História Amor Sem Limites - Capítulo 50


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Categorias Haikyuu!!
Personagens Asahi Azumane, Daichi Sawamura, Hajime Iwaizumi, Ittetsu Takeda, Kei Tsukishima, Keishin Ukai, Koushi Sugawara, Personagens Originais, Ryuunosuke Tanaka, Shouyou Hinata, Tadashi Yamaguchi, Tobio Kageyama, Tooru Oikawa, Yuu Nishinoya
Tags Abo, Asanoya, Daisuga, Kagehina, M-preg, Ryuaki, Tanaaki, Tsukiyama, Ukai X Takeda, Ukatake
Visualizações 312
Palavras 2.931
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Fluffy, Hentai, Lemon, LGBT, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Slash, Sobrenatural, Suspense, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oii Amoras....

Preparem seus corações....

POR FAVOR LEIAM AS NOTAS FINAIS, É IMPORTANTE...

BOA LEITURA...

Capítulo 50 - 50. Preciosos momentos...


50. Preciosos momentos...

Manhã seguinte (quinta feira)

O sol despontava pelas janelas do grandioso quarto quando Asahi abriu os olhos. Mesmo com as poucas horas de sono, o corpo já estava completamente curado das poucas feridas recebidas durante o resgate de Hinata. Sobre seu peito, podia sentir a respiração do líbero ressonando baixinha. Observou sua face calma e serena, tão diferente de como é quando acordado. O coração acelerou, batendo descompassado. Ah, amava-o tanto. Seu pequeno pedaço do céu!

_Por quanto tempo pretende ficar me olhando com esse sorriso bobo? –Perguntou o ômega com os olhos fechados, a voz sonolenta. –Seu coração tá acelerado....

_Como sabe que estou sorrindo? –Indagou num misto de surpresa e vergonha, puxando-lhe até que estivessem face a face, unindo seus lábios em um breve selinho. –Bom dia. Dormiu bem?

 _Sim. Você é um bom travesseiro. –Respondeu de forma divertida, os braços envolvendo o pescoço do alfa, um sorriso resplandecente adornando sua face.

Por um momento, ficou sem palavras. Era esse o poder de Nishinoya sobre o Ace, um simples repuxar de lábios e seu mundo parava. Não se imaginava mais vivendo sem a presença do outro, necessitava dele, assim como precisava de ar. Tornou seu porto seguro. O arco-íris após a tempestade.

_Estou sempre a sua disposição! –Respondeu, arrastando o nariz pelo pescoço do líbero, arrancando-lhe um arrepio.

_Vocês são tão melosos de manhã... –Resmungou Tanaka, atraindo a atenção do casal, que olhando ao redor perceberam não serem os únicos acordados. –Que fui obrigado a tirá-los dessa bolha.

_Não fique com inveja, Ryuu! Posso te apresentar umas pessoas legais. –Disse tentando desviar o foco para o alfa.

_As únicas pessoas legais que você conhece, são os membros do time e praticamente todos estão namorando. –Respondeu com desânimo, arrancando algumas risadas.

_Ennoshita-san e Shimizu-san estão solteiros... –Comentou distraidamente, a expressão pensativa. –Quem sabe, hmmm?? –Insinuou com malícia.

_São bons partidos. Poderíamos ter uma boa relação. Será que tenho chance, Shimizu-san? –Seus olhos foram para a garota, dando-lhe uma piscada e um sorriso sugestivo.

_Tanaka-san o time já se acostumou com a interação de vocês, mas pode ter alguém que não saiba distinguir quando os dois estão brincando e levar suas palavras a sério! –Respondeu olhando para alguém atrás do garoto, observando-o virar o rosto assustado.

_A-Aki-san... Não vi que tinha acordado. –Falou envergonhando pelo acastanhado ter ouvido a conversa e temeroso dele levar a sério.

_Sim, eu percebi. –Rebateu acanhado, se arrependendo no mesmo momento por agir assim. Droga, o que estava fazendo? Pareço àquelas garotas ciumentas e mal começamos a nos relacionar! Então com uma ideia em mente completou. –Sabia Nishinoya-san, que minha doce secretária tem uma queda enorme por ele?

_Eh, sério? –A incredulidade veio de Sugawara, que perspicaz captou o objetivo do mais velho. –Então garotas assim se sentem atraídas pela personalidade de Tanaka?

_Ryuu, seu garanhão! Hehehe. –O líbero soltou entre chocado e divertido. Alienado do que realmente ocorria.

_Ela estava tentando convidá-lo para sair e ele nem mesmo percebeu. –Incrementou tentando conter o divertimento frente á face de pânico do alfa. Touché!

_Isso não é verdade. Ei, parem de rir. –Emburrou, escondendo o rosto com as mãos. Tudo bem que merecia após ter dito, mas nunca imaginou que Akiteru lhe usaria para sair pela tangente!

E foi no meio desse clima descontraído que Tatsuo, com as características vestes brancas do hospital, estetoscópio no pescoço e alguns papéis nas mãos, adentrou a sala. Percorreu o quarto com os olhos, vendo que Hinata e Tobio eram os únicos em um sono profundo.

_Você se recuperou inesperadamente rápido, Akiteru-san. –Comentou surpreso, fazendo todos prestarem maior atenção no corpo do garoto.

Distraído com a conversa, Akiteru não percebeu que sentia-se estranhamente bem, mesmo com uma ou outra dor ocasional, não era nada parecido com a intensidade de antes. Levantou os braços com cuidado, vendo-os meio amarelado, a tonalidade roxa tendo sumido completamente, passou a mão no rosto, onde encontraria um grande inchaço, mas encostou apenas numa pequena protuberância.

_E-Eu não sei o que aconteceu. Minha recuperação sempre foi de um humano normal. –Disse assustado.

_Foram eles. –A voz de Yamaguchi foi ouvida, emocionada, enquanto apontava para o casal adormecido. –No dia que me salvaram, meu corpo estava repleto de hematomas, mas quando acordei do desmaio, havia só pequenas escoriações.

_Eles nunca deixam de me surpreender. Bom, como todos estão bem, podem ir para casa. Iria recomendar que ficasse aqui hoje Akiteru, mas dada a sua rápida recuperação não será necessário, vou assinar sua alta e a licença de alguns dias do trabalho. –Informou se direcionado para a porta.

_Por que Hinata e Kageyama ainda não acordaram? Eles estão bem? –Perguntou o treinador preocupado. Mesmo com todo barulho que fizeram a dupla nem mesmo se mexeu.

_Eles gastaram muita energia para acelerar o processo de cura de vocês, então irão dormir por muitas horas até se recuperarem. Eles ficaram bem, não precisam se preocupar. –E com isso deixou o quarto.

Aliviados com as notícias, eles se organizaram, com Ukai deixando-os em suas casas, permanecendo apenas os dois lúpus no cômodo, em um sono profundo, mas sereno.

Takeda Ittetsu on (Necessidades)

Quando se voluntariou para ser conselheiro do time de vôlei, Takeda nunca pensou que passaria por tantas turbulências. Para quem estava acostumado com a solidão e a monotonia, sua vida andava bem corrida nos últimos meses. Não era ruim. Divertia-se com aquele grupo tão incomum de adolescentes. Foram eles que mudaram sua forma de ver o mundo. Mostraram-lhe as cores que ainda desconhecia.

Passou a ansiar o momento em que se reuniam, sejam para treinos, amistosos ou reuniões sobre jogadas. Cada momento mostrava-se único. Não obtinha um amplo conhecimento sobre vôlei, mas se esforçava para ajudar os alunos. Queria vê-los felizes. Esta passou a ser sua meta. Ver o sorriso naquelas faces joviais.

_Está muito silencioso, Sensei. Algo lhe incomoda? –Perguntou Ukai, deitado na enorme cama ao seu lado.

Assim que o dia amanhecera e os alunos despertaram, foram liberados para suas casas, Dr. Tatsuo achou melhor que tirassem os dois dias de folga e só retornassem na segunda com suas atividades normais. Fora um alívio, pois não conseguiria lidar com tantas emoções dentro de uma escola cheia de feromônios.

_Não. Só estou pensando se os alunos ficarão bem. Foi uma noite cheia de surpresas. –Suspirou mudando novamente de canal, procurando um filme que interessava a ambos. Não protestou quando o alfa disse que passaria o dia consigo, na verdade, ficou contente, a solidão do seu apartamento seria sufocante. –Vamos assistir esse?

_ Kimi no Na wa (Your Name) ? Não sabia que gostava de filmes de animação, Sensei! –Disse o treinador com surpresa. –Você parece mais daqueles que assistem documentários.

_Bom, foi uma indicação de Shimizu-san. Ela tem um bom tato para filmes. Você não quer assisti-lo? –Perguntei já me preparando para mudar novamente de canal.

_Não me importo, desde que possa ficar desse jeito. –Respondeu puxando meu corpo até se grudar em seu peitoral, rodeando seus braços na minha cintura. Seu cheiro almiscarado preencheu minhas narinas, deixando meu lado ômega satisfeito.

_Tu-Tudo bem. –Cedi envergonhado, ainda não consegui me acostumar com estes gestos de carinho da parte dele. Há quanto tempo não tinha um relacionamento? Uns bons anos, com certeza!

Passamos os próximos minutos em um silêncio confortável, entretidos com a narrativa, porém em algum momento minha atenção se desviou do filme. Era uma ocorrência comum. Sempre que estava na presença do alfa, sentia-me fora de órbita.

Seu cheiro me atraia de maneira arrebatadora. Pegava-me procurando mais daquela fragrância inconscientemente. Sempre buscando, ansiando por mais. Solto um suspiro, os olhos fechados em deleite.

_Se continuar a suspirar desse jeito, não vou conseguir me controlar, Sen-sei! –A voz soou no meu ouvido, apenas um sussurro, enquanto suas mãos adentravam o cós do meu pijama, acariciando meu membro por cima da cueca. Seus lábios deslizaram pelo meu pescoço, entre beijos lentos e ávidos.

_Hmm... U-Ukai... –Foi impossível não gemer. Meu corpo estava tão necessitado. Tão sensível. Eu precisava...

 

_Foi você quem começou, Ittetsu, agora não há mais volta. –Antes que o professor pudesse assimilar todas as implicações do que havia sido dito, Ukai apoderou de sua boca com uma fome quase selvagem. Por um segundo ou dois, ele não conseguiu se mover, limitando-se a ficar ali parado e impotente, desmoronando, enquanto cada pensamento racional se dissolvia.

A boca envolvia a dele, sugando e provocando, o cheiro que se espalhava no quarto, inebriante e doce misturando-se com o almiscarado, tornava o ambiente um antro de luxúria. Aquela fusão de essências parecia um afrodisíaco para os dois, instigando-os a buscar com mais selvageria aquilo que necessitavam.

Entretanto, em um momento de consciência, algo aquietou a volúpia de Ukai, que se tornou gentil em seus gestos. A mão dele tremia quando tocou o rosto do ômega, os dedos acariciando a face, a palma apoiando o queixo. A pressão faminta da boca deixou a dele, o beijando na bochecha, nariz e testa. Um gesto delicado e romântico. Aquele era seu parceiro, escolhido por si e pelo lobo, não merecia menos do que a perfeição.

_Ittetsu.... –Sussurrou a voz repleta de luxúria e emoção. Com agilidade, livrou ambos das peças de roupas, aumentando o contato de suas peles. Girou o corpo, deixando o menor abaixo de si. Deixou escapar um grunhido de satisfação ao observar o corpo do namorado, capturando um dos mamilos com a boca.

_AAHHH.... -Cada movimento da língua do alfa lançava chamas de fogo que desciam até seu membro rijo. Segurou-lhe pelos cabelos, o corpo arqueando pela intensidade do prazer que o ato proporcionava. Quando o mamilo enrijeceu e começou a latejar, Ukai deslizou a boca até o pescoço, subindo pela pele delicada. Marcando-a cada vez mais.

O ômega sufocou um grito quando sentiu o segundo dedo ser introduzido em sua entrada, molhada pela lubrificação natural. Estava tão arrebatado pelas sensações que nem percebeu a introdução do primeiro. Com movimentos de tesoura, foi alargando-o, ansiando o momento em que preencheria lhe.

_Sensei. –A voz dele saiu áspera, pesada, excitante. –Eu quero... –Mas não completou as palavras, beijando-o novamente, desta vez profundo e febril, enquanto tomava entre os dedos o outro mamilo, apertando e girando com delicadeza, fazendo-o se retorcer. Suas necessidades não importavam agora, apenas o prazer do namorado.

_Ukai... J-Já estou pronto. –Disse entre ofegos, as pernas enlaçando a cintura do maior, um convite claro. –Preciso de você. –As palavras saíram quebradas entre os suspiros, a intensidade das sensações tirando-lhe qualquer pensamento coesivo. Só sabia que necessitava do alfa dentro de si, tomando-o, preenchendo-o.

Aquela frase acabou com qualquer resquício de sanidade que existia no alfa. Ele queria ser gentil, dar-lhe bastante prazer antes de procurar pelo próprio, mas a urgência que saiu na voz do ômega ao pronunciar aquelas palavras.... Kami-sama, iria enlouquecer. Se seu desejo era atingir o ápice com seus corpos unidos, assim seria.

Posicionando-se melhor, direcionou o membro para a entrada lubrificada, forçou um pouco, a mandíbula travada, com cuidado, foi adentrando a cavidade apertada. Introduzindo a mão sobre seus corpos, ele encontrou o membro pulsante, começando a masturbá-lo lentamente, enquanto o penetrava mais e mais, até se ver todo dentro dele.

_Hmmm.... U-Ukai.... –Gemeu ao ser completamente preenchido. –Ah... hum.. –A voz parecia incapaz de se manter silenciosa quando o movimento vai e vem iniciou; as peles se chocando, o som ecoando pelo quarto. Seu corpo arqueou, procurando, ansiando por mais.

_Estou indo tão fundo, Ittetsu. –O nome saiu em um suspiro trêmulo de prazer. –Tão apertado. –As estocadas se intensificaram. Se fosse possível, prolongaria o momento por mais tempo, invadiria aquele corpo, mais e mais, até não conseguir se mover.

Levou a boca até o pescoço, beijando aquela área já avermelhada, enquanto investia com rapidez, os corpos balançando, sentia a ereção aumentar e a pressão crescer, não conseguiria segurar por muito tempo.

_Hmmm.... Estou tão per-to, por favor.... aaahhh –As palavras saíram em uma súplica sendo acompanhadas por um gemido arrastado.

 O alfa aumentou a ainda mais a velocidade, sentindo a cavidade do ômega lhe apertar e o corpo estremecer, tudo aquilo junto á expressão que o professor fazia enquanto gozava, foi o suficiente para fazê-lo atingir o ápice, derramando-se em jatos violentos.

Com corpos trêmulos e respirações descompassadas, ambos permaneceram deitados, tentando se recuperar. Ukai puxou o menor para mais perto de si, abraçando sua cintura, fazendo-o deitar a cabeça em seu peito.

_Eu te amo, Sensei. –Disse enquanto depositando um cálido beijo em sua testa, um singelo sorriso surgindo em sua face ao ouvir o sussurro do mais velho.

Á sua frente os créditos do filme passavam, indicando seu fim.

Kageyama Tobio on (A culpa que cada um carrega)

Os olhos foram abertos lentamente. Seu corpo estava pesado, sentia um cansaço incomum apoderar de si. Olhou ao redor, um amplo quarto com paredes brancas, várias camas e aparelhos estranhos espalhados ao redor. Estava no hospital de seu pai. A cama se movimentou ao seu lado.

_Sente-se bem, Shoyo? –A voz soou preocupada quando o ômega despertou, mas permaneceu deitado, em silencio.

_Estou bem. –Respondeu sentando-se, repousando a cabeça no ombro dele, inspirando aquele cheiro cítrico. –Eu tive medo, mas sabia que você viria. Fiquei mais preocupado com o estado do Akiteru-san. Como ele está?

_Se recuperou quase completamente. Todos ganharam alta esta manhã. –Falei no momento que a porta foi aberta, revelando a presença de alguns familiares.

_Shoyo-nii, Kageyama-nii-sama.! –Natsu gritou correndo até a cama, tentando nos abraçar ao mesmo tempo.

_Ei, calma estamos bem. –Disse o alaranjado, puxando a irmã para sentar em seu colo com minha ajuda.

_Você nos deu um tremendo susto, Shoyo. Não faça mais isso conosco. –Ralhou seu pai, o alívio sobressaindo á voz repreensiva.

_Meu bebê, você esta bem? Aqueles homens não lhe machucaram, né? –Sua mãe perguntou apertando o garoto em seus braços, as lágrimas descendo livremente pelo rosto. –Fiquei tão preocupada.

_Okaa-san está me sufocando! –Exclamou quase ser ar e não pude evitar achar a cena toda divertida. –Olhe, eu não estou ferido! Então, acalme-se.

_Kageyama-san, obrigada por trazer nosso filhote a salvo. –Agradeceu, dando um rápido abraço no rapaz, sabendo que ele não era propício a demonstrações de carinho que não fosse com o filho mais velho.

_Não me agradeça, Sra. Hinata. Shoyo é meu companheiro, faria de tudo para deixa-lo em segurança. –Respondi envergonhado pelo gesto de afeto.

_Você é um ótimo rapaz, Kageyama, fico feliz por meu filho tê-lo encontrado. –Disse o homem com um sorriso contido. –Vamos querida, não podemos demorar, o horário de visitas acabou á muito tempo.

_Não podem ficar mais um pouco? –Questionou meu ômega, enquanto a irmã deixava seu colo.

_Tem outra pessoa querendo ver-lhes. Venham nos visitar quando estiverem melhor, prepararemos um jantar de comemoração. –Respondeu dando um afago na cabeça do filho, antes de sair do cômodo.

_Parece que vocês conseguiram se recuperar bem. –Disse a matriarca com um sorriso que não alcançou seus olhos.

_Saegusa-Obaa-sama, obrigado pela visita! –Agradeceu Hinata, sincero. –Não quero ser inconveniente, porém a senhora esta com um rosto triste. –Comentou preocupado, ao reparar em seu olhar quebrado.

_É triste para uma mãe ver seu filho fazer mal para os próprios familiares, mas não se preocupem comigo, irei superar em algum momento. Como estão se sentindo? –Perguntou se aproximando da cama. Realmente, Tobio conseguiu um bom companheiro.

_Estamos bem. Obaa-sama, quero ir para casa. –Respondeu Kageyama em um suspiro. A avó se recuperaria, é uma ômega forte com grande senso de justiça. Não importava se a família estava envolvida, todo culpado tem que pagar pelo seu erro, era a frase que ela pronunciava depois de ter denunciado o irmão por desvio de dinheiro.

_Irei leva-los, o motorista já esta a nossa espera. Querem passar esses dias lá em casa? –Ofereceu acariciando os fios negros do alfa. Amava tanto seu pequeno jogador!

_Outro dia quem sabe. Ainda não recuperamos completamente nossa energia, então é essencial que fiquemos sozinhos. –Falei como num pedido de desculpas. –Assim que estivermos recuperados, irei lhe visitar Obaa-sama.

_Tudo bem, troquem de roupa. Estarei na sala de espera. –Com isso ela saiu deixando-nos sozinhos.

Mal fechou a porta, Kageyama envolveu seus braços na cintura do menor, inspirando seu cheiro. Envolveu-o com sua essência, impregnando-a em sua pele. Colou sua boca na do ômega, saudoso, iniciando um beijo lento. Suas línguas se entrelaçavam, em uma dança harmoniosa. Não havia desejo ou sensualidade, apenas carinho e saudade. Deitou a cabeça no pescoço dele e só ali deixou seus sentimentos transbordarem.

_Eu... Me desculpe, Shoyo! Me desculpe. –Pedia, enquanto as lágrimas saiam livres em um choro baixo e sofrido. Doía tanto, mas tanto. Como podia ter permitido que seu precioso ômega passasse por aquilo?

_Esta tudo bem. Já passou, nada disso foi culpa sua, ok? –Murmurou acariciando os fios negros, o coração apertado, sentindo através do vinculo toda culpa que o moreno tomou para si.

_Eu não deveria ter deixado isso acontecer. Falhei em te proteger! –Disse de forma sofrida.

_Não, Tobio. Você me salvou. Olhe para mim. –Pediu afastando o rosto de seu pescoço, encarando as íris azuladas repletas de lágrimas. –Por favor, não pense que tem culpa nisso, pois não tem. Foi apenas uma fatalidade. Eu te amo, Kageyama Tobio! –Exclamou acolhendo por mais alguns minutos o moreno em seus braços.

O lúpus sentiu um enorme peso deixar seus ombros. As palavras do ômega foram como uma tábua de salvação. Não sabia como ainda se surpreendia com os gestos dele. Afinal, fora isso que lhe conquistara. O coração bom e puro, a compreensão e preocupação pelo próximo.

Amava Hinata Shoyo, isso não era mais segredo!


Notas Finais


Este seria o penútimo capítulo da história, mas como vocês estão gostando, eu resolvi incrementar mais algumas coisas, por isso, que pedi no capítulo anterior para voces mandarem ideias ou desejos de algo que aconteça....

Neste capítulo, realizei alguns pedidos feito pelas leitoras diferentes, ciúmes de Akiteru, interação entre o grupo, cena saliente dos adultos, a presença de Saegusa-Obaa-sama, família de Hinata, um Kageyama sensível....

Quem vocês querem na próxima? TanaAki, TsukkiYama, Asanoya....
Espero que tenham gostado.... Desculpem qualquer erro...


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