1. Spirit Fanfics >
  2. Amor sob a lua >
  3. Casamento arranjado

História Amor sob a lua - Capítulo 11


Escrita por:


Capítulo 11 - Casamento arranjado


Fanfic / Fanfiction Amor sob a lua - Capítulo 11 - Casamento arranjado

“Dizem que amar é dar a alguém a habilidade de destruir você, mas confiando que não fará isso.”

Criminal Minds

Dois dias depois da noite de amor entre Robin e Regina em seu quarto, Cora a chamou para uma conversa. Não é como se Regina sorrisse para a mãe, e a mesma estava inerte demais em seus próprios interesses para dar valor as dificuldades da filha. A condessa queria muito uma coisa. Casar Regina com o conde. Aquele do qual já cortejara Regina em um baile, afinal cora adorava a sociedade, quanto mais dinheiro melhor para a mesma. Então, chamou a filha para conversar.

-Me chamou, mãe? -Perguntou Regina entrando na sala de estar.

-Tenho assuntos a discutir com você, Regina.

O que certamente não algo que prestava para Regina, mas a mesma resolveu se calar, já que ultimamente não adiantava tentar discutir com sua mãe, então se sentou no sofá ao lado da condessa.

-Lembra do Conde Simon, não lembra?

Regina assentiu.

-Ele virá corteja-la para seu ato final.

Regina queria não ter entendido, de verdade, mas ela entendeu.

-Se a senhora está insinuando de que ele virá pedir a minha mão isso não vai acontecer.

-Ele está vindo, Regina. Queira você ou não. Chegará em poucos dias!

-Mãe, cancele antes que você passe um vexame na sociedade.

Cora se levantou.

-Não se atreva a fazer nada, Regina. Seu cavalo ainda está em minhas mãos.

-Eu não me importo! -Explodiu ela. -Se está dizendo que ele virá, tudo bem. Mas não significa de que eu irei aceitar o pedido dela, você pode me obrigar a várias coisas mas não a isso!

A condessa, extremamente irritada com a falta de decoro de sua filha, pega no pulso da jovem e a arrasta casa a fora.

-Pois bem, Regina. Você precisa se consequências para aprender a controlar suas falas e atitudes.

-O que você quer que eu faça? -Disse Regina com lágrimas nos olhos. -Viva à mercê de suas escolhas pra mim? Elas não são aquilo que eu quero, não vou me casar com o conde mesmo que isso custe...

Ela parou.

Não sabia exatamente o que podia custar, até porque se a condessa ameaçasse matar Robin e sua mãe Regina entraria em um casamento arranjado sem o menor remorso.

Regina engoliu a seco e puxou seu pulso das mãos de sua mãe.

-Eu te imploro, me deixe em paz... Me deixe ir embora e finja que eu morri. Diga a todos que morri atacada por um animal selvagem na floresta, -Regina percebeu sua voz trêmula- mas me deixe ir, você nunca me amou mesmo, não é como se estivesse abrindo mão de uma filha querida, tem dinheiro o suficiente para viver sem precisar de meras moedas de um conde.

Cora deu um risada.

-Ainda tem coragem de implorar alguma coisa a mim. Isso não se trata apenas de seu dote, Regina. Se trata de fama, e muitas outras coisas que você estraga sendo do jeito que você é.

-Então é tudo isso que eu significo pra você? Fama?-Regina enxugou suas lágrimas e deu uma risada amarga. -Não sei o que você pretende fazer comigo, mas certamente não me casarei com ninguém que não seja a pessoa que eu amo.

Pegou no braço da filha novamente e caminhou até o estábulo com ela.

-Você vai aceitar, Regina. E não me desafie.

A condessa chamou o cocheiro com um grito.

-Não, o que você vai fazer. Mãe.

O cocheiro de aproximava uma espada. Era nítido a dor nos olhos do empregado, mas não havia nada que ele pudesse fazer pela jovem.

-Não, por favor, mãe, por favor. -Regina começou a chorar, enquanto implorava a Cora para não fazer isso.

A condessa soltou o braço de Regina.

-Não mexa nada além dos seus lábios, apenas me responda.

O cavalo foi trazido por outra pessoa.

-Mãe, por favor. -Disse ela, em quase um sussurro.

-Você vai aceitar o pedido do conde? Se não for por bem, será por mal, sabe disso.

Regina não respondeu, continuou chorando olhando para os olhos do seu animal que muito havia sido para ela. Um companheiro de equitação, um amigo que a ouvia atentamente, um consolo quando não havia ninguém para ser para ela... Regina tentava se acalmar, o cavalo não estava escandaloso, estava quieto, como se tivesse aceitado a sina.

-Mais uma vez, Regina. Você vai aceitar o pedido do conde?

-Eu... -Ela tentou parar para respirar e se acalmar, mas sua voz saiu trêmula. -Não posso. Não posso me trair.

E quando Cora assentiu, em um só movimento o cocheiro enfiou a espada no coração do cavalo, espirrando sangue para os lados. Regina estava um pouco mais distante, apenas pequenos pingos de sangue chegarem perto dela. O cavalo deu seu último rinchado e caiu no chão.

Na mesma hora Regina caiu a sua frente, chorando, o corpo tremia e ela soluçava.

-Limpe essa bagunça. -Disse a condessa ao empregado que ali ainda estava -Quando tiver mais comportada te aguardo em minha sala.

E saiu.

(...)

Regina não lembrava como havia parado em seu quarto. Mas sua dama de companhia havia dito que após ela desmaiar no celeiro o seu pai havia a carregado para o quarto, horas depois ela acordou e comeu alguma coisa que o seu pai havia ordenado. Ela só lembrava disso.

Do seu quarto, Regina conseguia ouvir os gritos de Cora com seu pai que nem mesmo a chuva torrencial era capaz de aplacar o barulho da briga de ambos. Regina não tinha mais forças para combater nada. Estava emocionalmente esgotada. Seu cavalo estava morto. Aonde mais a sua mãe e poderia ser capaz de ir? O quão longe Cora havia ido por conta de avareza, ganância e soberba?

Regina não sabia quanto tempo durou a briga mas, depois de um tempo, ela cessou. Minutos depois Henry entra em seu quarto.

-Regina.

Ele abraça o corpo fraco de sua filha e derrama alguma lágrimas.

-Você deve ir esta noite. -Disse ele, com pesar.

-Queria que as coisas fossem diferentes. -Disse ela.

-Eu também queria.

Regina o abraçou e enxugou as lágrimas de seu pai.

-Não queria te deixar.

-Você deve. -O conde pegou algo em seu bolso e entregou a ela.

-Uma chave?

-É de um celeiro escondido depois do lado. É meu. Um amigo cuida de um cavalo para mim a alguns meses. Você deve pegá-lo e fugir com Robin assim que a chuva diminuir. Vou atrasa-la, está bem? Tem algumas economias que devem ser usadas pra você, é pouca coisa mas vai mantê-los escondidos até ter dinheiro para pagar três passagens para a Escócia. Filha eu prometo que vou acabar com isso o mais cedo que conseguir.

Regina abraçou seu pai e chorou. Chorou porque não sabia qual seria a próxima vez que veria seu pai. Ele que sempre havia sido compreensivo com ela e sempre a ajudara em coisas das quais ela nem imaginava.

Ainda chovia bastante, mas Regina iria assim mesmo. Separou algumas roupas, mesmo que bem poucas, embrulhou em uma trouxa e saiu correndo na escuridão da noite fria. Ela chegou no estábulo escondido de seu pai e abriu a porta. O mais belo, alto e saudável cavalo selvagem estava diante dela. Seu pai escondia um Mustang esse tempo todo e ela agora o tinha em duas mãos. A esperança encheu o seu coração, o que a permitiu dar um leve sorriso. Subiu em cima do cavalo e cavalgou em direção a casa de Robin. Quando terminou de amarrar o cavalo na árvore perto da casa de Robin, correu até a janela de seu marido e bateu freneticamente.

Robin, um pouco atordoado por ser acordado assustado abriu a janela.

-Regina! -Ele puxou-a para dentro, pegando no corpo molhado dela. -O que está fazendo aqui? O que aconteceu?

Ela não conseguia manter a calma em explicar as coisas rapidamente. Andava de um lado para o outro e falava rápido demais, o que a mente de Robin não conseguia processar. Ela chorava, sua voz vez ou outra faltava. Ele segurou os braços de Regina a fazendo parar de falar.

-Regina, meu amor. -Disse ele calmamente. -O que aconteceu?

Ela respirou fundo, com os olhos cheios de lágrimas disse:

-Eu estou grávida.


Notas Finais


Não me matem por favor 🤭
Até depois💜


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...