História Amor Vincit Omnia - O amor vence todas as coisas - Capítulo 2


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Categorias Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Clary Fairchild (Clary Fray), Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Jocelyn Fairchild, Magnus Bane, Personagens Originais, Sebastian Verlac (Jonathan Christopher Morgenstern), Simon Lewis, Valentim Morgenstern
Tags Alec, Cassandra Clare, Clace, Clary, Izzy, Jace, Jonathan, Magnus, Malec, Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters, Simon, Sizzy
Visualizações 64
Palavras 1.286
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Fantasia, Ficção, Mistério, Sobrenatural

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Bebida de Fada


Fanfic / Fanfiction Amor Vincit Omnia - O amor vence todas as coisas - Capítulo 2 - Bebida de Fada

Fazia alguns minutos que a feiticeira Catarina Loss havia chegado ao Instituto. Maryse e Jocelyn pediram para ela espera mais um pouco antes de criar o portal por conta de seus dois filhos que tinha se atrasado.

– Hey, Catarina – ela ouviu chamarem em um sussurro. Virou-se de costas para as duas mães furiosas e pode ver Alec espreitando entre os arbustos, fazendo gestos com as mãos para chama-la.

– O que foi Baby Magnus – disse se aproximando.

– Você pode parar de me chamar assim – pediu Alec pelo que parecia ser a centésima vez – estou com um problema. Coloquei uma foto minha e do Magnus na mala para levar a Idris e agora sumiu. Acho que um dos meus irmãos pegou.

– Você ainda não contou para eles? – indagou a feiticeira com os braços cruzados – Alec, não pode esconder seu relacionamento e muito menos a sua sexualidade para sempre.

– Estava planejando contar a Izzy hoje. Começar por ela, já que é mais próxima. Mas ouve um incidente com um aplique de cabelo e...

– Isabelle usa aplique de cabelo?

– Não, não usa. Agora eu sei disso.

– Escuta, Alec – Catarina mudou seu tom de voz. Parecia brava e ao mesmo tempo preocupada – eu sei como os Caçadores de Sombras reagem a mudanças, especialmente seus pais, mas é a sua vida. Eles precisam entender isso e você precisa contar para eles.

– Eu vou tentar – Alec respira fundo repetindo as palavras outra vez para si mesmo como se estivesse tentando criar coragem.

 – Gostei da sua ideia – continua ela – digo, a de contar a Izzy primeiro. Comece por pessoas mais próximas e peça segredo. Por enquanto. Quando chegar em seus pais vai estar pronto.

– Assim espero – sorriu ele.

Catarina tirou o celular do bolso e revirou a sua galeria até parar em uma imagem de Magnus e Alec encarando um ao outro de maneira carinhosa enquanto caminhavam de mãos dadas pela Ponte do Brooklyn no inverno.

– Foi esta a foto que você perdeu? – pergunta virando o celular para ele. Alec fez que sim com a cabeça. Catarina pôs a mão por trás do aparelho e puxou uma pequena folha brilhante enfeitiçada – Abracadabra! – diz de brincadeira, não que realmente precisasse dizer aquilo. Ela entrega a foto para Alec que agradeceu com um abraço.

(...)

O atraso de Jonathan e Isabelle deu a Clary a oportunidade perfeita de ir a biblioteca pegar alguns livros para levar na mala junto as roupas. Ela subiu alguns poucos degraus da escada de correr em uma das estantes para pegar a coleção que estava no alto quando ouviu a voz de Jace.

– Sofrendo com a altura baixinha?

Ele se apoiou na estante ao lado zombando dela, os dois degraus que tinha acabado de subir serviram apenas para deixa-la um pouquinho mais na altura dele.

– Girafa – disparou Clary – pode pegar para mim?

Jace ergueu o braço e tirou a coleção do lugar para entregar a ela. Enquanto largava os livros na mão de Clary olhou em seus olhos e suspirou com melancolia.

– Quer falar sobre ontem? – ele não parecia muito animado com o assunto, mas tinha que perguntar. Iria surtar se não perguntasse.

– Nada demais aconteceu. Não temos nada para falar.

– Eu vi o vídeo. Alec me mostrou.

– Ele não precisava ter mostrado – se irrita Clary – era só pesquisar. Está na internet, todo mundo viu.

– Não é todo dia que se prova bebida de fada – defendesse Jace.

– E não é todo dia que se quebra um bar, mata um rato com a Lâmina Serafim, cola o cabelo de Isabelle no de Alec, grita que me ama, amarra as calças na cabeça e corre a avenida pelado – rebateu Clary.

Ele ergueu as mãos em rendição e sorriu.

– Tudo bem. Admito que a coisa era um pouquinho forte.

Um pouquinho?

– Eu quero ser mais específico, com o que eu disse. O que eu gritei. Não me lembro de muita coisa.

– Estava em cima da mesa, Izzy e Alec tentavam desembaraçar os cabelos e você disse alguma coisa do tipo – ela forçou um pouco a mente para se lembrar – "Eu amo a Clary. Eu a amo desde o primeiro dia que vieram. Sou um idiota por não confessar e uma fada cantante, agora vou matar aquele rato que nomeie de Dr. Otávio". Ai você tirou uma lâmina do cinto e...

– Tudo bem – interrompe Jace – já entendi. Me arrependo de ter começado essa conversa.

– Por que você começou essa conversa?

– Porque seria um covarde se não me confessasse agora que estou sóbrio. Deve ter sido um pouco forçado a maneira como eu disse ontem, mas é a verdade. Nunca imaginei essas palavras saindo da minha boca para alguém antes. É estranho pra mim dizer, mas, eu te amo Clary.

Ela queria poder responder o mesmo, porém, ele foi mais rápido, a pegou pela cintura e a agarrou em um beijo quente e intenso. As mãos dela largaram os livros no chão e passaram a deslizar pelos cabelos loiros de Jace enquanto a boca pressionava a dele, Clary suspirou algumas vezes dependendo do lugar onde ele a pegava e ela podia sentir as cicatrizes em suas mãos a apertarem mais e mais contra o corpo dele.

(...)

Isabelle estava correndo com as muitas maletas de maquiagem pela casa quando olhou pela janela e viu Simon andando em volta do Instituto e olhando para os lados, claramente perdido.

Ela gritou "segura!" e arremessou as maletas para Clary que tinha acabado de sair da biblioteca e teve dificuldade em lidar com a bagagem extra enquanto a amiga pulava pela janela e descia os arbustos.

– Simon. Simon – chamou algumas vezes e fracassou, foi ai que se lembrou do símbolo de invisibilidade e o retirou do braço para tentar chamar outra vez – Simon.

Desta vez ele escutou e acenou para ela, correndo em sua direção.

– O que faz aqui? – exclamou Isabelle.

– Eu tentei seguir vocês, mas devo ter me perdido. Me diga uma coisa, o que você e o seu "não namorado" fazem em uma igreja abandonada?

Isabelle olhou para trás, para o Instituto, lembrando da primeira vez em que a mãe lhe mostrará o que era o lugar a olhos mundanos.

– É mais bonito por dentro do que por fora – disse para Simon – não deveria estar aqui. Estamos partindo. Agora mesmo.

– Me dá o seu telefone – pediu ele – podemos mandar mensagem.

– Nenhum eletrônico pega no lugar para onde eu vou.

– Onde é isso, Krypton? – Simon ergueu as sobrancelhas – eu queria conhecer você melhor. Não tem nenhum jeito de nos falarmos?

Isabelle não acreditava na própria ideia. Sabia que era errado. Mas que se dane. Ela nunca ligou para as regras mesmo. Só ia rezar para que a Clave não descobrisse, ou pior, para que sua mãe não descobrir.

– Existe um jeito – declara Izzy – porém, é um segredo absoluto. Terei que mata-lo se contar a alguém. Me dê um papel.

Ele revirou os bolsos e encontrou um folheto do próximo show da banda em um bar local. Deu a folha amaçada na mão dela dizendo "aqui está". Isabelle tirou a estela do cinto e começou a desenhar.

– Meu povo chama isso de "mensagem de fogo" – explica ela – é o único jeito de nos comunicarmos a distância quando estamos na nossa Terra Natal.

Simon ficou boquiaberto com a demonstração do papel flamejante da menina. Não tinha tanta certeza quanto aquilo, mas concordou com tudo que Isabelle disse ao explicar como a mensagem funcionava.

– Vou deixar isto com você – ela pôs a estela na palma da mão dele e fechou seus dedos em volta do material gelado – mas é só para mandar as cartas. Não tente fazer nada com ela além disso.

Ele prometeu que seria cuidadoso e não faria nada além do que tinha acabado de aprender que era como mandar as mensagens. Os dois se abraçaram e ela correu para dentro, de volta para sua família.   



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