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História Amore Mío - Capítulo 10


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Notas do Autor


Vou viajar amanhã e eu queria deixar vocês mimadas. Fla ganhou mais um motivo, eh isso, me amém e até domingo❤️

Capítulo 10 - Know No Better


Fanfic / Fanfiction Amore Mío - Capítulo 10 - Know No Better

PAULO


Foi como levar um soco no estômago. Vê-la ali, linda como nunca, me fez querer morrer.


E quando os meus olhos encontraram com os dela, eu sabia que ainda a amava como um caralho. Sabia que, se pudesse, voltaria para ela. Perdoaria sua traição apenas para tê-la em meus braços novamente. Que daria qualquer coisa para sentir sua boca na minha novamente, seu corpo suando colado ao meu enquanto a fazia gritar meu nome.


— Ahn, olha quem está aqui, foi mal cara — olho irritado para meu amigo.


— Vou ao banheiro, já volto — dou a desculpa quando a vejo levantar.


— Não fuja da festa, a gente vai saber se o fizer — reviro os olhos e me afasto. Caminho lentamente atrás dela. Não sei porque raios estou fazendo isso.


Não sei porque estou nervoso em apenas falar com ela. Não sei porque quero ouvir sua voz mais uma vez.


Eu simplesmente... Preciso.


A encontro no jardim, seus cabelos caindo como uma cascata encaracolada. Seus olhos estão fechados e sua boca carnuda resmunga:


— Como você é idiota!


— Caramba, que bela forma de dizer oi — seus olhos abrem e ela parece prender a respiração. Isso seria... Não, claro que não tenho efeito sobre ela. Nunca tive, talvez.


— Paulo, o que você está fazendo aqui?


— Eu... Não sei — um quase sussurro sai.


— Por favor, me deixa sozinha. Não tenho nada para falar com você.


— Mas...


— Você me disse que não tinha sido bom me ver naquele dia, que merda mudou agora?! — ela cruza os braços. Está sendo agressiva. — Ah, não responda, deixa que eu adivinho: agora que sua namoradinha está fora, decidiu que eu era digna da sua atenção?


— Não é isso, não fale besteiras — rosno, enfiando as mãos nos bolsos. — Não ponha Oriana nisso.


— Vai pro inferno, Dybala!


— Selena.


— Não me venha com "Selena"! Não somos mais nada um para o outro — ela levanta irritada e se aproxima. — Você me jogou fora e eu nunca vou ter perdoar por isso.


— Você queria que eu fizesse o quê?! Ahn? Me diz, Selena, me diz! Porque eu juro que não sei...


— Queria que tivesse acreditado em mim! Confiado em mim! Me amado de verdade! E não me usado como sei que usou — ela tenta me empurrar com suas mãos, mas não saio do lugar. Estamos ambos com as respirações fortes, com raiva exalando e rancor para cuspir.


— Eu te usei? Você quem me usou! Você quem me traiu sabe-se lá com quem e ainda teve a cara de pau de dizer que eram meus! — praticamente cuspo em sua cara, mas a morena logo revida:


— Seu maldito filho da puta! Quando eu dei indícios para que você não acreditasse em mim? Aonde você enfiou a palavra "confiança" quando eu contei?! Todos aqueles meses juntos não serviram para nada? Eu te dei tudo de mim! Te dei todo amor que podia te dar! E você simplesmente jogou no lixo! No lixo! E nem ao menos consegue me dizer o por quê?! Me diz, Paulo, fala pra mim o porquê de eu ser a filha da puta de nós dois! Porque eu não mereço seu voto de confiança? — explode, seu peito subindo e descendo, suas mãos estão quase trêmulas enquanto ela gesticula. Não estou diferente quando grito:


— PORQUE SOU ESTÉRIL! Porque não posso ter filhos! Porque fiz a maldita vasectomia! É por isso que não confio em você, Selena. E eu jamais irei perdoar você também, jamais perdôo uma traição! — vejo em seu rosto uma lágrima cair e vejo seu desespero quando ela nega várias vezes, tapando a boca com as mãos.


— Está mentido... Não pode ser — sussurra descrente.


— Não sou como você, não estou mentindo — rosno novamente.


— Você...


— Selena! Graças à Deus te encontrei — nos viramos na direção da voz afobada e percebo que é a tia dela, Munique Bonucci. — Oi, Paulo.


— Dona Munique — devolvo educadamente seu cumprimento.


— O que foi, tia?


— É Marie, ela ligou para seu celular mas...


— Tia, o que houve? — a morena interrompe a mais velha, nervosa.


— Parece que Filippo teve uma crise de falta de ar e ela ligou para um médico, mas como ele não atendeu teve que levá-lo ao hospital, porém ela disse... — a mulher mal acaba de falar e Selena quase caí, por sorte - ou o caralho que seja - consigo segurá-la. Ela me olha por alguns segundos, o suficiente para me fazer gritar internamente o questionamento se Deus me odeia ou algo assim. Tê-la nos meus braços depois de tanto tempo...


— Oh, querida. Você está bem? — solto-a devagar e a vejo balançar a cabeça para a tia.


— Deve ter sido minha pressão. E-eu tenho que ir, qual o hospital que eles estão? — a garota pede afobada.


— No hospital particular da família. Mas querida, ela...


— Não importa, estou indo de qualquer forma.


— Hey, Espere — quando me vejo, estou falando: — Quer uma carona?


— Não...


— Leve-a, obrigada, Paulo.


— Mas tia, eu não...


— Quer ou não quer chegar até seus filhos? — a garota se cala. — Ótimo, podem ir — aceno para sua tia e logo ponho minha mão no braço da morena e a conduzo para fora dali. Cris é o primeiro que vejo no caminho e empresto seu carro, que não questiona profundamente o porquê do pedido - apesar de eu saber que ela vai me questionar mais tarde. Selena passa o processo calada, inquieta porém. O manobrista traz o carro e, assim que ela entra, arranco para fora daquela local.


Tomara que os paparazzi não tenham visto.


— Qual é, ahn, o endereço? — ela não responde, apenas digita no GPS.


E ela não me olha. Nem uma vez sequer. O caminho até lá foi o mais inquietante de toda minha vida. Estaciono numa vaga que ela diz ser privada, com a mesma saindo do carro assim que desligo o motor. Tenho que correr para alcançá-la. Pra uma pessoa baixinha, ela anda bem rápido. A recepcionista nos informa o quarto e Selena mal ponhe a indentificação, correndo pelos corredores.


— Sua esposa está nervosa? O senhor quer que eu peça para levarem um remédio? — por um momento, me perco na ideia. A imagem de nós dois sendo uma família...


— Não, obrigado — é tudo o que digo. Corro atrás da garota. Mesmo não sabendo porquê. Mesmo me repreendendo a cada passo.


Mesmo com meu interior me batendo e gritando na minha cara para que eu saia daqui. Que já fiz o suficiente. Que não sou nada para ela.


E mesmo assim, estou de frente para o quarto em que seu filho está. Estou olhando pela janela ela segurando o bebê e o beijando como se ele fosse a coisa mais preciosa no mundo. E quando aquele menino olha para mim...


“— Desculpe senhor, mas isso é meu — aponta para o objeto, seu sotaque francês quase não me deixa entender seu italiano.


— Ah claro, tome.


— Merci, senhor. Esses bebês ainda me deixaram louca, só sabem tacar as coisas em todas as direções — sorri cansada. Direciono o olhar para o carrinho duplo que ela segura, as crianças estão agitadas, se balançando a todo momento.


— São lindos, e têm belos olhos.”


É ele. Aquele bebê do parque... Não, não pode...


— Hey, o senhor não... — a mesma garota que vi no parque, a babá, aparece atrás de mim. Ela me reconhece. — Ei, o senhor não é aquele do parque?

— Sim, eu...

— Ahn, Marie? — Selena nos interrompe. — O que faz aqui, Paulo? Por favor, vai embora. Agradeço pela sua carona, mas vai — reparo na maneira que ela aperta a criança mais forte. O menino no entanto, olha para mim. Seus olhos azuis parecem fissurados na minha gravata. Ele é tão... — Paulo, por favor.

— Só queria saber se estava tudo bem.

— Está sim, agora...

— Já entendi, tchau, Selena — digo e dou uma ceno para o bebê, que ri e retribui, completamente alheio. Vejo sua mãe o virar na direção oposta.

É tarde demais para isso, Sel.

Eu já vi o que precisava ver.

E sei o que preciso fazer.


Notas Finais


Fogo no parquinho, façam suas apostas babes!!!!!


Ps. Eu gosto de dar spoiler nos coments


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