História Amores Furtados - Versão oficial - Capítulo 14


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Categorias Histórias Originais
Tags Romance Morro Traficante
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Palavras 3.013
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Literatura Feminina, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 14 - Capítulo 12


Capítulo narrado por Isabela.

Passei boa parte da noite ajudando Rafael com o relatório. Se comparado aos meus trabalhos e deveres da faculdade aquilo pra mim não foi não nada- confesso que até tentei ensiná-lo, porém ele realmente tinha grande dificuldade quando a questão era pôr os números em prática, era até engraçado ver ele se matando para resolver uma simples adição. No final das contas eu resolvi tudo sozinha, porque não tive paciência de ensinar, muito menos vê-lo quebrando a cabeça com algo que era uma tarefa fácil para mim. Tão fácil que eu sinto prazer e me distraio quando estou solucionando esses tipos de cálculos gigantescos. Fiz uma planilha para facilitar o entendimento e ele gostou muito, então ele disse que quer que eu o ajude todos os dias agora, o que significa que automaticamente irei passar mais tempo com ele... Não que eu faça questão, jamais, só estou feliz porque por um lado é bom para exercitar meus neurônios.

Estava numa boca de fumo, no meio de dezenas de bandidos, mas eu não conseguia prestar atenção em nada, nem ninguém além dele. É como se existisse apenas nós conversando, brincando e implicando um ao outro naquela casa velha. As drogas, os fuzis e os outros marginais pareciam invisíveis, lá eu só via ele, e por mais que eu via Rafael brigando com os funcionários, carregado um fuzil e fumando o tempo todo ao meu lado, eu não consigo vê-lo como um traficante, ele é muito mais do que isso.

Depois que resolvi tudo ele me levou em casa e retornou a boca para dar continuidade aos seus inúmeros trabalhos. Me senti imensamente feliz e aliviada não só por saber que agora eu teria uma cama para me deitar e um fogão para cozinhar, mas sim por ter tido o privilégio de ter conhecido alguém com o coração tão bom e generoso quanto o dele.

[...]

O calor marcava mais uma manhã ensolarada. Domingo é a única folga que eu tinha durante a semana, por isso adiei meus planos de fazer os trabalhos da faculdade de ontem a noite para hoje de manhã. Meu tempo agora estava limitado, trabalhar e estudar não é tão legal quanto eu imaginava, na verdade é muito exaustivo, mas no final eu sei que valerá a pena todo esse sacrifício.

Assim que acordei tomei um banho rápido, escovei os dentes e terminei de ajustar os móveis no lugar. -Coisa que não fiz ontem. -Coloquei o feijão na panela de pressão, e enquanto ele cozinhava eu adiantava as pesquisas para o dever da última aula. Perdi o foco ao ouvir meu celular tocando. Quando vi que era mamãe receei, estava evitando conversar com ela, me sentia mal toda vez que mamãe tocava no nome da baranga da minha tia. Mas a saudade acabou gritando mais alto. Atendi.

-Meu Deus do céu! Qual o seu problema menina? Quer me matar do coração?! Porque não atende mais a praga desse celular! -A voz de mamãe passou pela linha e chegou a mim num tom raivoso.

-É... que nessa semana aconteceu tantas coisas que eu nem tive tempo de ligar... Mas, não se preocupe, comigo está tudo bem, e com a senhora?

-Eu me sentiria muito melhor se cê tivesse aqui dentro de casa, debaixo dos meus olhos, não gosto de saber que cê tá nessa cidade perigosa... -Ouvi sua respiração. -Sua tia disse que você não está mais morando com ela e que foi para uma república, é verdade?

Não pensei duas vezes ao confirmar.

-Sim! Claro! Estou morando com umas amigas, consegui um emprego... Eu ainda estou me estabilizando, mas tudo caminhando no rumo certo.

-Ah meu Deus, você está morando com desconhecidos... Isabela volta pra casa! Não te quero mais aí nesse lugar, toda vez que eu vejo jornal só passa tiroteio nesses morros, misericórdia eu tenho pena desse pessoal que mora aí no morro sabe, se for para viver assim é melhor continuar na roça... -A interrompi.

-E quem te falou que eu moro ne morro mãe?! A senhora enlouqueceu? Você sabe como sou medrosa, jamais botaria meu pé num lugar como esse! Fica tranquila mamãe, estou morando numa república ao lado da faculdade e do meu trabalho... E só tem garotas, sendo que todas são legais...

-Não são mais legal do que eu! Isa, é melhor voltar... Eu tô com um mal pressentimento de ocê aí, por favor Isabela volte!

Cada palavra de mamãe me atingiu como um açoite a carne crua. Ele sempre se preocupou comigo desde a época da escola, e agora tinha ainda mais justificativas. Eu estava longe dela, do meu pai, morando num lugar em que não conhecia direito as coisas, as pessoas, e em apenas dois meses aconteceu comigo o que nunca aconteceu em Sertãozinho. Eu realmente tinha vontade de voltar e ficar ao lado deles...

-Isabela... -Uma voz grossa e cansada invadiu o telefone.

-Pai...

-Escute minha filha. Eu já morei na cidade grande e sei que a vida é difícil, mas você desde nova falou que ia embora estudar... Então ignore sua mãe, fique aí e corra atrás do que cê quer. Se seu sonho é ser engenheira, o meu sonho é te ver com seu diploma na mão. E eu sei o quão inteligente cê é, corra atrás que vai conseguir. Sua mãe e eu estamos aqui na torcida!

Uma lágrima caiu dos meus olhos. As palavras de papai sempre me tocaram, e depois de ouvi-lo senti meu coração leve e aliviado, ele tinha razão, me formar era meu sonho, e estar aqui significava um passo adiante.

-Obrigada, eu amo vocês... Prometo voltar aí com meu diploma! -Tentei disfarçar meu choro.

-Cê é que sabe Isa... -Ouvir a voz de mamãe. Ela mudou de assunto. -Mas o mundo e todo estranho, cê foi e sua tia tá voltando pra cá, que coisa não?! Vou fazer o almoço porque ela já deve tá chegando. Se cuide filha, seu pai e eu, te ama!

-Também amo vocês... -Desliguei o telefone com uma sensação ruim. Era como se aos poucos minha alma estivesse sendo arrancada para fora do meu corpo. Sentia-me frágil e impotente com a notícia de que aquela vagabunda estava voltando para aquele buraco.

Pus o telefone sob a cama e tornei a focar, ou pelo menos tentar me concentrar na tarefa da faculdade novamente.

-Isabela! Isabela! -Uma voz fina gritava lá fora, enquanto socos fortes eram distribuídos na minha porta.

Larguei tudo e corri desesperada para saber o que estava havendo. Abri a porta e senti uma fincada no coração. Fiquei abismada com o estado em que Kel se encontrava. O nariz e o super cílio sangravam enquanto lágrimas caíam de seus olhos em abundância. Seu corpo estava inclinado para baixo, ela se esforçava para se apoiar no muro da varanda, mas ficou mais do que claro que havia fraturado uma das costelas, por isso tanta dificuldade.

Corri para ela com os braços abertos, não tive coragem de fazer uma única pergunta que não fosse para saber como ela se sentia e se realmente estava bem. Escorei-a sob meu ombro e caminhei até o quarto, onde a pus sob a cama cuidadosamente.

-Me dá um copo d'água... -Pediu.

Corri na cozinha e trouxe logo um copo d'água.

-Kel, o que houve... Você foi assaltada?

-Não... Eu só tive uma discussão com o Taquara... Ele me expulsou de casa, se eu puder ficar aqui por uns tempos... É claro se você deixar... -Contorceu e fechou os olhos demonstrando dor.

Uma discussão? Ela estava toda quebrada, roxa. Obviamente foi feita de saco de pancadas, mas Kel insistia em dizer de uma maneira fútil, amena, que nem dava a entender que foi algo tão sério.

-Fique o tempo que quiser. Você deve estar sentindo muito dor não é? Bom, eu vou olhar ali na vizinhança se alguém tem remédio. Porque eu como você sabe não tenho nada! -Sorri cinicamente tentando tapar na mente, o que meus olhos viam a frente.

Acomodei melhor o travesseiro por trás da nuca dela, e saí em busca de ajuda. Bati na casa de uma senhora e ela logo apontou para a casa da Suzy, ela disse que a loira era enfermeira e que não havia ninguém melhor do que ela para me ajudar. Nem eu mesma compreendia porque não tinha tanta afinidade com ela, pra ser sincera eu não tinha nada contra, assim como não tinha nada a favor de sua pessoa.

Bati incisivas vezes na porta da casa de Suzy. Após 5 minutos a porta se abriu, ela me encarou furiosa.

-O que foi? Caso não saiba tô descansando de um plantão!

-É que uma amiga minha está machucada... Eu queria saber se você tem algum remédio para aliviar a dor, ela parece ter sido espancada.

Suzy arregalou os olhos.

-Tem alguma lesão exposta?

-Tem algumas escoriações no nariz, mas acho que a dor está vindo das costelas ela não tira a mão.

-Droga. Lesão interna. Pode deixar que eu vou na sua casa, só vou tirar essa roupa de dormir.

Expressou-se séria. Eu me esforcei para sorri.

-Vou te aguardar...

Voltei para minha casa. O tempo todo eu conversava feito um papagaio na expectativa de reanimar Kel, mas aparentemente ela não dava bola pra mim, sei lá, parecia até que estava em transe viajando em outro planeta.

-Kel! Fala a verdade, o que aconteceu? -Meus olhos cruzaram com o dela, ficou mais que claro que sua dor não era apenas física, seu coração, sua alma também foram lesionados.

-Eu estava fazendo a manutenção do meu mega-hair porque a moça não tinha horário e disse que só iria atender de madrugada. Então eu fui sem pensar duas vezes, e você sabe, essas coisas demoram, por isso cheguei tarde em casa, de manhã na verdade. -Suspirou. -Quando abrir a porta Taquara já estava me esperando, ele nem me perguntou onde eu fui, mas não me deixou responder. Pegou o fuzil e ficou me batendo com ele até me quebrar toda... -Seus olhos parecia uma mina de lágrimas, ela não continha os murmúrios e os gemidos de dor.

-Ele te bateu... Mas... mas, ele parecia ser tão gentil. Meu Deus que horror! -Respondi desacreditada. Taquara me parecia ser um homem tranquilo e honesto, seus olhos até brilhavam quando falava da Kel, por isso foi um susto enorme saber que ele era capaz de tamanha desgraça.

-Não se preocupe com isso Isa. Tá tudo bem... Você me deixa ficar aqui, até eu me arranjar?

-Mas é claro! Você ainda tem coragem de perguntar?! -Balancei a cabeça sorrindo, tentando disfarçar o clima tenso.

Kel também sorriu para mim.

-Estou fazendo o almoço... Fica aqui até eu terminar tá bom?!

Ela sorriu em confirmação.

Fui para a cozinha adiantar o almoço. Estava tão nervosa com a situação de Kel que acho que aquilo iria prejudicar até na minha refeição, pobre coitada ela era tão boa, não gostava de vê-la assim nesse triste estado.

O barulho de alguém batendo na porta tornou a me incomodar. Sequei minhas mãos no pano de prato e corri para ver de quem se tratava.

Suzy agora vestia um vestido colado. Fiquei feliz por saber que ela aceitou ajudar, mesmo tendo a impressão de não ia muito com minha cara, às vezes ela até me evitava.

Deixei-a no quarto fazendo os curativos na Kel, segui para a cozinha adiantar a carne, e foi aí que senti uma mão me tocar por trás.

Meu coração errou uma batida, e no mesmo segundo virei-me arrepiada.

-Fica tranquila. Vim aqui na boa dar a real na Kel... -Taquara afirmou cabisbaixo.

Eu juro que não entendi qual era a intenção daquele desgraçado, depois de tudo que fez ainda tinha a coragem de vim com essa conversinha de "dar um papo"?

-Você agrediu ela, essa é a real!

-Tu não sabe de nada. Ela vacilou comigo ontem, ela tá ciente disso. Eu errei em ter batido, mas ela também deu vacilo de ter ido pro salão sem me avisar! -Taquara me encarava friamente, e mantinha a mão pressionada na cintura.

-Porque você não perguntou antes de bater nela?

Taquara balançou a cabeça desmotivado.

-Isso aí, não é da tua conta. Onde a Kel tá? -Deu um grito desconfiado, me deixando temerosa.

-Você bate nela e vai atrás depois?! Me poupe, sai da minha casa Taquara, a Kel está quebrada. Ela não é louca de olhar pra sua cara!

Ouvi sua respiração ofegante.

-Ela tá no seu quarto?

Não respondi, me fingir de boba e continuei picando a cebola. Mas ao ouvir seus passos não me contive, corri atrás e tentei contê-lo antes que chegasse ao meu quarto, mas, Taquara ignorou meus clamores e me empurrou para longe. Vi o rastro de lamento em seus olhos no momento em que ele viu Kel naquele estado deplorável. As lágrimas dela não cessavam enquanto Suzy ajeitava sua postura e enfaixava seu abdômen.

-Kel. Porra! Eu não fiz isso... Eu perdi a razão, eu não queria te machucar... Eu juro que não! -Ele dobrou os joelhos próximo ao pé da cama, ao mesmo tempo em que entrelaçava os dedos em seus cachos crespos.

-Você nem me deixou explicar! -Kel deu um grito. -Não sei se vou te perdoar Taquara... -Os dois trocaram um olhar lamentável, daqueles de cortar o coração.

-Tu sabe que eu te amo... Que eu jamais faria...

Não me contive, interrompi-o.

-Mas fez! É assim?! Você espanca ela, e chega aqui do nada fazendo um monte de declaração?! Você é louco! Kel não vai ser burra de voltar pra você! -Gritei inconformada, apontando o dedo a sua direção.

Seus olhos desviaram para mim frio, impiedoso.

-Caralho! Não te mete onde tu não é chamada!

Kel respirou fundo e advertiu.

-Eu não vou mais voltar para casa. Vou te perdoar, mas a partir de agora vou ficar aqui com a Isabela.

-Não! -Gritou com um tom rude. -Tu é minha mulher porra! Tu tem que ficar no meu barraco!

-Não. Eu não vou, eu não quero!

Taquara respirou fundo, deu de ombros me encarando ameaçadoramente. Eu temi sua reação, mas contra mim ele não moveu um único dedo. Porém, no caso de Kel foi diferente, num piscar de olhos ele se virou para trás agarrando-a pelos cabelos, Taquara arrastou-a até chegar na cozinha.

Joguei meu corpo contra ele na intenção de impedi-lo, mas o desgraçado me empurrou contra a parede exatamente da mesma maneira que aquele monstro fez comigo. A parti dali eu fiquei imóvel, desamparada, recebendo as lembranças da noite em que fui estuprada. Faltou-me ar, forças para reagir. Tudo que eu podia fazer era assistir aquela covardia. Kel gritou, se desesperou, implorou várias vezes que não queria ir com ele. Taquara apenas fingiu não escutá-la até, mas acabou perdendo a paciência e deu-lhe um forte tapa na cara. Naquele momento o silêncio predominou, mas por pouco tempo. Taquara apanhou a panela de pressão sob o fogão e usou-a como instrumento para bater sucessivas vezes em Kel. As batidas eram fortes, chegavam a causar estrondo quando atingia sua cabeça; e foi exatamente ali em um desses impactos que a panela se destampou, o feijão fervente escapou. Os grãos se assemelhavam a brasas sendo pressionadas em seu corpo, eles queimavam, assavam cada traço de suas costas.

Minhas mãos ficaram trêmulas, minha mente se confundiu, eu já não tinha mais certeza do que estava vendo. Mas as palavras de Taquara eu entendi claramente:

-Me perdoa Kel! Eu te amo tu sabe! Eu vou te levar para o hospital! -Sua voz de desespero ecoou dentro do barraco.

Quando vi a imagem de Kel desmaiada em seus braços, naquele estado agonizante não me aguentei, meu coração não quis mais bater, minha respiração ofegou, e minha visão se minimizou a um borrão.

[...]

A contração que atingia meu pulso me trazia uma sensação prazerosa e de alívio. Forcei minhas pálpebras até elas revelarem o que estava diante de mim. Incialmente vi tudo como um quadro negro, mas as vozes eu decifrei facilmente.

-Isso amor, continua pressionando com força o pulso dela, sua mão é mais pesada do que a minha. -Ouvi risos.

-Porra, Taquara só faz besteira, o pior que toda vez que ele apronta eu fico garrado cara! -Esbravejou.

Abrir os olhos, e quando as más lembranças retornaram a minha mente ofeguei tentando expulsar tudo que me afligia.

-Tá melhor? -Rafael perguntou enquanto apertava meu pulso. Eu puxei no mesmo instante, e mesmo com o corpo pesado me revirei sob a cama.

Era tão bom sentir seus dedos grossos tocando e esquentando minha pele que por um momento me senti longe de tudo; mas eu voltei logo em seguida, me sentindo envergonhada por ele estar com Suzy na minha cama.

-Acho que ela está melhor. Vamos pra casa! -Ela exclamou.

Senti meu coração latejar, eu respirei fundo tentando disfarçar o que estava sentindo.

-Pow. Taquara não encostou a mão em tu também não né?!

Acenei com a cabeça gesticulando que não.

-Porra que vacilo, justo no barraco dos outros cara! Taquara tá pirando por causa daquela piranha. Isa, amanhã tu me dá uma moral com aqueles bagulho... Por hoje é melhor tu ficar de boa. -Disse soltando meu punho.

Seu olhar me sondava como uma seringa penetrando uma veia. Me senti atordoada quando ouvi seus suspiros se aproximar. Ele apoiou a cabeça diante da minha, e eu não me hesitei ao tentar decifrar seu olhar tenso e negro como uma penumbra.

-A Kel tá bem? -Ofeguei ao perguntar.

-Tá internada, mar daqui a pouco tá colando aqui de novo...

-Deixa ela aí Marreta, ela precisa descansar em paz! -Ele assentiu ao pedido de Suzy. Levantou-se e mesmo me olhando firmemente teve coragem de abraça-la e caminhar juntos até a porta do meu quarto.

Meus olhos pareciam estar vendo o inferno, senti a raiva correndo meu coração como um ácido. Não gostava de vê-los juntos, eles simplesmente não combinavam.

-Ei! Espera! Eu acho que eu preciso de mais daquela massagem que o Rafael tava fazendo... Eu não tô me sentindo bem. -Na verdade eu estava sim, mas com certeza não iria me sentir quando eles saíssem e fossem para a casa dela.

Ele riu.

-De boa. Suzy pode ir lá tirar um cochilo, deixa a Isabela comigo.

-Não Marreta! Eu não vou deixar você aqui sozinho com ela nem morta! Pode deixar que eu faço questão de acompanhar o procedimento! -Sua voz saiu dura, seu olhar para mim também não era lá dos mais favoráveis. No fundo eu ri com a situação, mas era melhor os dois no meu quarto, do que os dois na casa dela.



Notas Finais


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Mini maratona❤


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