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História Amor verdadeiro - Capítulo 32


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Notas do Autor


Oi meninas desuclpe a demora, estive doente, mas vou tentar postar pelo menos o final dessa fic hoje.

Capítulo 32 - Capítulo XXXII


- Você realmente a ama não é? Perguntou Saika apoiando os cotovelos na bancada, olhando para o Sasuke cheia de expectativas.

- Mais do que tudo. Nunca achei que fosse capaz, que merecesse. Nem sei dizer quando ou como foi o momento em que tudo mudou... Respondeu olhando com a boca cheia de biscoito. Ela sorriu e bateu palmas parecendo animada.

                Olhei para a cena da Ino com o Gaara, a Temari com o Shikamaru e a Tenten com o Kankurou e não pude deixar de lembrar-me da conversa ouvida dias antes.

Hoje é domingo, dia de folga para maioria dos mortais, mas não para ele. Neji e Sasuke estão trancados no escritório desde cedo. Como eu sei? Eu não o vi, mas a Saika fez questão de me contar. Obviamente ela torce pelo Sasuke.

- Se ela pudesse te ver agora. Se ela te ouvisse... Disse Saika. Ele olhou  para porta, acho que pra ter certeza de que eu não estou por perto.

- Ela não vai me perdoar. Nós dois sabemos disso. Não importa. – Disse virando a xícara de café e pegando alguns biscoitos. – Preciso trabalhar!

 

Por que todo mundo insiste que devo perdoar? Primeiro a Kurenai, a Tenten e agora a Saika. Sem falar dessa amizade estranha entre ele e o meu pai. Entramos em casa e subimos em silencio até meu quarto. Todas elas olhavam para a porta do escritório como se soubessem da presença dele ali. É uma noite das garotas, já que desde que cheguei ainda não tivemos tempo para conversar.

- Estou tão feliz de te ver! Disse Ino sorrindo e me abraçando pela cintura.

- Nem acredito que estamos todas juntas de novo. Sussurrou Tenten me encarando receosa.

As palavras do Sasuke não saem da minha cabeça. Por isso também o motivo da festa. Não tinha como ele saber que eu estava lá. Na verdade, não era nem para isso acontecer. Eu não devia ouvir aquela conversa. Devia ter ido embora, mas a curiosidade falou mais alto, depois o espanto. Desde então não durmo direito. Penso nele todas as noites, muito mais do que antes. Ando sorrateira pela casa, na tentativa de não esbarrar com ele, mas todos os dias, quando ele vai embora, no mesmo horário, eu o espio pela janela por trás das cortinas brancas. Ele parece cansado e triste, andando curvado, deixando de lado a postura arrogante que sustenta o dia todo. Se ele realmente me ama... Sei que as pessoas erram, e com certeza eu o amo. Ele mudou isso eu tenho que aceitar, ou pode ser só uma mentira. Não sei o que pensar, nem o que sentir.

- Hinata?

- Tudo bem? Olhei para Ino e Tenten que me encaravam preocupadas. Apenas meneei com a cabeça e ajudei as mesmas a preparar o quarto para a festa. De um lado uma pilha de travesseiros, nossos pijamas e meu retro projetor acoplado ao notebook. Do outro lado uma mesinha com copos, pratos e potes de doces de todos os tipos.

- Cadê o sorvete? Perguntou Ino batendo palmas.

- A Saika vai trazer depois, sorvete, chocolate quente... Respondi seguindo até a janela e esperando ele passar. Meu celular me desperta sempre nesse horário. Esperei olhando fixamente, mas ele não passou.

- Tem certeza que está tudo bem? Temari colocou as mãos nos meus ombros. Eu a encarei confusa e afirmei com a cabeça bufando em seguida. Ela me abraçou por trás e apoiou a cabeça no meu queixo.

-Sinto muito... Foi tudo o que ela disse e ao mesmo tempo o suficiente para me tranquilizar. Ela sabia, é claro, como as outras, mas era a única com coragem para falar.

Desde aquele fatídico dia o assunto Sasuke se tornara proibido.

- Que tal uma garrafa de vinho? Perguntei tentando afastar aqueles pensamentos. Elas se encararam preocupadas.

- Você é meio fraca para bebida. Lembrou Ino.

- Por isso mesmo. Preciso relaxar. Toda essa história do meu pai, e conviver com a Hanabi de novo e... Enfim, não faz mal a ninguém.

- Ok! Então, vou pedir para Saika. Disse Ino saindo do quarto e nos deixando a sós.

- Comédia feminina? Sério? Zombou Temari cruzando  os braços.

- Nada combina mais com essa ocasião não é? Rebateu Tenten ligando uma musica ambiente relaxante no note. Trocamos nossas roupas enquanto Ino não voltava.

- Acho que a loira se perdeu. Disse Temari soltando os cabelos loiros que estavam maiores.

- Nossa! Gostei. Elogiei observando o short jeans manchado e a blusa do red hot customizada que ia acima do umbigo.

- Obrigada, seu corte também ficou legal. E o baby doll também. Disse ela me encarando de cima a baixo e assoviando. Dei uma voltinha me olhando no espelho para entrar na onda tranquila das meninas. O short era lilás de algodão e três palmos acima do joelho. E o top é branco estilo esportivo.

- Alguém deveria ver se ela está viva. Disse Tenten ajeitando a camisola azul de alça fininha.

- Eu vou... Respondi saindo do quarto torcendo para não encontrar “ninguém”.

- Quando tudo acabar, você vai partir?

- Provavelmente. Duas faculdades me aceitaram. Ela sorriu novamente e o abraçou.

Então ele tinha conseguido. E pensar que nem queria fazer faculdade. Nos planos que fizemos. Desci as escadas estancando no meio do caminho quando ele passou por mim com um pote de nachos e uma garrafa de tequila. Então ele não vai embora cedo hoje? O cheiro dele preencheu o ambiente inebriando meus sentidos. Observei ele caminhar com a pose altiva sem parecer me notar. Desci mais dois degraus e fechei  os olhos aspirando aquele aroma perfeito, querendo que ele ficasse gravado em mim. Quando abri os olhos ele estava parado segurando a maçaneta, em silencio, meio desajeitado com as coisas nas mãos. Ele jogou a cabeça pra trás e fechou os olhos também, como se soubesse que eu estava ali.

- Não devia andar pela casa depois de tudo o que fez tão despreocupado. Ino surgiu cuspindo as palavras sem me notar ali. Subi alguns degraus me escondendo para não ser descoberta.

- Não vou discutir isso com você hoje Ino. Não aqui, não agora. Disse ele olhando na direção das escadas, Ino fez o mesmo.

- Por que você está aqui? O que você quer afinal?

- Só uma pessoa tem o direito de fazer essa pergunta. E você sabe quem.

- Você não se sente mal? Por saber que ela sofre por você. Por ter que acordar e olhar para sua cara depois de tudo? Ino insistiu andando revoltada na direção dele que ouvia tudo em silencio. Não sei se me sinto mal ou feliz pela intromissão da Ino. Parte de mim quer que ele vá embora, mas outra parte...

- O que está acontecendo? Perguntou Neji surgindo do escritório;

- Se ainda sente algo por ela Sasuke... E eu acho que sente. Então devia partir. Sussurrou Ino.

- Eu vou... Só preciso de mais um tempo. Então ela nunca mais vai ter que aturar minha presença.

Corri de volta pelo corredor, dessa vez entrando no quarto do meu pai e trancando a porta. Sentei na cama ainda absorvendo as palavras com o coração acelerado. A ideia de perde-lo para sempre era tão ruim quanto a ideia de relembrar o que ele fez. Me joguei na cama socando a e gritando com o rosto enterrado para abafar os barulhos enquanto chorava.

Quando entrei no quarto, depois de chorar o suficiente para me recompor, as meninas pareciam estar discutindo, mas pararam imediatamente. Eu sei que algumas delas e seus namorados apoiam o Sasuke, a maioria na verdade. E não me importo nem queria que elas brigassem por isso, mas hoje não tenho cabeça. Não sei se elas perceberam meu estado, mas se sim, disfarçaram muito bem.

- Vai vira! Disse Temari cortando o clima e me oferecendo uma taça. As meninas me contaram tudo sobre suas vidas nesse tempo em que estive distante, o fim do segundo grau, a faculdade, seus relacionamentos.

- Eu e Shikamaru vamos bem obrigada! Disse Temari abraçando uma almofada e simulando um beijo e língua. Todas nos rimos nos encarando.

- Novidade, vocês foram feitos um para o outro. Respondeu Ino revirando os olhos.

- Não sei se acredito nisso... Acho que nos escolhemos. As coisas aconteceram naturalmente. Ele não era o que eu sonhava nem de longe. Mas era tudo o que eu precisava e preciso. Disse ela me encarando fixamente como se me mandasse um recado.

- Pena que nem todos tem seu final feliz. Rebati amarga bebendo minha quinta taça de vinho. Elas se entreolharam constrangias.

- E o que pretendem fazer agora? Perguntou Tenten.

- Faremos um mochilão. Temos tempo para faculdade.

- O Shikamaru aceitou? Ele é tão nerd! Disse Ino surpresa.

- Acho que a vida é curta, e quando a faculdade começar tudo ficara corrido, depois emprego, pelo menos é isso que se espera. Nós dois temos ótimas notas, apesar do meu histórico. Vamos viajar por um ano, talvez dois, depois decidimos. Disse ela se jogando na minha cama.

- Quando começa? Perguntei me servindo de mais vinho.

- Não sei... Precisamos... Resolver umas coisas antes. Ela e Tenten se encararam como se soubessem de algo que não sei.

- Bom eu e o Gaara decidimos ir para faculdade. Avisou Ino se jogando ao lado da Temari, na minha cama.

- Ele me falou algo a respeito. Pretendem dividir um apartamento? Perguntou  Tenten sentando-se ao lado das duas.

- Não deus livre – Disse Ino fazendo o sinal da cruz – Morar com ele não! Ainda é muito cedo para isso.

- E então como vão sobreviver? Não se vive só de amor. Disse balançando a garrafa de vinho que já estava vazia.

- Ahn? Não na verdade pensamos em alugar dois apartamentos próximos um do outro.

- Como assim?

- Ah tipo, um seria de meninos, e o meu de meninas claro. Ino disse rolando na cama ficando de bruços com os cotovelos apoiados.

- Você quer dizer uma república? Perguntou Tenten  raspando o pote de sorvete de creme com a colher. Saika reabasteceu nosso estoque de doces horas antes.

- É quer dizer. Algo só para as amigas e amigos.

- Para que isso? Perguntou Temari .

- Eu concordo, afinal quando acabar você não vai ficar a mingua e perdida sem ter para onde ir. Disse me levantando.

- Hina...

- Se quiser alguém para dividir aluguel eu me candidato. Continuei para evitar os olhares de pena e constrangimento.

- Ah pode ser. Você também Tenten. Se quiser... Até porque o Kankurou vai morar com o Gaara também.

- Eu não sabia...

- Vocês não conversam. Aquele meu irmão idiota. Disse Temari cerrando os punhos.

- Não é culpa dele. É que quando estamos juntos, não ficamos falando sabe... Confessou Tenten com as bochechas coradas.

- Que safadinha! Ironizou Ino dando um tapa na coxa da Tenten.

- Ah não é isso...

- Vocês ficam igual coelhos então? Continuou Temari.

- Não, nem transamos ainda. Eu juro! Gritou Tenten sendo puxada pelas duas, caindo deitada em cima delas.

- Deveria transar logo, antes que descubra algum podre sobre ele.

Elas me encararam todas deitadas parecendo preocupadas e cansadas ao mesmo tempo. Eu sei que não estou ajudando eu bem que queria e sei que é egoísta, mas caramba o homem que eu amo está lá embaixo e eu não posso fazer nada a respeito. Ele vai partir e eu nunca mais vou vê-lo.

- Desculpe por isso meninas, mas não posso lidar. Confessei estendendo os braços.

- Olha Hina... Sei que é difícil, mas tem milhares de caras por ai. Só porque ele é um idiota e te traiu não pode morrer por isso. E em breve, ele me disse que vai embora.

- É eu ouvi o que ele disse Ino. Obrigada por facilitar as coisas. Completei ironicamente.

- O que? Ela me encarou confusa.

- Não acredito que você se meteu nisso! Disse Temari ficando de joelhos na cama.

- Sinto muito se não faço parte do time do Sasuke; Ironizou Ino cruzando os braços.

- Isso não é da nossa conta Ino. No final das contas cabe a eles dois se resolverem ou não. Rebateu Tenten se colocando de pé.

- Não entendo como podem acreditar nas mentiras dele, vocês viram. Diante dos seus olhos! – Lembrou Ino histérica. – Pode ser que ele tenha se arrependido, admito que ele mudou muito. Se fosse o caso eu até apoiaria, não sou ninguém para julgar. O que me irrita é vocês agirem como se ele fosse inocente.

Cansada de ouvir aqueles gritos e discussões, como se eu nem ao menos estivesse presente, peguei meu note e liguei na música de Don’t Start Now da Dua Lipa colocando no último volume. Elas finalmente pararam de gritar me encarando surpresas. Abri a porta do quarto e desci as escadas o mais rápido que pude, me esgueirando pelas paredes.

- Meninas o que está acontecendo? Perguntou Saika.

- Nada. Não se preocupe. – Disse forçando um sorriso. Abri a porta do galpão que dá até a adega do meu pai.

- Não sei se você deve continuar a beber menina. Isso não resolve.

- Eu sei. Mesmo assim eu quero. – Gritei histérica como uma menina mimada e inconsequente. Olhei a procura de uma das garrafas do vinho mais caro do meu pai. Se estou nessa situação é por causa dele que colocou essa praga linda e morena na minha casa. – Eu vou ficar bem Saika. Melhor ir deitar. Não vou precisar mais de você. – Respondi fria pegando a garrafa.

- Menina... Sussurrou ela.

- Pode avisar ao meu primo e seu preferido nessa casa que não quero ser interrompida. Disse caminhando até a cozinha e procurando o saca rolhas nas gavetas. Minhas mãos tremiam e meus olhos lacrimejavam.

As lembranças daquela maldita conversa, a fala deles ecoando na minha mente. A partida inevitável, a felicidade alheia, tudo caindo como uma bomba em cima de mim.

- Deixa que eu te ajudo. Disse Saika pegando a saca rolhas das minhas mãos que tremiam. Ela me estendeu a garrafa assim que conseguiu e eu a abracei a procura força, talvez um pouco de controle em meio ao caos que habitava em mim. Ela afagou meus cabelos como fazia quando eu era pequena. Nos encaramos por alguns segundos, então meneei a cabeça e caminhei de volta para o quarto virando a garrafa vez ou o outra e rindo sozinha, pensando no que meu pai diria se me visse bebendo uma de suas garrafas mais caras.

Quando cheguei no quarto as meninas estavam experimentando minhas roupas e se maquiando. Me encostei na porta e comecei a rir atraindo assim atenção delas que sorriam.

- Já que quer festejar vamos festejar. Disse Ino pulando freneticamente.

- Isso mesmo! Noite das garotas baby! Tenten gritou colocando a música novamente.

- Vocês são ridículas. Comentou Temari penteando o cabelo. Pude ver seu olhar preocupado sobre mim e a garrafa em minhas mãos.

- Vamos baby! Disse Tenten me puxando pelos braços. Ino pegou a garrafa da minha mão e bebeu fazendo careta em seguida. Ri mais alto e quase perdi o equilíbrio sentindo meu corpo cambalear para trás. Temari se aproximou me segurando pela cintura, por trás enquanto Tenten apertava minhas mãos para me dar apoio. Dançamos sem parar rindo frenéticas como se tivéssemos quinze anos.

- Vocês são ridículas. – Gritei feliz dançando desengonçada. Tudo está girando ao meu redor. – Amo vocês vadias. Confessei sorrindo. Elas me encararam surpresas. Faz tempo que não confesso amar ninguém, desde aquele dia.

- Vamos nos arrumar para festa.

- Uma festa nossa? Gritei contente, mas lá no fundo sentindo aquela pontada de dor. Amor e festa me lembra a noite em que ele me traiu.

- Senta aqui. Disse Temari me guiando. Fiquei de joelhos em cima da cama olhando para elas.

- Vai ter caras gatos!? Perguntei forçando um sorriso. Elas balançaram a cabeça e se entreolharam.

- Talvez quem sabe... Disse Ino.

- Isso ai! Gritei batendo palmas.

- Agora deixa agente te arrumar ok? Disse Tenten me fazendo sentar na cama. Sorri cruzando os braços e deixando que elas cuidassem de mim.

Primeiro os cabelos, depois a maquiagem e por fim a roupa. Experimentei várias com a ajuda das meninas, finalmente decidindo usar um vestido azul marinho dois palmos acima do joelho, apertado do busto a cintura e de alças grossas.

- Sim, esse sim! Gritei batendo palmas e girando na ponta dos pés me encarando no espelho até me deparar com ele parado na porta do meu quarto me encarando. Foi tão rápido, quase questão de segundos. Tenho certeza de que o vi. Mas quando parei de girar ele não estava mais ali.

- O que foi Hina? Tenten me perguntou.

- Sa-su-ke... Sussurrei apontando para a porta.

- Não tem ninguém ali. Disse Ino.

- Ele estava ali. Insisti andando na direção da porta.

- Você bebeu demais. Argumentou Ino.

- Não! Gritei revoltada e sai do quarto correndo sem me importar com o chamado delas. Talvez seja o álcool, talvez eu esteja no meu limite. Sinceramente não há nada que justifique minhas atitudes. Só sei que num instante estou no meu quarto me divertindo e no outro descendo as escadas correndo. Passei por Neji que estava na cozinha e também me chamou, mas é mais forte que eu. Abri as portas do escritório e procurei por ele, mas ele não estava ali. Apenas seu terno esticado na cadeira mogno. Caminhei devagar e segurei o terno aproximando-o do meu rosto e sentindo o perfume que tanto amo.

- Hinata...

Olhei para trás com o terno ainda em meus braços. Ele parecia confuso e receoso e permaneceu parado na porta. Os três botões da camiseta branca estavam abertos, e as mangas dobradas até acima dos cotovelos. Os cabelos bagunçados e a barba por fazer lhe davam um ar mais sexy, tão sexy que me fez suspirar.

Embora tenha levado algum tempo para sobreviver a você

Estou melhor do outro lado

Já estou bem

Então segui em frente, é assustador

Eu não estou onde você me deixou, então

 

Cantarolei uma parte da musica erguendo meu queixo e encarando-o da maneira mais confiante que consigo nesse momento.

- O quanto você bebeu? Perguntou ele cruzando os braços. A calça de tecido apesar de larga evidenciava os músculos. Ele parece mais forte do que antes. Meus lábios se entreabriram e eu só o encarei perdida e fascinada ao mesmo tempo enquanto caminhava até ele.

- Vou chamar seu primo... Advertiu ele se virando.

- Se sair por essa porta. Adverti e ele parou jogando a cabeça para trás.

- Melhor subir e ficar com suas amigas. Aconselhou friamente me fazendo sentir um lixo.

- Eu não quero sentir isso. Dói muito por dentro. E eu não sei por que. Algo não está certo. Cantarolei baixinho apertando mais o terno dele entre meus braços.

Ele se virou ficando de frente para mim então balançou a cabeça e fitou os próprios pés colocando as mãos nos bolsos da calça. Continuei cantando e andando na direção dele bem devagar.

- O quanto você bebeu? Perguntou ele dando um passo na minha direção. O corpo tenso e rígido.

- Se eu nunca mais acordar. Então talvez eu fique bem. Eu não quero chorar. Estou tentando lutar.

- Hinata. Disse ele fechando a porta do escritório e finalmente me encarando preocupado. Lágrimas escorreram pelo meu rosto enquanto eu continuava andando, me arrastando para ser mais sincera.

- Não sei... – Confessei com a voz melindrosa. – O suficiente? Ironizei forçando o riso. Ele deu mais um passo na minha direção e eu fiz o mesmo sentindo meu corpo desfalecer cada vez mais. Minha respiração ficou pesada e o coração acelerou. Tudo girou tão rápido e quando dei por mim estava nos braços dele que me segurou no colo e me carregou até o sofá. Sentou-se nele trazendo meu corpo para si e me aconchegando em seu colo.

- Eu não quero sentir isso. Dói muito por dentro. Finalizei suspirando e encostando meu rosto no ombro dele que me observava em silencio. Uma lágrima deslizou pelo rosto dele, mas eu a parei com as pontas dos meus dedos. Ele fechou os olhos e me apertou em seus braços. Minhas mãos tocaram seu rosto trilhando um caminho enquanto respiro aliviada, entorpecida, como se estivesse saciando meu vicio o que não deixa de ser mentira.

- Em breve eu vou embora. Então vai poder seguir em frente. Sussurrou ele encostando sua testa na minha.

- Não sei se é isso que eu quero. Confessei vendo-o abrir os olhos me encarando surpreso.

- Eu sinto muito. Ele disse com a voz embargada.

- Então por que fez isso comigo Sasuke? Por que? Perguntei quase sem voz chorando agora compulsivamente.

- Não posso te dizer ainda Hinata. Tem tanta coisa. Maldição! Praguejou ele acariciando meu rosto, então meus lábios.

- Eu vi vocês juntos. Eu vi! Insisti segurando-o pela camisa.

- Não posso. Não agora. Sussurrou ele mordendo os lábios e apertando minha cintura com uma das mãos enquanto a outra segurava meus cabelos.

- Não importa agora! Não aguento mais... Sussurrei beijando-o em seguida.

Então tudo parou. Toda a dor, toda tristeza, todo vazio, toda confusão. Foi como voltar no tempo, naquela noite, antes de tudo. Nos afastamos encarando-nos ofegantes.

- Você está bêbada... Disse ele tentando me afastar.

- Não. Respondi beijando-o novamente, dessa vez de forma mais intensa, saboreando seus lábios macios, nosso encaixe perfeito enquanto me colocava entre as pernas dele que gemeu entre o beijo apertando minha cintura com força quando me sentei sobre seu membro. Meus lábios devoravam os deles, entre chupões e mordidas enquanto minhas mãos puxavam seu cabelo.

- Hinata... Sussurrou ele quando me afastei e puxei sua blusa arrebentando os botões da camisa de cima a baixo. Minhas mãos acariciaram sua pele, do pescoço até a barriga, as unhas deixando marcas do peitoral até perto da virilha. Ele me segurou pelos cabelos e me beijou de novo avançando sobre mim Minhas mãos puxaram seus cabelos deslizando por sua nuca arranhando-o.

A atmosfera ficou densa, quente, quase sufocante, tamanha urgência que temos um do outro. Aquele era o meu Sasuke. Mais intenso, entregue e desesperado do que nunca. Eu tenho certeza agora de que ele me ama, eu posso sentir seu amor em cada toque, cada vibração, cada som.

Tirei sua blusa, me afastando dele e empurrando-o no sofá fazendo-o se deitar. Ele sorriu me olhando enquanto tentava tirar minha blusa. Segurei suas mãos e o encarei decepcionado.



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