1. Spirit Fanfics >
  2. Amor verdadeiro >
  3. Capítulo XXXIII

História Amor verdadeiro - Capítulo 33


Escrita por:


Notas do Autor


Tá ai meninas, eu ainda estou me recuperando, então tenho tentado escrever capitulos maiores para adiantar. Quero cumprir e terminar ela logo já que falta tão pouquinho. fi

Capítulo 33 - Capítulo XXXIII


Empurrei seu corpo contra o sofá deitando-o novamente e o arranhei com força.

- Porra Hinaa! Reclamou vendo o filete de sangue em seu abdômen. Sorri dando de ombros e tirei minha camisa jogando-a pelo chão do escritório.

- Você merece muito mais! Disse segurando-o pelo queixo. Suas mãos apertaram meu quadril me prensando contra o membro dele. Mordi meus lábios com força e tateei meu corpo até alcançar o fecho do sutiã entre meus seios. Abri retirando-o devagar.

- Preciso parar com isso antes que seja tarde. Disse ele ofegante me olhando fascinado. Ri jogando minha cabeça para trás quase perdendo o equilíbrio. Ele me segurou com firmeza e sentou-se novamente me abraçando.  Respirei fundo acariciando as costas dele ansiando por muito mais que aquilo. Ele fez o mesmo tocando todo meu corpo como se fossemos nos fundir e terminar sendo um só. Enterrei meu rosto no pescoço dele para abafar um gemido de prazer e tristeza ao mesmo tempo. As caricias intensas, se tornaram flamejantes, então intensas e por fim melancólicas. Ele me deitou no sofá e beijou meus lábios com carinho contornando meu rosto e enxugando minhas lágrimas com os lábios. Então percorreu o vale entre os meus seios com a palma das mãos, enquanto a outra subia pela minha coxa.

- Sasuke... Gemi desesperada jogando minha cabeça para trás. Ele deslizou os lábios pelos meus ombros, subindo até a clavícula, contornando meus seios até alcança-los sugando-os lentamente, mordendo-os de leve.

Sei que parece loucura, mas suas caricias eram quase uma declaração de amor. E eu me deixei levar, extasiada por senti-lo novamente, dessa vez de forma tão intima.

- Hinata. Gemeu ele atraindo meu olhar. Sorri sem jeito e ele fez o mesmo alcançando meu rosto e acariciando-o sem pressa. Sua língua percorreu meu mamilo contornando e depois o mordendo repetidas vezes. Gritei seu nome mordendo meus lábios enquanto minhas pernas se tornavam mais trémulas. Ele colocou uma das mãos dentro do meu short, percebendo minha calcinha totalmente úmida.

Não eram necessárias palavras para expressar aquele momento. Só o olhar dele já dizia tudo o que eu preciso saber que ele me ama ao menos nesse momento, ao menos por hoje. Sorri satisfeita quando ele tirou meu short e minha calcinha mergulhando entre minhas pernas. Primeiro nas coxas, mordendo-as e apertando-as com as mãos firmes, e finalmente com sua língua.

Não sei quanto tempo ficamos juntos, mas sei que ele me levou a exaustão. Sim, contra a minha vontade ainda sou virgem, mas depois de tudo o que aconteceu não sinto como se ainda fosse. Meu corpo e minha alma já são dele, sempre serão.

Infelizmente a realidade vem à tona como o nascer de um novo dia e com o efeito do álcool diminuindo me relembrou os motivos de não estarmos juntos. Respirei fundo com o corpo deitado por cima do dele no tapete persa tão caro do meu pai. Ele acariciava meus cabelos em silencio, como se soubesse que a qualquer momento minha fera despertaria. Nossos corpos suados e a atmosfera sexual eram esmagadores. Eu quero muito mais. Quero noites de paixão, quero dias chuva, quero chocolate quente e jantar a luz de velas, mas não posso. Não consigo.

- Hinata... Disse ele quando sai de cima de seu corpo e engatinhei à procura das minhas roupas.

- Não diz nada. Adverti alcançando meu short e minha calcinha.

- É isso mesmo que você quer? Perguntou ele sentando-se no chão de braços cruzados completamente nu. A visão do paraíso, mas para mim meu inferno.

- Não vou discutir isso com você. Disse me esticando para pegar minha blusa e perdendo o equilíbrio quase caindo de cara no chão.

- Você ainda está muito bêbada.

- Você não se importou com isso antes. Rebati me recompondo e encarando-o enquanto tentava achar a entrada para os meus braços na blusa.

- Vai mesmo seguir por esse caminho? Perguntou ele vestindo a cueca, graças a Deus!

- Não entendo você. Não mesmo! – Resmunguei me segurando na borda do sofá. A tentativa de botar a camiseta me deixou tonta. – Você me trai com a minha irmã. – Disse vendo-o se levantar e vestir a calça. – Então hoje... Você age como se...

- Como se? Perguntou ele pegando a camisa branca e vestindo-a, parando de frente para a janela.

- Como se me amasse.

- É melhor você ir. Disse ele friamente como se nada tivesse acontecido. A postura imponente e calculista estava ali de volta.

- Não eu não vou desse jeito! – Resmunguei manhosa me levantando do chão. Ele veio ao meu encontro quando quase perdi o equilíbrio. Seus olhos não pareciam focados em mim, mas em algo atrás de mim e seu semblante era nervoso e impaciente. – Você não pode me amar desse jeito e... - Fechei meus olhos e respirei fundo reunindo coragem para abrir mão de tudo. – Diz que me ama e quem sabe eu possa... Te perdoar! Sussurrei a última parte desesperada enquanto ele guiava meu corpo até a porta do escritório.

- Não tenho nada para dizer. Respondeu frio abrindo a porta do escritório. Ele me soltou e passou por mim como se nada tivesse acontecido. Olhei ao redor e estavam todos ali. Como se esperassem nossa saída, ansiosos pelo desfecho do drama.

- Quem você pensa que é seu merda? Gritei furiosa.

- Calma maninha, temos visitas. Disse Hanabi saindo da cozinha com um sorriso irônico nos lábios.

- Foda-se!

- Até mesmo para mim! Disse Kiba saindo da cozinha também.

- O que vocês fazem juntos? Perguntei confusa.

- Boa pergunta. Disse Sasuke de braços cruzados. Olhei para ele indignada, primeiro quase tem relação comigo depois fica com ciúmes da minha irmã? Isso é muita sacanagem.

- Nos encontramos no caminho. Explicou ela.

- Desculpe não vir te ver antes. Eu estava ocupado. Justificou Kiba me abraçando e beijando meu pescoço de um jeito diferente.

- Não entendi. Olhei para ele confusa. Suas mãos apertavam a minha cintura e seus olhos revelavam mais do que saudades.

- Você sabe que não precisa beber para se destacar. Sempre será a mais linda. Disse ele acariciando meu rosto.

- Ahn Kiba! Resmunguei confusa. É muita informação para um dia só!

- Hinata querida! Vamos para o quarto. – Disse Kurenai me segurando pelos ombros. Olhei para os Sasuke que parecia furioso.  – Você precisa de um banho e descanso.

- Sem problemas, vou dormir aqui hoje e amanhã conversamos. Avisou Kiba jogando-se no sofá.

- Dormir? Sasuke e Neji disseram ao mesmo tempo.

- Sim, eu convidei. Disse Hanabi sorrindo inocente.

- Eu vim de longe Hina, não moro mais na cidade. Então não tem como voltar essa hora. Te incomoda? Disse ele sorrindo para mim. Olhei para Sasuke de novo que parecia esperar uma resposta minha.

- Tudo bem! É sempre muito bem-vindo aqui Kiba! Não te dou mais atenção por que nesse estado... – Respirei fundo me apoiando na Kurenai. – Amanhã serei toda sua. Acrescentei piscando para ele. Sasuke bufou voltando para o escritório sendo seguido pelo Neji. As meninas nos acompanharam enquanto Kurenai perguntava como eu fiquei naquele estado.

Depois de um bom banho de banheira e de todas elas cuidando de mim adormeci relutante sobre como seria o amanhã. Lidar com o Sasuke, o que aconteceu entre nós.

- Eu sinto muito querida. Sussurrou Kurenai me abraçando.

 

Graças aos cuidados das meninas acordei relativamente bem a julgar pelo tanto que bebi. As meninas foram embora logo cedo depois de implorarem meu perdão por me deixarem beber todas. Sei que a culpa não foi delas. Minha humilhação foi fruto da minha burrice e de mais ninguém. Felizmente é um novo dia e com sorte não esbarro no maldito do Sasuke.

Tomei uma ducha gelada para espantar os espasmos do meu corpo já que obviamente sonhei com ele a noite toda e acordei numa situação patética. Kurenai ainda dorme deitada na minha cama e graças a deus não viu meu estado. Prendi meus cabelos em um rabo de cavalo e vesti uma saia longa preta com decote na coxa esquerda, botas de camurça, uma blusa branca de alça e jaqueta vermelha.

- Bom dia irmãzinha! Disse Hanabi me alcançando no corredor.

- O que você quer? Perguntei revirando os olhos.

- Você não está caindo na lábia do Uchiha não é?

- Claro que não! Respondi encarando-a furiosa.

- É que ontem você e ele estavam no escritório e você saiu de um jeito estranho do escritório.  Então pensei...

- Pois não pense. Rebati cortando-a. A última coisa de que preciso agora é que ela venha tripudiar sobre a minha vergonha. Não consigo mais vê-la como irmã desde aquele dia. Tem algo nela, que me deixa totalmente alerta. O normal seria duas irmãs que se amam e se perdoam, mas cada dia que passa ela parece mais distante para mim.

- De nada por convidar seu amiguinho ontem. Ironizou ela sorrindo maliciosa.

- Ahn? Não entendi.

- Ah qual é? Ele é apaixonado por você todo mundo sabe! Confessou enquanto descíamos as escadas.

- Eu nunca pensei... Sussurrei para mim mesma vendo-o sentado na cozinha bebendo uma xicara de café.

- Não acha que ele merece uma chance?

- Desde quando você se importa? Rebati fazendo careta.

- Desde que certo Uchiha nos fez de boba e fica perambulando triunfante em nossa casa. Respondeu ela me deixando sem palavras.

Entramos na cozinha em silencio. Bastou o Kiba me ver para correr até mim e me abraçar girando-me no ar. Seria divertido se meus olhos não avistassem a presença dele do outro lado da cozinha com cara de poucos amigos.

- Sempre linda! Disse Kiba beijando minha bochecha. Ele não mudou muito na aparência, apesar de parecer mais confiante e sedutor.

- Bom dia! Respondi retribuindo o beijo quando ele me colocou no chão.

- Bom dia a todos! Uchiha você madrugou? Perguntou Hanabi sentando-se de frente para ele. Kiba me abraçou pela cintura e encarou os dois.

- Dormi aqui.

- Com ordem de quem? Perguntei áspera.

- Se agora todos podem... Ele disse me encarando irritado.

- Se tem uma coisa que eu não sou é todo mundo. Disse Kiba mordendo minha bochecha. Sasuke se levantou ameaçando vir na nossa direção.

- Tenho noticias do Hiashi! Disse Neji entrando na cozinha

- Ele morreu? – Perguntou Hanabi com a voz afetada. Olhei para ela sem acreditar no que tinha ouvido. Ela forçou um sorriso que não me convenceu. – Que? É só brincadeira. Justificou revirando os olhos.

- Não, ele acordou. Neji sorriu me encarando satisfeito e depois encarando Sasuke que se pôs do meu lado parecendo aliviado também.

- Isso é sério Neji?

- Como ele está Neji? Eu e Sasuke perguntamos e ele estendeu as mãos na nossa direção pedindo paciência.

- Então o médico disse que ele acordou de madrugada. Estão fazendo os exames necessários para ter certeza de que não ficaram danos.

- Danos? Perguntei preocupada.

- Tudo é possível depois de tanto tempo inconsciente. Disse Kiba.

- Por que não cala a boca seu verme! Ameaçou Sasuke.

- Por que você não vem calar? Rebateu Kiba.

- Isso não é hora! Neji quero vê-lo agora.

- Claro Hina. O médico nos aguarda.

- Eu vou junto! Gritou Hanabi.

- Eu também.

- Você nem é da família verme.

- E você também não Sasuke. Retrucou Kiba

- Parem com isso por Deus! Reclamei saindo na frente sendo seguida por Neji e os outros.

Quando chegamos ao hospital ainda esperamos o fim da bateria de exames. Olhei para frente enquanto Kiba acariciava a minha mão, sentado ao meu lado, Sasuke olhava para mim furioso, como se questionasse tal intimidade. Dei de ombros e desviei meu olhar vendo a figura esguia e pálida do meu pai surgir no fim do corredor. Corri até ele parando a centímetros de distância.

- Pode abraçá-lo se quiser. Disse o médico.

Se eu quero abraça-lo? Apesar de toda a dor não consigo ignorar seus olhos cheio de compaixão e saudades. Algo que só vi, quando minha mãe era viva... Tem algo diferente no meu pai. Algo doce, frágil, quase paternal. Não sei explicar, mas pelo menos nessa loucura parece que ele mudou para melhor. Talvez seja a quase morte, mas sinto que tem algo mais. Como medo, de algo perigoso, de algo que está a espreita.

- Pai! Suspirei me lançando sobre ele que estava sentado numa carreira de rodas. Ele correspondeu me abraçando de forma lenta. Senti lágrimas quentes tocando meu rosto, lágrimas que a principio não eram minhas. Olhei para ele que estava chorando. Seu semblante estava tão rígido, quase petrificado.

- Devido ao acidente seu pai ficou com algumas sequelas.

- Que tipo de sequelas doutor? Perguntou Hanabi enquanto eu enxugo as lágrimas do rosto dele.

- A fala ficou comprometida, o movimento facial também. Ele consegue expressar emoções apenas com os olhos.

- Oh papai! Disse acariciando seu rosto.

- Quando ele volta ao normal? Perguntou Sasuke confiante. Meu pai olhou para ele parecendo satisfeito. Então eles tinham mesmo uma amizade tão forte?

- Não sabemos ainda.

- O que é necessário para...

- Você não é da família. Não se mete! Rebateu Hanabi histérica.

- Ele só quer ajudar.  Rebati enfrentando-a e olhando para o médico, esperando que ele respondesse.

- Bom... Teremos que fazer fisioterapia, e ter muita paciência. Aos poucos acreditamos que ele estará bom. Os braços também foram comprometidos, devido há tanto tempo deitado e pela queda, o movimento se tornou lento e as mãos não tem mais firmeza.

- Por enquanto. Disse Sasuke.

- Sim.

- E as pernas? Perguntei me recompondo. Meu pai  encostou sua mão na minha duas vezes como se quisesse me dizer algo.

- Foram as mais comprometidas. Sem previsão para melhoras.

 - Então melhor que ele faça o tratamento aqui.

- Não Hanabi! Isso é absurdo. Discordei vendo meu pai ficar tenso e me encarar como uma criança assustada. Então é assim que será agora?

- O que sugere então sabe tudo?

- Sua irmã tem razão Hanabi. Temos dinheiro e condições para adaptar seu pai e o tratamento em casa até que ele esteja cem por cento. Disse Neji.

- Concordo...

- Você não concorda com nada Sasuke! Quantas vezes vou ter que lembrar que você não é da família! Hanabi gritou histérica se aproximando de mim e do meu pai.

- Acho que é valido sim. A família faz toda a diferença nesses casos.

- Quando ele terá alta? Perguntei olhando para o meu pai. Seus olhos beiravam o desespero.

- Daqui a dois dias no máximo.

- Vamos preparar tudo então. Disse Hanabi com as mãos nos ombros do meu pai.

- Pode deixar que me encarrego disso com Neji. Sasuke se intrometeu encarando Hanabi de um jeito estranho. Então passou por nós e colocou as mãos na cadeira guiando-a pelo caminho. Meu pai tocou minha mão mais uma vez antes de entrar no quarto, estava muito mais gelada do que antes.

 - Não se preocupe senhor Hiashi. Vou cuidar muito bem da sua filha até que o senhor melhore. Disse Kiba ficando de frente para o meu pai e sorrindo de um jeito estranho, então se colocou do meu lado novamente.

- Isso é o que nós vamos ver. Ameaçou Sasuke entrando no quarto com meu pai.

Não sei por que sinto que tem algo estranho acontecendo. Muito mais do que eu imagino. Talvez não sejamos somente o Sasuke e eu que mudamos. Talvez as últimas palavras do Sasuke e o comentário da Temari tenham ligação com tudo isso. Ou talvez eu só esteja maluca. É como se uma grande trama estivesse acontecendo ao meu redor e eu estivesse alheia a tudo isso. Os pontos simplesmente não se encaixam, não faz sentido! Ainda sim, sinto que está tudo interligado.

 

Dentro do quarto do hospital

 

- Não acredito que aquele verme vai tripudiar desse jeito e eu vou deixar passar batido! Confessei furioso bagunçando meus cabelos.

- Se acalma Sasuke!  Disse Neji ajeitando a cadeira do Hiashi próxima a cama.

- Me acalmar? Ele tá querendo comer sua prima enquanto a vadia da Hanabi mata seu tio. – Gritei desesperado socando a cama. Olhei para Hiashi que parecia preocupado. – Desculpe Hiashi, mas você precisa ficar bom logo, antes que eu perca o controle. Adverti  caminhando até a janela.

- O primeiro passo é garantir a saúde do meu tio. Pelo menos estamos um passo a frente deles. Confiança Sasuke. Insistiu Neji .

- Será que estamos? Perguntei olhando pela janela. Hinata estava indo embora com Kiba e Hanabi.

- Enquanto ele estiver por perto Hanabi não fará nada a ela. Disse Neji olhando a mesma cena que eu.

- Ninguém sabe... Aquela víbora é imprevisível.  – Respondi voltando a focar no Hiashi. – Precisamos saber o que aconteceu contigo. O que você fez para despertar a ira da víbora. – Hiashi arregalou os olhos. – Eu sei que foi ela, não precisa dizer. Preciso que melhore Hiashi, para que meu plano funcione. O mais velho revirou os olhos.

- Não seja mal criado tio! Repreendeu Neji recebendo um olhar contrariado de Hiashi.

- Por hora está tudo sobre controle. Temos uma rede de pessoas garantindo que nada vai acontecer a Hinata. E ela não sabe de nada. Vai permanecer assim até o final, entende? Hiashi mexeu um dos braços com dificuldade.

- Ótimo tio! Vamos estabelecer códigos de comunicação. Hiashi os encarou desconfiado.

- A Hanabi vai ficar de olho em você, e nós de olho nela. Se ela suspeitar da sua melhora sabe se Deus o que fará. Por isso a principio mesmo com resultados positivos vamos manter tudo em segredo sobre sua recuperação entende? Ele movimentou a mão novamente.

- Vou contratar duas enfermeiras

- Ótimo! Assim ele nunca estará sozinho.

- Exato Sasuke! Ainda tem o fisioterapeuta e todo o aparato para recebê-lo tio. Disse Neji saindo do quarto com o telefone na mão.

- Tenho que te contar uma coisa. – Ele revirou os olhos impaciente quase me fazendo rir. – Eu e Hinata, bom... Quase aconteceu no seu escritório. – Ele balançou os dois braços me arrancando mais risadas. – Não sou de ferro, ela tinha bebido e...  – Hiashi tentou movimentar a mão na minha direção, mas sem sucesso. – Não precisa ficar bravo. Somos amigos, e eu amo... Você sabe... – Hiashi ficou em silencio por algum tempo então me encarou novamente me incentivando a continuar.  – Não vou entrar em detalhes, só... Amo tanto sua filha. – Confessei me sentando na cama e bagunçando meus cabelos desesperado. – É terrível ficar perto dela e não poder fazer nada. Tive que ser rude com ela naquela noite. – Ele me encarou serio. – Não me julgue! Hanabi estava chegando, e com o verme do Kiba. A propósito, descobrimos que ele é cumplice da cobrinha. Só não sei desde quando. – Ele revirou os olhos. – Você sabe de algo? – Perguntei e ele estendeu o braço. – Quando melhorar, talvez possa me explicar a conexão. Enfim, se a Hanabi desconfiar... Para ela ter tentado matar você de forma tão... Inconsequente é porque com certeza está surtando de vez. Então quero pegá-la no pulo. Shikamaru rackeou o celular dela. Além disso, temos Raika, Neji, Temari e Tenten do nosso lado. Fechamos um cerco de proteção sobre a Hinata. Por isso eu não posso demonstrar nada.

Hiahi lançou sua mão novamente para frente finalmente alcançando a minha. Segurei-a rapidamente e nos encaramos. Eu sei tudo o que ele pensa e nem somos amigos há tanto tempo, mas talvez seja fruto da convivência diária, da mesma dor ou do amor que compartilhamos pela mesma pessoa.

- Não vou deixar que ela machuque vocês. Não vamos deixar.  –Afirmei serio e ele apertou minha mão tão levemente que quase não senti. – Então quando você ficar bom. Juntaremos tentativa de homicídio com tudo o que essa maluca fez e ainda vai fazer, e quando ela falhar de novo, eu vou estar lá.

- Já está quase tudo acordado. Disse Neji entrando no quarto novamente.

- As enfermeiras tem que ser de confiança Neji. Acima de suspeitas, para que a Hanabi não tente suborná-las. Disse soltando a mão do Hiashi.

- Acha que ela seria capaz de...

- Subornar pessoas? Com certeza.  Completei a frase caminhando pelo quarto. Depois dos últimos atos da víbora com certeza tudo é possível.

- Tem que ter um meio infalível de se precaver.

- Já pensei nisso. Câmeras! Colocaremos câmeras por todo o quarto.

- Ótima ideia Sasuke!

- Obrigado Neji. Vou pedir ao Shikamaru para garantir a gravação e funcionamento das mesmas. Colocaremos em pontos estratégicos, com alarmes quase algo suspeito aconteça que alertará a nós dois.

- Combinado.

- Também precisamos da vigilância da Saika. Afinal envenenamento é uma possibilidade.

- Não consigo acreditar que a Hanabi se tornou tão louca. Suspirou Neji anotando todas as medidas no celular.

- Ela é insana. Por isso temos que nos precaver. Tudo o que ela precisa é de um segundo. Uma oportunidade.

- Sendo assim, melhor acelerarmos tudo Sasuke.

- Claro – Assenti e me aproximei de Hiashi novamente. Colocamo-lo de volta na cama e nos despedimos. – Em breve estará seguro em sua casa. Eu prometo. Ele fechou os olhos parecendo relaxar.

Saímos em silencio caminhando lado a lado. Enquanto o Neji toma as providencias para os próximos passos, eu só consigo pensar na Hinata, no quanto sinto sua falta e no quanto quero matar aquele cachorro por tocar na minha mulher. Sim, agora não tenho duvidas. De que ela ainda é e sempre será minha. Agora tenho esperanças de que no fim fiquemos juntos. E pensar que ela é capaz de me perdoar da minha suposta traição. É horrível estar por perto e não poder tocá-la de novo, além da culpa, por ver a acusação dela referente à noite anterior. Infelizmente agora, tudo o que importa e seguir o plano.

Dois dias depois tudo estava pronto a espera do grande patriarca. Horas mais cedo graças a Saika conseguimos distrair Hanabi, Hinata e Kiba enquanto Shikamaru invadiu a casa instalando câmeras por todo o quarto do Hiashi e no banheiro também. A noticia da recuperação milagrosa de Hiashi aqueceu as ações e atraiu os olhares da imprensa, alavancando os negócios e nos trazendo mais trabalho. Para melhorar a situação, Kiba e Hinata estão cada vez mais próximos. O que era para ser apenas uma visita se tornou uma estadia. O maldito fica o tempo todo cercando a Hinata, que recua, mas permite a ousadia daquele sarnento para me provocar. Como fuga, me tranquei esses dois dias no escritório e pretendo continuar assim ou juro que mato aquele canalha.

As acomodações ocorreram com sucesso. As enfermeiras têm boas referências, mas com as câmeras não há perigo. Ainda assim, sempre que pude, nessas duas semanas, vou até o quarto do Hiashi e olho as fitas a procura de algo, qualquer coisa. Hinata foi visita-lo todos os dias. No inicio, apenas sentava-se na poltrona de frente para ele. Aos poucos foi reduzindo a distancia, conversando banalidades. E com isso descobri que ela não teve ninguém nesses meses. Que gosta da Kurenai, e que a mesma parece gostar mim. Talvez no momento certo possa contar com ela. Também descobri que ela sonha comigo todas as noites, assim como eu. De alguma maneira os dois parecem estar se aproximando, restabelecendo laços, enquanto eu também descubro mais sobre a minha morena. Na última vez, Hinata adormeceu deitada ao lado do pai, depois de chorar por mim mais uma vez e eu claro fiz o mesmo, exceto o dormir.

Sinceramente? Não sei quando foi a última vez que dormi. Trabalho de manhã e a tarde. Checo as fitas de noite, vejo as mensagens do grupo anti-hanabi, sonho acordado com ela. Então tudo começa de novo. As mensagens entre Kiba e a Hanabi cessaram já que os dois estão na mesma casa agora.

Nessas três semanas não houve muita melhora no Hiashi, exceto pelas mãos que agora seguram as minhas com um pouco de firmeza, ainda que demorando muito para tal ato. Ele também está conseguindo emitir sons, como de vogais e consoantes, o que já é um progresso ainda que lento.

Em meio há tantas informações boas e ruins sinto que a víbora está se articulando pronta para atacar. Ela raramente tem ido ver o pai, e quando o faz não diz nada, apenas o encara com desprezo e então se retira, como se soubesse... E de alguma maneira aquela minha intuição está gritando de que antes do que eu espero ela vai aprontar de novo.

- Até mais menino... Disse Saika se despedindo de mim.

- Até Saika! Meneei a cabeça fechando a porta e saindo da mansão. Agora já sei que todos os dias Hinata observa minha saída, por que do quarto do Hiashi posso vê-la. Demorou muito para notar a repetição de horário, o ritual diário. Obviamente eu nunca olho de volta, pois não quero ser descoberto, mas hoje senti uma vontade incontrolável de corresponder e o fiz me deparando com os olhos perolados fixos em mim. Desviei meu olhar ao ver a silhueta do cachorro atrás da Hinata rápido o suficiente para não ser descoberto por ele, mas não sem antes ver a maldita cobra me espião também da janela de seu quarto. Olhei novamente a mensagem do meu irmão no meu celular. O que poderia ser tão importante para requisitar minha presença com urgência?

 

Do lado de dentro da mansão

 

- O que você vai fazer com ela? Perguntou Kiba segurando-a pelos braços.

- Não se esqueça de quem manda aqui! Me solta! Sussurrou Hanabi irritada olhando ao redor.

- Temos um trato. Lembrou Kiba.

- Eu sei idiota! No fim ela será toda sua. Por hora, preciso afastá-la do Sasuke. Já que a mesma começou a vacilar. Disse Hanabi fazendo careta enquanto andava pelo corredor rumo as escadas.

- Como tem tanta certeza?

- Isso não te interessa. Apenas nos deixe a sós essa noite. Quanto menos gente melhor. Disse Hanabi girando o aparelho celular entre os dedos enquanto descia as escadas.

- E o que fará com a Kurenai, o Neji e a Saika?

- Darei um jeito neles também, é claro! – Sorriu maliciosa discando um número já conhecido. – Preciso daqueles comprimidos, dessa vez em maior quantidade!



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...