História Amor Sólido - Capítulo 11


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Categorias Fairy Tail
Personagens Gajeel Redfox, Levy McGarden
Tags Amamos Você!, Aniversário, Atena, Fairy Tail, Gajevy, Gele, Medusa, Mih-chan, Mitologia Grega, Poseidon, Romance, Universo Alternativo, Yangdoyin
Visualizações 139
Palavras 1.778
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Literatura Feminina, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


- Todos os personagens dessa fanfiction são criações de Hiro Mashima.

- As partes em itálico podem ser ou pensamentos, se estiverem entre travessões, ou palavras-chave, se estiverem na parte do texto que cabe a narradora. Entretanto haverá momentos que não se passam no Mundo dos Vivos e/ou nem com os personagens conscientes, marcados por reticências em negrito (...), em que o texto será completamente em itálico, com exceção de pensamentos e palavras chaves.

Oiii leitores que leem as notas iniciais!!! Voltei!!! Antes de mais nada, me desculpem por demorar tanto para voltar… Quase um mês. Uau. Eu me sinto um monstro por ter feito vocês esperarem por tanto tempo depois de soltar um capítulo daqueles… Algumas pessoas com certeza não entenderam, então permitam-me explicar para que eu possa me redimir com vocês.

Apesar da Levy ter sido amaldiçoada, ela nunca deixou de ser uma pessoa gentil, meiga e caridosa. Ela nunca teve uma ligação realmente significativa com ninguém e o máximo de “amor” que ela já sentiu foi por Atena. Quando a punição dela veio pelas mãos daquela que ela sempre tinha venerado… Ela se tornou solitária, mas também carente por atenção e afeto. Ela queria ser amada. Igneel foi a primeira pessoa que ela realmente pode chamar de família. E Gajeel foi o primeiro e único homem que ela já amou. Quando os homens de Gajeel (atenienses) chegaram até aquele lugar, que ela considerava seguro, ela simplesmente entrou em pânico, só não demonstrou muito, porque o Gajeel estava bem ali. Mas quando ele disse que ia sair para falar com eles, se colocar conscientemente em perigo e deixá-la sozinha lá dentro… Ela só não pode permitir. Entendam que ela passou a vida sozinha depois do que houve e o simples pensamento de perder Gajeel a fez reagir… Eu tinha que explicar essa parte, porque isso não vai ficar tão explícito assim nos próximos capítulo. Espero que isso lance alguma luz sobre vocês.

Beijos de neko e obrigada por não desistirem de mim!!! Eu amo vocês!!!

Capítulo 11 - Capítulo XI


Sentia seu corpo flutuar na inconsciência. Era uma sensação estranha, porque nunca a tinha sentido antes e já tinha sido desacordado após batalhas mais vezes que podia contar. Abriu os olhos e se surpreendeu quando o que fitou não foi a monótona e já costumeira escuridão.

Campos verdejantes se espalhavam até onde sua vista desacostumada podia alcançar. O céu era tão azul que mal podia acreditar. Sentia uma suave brisa lhe bagunçar os cabelos e soube que aquilo não podia ser real. Não era época das brisas na costa do Mar Adriático.

É muito perspicaz, jovem guerreiro. Virou-se em direção da voz e paralisou com a figura alguns metros à sua frente. Era uma mulher de beleza que só podia ser descrita como deslumbrante. Não havia em si sequer uma imperfeição. Seu rosto detinha uma expressão suave e sem qualquer tipo de ruga ou emoção raivosa. Precisou de alguns segundos para finalmente sair do transe contemplativo em que se encontrava e dar vazão aos seus pensamentos.

Lady Afrodite. Inclinou-se para frente, uma reverência em sinal de respeito a Deusa.

Erga-se, Comandante Redfox. Gajeel conteve o sobressalto ao ouvir seu nome da boca de uma Deusa. Não fique temeroso. Eu estou aqui para ajudar, Comandante.

Gajeel analisou a Deusa. O sorriso vinha fácil, as feições sempre leves, o vestido esvoaçava e as mãos pequenas se erguiam em sua direção, chamando-o. Sem conseguir se conter, nem acreditava que isso fosse possível tamanho era o fascínio que aquela Deusa exercia sobre os mortais, seguiu-a, como se soubesse exatamente onde queria ir mesmo que estivesse sendo meramente conduzido.

Não vou mentir para você, Comandante. A voz dela o enfeitiçou, como um cântico místico que o fazia querer ouvir mais e mais. Não sou a Olimpiana mais aclamada, tão pouco a mais reverenciada pelos mortais. Os homens acreditam que o amor não é tão importante quanto a sabedoria… Podia sentir a leve alfinetada da Deusa, mesmo naquela voz suave e imaculadamente gentil. Ou os mares ou as colheitas. Mas eu garanto, jovem Comandante, o amor tem sua beleza e nenhum ser humano na Grécia pode se sentir completo sem ele.

Lady Afrodite. Tinha que se concentrar. Levy. – Lamento interrompê-la, mas… Onde estamos? E onde está…

Sua companheira espera por você, Comandante. Foi por ela que eu vim.Não entendeu, mas não se atreveu a interromper a Deusa uma segunda vez. Eu sou a Deusa do Amor até para aqueles que caem nas desgraças Divinas. E sua amada, Levy McGarden, conhecida atualmente como Medusa, merece mais que a maioria estar em paz… E eu não sou a única a pensar assim.

Como puxado por uma corda de marionete, virou a cabeça e viu, acima de uma pequena colina, um casal muito… Singular. Um homem alto imponente, detentor de um elmo negro abaixo do braço de pele pálida e cabelos tão negros quanto obsidiana. A mulher a seu lado, posicionada de maneira relaxada, tinha um imenso sorriso na face emoldurada por belíssimos cabelos caramelo, a pele morena como se o sol passasse horas a beijando e flores em seus cabelos juntas a coroa prateada. Hades e Perséfone.

Como você bem observou, lá no Mundo dos Vivos, nenhum Deus é completamente bom ou ruim, apesar da maioria ter um orgulho tão grande quanto o Monte Olímpo. Mas nem todos eles são megalomaníacos egocêntricos. Arregalou os olhos. Como diabos a Deusa sabia que ele pensava assim?!? E como ainda estava vivo!?!  Eu sei, que choque.

Afrodite riu descontraída, mas Gajeel não ria.

Lady Afrodite, como assim “Mundos dos Vivos”? Eu não estou…? Não conseguiu completar a frase.

Não! Deuses, não. A direção da mulher mudou, mas ela continuava andando sem acelerar ou diminuir o passo. Você está bem vivo, isso eu garanto, Comandante. Digamos que sua presença aqui é… Um favor. Para alguém que precisa muito.

Ele queria perguntar mais, mas algo o fez se calar. Ao longe, pode distinguir perfeitamente as cobras azuis mar que tinha visto em seus últimos instantes de consciência. O corpo pequeno, coberto pelo vestido estilo grego branco como a neve dos mares distantes. Seus pés se moveram por vontade própria, se dirigindo com velocidade em direção a mulher que amava.

Levy! Não se preocupou com a Deusa sorrindo as suas costas. Não se preocupou com o casal de Deuses que o analisava. Não se preocupou em estar vivo ou não. Só a abraçou com toda a força que possuía, ainda sem poder olhar seu rosto, mas isso não era importante.

Olá, Gajeel… Sentiu os braços finos dela circularem os seus, que a seguravam com firmeza pela cintura. Fico tão feliz por estar aqui.

Eu não sei se estou feliz por vê-laFez questão de destacar a palavra, mas sua voz não estava mais tão suave. Ou se fico furioso, porque me lembro exatamente do que você fez.

Gajeel…

Não, Levy. Estava furioso? Pelos Deuses, sim! Estava furioso! Mas não pelas razões que Levy com certeza acreditava. Você simplesmente decidiu que iria se jogar no fogo sozinha!?! Levy… Respirou fundo, controlando-se.Eu… Entendo por que você fez aquilo… Entendo de verdade… Mas… Levy!

Por favor, não faça com que eu não me sinta pior. Ela só disse isso alto o bastante para o moreno ouvir. E ele parou. Eu… Sei que não aprova o que eu fiz… Mas… Eu não podia permitir… Eu não podia deixar que…

Shhh… Ele pousou suavemente os lábios na nuca exposta da mulher, sentindo as cobras que finalmente podia ver lhe morderem de leve os cabelos.

Elas sentirão sua falta… E eu também.

Ficaram em silêncio por um tempo, apenas aproveitando aquele abraço saudoso. Ignorando todo e qualquer coisa que não fosse a presença um do outro.

Você não voltará comigo, não é? Gajeel mais afirmou do que perguntou, mas esperava uma resposta da azulada.

Não voltarei… Lamento. Ela abaixou a cabeça, por mais que ainda estivesse de costas para si. Mas esperarei por você.

Não é muito justo, não? Você não me deu escolha. Se sacrificou e não me deu escolha. A raiva já tinha, em partes, evaporado, mas sempre haveria aquela fagulha de descontentamento com as decisões da mulher. Vou voltar para você. Eu juro pelo Rio Estige.

Ela não podia ver seu rosto, mas sentiu-a sorrir.

Eu sei que vai. Ela se virou, olhos bem fechados, mas sorriso nas faces afogueadas. Mas não se atreva a chegar aqui cedo demais, Gajeel Redfox. Ou eu juro pelo Rio Estige que não o deixarei em paz pelo resto de sua passagem pelo mundo dos mortos!

A frase foi solta de maneira risonha, mas ele sabia que ela a cumpriria. Por isso ele viveria.

Por ela…

Eu te amo. Ela disse quando o cenário começou a tornar-se desfocado novamente.

Eu também te amo, Gajeel… A voz dela era distante, mas as palavras aqueceram seu ser.

Então o escuro novamente, que ele acolheu como um velho conhecido.

Sentiu sua cabeça latejar. A dor incômoda dos ferimentos em cicatrização já lhe era conhecida. Abriu os olhos, um movimento involuntário que sempre realizava, mesmo que fosse inútil, mas qual não foi sua surpresa ao ver cores disformes ao invés do típico manto negro. A turbidez de sua vista não o permitia definir formas nítidas, mas só o fato de não estar mais confinado a eterna escuridão foi motivo para agradecer… Mas agradecer a quem?

– Vejo que acordou, Comandante. – Virou-se em direção da voz, mas não era realmente necessário. – Como se sente, senhor?

– Cansado, senhor Marvel. – Retornou o olhar para a silhueta da janela, tentando acostuma-los com a luz. – Quanto tempo?

– Uns dois dias. – O homem não precisou de mais explicação para saber que o Comandante queria informações de seu tempo inconsciente. – Seguimos o Dragneel para encontrá-lo, senhor, quando ele disse que não poderíamos ir até onde estava por razões que não podia explicar. Depois do episódio com os piratas… Só não queríamos arriscar, Comandante. E depois que tomamos conhecimento que a médica da ilha estava morta, não podíamos esperar. Então a manobra de resgate foi organizada em silêncio, apesar de termos tido que enfrentar um monstro quando chegamos lá.

– Um monstro? – Torceu os punhos com força e se controlou. Não podia demonstrar nada. – Como assim?

– O monstro amaldiçoado por nossa Deusa, bem como a Donzela disse. Ela apareceu em sonho para os soldados e nos avisou que você estava em perigo, que a pessoa que cuidou de você já não mais existia que que aquela criatura estava mantendo-o cativo. Ela até nos ensinou como matá-la! – O soldado parecia orgulhoso demais para perceber a sombra que passou pelo rosto do Redfox. – Sua sabedoria não tem fim, não concorda, senhor?

– … Sim… Claro… – Não podia dizer o que realmente pensava. Estava a bordo de seu navio, se aquela maresia toda não era fruto de sua imaginação. Expor seus verdadeiros pensamentos só iria condená-lo e então Levy ficaria furiosa com ele pelo o resto de sua existência. – Me sinto cansado. Se importa…?

– De maneira alguma, Comandante. Descanse e eu virei vê-lo mais tarde. – O médico-soldado despediu-se do moreno e deixou-o no quarto que ele finalmente reconheceu como seu cômodo privado no navio, que agia como quarto e escritório

Ao finalmente se ver sozinho, finalmente se permitiu pensar… Levy tinha morrido… Sua Levy. Morta. Ela tinha se sacrificado por ele. Atena tinha feito parecer que ela era um monstro que o mantinha contra a vontade e uma assassina que tinha eliminado a pessoa que o curou. E Levy aceitou entrar nesse jogo doentio da Deusa que ela odiava, apenas para que ele não sofresse nenhuma dúvida de seus homens… Levy McGarden era um ser inteligente e egoísta, ele concluiu.

– Mas que maldição, Levy… – A última vez que tinha chorado tão fortemente foi quando um soldado qualquer veio avisá-lo do falecimento de Lara Redfox… Ela estava numa viagem por Atenas, uma visita diplomática, uma das poucas mulheres a receber essa honra, quando ela e todo o comboio que a acompanhava foram atacados… Mortos sem piedade. Seu pai, Metalicana, chorou como o menino jamais tinha o visto chorar e o jovem Gajeel… Não se lembrava de já ter chorado tanto por qualquer outra coisa na vida… Com exceção daquela ocasião.

Pois quando as lágrimas começaram a rolar por sua pele morena, ele finalmente se permitiu sofrer pela perda da mulher mais maravilhosa e especial que já tinha conhecido. Ele se permitiu pensar no futuro que poderia ter tido com a azulada e que lhe foi negado pela mesma Deusa que a tinha tentado condenar pela eternidade. Ele se permitiu chorar como seu pai chorou quando perdeu sua esposa.

Ele se permitiu sofrer.

Porque, daquele momento em diante, não haveria mais lugar para o sofrimento.


Notas Finais


Observação: Permitam-me explicar o porquê da Levy ter reagido da maneira que ela reagiu. Eu já pus isso nas notas inicias, então, se você já leu, pode passar direto que é basicamente a mesma coisa. Se não leu, sinta-se à vontade para ler e entender algumas coisas…

Apesar da Levy ter sido amaldiçoada, ela nunca deixou de ser uma pessoa gentil, meiga e caridosa. Ela nunca teve uma ligação realmente significativa com ninguém e o máximo de “amor” que ela já sentiu foi por Atena. Quando a punição dela veio pelas mãos daquela que ela sempre tinha venerado… Ela se tornou solitária, mas também carente por atenção e afeto. Ela queria ser amada. Igneel foi a primeira pessoa que ela realmente pode chamar de família. E Gajeel foi o primeiro e único homem que ela já amou. Quando os homens de Gajeel (atenienses) chegaram até aquele lugar, que ela considerava seguro, ela simplesmente entrou em pânico, só não demonstrou muito, porque o Gajeel estava bem ali. Mas quando ele disse que ia sair para falar com eles, se colocar conscientemente em perigo e deixá-la sozinha lá dentro… Ela só não pode permitir. Entendam que ela passou a vida sozinha depois do que houve e o simples pensamento de perder Gajeel a fez reagir… Eu tinha que explicar essa parte, porque isso não ficou e não deve ficar explícito em nenhum dos capítulos que vem por aí.

Observação: Eu acho que ficou claro, mas não quero deixar ninguém confuso, então… Eu estou desconsiderando totalmente o mito de Perseu, ok? Ele nunca encontrou Medusa com a ajuda de Atena (De novo ela… Eu odeio essa mulher no momento, mas acho que vai passar...Não sei.) e jamais a matou, apesar de um ateniense ter feito isso em seu lugar… Podem me odiar, eu estou merecendo.

E então? O que acharam? Mereço perdão? Ou finalmente vou ser condenada por ser a autora mais sádica, dramática, trágica e maligna de todos os tempos? Eu sei que eu sou um ser humano horrível, mas garanto que ainda não acabei.

Essa fic está se aproximando de seu inevitável final. Como eu disse, ela não seria muito longa. Eu estimo que ainda teremos três capítulos, mas não me pressionem, ok?

Eu corrijo tudo um milhão de vezes, mas se algum errinho me escapou, avisem, tá?!? É bem provável que tenha acontecido, afinal, tanto tempo sem escrever… Eu devo estar enferrujada, não acham?

Beijos de neko e obrigada a todos aqueles leitores insistentes que ainda não desistiram de mim e nem dessa fic!!! Eu vou agradecer para sempre, mas nunca vai ser suficiente...


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