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História Amor Secreto - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Arte silenciosa





Sehun nunca pensou que fosse estar tão cedo de volta à Rússia. 


A Rússia é o país em que Sehun nasceu, porém o mesmo não tinha uma vida fixa dentro do país graças a seus pais biológicos, voltando ao país apenas ao se desligar de seus progenitores e embarcando em uma nova vida graças à ISP. Sehun passou a “viver” novamente em solo russo aos 17 anos, iniciando sua fase de treinamento na ISP aos 18 e se capacitando aos 20, se fixando no país como base que sempre retornava após missões por responder à sede russa da ISP. Então não é de se estranhar que muitos agentes e pessoas que o conhecem apontem o país como seu lar. 


Mas a realidade é que Oh Sehun nunca considerou nenhum país ao redor do globo como seu lar, o seu lugar de descanso, seu refúgio e seu destino final e único após uma missão. 




— Irina Romanov, 30 anos, historiadora, criminosa de peças do mundo da arte, possui sangue real pelo o que sempre diz - no entanto não é confirmado, tem influência e acesso a lugares importantes como esse em que estamos agora… O Grande Palácio do Kremlin, um lugar de poder e história do povo russo, um lugar que recebeu czares, que recebe o presidente russo e sua alta administração, um lugar de muito prestígio e valor. - falou Sehun em tom baixo e discreto em seu ponto de comunicação em contato direto com Jongin enquanto apreciava as paredes de ouro do salão dedicado a São Jorge, seguindo o grupo de pessoas guiadas pela própria Irina ao redor do luxuoso ambiente, Jongin sendo uma delas. 


— Alguém como ela só pode ter problemas mentais. - disse Jongin a uns bons passos à frente de Sehun e distante o suficiente para manter um diálogo discreto sem parecer louco ou suspeito. — Quer dizer, ela se veste como se estivesse vindo direto do século XVIII. - apontou Jongin olhando para o vestido bufante e espalhafatoso da mulher que estava coberta de jóias.


— Lembre-se, ela nos trouxe até aqui porque acredita que somos nobres interessados em adquirir uma de suas valiosas obras de arte e artefatos roubados, tudo o que temos que fazer é seguir o fluxo que planejamos, sem necessidade de atacar a ninguém neste lugar. Ela é muito esperta e já fugiu várias vezes ao quase ser pega por agentes de diversas organizações de combate ao crime. Fique de olhos bem abertos. - disse Sehun vendo Jongin parar de frente para as pinturas centrais nas paredes ricas em ouro, em seguida virando-se para trás e olhando direto para si. — A propósito, você está uma gracinha


Jongin estava usando um longo casaco felpudo branco, luvas pretas, botas pretas e boina preta em seus cabelos que agora estavam em um tom prateado. Sua pele dourada como a imagem do verão toda coberta - a não ser por sua face ainda corada pelo vento gélido de Moscou. O frio estava afetando Jongin mesmo dentro do palácio, do lado de fora se faziam -5°C de pleno inverno russo. 


— Quando você diz que eu estou uma “gracinha” você quer dizer que eu pareço um filhote de pinguim tentando não morrer de frio? - disse Jongin apontando discretamente para seu visual exagerado. — Porque se for isso, eu concordo.


Sehun viu bem há uma hora atrás Kim Jongin com tal visual no meio da neve que toma as ruas, o visual não está tão longe do descrito por Jongin, ainda assim uma gracinha.


Jongin observou as roupas de Sehun e desejou estar tão à vontade e despreocupado com o clima quanto Sehun, mas não foi ele que passou 8 anos de sua vida vivendo no país frio. Sehun estava usando um longo sobretudo grosso e preto que jazia aberto e por baixo do mesmo ele usava um terno azul escuro e botas de neve discretas e sofisticadas nos pés. Seu cabelo estava com um corte novo, mais cheio em cima e bem curto nas laterais, do jeito que Jongin sempre achou combinar com Sehun.


— Você está um gato. Veio conquistar Irina? - brincou Jongin em tom provocativo. 


Sehun podia ver Jongin movendo suas sobrancelhas de forma provocativa para si ao longe. 


— Se ela cair de amores por mim, então ela cairá mais fácil na cadeia que é o lugar dela. - garantiu Sehun dando de ombros e retornando a andar. — Só temos a ganhar com isso. E obrigado pelo elogio. - disse Sehun com um sorriso e piscando um olho para Jongin, vendo o moreno se virar depressa e voltar a andar.


— Não há de quê. Da próxima vez admita que eu estou um pinguim irresistível. Garanto que Irina cairá de amores por mim também. 


Sehun queria tanto rir, mas a missão requer sua seriedade total. 







☆☆







Oh Sehun e Kim Jongin estavam sentados na mesa luxuosa para 10 pessoas na grande sala de jantar do Grande Palácio do Kremlin, um ambiente bem decorado e arquitetado dentro do estilo classicista. Todos os presentes na mesa - com exceção dos dois comandantes da divisão AEGIS - são criminosos de artefatos e peças de arte cujo valor é imensurável, e se tudo ocorrer como planejado, nenhum deles sairão impunes. 


A mesa posta com um banquete luxuoso aguardava a boa vontade da anfitriã Irina Romanov, e na decoração da mesa estavam oito peças da obras mais preciosas da era dos Czares.


— Esses são os Oito Ovos Imperiais Fabergé. - disse Irina apontando para os ovos adornados em pedras preciosas, prata, ouro e dentre outros metais preciosos. — São obras primas da joalheria e que foram produzidas exclusivamente para os czares russos. Esses são os 8 ovos “desaparecidos” dentre um total de 52. Como podem ver, essas belezuras estão em minhas mãos… E estão nesta mesa para a pura apreciação de vocês para que compreendam que tudo o que eu possuo é autêntico e valioso.


Logo atrás de Irinia estavam expostos os quatro quadros pintados por figuras importantes e históricas da arte e que Irina estava ofertando por preços absurdos, mas levando em conta o autor de tais obras, não havia como não oferecer valores longes do exorbitante de tão caros. 


“Le pigeon aux petits pois”, de Pablo Picasso.

“Charing Cross Bridge”, de Claude Monet.

“The Lovers: The Poet's Garden IV”, de Vincent Van Gogh.

“View of the Sea”, também de Van Gogh.


Todas as quatro obras de arte foram roubadas e passaram por muitas mãos até chegar nas de Irina Romanov - que agora tem planos de passar os quadros à frente mais uma vez e lucrar com um objeto que nunca a pertenceu e jamais pertenceria de fato a ninguém, pois tais quadros são patrimônios artísticos para a humanidade.


— Garanto que se vocês não adquirirem essas obras de arte hoje, jamais irão vê-las com seus próprios olhos novamente. - disse Irina olhando para seus convidados. — Charing Cross The Brigde” pintado por Monet é um quadro que muitas pessoas acharam ter sido queimado pelo homem que o furtou em 2012, mas como podem ver… Ele está aqui! Vocês estão livres para checar a autenticidade da obra que lhes coloco à venda por 25 milhões de dólares. 100 milhões de dólares é o meu valor de venda do quarto Le pigeon aux petits pois” de Pablo Picasso, não preciso fazer muitos elogios, esse talento todos já conhecem e jamais questionam. 30 milhões de dólares pelo View of the Sea” e 30 milhões de dólares pelo The Lovers: The Poet's Garden IV”, ambas obras de Van Gogh, um dos artistas mais influentes dos últimos tempos. 


O olhar de Jongin encontrou o de Sehun sobre a mesa, ambos aguardando o momento oportuno e bem planejado de agir. Os nobres criminosos da mesa começaram a discutir discretamente sobre quais quadros cada um estavam interessados para assim fazerem seus lances de valores e ver quem ficaria com qual. Sehun e Jongin estavam sentados próximo de Irina na ponta da mesa e não tinham muita escolha a não ser fingir muito interesse em alguma das quatro obras expostas.


— Em qual obra o senhor está interessado, meu caro Dimitri Gagarin? - indagou Jongin com um curto sorriso a Sehun, usando o nome falso do mesmo para a missão, ciente da atenção de Irina em si e em Sehun.


— Eu estou interessado em Le pigeon aux petits pois” de Pablo Picasso. - disse Sehun bebendo um pouco de champagne. — E você meu caro Arthit Vajiravudh? - perguntou Sehun de volta. 


— Oh, que coincidência! - disse Jongin com falsa surpresa. — Eu também!!!


— Então teremos concorrência? Excelente!!!!! - disse Irina enquanto olhava para Jongin e Sehun em completa animação. 


Sehun e Jongin se olharam com sorrisos desafiadores, mas não pelo motivo que Irina Romanov acreditava ser a causa de tais sorrisos.



O banquete se iniciou e Jongin e Sehun comiam tranquilamente junto com todos quando o primeiro começou a engasgar, seguido de mais um, e mais outro, até que todos estavam tossindo sem parar. Jongin e Sehun começaram a fazer o mesmo para não parecerem suspeitos enquanto Irina olhava a cena em incredulidade.


— O que está acontecendo?????? - perguntou Irina horrorizada enquanto olhava para seus convidados que se levantavam e deixavam a mesa.


— Sua louca!!!!! Você quer me envenenar e roubar o meu dinheiro?????? Você não vai conseguir!!!!! - disse uma das criminosas presentes, a mesma correndo para fora da sala grande de jantar.


Os demais criminosos de artes seguiram atrás da primeira a deixar a mesa enquanto faziam promessas de acabar com a vida de Irina Romanov, mas nenhum deles sabiam que ao saírem porta afora todos eles estavam assinando suas idas direto para a prisão, graças a Taeyong, Yeeun, Yunho e Eunbi e mais outros agentes da ISP Rússia que não permitiriam que nenhum deles fossem fugir.


— Eu não estou tentando invenená-los!!!! Eu contratei o melhor bufê russo!!!! Isso não pode estar acontecendo!!!!


— Eu acho que não é veneno senhorita Romanov… - disse Sehun dando um longo gole de champagne enquanto olhava para Irina. 


— Não????? - indagou a mulher confusa, olhando entre Sehun e Jongin, os únicos que ficaram na mesa, mesmo ainda fingindo uma tosse. 


— Não. - disse Jongin parando de tossir e se virando para Irina.


— Talvez eles estão simplesmente sentindo aquele gosto amargo… - disse Sehun descendo sua taça sobre a mesa com a mão esquerda. — O gosto amargo de saber que será a última vez em que eles terão uma vida de luxo, roubando e usufruindo daquilo que não os pertence. 


Irina congelou ao sentir a arma fria ser pressionada em seu pescoço, seus olhos incrédulos focando sobre a figura de Kim Jongin.


— Não, por favor!!!!! Vocês estão cometendo um engano!!!!!! Não é de mim que vocês estão atrás…. E-Eu… Eu não sou uma criminosa, eu tenho sangue real russo!!!!!!!!! Eu descendo de grandes e vocês não podem me prender!!!!!!!!


Jongin pressionou a arma com mais intensidade no pescoço de Irina Romanov. 


— Você acha que vamos vai cair nessa sua história? A mesma que você usa todas as vezes em que você está prestes a ser pega e acaba por fugir? - indagou Jongin em tom sério.


Irina ficou com uma expressão facial neutra, em seguida ela deu um sorriso triste, surpreendendo a Sehun e a Jongin. 


— Me deixem ir, eu não posso ir para a prisão, eu tenho que cuidar dele.  


Sehun paralisou em seu assento enquanto tentava entender o que Irina estava querendo dizer ou se era algum blefe da criminosa.


Dele quem? - perguntou Sehun lentamente.


Irina sorriu mais largo ainda, um sorriso de tristeza mesclada a desespero.


— Levante a toalha da mesa e verás do que eu estou falando. 


Sehun fez o que Irina pediu e levantou a toalha da mesa na frente da mulher, puxando o tecido sobre a mesa de vidro. Ambos os comandantes entraram em completo horror ao ver o que estava embaixo da mesa, bem aos pés de Irina Romanov.


Um bebê.


— Ele é meu filho. - disse Irina rindo entre as lágrimas, seus olhos focados em nenhum ponto em particular do salão enquanto falava. — Ele tem hemofilia, doença que veio hereditariamente pelo sangue da família real russa e que deixa seu corpo muito frágil por conta de uma desordem na coagulação sanguínea. Eu o dei o nome de Alexei, como Alexei Nikolaevich que foi herdeiro do trono russo desde seu nascimento até sua morte em tão curto tempo de vida, que portou a mesma doença que meu filho tem hoje. Ele não pode ficar sem a mãe ou ele irá morrer. 


Irina se abaixou até o chão e Jongin já não sabia mais o que fazer, olhando perdido para Sehun, assistindo a expressão rígida e de pânico contido pelo mesmo diante da situação inesperada.


— Abaixe a arma. - pediu Sehun olhando nos olhos de Jongin.


Jongin abaixou a arma lentamente, suas mãos tensas mantendo a arma de forma segura.


— Mamãe nunca vai te deixar. - falou Irina pegando seu filho Alexei nos braços, ninando-o enquanto sorria entre as lágrimas. 


Um lindo menino de cabelos pretos e que aparentava estar nos seus 6 primeiros meses de vida. Um bebê que Irina não registrou e Sehun e Jongin jamais iriam saber da existência do mesmo se a mãe não tivesse o trazido consigo.


O bebê estava o tempo inteiro embaixo da grande mesa de jantar e ninguém notou sua presença. Como o encontro envolve total sigilo, o silêncio no ambiente e as conversas baixas não atrapalharam o sono da criança silenciosa.


— Eu sinto muito Irina, mas você terá que deixá-lo. - disse Sehun em um tom calmo que Jongin não sabia de onde ele havia reunido forças para usar no momento tenso. — Ele precisa ter uma vida justa e limpa, ele precisa ter a chance de fazer seu próprio caminho sem que você ensine apenas um lado para que ele siga sua vida: O lado errado, o lado que o levará a ser alguém que pratica apenas coisas ruins aos outros para se sentir feliz consigo próprio. 


Alexei começou a chorar baixinho nos braços de sua mãe.


Irina olhou para Sehun com uma feição de pura incredulidade com as palavras ditas pelo comandante AEGIS.


— Quem é você para dar conselhos sobre algo que você nunca viveu?!


Jongin ficou tenso, triste e preocupado ao ver a expressão de Sehun mudar de contida para uma de total tristeza, de uma forma que ele nunca esperou ver no belo rosto de Sehun.


— Eu sei muito bem do que eu estou falando. Eu fui a criança que meus pais criaram e ensinaram só um lado da vida para que eu seguisse ao lado deles: O lado do crime. Eu poderia estar hoje ao lado dos meus pais e seguindo os passos dele… Mas um dia eu abri meus olhos de vez e percebi que muitas vezes o caminho que temos que tomar só depende de nós mesmos, de nossas escolhas… A vida tem muitas faces, e entre as coisas boas e ruins… Eu decidi que eu não seria como os meus pais, eu decidi que eu iria combater pessoas como eles. 


Irina observou Sehun com olhos arregalados e cheios de lágrimas.


— M-Mas… Mas eu estou tentando sair dessa… Dessa vida. - começou Irina com a voz trêmula. — E-Eu estou me desfazendo das coisas aos p-poucos para não chamar a atenção… Para dar um futuro melhor para o meu filho… Por favor… N-Não o tirem de mim!!!!!!!! 


— Eu sei que você como mãe nesse momento quer o bem dele, mas o seu filho não pode responder pelos erros e crimes que você cometeu como pessoa antes que ele viesse ao mundo, antes da sua vida mudar… - disse Sehun estendendo sua mão lentamente e tocando o ombro de Irina com gentileza. — Como você se sentirá quando o seu filho crescer e descobrir tudo o que você fez de errado no passado? Como você acha que seria a reação do seu filho ao saber que a sua própria mãe praticou furto, comprou e revendeu obras de furto, prejudicou a vida de muitos e que saiu impune? Você acha que seu filho vai acreditar em outras pessoas ao longo da vida? Você acredita que Alexei vai ser feliz sabendo que as coisas poderiam ser diferentes para ele se a sua própria mãe não tivesse feito coisas ruins que refletiram na vida dele? 


Irina começou a chorar com mais força e desespero, as palavras de Sehun penetrando em seu coração como adagas de uma verdade que ela se privou de reconhecer por puro medo.


— Se você pagar pelos seus crimes como a lei define, você irá se redimir consigo mesma… E quem sabe quando você sair um dia o seu filho estará tendo uma vida diferente de tudo o que você viveu e fez… Quem sabe um dia você o encontre e peça perdão a ele, e quem sabe assim ele possa te perdoar também. 


— V-Você perdoou a sua m-mãe? - perguntou Irina esperançosa.


Sehun deu um sorriso triste.


— Eu jamais irei perdoá-la, porque mesmo depois de eu ter dito não para a vida que ela - eles queriam para mim - ela e meu pai tentaram me puxar de volta. Eles nunca foram meus pais… Jamais serão. Pais protegem seus filhos, guiam-os pelo caminho certo e os assistem tomar à frente sozinhos. Se você realmente se arrepende de tudo o que fez e só quer o melhor para o seu filho, então você é uma mãe de verdade… Isso se chama amor, e eu espero que por esse amor que você sente pelo seu filho é que você vai deixá-lo ir por um caminho diferente do seu.


Irina segurou seu filho de frente para si, olhando para o rosto do seu pequeno bebê com olhos que Sehun e Jongin não tinham dúvidas que estavam cheios de amor. 


— Eu sinto muito meu amor… - murmurou Irina em tom triste. — Mas a mamãe vai ter que pagar pelas coisas ruins que ela fez. Eu espero que um dia você cresça e seja um homem saudável, um homem que jamais vai tomar um caminho ruim como o meu. Eu espero que você encontre um lar, uma família que te ame muito… E-Eu te amo Alexei. A-Adeus. 


Irina Romanov entregou seu filho Alexei nos braços de Jongin, em seguida se colocou de pé com uma expressão determinada em sua face, colocando os braços estendidos juntos em sinal de rendição e olhando direto nos olhos de Sehun.


— Obrigado.


— Não precisa me agradecer. 


Sehun algemou Irina e a guiou para fora do grande salão de jantar do Grande Palácio do Kremlin em Moscou - Rússia, seguido por Jongin que abrigava um Alexei sonolento em seus braços, dentro de seu casaco quentinho. 







・‥…━━━━━━━☆☆━━━━━━━…‥・







Quatro horas haviam se passado. Jongin adentrou a ala de pesquisa médica e científica da ISP Rússia apressadamente, querendo saber logo dos resultados de DNA e do teste sanguíneo feito em Alexei.


— Os resultados de Alexei estão prontos? - perguntou Jongin ao agente alto e de cabelos ruivos que estava responsável pelos resultados.


— Quem é você e quem lhe deu autorização para requerer tais resultados? - perguntou o homem olhando Jongin de cima a baixo. 


— Não interessa quem eu sou. Os resultados estão prontos ou não?????? - indagou Jongin sem esconder sua irritação.


— Estão prontos, mas você não pode ter acesso a nada disso. - disse o homem se levantando. — Tenho que pedir que você se retire imediatamente.


Jongin riu incrédulo.


— Eu não vou sair daqui até você colocar esses resultados em minhas mãos.


— O aviso foi dado. - disse o homem indo para cima de Jongin.


 Aconteceu tudo tão rápido, em um instante o homem alto e ruivo estava na frente de Jongin e no outro o homem foi jogado contra a parede esquerda da sala com força, tendo seu corpo suspenso contra a parede por Sehun que apertava o pescoço do agente de pesquisa sem pena. Jongin assistiu a cena em completo choque, incapaz de se mexer enquanto olhava para Sehun.


— Você sabe quem eu sou?!!??!!?? Você sabe quantas medalhas eu possuo e quantas missões que eu já cumpri?!?!?!?!?? - bradou o homem com sua voz sufocada e cheia de raiva.


Sehun riu amargamente apertando o pescoço do homem com mais força, Jongin assistindo de olhos arregalados e boca aberta o homem começando a sufocar e prestes a perder a consciência. 


— Você pode ser o neto de George Soros, o presidente da Rússia ou até o novo Papa, não faz nenhuma diferença para mim. Se aproxime de Kim Jongin novamente e eu estraçalho você em um milhão de pedaços, seu pedaço de merda!!!!!!!!!!!!!!!


— Solte-o, Sehun.


Jongin se virou ao som da voz desconhecida e viu um homem maduro e com aspecto jovial que deveria estar na faixa dos 42 anos, alto, cabelos meio grisalhos e com uma postura que emana autoridade e confiança. 


Ao ouvir a voz conhecida, Sehun se virou e soltou de imediato o agente quase desacordado de seu aperto, o mesmo caindo no chão e respirando muito afoito. 


— Comandante Mikhail Orlov. - disse Sehun em um cumprimento formal militar.


— Eu não sou mais o seu comandante meu filho, corte as formalidades. - disse o homem sorrindo, sua expressão ficando séria em seguida.


E de repente a conversa mudou para russo. Jongin só conseguia entender palavras soltas enquanto Mikhail falava com Sehun e Sehun com ele. É tão diferente ouvir Sehun falando em russo, parece uma nova pessoa para Jongin, levando em conta que o moreno só havia ouvido em 6 meses - desde que conheceu Sehun - uma palavra proferida em russo pelo mesmo. A voz de Sehun soa mais grave e ao mesmo tempo melodiosa e enrolada.


— Agente Guzev, você acabou de insultar as duas figuras mais importantes da ISP ao redor do globo. Kim Jongin e Oh Sehun, comandantes da divisão AEGIS. É melhor tomar cuidado, porque eu te garanto que em uma próxima vez eu não serei capaz de parar Sehun. - disse Mikhail em tom alta de advertência. 


Sehun deixou a sala olhando brevemente para Jongin e em seguida o agente de pesquisa saiu acompanhado por dois outros agentes que o ajudavam a se retirar do local, restando apenas Jongin e Mikhail na sala. 


Mikhail se apresentou amigavelmente para Jongin e Jongin fez o mesmo.


— Perdoe-me, ele é novato, não reconheceu vocês dois. AEGIS tem peso no mundo inteiro, vocês têm carta branca em todo e qualquer lugar. - disse Mikhail andando até a grande mesa e pegando um envelope em uma das gavetas, estendendo o mesmo para que Jongin pegasse. 


Jongin aceitou o envelope e se sentou em uma poltrona de frente para a mesa e Mikhail fez o mesmo sentando na poltrona ao lado da sua. O envelope foi aberto com cuidado por Jongin e ele leu o conteúdo com calma, vendo os resultados esperados nos testes e exames. Graças a alta tecnologia nas mãos da ISP, resultados que demorariam semanas no mundo lá fora ficam prontos em poucas horas na ISP.


— Então Irina é realmente mãe biológica de Alexei. - disse Jongin em tom de pesar. — E ele realmente tem hemofilia. 


— Sim. Alexei ficará aqui no centro pediátrico da ISP pelos próximos dias enquanto cuidamos de documentações necessárias. Alexei será adotado o mais rápido possível por uma família que vai cuidar muito bem dele. 


— Fico feliz em saber disso. - disse Jongin aliviado. 


— Vocês são um casal? - questionou Mikhail subitamente a Jongin.


— Desculpe-me, o quê? 


— Você e Sehun. Vocês são um casal? 


Jongin riu colocando o envelope sobre a mesa.


— Não. 


— Você não parece surpreso com minha pergunta. - apontou o comandante da primeira divisão da ISP Rússia. 


— Não é como se fosse a primeira vez que me perguntam isso, já me acostumei. - disse Jongin dando de ombros. 


— Sehun se importa muito com você, eu nunca vi ele proteger absolutamente ninguém em todo o tempo que ele passou sob o meu comando. - revelou Mikhail com um sorriso gentil.


— E por acaso eu pareço alguém que precisa de proteção? - retrucou Jongin sem disfarçar seu sarcasmo.


Mikhail riu penteando seus cabelos grisalhos, gesto que fez Jongin se lembrar de Sehun.


— Definitivamente não. - afirmou Mikhail com convicção. — Já ouvi muitas histórias sobre você e o quão excelente agente você é, tanto que eu previ primeiro do que todos que a única pessoa dentro da ISP que corresponde perfeitamente bem com alguém como Sehun, esse alguém é você. O que eu quis dizer é que Sehun não é uma pessoa de sair defendendo outras sem nenhum motivo… Por isso afirmei e afirmo que ele se importa muito com você. 


— Devo me sentir especial? - perguntou Jongin sorrindo.


— Ah, deve, e como deve. - garantiu Mikhail rindo. — Eu olhei por Sehun desde que ele pisou na ISP com apenas 17 anos, eu fiquei com a guarda dele até ele virar de maior aos 18. Eu me coloquei como figura paterna para ele, eu me vejo como um pai para ele… Mas Sehun é independente e nunca precisou de ninguém aqui e em nenhum outro lugar ao redor do mundo para firmá-lo, então eu fico feliz que em 6 meses vocês dois ainda não tentaram matar um ao outro.


Ainda. - disse Jongin rindo.


— Eu gostei de você Kim Jongin. - disse Mikhail tocando no ombro de Jongin. 


— Igualmente, você poderia ter ensinado Sehun a se soltar mais, mas acho que essa é uma tarefa que nenhum ser humano do mundo poderia fazer. 


— Eu não pensaria assim se fosse você, acho que ele está diferente e mais suave desde a última vez que eu o vi.


Jongin deu um suspiro alto e preocupado. 


— O que aconteceu hoje mexeu muito com ele. Ele não quer falar comigo desde que saímos do Grande Palácio do Kremlin, por isso eu fiquei tão chocado em ver ele surgir do nada e me defender sem necessidade.


— Essa é a forma de Sehun lidar com seus sentimentos e emoções, dê um tempo a ele e tente conversar com ele… Tenho certeza que ele irá conversar e compartilhar algo com você. 


— Okay…







☆☆







Jongin virou no corredor para ir ao centro pediátrico, mas parou e se encostou no canto da parede ao ver Sehun com suas mãos pressionadas nas paredes de vidro do centro pediátrico.


Jongin não precisava ir até Sehun para saber que o jovem comandante de cabelos negros estava observando Alexei. 


Com pesar, Jongin virou no corredor e andou para longe do centro pediátrico, dando um tempo particular a Sehun. 


Notas Finais


Desculpe-me pelas tristezas e pela falta de ação. :( kkkk
Jongin meu pinguim favorito empacotadinho em roupa de frio. 🐧❤

O Grande Palácio do Kremlin realmente existe e ele é lindíssimo! As obras de arte citadas (inclusive os ovos fabergé) são reais e realmente foram roubadas, são artes tão lindas e sabe-se lá por onde andam e se ainda existem. Eu ODEIO quando coisas artísticas são roubadas ou perdidas de alguma forma (incêndios pior ainda, ALÔ MUSEU NACIONAL!!!! Faz muita falta), é como jogar fora toda uma história que jamais poderá ser revista.

Sehun foi muito humano e controlado com seus próprios sentimentos em lidar com a Irina Romanov, criminosa nesse capítulo, logo ele que tem pais criminosos. Admirável um homão desses.

Jongin conheceu a figura mais próxima de um pai que Sehun teve, adoro o Mikhail. ❤ Mais uma pessoa que pergunta se Sehun e Jongin são um casal... Uma de muitas segundo o próprio Jongin, ai meu pai, só poder.

Okay, Sehun puto da vida empurrando um agente na parede só pelo mesmo ser rude verbalmente com o Jongin... 🥵🥵🥵🥵🥵🥵🥵🥵🥵 tudo pra mim. Eh isto!!!!

Vejo vocês no próximo capítulo. 😘❤


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