1. Spirit Fanfics >
  2. Amor vs Aposta >
  3. Para meus melhores amigos

História Amor vs Aposta - Capítulo 25


Escrita por:


Notas do Autor


Ai gente, desculpe o atraso pra postar, era pra sair depois do almoço, eu realmente achei que hoje era terça-feira, quase que perco o dia, eu não sei mais que dia é nem mês, só sei que a quarentena não acaba e eu estou com saudades de comer pastel na feira!
Enfim, boa leitura!

Capítulo 25 - Para meus melhores amigos


POV RAPUNZEL

-Leva um casaco!

Grito do banheiro para o quarto enquanto penteava meu cabelo frente ao espelho.

-Ah, mas por que?

-Ora porque a noite vai estar frio! – Ponho metade do meu corpo para fora do banheiro e encaro a ruiva de pé com cara de desanimo.

-Mas tá quente pra inferno!

-É outono Mérida, a noite vai estar frio! Leva o casaco!

-Mas a gente vai voltar de carro! – Ela exclama toda molenga.

-Eu vou voltar de carro, você eu já não sei!

-Como assim? – Mérida para de fazer corpo mole e me olha séria.

-Bom... minha mãe vai me buscar na casa do soluço, e ela bom... não quer te ver nem pintada de ouro!

-Oshi! Mas ainda está brava?

-Um pouquinho! – Aponto com as mãos o tanto que ela estava brava.

-Isso é muito!

-É, eu sei! – Caminho para fora do banheiro. – Mas relaxa daqui a pouco ela esquece e tudo vai ser como antes girassol!

-Sei não... – A mesma se joga na minha cama. – Hoje mesmo eu só vim aqui porque seus pais saíram.

-É, eu sei. – Me sento ao seu lado. – Por enquanto vai ser assim, mas somos amigas de infância, eles vão rever os conceitos com o tempo.

-Sei...

A ruiva vira o rosto para a outra direção e se cala, fica subitamente deprimida.

Eu até entendo o desanimo, desde que ela foi pega pela pegadinha não veio aqui em casa com meus pais ao mesmo tempo. Eles não me proíbem de andar com a Mérida, principalmente porque é impossível, por isso sei que daqui a pouco isso vai passar.

-Bom, vamos andar logo, o povo já está nos esperando! – Falo me levantando toda animada.

-Ah...

A ruiva resmunga e puxa o cobertor se virando como se fosse dormir.

-Ah não Girassol, vamos logo! – Puxo as cobertas dela.

-Ah não, me deixa to com preguiça! – A mesma puxa fazendo mais força que eu.

-Ah é?!

Largo as cobertas me posiciono e pulo em cima dela, fazendo assim toda a cama balançar e as almofadas pularem para longe.

-Minha nossa senhora da calcinha preta!

A ruiva exclama puxando o ar e eu caio na risada.

-Tu é magrinha só em sonho, pesa mais que uma tonelada!

-HÁ! HÁ! HÁ! Como assim? – Paro de rir e a olho séria.

-Nada não... – Ela desvia seus olhos. – Bom... vamos logo, né!

A ruiva se levanta sem me olhar se esticando toda.

-Casaco né? – Ela caminha por meu quarto. – Vou pegar esse aqui verde com zíper. – Ela faz um joinha e já sai do meu quarto correndo.

-Ei! – Exclamo me levantando.

Pego minha bolsa e um casaco vinho e corro junta a ruiva pela casa.

Vamos de ônibus e como estava um dia calmo e tranquilo resolvemos descer uma parada antes e assim conversamos por todo o percurso.

-Muito bem dona Mérida, vou passar o plano mais uma vez!

-Não precisa, eu já entendi das últimas 52 vezes que você falou! – A ruiva exclama revirando os olhos.

-Vou falar mais uma vez para ficar um número ímpar!

 -Ué, por que?

-Porque a autora gosta de números impares! – Paro em sua frente e faço carreta. – O Soluço falou que é para evitar tocar no assunta da Elsa, e que é para distrair o Jack, e acima de tudo não perguntar o que aconteceu nem nada.

-Não entendo isso, o que tem a Elsa? – A mesma fala cruzando os braços. – E outra, é bom o soluço se explicar, porque o Jack é nosso amigo, a gente tem que saber o que está acontecendo pra ajudar.

-Eu concordo, mas vamos com calma. Hoje vai ser um dia só entre amigos e muita zoeira!

-Hum... – A ruiva faz um bico imenso. – Nesse carroço tem angu. O que será que a Elsa fez pro cabeça de algodão?

-Olha... – Olho pros lados e fico pensativa. – É uma boa pergunta! Ela é tão fechada, ainda mais com os homens, será que tem relação com a vez que ele foi babaca com ela?

-Diz o dia que ela estava na mesa com a Cassandra? – Balanço a cabeça positivamente. – É, pode ser. Mas ainda sim, sinto que tem algo a mais!

-Eu concordo girassol! – Continuo caminhando. – Vai ver ele percebeu que foi babaca e está com vergonha dela.

-É... pode ser isso. Na época eu nem queria olhar pra Astrid, mas cedo ou tarde ele vai ter que pedir desculpas, assim como eu fiz.

A ruiva fala isso com certo pesar, tanto que desvia seus olhos para a calçada à medida que ia caminhando.

-Bom, o Soluço falou que mais tarde ia explicar tudo.

-Acho bom! – Mérida exclama toda decidida, mas logo volta a ficar pensativa. – Acha que ele vai falar comigo?

-Ah... – Arregalo meus olhos por um instante com a pergunta. – Olha, eu não sei... o soluço estava bem agitado aquele dia. Ele foi grosso com todo mundo.

-É, foi mesmo!

-Me admirei quando ele ligou. Mas no fim é isso mesmo, os amigos devem sempre se unir!

-Lindas palavras raio de sol, mas ele te procurou, mas não me procurou...

-Não fique triste girassol! – Pouso minhas mãos em seu ombro e me aproximo gentilmente. – Já é alguma coisa. Sabe como o soluço é birrento!

-É, eu sei. Sinceramente parece que a cada dia ele vai se afastando ainda mais. Até o final do ano seremos dois estranhos.

-Mérida! – Chamo sua atenção.

-Mas é verdade! – Ela me olha um pouco triste. – Eu achei que agora ia, mas pelo visto passou longe, esse fantasma da pegadinha vai me acompanhar por um bom tempo.

A mesma olha para a rua e relaxa os ombros com pesares.

-Poxa eu não tenho culpa, não sabia sobre a tia dela. E foi a partir do momento que soube que tudo mudou. Eu voltaria no tempo fácil, fácil!

-É, mas isso não é possível! – Levo minha mão até seu rosto. – Já falamos sobre isso. – Ela me olha triste e respira fundo. – Se o soluço quer se afastar, pois bem, vamos fazer o oposto.

Ela me olha sem entender.

-Do que cê tá falando loira?! O soluço tá full pistola comigo, e provavelmente com você e a Anna.

-É, mas na hora do aperto ele nos chamou. Isso é passageiro! – Sorrio. – O que eu dizia é que se ele quer se afasta, nós iremos juntar!

-Se vai ter matemática eu desisto!

-Ora Mérida, estou falando que vamos reunir a turma sempre, vamos sair sempre, vamos voltar ao que éramos até ano passado. Não vamos deixar mais ninguém caminhar sozinho!

-Eu gosto da ideia! – Consigo um sorriso finalmente! – Saudades quando a turma toda saia junto!

-Viu! Vamos juntar, e não separar!

Exclamo erguendo as mãos para o céu com toda animação em meu ser. A ruiva me acompanha e dá risada.

As pessoas na rua devem achar que somos duas sonsas pedindo benção pra Deus!

-Ai, ai só você mesmo Rapunzel! – Voltamos a caminhar. – Mas acho que quando o soluço se acertar com a Astrid vai deixar a birra de lado.

-Peraí...!

Paro e sinto o mundo girar rápido demais. Me sinto até tonta com a afirmação.

-Por que parou? – Mérida pergunta a frente com a mão na cintura.

-Girassol do céu, que rolê é esse que você falou?

-Falei “por que você parou” – A desgraçada faz as aspas com as mãos.

-Não sua trouxa! – Exclamo com as mãos na cintura. – Perguntei o que você falou sobre o soluço?

-Ah... – Ela olha pra rua. – Falei que quando eles estiverem juntos vai dar menos rolo.

-AAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHH

-QUE FOI?

Grito e a ruiva pula de susto e vem correndo em minha direção.

-O que foi? Um rato? Uma barata? Um trabalho em grupo?

-QUE ROLÊ É ESSE DO SOLUÇO?

-Do que cê tá falando? – Mérida gruda em meus ombros e me chacoalha. – O que tem o soluço? Ele viu um rato? Ele viu uma barata... o céus, o soluço está montando um trabalho em grupo com um rato e uma barata!

-NÃO! – Exclamo irritada com a cagada que acabei de ouvir. – Estou falando dele com a Astrid, como assim eles vão se acertar?

-Ah...

Ela para de chacoalhar e se afasta um pouco desviando assim seus olhos.

-Responde criatura! – Exclamo batendo os pés no asfalto. – Desde quando eles têm um rolo? Quando foi isso?

-Calma Rapunzel. – A ruiva fala gesticulando com as mãos a minha frente. – Não foi... ainda.

Olho sem entender, a ruiva suspira e balança os ombros.

-Talvez, só talvez e esteja pensando em juntar esses dois. E assim acabar com a birra do soluço.

Continuo olhando sem entender e fico com um olhar de peixe morto.

Rapidão aqui consciência, a Mérida falou mesmo que quer juntar os dois?

Bicha, até eu tô sem acreditar!

-Fala alguma coisa Rapunzel.

-Caralho...!

-QUE ISSO MANO? – Ela pula de susto. – Você falou um palavrão?!

-E tem como não falar? – Pisco e volto a realidade. – Acabei de ouvir de você tem um plano pra juntar os dois.

-É! – Ela me olha fuzilando. – Eu falei isso mesmo!

-Mas... – Me aproximo toda me tremendo. – Mas... mas isso não faz sentido!

-E daí? – A mesma cruza os braços e fica de bico.

-E daí que não faz sentido! – Ergo minhas mãos. – Ele... você... ela... você e ele!

-Eu sei! – Ela me olha igualmente perplexa. – Eu sei... – Com isso seu rosto demonstra tristeza. – É... é apenas o melhor a se fazer!

-Mas Mérida...

-Olha, eu já entendi algumas coisas, eu não sou burra. Já superei algumas e essa é uma delas.

Fico em silêncio e me aproximo calmamente dela.

-É isso Rapunzel, eu desisto do soluço. – Meus olhos acompanhar os dela que estavam tão tristes. – No fim é isso mesmo, eu e ele somos amigos, melhores amigos. E melhores amigos se apoiam. Eu só demorei para notar...

-Isso está estranho de mais! – Pisco algumas vezes. – Não parece a minha amiga falando.

-É, eu sei. – Ela sorri e eu não entendo. – Eu pensei bastante esse início de ano, e vi que é a melhor alternativa a se tomar.

-Mas Mérida, você e ele...

-Sempre fomos bons amigos e nunca passou disso. Não vou insistir em algo que não vai dar certo e no fim me machucar. Prefiro desapegar!

-Desapegar? – Olho assustada.

-É, isso mesmo! – A ruiva sorri com as mãos na cintura. – Ele me evita, está estranho e hoje mesmo falou com você, ou seja, não me quer por perto, eu vim porque você me chamou.

-Mas ele está bravo...

-Por causa dela. – Ela se vira para me encarar com um pouco de receio. – E sabe, no fundo o soluço não sabe o que quer, isso me enche a paciência, estou cansada de ficar na estaca zero. Não rolou antes, não vai rolar agora!

-Falando assim... – Olho pro chão dando importância ao que ela falou. – Sei lá... acho melhor nos duas conversamos sobre isso em um momento melhor, depois que a gente voltar pra casa, você me conta tudo.

A ruiva sorri gentilmente e me olha decidida.

-Okay Rapunzel, mas eu já tomei a minha decisão. – Olho sem entender mais uma vez. – Alia, me deram um argumento muito bom!

-Ah... peraí, quem?

-As vozes da minha cabeça!

-Minha nossa!

Isso explica muita coisa!

Explica mesmo consciência!

-Eu sei, parece estranho! – Porque é sua sonsa! – Mas eu resolvi dar uma chance pras minhas vozes interiores, e sabe elas disseram pra você me ajudar.

Minha nossa senhora a Mérida tá doida! Doidinha de pedra e ainda quer me arrastar pro fundo do poço junto!

Deus me ajuda!

-É o que?

-É, tipo, você vai ajudar eles bem mais do que eu. Tipo, no presento momento o Soluço não quer me vê nem pintada de ouro, quem dera me ouvir, e a Astrid muito menos. 

-Eu não tenho nem palavras...

-Que tal sim! – A mesma me puxa pela cintura e sorri. – Vamos, você pode passar o bastam pro soluço com algum trabalho. Eu sei que vocês duas tem um pra fazer. É a chance dele.

-Ah... – Olho pro lados. – Ai... ai... Girassol, pode ser, mas antes vamos conversar em casa por favor!

-Ótimo!

A ruiva me abraça com tanta força que fico até sem ar, me balançava de um lado pro outro com alegria.

-Chega, chega! – Falo sem ar. – Okay... vamos com calma!

-Suave, já tirei um peso das minhas costas!

Voltamos a caminhar e a Mérida parecia bem animada com tudo, o que é estranho. Bom, ela vai me contar que vozes é essa e que plano doido é esse.

Espera, ela só veio mudar de ideia agora que o Boy dela apareceu, será que a dona Mérida quer ajuda com o Boy e por isso inventou essa conversa?

AAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHH QUE FOFO!!!

-Ei girassol! – Falo chegando bem próxima a ela.

-Fala.

-Esse interesse de juntar os dois, por um acaso é pra sua consciência ficar leve pra pegar o menino que é afim de você?

A ruiva na hora para e me olha séria.

-Puta merda hein?! Eu aqui querendo bancar o cupido e você aí com ideia de bosta!

-Falou a pessoa que foi convencida pelas vozes da cabeça! – Cruzo os braços em deboche. – Mas fala aí, o que você achou do rapaz?

A ruiva se cala e por um instante cora, ai que fofo!

-Eu o achei bonitinho! – Falo para quebrar o gelo. – Bom, não deu tempo de conversar ou se quer perguntamos o nome dele, mas eu o achei bem...

-Sem graça! – A ruiva me olha séria e volta a caminhar fazendo bico.

-O que? – Balanço a cabeça e corro até ela. – Como assim? vocês conversaram depois?

-Não. Só ali já saquei tudo!

-Sacou? – Olho sem entender e pisco algumas vezes.

-Isso. Só em dois minutos de aparição eu já não gostei dele, achei sem graça, sem sal e principalmente, não faz o meu tipo!

-Mérida! – Chamo sua atenção. – Não pode falar isso de quem acabou de conhecer. Ou melhor, de quem ainda nem conheceu!

-Fale por você. – A ruiva dá de ombros. – Pois euzinha estou pulando fora dessa!

-Mas você não vai dar uma chance pra ele?

-Não! – Ela debocha e mostra a língua. – Já disse que não faz o meu tipo!

-Ah é?

-É! – A ruiva exclama irritada.

-E qual o seu tipo?

Na hora a Mérida congela e fica com os olhos arregalados, me olha sorrateiramente e suas bochechas rosam.

-Qualquer um que não seja aquele cara!

-Hum! – Debocho e faço careta.

-O que foi? – Ela se vira irritada parando a minha frente.

-Nada! – Passo por ela ainda debochando. – Só acho que a dona Mérida não quer admitir o que sente, seja lá o que sente. E muito menos quer dar uma chance porque é teimosa de mais!

-Não sabia que estava fazendo bico de Sherlock Homes, virou aprendiz do Frost?

A ruiva me olha com deboche cruzando os braços e fazendo bico, mostro a língua e dou risada dela, e assim continuamos a caminhar.

-Na boa Rapunzel, eu quero mesmo é dar um tempo!

-Tempo? – Olho e a mesma se mantinha séria.

-É! Tá sendo uma bagunça esse início de ano, e meio que eu já estou cansada. Prefiro sossegar por um tempo!

-Ainda sobre a pegadinha?

-Não... – A mesma olha pro chão ao falar. – Eu já paguei por isso, estou preocupada com outras coisas.

Ela faz uma breve pausa e eu me mantenho em silêncio.

-Coisa que não se controla, tipo isso que aconteceu com o Jack, que a gente nem sabe o rolê todo.

-É, parando pra pensar precisamos poupar energia mesmo. Esse ano não está dando folga!

-Viu. Sem falar que já temos uma corda no pescoço!

-O que, temos?

-Ora Rapunzel! – A mesma me olha balançando os ombros. – O alarme de incêndio.

Ai saco! Tinha me esquecido, tanta coisa e no fim esqueci dessa.

-Ah... é mesmo! – Olho pra rua e fico pensativa. – Mas não foi a gente, foi a Elsa.

-E daí? Quando descobrirem não vão se importar, principalmente por que a turma toda tava correndo e quando descobrirem vão acabar com a nossa raça!

-É... nisso não dá pra negar!

-O pior é que se eu tiver outra ocorrência como essa vou ser expulsa!

Mérida caminha apresada a minha frente e balançando os braços de maneira agitada.

-Minha família já está full pistola comigo, imagina se descobrem, adeus liberdade, olá colégio interno!

-Calma! – Corro até ela. – Vai ficar... peraí, colégio interno?

-É, se eu aprontar de novo meus pais estão pensando em me mandar pra um colégio interno ou para um colégio militar, só sei que é bem longe daqui e vai ser uma bosta!

Arregalo os olhos com a afirmativa dela e a possibilidade me assusta.

Não consigo imaginar a Mérida num lugar como esse e muito menos passar o resto do ensino médio longe da minha melhor amiga!

-Não se preocupa, eu não vou deixar! – Falo e a abraço com força. – Ninguém vai nos separar!

-Rapunzel... tá me... sufocando...!

-Eu vou conversar com a Elsa e vou falar que sua cabeça está em risco! – Solto dela e falo decidida, a mesma puxava o ar e me olhava. – Ninguém vai nos separar e outra ela que fez tudo a gente só estava no lugar errado e na hora errada!

-Ai Rapunzel... – A ruiva respira fundo com pesar. – Deixa a Arendelle pra lá, só por agora.

A mesma volta a caminhar a minha frente e eu sigo com os olhos.

-Não entendi. Ela é a sua melhor chance de não levar a culpa.

-Sim eu sei. – Ela se vira e caminha de costas. – Mas é que falando ou não com ela não sei se a Elsa vai assumir a culpa sozinha.

-Mas ela tem! – Afirmo seriamente. – Foi ela quem fez tudo.

-Eu sei, mas é que quando o circo pegar fogo ela vai pular fora.

-Eu não deixo, não me importo se ela é minha prima, você é minha melhor amiga!

Falo olhando em seus olhos e pegando em suas mãos firmemente.   

-Ai Rapunzel... – A ruiva suspira e olha para o outro lado da rua. – Vou ser direta, quando descobrirem não espere que ela assuma tudo sozinha, pois a família já a mandou embora uma vez, não duvido que venham fazer o mesmo.

Fico em silêncio e olho sem entender.

-Pensa loira, a Elsa está sempre a um passo de surtar está sempre desconfiada. E não me admira se caso descubram ela de uma saída de mestre e se livre da culpa.

-Não acho que ela seja desse tipo de pessoa...

-Pois eu já acho! Ainda mais depois do que ela passou.

-Passou?

A ruiva me olha receosa e suspira.

-Desculpa eu sei que é parte da sua família, mas os seus tios são... estranho, parecem ser de boas, mas acho que é só uma capa para o que eles escodem. E a Elsa segue esse mesmo caminho.

-É, eu nunca gostei muito deles, sempre... tão fechados, tão...

-Frios?

Olho e me calo com a afirmação.

-Viu. Por isso digo que quando apertar eu tenho que estar preparada, porque sinceramente a Elsa não vai querer ser enforcada novamente.

-Girassol eu não estou entendendo o que você está falando.

-Pensa Rapunzel, você é dá família deles, então me diz a Elsa passou anos longe e agora que voltou ela está sempre no limite, não é estranho que mesmo que o ambiente da escola seja tranquilo ela esteja sempre perto de gritar?!

-Falando assim...

-Viu! Eu não sei o motivo dela ter ido embora quando criança, mas suspeito que não foi algo normal ou bom. E do jeito que eles são vão mandar a platinada de volta e esse é o medo dela, PRA TUDO!

Me mantenho calada e de fato o que ela diz tem razão. Por breves segundo tento juntar todas as peças do quebra cabeça.

-Vai me diz, qual foi o motivo que os fizeram mandar a filha pra um internato em outro continente?!

-Eu... eu não sei... – Olho pra rua e meu coração palpita. – Eu era bem pequena, a mesma idade que a Anna. Eu só lembro que um dia eu cheguei para brincar com elas e o tio tinha dito que a Elsa foi embora.

-O que? – A ruiva se vira assustada. – Como assim?

-É, foi um dia como qualquer outro. Eu lembro que a Anna estava bem triste e chorando, mas achei que foi por causa da separação. Os meus tios agiam como se fosse uma vitória e até os meus pais se assustaram com a notícia.

-Ai meu deus!

-Mas a Elsa foi para estudar, é uma das escolas mais renomadas da Europa e...

-Se é tão boa, por que só mandaram uma filha?

Ergo minha cabeça e meu coração acelera com o medo da resposta.

-Eu não sei... meus tios evitaram o assunto a todo custo. Eles mesmo se afastaram dos meus pais por uns bons anos. E o assunto ficou nisso.

-Rapunzel essa história tá muito mal contada, mas o suficiente pra saber que a vida da Elsa é um pesadelo e por isso ela faria qualquer coisa para fugir dos pais. Por isso eu digo, não espere muito quando a escola descobrir sobre o alarme de incêndio.

Me mantenho em silêncio e o medo me percorre de todas as formas possíveis, todos os pensamentos negativos tomavam conta do meu ser. Minha melhor amiga, minha prima, meus amigos tudo aqui está em risco e eu não sei quem salvar...

-Bom isso explica algumas coisas!

-Hum? – Ergo minha cabeça e vejo a ruiva andando. – Me espera Girassol!

-Isso explica o porquê dela sempre ficar a um passo de surtar quando alguém a vê com a Cassandra.

-Sim, sim... O QUE?

-Ora não se faça de desentendida. Todo mundo sabe que elas namoram. Eu mesma já vi as duas várias vezes!

-Peraí, peraí! – Balanço as mãos a frente dela. – Eu sei que elas tão ficando, mas agora namorando?

-É Rapunzel, elas namoram!

-CARALHO!

-Oh porra, tu falou um palavrão?

-Eu não acredito! – Olho pro chão e caminho sem rumo.

-Eu também não, tu falou um palavrão!

-Não é isso sua sonsa! – Exclamo irritada. – A Cassandra tá namorando e nem me contou!

Falo batendo o pé e olhando irritadíssima por isso.

-Sério, é isso que te choca?

-É claro, a Cassandra é minha amiga, é obrigação dela me contar!

-Ai, ai...! – A ruiva suspira derrotada. -Bom, é isso. Elas namoram, o humor da Elsa até mudou de umas semanas pra cá!

-Semanas? – Me viro bruscamente. – Que absurdo que elas estão juntas a esse tempo todo e não me contaram nada. Poxa Cassie...

-Ai não gosto dela! – Mérida exclama sem receio algum.

-Não fale assim, a Cassandra é legal!

-Com você, mas todo mundo tem um pé atrás com ela.

-É só por causa do olhar torto, mas a Cassie é legal! – Sorrio. – Se bem que ela mudou bastante desde o ano passado. Desde que ela terminou o último namoro ficou... distante.

Falo olhando pro chão e com pesar ao lembrar da minha amiga.

-Mas sabe, cada um tem um jeito de lidar com os problemas e ao que parece ela já se resolveu e agora está feliz com a Elsa! – Sorrio – Tomara que elas sejam imensamente felizes!

-Tá meio difícil...

-Eu sei! – Olho deprimida. – Por isso eu e você vamos garantir que tudo dê certo para as duas!

-Isso! Peraí, como assim eu tô nesse rolê?

-Ora girassol, as vozes da sua cabeça mandaram você juntar o soluço com a Astrid, as minhas mandaram assegurar a felicidade delas, afinal se a Elsa vê que pode confiar na gente pode pensar em assumir a culpa.

-Cê só abre essa boca pra dar ideia bosta! – A mesma cruza os braços e eu me penduro em seus ombros. – Não põe expectativas na Elsa que ela não vai arriscar voltar pro internato.

-É, mas aquele dia ela falou que tinha pegado gosto de andar com a gente e que nos considerava amigos!

-Não foi isso que aconteceu não!

-É, mas foi quase a mesma coisa!

A ruiva suspira e puxa o ar com demora.

-Só você mesmo! – Encho aquele rostinho com beijinhos com toda felicidade que tenho no meu ser. – Vem vamos parar de enrolar e andar logo pra batcaverna.

Sorrio e caminho lado a lado com a ruiva. Vamos assim por mais duas ruas e sempre papeando.

-Muito bem, a regra hoje é evitar falar da Elsa! – Falo frente à entrada.

-Eu já sei, tu já falou isso umas 54 vezes hoje, já deu!

A ruiva exclama irritada e já mete o pé na porta sem cerimonia alguma.

É, queria saber qual o problema da Mérida com portas, porquê olha tá difícil!

-Ó DE CASA!

A ruiva grita entrando com todo barulho possível no lugar.

 -Mérida, pra que isso! – Exclamo ficando de costas a entrada e assim me posicionando a sua frente. – Tenha educação pelo menos com as portas e...

-Capa de vídeo game! – A ruiva aponta para logo atrás.

-Não mude de assunto!

Me viro para onde ela aponta e já volto a falar.

-Peça desculpas. Não é bonito fazer isso, assim como não é bonito falar palavrão.

Me viro para porta nem se quer pisco e vem em minha direção alguma coisa de plástico que atinge meu olho direito e na hora vou ao chão.

-AAAAAAAAIIIIIIIII!!

-Eu falei que tava vindo uma capa de vídeo game voadora, mas cê não me ouviu! – A ruiva se ajoelha ao meu lado ao falar.

-Ai! Ai! AI! – Exclamo desesperada levando uma das mãos ao meu olho atingido que estava vermelho e ardendo.

-Relaxa, não foi nada sério!

-Ih cara... machucou a Rapunzel! – Escuto uma voz masculina vindo de dentro.

-Calma Rapunzel, só por um gelinho que resolve...

Enquanto a ruiva falava apenas me levanto e pego a capa do vídeo game e caminho para dentro.

-QUE FOI O ARROMBADO FILHO DUMA PUTA SAFADA QUE JOGOU ESSA MERDA?

Grito e minha voz ecoa por todo o recinto, meto o pé na porta e jogo a capa do vídeo game na parede, estou tão furiosa que me sentia um pinscher com uma metralhadora!

-Minha nossa, a Rapunzel falou uma frase só com palavrão! – A ruiva exclama logo atrás.

-Ih... deu ruim! – Olho pro lado e encontro o soluço tentando se esconder.

A batcaverna estava uma zona, só faltou as putas. Era caixa de pizza jogadas pelo chão, roupas em cima do sofá, e um cheiro de homem insuportável.

Rom pom pom mate um homem!

Boa ideia consciência!

Oshi menina, é só um meme calma!

-Caralho... vivi pra ver e ouvir a Rapunzel falar um palavrão.

Olho torto para quem disse aquilo e encontro o albino com cara de desacreditado.

Usava uma calça jeans azul, como de costume estava descalço e uma blusa branca, os cabelos penteados e ao mesmo tempo bagunçados. Bom, meu amigo aparente estar bem. E isso é ótimo!

Mas não estou aqui para isso, primeiro vou matar o desgraçado que jogou essa merda na minha cara.

-Ah... oi loirinha, foi sem querer, o Soluço que saiu da frente!

Viro meu rosto com frieza para onde escuto isso, com uma cara de tacho encontro o Flynn que não demostrava arrependimento algum.

-Acontece. Vem vamos jogar e ficar numa boa!

-Numa boa? – Olho com frieza.

-Isso! – Ele sorri.

Respiro fundo e fecho meus olhos imaginando cada detalhe, meu olho ardia e eu mal conseguia abri-lo. Eu basicamente abria um e o outro piscava sem parar, eu estou o próprio surto da Rochelle do todo mundo odeia o Chris.

-E então, o que vai ser? – Ele pergunta ainda mantendo a pose de desinteressado.

-Mérida. – Chamo-a com frieza e olhando torto.

-O-oi... fala!

-Como se dá uma voadora mesmo?

-Ah... – Ela hesita em responder e eu a olho com ainda mais frieza. – Ergue uma perna para tomar impulso e puxa com a outra.

-Tendi nada.

Minha voz sai rouca e eu pouco me importo.

-Peraí Rapunzel o que você vai fazer?

-Fica olhando girassol.

Me direciono ao maldito que cutucava o nariz e tomo impulso ponho toda minha força nas pernas junto ao meu ódio que não é pouco. Eu só enxergo por um olho então miro no Flynn que estava no meio e ignoro os outros duas miragens do lado.

Um Flynn já é ruim, imagina três.

-MORRRRRAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!

-AAAAAAAAAAAHHHHHHHHH!

Acerto em cheio sua barriga e o mesmo se curva, o impulso foi tanto que ele bate as costas na parede e eu afundo ainda mais o meu pé em sua barriga, depois disso eu só lembro de cair no chão.

Foi incrível, o Flynn dobrou no meio igual a porta do laboratório o dia que a Mérida meteu a voadora.

-Minha nossa, o que aconteceu aqui!

Escuto alguém descendo as escadas rapidamente e batendo os pés com força no piso. Ainda com o olho ruim me esforço para ver quem era, e assim que assimilo vejo que Kristoff que fazia cara de ué e estava aterrorizado com o amigo babando.

-Caralho! – Mérida exclama me olhando incrédula. – Daqui pra frente você que vai se chamar foguete, a foguete cabeluda!

-Minha parede! – Soluço exclama correndo para ver os estragos.

-Meu amigo! – Kristoff corre para socorrer o Flynn.

-Ai... há! Há! Há! Toma no cu que engraçado! Há! Há! Há! Há!

O albino não se contenta e ri escandalosamente, ele ria tanto, mas tanto que se senta no chão com as mãos na barriga de tanto rir.

Não sei o que aconteceu para leva-lo a fazer aquela ligação, mas pelo visto ele está normal, está como sempre foi, sorridente!

-Minha nossa você tá parecendo um pirata! – Mérida fala apontando o dedo para o meu olho semiaberto.

Olho mortalmente para a ruiva que ergue as duas mãos como se fosse se entregar e caminha para o sofá.

Meus olhos... melhor, meu único olho que ainda funciona corre pelo lugar procurando cada rosto conhecido. Jack morria de rir e já estava vermelho de tanto gargalhar, Mérida de fingia de muda para escapar do meu olhar mortal, Soluço fazia um escândalo por causa da parede, Kristoff desesperado para erguer o amigo que ainda babava, o outro eu não me importo, foda-se o Flynn.

-A minha parede Rapunzel! – Soluço grita apontando para o buraco. – Você vai pagar esse remendo.

-Quem mandou fazer a parede de gesso? – Olho mortalmente e falo friamente, o mesmo se cala e desvia os olhos.

Caminho me tremendo de ódio e sendo no sofá, a ruiva se mantem olhando para frente e a todo custo evitar meus olhos... meu olho bom.

-Deixa Kristoff eu ajudo o Flynn. – Escuto o soluço falando.

-Mas ele é pesado!

-Relaxa, o Jack me ajuda. – O albino na hora para de rir. – Vem cá cabeção!

-Oh porra, por que eu?

-Porque eu estou mandando! – Soluço exclama com as mãos na cintura.

-Não sabia que a gente tinha casado! – O albino debocha e o soluço apenas revirar os olhos.

-Kristoff vai no meu quarto e pega uma caixa de primeiros socorros, lá tem um gel para passar no olho da Rapunzel.

-Okay...

-NÃO PRECISA NÃO!

Grito virando o corpo para eles que se assustam com o meu olho que não parava de piscar e meu mau humor.

-Ah... loira, acho melhor aceitar a oferta! – Mérida fala baixinho ao meu lado. – A não ser que você queira fazer um bico de pirata no próximo final de semana!

Me viro bruscamente para ela e ao fuzilo com os olhos... com o olho bom, a ruiva recua e fica em silêncio.

-É... eu vou lá e já volto.

Kristoff aponta para o andar de cima e antes que alguém fale algo já sobe as escadas com velocidade.

Volto a olhar para frente, cruzo meus braços e me mantenho furiosa.

Nossa como eu odeio o Flynn, é impressionante como ele é arrogante e um imbecil, uma bela bosta!

Tenho pena da garota que ficar com ele.

-Aqui Rapunzel!

-Hum? – Olho pro lado quando o loiro se senta no sofá.

-Aqui fala que é para passar no algodão e manter sobre a ferida por cinco minutos e depois por um tampão para relaxar o olho.

Ele fala lendo o rotulo da embalagem, me mantenho calada sempre ouvindo.

Ele prepara tudo e com um pouco de receio em me tocar. Resolvo então me mantem mais aberta, não tenho que ficar brava com ele.

-Se estiver machucando é só falar.

-Tranquilo. – Respondo calmamente. – Credo isso é bem gelado!

Exclamo e ele ri do comentário.

Parando para pensar é a minha primeira interação sozinha com o Kristoff, e céus como ele é atencioso e carinhoso.

Bem diferente do Flynn!

A todo momento ele se concentrava no curativo, mantendo sempre as mãos leves sobre meu rosto. O que é um pouco engraçado, já que ele é tão forte e tem as mãos tão grossas, e mesmo assim quase as não sinto.

-Você é bem calmo fazendo isso! – Falo e sorrio.

O loiro se assusta e me olha, logo desvia seus olhos com vergonha.

-Ah... é que eu tenha pratica, tenho vários irmãos e irmãs, e sempre estão aprontando algo!

-Não sabia que vinha de família grande. – Sorrio.

-É, é uma família bem grande. Fora que a minha mãe é enfermeira, aí aprendi alguns truques.

-Que interessante, não conhecia esse seu lado!

Sorrio e vejo suas bochechas rosarem, agora entendo o apego que a Anna tem por esse rapaz.

-Ah... Rapunzel!

Escuto a Mérida me chamando, e quando olho a mesma apontava discretamente para a porta. Anna se encontrava ali e mantinha seus olhos fixos em nós, em especial no Kristoff que se mantinha concentrado em meu rosto.

-Ah... deixa Kristoff a Mérida me ajuda!

Falo virando o rosto e evitando ainda mais constrangimento. Anna nos olha furiosa e vai ao andar de cima. Kristoff fica completamente sem jeito e eu chamo a Mérida para o banheiro.

-Nossa que climão!

Mérida exclama e eu fecho a porta, respiro fundo e a olho.

-Eu espero que ela não pense que seja outra coisa!

-Ai sinceramente Rapunzel, eles não tem nada, vocês não tem nada, e ele só estava fazendo uns curativos, nada demais!

-Eu sei... – Balanço o corpo. – Mas sabe como a Anna é!

-Doida! – Olha quem fala muriçoca imunda! – Vem deixa que eu termino o resto.

Me sento na tampa da privada e ela sem carinho algum põe o tampão.

-Ai disgraça! – Exclamo quando ela pressiona o lugar errado. – Vai arrancar a minha sobrancelha!

-Relaxa aí, é só uns pelinhos!

-Fala isso porque não foi você que acabou de ser depilada! – A olho furiosa

Mérida me olha séria, me olha de cima a baixo.

-HÁ! HÁ! HÁ! HÁ! TÁ PARECENDO UM PIRATA!

-MORRRRAAAAAAA!!!!!!!

Pulo em seu pescoço e aberto sua cintura com força, seus olhos saltam quando faço isso.

-Ai Rapunzel, minhas costelas, me solta, eu tô sem ar! Me solta!

-Retire o que disse!

-Eu não, tá parecendo um pirata e isso é fato!

-MOOOOOOOORRRRRRRRAAAAAAAAAA!!!!!!

Me jogo em cima dela e vamos as duas em cima da porta, a mesma que se abre fazendo um barulho terrível, caio por cima e a Mérida por baixo batendo a cabeça no chão.

-Minha cabeça! – A ruiva fala baixinho quase como um choro.

-MINHA PORTA! – Soluço grita todo revoltando quando nos vê no chão.

-Ai... há! Há! Há! Hoje eu morro de ri! Há! Há!

Ergo minha cabeça e encontro o albino rindo igual uma capivara.

-Que bom que está rindo Jack...

Me levanto quando falo, mas sou cortada por alguém.

-Vem cá, cêis tava se pegando lá dentro? – Minha cara vai ao chão quando o albino pergunta. – Porque deu pra ouvir tudo, e parecia muito banheiro de boate!

-É o que? – Mérida exclama irritada.

-Minha casa não é boate Jack!  - Soluço vira furioso para o amigo.

-Há! Há! O que aconteceu lá dentro? A Rapunzel cansou de ser passiva?

-EU NÃO SOU PASSIVA! – Me levanto full pistola o encarando.

-Ah... eu já imaginava mesmo, apesar de tudo a Mérida secretamente é a passiva, saquei tudo!

Minha cara vai ao chão mais uma vez quando escuto o Kristoff falar aquilo, o loiro olhava tudo de longe sentado no sofá.

-Caramba eu nunca pensei nisso! – Jack se vira para ele e leva as mãos a cintura. – Agora faz todo sentindo!

Me viro calmamente pro albino já esperando alguma perola sair daquela boca.

-A Rapunzel tava afim de ariar as panelas com a Mérida e não conseguiu se segurar e por isso se meteram no banheiro. Poxa loirinha era só fala que o soluço emprestava um quarto!

-Eu não vou emprestar o meu quarto pra isso! – Soluço exclama com as bochechas rosadas.

Todo dia uma humilhação diferente!

-Aí seu arrombado, tem nada disso não!

Mérida chega peitando o albino e o olhando furiosa, o mesmo apenas debocha da cara dela.

-Tá brava porquê foi descoberta como passiva! – Ele ri levando a mão a boca e isso enfurece ainda mais a ruiva.

-Fica na sua seu bosta! – A ruiva bate o pé. – Dá onde você tira essas coisas?

-Ué, então dê uma explicação melhor que a minha!

Ela me olha e fica calada, me mantenho na mesma.

-Viu! – Ele dá de ombro e caminha. – Passiva!

-Arrombado! – A ruiva põe tanta força para grita que por um instante achei que fosse explodir. – E outra, se eu e a Rapunzel somos um casal você e o soluço também são!

-É o que? – Ele se vira bruscamente igualmente irritado com a ruiva.

Ó meu pai, custa ajudar só um dia?

-É isso mesmo! – Mérida leva as mãos a cintura e fica jogando o corpo para provocar o albino. – E outra, você que é o passivo!

-Uma ova, dá onde cê tirou isso? – Ele gesticula com as duas mãos. – Você só falou isso porque eu te chamei de passiva!

-O meu deus como a gente veio parar nessa conversa? – Soluço exclama se lamentando.

-Eu tenho uma ótima fonte!

Alá, vozes da minha cabeça atacando novamente!

-Qual em sua maluca por portas?!

-O soluço é mais alto que você, por isso que você é o passivo!

Silencio na sala, mais uma vez a Mérida falou um absurdo, mas como é de costume tá todo mundo reiniciando o cérebro.

E como eu disse, vozes da minha cabeça!

-Mas que grande porra! -Jack exclama ainda com cara de ué! – Eu não sou passivo do soluço!

-É claro que é! – Os dois se encaram furiosos.

-Mentira que o Jack não desmentiu que está junto com o soluço, mas sim que não é passivo!

-Ó Kristoff cê não tá ajudando! – Soluço se vira pro loiro que ria de toda a situação.

-Passiva! Todo munda sabe que quem manda na relação é a Rapunzel!

-Manda mesmo, mas eu não sou passiva!

-Mas que desgraça! – Bato o pé no chão. – Vamos parar com essa conversa!

-Se é pra ser passiva que seja a Anna!

-A Anna nem está na conversa girassol! – Me viro irritada. – Ela nem está aqui!

-Duvido! – Jack cruza os braços e debocha da ruiva. – Ah entendi!

Ai deus!

-A Anna que manda em vocês duas. Ela é o cafetão e vocês duas as putas! Legal, já dá pra abrir um bordel, eu iria, meu maior dom é rebolar!

Silêncio novamente, o Jack falou outro absurdo e agora tá todo mundo reiniciando o cérebro. É sério dá onde esse povo tira isso?

-AAAAHHHHH DESGRAÇA!!!

A ruiva urra de tal forma que meus ouvidos doem com o grito, e quando abro meu olho ela começa a correr atrás do albino, que não é bobo nem nada e corre na frente.

Os dois pareciam gato e rato, um pulava no sofá o outro se pendurava na cortina, Jack fazendo caretas e puxando o cabelo dela, só estou vendo a voadora que ela vai dar daqui a pouco.

-Parem com isso, vão destruir a minha casa!

Soluço grita tentando segurar o albino, mas ele se esquiva e sobe para o segundar andar, e logo atrás a ruiva. O moreno bufa e respira fundo.

-Calma soluço daqui a pouco os dois param! – Falo caminhando até ele.

-GRANDE MERDA! – Ele bate com força na minha mão antes que eu a leve para seu ombro. – Por que você trouxe a Mérida? Ela só causa problema!

-O que...?

Fico sem reação quando ele diz aquilo, os dois pareciam de boa até agora. Mas é o que a Mérida falou antes, o soluço me chamou, mas não a chamou...

Saco...

-Esquece. – O mesmo se vira e me ignora subindo assim para o segundo andar.

-Poxa...

Olho para o chão desanimada com o que acabou de acontecer.

Caminho desanimada e me sento na poltrona, fico olhando para minhas mãos e tento não chorar. Odeio quando gritam comigo e mais ainda quando é um amigo que faz isso.

-Não fico assim!

Escuto a voz do Kristoff.

-O soluço está bastante estressado, ele só não está sabendo lidar com tudo o que aconteceu.

-Isso não justifica ser grosso, ainda mais com os amigos. – Falo ainda cabisbaixa.

-Eu sei. Mas vamos com calma, o soluço me ligou contando algumas coisas, então...

-Espera! – Ergo minha cabeça rapidamente. – Ele te ligou? Contou algo sobre o Jack?

Pergunto decidida e ele se cala por breves segundos, desvia seus olhos e coça a bochecha como se não quisesse nada.

-Ele me ligou perguntando se eu vi o Jack, e depois mais tarde falando que estava com ele aqui. E que queria reunir o povo.

-Ele queria a sua ajuda?

-Ah... só queria saber onde ele estava, ligou pro Flynn também, mas ele estava trabalhando com o padrasto e eu cuidando dos meus irmãos.

-Entendi...

Caramba o soluço fez um escândalo quando eu disse que podíamos ajudar, mas não pensou duas vezes antes de procurar os dois.

-Mas foi uma ligação rápida, antes do horário de pico, meio que eu não ia conseguir ajudar de qualquer forma, meus pais só voltam bem anoite.

-ah... entendi... – volto a olhar para o chão desanimada. – Vocês estão bem próximo, né?

-Ah... – Ele se assusta com a pergunta, tanto que hesita em responder. – Sim... sim estamos...

O loiro olha pro lado, mas especificamente para a escada que o soluço subiu minutos atrás.

Olho sem entender, é apenas uma pergunta, então por que tanto receio em responder com firmeza?

Esses dois tem algo?

A essa altura do campeonato eu não me surpreendo com mais nada!

-Bom fico feliz que no aperto ele te procurou. – Falo com desanimo e olhando cabisbaixa.

-Ah... – Ele se mantem receoso ao responder. – Ainda sim, não pude ajudar em muito, e ele não me contou nada depois disso. Só falou para não tocar no assunto da Elsa. Acho que os dois resolveram manter o que aconteceu entre eles.

-O que? – Me viro bruscamente. – Ele te falou da Elsa também?

Kristoff assente positivamente com a cabeça.

-Não me contou muito, apenas disse que não devemos falar nada sobre, ficou até pensando em não chamar a Anna, mas...

-Mas?

-Mas o Flynn insistiu que ela viesse. – O mesmo desvia seus olhos com vergonha.

-O Flynn? – Me assusto.

-É... – Ele volta a me olhar. – Meio que ele achou que seria bom reunir todo mundo, sem exceções. Ai nós combinamos de não tocar no assunto da Elsa. A primeira pessoa que soluço conversou foi com a Anna.

-Eu não sabia disso. – Olho para minhas mãos. – Mas o que a Elsa fez?

-Olha não sei ao certo, ambos não contaram nada, mas acho que tem relação com o Jack ter uma queda por ela.

-É faz sentido. – Olho para as escadas. – Já faz um tempo que eu notei mesmo, fora que ele vem agindo bem estranho quando ela está por perto. Ele disse mais alguma coisa?

-Não. Mas acho que tem relação com aquele dia que ele foi grosso com a Cassandra e ela.

-Ah... é mesmo... – Falo receosa. – Pode ser remorso, mas de qualquer forma aposto que não é só isso.

Ele concorda com a cabeça e continua conversando.

-Acho que ele descobriu sobre as duas e não soube lidar. Bom não devemos falar disso agora.

-Concordo. – Ele sorri quando falo. – Mas é meio arriscado com a Anna.

-É, eu sei, mas ela concordou que não tocaria no nome da irmã. E o Jack parece estar bem, já está até enchendo o saco da Mérida!

-É de fato! – Dou risada ouvindo os passos dos dois no andar de cima. – Bom Kristoff você anda conversando com ela? Pois outra que está difícil de aceitar a irmã é a Anna.

-O que? – Ele me olha sem entender. – Como assim?

-Pensei que conversasse com ela o tempo todo. – Ele volta a me olhar receoso.

-Não, faz tempo que não conversamos. Meio que ela se afastou.

Bom isso explica o choque dela mais cedo. É, ao que parece a Aninha desistiu do boy mesmo.

-Mas isso não faz sentido Rapunzel, elas são irmãs, moram juntas, fazem tudo juntas. Não tem como a Anna não perceber ou não aceitar.

-É, eu sei Kris... – Olho para minhas mãos. – Eu sei, mas acho que o buraco é mais embaixo.

-Isso é tão estranho! – O olho e o mesmo olhava com um sorriso estranho. – Lá em casa não tem uma coisa que se faça sem que todo mundo saiba. Uma vez uma das minhas irmãs saiu escondido e quando me viu me arrastou pra festa que ela ia, eu não queria, fiquei dormindo no sofá e acordei cheio espuma e confete, chegando em casa a mamãe nos cobriu de milho, falando que a gente era umas galinhas safadas!

Não aguento e dou risada com o comentário e mais ainda da cara que ele faz.

-Então, por isso eu acho tão estranho a relação das duas, elas são irmãs, por que não são unidas?

Me calo com a pergunta e fico breves segundo com um pesar imenso sobre os ombros.

-Eu também queria saber Kristoff... eu também queria saber...

-Vocês não são primas? Não sabe de nada mesmo?

-Ah... – Ergo minha cabeça e me calo novamente. – É difícil, meus tios são distantes, não tem muita coisa que eu possa fazer.

-Compreendo. – Ele me olha. – Mas tem uma coisa que podemos fazer.

Me viro e olho sem entender.

-Apoiar quem precisa! – Ele sorri gentilmente. – Se o Jack precisa de ajuda estaremos aqui, se for a Elsa, a Anna, ou até mesmo você, a nossa função é estar lá para ajudar.

-Belas palavras Kris! – Sorrio e ele me acompanha. – Eu queria mesmo é que todos se dessem bem, mas pelo visto o soluço e a Mérida vão ficar defendo!

-É... mas isso não significa que não podemos tentar o melhor!

-Tem razão! – Sorrio.

Por um breve momento seu sorriso some e eu não entendo.

-Aconteceu algo?

-Bom... é que eu não imaginava esse lado da Anna. – Seus olhos correm pelo lugar e fixa na escada.

-Ah... é... é meio difícil conhecer uma pessoa por completo.

-Sim, mas... elas são irmãs, qual o problema dela aceitar ou de apoiar, as pessoas precisam de apoio ainda mais em casa. Espero que a Anna só... só esteja confusa em como ajudar, pois, seria terrível se for o que penso que é.

Quando ia abria a boca para falar algo para o loiro que estava depre a bela dupla de idiotas desce com tudo a escada, ou melhor descem rolando parecendo dois sacos de farinha caindo do caminhão.

-MINHA NOSSA! – Me ergo do sofá assustada. – Vocês estão bem?

-Desgraça Mérida, tá me achando com cara de trampolim?

Jack fala levando as mãos as costas onde ela meteu o pé, a ruiva que estava de barriga para cima nada responde, pois o cabelo estava sobre o rosto.

-Mérida cê tá viva? – O albino chega perto com receio. – Meu deus a Mérida desmaiou!

-Girassol!

Corro desesperada junto ao Kristoff. Será que ela bateu a cabeça quando caiu?

Ai Mérida por que você é assim?

-Eu posso prestar os primeiros socorros! – Kristoff grita quando chega.

-Certo, eu ligo pra ambulância. – Falo pegando meu celular. – Você consegue se levantar Jack?

-Consigo. – O mesmo se ajoelha ao falar. – Vou chamar o resto da turma pra gente... – O albino para de falar e nos olha.

Nos entreolhamos e faço uma cara de ué, e logo um cheiro horrível toma conta do recinto.

-Que cheiro podre é esse? – Jack pergunta olhando em volta. – Espera ai!

Ele exclama e se levanta estressado pulando pro nosso lado.

-MÉRIDA! – Ele grita e logo escuto ela dando risada.

A ruiva leva as duas mãos para o rosto e tira a cabeleira da frente e ali abre um sorrido desgraçado.

-Há! Há! Peidei!

-Puta que pariu! – Kristoff leva a mão a boca e anda rapidamente para o andar de cima. – Tá só o ovo podre!

-Caralho, se fude Mérida! – Jack exclama seguindo o loiro.

-HÁ! Há! Há! Há! – A ruiva ria sem fim da cara de todo mundo. – Meu perfume é maravilhoso.

Senhor, eu sei que tu me sondas e dá risada!

Balanço a cabeça e vou embora, porquê além do cheiro horrível na batcaverna ainda tenho que aturar a cara de cínica da Mérida.

Subo as escadas ainda tapando o meu nariz, vou assim até chegar no andar de cima e me direciono para a cozinha, escuto o povo conversando lá e quando eu entro todos riam bastante, a sala estava uma zona, já imagino que foi causada pela dupla dinâmica.

-Nossa Jack você estava numa guerra?

-Ué, por que Flynn?

-Porque as suas roupas estão com cara de sobreviventes de uma batalha mortal!

-A cala a boca! A batalha mortal foi com o meu nariz!

Dou risada do comentário. Vejo o Flynn sentado em uma cadeira e com os braços em cima da bancada de mármore.

-Ora, ora se não é a discípula do foguete Moisés!

Ignoro o comentário e caminho para o lado do Soluço.

-Me façam um favor e parem de destruir a minha casa, eu gosto bastante dela!

-Pode deixar! – Jack bate continência fazendo uma careta para o moreno.

-Ai... Ai... – Soluço se lamenta e apenas caminha para próximo da geladeira. – Quem tá com fome?

-EU!

Falamos todos juntos e ele dá risada. Assim pegando algumas coisas na geladeira e uma panela grande no armário.

-Que tal macarrão?

-Alho e ódio? – Jack pergunta e o soluço se vira furioso.

-Não, estava pensando em fazer com requeijão!

-Melhor ainda! – Flynn sorri ao dizer já mostrando a língua só de lembrar da sugestão.

 -Eu te ajudo! – Falo e caminho até ele, o mesmo sorri. – Vocês não vão fazer nada?

Pergunto olhando os quatros que estavam com cara de paisagem, suspiro derrotada.

-Ai eu ajudo, o que eu tenho que fazer?

Flynn exclama saindo da cadeira com um pulo e vindo até nos.

-Bom, pode ajudar a Rapunzel a guardar a louça. – Soluço fala enquanto procura algo na dispensa.

O moreno me olha debochado e eu ignoro o rapaz. Ai Soluço, você também não facilita! Me mandando fazer algo junto com o Flynn.

Palhaçada!

-E Eu? – Kristoff pergunta erguendo a mão.

-Ah... – Soluço olha em volta. – Pode arrumar a mesa na sala, alguém resolveu brincar de lutinha na sala!

Ele olha torto pro albino frente a porta, o mesmo ignora fazendo uma careta.

-E eu?

-Hum... pode me ajudar aqui no armário. – Soluço fala subindo em uma cadeira. – Eu te dou as coisas e você põe na bancada.

-Certinho! – Anna sorri e já corre para onde ele está.

-Ué... eu fiquei sobrando! – Jack exclama olhando para os lados.

-Vai ter que esperar aparecer algo Jack! – Falo e ele bufa.

Todos dão risada com a careta dele, mas logo se atentam as tarefas. Eu lavava e o Flynn secava e a todo momento que nossos olhos se cruzavam ele fazia alguma careta para provocar.

Olha, sinceramente se a Anna não estivesse de cara feia eu ia puxar ela como dupla, ou até mesmo o Kristoff.

Eu gostei bastante de conversar com ele, no fim aprendi que não conheço todo mundo 100% queria passar mais tempo conversando, mas a Anna está com ciúmes, então...

Bom, não vou reclamar da minha dupla, porque apesar de tudo o Flynn trabalha bem, até agora nenhum prato quebrado!

-E aí povo, o que vocês estão fazendo de bom!

A ruiva entra pulando pela porta, assustando o albino que estava do lado, e levando com sigo toda a atenção.

-Ué, estão brincando de casinha?

Flynn ri alto ao meu lado, silêncio no recinto mais uma vez.

-Vai tomar no cu a Mérida tem cada uma! – Flynn exclama ainda dando risada.

-Não girassol, estamos preparando macarrão, vai querer?

-Hum delicia! – A mesma põe a língua para fora só de imaginar. – Quero sim, o que eu faço? – Ela fala vindo até onde estou.

-Que tal desaparecer!

Soluço responde de maneira tão grosseira, mesmo estando virado para o armário, todos conseguiram ouvir bem. A ruiva fica sem reação, e a maioria ali também.

-Que tal jogar o lixo fora! – Falo retirando o lixo que estava em cima da pia.

-Claro...

Mérida responde cabisbaixa e evita olhares com todos, assim pega o lixo e vai para fora para jogá-lo.

Soluço mantem seus olhos sorrateiros e acompanha a ruiva saindo. Nossos olhos se cruzam e eu o olho furiosa, o mesmo apenas dá de ombros e vira o rosto.

-Terminei aqui! – Kristoff entra rapidamente pela cozinha. – Mas alguma coisa?

Ele para e olha a cara de desanimo de todo mundo.

-Ah... gente?

-Pode por os pratos na mesa. – Anna caminha até ele levando os mesmos.

O loiro fica com receio ao ouvi-la falar, eu também, afinal não é pra menos.

-Claro, claro...! – O loiro pega das mãos dela e caminha para fora da cozinha.

-Eu vou levar os copos.

Anna fala já os pegando sobra a bancada. Enquanto o soluço desce da cadeira ela vai até a sala.

-Ai droga! – Olho para ele que faz uma cara péssima.

-Aconteceu alguma coisa soluço? – Pergunto.

-Eu esqueci de mandar um e-mail para o professor de física.

-Você pode mandar depois.

-Não dá Flynn, é o meu trabalho em dupla, eu devia ter mandado de manhã, mas esqueci. A minha dupla confiou que eu mandasse.

-Relaxa, dá tempo! – falo.

-Tem razão. – Ele sorri. – Jack pode mandar por favor?

-Hã, eu?

O albino olha sem entender o pedido do amigo.

-Ora Jack, você é o único que tá sem nada pra fazer!

O albino pula da cadeira se dando por vencido e com olhar de deboche pro amigo.

-Tá, eu vou lá.

-Tá na minha área de trabalho. Sabe a senha do meu computador?

Soluço grita na porta para o albino que já passava pela cozinha.

-Sei sim, é “Astrid sem roupa e pelada em HD”

-Ah desgraçado!

Jack faz uma careta para ele e já corre para as escadas. Simplesmente não consigo ficar séria e dou risada assim como todo mundo ali. A melhor parte com certeza é a cara de tacho do Soluço.

Soluço suspira lentamente se dando por derrotado, e depois que volta a sua postura encara o Kristoff e a Anna.

-Venham cá na cozinha, vamos conversar.

Acho estranho o pedido, e mais ainda que ele volta sério para a cozinha. Me entreolho com os outros dois, e assim voltamos.

-Vamos ser rápidos. – Soluço espera que passemos para olhar para trás.

-Aconteceu algo? – Kristoff pergunta.

Soluço ainda olhava para a escada e ignora o loiro, quando volta a nós olhar toma controle da situação.

-Ninguém aqui falou da Elsa, né?

Arregalo meus olhos com a pergunta e o silêncio paira sobre nós. Olho para a Anna que se mantinha séria.

-Não. – Ela responde e depois nos olha. – Não é mesmo pessoal?

-Não.

-Nadinha de nada.

-E você Rapunzel? – Olho pro soluço quando ele me chama.

-Não. – Respondo olhando pro chão. – E nem a Mérida.

Ele se mantem calado quando ouve o nome dela e se vira para a Anna.

-Ótimo, se conseguirmos manter ele auto astral até o final do dia vai ser perfeito!

-Soluço... o que aconteceu? – Pergunto enquanto ele olhava para a porta.

-Não dá pra explicar tudo, mas depois conversamos sobre. – Ele tenta se manter tranquilo, dando até um sorriso de canto.

-E... e o que tem a Elsa? – Nesse momento a ruiva entra e todos se direcionam a ela. – Não se preocupe eu não abri o bico!

Ela responde, mas ele volta a ignora-la. E quem toma o controle da situação é a Anna.

-Porque o Jack gosta da minha irmã.

Todos se direcionam para ela. Ela se entreolha com o soluço e todos ficam sem entender.

-No início eu não entendi o que aconteceu, e o porquê da Elsa estar na história, fiquei até com medo dela ter feito alguma besteira, mas o soluço me contou que não era nada disso, e então fiquei mais calma.

-Bom, do jeito que as coisas estão é o normal a se pensar mesmo!

Soluço brinca e ela ri. Já até imagino, afinal né...?

-Mas ao que parece a Elsa não quer nada com ele. Uma pena, ter o Jack como cunhado seria ótimo!

Ela sorri ao falar, ficando feliz com a sugestão.

-Mas ela é teimosa! – ELA É SAPATÃO SUA BURRA! – Poxa o Jack é incrível, e bonito!

Anna faz um bico imenso mesmo que sendo só deboche, todo mundo ali fica reiniciando o cérebro. Porque não é possível que nessa altura do campeonato ela não tenha se tocado.

-O que? – Kristoff balança a cabeça depois da tela azul passar.

-É, vou ter uma conversa séria com ela, pra ver se a Elsa se toca!

Quem tem que se tocar é você sua sonsa!

-Ai... – Soluço resmunga algo que não consigo ouvir. – Esqueça, isso não é importante. – Ele balança as mãos ao mesmo tempo que balança a cabeça. – Apenas não toquem no assunto de romance algum, ele ainda está se recuperando.

-Okay! – Flynn finalmente fala algo, e por incrível que pareça estava com a voz firme e decidida. – Vamos começar então a trocar de assunto.

-Tem razão! – Mérida sorri e caminha pela cozinha. – Vamos começar então esse macarrão e falar de alguma coisa aleatória. Esse assunto fica para mais tarde. Todo mundo já sabe do que se trata mesmo!

A mesma vai até a pia e põe água na panela e a põe no fogão.

-E aí, querem um convite para mexer essas bundas?

Dou risada com a cara cínica dela e mais ainda da reação do povo.

A quebra que a Mérida fez foi ótima, pois a galera voltou a conversar. Até mesmo a Anna e o Kristoff conversaram tranquilamente.

A Ruiva evitou ficar perto do soluço, ficando junto ao Flynn na sala e eu e ele nos mantivemos na cozinha preparando tudo. O Jack não demorou para voltar e ficou na sala com os outros dois.

A conversa lá parecia fluir muito bem, principalmente porquê nenhuma porta foi derrubada.

-É... soluço, tem um minuto? – Falo enquanto ele mexe o macarrão.

-Fale. – Ele responde com os olhos na panela.

-Eu... – Olho pros lados, enquanto cortava os champignons. – Eu tenho uma proposta para você.

-Hum, e o que séria?

-Bom... – Faço uma pausa. – Eu tenho um trabalho para entregar com alguém, mas estou muito... muito... – Muito o que? O que eu falo? – Muito atarefada!

Eu odeio mentir, eu não sei mentir! EU TE ODEIO MÉRIDA DUNBROCH!

-Sei, e o que tem, quer ajuda?

-Isso! – Exclamo alto demais e ele me olha rindo. -É... eu preciso de ajuda sim, não consigo fazer tudo sozinha!

-Bom, quer ajuda no trabalho?

-Não, eu quero que faça dupla com essa pessoa. – Sorrio sem jeito.

-E quem é?

-A Astrid.

Respondo dando um sorriso de canto e quando ele ouve esse nome paralisa. Me olha com os olhos arregalados.

-E então? É coisa simples, só uma redação e pronto!

-Ah... – O rapaz fica sem voz e continua paralisado.

-Bom... também é uma aula extra. O professor viu que ela está com as notas baixas e como eu sou uma aluna exemplo me pediu para ajudá-la e fazer o trabalho junto.

Sou a aluno exemplo para fazer cagada!

Ele continua calado olhando pro nada, e eu estou morrendo de medo da alma do soluço ter ido passear no parque!

-E já que você é outro aluno exemplo, ele não vai se importar. E então, posso contar com você?

Toco em seu ombro já que ele está parado já faz algum tempinho.

-Soluço?

-Eu... eu... AAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!

Soluço larga tudo o que fazia e simplesmente corre pela casa desesperado, vou atrás e só vejo aquelas canelas finas subindo as escadas e depois ouço a porta do quarto se batendo e assim paro de ouvir os gritos dele.

-O que aconteceu? – Anna me pergunta. – Ele se queimou?

-Hã... – Olho sem reação. – Não... não foi isso.

Volto a cozinha ainda sem entender o que aconteceu.

-Falou com ele sobre a chata da Astrid, né?

Me viro quando a ruiva sussurra em meu ouvido.

-Estava ouvindo a conversa?

-Não. Apenas conheço meu amigo! – A ruiva responde se sentando ao meu lado. – Daqui a pouco ele desce, vamos comer estou morrendo de fome!

-Claro... claro...

Balanço minha cabeça e espanto esses pensamentos, preciso de concentração para cozinhar. Estou mexendo com fogo e com água quente, não posso me distrair.

-Vou levar o macarrão ao forno, e em 10 minutos já pode servir. – Falo estendendo o pano de prato. – Avise todo mundo para lavar as mãos.

-Ué, por que?

-Porque eu estou mandando!

Olho furiosa para ruiva que mantinha um olhar de peixe morto e quando me ouve falar já muda sua postura.

-Ai...Ai...! – Suspiro quando ela chama os outro. – Parece uma criança!

Levo a travessa a mesa e nela já encontro o albino prontinho para comer.

-Lavou as mãos? – Pergunto olhando torto.

-Lavei sim! – Ele exclama me mostrando as mãos molhadas.

-Hum...! – Continuo olhando torto. – Deixa pros outros.

-Oshi, eu nem peguei ainda!

Olho com a mão na cintura, faço cara de deboche, pois é a cara dele comer tudo e não deixar nada pra ninguém.

Dou risada e vou até o segundo andar. Escuto o povo já se reunindo na mesa, as cadeiras sendo puxadas e as vozes altas ecoando pela sala.

Caminho pelo corredor, vou calmamente e quando vejo a porta do soluço fechada paro em frente. Respiro fundo, estou calma, pois todo o ambiente está.

Levo minha mão a porta e sorrio calmamente já imaginando o soluço deitado na cama com as cobertas por cima, tentando se esconder do mundo.

Ai, ai esses meus amigos...!

-Soluço! – Chamo, mas não bato na porta. – Eu sei que está ai!

Ele nada responde, me mantenho calma. Se fosse a Mérida já tinha metido o pé na porta!

-Bom... – Me sento e fico de costas a porta, sentindo assim a madeira dela. – A comida está na mesa, pode vir comer se quiser!

Respondo serena e à tantas coisas que passam em minha mente, e as quais, mas me concentro é na barulheira lá em baixo. Barulheira na qual me faz tão bem.

Como é bom ouvir os amigos conversando!

-Bom, sobre aquele assunto, não precisa dar resposta agora, pode levar o tempo que precisar.

Não obtenho resposta alguma e tudo bem! Me ergo e limpo minha roupa.

-Bom, não demore, a comida pode esfriar ou sumir misticamente com o Flynn do lado.

Sorrio pra mim mesma e caminho. Pode ser coisa da minha mente, mas acho que escutei alguns passos vindo do quarto dele.

Bom, vou deixa-lo ir com calma.

-Espero que tenha deixado algo! – Falo vendo a algazarra que estava a mesa.

-Oshi loira, o que mais tem aqui é macarrão! – Jack brinca apontando para a travessa.

-Vem comer logo pirata!

-Já estou indo Flynn, só vou... QUE VOCÊ ESTÁ CHAMANDO DE PIRATA?!

Grito e minha voz ecoa pela casa, estou tão irritada que nem sei em quem bato primeiro. No desgraçado do Flynn, ou nos demais que estão rindo.

-Calma ai raio de sol! – Mérida se levanta e vem ao meu encontro.

-Calma nada! – Aponto pro desgraçado que ria. – Eu vou te pisar, igual a Mérida pisou na porta do laboratório!

-Mas que cacete, ninguém vai esquecer disso não?! – A ruiva exclama irritada e fazendo caras e bocas. – Já deu dessa piada!

Um minuto de silêncio no recinto, todos se direcionam para ela e isso me inclui.

- HÁ! HÁ! HÁ! HÁ! HÁ! HÁ! HÁ! HÁ! HÁ! HÁ!

A gargalhada era quase que como um solo, não tinha com não rir, minhas pernas tremiam e minha barriga doía.

-Mas que merda, por que tá todo mundo rindo? – A ruiva bufa e bate os pés no chão.

-Ora Girassol, simplesmente porque não tem como! Isso vai ser lembrado até a formatura, se pá no dia do seu casamento também!

-No dia do chá revelação, vai passar num telão, é menino ou menina? É voadora da foguete Mérida!

-Vai tomar no cu Jack Frost!

A mesma dá um tapão nas costas do albino que o faz cuspir toda comida em sua boca pela mesa, Kristoff que estava na frente só arregala os olhos e dá ainda mais risada.

-Puta que pariu, tá querendo levar a minha alma é?

-Viu como é ruim! – A ruiva debocha com as mãos na cintura.

-Ai... Ai minha barriga! – Anna exclama quase que sem ar. – Ai...

-Ih Mérida, cê esqueceu algo aí no chão? – Jack aponta para o chão e a ruiva se direciona para olhar.

-O que?

-Bom senso sua songamonga!

Bom, você já deve imaginar o que aconteceu logo após isso. Mérida ficou furiosa, correu atrás do Jack, que quase destruiu a sala se pendurando nas cortinas, eu corri pra ver se salvava algo. Kristoff tentando proteger a comida, a Anna me seguindo, já que eu estou vendo só por um olho e o Flynn morrendo de ri.

Mas como é de costume, nem me admiro mais!

-Sinceramente eu vou comer!

Falo respirando fundo e pegando a cadeira que estava caída no chão e me sentando. Pego meu prato e começo a comer, ignorando os demais que estavam determinados a pôr a casa a baixo.

Morro soterrada, mas não fico com fome!

Dou minha primeira garfada e por incrível que pareça a comida ainda estava quente. Ignoro os gritos e as almofadas voando. Se não acertar o meu olho bom e o meu prato já tá valendo.

-Faltou um queijinho aqui! – Falo descansando minha postura. – Ei Flynn!

Chamo sua atenção já que estava bem a minha frente, mas ele me ignora dando risada dos demais.

-Flynn! – Chamo mais uma vez. – FLYNNN!!!!

-AAIII MEU OUVIDO!

Ele se espanta e me olha confuso.

-O queijo, pode me passar? – Aponto para o mesmo que estava ao seu lado.

-Ah... tá... – Ele limpa o ouvido esquerdo e olha pra mesa. -Hum...!

Espero.

Espero e espero.

Minha nossa não é possível que ele não esteja vendo!

Flynn cerrava os olhos e procurava pela mesa, mesmo que esteja bem do seu lado direito ele não consegue ver.

-PELO AMOR DA GOIABEIRA TÁ DO TEU LADO!

Grito irritada e ele me olha furioso como se não entendesse o porquê.

-Se você quer tanto, levanta e pega!

AAAAAAAAAAAHHHHHHHHHH DESGRAÇAAAAAAAAAAA!!!!!!

-Custa se educado uma única vez? – Exclamo furiosa. – Tá aí do seu lado, como você não consegue ver? Vai usar um óculos!

Pergunto e aponto para o queijo, faço um bico imenso e o olho nos olhos. Mas parece que isso o irritou ainda mais.

-VAI VOCÊ! – Ele se levanta furioso da mesa. – Eu não sou um fracassado pra usar óculos!

O mesmo bate o pé e sai para o outro cômodo, e eu fico ali sem entender o porquê do chilique.

-Ai grande bosta! – Balanço a cabeça e espanto esses pensamentos. – Não vou ficar pensando nisso, eu não gosto dele mesmo!

Falo pegando o queijo e despejando em meu prato e assim finalmente posso comer em paz.

Bom, paz uma ova, pois quando finalmente penso que vou respirar calmamente percebo que não escuto barulho algum vindo da casa.

Céus, será que se mataram?

-Não, não, não! – Balanço minha cabeça. – É só coisa da minha imaginação!

-Que tipo de coisa?

-AAAAAAHHHHHHHHH!!!

Pulo de susto, quase derrubando comigo a mesa quando escuto a voz da Mérida no meu cangote.

-Ih... tá pensando em besteira é? – A mesma me olha com deboche enquanto eu tento me recuperar.

-Sobrou alguma coisa? Estou faminta!

-Sobrou sim Anna, pode pegar!

Viro minha cabeça lentamente para olhar a Anna e o Kristoff que conversavam tão bem. Me viro calmamente e a Mérida conversava com o Jack como se nada tivesse acontecendo. Sei lá da onde esse povo saiu!

Os dois se sentam um do lado do outro e jogam conversa fora sem preocupações alguma. Bom, estão parecendo dois sobreviventes de guerras, mas isso é caso à parte.

-Não vai comer loirinha?

-Vou... vou sim Jack...! – Me levanto ainda me tremendo de susto.

Volto a me sentar e respiro fundo, me acalmo. E finalmente posso comer.

Olha, sinceramente meu macarrão já tá frio de tanta reviravolta!

Mas não vou reclamar é tão satisfatório ver todo mundo sentado e conversando. É como se estivéssemos de férias, ou melhor ainda é como se nunca tivéssemos nos afastados.

E isso é tão... leve!

Eu viveria esse momento por uma eternidade!

-Eu aceito!

-AAAAAHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!

Me assusto quando mais uma vez escuto uma voz inusitada no meu cangote. O susto foi tanto que até voltei a enxergar pelo olho machucado.

-Minha nossa, tô toda cagada!

-Tá o que?

Meu coração tá palpitando tanto que nem sei se vou chega até o final do dia.

Olha... tá difícil!

-Calma Rapunzel, respira! – Olho pro soluço que me encarava aflito. – Desculpa se te assustei.

-S-sem problemas...

Espera aí! Soluço?

Quando ele voltou?

-Dá onde você saiu? – Exclamo e ele me olha sem entender.

-Do quarto! – Ele aponta.

A lazarento, tá pedindo uma mãozona na cara!

-Tá tudo bem mesmo?

-Tá sim! – Respiro fundo. – Mas do que você dizia mesmo?

Pergunto e ele fica em silencio por um tempo, suas bochechas rosam e na hora sei do que se trata.

-Fico feliz que tenha aceitado!

Falo e sorrio, o rapaz me olha assustado. Não precisa falar nada soluço, é pra isso que serve os amigos.

Com esse clima tão bom, sem precisar dizer nada, ou iniciar uma conclusão sobre cada problema desse bimestre, a turma se resolveu.

É em meio a risadas, caretas e muitas fotos, todos aqui voltam a ser o que sempre foram. Sorridentes!

É tão bom estar em paz...

Daqui para frente eu espero que todo mundo esteja junto seja qual for o problema, e que nunca mais venhamos nos separar.

E olha, eu nem sei porquê nos afastamos.

-Cara já é final de tarde!

Escuto o Kristoff falando enquanto olha pela janela.

-Vai embora?

Espera, desde quando o Flynn voltou pra mesa?

A tô nem aí, eu não gosto dele mesmo!

Ué, nera você que estava amando cada segundo com a turma?

Fica na sua consciência!

-Não, eu vou pegar um ónibus, e ir encontrar a minha irmã na faculdade.

-Qual delas?

-A que tá na faculdade!

-Oh porra!

Do que esse povo tá falando?

Ergo minha cabeça e vejo o Kristoff debochando da cara do Flynn que estava vermelho de ódio, o restante do povo dava risada sem nem disfarçar.

-Ai... Ai! – O loiro faz uma pausa no deboche. – Ela me pediu para acompanha-la depois, pois vai ficar até de noite, e não quer ficar sozinha na rua.

-Mas você vai passar esse tempo todo lá?

-Vou! – Ele responde o soluço dando um gentil sorriso.

Ih... sei lá o que aconteceu, mas na hora que ele fez isso a Anna virou a cara pro outro lado bufando igual um boi.

Ela tá com ciúmes? Mas ciúmes do que, do soluço com o Kristoff?

E eles tem alguma coisa pra ela ficar assim?!

-Eu não me importo de ficar umas horinhas, é melhor assim, prefiro acompanhar a minha irmã em segurança até em casa. Fora que ela faz um mingau de fubá que é uma delícia, comer isso antes de dormir é um presente dos deuses!

-Queria eu ter uma irmã que sabe cozinhar, e ainda prepara algo antes de dormir!

Mérida exclama com metade do corpo sobre a mesa e se inclinando na cadeira.

-Meus irmãos são umas pestes, eu tenho que ficar de olho até na água que tô bebendo, se não eles misturam água com o shampoo do cachorro!

-Minha nossa! – Jack exclama olhando pra ruiva toda esparramada. – Eu no caso que preparo algo antes de dormir, minha irmãzinha só dorme se tomar leite com mel.

Nossa atenção vai para o albino que imita a voz da pequeninha e até a pose.

-Tem que tá na temperatura certa Jack, se não a fada do dente não vai aceita os meus dentes!

Ele imita direitinho a voz dela e geral cai na risada.

-Qual é a da fada do dente? – Anna pergunta apoiando a mão na mesa e descansando sua cabeça sobre.

-Sei lá, ela intentou isso e agora toda noite eu tenho que ferver o leite, se não tiver do jeito que ela gosta nem olha na minha cara o resto da semana!

-Menina! – Exclamo. – Rancorosa!

-Não entendo como uma bichinha tão pequena cabe tanto rancor! – Ele brinca mostrando a altura da pequena.

-Caraca em Jack, quem diria que alguém como você seria facilmente dominado por uma menininha!

-Ah mas é a minha irmã soluço, eu faço tudo pra ela e... COMO ASSIM DOMINADO?

Ele exclama irritado, fazendo caras e bocas e simplesmente não tem como não rir.

-Ora, se ela pede pra você se vestir de Magali e ir pra escola você faz!

-É claro seu bosta, eu faço tudo que os meus irmãozinhos pedirem! – Ele bate no peito. – É minha função como irmão mais velho!

-Ai! Há! Há! Há! Há! Eu tô imaginando os Jack de Magali! Há! Há!

A ruiva cai na risada a ponto de ficar vermelha de tanto rir.

-Justo o Jack canela fina, imagina ele com uma melancia. Há! Há! Há! Dá não! Vestidinho verde e peruca!

-Mérida do céu! – Anna exclama em meio as risadas. – A Magali usa um vestido azul!

-Minha nossa! – Kristoff vira pra Anna quando ela fala isso. – A Magali usa um vestido amarelo, pelo amor da goiabeira!

Ai... meu estomago tá doendo de tanto rir! Eu nem sei se é o estomago responsável pela minha risada, só sei que eu estou rindo a tanto tempo que nem sinto mais minhas pernas.

-Hum...

O celular do Flynn começa a tocar, mas o som é abafado pela algazarra, e ele apenas tira do bolso para ver quem era.

-CALA A BOCA TODO MUNDO! – O mesmo exclama batendo a mão na mesa. – Nenhum candango vai rir, mexer, falar ou respirar. NINGUÉM!

Ele aponta para todos ali enquanto segurava o celular na outra mão.

-Se ela ouvir um pio, ou se essa algazarra for ouvida na outra linha, eu estou morto! E se eu morrer, eu volto pra puxar o pé de todo mundo!

Ele nos olha furioso, quase como de fato sua vida dependesse naquela ligação. Seus olhos castanhos saltavam e todo ali ficaram imóveis.

Meu deus, quem será? Ele falou ela, será que é alguma namorada? O Flynn é safado, deve ter dito pra mina que ia na missa e tá aqui com a gente.

Ou pode ser a filha de algum agiota que veio cobrar alguma dívida, meu deus, o Flynn é tranqueira mesmo!

O pode ser ainda pior: ele tá de rolo com a filha de algum agiota, mentiu que estava indo na missa, ela desconfiou, e se ela escutar alguma coisa vai mandar os capangas atrás dele e pior a gente tá nisso!

VAI TODO MUNDO MORRER!

AAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHH EU NÃO QUERO MORRER!

-Alo?

Ele atende e todo a atenção fica sobre o rapaz, meu coração nem palpitava mais, a ansiedade era tanta, eu estava toda me tremendo!

-Ah, oi... – OI quem? – Tá tudo certo sim mãe, daqui a pouco eu volto pra casa sim.

-MÃEEEEE???????????

Todo mundo grita junto e ele nos olha com a boca a aberta com uma careta muito engraçada.

-Shiu seus endemoniado! – Quando o Rapaz grita, a pessoa na outra linha grita ainda mais alto. – Calma, calma tá tudo certo!

Nos entreolhamos e ninguém ali estava entendo nada.

-Tô na casa dele sim, a gente tá jogando domino! – Estamos nada. – Mãe, eu estou na casa do soluço. – Ele grita sem pensar, mas já leva um esporro. – Eu tô aqui sim, fala com ele!

Na hora ele joga o celular pro soluço que pega por reflexo, mas quando cai a ficha ele fica olhando com cara de tacho.

-FALA COM A MINHÃ MÃE!

-É O QUE?

-Alô? – Silêncio na sala, sinto um frio na barriga que cêis não tem noção. – Filho, tá aí? A ligação caiu será?

-Fala logo com a minha mãe seu lazarento!

Flynn lança um olhar mortal pro coitado do soluço que entra em pânico e só age por instinto.

-Alô soluço na pista!

-Minha nossa! – Mérida exclama olhando sem acreditar na merda que o soluço falou.

-Soluço? Ué, você tá com soluço filho?

-Não mãe, eu não estou! – O moreno bufa vendo que foi uma péssima ideia. – Desliga o viva-voz! – Ele sussurra, mas o soluço não faz nada.

-SE NÃO ESTÁ COM SOLUÇO, ENTÃO POR QUE FALOU?

Minha nossa que mulher brava!

-Não mãe, o meu amigo se chama Soluço, estou na casa dele!

-Para de mentir Flynn!

-O QUE? – Não consigo evitar, e exclamo já dando risada.

-Que tipo de pessoa sonsa se chamaria Soluço!

-Ai minha barriga! – A ruiva nem espera a mulher terminar de falar e já cai na risada.

-Mãe, por favor...

-Por favor digo eu, quem é doido de batizar uma criança de Soluço? E os irmãos, por um acaso é suspiro, peido frouxo e hemorroida?!

Ai não dá, eu vou parar pra ri, depois eu narro o que aconteceu!

-Mãe, ele não tem irmão!

AOSJNJWHSW U SZIJQWND não consigo nem formular silabas para isso!

Tanta coisa pra ele se preocupar e mira na parte do soluço ser filho único, olha... sem condições!

-Alô! – Soluço toma a frente e mantem a calma.

-Quem é você?

-Oi, dona... dona... – Ele olha pro moreno e espera que ele diga o nome da mulher. – Qual o nome da sua mãe?

-Rosely! Chama de Rose.

-Tá! – Ele faz um joinha. – Oi dona Rose, aqui é o soluço o Flynn está comigo estamos na minha casa, junto com o resto dos meus amigos.

-QUEM?

-Ai minha barriga! – Anna exclama e se senta de tanto rir.

-Soluço! – O mesmo grita.

-Gente...! – A voz da dona Rose sai arrastada. – Né que era verdade mesmo...

Peraí que eu vou parar pra ri!

-Menino, mas esse é seu nome mesmo ou é apelido!

-Ó MÃE!

-CALA BOCA, EU QUE FALO AQUI!       

-Ai puta que pariu, dá não eu vou ri até amanhã! – A ruiva exclama quase sem ar.

-É... é meu nome mesmo dona Rose! – Soluço se mantem calmo.

-No RG e tudo?

-Sim.

Silêncio na outra linha.

-Mas seu pai estava bêbado quando vez isso? Coitado, nem pra colocar Juliano! Por que fizeram isso com você?

-Eu também não sei... – Soluço responde dando risada de toda a situação.

-Olha... fica calmo viu, vai dar tudo certo!

-MÃE!!!

-CALA BOCA, NÃO CHAMEI VOCÊ PRA CONVERSA! – É cada berro que o celular até treme.

“Vai dar tudo certo” Há! Há! Há! Há! Há! Há! Eu não aguento!

-Obrigado. – Ele responde ainda sorrindo. – Bom, vou passar de volta pro Flynn!

-Quem?

Oshi, como assim quem?

-Seu filho. – Ele responde e olha sem entender, Flynn desvia seus olhos como se quisesse fugir de tudo.

-Ah tá, a podondoguinha da mamãe!

-Há! Há! Há! Há! Há! Há! Há! Há! Há! Há! Há!

Não dá, todo mundo começou a rir da cara do Flynn, sério até o soluço que segurava o celular.

-O menino, venha cá quem mais está aí? – Flynn paralisa quando ela pergunta.

-Bom, alguns amigos nossos. Vou dizer o nome e você me diz se conhece todo mundo.

-Okay!

-A Mérida, a Rapunzel, a Anna, o Kristoff!

-Kristoff meu menino, cê tá aí?

-Oi tia Rose, estou sim! – O loiro segura a risada e limpa a garganta para falar.

-Graças a deus meu filho tá andando com alguém que preste!

Oshi, mas e eu?

-Fiquei sabendo que ele anda com uma ruiva descabelada que é de uma gangue de vândalos!

-EU O QUE? – A ruiva se ergue do chão furiosa.

Minha nossa, ela acha que a turma é uma gangue!

-Espero que ela não esteja aí, a podondoguinha só me dá dor de cabeça!

-N-não... ela tá aqui não... – Kristoff olha pros lados ao mentir.

-Ainda bem! Vê se ensina o seu amigo aí a sair de casa e lavar a louça, porque olha eu cheguei aqui e a cozinha tá uma zona!

Kristoff perde a reta quando escuta isso e deixa escapar uma risada alta.

-Olha filho quando você voltar eu vou esfregar esse seu nariz imenso nos pratos sujos!

Ai chega, há! Há! Há! Há! Eu não aguento mais ri!

-Deus caprichou no nariz e esqueceu o bom senso! Olha eu me acabo de trabalhar e ainda tem isso, devia ter pedido uma menina, pra chamar de Juliana!

-Chega mãe, deu! – O mesmo pega o celular com as bochechas rosadas e eu só continuo rindo. – Eu volto daqui a pouco, pego o ônibus das 18:10, chego aí as 19:00. Quer que eu passe em algum lugar.

Apenar de todo o show, o mesmo conversava tranquilamente com a mãe, conversava com tanta calma que nem parecia o Flynn que eu conheço.

-Tchau mãe, se cuida, quando eu voltar eu...

-AHHHHHHHHHHAAAAAAAAAAH!!

Pulo de susto quando a Mérida pula e grita bem alto próximo ao celular.

-Nossa Flynn me beija, beija a ruiva líder da gangue dos vândalos!

-Que se tá fazendo? – Ele olha com os olhos arregalados.

-Oque que tá acontecendo aí?

-Nada mãe! – Ele empurra a Mérida para longe.

-Ah poxa, mas tava tão bom! – A ruiva se levanta rapidamente pra sussurrar próximo ao celular.

-Mérida...! – Chamo sua atenção.

-Bora zuar o barraco do Flynn! – Ela põe a mão na boca e sussurra olhando todos.

-Nem vem sua...

-UHU!!! BORA PICHAR UMA PAREDE!

Grito próximo ao celular, a ruiva cai na risada.

-Cê não era do bem? – Ele me olha com ódio. – A voz sensata?!

-Tudo mudou quando eu me tornei uma caolha! – Levo a mão ao peito e debocho.

-O que está acontecendo aí...

-NADA MÃE!

-NÃO GRITA COMIGO!

-Desculpa!

Ai... peraí que eu vou parar pra rir de novo!

-O mano, desliga isso aí antes que a policia veja!

-Que porra cê tá fazendo soluço? – Ele o olha furioso, mas o soluço só sabia rir.

-É mano, vai dedar a gente assim. Passa logo a droga antes que alguém veja!

-TÁ MALUCO FROST, OLHA A MERDA QUE VOCÊ FALOU!

-O QUE VOCÊ TÁ APRONTANDO?

-NADA MÃE!

-NÃO GRITA COMIGO SE NÃO EU VOU AI!

-Desculpa!

 Ele nos olha furioso e geral cai na risada, na hora que ele não percebe a Anna chega de mansinho atrás.

-Esconde o contrabando dentro do Casaco Flynn!

-Ah sua endemoniada! – Ele vira furioso para ela. – Podem parar com isso!

-Shiu mano, a policia tá vindo ai! – Soluço fala e bate os pés com força no piso fazendo muito barulho.

Geral começa a fazer o mesmo e começa a correr pela sala, batem os pés, batem palma, gritar.

-ONDE VOCÊ ESTÁ?

-Calma mãe eu...

-Rápido esconde a droga no casaco junto com o contrabando!

-Cê tá do lado de quem, em Kristoff?

-SILÊNCIO TODO MUNDO!

Minha nossa a mulher gritou da outra linha e na hora todo mundo ficou quieto, nem se mexia. Eu mesma estava toda me tremendo de medo.

-Mãe eu...

-Ainda bem que você me ouviu e levou um casaco, porque eu acabei de conversar com a Rosana aqui no apartamento 2 e ela viu no jornal que vai esfriar!

AAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHH MENTIRAAAAAAAAAAA!!!

De tudo que a gente falou ela só se importou com a parte do casaco!!!

Mano!

Mano... eu quero ser amiga da dona Rose, a mas eu quero!

-É... eu vi no jornal também... – Ele leva uma mão ao rosto pela vergonha e até vejo suas bochechas rosarem. – Bom, mãe como eu disse eu estou aqui na casa do Soluço, e daqui a pouco vou embora. Você está sozinha?

-Estou sim! – Ela responde com uma voz gentil. – Bom, filho eu vou no mercado, vou desligar. Não demora.

-Okay mãe! – Ele responde gentilmente.

-Tchau amigos do pondondoguinha!

-TCHAU DONA ROSE!

Ela desliga, o Flynn calmamente põe o celular no bolso e nos olha suspirando.

-Bando de demônio!

Ele nem termina de falar e a galera já cai na risada, os meninos a todo instante o provocando chamando pelo apelido carinhoso.

Ai... vou mentir não adorei!

-Eu vou deitar cada um de vocês no soco!

O rapaz grita enfurecido e começa a correr pela sala atrás de todo mundo. Ele vai primeiro atrás do Jack e que pula pelo sofá e o mesmo vai atrás.

Basicamente um pega-pega!

Voltei a ser criança!

-Hum... – Sinto uma gentil mão sobre meus ombros. – O que foi Anna?

-Nada, apenas estou me despedindo!

Ela fala normalmente, mas quase não escuto devido os gritos e a correria do resto da turma.

-Está com medo de levar um bicão?

-Não, não estou! – Ela responde dando risada do meu comentário. – É que já deu o meu horário, não quero causar problemas em casa.

-Ah... okay, eu aviso o povo. Quer que eu te acompanhe?

-Não tranquilo! CUIDADO!

-Cuidado com o que? – Olho para trás.

Na hora que faço isso sou atingida em cheio por um tênis... PERAÍ, UM TÊNIS?

-DE QUEM É ESSA MERDA?

Pego e olho pros idiotas em cima do sofá. Meus olhos correm e encontro o soluço descalço no chão.

-EU VOU TACAR NA SUA CARA!

Nem penso duas vezes e só me jogo no meio deles e quem eu acertar, amém!

É isso!

 

POV ANNA

Nem acredito na cena que acabei de ver. Minha prima mais sensata se jogando nos meninos igual um lutador de MMA. Olha, hoje foi o dia que eu mais dei risada, depois do encontro triplo.

Bom, melhor eu ir, não quero causar problemas.

-TCHAU POVO!

Grito acenando e abro a porta para ir, mas sou ignora. Sei lá acho que vi a Rapunzel mordendo a orelha da Mérida.

-Eu queria muita ficar ali para continuar dando risada, mas eu tenho que ir.

Falo caminhando pela calçada e observo o céu. Já escurecia, mas o sol ainda se mantinha ali, tingindo o céu com tons de laranja e um rosado pelas nuvens.

Hoje foi um dia incrível. Fiquei tão aflita sobre o Jack. Foi sério tudo o que aconteceu, eu fiquei com muito medo de perder um amigo, mas ainda bem que está tudo certo.

-E hoje finalmente a turma se resolveu, daqui pra frente vai ser só alegria!

Exclamo sozinha e depois atravesso a rua.

Se as coisas em casa não estivessem tão ruins, eu ia amar ficar até de noite.

Tá todo mundo tão de boa, o Jack parecia tão leve, tão feliz. Espero que ele continue assim. fora que eu dei muita risada com a mãe do Flynn.

Poxa, no início do ano ele parecia tão aflito com ela, mas pela conversa acho que está tudo certo. Ela parecia ser uma pessoa incrível.

Eu também estou muito feliz, finalmente me acertei com o Kristoff... bom, mais ou menos. Ainda não sei o que ele quer comigo, mas admito que fiquei bem triste de não conversar com ele todos os dias.

Me acostumei com sua companhia, e sabe, eu gosto dele, mas não sei se é reciproco.

Sinceramente, eu sei que eu já devia ter desistido, mas eu vou tentar mais uma vez, dessa vez vou por contra a parede.

É isso aí!

Outra pessoa que podia ser posta na parede é o Jack e a minha irmã, poxa eles dariam um casal tão lindo.

Imagina os filhos, um casal lindo um com os cabelos loiros e a outra com os cabelos brancos. Nossa uma bela foto em família. Mas não a Elsa é cabeçuda.

De qualquer forma, ela não tem culpa pelo que ele sente, vou dar tempo pra isso. Mas não significa que não posso fazer a cabeça dela, com o tempo que sabe ela não goste dele.

Sério, eu quero muito que a minha irmã namore com alguém legal, quero muito que ela encontre um homem incrível!

-Hum...?

Minha atenção é completamente roubada quando me surpreendo pela cabeleira platinada na rua de baixo.

O que a Elsa está fazendo aqui? A Elsa não disse que ia treinar hoje? Ela não pode mentir pros nossos pais, vai dar muito problema, pra nos duas!

Ela não me notou, estava muito bonita e sorrindo de uma maneira que nunca vi antes. Estou tão longe, que duvido que me veja.

-Elsa...?

Abro minha boca para chama-la, mas minha voz é abafada e roubada pelo que vejo.

-Por que... por que a minha irmã está beijando a Cassandra?


Notas Finais


Eita, o que será que vai acontecer daqui pra frente? Ansiosos?
Beijos galera e boa sorte com Agosto, nível 8 de jumanji começa hoje!
Bebam água!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...