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História Amore Mío - Capítulo 21


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Notas do Autor


Desculpem a demora xentê, de terça pra cá aconteceram umas coisas que só me deixaram estabilizar agora.

Todxs de quarentena não é? Espero que bem e saudáveis.

Bastante álcool gel e nada de esquecer de lavar as mãos k

Capítulo 21 - Boy with luv


Fanfic / Fanfiction Amore Mío - Capítulo 21 - Boy with luv

PAULO


Se antes eu pensava que ter terminado com Oriana de forma pacífica era a graça do meu mês, hoje eu sei que encontrar Selena ontem e fazer uma aposta maluca foi a chave de ouro. Agora, deitado em minha cama King size, percebo que não tenho nada em mente para conquistar Sel de modo mais eficiente. Não quero ser invasivo, mas não tenho tempo para ser lento e delicado o suficiente.


Eu a quero, Céus como quero, mas como a fazer ver isso? Ver com todas as letras que a amo?

— Vai quebrar a cuca de tanto pensares — ouço o sotaque português e vejo Cris aparecer na minha porta carregando sacolas do Mc Donald's. Me sento na cama e pego a sacola que o jogador me alcança.

— Desse jeito você me quebra, portuga — comento analisando os sanduíches enormes.

— Só cumprindo meu papel de te consolar — ele abre o refrigerante diet. — Vim saber direito o negócio da aposta, tu explicando por texto é uma bosta.

— Ha-ha — reviro os olhos, mastigando o primeiro pedaço do hambúrguer de picanha. Definitivamente, eu vou ter que fazer muita esteira amanhã. — Então, o que você não entendeu?

Com um suspiro debochado, Cris conta que não entendeu quase nada, o que me faz ter que repetir toda a história e a aposta, o fazendo rir no final dizendo que "eu estou fodido". E é claro, ele debochou da consequência de Selena:

— Só se for melhor que eu em cair no chão.

É claro que eu tentei não rir, mas foi quase impossível.

— Bem, o que você acha?

— Acho que vocês estão loucos, mas cada um com sua loucura da vez — ele dá de ombros, mordendo sua frita. — Gio disse que tu és um raparigo apaixonado, então vais fazer tudo para ter a Seleninha na vida. Só não pensei que seria até essa aposta.

— Errada ela não está, e muito menos eu pensei que faria. Foi tudo na hora do calor...

— Calor, sei — ele ri pelo nariz.

— E então? Alguma ideia? — suspiro.

— Leva ela passear com seus filhos, faz algum programa que os inclua e que tenha comida — ele sugere. — Nada melhor que conquistar uma mãe através dos filhos e mulher pela comida.

— De onde você tira essas coisas?

— Confia em mim, elas não admitem, mas adoram um rango — pisca.

— Você é mesmo namorado da Giorgina? — rio desviando da batata que ele tacou.

— Mas então, o que você acha?

— Talvez dê certo, mas...

— Aproveita que nós teremos uma folga e leva ela pra fazer isso em Veneza — wow, e não é que agora ele acertou?

— Me empresta seu iate? — Cris abre o maior sorriso.

— E nem precisa pagar, só a gasolina.

•••


Como assim ir para Veneza?


— Eu lembrei que você tinha comentado no jantar com minha mãe que você iria para Veneza com os bebês e pensei que, já que terei uns dias de folga, poderia ir com vocês — Explico para Selena, estávamos nos falando por vídeo chamada. Seus cabelos estavam espalhados nos travesseiros enquanto a mesma se encontrava deitada, sem qualquer maquiagem no rosto; lindamente natural.


Não sei não, Paulo...


— Por favor, vai ser minha primeira viajem com os gêmeos, quero que seja especial — ok, eu sei que usar nossos filhos é um golpe baixo, mas isso é um jogo né?!


Preciso pensar — ela suspira, fazendo seus seios subirem com o ato. Eles estavam definitivamente maiores e isso me deixava louco para vê-los nus e prontos para minha boca sugá-los com vontade, lamber cada centímetro e beijar suas pintas ali. — Paulo?


— Oi, desculpa, o que disse? — pisco, sabendo que posso ter sido pego no flagra.


Disse que irei te mandar uma mensagem caso aceite.


— Ah, ótimo, que bom.


O almoço na sua casa nesse domingo ainda está de pé, certo? — Selena morde os lábios com certa força, o que me faz imaginar infinitas coisas. Droga, eu preciso dela.


— Sim, está sim. Minha mãe já chamou os familiares mais próximos e organizou tudo, não se preocupe com nada.


Que bom então, eu realmente estava preocupada que...


— Está indo tudo nos conformes de dona Alicia.


Isso é bom... — sim, nós estávamos enrolando para desligar, não era como se fossemos cheios de assuntos. — O seu próximo jogo é em casa?


— É, e depois terei a folga. Meu jogo de volta é em Milão.


Milão? — vejo o brilho de nostalgia em seus olhos. Milão havia sido a cidade em que a pedi namoro, era dia de clássico contra a Inter de Milan e havíamos ganhado. Eu a convidei para passear e jantar no restaurante mais bonito da cidade, e durante a sobremesa mostrei a caixinha de veludo com o pingente dourado em forma de sol e lua, o nosso amuleto. Selena é como o sol, brilhante e radiante, pode ser lindo de se admirar (como o seu pôr), mas também pode ser irritante quando atinge seu máximo de ardor. E eu a Lua. — Que... legal.


— É sim — sorrio nostálgico. — Talvez se você quisesse ir, vocês poderiam assistir o jogo e quem sabe nós não passeamos depois hu?


Vamos com calma ok? Isso é tudo novo e...


— Você sabe que eu nunca gostei de ir com calma.


Ok, talvez eu tenha sim feito o duplo sentido apenas para vê-la engolir em seco. Sabia que a atingiria.


Paulo...


— Por favor? Pelo menos pensa sobre — faço um bico, vendo-a rir.


Tudo bem, mas não se anime tanto.


— Não pode me impedir disso, gatinha — pisco. Selena gargalha e logo temos que desligar, pois o gêmeos acordaram e era hora deles mamarem.


Levanto do sofá disposto a procurar qualquer coisa na cozinha para matar minha fome. Procuro pelas batatas e descasco algumas, cortando-as no formato certo para poder fazer as batatas fritas. Eu não comia as vendidas em saco e não fritava em óleo, tinha uma máquina (realmente não sei o nome daquilo) que cozinhava as mesmas sem nada além delas. E sal, é claro. Fico jogando Free Fire com Higuaín enquanto o treco faz sua mágica, bebendo o suco verde que meu nutricionista me pede.


Quando estou tirando a batata da vasilha, ouço a campainha e estranho. Eram quase 22h, quem poderia ser?


Caminho calmamente até a porta e vejo a figura que menos esperava do outro lado. Vestida num casaco preto e segurando as coisas mais preciosas da minha vida. Selena sorri sem jeito, erguendo sacolas de um restaurante argentino.


— Lembrei que hoje é aniversário do Toddy então... — mexe nas sacolas.


Eu não lembrava que era hoje.


— Bem, é sim. Eu... Obrigado pro vir — eu estava sim sem palavras, quer dizer... Por que ela...


— Essa é a hora que você me convida para entrar, Dybala — pisco.


— Ah, é claro, claro — pego às sacolas de sua mão e abro caminho para que ela passe com o carrinho dos gêmeos, que continuam brincando com seus ursinhos nas mãos.


— Você é uma bagunça, mas até que a sala está arrumadinha — brinca, se virando na minha direção enquanto senta no sofá. A visão dos seus quadris se ajeitando ali me fizeram quase gemer. Talvez a abstinência estivesse falando mais alto.


— A minha arrumadeira deu jeito aqui ontem — confessei. Ela riu. Deixei as sacolas na mesinha e fui até a cozinha atrás de talheres e copos, depois peguei as cadeirinhas especiais que comprei para meus filhos, colocando-os lá com ajuda da mãe. Toddy logo apareceu, latindo animado ao ver Selena, ele adorava a morena.


— Também estava com saudades de você, garoto — ela disse com a voz fina que sempre usava com ele, acariciando os pelos do cachorro. — Feliz aniversário, Toddy!


— Mama! — Luna grita, chamando nossa atenção. A garotinha balança as pernas na cadeirinha, impaciente.


— Hora das crianças comerem — rio, concordando. Ajeitamos as papinhas orgânicas dos bebês e os damos. Selena havia me dito que só dava comida orgânica ou vegetariana, que produtos processados não fazia bem nesse idade. E eu não discuti, ela sabia o que era melhor para eles, afinal.


— Obrigado por ter vindo, eu sinceramente nem lembrava — confesso quando viemos para cozinha preparar a mamadeira dos menores. Sel carrega Luna e eu seguro um Lippo sonolento.


— Eu já suspeitava — ela ri, mostrando as bochechas que tanto adorava admirar enquanto estávamos deitados na cama.


— Então porque...


— Sem perguntas, jogador, sem perguntas — se aproxima, próxima o suficiente para me fazer prender a respiração. Sel ergue a mamadeira até Lippo, que agarra o objeto imediatamente. Sorrimos com a forma que ele suga, e Luna logo ergue os olhinhos para mim, sorrindo entre suas sugadas.


Observo o olhar apaixonado da morena para nossos filhos e sei que também tenho o mesmo olhar. E quando vejo, já estou a agarrando pela cintura com o braço livre.


— Vou te beijar...


— Faça — ela sussurra, fechando os olhos. Me inclino o suficiente para encostar nossos lábios. Suaves e com gosto da vitamina de morango, provo do seu beijo carinhosamente, explorando a maciez. Selena suspira entre as leves chupadas que dou em seu lábio, agarrando meu pescoço com certa força.


É apenas quando Lippo decide jogar a mamadeira no chão que nós nos separamos, ofegantes. Os lábios cheios da morena estão vermelhos e não duvidava que os meus também.


— Parece que alguém está com ciúmes — apontei para a cara amarrada do meu bebê, que olhava para a mãe fixamente.


— Só não sei se é de você ou de mim — rimos.


— Está na hora deles dormirem, não é?


— Sim...


— Vem, deixa eu te mostrar o quarto deles — guio a morena até o andar de cima, abrindo a porta com os dois ursinhos nela, mostrando o quarto devidamente arrumado e pensado neles. Era uma decoração sofisticada e não exagerada, com cores calmas e dividas pelas cores azul e rosa. Havia dois berços e ambos eram brancos, com lençóis diferenciados apenas.


— Uau, Paulo, é lindo — sorrio com a cara admirada de Selena.


— Ficou pronto em dias — digo orgulhoso do projeto, foi tudo escolhido a dedo por mim e fiquei muito feliz com o resultado. Exatamente tudo o que meus filhos mereciam.


Eu e Selena ninamos os dois até que eles dormiram em nossos braços, nos fazendo os pôr nos seus berços, os protejendo com os lençóis e ajeitando as almofadas ao seu redor. Liguei a babá eletrônica de última geração, com imagens e sons do quarto, e deixamos os dois bebês para trás.


— Vou te mostrar o quarto de hóspedes — havíamos concordado que era tarde demais para ela dirigir de volta na chuva que começara cair durante a preparação das mamadeiras. — Se precisar de qualquer coisa, me avise.


— Tudo bem, boa noite, Paulo — ela sorri quando chegamos na porta, se encostando na batente. Puxo-a sutilmente até mim, beijando-a levemente.


— Agora sim é um boa noite, cariño.


Solto-a contra minha vontade e me dirigo para meu quarto, sorrindo como um verdadeiro idiota apaixonado quando deito em minha cama. Caralho, parecia um sonho! Mal consigo dormir direito, pensando nos lábios dela, no seu cheiro doce e sua pele macia contra mim.


Eu realmente preciso dessa mulher na minha vida novamente.



Notas Finais


Eu sei, eu sei.

Daniel no paredão e do jeito que é burro não passa do bate-e-volta🙏

Não prometo que domingo atualizo, estou num processo de que preciso ter pelo menos 4 capítulos prontos pra poder voltar a postar normalmente. A faculdade suga a gente mesmo e eu jurando que era só papo de escritorakkkkkkkkkk mas enfim, boa quarentena galera, que vocês fiquem a salvo ❤️


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