História Amores Brutos - Capítulo 15


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Categorias Once Upon a Time
Personagens August Wayne Booth (Pinóquio), Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada)
Visualizações 170
Palavras 2.448
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Homossexualidade, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Transsexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oláaaa..
Não consegui responder aos comentários mas ai esta a continuação..
Aproveitem, e me avisem algum erro de ortografia.

Capítulo 15 - Capitulo 15


—Um real por cada pensamento seu. — Robin sorri, levando-me cada vez mais longe de Emma e seus olhos furiosos.

— Um real por meu pensamento!? Então você vai ficar pobre. — Me ajeito no banco e dou uma olhadela nos contornos de seu rosto, traços másculos, maxilar quadrado coberto por uma barba cerrada escura e bem-feita. — Você me enrolou com a história de fantasia, né? — Aliso a saia vermelha e cuido para não passar a mão pela meia-calça que sobe somente até a metade da coxa.

— E quem disse que não? — Ele dá um sorriso torto e balança a cabeça, fazendo sinal para que eu olhe para o banco de trás. Eu me inclino e vejo um tridente. Vermelho e longo.

— Capiroto! — exclamo e volto a me sentar, dando uma risada alta. — Assim, o inferno vai lotar!

— Você me conhece Regina, sou um anjo? — Ele acelera e volta a atenção para o trânsito.

— Lúcifer também era, e olha no que deu... — Ele umedece os lábios e sorri outra vez.

— Um anjo caído, mas ainda um anjo.

— Sei, sei. — Gostoso, pode me levar pro inferno que eu aceito, viu?

 

Minutos depois Robin estacionou em frente ao restaurante.

— Chegamos! — Ele desliga o carro e se inclina para trás para pegar o tridente. Ele desce do carro e faz a volta para abrir a porta para mim. Desço com cuidado para não pagar calcinha, já que minha saia não é muito comportada. Com a minha cestinha de vime na mão, lhe estendo a outra.

—Hum... Que cavalheiro, senhor Capiroto!

— Deixe que eu lhe mostre o meu reino — ele brinca, olhando-me nos olhos.

Ah, Diabo... mas eu vou é com o maior prazer. Diferente da loba, ele me convida e me conquista, enquanto que Emma apenas me toma e me possui sem dó, sem permissão.

A loba come melhor. Ouço a voz de Emma em meio aos meus pensamentos outra vez. Desgraçada, você não vai estragar a minha noite. Não mesmo! Uma fila de espera ia até o final da quadra, mas nós passamos direto quando o hostess viu Robin.

— Boa noite — ele nos cumprimentou de forma polida e liberou a faixa vermelha para que passássemos.

Por fora, o letreiro luminoso decorado por labaredas atraía, mesmo que à distância. Seja quem for o responsável pela decoração merece palmas. Mesmo com quase todas as mesas ocupadas por fadas, Diabos, Mulheres-Gato, princesas da Disney, havia uma reservada para nós. Eu, é claro, dei uma olhada rápida para ver se não encontrava certa cabeleira loira por ali. Nada. Nem sinal dela.

E lá estava Emma de novo na minha cabeça. Não, eu não ia pensar nela hoje. Mas minha mente, que estou quase convencida ser fã de Emma, me inunda com lembranças dela, deitada na cama, nua, os braços cruzados atrás da cabeça, Emma com a camisa molhada colada ao corpo. PORRA, REGINA! Com um homem maravilhoso como Robin, você ainda está pensando nela?

Robin puxa a cadeira para mim, e eu me sento. Deixo minha bolsa em forma de cesta no canto da mesa. Ele recosta o tridente na parede, se senta de frente para mim e apoia os cotovelos sobre a mesa, entrelaçando os dedos das mãos.

— Fiquei surpreso quando recebi sua mensagem. E ainda mais surpreso ao te reencontrar essa noite.

— Uma surpresa boa? — Sorrio tentando demonstrar interesse.

— Uma ótima surpresa. Robin faz um meneio de cabeça e ergue a mão em um gesto rápido, segundos depois, um garçom aparece em nossa mesa com dois cardápios.

— Se me permite fazer uma sugestão — ele diz com a voz rouca, me vendo analisar o cardápio. Ergo o olhar. — Podemos começar com a Golden onion, seguida de um Steak house.

Não entendendo absolutamente nada do que ele estava falando, eu arqueio a sobrancelha e balanço a cabeça. Assim como Robin sonho em ter meu restaurante, mas nada que se compare com aquele lugar. Quero algo familiar, caseiro, onde as pessoas se sinta-se bem... Isso sim pra mim era cozinhar.

— Por mim, tudo bem, desde que isso não tenha nada a ver com aqueles caracóis que a gente vê nos filmes. — Ele ri e passa a mão no queixo quadrado.

— Pode ficar despreocupada quanto a isso. É um enorme e suculento bife de filé assado na chapa, com o tempero especial da casa.

Faço uma careta sem querer, pensando se não tinha arroz e feijão no meio disso tudo, e Robin percebe.

— Não come carne? — ele pergunta preocupado.

— Posso sugerir frango ou algum prato com frutos do mar.

— Não, não — eu o interrompo.

— O prato parece ótimo. — Dou um sorriso. Espero que não venha aquelas bolotinhas de comida que mal sujam o prato, porque eu estou faminta.

— E para beber, um chope artesanal? O que acha? — ele pergunta de forma atenciosa.

— Perfeito. — Suspiro. Robin faz o pedido ao garçom e, minutos depois, ele retorna já com uma jarra de chope gelado e duas canecas. Ele nos serve e pede licença antes de sair.

— Então me conta como foi seu intercâmbio — peço, enrolando uma mecha escura do cabelo entre os dedos. Robin se empolga ao contar sobre suas viagens e os lugares que conheceu, e eu ouço a tudo fascinada.

— Nossa, tantos países. — Eu sorrio imaginando tudo. O garçom volta e coloca sobre nossa mesa uma espécie de flor gigante, sério, se isso for de comer teremos um problema.

Deixo que ele pegue, puxe a primeira tira do aperitivo que parece ser um empanado. Ele molha em um pequeno pote repleto de molho rosé artesanal. Eu logo repito seus movimentos e como a primeira tira da flor. É cebola frita.

Não demora muito e o garçom desfila até nossa mesa equilibrando a bandeja com nossos pratos. Sorrio ao ver que o bife é do tamanho da minha fome.

— Por todas as minhas viagens, ainda não encontrei ninguém que preparasse aquela torta de maça como você. — Ele elogia e corta um pedaço da carne.

Engulo e sorrio ao ver que ele ainda lembra dos doces que eu preparava na adolescência. Também pudera. Só alguém sensível como Robin para me dar um presente como a gargantilha de maça que eu usava essa noite. Toquei o pingente delicado, e ele acompanhou o movimento com o olhar, mas não disse nada.

— A receita é antiga, morre na família. — Tomo um gole do chope gelado e continuo a comer.

— Então não vejo outra alternativa a não ser entrar pra sua família. — Ele diz com um sorriso nos lábios, dando um breve piscadela.

— Falando sério, eu adorei a decoração do lugar, ficou incrível, isso sem falar na comida, o sabor é magnífico. ­— Mudo de assunto tentando escapar da saia justa. Dele querer fazer parte da minha família não duvido. Queria ver minha família querer ele assim cheio de fricote.  

Ele limpa a boca no guardanapo de linho e, com um olhar orgulhoso, olha para sua criação.

 — Obrigado, Regina, fico feliz que tenha gostado. — Ele dá um gole em sua bebida. Minha curiosidade aumenta quando vejo alguns casais subirem a outro nível do restaurante. Uma fumaça branca cobre os degraus que um vampiro e uma Cinderela sobem devagar.

— O que tem lá em cima? — pergunto já curiosa.

— Uma pista de dança.

— Hum... — murmuro interessada. Vejo um dos garçons chamar por Robin com um sinal discreto.

— Se me der licença um segundo.

— Claro, Capiroto, só não esqueça o tridente — eu brinco.

— Já volto, e fique alerta, nunca se sabe quando um lobo pode aparecer.

Meu coração acelera com a possibilidade de Emma ali. Droga, Robin... Eu estava indo bem com a tarefa complicada de não pensar na loba cabeludo e furiosa. Eu observo Robin se afastar, ele é mais alto do que eu, mas parece ter quase a mesma altura que Emma. As diferenças entre eles eram incontáveis, a pegada... Emma, quando me beijava, parecia que ia me devorar, beijos exigentes, furiosos e quentes. Diferente do beijo dado por Robin, suave e doce como o primeiro beijo deve ser. Pare de fazer isso, Regina! Pare agora!

Não faço ideia do que ele está conversando com os garçons e o bartender, mas continuo atenta aos detalhes de seu porte atlético.

— Levante daí agora que eu vou te levar para casa — Antes mesmo de me virar, já sabia de quem era aquela voz furiosa ao meu lado. Meu coração já tinha saído do peito e voltado mas fiz o possível para disfarçar. Bebo meu segundo shot de tequila e sorrio olhando na direção de Robin, que dá algumas instruções ao barman na outra ponta do restaurante.

— Você não está me ouvindo? — Ela diz ficando ainda mais exaltada.

— Eu até ouvi, — retruco voltando a encará-la — mas eu preferi ignorar. Agora, com licença, eu vou dançar.

 

Emma Swan Uma hora antes..

 

 Volto para dentro de casa puta com a cena de Regina abraçando o Robin.

Meu celular toca.

— Alô! — rosno. Ouço o estalo de beijos, seguido da risada de August.

— Espere, gata. Deixe-me falar aqui! — ele pede, ouço a risada de Diana.

— Fala, Emma!

— Manda, August — respondo, andando pela sala.

— Preciso de um favor seu.

— Agora não estou com cabeça, August — respondo nervosa.

— Como você não me ligou para avisar que Regina ia sair vestida daquele jeito!? Aperto o celular com mais força.

— E quem disse que aquela diaba ouve alguém. Até disse para ela colocar uma roupa decente, mas você conhece a peça. Ouço ele rir.

— Estou com uma urgência aqui — ele fala, e posso ouvir as risadinhas ao fundo. Sei que tipo de urgência.

— E o que eu tenho a ver com isso.

— Dá uma passada lá no Outside. — Ele dá uma risada. — Faça isso para mim. Eu sei que ela fez isso para causar ciúmes na Lilith e pode dar merda. Fica de olho, vai que ela arruma confusão com por lá... Eu bufo furiosa.

— Entendi. Vou dar uma passada lá.

— Valeu, Emma. Fico te devendo uma!

Desligo o celular e jogo no Google o nome do restaurante. Pego o endereço do lugar. Vou atrás daquela pitiça. Vou trazer a Chapeuzinho nem que seja na marra. Pego as chaves do carro e a carteira. Passando todos os sinais vermelhos que encontro pelo caminho, chego em frente ao restaurante. Deixo o carro em fila dupla e saio. Sou barrada assim que tento passar na frente de todos na fila.

— Desculpe, senhora. —O segurança deve ser no mínimo uns vinte centímetros maior que eu.

— Estamos lotados. O tempo de espera na fila é de aproximadamente duas horas, e a entrada é somente a caráter. Sinto muito.

— Você sabe com que está falando — rujo.

— Entre na fila, moça. — Ouço algumas vozes protestarem. Nem me dou ao trabalho de responder.

— Amigo, — rosno tentando controlar o tom — eu não vou ficar, só vim buscar minha mulher. Se for preciso passar por cima de você, eu vou passar. O segurança me encara de cima a baixo e diz em voz baixa.

— Seja rápida. — Ele libera a passagem. Caminho pelo lugar e sou a única a não estar fantasiada. Não demoro muito a encontrar a minha Chapeuzinho. Vou até Regina e paro diante dela.

— Levante daí agora que eu vou te levar pra casa — exijo sem levantar o tom de voz. Ela bebe um shot de tequila e sorri olhando na direção de Robin. — Você não está me ouvindo? — falo mais alto.

— Eu até ouvi, — a cretina retruca e volta a olhar para mim — mas eu preferi ignorar. Agora, com licença, eu vou dançar.

Regina se levanta e caminha rebolando na direção de Robin. Ela cochicha algo em seu ouvido e sorri. O filho da mãe cola a mão em sua cintura e cochicha de volta. Enquanto caminho em sua direção, Regina escapa de mim com um sorriso de satisfação na cara ordinária. Ela sobe as escadas, e eu a sigo.

— Regina! Estou falando com você, porra! — Eu a seguro com força, e ela finalmente me olha cheia de ódio.

— Me solta Emma, ou eu vou gritar — ameaça. — Vou fazer um cu de pinto tão grande que sua imagem de poderosa CEO vai ficar bem feia.

— Seu irmão mandou eu vir te buscar! — Ela gargalha, mas a risada é quase abafada por uma música árabe e tecnológica que começa a soar pelos amplificadores espalhados pelo lugar.

— Não devo satisfação nem pra ele, muito menos pra você! Agora, se me dá licença, eu sou louca por essa música.

 

Regina Mills.

Puxei meu braço com força e me livrei do agarrão dela, misturando-me às pessoas que dançavam ao ritmo da música. Fui girando com os braços erguidos, caprichando na dança e no rebolado. Eu não precisava de ninguém para mandar em mim nem me fazer feliz, e essa noite eu estava muito feliz! Durante o refrão, eu descia até o chão, rebolando e dançando até minhas coxas arderem. Emma me puxa pelos braços assim que eu me levanto, seu aperto é mais forte e seu olhar ferve sobre meu corpo, furiosa e febril como jamais vi.

 — Se você não sair comigo por bem, vai sair por mal, dou dois segundos para levar seu corpo semi nu para fora da porra desse inferninho! Se quiser fazer barraco, que faça, mas eu vou te jogar no ombro e te arrastar à força de volta pra casa. Vamos ver o que seu amiguinho vai achar da nossa cena.

— Um... — ela rosnou possessa de raiva.

— Você é uma ordinária cabeluda de uma figa, Emma! — Eu não pago para ver e saio pisando duro para fora dali. Com o rosto flamejando, eu saio sem me despedir de Robin, antes que a filha da mãe cumpra o que prometeu! Emma me segue e coloca a mão na minha cintura, querendo me levar para o seu carro.

— Não encoste em mim! — grito e as pessoas na fila assistem a tudo e cochicham entre si.

— Vou te levar pra casa.

— Para que você veio, Emma? Queria estragar minha noite? — Bato palmas. — Parabéns! Objetivo concluído com sucesso! Sigo caminhando olhando na direção da rua, torcendo para que apareça algum táxi.

— Regina! — Eu ouço ela rugir meu nome de novo.

— Morra, Emma! Morra e me deixe e paz! — grito. Sinto meus saltos pararem de tocar o chão. — Solte-me! Cachorra! — Eu a estapeio quando ela me joga sobre o ombro e caminha em direção ao carro. — Eu já disse para me soltar! — berro com mais força! Vejo as pessoas da fila de ponta a cabeça, nos olhando, comentando, e algumas até usando o celular para registrar a cena toda.

— Quieta, amor! — Ela acerta uma palmada no meu traseiro com a mão pesada, e eu grito de raiva, ataco-a como posso, que naquela situação era gritar e espernear

— Quando eu te chamar, você vai ouvir.

— Eu te mato, Emma! Você me paga, cretina desgraçada! Isso vai ter troco!



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