Adrien - Marinette chamou pelo seu nome, o que ele fez foi apenas abaixar a cabeça, não conseguia olhar pra eles.

A azulada se aproximou do loiro e lhe deu um abraço, o rapaz ficou surpreso com a atitude, de imediato não retribuiu mas, segundos depois, envolveu seu corpo com os braços igualmente. Estava se questionando o por que daquilo, mas não podia reclamar, sentiu falta daquilo, muita falta.

Abaixou a cabeça apoiando no ombro de Marinette, ficaram assim por um tempinho até se afastarem. Em seguida foi a vez de Alya, depois Chloe e por fim Nino, deixou que os amigos entrassem abrindo um pouco mais a porta para sua passagem.

–Como você está? - Alya perguntou primeiro, realmente preocupada com o loiro, tinham quase duas semanas que não se viam e desde aquela luta estava preocupada com ele. Todos estavam.

–Eu... Tô bem, eu acho - foi a única coisa que disse.

–A casa tá bem... Vazia - Chloe comentou, o que realmente era verdade.

–Levando em consideração que meu pai tá na cadeia e Nathalie em julgamento, não tem mais ninguém - Adrien disse colocando uma mão atrás da nuca, e abaixando a mesma em seguida.

–Esta sozinho? - Marinette perguntou, para os outros poderia ser óbvio, mas o que ela queria realmente saber era se ele tinha devolvido o Miraculous ou ainda se mantinha com ele.

–Não mais - respondeu Adrien pondo as mãos no bolso da calça que usava. Marinette segurou o suspiro que queria tanto soltar.

–Então... Onde está Plagg?

–Provavelmente comendo queijo - respondeu, não se importou muito com a pergunta já que tinha certeza que os amigos ali sabiam sua identidade secreta - Vocês querem... Ir para o meu quarto ou a sala de estar?

–Vamos ao seu quarto - Chloe disse tomando a decisão, além disso, todos preferiam o mesmo cômodo.

O loiro subiu na frente e os amigos o seguiam atrás. Chegaram ao quarto de Adrien e entraram.

–Fiquem a vontade.

Tentavam conversar normalmente, menos Adrien e Marinette, que não conseguiam olhar um para o outro e ter coragem de chamar para conversar em particular sobre o que tanto precisavam falar um para o outro.

–O que você acha, Adrien? - Chloe perguntou, o garoto nem sequer prestava atenção no que diziam, igualmente a Marinette que só fingia prestar.

–Acho que poderiam parar de agir assim - agora de um esforço para conseguir encara-los, embora sua vontade era de abaixar a cabeça, ele os olhou.

–De agir...

–Como se nada tivesse acontecido. Eu quase destruí a cidade e vocês agem como se não tivesse feito isso, e não é assim. Qual é, olha o que eu fiz e vocês parecem ignorar.

–Nós não...

–Estão ignorando sim, sabem disso.

Segundos de silêncio se passaram e ninguém pronunciou uma única palavra, talvez por não saberem o que falar ou por não saberem como falar.

–A gente viu o vídeo - Chloe disse após o silêncio já ficar insuportável - O vídeo da Emilie - evitou o apelido que dava a ela quando era pequena - Pensamos no que falar mas depois daquilo... Simplesmente não sabíamos, talvez um sinto muito mas eu acho que é provável que você já esteja cansado de ouvir isso, mas... Sinto muito, acho que todos sentimos - ela tinha razão, Adrien já estava cansando de ouvir sinto muito de todos, nas revistas, programas, jornais.

–Eu sei que por mais que a gente queira que tudo volte ao normal, não vai ser igual a antes - Marinette começou a falar - Mas podemos tentar, eu sei que não dá para esquecer algo assim, mas não significa que não podemos continuar amigos, que não podemos continuar a nos divertir juntos.

–Marinette...

–Você me ajudou, lembra? Até eu... Já tentei destruir Paris, mais especificamente a Lila - fez uma pausa antes de continuar a falar - Todos aqui já se perderam uma vez, Adrien. Mais da metade de Paris, com certeza. Todos tivemos nossos motivos, e você teve os seus. Sentimos muito se nós contribuímos para algum desse motivos, não era nossa intenção, nunca foi - Marinette não sabia se falava mais por ela mesma ou pelos outros, as palavras só iam saindo, dizia tudo que sentia no momento e não deixaria nada de fora - Eu só... Só preciso saber... Se você pode me desculpar por ter feito o que fiz. Eu não acho que você é fraco, muito pelo contrário, eu acho que você é o mais forte de todos aqui, mais forte que eu...

E era verdade, ela tinha certeza de que era, o garoto já havia aguentado muita coisa e estava sempre suportando cada vez mais, ele era forte, mais forte do que qualquer um que já conheceu. E dizia isso com foda a certeza.

–Todos os akumas que já derrotamos lá fora... Eu não teria conseguido sem você, você se arriscou tantas vezes que eu já perdi a conta, me deu tantas chances que é impossível de contar nos dedos. A Temporizadora quando ela quase tocou em mim e você me deu outra chance, Jogador 2.0 quando se jogou da arena de luta - mordeu o lábio inferior antes de continuar a falar - O Cupido Negro e vários outros... Eu nunca esqueci, "ao seu lado sempre, contra você nunca" - disse por fim e, novamente, o silêncio pareceu reinar sobre aquele quarto.

Ninguém dizia nada e dessa vez, nem sequer pretendiam dizer. Adrien sabia que tinha que dizer alguma coisa, o clima ficava – a cada segundo – mais insuportável. Lo loiro soltou um suspiro antes de abrir e fechar a boca umas três vezes, até se pronunciar.

–Eu nunca... Quis me afastar de vocês, acho que são as última pessoas que eu escolheria ficar longe. Me fizeram mais bem que qualquer um já fez, não sabia como falar com vocês depois do que aconteceu, sei que não poderia simplesmente conversar como se nada tivesse acontecido - fez uma pausa para respirar - Me... Desculpem.

–Aí, tudo bem brô, tamo de boa.

–Eu digo o mesmo - Alya disse depois de Nino.

–Então... Estamos todos bem agora? - Marinette pergunta e todos assentwm com um sorriso no rosto...


O resto da tarde se passou normalmente, conversaram e zoaram como sempre faziam, jogando conversa fora e brincadeirinhas que faziam antes de tudo. Foi uma tarde relaxantes para todos ali presentes, principalmente para Adrien que teve uma boa companhia depois de dias isolado por escolha própria.

Cada um ali se sentia aliviado por tudo ter voltado como antes, ou pelo menos, tentariam fazer com que fosse como antes.

Os amigos já estavam na porta de entrada da mansão, já indo embora por ficar tarde, mas antes fizeram Adrien prometer  que iria a escola na próxima semana, não só eles como todos lá sentiam a sua falta.

–Até mais - o loiro fechou a porta e se virou, quase tomou um susto por Marinette estar ali em sua frente, aí que notou que a mesma não tinha ido embora - Você... Não vai? Quero dizer, está ficando tarde e é perigoso andar por aí a noite...

–Eu preciso falar com você, não queria falar com você na frente deles então... 

–Falar sobre...? - ela soltou um suspiro um tanto cansativo.

–Nós, Adrien. Podemos ja ter resolvido tudo aquilo mas, ainda não conversamos sobre a gente - e mais um suspiro - Eu ainda te amo, e tenho certeza de que sabe disso, sinto sua falta mais do que tudo na minha vida, sinto falta da sua companhia, do seu carinho, suas risadas, beijos, sinto falta de você - mordeu o lábio o encarando.

Adrien caminhou em sua direção se aproximando dela, chegou perto e levou sua mão até a boca da azulada puxando seu lábio inferior para baixo, impedindo que a mesma continuasse a manter os dentes sobre o lábio carnudo.

–Um dia vai machucar sua boca fazendo isso - disse ainda com o dedo sobre a boquinha rosada da garota, respirou fundo - Também sinto sua falta, talvez quando eu disse que me fizeram mais bem do que qualquer um, eu quis dizer especificamente você - encarou aquelas íris no qual costumava se perder, aqueles olhos azuis que não tinham igual.

Lhe deu um selinho demorado ao qual a azulada não protestou e nem se afastou. Com uma mão passou os dedos entre os fios loiros do garoto que apenas segurou sua cintura. Se afastaram após alguns segundos e voltaram a se olhar.

–Então... Voltamos? - Marinette perguntou após instantes.

–Com toda certeza, voltamos - sorriu.

De longe os dois kwamis apenas observavam.

–E eles voltaram mesmo - Plagg disse, feliz por finalmente estarem juntos de novo.

–Eu te disse, quando se está escrito, nada que aconteça impedirá o destino. E a junção deles esteve escrito desde o dia que nasceram - Tikki falou, olhando para Plagg - Agora, acho que não vamos pra casa essa noite, vou avisar aos pais de Marinette.

–Não vai falar que é você né?

–Claro que não, eu só vou mandar uma mensagem fingindo ser a Mari avisando que ela não volta hoje, de um jeito que tenho certeza que a Sabine vai entender, e pelo jeito que eu a conheço, vai inventar alguma coisinha para Tom.

–E como conhece tanto assim essa Sabine?

–Do mesmo jeito que você conhece bem o Gabriel sem ele nunca ter te visto, ou quando você conhecia Nino antes dele saber de você - já ia saindo do lugar onde os dois estavam afim de pegar o celular de Marinette para mandar a mensagem.

E naquele momento, naquele segundo, então, passaram a viver um novo começo, aquilo era, principalmente para ambos, um recomeço, uma nova oportunidade, uma nova chance.



Notas Finais


FIIIIIIMMMM

Uhuul
Não sei se ficou bom o final, mas enfim, espero que tenham gostado.

Obrigada pelos comentários, favoritos, pelas sugestões e opiniões que eu amei ler. Valeu msm cada um de vcs.

Se puderem, comentem aí nesse último capítulo da fic ou mandem msg pra mim msm. Aí fica por vcs, ou se não gostam muito de comentar ou tem vergonha não tem problema, como deu disse, vai por vcs.

ATÉ A PRÓXIMA FIC GALERAAA
JA JA ELA CHEGA HEEIIINN
FIQUEM ATENTOS

Amuh ocês <3
Desculpa os erros <3
Beijos e até ❤️❤️


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