História Amor Vincit Omnia - O amor vence todas as coisas - Capítulo 4


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Categorias Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Clary Fairchild (Clary Fray), Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Jocelyn Fairchild, Magnus Bane, Personagens Originais, Sebastian Verlac (Jonathan Christopher Morgenstern), Simon Lewis, Valentim Morgenstern
Tags Alec, Cassandra Clare, Clace, Clary, Izzy, Jace, Jonathan, Magnus, Malec, Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters, Simon, Sizzy
Visualizações 21
Palavras 1.179
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Fantasia, Ficção, Mistério, Sobrenatural

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Foto Forçada


Fanfic / Fanfiction Amor Vincit Omnia - O amor vence todas as coisas - Capítulo 4 - Foto Forçada

Jace ergueu Clary pela cintura e a pressionou na parede do beco enquanto a beijava enlouquecido. Ela pôs as mãos por baixo da camisa dele e deixou seus dedos passearem por lá, enquanto ele dividia as próprias mãos entre o cabelo ruivo dela e as pernas que estavam agarradas na cintura dele.

Jace sabia que todo Caçador de Sombras tem a pele áspera, marcada por cicatrizes, runas e imperfeições. Uma prova vivida de quem eles eram. Mas quando tocava os braços e as costas quentes de Clary por dentro da roupa sentia ela macia, suave como a neve, com cheiro de amêndoas e morangos enquanto ele a tinha só para si no calor de dois corpos, naquele lugar fútil e remoto tão perto do centro da cidade, mas ao mesmo tempo tão escondido. Era perfeito. Empurrou-a na parede com mais força, seu quadril pressionando o dela fazendo-a jogar a cabeça para trás e gemer enquanto os lábios dele caíam em seu pescoço.

Pelo Anjo! – grita uma voz feminina.

Jace percebeu logo de cara que não era Clary falando e virou para se deparar com sua irmã adotiva na entrada do beco.

– Bom dia Isabelle – saudou com ironia – fazendo compras?

Ele ouviu Clary chamar seu nome com a voz abafada no tecido da camisa entre os ombros dele, onde tinha se agarrado com firmeza tentando esconder de Isabelle seu rosto rubro de vergonha.

– Eu estava brincando de caça ao irmão – conta Izzy – foi um pedido da mamãe.

– Também estávamos brincando, mas era de outra coisa – responde Jace.

– É, deu para ver!

Clary tentou se afastar de Jace para diminuir o clima tenso. Porém ele não permitiu. Em vez de deixa-la ir ele apenas desgrudou suas pernas e a prendeu com os braços em uma camisa de força, o olhar continuava atento em Isabelle.

– Continue – sugeriu Izzy – eu não ligo. Ela é sua, faça o que quiser, guarde num potinho. Só que agora vocês tem que vir comigo.

Jace apertou o braço em Clary bem forte uma última vez antes de dar dois beijos lentos e delicados em seu cabelo e a soltar.

(...)

Maryse tinha o incrível dom de deixar os filhos sozinhos em situações desconfortáveis. Como agora.

A sala do conselho era enorme e parecia quase vazia, somente com os representantes da Clave, os Lightwoods e Luke com a filha pequena. Eles se sentaram em um semicírculo com duas cadeiras no meio, em uma delas estava Alec forçado pelo pai a se sentar ali e a outra estava vazia. Ninguém falava nada. O único som que tinham era os suspiros entediados das crianças até que Maryse e Jocelyn entraram as presas batendo as portas seguidas por Isabelle, Jace e Clary.

Jocelyn conduziu a filha para ficar ao lado de Alec na cadeira vazia enquanto os representantes da Clave se levantam e se posicionam na frente deles.

– Minhas caras famílias Nephilins – começa o inquisidor – a algum tempo a Clave mandou uma carta alegando que não poderiam habitar o mesmo Instituto sem ter nenhum parentesco um com o outro. Que seria injusto com outras famílias que seguem essa regra rígida para não serem separadas. Por essa razão, ficamos felizes em receber a resposta de vocês, dada por Maryse e Jocelyn, de que essa junção das famílias já foi planejada na forma de um casamento com seus dois filhos...

– Vocês ficaram loucas – interrompe Isabelle se levantando – eu não vou casar com o Jonathan – ela apontou um dedo furioso para o garoto que parecia nem um pouco preocupado com o assunto – não podem me obrigar. Então tirem essa ideia horrível da cabeça.

– Não vamos casar você com ninguém – alerta Maryse – até pensamos nisso, mas sabíamos que nenhum dos dois aguentaria o outro.

– Que bom que estão cientes disso – súplica Clary.

Isabelle sentou-se de novo e cruzou os braços impaciente.

– Como estava dizendo – continua o inquisidor – a Clave considerou muito sabia a sua decisão e queria dizer que concordamos plenamente com a união de Alexander Lightwood e Clarissa Fairchield.

– Vocês ficaram loucas – repete Isabelle levantando outra vez. Robert agarrou o pulso da filha e a puxou de volta a cadeira.

– Essa era a melhor solução – sussurra para ela – temos que manter nosso Instituto unido, se não estabelecemos uma linhagem Jocelyn e Luke serão mandados para coordenar outro Instituto.

– E Clary, Jonathan e Valentina? Iriam junto?

– Sim. É óbvio.

– Mas não podem!

– Os Institutos são coordenados por famílias – explica o pai – se eles não tiverem nenhum parentesco conosco então devem ter seu próprio Instituto.

– Que ficaria?

– Bem longe daqui.

– Robert, Isabelle – chama Maryse furiosa interrompendo seus cochichos – vocês ouviram o que eu disse?

– Sim querida – respondeu Robert – você está certa. Eu concordo com tudo. Isabelle também. Nós dois concordamos.

Alec se virou para encara-los.

– Vocês concordam que tanto eu como a Clary não podemos ter direito de escolha e que o casamento deve ser feito daqui três dias?

– O QUE? NÃO!

– Eu disse que eles não estavam escutando – resmunga Max.

Valentina deu uma cotovelada nas costas dele e ressaltou, "Não se meta na conversa dos adultos". Uma regra que nem ela própria seguia.

– Vocês não falaram de nenhuma carta da Clave para nós – dispara Clary aos prantos – tinham que ter dito alguma coisa antes de nos arrastar para Idris.

– Se disséssemos vocês não iriam concordar – conduz Jocelyn – tínhamos que fazer isso. A lei é dura, mas é a lei.

– Vocês investigaram direito – diz Jonathan se pronunciando pela primeira vez – são mil anos de história. Não é possível que durante todo esse tempo nenhum Lightwood tenha se casado com um Fairchield.

– Já aconteceu uma vez – disse Luke – mas não foi bem um relacionamento conjugal. Não gerou nenhum herdeiro então não serve de aliança.

– Esperem! PAREM! – grita Clary desesperada para todos se calaram – só a ideia do casamento já é ruim, ninguém falou nada sobre herdeiro.

– Isto é perda de tampo, a decisão já foi tomada – relata Maryse com uma cara meio sorriso meio seria, só mesmo ela poderia estar feliz com aquilo – a Clave aprovou e o casamento vai acontecer. Jocelyn e eu vamos preparar tudo. Três dias para a cerimônia. Ponto final.

Clary se inclinou para trás na cadeira tentando olhar Jace, mas não havia ninguém lá. Ouviu a porta se batendo e os resmungos no corredor. Ele foi embora. Ela se levantou indo segui-lo e teve o caminho bloqueado por sua mãe, que arrastava Alec pelo braço.

– Vamos lá para cima – sugere sorrindo um falso sorriso de gentileza – Jia Penhallow disse que alguns aparelhos eletrônicos pegam no ponto mais alto da cidade, eu quero muito tirar uma foto de vocês.

Jocelyn os conduziu até o terraço onde se podia ver o topo das torres demoníacas brilharem. Pôs os dois um do lado do outro e arrumou a câmera.

– Não façam essas caras de obrigação – pediu ela – um dia vão olhar essa foto e tê-la como lembrança de um lindo momento, então sorriam.

Alec ficou atrás de Clary e jogou os braços sobre os ombros dela, ela pegou as mãos dele e manteve os olhos fixos na câmera. Ambos tentaram sorrir com grande dificuldade e no final a foto saiu como a sombra de um casal feliz que não existia.  



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