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História Amor Selvagem: O Confronto Final - Capítulo 2


Escrita por: gellmertz

Capítulo 2 - A Partida


Minha mãe quase surtou quando eu contei para ela que iria até o triangulo das bermudas lutar contra uma seita maluca para salvar o garoto que tinha salvo minha vida. Mas ela não fez muito caso, eu era grato ao Gabriel por ter me dado minha vida de volta. Agora eu seria capaz, sim, de arriscar a minha para salvar a dele.

Mas nós sabíamos que ela estava mais preocupada com a minha gravidez do que outra coisa, sabe muito bem que por eu ser um bruxo, poderia me cuidar direitinho, ainda mais com um dos mais fortes conjuradores ao meu lado e u Lycan, o meu Lycan.

Ele estava sendo muito coruja pro meu gosto. A todo momento perguntava se eu estava bem, se precisava de alguma ajuda, se estava tudo bem com o bebe?

PQP Maicon. Se estiver algo de errado comigo ou com o bebe, você logo vai saber, será o primeiro a saber, já que você é o maior culpado por eu estar dessa forma. Foi você que colocou seus pequenos lobinhos dentro de mim, então fica xiu. Era tudo isso que dava vontade de falar para ele enquanto ele ficava todo preocupado a cada, 30 segundos? Será que ele não sabe que uma pessoa gravida, até mesmo eu, um homem, altera o humor rapidinho?

Tinha se passado uma semana desde que a gente tinha resolvido entrar nessa aventura que era perigosa em partes. Tinha chegado o dia da partida e minha mãe estava completamente agitada.

— Pode ficar calma, Fernanda. – falou Henry – Eu protegerei eles.

— Não estou preocupado com a proteção deles. É que na situação que ele está, fica tudo muito mais perigoso. Não é que eu não confie em você ou no Maicon. Acontece que meu filho é teimoso, e sei que ele vai extrapolar nessa gravidez.

— Para, mãe. – falei abraçando ela. – Agora sou um garoto responsável. Tenho uma vida sendo gerada dentro de mim.

— Bom mesmo que você saiba o quão é importante isso. É uma vida, por mais que ainda seja um feto, já é uma vida.

— Não se preocupa mamãe, a Chris ou o Lipe ficarão bem. – falei lançando um olhar para Henry.

— Não acredito. – Henry falou com seus olhos enchendo de lagrimas.

Ele correu até a mim e me deu um abraço sufocante.

— Calma garoto. – falei sorridente.

Acho que não podia pedir calma para ele, pois eu iria colocar o nome da mãe dele em minha filha caso fosse mulher. Ele perdeu a mãe muito jovem, e por mais confuso que seja, eu sei que ele e a Amanda trouxeram o Maicon de volta. Não sei como, mas sei que foram eles, e prefiro não saber qual o preço disso. Porque toda magia vem com um preço, ainda mais trazer alguém de volta dos mortos. Ver aqueles olhinhos felizes era novidade, porque desde o dia que Henry chegou em minha casa, os olhos dele transmitiam uma tristeza enorme, como se o seu coração clamasse por socorro, ou por conforto. E sabemos muito bem o conforto de quem ele estava precisando, Gabriel. Mas a história deles era muito mais complicada do que pensamos. E tenho eu um pequeno pressagio de que poderia acabar não muito bem. Mas prefiro guardar meus presságios somente para mim.

— Temos que ir. – falei olhando para minha mãe.

— Espero que você tenha entendido meu recado. – falou minha mãe me abraçando novamente.

— Volte logo maninho. – falou Yuri com um sorriso e dando um salto do sofá para me abraçar.

— Volto sim, meu ex little wolf. – falei abraçando.

— Creio que não nos veremos mais Yuri. Foi um prazer conhecer você e ter ajudado na sua volta. – falou Henry dando um abraço em Yuri.

Era estanho ver meu irmão dando dão bem com outro garoto que não fosse eu. Nas poucas vezes que o Henry ria, era das terríveis piadas do Yuri. As vezes eles passavam horas e horas conversando no quarto do Yuri. Cheguei até a imaginar besteiras dos dois. Henry carente, Yuri, mesmo sendo meu irmão, é gostoso para p****, claro, só podia ser irmão de quem? Do Pieh, gostoso como eu. Qualquer um iria imaginar que os dois poderiam está dando uns pegas um no outro. Eu pegaria, mas sou casado u.u

— Sentirei sua falta. – respondeu Yuri com lagrimas nos olhos.

— E obrigado pela hospitalidade nessas últimas semanas, Fernanda. – falou Henry para minha mãe.

— Não ganho um abraço? – falou ele, naquele tamanho, fazendo biquinho. Aff, só podia ser minha mãe.

Henry a abraçou fortemente.

— Não vou me despedir de vocês, mãe. Pois sei que estarei de volta logo.

— Eu cuidarei dele, Fer. – falou Maicon descendo as escadas com as mochilas nas costas.

— Então vão. Antes que eu tranque os três dentro de um quarto.

Não foi preciso falar novamente. Saímos pela porta antes mesmo de qualquer outra palavra, pois se tem uma coisa que minha mãe faz com certeza, é cumprir tudo que ela fala. Começamos a caminhar pelas ruas da cidade e logo veio uma dúvida em minha mente.

— Como chegaremos ao triangulo das Bermudas? – perguntei.

— Isso eu cuido. Vamos pegar um taxi para o aeroporto mais próximo. – falou Henry.

— Mas somos os três de menores. – falou Maicon.

— Eu cuido disso.



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