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História Amor verdadeiro - Capítulo 34


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Notas do Autor


Bom meninas é isso. Vim aqui essa hora para postar porque to me sentindo um pouco melhor e não dormi. Desculpe pelos erros, fiz besteira aqui e agora sempre que escrevo Kankurou meu note corrige para Ancorou e eu fico bolada, mas enfim. Obrigada a todas que leram e acompanharam e principalmente comentaram. Para quem foi da época de plataformas com muitas meninas acompanhando as vezes é dificil não ver nenhum coment, mas até eu as vezes faço isso aqui então, enfim. Hoje devo postar o final. Imagino que sejam dois sobre o fim e outro com o que acontece com todo mundo é claro. Vou fazer o possível para fechar hoje porque faz tempo essa fic e tenho mais duas que também quero fechar para poder parar de postar aqui. Obrigada a todas novamente!!

Capítulo 34 - Capítulo XXXIV


- Tem certeza que não me mandou mensagem nenhuma? Perguntei irritado andando de um lado para o outro

- Não Sasuke já disse que não! Itachi respondeu me encarando despreocupado

- Então quem me enviou isso? Insisti mostrando meu celular para ele.

- Não sei cara, vai ver foi um trote. Disse ele dando de ombros.

- Vindo do seu celular? Entende que alguém teve acesso ao seu celular?

Só eu acho tudo isso estranho? Enquanto meu irmão continua jogando vídeo game no sofá sem se importar com a mensagem “errada” eu piro pensando no por que daquela situação. Alguém pegou o celular do meu irmão, mandou uma mensagem, me fazendo sair do trabalho mais cedo. De inicio, pensei que fosse uma brincadeira de mau gosto já que o Itachi vive reclamando que agora só vivo para trabalhar. Depois pensei que poderia ser o idiota do Kiba, por que assim ficaria a sós com a Hinata. Ainda assim, não faz sentido.

- Saiu com alguém ontem à noite? Alguém veio para cá?

- Cara desde quando minha vida sexual te interessa? Ai! Por que todo esse drama? – Reclamou Itachi depois que lhe dei um tapa na nuca. – Eu conheci uma gostosa ontem a noite. Ela veio para cá, transamos e ela foi embora sem se despedir, nada demais. Respondeu balançando a cabeça.

- Alguém armou para... – Comecei a me explicar, parando ao perceber o óbvio. – Hanabi!

- O que tem a cobra?

- Foi ela! Acusei revoltado tentando discar para o Neji.

É o plano perfeito! E eu mais uma vez  cai na dela como o belo idiota que sou. A ideia de perder a Hinata arrancou toda e qualquer chance de racionalidade da minha parte. Meu coração acelerou, minha mente escureceu e meus pensamentos nublaram como uma tarde de inverno. Mal consigo digitar a porra do número!

- Você está levando essa vingança muito a sério. Zombou Itachi.

- Não espero que entenda! Mas que merda! Praguejei ligando para Saika. O número dos dois só dava na caixa postal.

- Se acalma, a casa tá cheia de gente. Nada vai acontecer.

Corri até meu quarto e liguei meu note vendo as checando as câmeras do quarto do Itachi. Liguei para a mansão, mas ninguém atendeu também. A imagem da Hanabi surgiu na tela.

- Filha da puta! Gritei socando a mesa.

- Se acalma mano! Disse Itachi parando atrás de mim.

A vadia caminhou tranquila pelo quarto então se aproximou da cama do Hiashi que parecia surpreso e assustado ao mesmo tempo.

- Onde estão as enfermeiras? Que merda tá acontecendo!! Reclamei inconformado disposto a ligar para a policia.

Hanabi se curvou perto do Hiashi e sussurrou algo em seu ouvido e então sorriu diabólica rindo em seguida. Ela se virou e pegou seu celular digitando algo no mesmo. Hiashi olhou para ela e aproveitando a distação mandou sinais com as mãos para mim. Algo de muito fodido está acontecendo naquela casa. Meu celular vibrou e para minha surpresa ela era.

Abri um arquivo que tinha sido enviado. Nele continham fotos de todos da casa dormindo. Neji e Saika estavam em seus quartos deitados dormindo. A enfermeira cochilava com o rosto apoiado na mesa da cozinha. Em cima da mesa havia uma jarra de suco pela metade com cinco copos vazios.

- Desgraçada! Praguejei me levantando apressado.

- Onde você vai? Perguntou Itachi, mas ignorei por completo. Se ela dopou todo mundo então Hinata e Hiashi estão a mercê das loucuras daquela víbora. Peguei a chave do carro do meu irmão e acelerei enquanto ele corria atrás de mim e gritava na calçada.

O que você quer?

Conversar. Melhor correr.

Ela respondeu e mandou mais uma foto. Hinata estava deitada no sofá desacordada.

 Se fizer alguma coisa a ela eu te mato

Ameacei apertando o celular entre as mãos.

Só depende de você!

Soquei o volante do carro várias vezes olhando para o maldito transito que me fez parar. Liguei para o Shikamaru e coloquei no viva voz.

- Se eu não retornar em uma hora quero que ligue para a policia. Avisei acelerando assim que o sinal abriu e os carros começaram a se mover.

- Que merda está acontecendo Sasuke? Por que?

- A Hanabi dopou todos da casa. Contei ainda sem acreditar que isso está mesmo acontecendo. Como aquele demônio consegue nos manipular tão bem?

- O que a maluca está aprontando agora?

- Não sei. Ela me mandou fotos. Só a Kurenai não está nelas.

- Então onde a mulher está?

- Não sei. O maldito Kiba também não está lá! Verme de merda.

- Se acalma Sasuke. Escuta o que a megera tem a dizer depois decidimos.

- Vou matar aquela puta. Só sei disso.

- Não resolve nada. Além da Hina te odiar, capaz dela ainda sair como coitada.

- Tem razão, mas não sei se consigo. – Respondi estacionando o carro de qualquer jeito no meio fio. – Tenho que desligar. Avisei saindo do carro com o celular nas mãos. Corri até a porta e apertei a campainha freneticamente.

- Finalmente! Disse ela irônica e se afastou me deixando entrar.

- O que você quer? Perguntei me controlando para demonstrar indiferença. Está tudo errado. Tudo fodidamente errado.

- Temos tempo para conversar. Entre e fique a vontade. Disse ela sorrindo enquanto fechava a porta.

- Onde estão o Kiba e a Kurenai? Perguntei olhando ao redor.

- Dei um jeito para que saíssem. Respondeu Hanabi sentando-se no sofá e cruzando as pernas.

-  O que você fez com os outros.

- Lembra daquela noite... Do sonífero? Ainda tenho algumas gotas no meu estoque. – Revelou Hanabi sorrindo convencida. – Não se preocupe. Em breve todos vão acordar sem se lembrar de nada. Será como se tivesse cochilado apenas.

- Para que esse circo? E o Hiashi?  Olhei para Hinata deitada no sofá tentando parecer indiferente, mesmo sendo óbvio ainda.

- Não fiz nada com ele, ainda. Zombou ela passando por mim.

- Se fizer algo...

- Incrível como parece mais preocupado com o velho do que com a minha irmãzinha. Se não fosse um péssimo ator, eu quase acreditaria.

- Não tenho tempo para os seus jogos. Rebati impaciente.

- Tem razão! Depois de tudo o que vivemos para que fingir. – Ela meneou a cabeça e me estendeu a mão estreitando os olhos em mim. – Mas antes, me passa o seu celular, só por precaução.

- Não sou tão idiota. Respondi vendo-a checar se estava gravando algo. Seria óbvio demais, até para mim. Ela concordou com a cabeça e estendeu a mão para que eu sentasse. Optei por ficar perto da Hinata, sentado na beirada do sofá próximo dos pés dela.

- Eu tenho uma proposta irrecusável para você.

- Nada que venha de você me interessa. Rebati olhando-a com desprezo.

- Acho que você não ouviu a palavra irrecusável Sasuke. É simples, ou você aceita, ou eu serei a única herdeira do império viva.

- Não vou deitar que você faça isso! Ameacei avançando para cima dela e segurando-a pelos braços.

- Você não tem escolha. Te enganei duas vezes, não será difícil enganar a terceira. Eu sou paciente. Ameaçou me deixando mais furioso. Ergui-a pelos ombros apertando-a mais firme. Ela gemeu de dor, mas riu em seguida.

- Se não me soltar as coisas podem piorar para você. Ameaçou fazendo careta.

-Não tenho nada a perder.

- A Hinata nunca vai acreditar em você, você vai ser preso.

- O mundo estará livre de uma vadia que nem você. Soltei seus ombros deixando-a cair desengonçada e a segurei pelo pescoço pressionando meus dedos com força.

- Você pode ter tudo que quer... Insistiu ela respirando com dificuldade.

- Nada se compara ao prazer de me livrar de você para sempre. Rebati apertando mais meus dedos sobre a pele pálida. Seu rosto estava vermelho e os olhos arregalados. Ela tentava afastar meu braço sem sucesso.

- E a segurança deles?  

Soltei-a empurrando-a c ontra o sofá. Ela caiu desengonçada me olhando furiosa.

- Você tem dez segundos! Se não me convencer, te mato aqui mesmo! Ameacei olhando-a no fundo dos olhos. Ela passou as mãos pelo pescoço e respirou fundo tentando se recompor.

- Você me surpreende. – Amecei me levantar e ela estendeu as mãos em sinal de paz. – Ok! Vamos ao ponto! Minha irmãzinha estúpida está pensando na hipótese de te perdoar.

- Disso eu já sei. Confessei revirando os olhos.

- Graças as amigas vadias dela, você tem um grande fan clube. Não entendo como depois de tudo, tantas pessoas defendem você. Comentou me olhando desconfiada.

- Talvez seja óbvio para todos a vaca filha da puta que você é. Respondi cruzando os braços.

- Então... Não posso deixar que a Hinata volte para essa casa. Você sabe... Ela e meu pai estão se aproximando. Não me preocupo tanto com o velho.

- Se ele falar vai delatar você. Revelei vendo-a arregalar os olhos e depois sorrir satisfeita.

- Acho que criei um monstro!

- Talvez... Sem mais enrolação. Sei que você tentou matar seu pai. Nós dois sabemos que quer a empresa só para você.  Só que eu estou aqui e não pretendo ir a lugar nenhum. Disse olhando para Hinata mais uma vez. Segurei a mão dela e acariciei de leve aproveitando para checar o pulso discretamente.

- Se você sabe tanto por que não me denunciou?

- Por que não tenho provas.  Fiz a cara mais frustrada que pude e ela pareceu acreditar. Já que os planos mudaram revelar partes insignificantes pode ser importante.

- Entendo! Então é simples. Quero que convença a Hinata a abrir mão de tudo o que legalmente.

Olhei para ela e depois para a Hinata. A vadia queria um acordo de paz? Não me convenceu muito. Além disso, se eu escolher esse caminho:

- A Hinata nunca vai me perdoar quando descobrir... Sussurrei em voz alta.

- Isso é um efeito colateral. Pense pelo lado positivo. Deserdada, ela não é mais uma ameaça para mim, logo deixaria que vá com vida. Pode até levar o papai se quiser, desde que o conselho aceite minha petição que ateste a incapacidade mental do meu querido papi!

- Não posso garantir que o conselho...

- Você tem que! Se conseguir isso os dois saem ilesos. Se não conseguir...

- Você vai matar os dois. Conclui bagunçando meus cabelos completamente perdido.

- Isso! Você até que é esperto! Elogiou Hanabi ironicamente enquanto batia palmas satisfeita.

- Quanto tempo eu tenho?

- Vinte e quatro horas. Arregalei meus olhos sem acreditar no que ouvi.

- É impossível. Rebati negando com a cabeça.

- Vamos, não me subestime! Já dei entrada nos papéis e estou me articulando quanto ao laudo médico. A reunião do conselho será amanhã às cinco da tarde. Farei minha petição perante os sócios majoritários. Cabe a você deixar o Neji bem longe daquela sala e me apoiar durante a reunião.

- Como faria isso? Perguntei me levantando desesperado.

- Dá seu jeito! Vocês não são amigos? Ironizou ela dando de ombros.

- E quanto a Hinata?

- Faça como quiser! Os papeis estão aqui. – Disse ela me entregando uma pasta vermelha. – Não me importa se vai prometer casamento, transar com ela, embebedá-la ou simplesmente convencê-la a assinar. Apenas faça.  Peguei a pasta segurando-a com força para não matar aquela maldita.

- E depois?

- Depois eles vão descobrir da pior maneira. – Contou Hanabi rindo freneticamente. – Serão expulsos dessa casa, perderam tudo e eu ficarei livre deles para sempre.

- Vai deixar seu pai na rua naquele estado?

- Melhor do que mata-lo. E então aceita? Perguntou ela me estendendo a mão.

- E quanto ao Kiba? Perguntei olhando uma vez para Hinata.

- Ele vai ficar com a Hinata. Lamento, mas promessa é divida. Pelo menos como eu disse, ela continua viva. Ironizou fingindo estar compadecida.

- Eu aceito. – Respondi apertando a mão daquela maldita com toda a minha força. Ela fez careta  e se desvencilhou acariciando os dedos.  – Quando eles vão acordar?

- Lembre-se Sasuke. A partir da meia noite você tem vinte e quatro horas.  Se falhar, vou estar à espreita esperando o momento certo para dar o bote.

Sai daquela maldita casa sem nem ao menos conseguir raciocinar direito. Tão desnorteado que deixei o carro do Itachi para trás e fui a pé mesmo. Não me pergunte como nem por que escolhi aquele caminho, eu apenas estou andando sem rumo pensando em tudo o que virá depois. Não posso realmente fazer isso, mas sempre parece que aquela puta prevê meus passos. O dinheiro é o de menos, a  confiança sim é o que vale. Nunca mais nem a Hinata, nem o Hiashi, nem ninguém vai me encarar. Nem eu vou me aceitar se fizer algo tão baixo. Deve haver um jeito de pegá-la antes do fim de tudo, mas não consigo ver agora. Ver a Hinata deitada naquele sofá, a ideia de que ela morra.

Chorei compulsivamente cambaleando entre as pessoas desesperado. Alguma coisa se chocou contra mim me arremessando para longe. Cai deitado na calçada me dando conta de que estava no meio da rua, atravessando-a com o sinal aberto.

- Tá maluco cara! Olhei para cima me deparando com a parte da frente do ônibus.

- Sasuke? Perguntou uma voz familiar. Tentei me levantar, mas além da dor não tenho forças.

- Você conhece ele?

- Que maluco!

 As pessoas diziam se aglomerando ao meu redor. Segurei a mão conhecida estendida para mim, era o Gaara me encarando preocupado.

- Vamos Naruto. Ajuda porra! Não vê que ele está em choque! Gritou Gaara impaciente.

- Você voltou a beber? Naruto perguntou me segurando pela outra mão. Neguei com a cabeça e me apoiei nele continuando a chorar desesperado. Olhei para o lado e vi a Ino descendo do ônibus assim como os outros passageiros. Ela parecia assustada e com pena de mim. O motorista veio na minha direção, mas ela o impediu e o convenceu a me deixar ir.

- Ele toma remédio controlado. É um pobre coitado. Vamos cuidar dele. Sinto muito.  Mentiu forçando um olhar triste na minha direção.

- O uber já vem. Avisou Naruto mexendo no celular.

- O que houve? Perguntou Gaara. Abri meus lábios para falar, mas nada saiu.

- Liga para a galera. Parece ser grave. Disse Ino tocando o meu rosto.

Não me lembro como tudo aconteceu. Sinceramente é como se minha mente tivesse bloqueado aquele choque inicial, ou eu simplesmente dei defeito, mas sei que de alguma maneira entramos no carro e fomos para minha casa. Lembro-me do cheiro de pinho do carro, das luzes da rua piscando enquanto anoitecia, os sussurros da Ino e do Naruto, o abraço apertado do meu irmão, e agora estou aqui na minha cama. Cabelos molhados, bermuda   preta, sem camisa. Não sei se dormi, ou só travei, mas aos poucos meus olhos se acostumaram e absorveram a realidade. Tateei a cama até encontrar meu celular e me levantei olhando a hora no relógio São onze horas da noite. No meu celular haviam mensagens de Neji e Saika avisando que Hinata estava bem, que estava descansado.

Desci as escadas rumo a sala me deparando com todos meus amigos sentados no sofá e no chão também formando um círculo. Eles me encararam preocupados. Até mesmo Naruto, Ino e Gaara estavam ali.

- O que está acontecendo? Perguntou Shikamaru impaciente.

- Preciso de todos aqui.

 - Todos? Perguntou Itachi dando espaço para eu me sentar ao seu lado.

- Sim, não tem mais por que manter segredo.

- Tá falando sério? Disse Temari.

- Sim... Chama o Neji e a Saika.

- Como eles vão sair sem a Hanabi perceber? Perguntou Tenten.

- Espera o que a irmã da Hina tem a ver com isso? Naruto se intrometeu.

- Você ficou com a Hanabi de novo? Ino gritou revoltada.

- Aconteceu algo sério e eu só tenho vinte e quatro horas para bolar um plano. Preciso da ajuda de todos vocês ou isso não vai dar certo. Não importa mais se acreditam em mim ou não. Vai muito além disso.

- Ok! Estamos aqui. É só começar a falar. Disse Naruto.

- É sério? Ino fez careta.

- Nunca demos uma chance a ele. Tô cansado dessa merda toda, essas brigas. Tem ideia melhor? Rebateu Naruto e Ino deu de ombros.

- Mandei mensagem. Eles chegam em breve, mas não podem demorar. Avisou Shikamaru.

- Ótimo. Respondi olhando para todos. Seria uma longa noite.

Minutos depois Neji e Saika chegaram se juntando ao grupo espalhado pela sala. Contei a todos a história desde o inicio até os acontecimentos mais recentes. De inicio a Ino ficou histérica, se negando a acreditar na minha história e principalmente que tinha sido feita de idiota todo esse tempo pela Hanabi. Naruto também duvidou achando que era apenas uma teoria maluca minha. Depois do apoio da maioria, e até mesmo de Gaara e Kankurou que me pediram desculpas, os dois pareceram mais convencidos ainda que não satisfeitos.

- De qualquer maneira você não tem provas concretas? Perguntou Ino cruzando os braços.

- Não.

- E o que nos impede de contar a Hina toda a história?

- Fala sério Ino! Já está ficando irritante porra! Qual seu problema com o Sasuke afinal? Ele não quis te comer no passado ai você ficou recalcada desse jeito? Rebateu Temari se levantando.

- Isso não vai resolver nada! Disse Kankurou se colocando entre as duas.

- Vai se ferrar Temari só estou pensando na Hina.

- Se está mesmo pensando nela então confie em mim. Não importa sua opinião sobre mim, sobre nós como casal. Quando tudo isso acabar... As palavras não saíram. Fiquei ali parada, deixando a verdade me preencher.

 - Nós vamos embora para longe! Disse Itachi colocando a mão no meu ombro.

- Vai mesmo deixar a Hinata para trás?

- Mesmo que ela acredite em mim é muita coisa para suportar. Tem a irmã dela, as mentiras, eu vou ser o responsável pela prisão dela, ou seja, o que for que aconteça.

- O que for que aconteça? 

- Estou disposto a tudo para proteger a Hinata e o Hiashi. Respondi olhando para Saika que mesmo triste pareceu entender.

- Conta com agente. Disse Temari segurando a mão do Shikamaru e se aproximando de mim com um sorriso.

- Claro mano vai dar tudo certo. Agente é brother sempre! Completou Shikamaru me abraçando.

- Acho que já sabe que também estou dentro. Tudo pela Hina. Disse Tenten sorrindo.

- Se a TenTen tá dentro eu também estou. E mais uma vez...

- Esquece Kankurou. Já foi!  E parabéns pelo namoro. Disse olhando as mãos do Kankurou na cintura da Tenten.

- Que? Não estamos namorando. Gritou ela.

- Ainda! Completou Kankurou beijando o pescoço dela e recebendo uma cotovelada como resposta.

- Ainda não acredito que aquela vadia nos dopou. Disse Neji se aproximando.

- Quando ela pediu que eu fizesse o suco e se ofereceu para ajudar... Me desculpe Sasuke. Pediu Saika constrangida.

- Você não tem culpa. Só tem que ficar esperta. – Disse abraçando-a – Todos nós temos. Não vamos sair do plano. Haja o que houver? Por isso hoje temos que planejar tudo. Cada um fara sua parte. 

-Hai! Disse a maioria sorrindo.

- Quero ajudar também irmãozinho! Não posso te deixar correr riscos sozinho. Disse Itachi colocando a mão nas minhas costas.

- Você vai participar do final. Quero você comigo ok?  Respondi abraçando-o também.

- Pode contar conosco também não é? Disse Gaara olhando para Ino e Naruto.

- Só participo por que se for verdade e algo acontecer, nunca vou me perdoar. A loira sussurrou me encarando séria.

- Bom. Acho que te devo desculpas por tudo. – Naruto se aproximou parando na minha frente. – Quando pensei que você tinha traído a Hinata eu só... Você sempre foi sortudo. Primeiro a Sakura, depois a Hina. Não que eu goste dela. – Ele fez careta e todos riram. – Agente sempre foi amigo, e só pensei: Cara aquele filha da puta tem a garota perfeita e faz isso? Sei que fui idiota e traíra contigo. Agora todo mundo fez casal e eu continuo encalhado. – Ele fez bico e revirou os olhos se aproximando mais de mim. – Nada justifica minha sacanagem. Não estive contigo quando precisou então...

- OH MEU DEUS! Você tá chorando Naruto!? Gritou Ino histérica.

- É só a porra de um cisco que caiu no meu olho. Respondeu ele enxugando as lágrimas. Olhei para todos que pareciam compadecidos.

- Naruto? Chamei e assim que ele me encarou dei um soco na cara dele que caiu no chão surpreso. Todos ficaram em silencio. Estendi minha mão para ele que segurou se levantando e ajeitei sua roupa. – Você foi mesmo um cuzão me deixando sozinho para morte.  Você é um baka desgraçado que me irrita. Mas está chorando por minha causa então...  – O puxei para um abraço enquanto ele resmungava por causa do soco. – Não posso garantir que vai tudo ser como era antes assim da noite para o dia. – Ele balançou a cabeça me olhando triste. – Mas obrigada por admitir e tentar. Quando tudo isso acabar agente vai ter uma conversa séria.

- Tô fodido! Gritou ele fazendo todos rirem.

- Agora que todos se entenderam vamos ao plano. Lembrou Ino nos trazendo de volta a realidade.

- Tem razão Ino. Eu tenho até as quatro para fazer a Hinata assinar os papeis.

- Então ela vai mesmo assinar? Perguntou Saika.

- Sim, preciso que a Hanabi acredite em mim. E não se esqueçam. Preciso que todos fiquem focados em fazer seu papel, nada além disso, não importa o que aconteça sigam o plano. Sei que é difícil para alguns acreditarem em mim, mas eu só quero o bem da Hinata, e enquanto a Hanabi estiver por ai isso é impossível. Um passo em falso e tudo irá por água a baixo. Não a subestimem. Ela é ardilosa, calculista e manipuladora. Queria ter mais tempo, mas é agora ou nunca. Para todos os efeitos no final a culpa é minha e de mais ninguém.

Respondi olhando para todos confiante de que tudo vai dar certo. Peguei meu celular e ajustei meu cronômetro e mandei que todos fizessem o mesmo.

Independente do que aconteça sei que no fim não posso deixar que ninguém corra riscos. Isso é uma questão entre mim e aquela maldita. Passamos a noite toda revisando os detalhes e o papel de cada um no plano. Saika e Neji foram embora primeiro, já que a desculpe tinha sido uma ida ao mercado e ainda teriam que passar no mesmo para corroborar a mentira. Por fim sobraram Shikamaru, Temari, eu e Itachi. Combinei com os quatro os últimos detalhes do plano. Sei que só posso confiar neles para algo tão importante.

Passei o resto da noite recapitulando meus próximos passos, andando de um lado para o outro, treinando minhas falas, meus gestos, cada ato meu. É incrível pensar que finalmente todo esse tormento vai ter fim. Nunca mais vou ter que suportar aquela maldita. Nem fingir que sou culpado pelo que não fiz. Nunca mais vou ter que desprezar a Hinata com medo do que possa acontecer. Nem passar as noites em claro pensando no que aquela víbora pode fazer com o Hiashi, A Hinata e até mesmo o Neji e a Saika. As últimas horas só provam que ela perdeu completamente o juízo. Mesmo que no fim eu perca tudo, pelo menos vou dormir em paz sabendo que fiz a coisa certa, que a Hinata vai estar segura.

Quando o celular apitou oito da manhã respirei fundo e me olhei no espelho já pronto para o grande dia. Peguei minhas coisas e caminhei pelo corredor respirando fundo, o coração acelerado, as mãos suando. Um filme passou pela minha cabeça desde o início daquelas férias até o dia de ontem. Olhei para  a porta da saída onde meu irmão me esperava. Desci as escadas segurando o colar que dei para Hina de presente entre os dedos. Itachi me abraçou e me desejou boa sorte me estendo à chave do carro. Guardei o cordão no bolso do paletó e peguei a chave girando-a entre os dedos.

- Que o jogo comece! 


Notas Finais


E claro só para deixar suspense, cade a Kurenai nessa história toda??


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