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História Amor sem fim - Sasusaku - Capítulo 4


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Capítulo 4 - Capítulo 3



No escritório, Sasuke se esforçava para desempenhar a rara tarefa de questionar suas próprias ações. A face de traços belos e fortes estava tensa e demonstrava incompreensão. Visitara quase todas as dependências de seu edifício, indo a salas que nem sabia que existiam. E por quê? Estava aborrecido com a suspeita de que aquela atitude fora motivada por um desejo inconsciente de ver Sakura.


 Estava ainda mais irritado por concluir que, após um segundo exame minucioso, ela estava ainda mais bela e atraente do que da primeira vez que a vira. Vestida com uma blusa branca e uma saia preta justa que enfatizavam as curvas exuberantes, ela parecia arrebatadora. Para curar aquele mal, decidiu ir imediatamente ao apartamento da amante. Foi quando Karin ligou. 


— Decidi que quero o tema Grécia Antiga para a festa de casamento — disse a noiva de modo entusiasmado. 


— Você disse que queria um casamento tradicional. O que pode ser mais tradicional que os deuses antigos? 


— Eles eram pagãos — respondeu Sasuke secamente. 


— E quem se importa? Nosso casamento será o evento do ano. Você pode encarnar Zeus, o rei dos deuses, e eu serei Afrodite, a deusa da beleza. 


— De acordo com Homero, Zeus e Afrodite eram pai e filha. 


Quinze minutos depois, Sasuke estava na casa da amante. Sexo, estava convencido, iria ajudá-lo a recuperar o domínio sobre si mesmo e a racionalidade habitual.


 Durante as últimas 24 horas, tornava-se cada vez mais ciente que não estava sendo ele mesmo. Infelizmente, no instante em que pôs os olhos na bela e loira modelo, descobriu que já não a achava mais tão atraente. De repente, e por um motivo que não conseguia compreender, ela o fizera deixar de desejar as outras mulheres. Pior ainda, pegou-se fazendo comparações entre ela e Sakura Haruno. Para um homem que funcionava à base de lógica pura, tais raciocínios, tão perversos, eram intensamente perturbadores.


Confuso, informou que o envolvimento dos dois havia chegado ao fim. A loira recebeu a notícia com resignação, pois sabia que seria muito bem recompensada, comum acordo financeiro generoso. 


Sasuke voltou para o carro sem ter conseguido liberar a tensão sexual. Sentia-se impaciente. Tanto sua vida pessoal quanto a rotina de trabalho eram previsíveis e planejadas para atender a todas às suas expectativas.


 Ao escolher Karin como noiva, sabia que ela seria perfeita, pois nunca iria exigir nada que ele não estivesse disposto a proporcionar. Sendo filho único, de pais egoístas e irresponsáveis,não assumia riscos na vida pessoal. Satisfazia seu forte apetite sexual com um mínimo de comprometimento e emoção. Apesar das relações superficiais que mantinha estava determinado a reprimir desejos tão insensatos. 


Seria um ato de imperdoável estupidez envolver-se com uma funcionária, mesmo que temporária. Porém, tinha de admitir que o fato de ela tê-lo olhado com tamanha reverência fora incrivelmente atraente... com todas as mulheres, não era de seu feitio dormir com muitas. 


Para resumir, desejar ardentemente uma funcionária temporária rosada e sexy, definitivamente, não era seu estilo. Ela não fazia parte de seu meio social ou de sua realidade. Não era nem mesmo o seu tipo — geralmente preferia loiras ou Ruivas — Porém, a pele incrivelmente alva, os olhos verdes e a boca carnuda e rosada de Sakura estavam gravados em seu cérebro, concluiu Sasuke .


 Estava determinado a reprimir desejos tão insensatos. Seria um ato de imperdoável estupidez envolver-se com uma funcionária, mesmo que temporária. Porém, tinha de admitir que o fato de ela tê-lo olhado com tamanha reverência fora incrivelmente atraente... 


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Ao cair da tarde, Sakura se deu conta que em menos de uma hora acabava seu turno e estaria fora do edifício Uchiha's. No dia seguinte, já estaria trabalhando em outro lugar. Próximo da hora de ir embora, mandaram-na buscar uns documentos em outro andar. Quando terminou de entregar os papéis foi para a copa e fez o café da forma como lhe haviam explicado que Sasuke Uchiha gostara. Já não tinha certeza se ele estaria no escritório. 


Levando a xícara de café em uma das mãos trêmulas, bateu à portada sala dele. Não houve resposta. Com medo que alguém a visse e a impedisse de vê-lo, girou a maçaneta. As palmas das mãos transpiravam. 


— Posso ajudar? — Um homem mais alto que a porta apareceu do nada e se materializou atrás dela. Tinha um sotaque estrangeiro e o rosto moreno era frio. Ela o olhou, nervosa, perguntando-se quem seria.


 — Trago um café para o sr. Uchiha. Quem é o senhor? 


— Kakashi. Sou responsável pela segurança do sr. Uchiha. 


O homem olhou com atenção para o crachá de identificação na blusa de Sakura e então a surpreendeu ao abrir a porta para que ela entrasse. 


— Vá em frente, srta. Haruno.


 O escritório da presidência das indústrias Uchiha era vasto e decorado em um estilo contemporâneo de muito bom gosto. Porém, estava desanimadoramente vazio. Perdida, Sakura perambulou pelo ambiente até ouvir um barulho vindo de uma das portas abertas do outro lado da enorme sala. A pulsação dela acelerou ao entrar pela porta que dava em um hall. Franziu a testa e olhou para a direita e para a esquerda.


— Quem está aí? — Uma voz familiar inquiriu com impaciência. 


Tomada pela preocupação de que mais uma vez acabaria irritando Sasuke , Sakura  virou-se para a esquerda e respondeu: 


— Fiz café para o senhor, sr. Uchiha... 

Deu mais um passo, entrando em outro ambiente, e se deu conta que havia cometido um erro. Acabava de entrar em um closet repleto de espelhos e roupas. Notou que havia um banheiro do lado direito do aposento, alguns segundos antes de Sasuke Uchiha surgir de lá de dentro com os cabelos molhados e a camisa branca desabotoada. O peitomusculoso à mostra. Os pés descalços, por debaixo das calças imaculadas feitas sob medida que lhe cobriam as pernas. 


— Ai, meu Deus! Sinto muito! — disse Sakura , extremamente envergonhada. 


Surpreso em vê-la, visto que seus seguranças eram altamente eficientes ao garantir sua privacidade, Sasuke a observou atentamente. Estava impressionado por ela ter conseguido passar pela segurança. No entanto, ao deixar que a beleza dela enchesse seus olhos e provocasse uma resposta sexual imediata, seus instintos primitivosas somaram. 


Concluiu que apenas o destino poderia ter criado aquela oportunidade . Afinal, ela havia entrado na sua suite particular sem pedir licença ou ser convidada, e os dois estavam sozinhos, em um lugar onde ninguém se atreveria a importuná-lo.


 — Achei que fosse mais uma sala de reuniões... não fazia idéia. Constrangida demais para encará-lo. 

Sakura estava prestes a se virar e sair do quarto rapidamente: 


— Por favor, perdoe minha intromissão.


 — Trouxe café? Para mim? — Sasuke a recebeu com um sorriso Malicioso. — Que gentileza a sua. 


O impacto descomunal daquele sorriso lindo e sensual deixou Sakura totalmente tonta. Sentiu uma sensação incômoda e o ar faltou de repente. Não ia  permitir que sua atenção se fixasse além da altura do queixo angular dele. Sabia que tinha algo a dizer, porém, subitamente a memória havia se transformado em uma gigante e horrível lacuna.


— Sr. Uchiha... com licença — conseguiu balbuciar, sem ar.


 — Não. 


Enquanto a estudava, Sasuke descobria que os olhos dela, verde-esmeralda tinham um brilho de tirar o fôlego. Achou exótico e singular o contraste entre a pele muito branca e seu cabelo cor de Rosa. Toda vez que a analisava, encontrava algo denovo para apreciar.


 — Como? 


Ela não conseguia deixar de fitá-lo, estudando cada detalhe com um interesse que não conseguia disfarçar. O rosto moreno de pele macia acentuava o brilho dos olhos de cor Onix , o nariz altivo e a boca carnuda criavam um conjunto másculo e irresistivelmente belo.


 — Disse não, não lhe dou licença — respondeu Sasuke calmamente, enquanto retirava a xícara da 


bandeja que ela segurava, com as mãos petrificadas. Deixou a xícara em uma das prateleiras do local e voltou a encará-la. 


— Quero que fique e converse um pouco comigo.


 — Conversar? — repetiu Sakura, confusa, esforçando-se valentemente para recobrar a concentração. — Ah, claro, obviamente, o senhor quer saber o que estou fazendo aqui.


 — Isso, já pude concluir por conta própria — murmurou Sasuke, com um tom divertido e sensual de homem acostumado às investidas femininas. 


Desconcertada com a resposta, Sakura ruborizou-se e arregalou os olhos.


 — Tenho certeza que o senhor não tem dúvidas que sou a única culpada pela apresentação não poder ter ido adiante.


 Sasuke envolveu uma das mãos na de Sakura brincando com seus dedos trêmulos e frios, em um gesto relaxante. 


— Está muito nervosa.


Parecia que ela ia desmaiar. O calor da mão dele, o roçar macio dos dedos sobre a parte inferior de seu pulso, provocavam pequenas contrações em seu corpo. Apesar de surpresa pelo toque inesperado, também estava encantada. Não tinha dúvidas que ele não mantinha segundas intenções com aquele contato físico, ainda assim encontrava dificuldade em respirar. 


— Foi por isso que tropecei ontem.


 Sasuke levantou a manga da camisa, deixando à mostra o relógio caro echamativo. 


— Em dez minutos você não será mais minha funcionária — ele anunciou. — Terei que esperar tanto assim para beijá-la? 


Os olhos verdes de Sakura arregalaram-se ao limite máximo. Ficou perplexa com a pergunta.


"Terei que esperar tanto assim para beijá-la ?"


Ele estava dizendo que a achava atraente e tal revelação a deixou tonta. Ele sentia o mesmo que ela? A alegria a invadiu e espantou uma de suas maiores virtudes: a Razão. Porém, estava tão tensa que os músculos doíam, literalmente. 


 Sasuke se aproximou com a habilidade de um profissional, mas no íntimo estava ciente do desejo que corria com muito mais força e ardor do que estava acostumado. Notou que seus dedos longos  vacilaram ao tocar os ombros dela. Foi um sacrifício conseguir dominar o intenso desejo que o consumiu de deixá-la para junto de seu corpo. Gostou da evidente dilatação das pupilas dela e do gemido surdo que ela soltou quando ele ergueu uma das mãos para soltar o rabo-de-cavalo que caía sobre a nuca de Sakura.


 — Meu cabelo... — disse ela, surpreendida.


 Não tinha muita noção das palavras que exprimia naquele instante, pois estava nervosa e ansiosa demais para formular umúnico pensamento, muito menos uma frase que fizesse sentido. 


Sasuke puxou com delicadeza os longos cabelos para a frente, fazendo com que emoldurassem seu rosto . O sensual contraste entre os fios Rosados e a textura perfeita da pele de Sakura o deleitavam.


— É magnífico... deveria deixá-lo sempre solto. 


— Ia ficar caindo em cima de mim — murmurou ela com uma risada nervosa. 


— Pois eu quero que caia em cima de mim.


Sasuke entrelaçou os dedos sobre as madeixas luminosas e inclinou o rosto orgulhoso. Sakura mal podia esperar que ele a beijasse, e a ansiedade a constrangeu. Não era algo decente e sensato estar tão desesperada por um beijo, mas o sentimento era mais forte que a razão. Bem na altura dos quadris, sentia uma pressão tão forte e quente que mal conseguia manter os pés parados. O coração batendo forte dentro do peito e a respiração a traíam. 


Quase que imperceptivelmente, inclinou-se para a frente. Lentamente, Sasuke passeou com a ponta da língua por todo o contorno carnudo dos lábios de Sakura e ela gemeu. Depois, roçou a abertura da boca, incendiando-a.


 Sakura estava nas nuvens, mas tentou conter a vontade louca de corresponder à altura. Fechou as mãos em uma atitude desesperada para não perder o controle sobre si mesma. O corpo estava rígido, bem como os bicos dos seios. Tudo estava dormente. Queria abraçá-lo, mas não podia permitir isso. 


— Poderia devorá-la agora mesmo — sussurrou Sasuke.


 Os olhos estavam mareados de desejo. Levou uma das mãos até a cabeleira  dela, puxando sua cabeça para trás. A adrenalina pulsava nas veias de Sakura. Ao fitá-lo, sentiu a euforia invadindo-a. Com a boca sedenta, ele beijou a pele delicada do pescoço de Sakura, provando cada centímetro com uma habilidade decidida e sensual que a fez gemer. Com a outra mão, pegou-a pela cintura, pressionando-a contra o corpo forte e esbelto.


 Quando finalmente buscou os lábios rosados  de Sakura, ela já perdera o controle, desesperada por aquele beijo. 


— Você é incrível — disse ele com a voz grave. 


— Você também... 


Sakura o olhava com seus olhos verdes brilhantes, assombrada com a forte atração que sentia existir entre os dois. Não fazia sentido, mas havia um sentimento de conectividade. Perdeu o equilíbrio, pois estava tonta e as pernas, bambas.


 Por um instante lembrou dos outros homens que havia beijado. Não sentira nada parecido à satisfação que sentia agora, e na maioria das vezes, as experiências tinham sido embaraçosas. 


— Sabia que seria — declarou Sasuke com convicção, curvando-se e a envolvendo pela cintura e erguendo-a sem nenhuma dificuldade. 


Sakura deixou escapar um gritinho seco com a atitude inesperada dele.








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