História Amores Furtados - Capítulo 4


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Categorias Histórias Originais
Tags Romance Morro Traficante
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Palavras 2.445
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Literatura Feminina, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - Capítulo 2


Fanfic / Fanfiction Amores Furtados - Capítulo 4 - Capítulo 2


Capítulo narrado por Marreta.

Meu celular tremia como uma metralhadora disparando.

Na moral: eu que não vou atender essa porra, já sei que é um de meus parças querendo saber se eu vou brotar no furduncinho lá no barraco do Taquara.

Nessa semana me fodi tanto que posso até contar nos dedos os dias em que dormi sossegado. É muito problema com morador, devedor, alemão, entrega chegando e mais uma porrada de bomba pronta para explodir na minha cabeça. Diante de todas estas aporrinhações me veio a ideia de dar um de vapor, para ter a desculpa de descer na baixada sozinho e refrescar minha mente. Iria fazer uma entrega da alta para um dos playboyzinhos da faculdade que fechavam com nóis a tempos. Esses filhos de papaizinho são os que mais compram.

Eu como sempre acabei me empolgando com o rolê. Parei para comer um pastel, também dei uma parada para trocar ideia com uns parceiros da época de moleque, mas o que realmente me atrasou foi a carona que dei praquela mina.

Falando nela, que novinha maluca... O que ela tinha na cabeça pra tá andando ali àquela hora? -O centro a noite é lombrado, só dá viciado e viadão vestido de mulher, nem curto muito colar ali naquela porra. -Não sou assaltante, mas a correria está no sangue, foi extinto ver uma mina vagando sozinha e desorientada por aqueles lados, ainda mais com maior pinta de patricinha.

É o típico prato cheio pra bandido tá ligado? Me enganei na real, ela não tinha nada, e aquele celular? Porra, será que a Samsung ainda fabrica daquele modelo?

Acelerei a moto subindo a viela estreita e inclinada do morro. Meus vapores e olheiros que estavam ali na entrada, me fitaram com respeito, eu estalei os dedos gesticulando para que eles continuassem pegando firme no trampo.

Os moradores aqui da comunidade costumam ser bem agitados, sempre descolam um esquema para tretar. Esta noite por exemplo o bar do Xulipa estava animado, geral bebendo fumando e curtindo um pagode de época pela máquina de música. Uns caras e umas minas que estavam lá acenaram para mim, eu respondi dando uma bozinada de leve.

Só iria passar em casa, botar uns panos e parti. Se não desse em nada pra mim lá no Taquara, iria ficar lá no Xulipa mesmo.

Cheguei no barraco e rapidamente tomei um banho gelado. Depois vesti um dos meus trajes bolado: Bermuda jeans acompanhada do último modelo de camisa do Flamengo e tênis branco da Oakley. Meu pescoço chacoalhava por tantos cordões pesados de ouro, e pra fechar me esbanjei com Ferrari Black o que faria exalar a fragrância forte e amadeirada por onde quer que eu passasse. Eu quase não tinha cabelo, mas passei um creminho e massageei só para poder falar que penteei.

Atento, saí de casa no sapatinho pra não ter que parar para ouvir conversa fiada da minha coroa. Tirei meu carro da garagem e parti para a 14. Na intenção de botar pra foder naquela porra.

[...]

Com o funk no último volume quase ofuscando o batidão da casa de Taquara, passei tirando onda entre meio as pessoas que ali estavam, elas abriram caminho para meu carro sem que eu precisasse pedir. Estacionei ele em um beco do lado. Saí ajeitando meus cordões enquanto caminhava tranquilhaço. As gostosas e os cuzão da área me encaravam através de olhares distintos, alguns de respeito e admiração, outros de recalque, mas o que me importava mesmo era o das minas quase babando para ter a chance de sentar no meu pau.

-Oi Marreta... -Uma gostosa de cabelos loiros esvoaçantes se aproximou.

-E aí! -Respondi dando uma piscada de leve.

-Tá sumidasso Marreta, tô com saudades. - Uma morena disse se insinuando, e modéstia parte essa é 10, fode pra caralho.

-Relaxa, tu sabe que qualquer dia desses eu colo lá no teu barraco. - Meu sorriso malicioso se alargou pra ela.

Caminhei mais um pouco alcançando o pé da escadinha que dava acesso a laje, quando mais uma vez esbarrei em outra mina.

-Marreta... Por que não foi ontem na minha casa? -Perguntou se aproximando calorosamente, acariciando meu rosto e dando um beijo molhado em meu pescoço. Para completar a negona se achegou no meu ouvido e disse:

-E a Melissa que você me prometeu ?! -Tati perguntou enroscando os dedos nas madeixas crespas.

-Caralho Tati, vem falar de sandália no meu ouvido. Porra, tu tá pedindo mais que mendigo cara!

Me afastei frustrado. Isso é o que acontece quando você da muita confiança pra essas vadias aqui do morro. Se deixar elas montam em nóis mesmo, eu é que não dou mole, não saio por aí bancando qualquer uma.

Subi as escadas apressado ouvindo o barulho do pagode aumentar a cada degrau. A estrutura da laje deixava explícito um ar de humildade, o piso era só o cimento, alguns arranjos de luzes maus feitos iluminava o local, no centro uma parte pequena da grande equipe de som do baile marcava presença, - era só pra quebrar um galho - a churrasqueira farta grelhava a picanha suculenta, cerveja e maconha fluíam normalmente entre meus parceiros. Por ser um acontecimento cotidiano a laje era frequentada sempre pelas mesmas pessoas: Meus manos, colegas, algumas minas conhecida da Kel, e de vez enquando sempre brotava umas coroas atiradas. Este era um dos poucos momentos de descontração que eu podia me desfrutar, me sentia feliz e descarregado quando colava num furduncinho com os parceiros.

Mal dei as caras e os manos vieram cobrar meu atraso.

-Qual foi Marreta! Que demora é essa mano, o pagode tá fluindo, as novinhas tá como... Tá que tá! -Taquara falou mordendo os lábios com ousadia.

Ele era meu amigo desde a infância, crescemos e nos formamos no crime lado a lado. Desde a morte do meu tio ele tem fechado comigo como gerente. Taquara também está na casa dos 25 anos. A pele escura e marcante não chama tanta atenção quanto seus dreads negros alcançando os ombros. Seus olhos pareciam inertes a escuridão, o nariz achatado era ofuscado pelo sorriso perfeito e contagiante que ele alargava a todo instante.

-Na boa cara fui fazer um corre e me enrolei. Tu acredita que eu parei pra assaltar um mina e ela não tinha dinheiro! Porra mano me fodi! Na moral!

As gargalhadas debochadas dominaram a mesa.

-Porra, mas o que te deu na cabeça... Assaltar mano? A essa altura do campeonato, tu pirou só pode! -Taquara exclamou balançando a cabeça.

-No final acabei dando uma moral pra ela... Tô com a consciência limpa, isso é que importa.

-Porra mano, na boa, essa aí vai até sonhar contigo essa noite. pega só essa ideia: De ladrão a cavalheiro! Pow que honra hein... -Pica Pau disse levantando da cadeira, sorriu e me deu uns tapinhas nas costas. Geral inclusive eu, riu com deboche -Isto me lembrou de quando eu era moleque e inventei de assaltar uma velha. Pow, a coroa era mó enxuta, se ofereceu pra mim na hora que eu ia pegar a bolsa dela... Aí no final tu sabe né... Ela pagou pra eu comer ela, nem precisei roubar pra sair no lucro!

Geral riu.

Pica Pau era dono do morro do Final feliz, fechamento meu há alguns anos, como fazíamos parte da mesma facção acabamos nos esbarrando e aos poucos começamos a fechar. Seja pros rolê de plantão, ou qualquer problema que rolava, sempre foi um dando moral pro outro. Ele tinha 23 anos, seu moicano vermelho se destacava em sua pele clara, seu porte era alto e magro. Do bonde ele com certeza era o que não ligava com porra nenhuma.

Estávamos distraídos jogando conversa fora quando nosso parceiro Pedrão dono do morro do Gogó do Êma, surgiu abraçado por duas mulheres gostosas ao extremo. Ele puxou uma das cadeiras e assentou-se a mesa. As duas inclinaram o corpo sorrindo, apoiando uma das mãos em cada um de seus ombros.

-Fala aí malandrada. Surubinha de leve pra hoje quem topa? -Perguntou arqueando as sobrancelhas estreitando seus olhos perversamente safados.

-Pra mim não rola... Pow, tô metendo o pé já tá na hora de eu trombar com uma novinha aí tá ligado?! -Pica Pau exclamou levantando espalhafatosamente da mesa quase derrubando a cadeira. Ele levou consigo a garrafa de vodcka e desceu as escadas da laje cheio de pressa.

Eu fiquei surpreso com a atitude, Pica Pau nunca foi de dispensar boceta...

-Pow, que viajem, o que deu nele?

-Sei lá cara. Vocês é foda, depois que garra ne mulher fica tudo lesado. -Pensei alto.

-Se ele não quer, tem quem queira! -Taquara exclamou dando uma piscada de leve pra morena peituda.

Ela não pensou duas vezes ao se afastar de Pedrão, para vir com tudo para o colo de Taquara. A morena agiu rápido tomou-lhe um beijo fogoso e provocante, parecia até que estava com a intenção de causar um problema.

Nos assustamos ao ouvirmos o marchar da mulher de Taquara se aproximando. Kel era daqueles tipos de mulata de tirar o fôlego de qualquer homem. Seus traços eram finos, olhos negros, cachos perfeitamente enrolados caídos até os ombros. Suas curvas pareciam uma perdição, mas pra mim mulher de amigo meu é homem, então ela estava fora de cogitação.

-Que palhaçada é essa aí Taquara! -Ela gritou fazendo com que sua voz sobressaísse sob o barulho do som.

Taquara descolou os lábios da morena no mesmo instante, espontaneamente a empurrou causando uma cena cômica.

-Quem essa piranha pensa que é, pra tá agarrando MEU HOMEM! NA MINHA CASA?!

Kel não hesitou. Agarrou pelos cabelos a mulher que estava aos beijos com me parça. Estapeou e socou com força o rosto da vadia, que por vez já se encontrava caída no piso grosso da laje. A morena tentava não deixar baixo revidava cada soco e chute á mesma altura que a fiel que tentava espanca-la. Mas Kel, puta de ódio forçou a cara da mulher no chão, e a arrastou como um queijo no ralador. Taquara se enfiou entre as duas para tentar separar e acabou levando uma. Há essa altura nem sei qual dos três é mais cuzão. O pagode estava rolando numa boa pra Taquara dar um mole desse, o cara é casado e tem coragem de beijar outra com a mulher dentro do barraco. Meu mano é foda.

-Para Kel! Calma amor! -Taquara gritava desesperado ao se dar conta de que sua fiel estava desfigurando o rosto da mina que ele iria pegar.

As vezes eu sentia que ele não tinha moral com aquela mulher. Sei lá, por algum motivo nosso santo não batia. Em meio a toda zona não tive escolha, saquei para cima a 38 que portava na cintura e larguei o aço naquela porra. O estalar dos disparos apavorou a todos incluindo a barraqueira.

Taquara parecia estar louco ao invés de ajudar a vadia com a cara acabada foi lá cheirar o rabo da Kel. Que covardia, eu fico puto com isto mano.

-Qual foi Taquara? Perdeu a moral porra?! Que mulher problemática é essa caralho?!

Ao ouvir o que disse Kel veio toda revoltada com os cabelos assaranhados e com o vestido desajeitado no corpo.

-Problemática?! Mas você não tem vergonha na cara! Fica arrastando essas puta pra cima do meu homem, seu vagabundo! Rala da minha casa agora, você e todo mundo! O pagode acabou! Aqui não é puteiro!

Que ódio cara... Iria dizer algo, mas Pedrão foi mais rápido.

-Tu vai dar moral pra tua mulher expulsar nóis do teu barraco Taquara? É isso mermo que tô vendo? Porra eu não dou liberdade pra mulher minha ficar de onde com a minha cara diante dos meus parças, não caralho. Uma hora dessa ela já lavou as vasilhas e tá lá em casa me esperando na cama... -Ela o interrompeu antes dele prosseguir.

-E o que eu tenho a ver com a otária da tua mulher? Ela é ela, eu sou eu! Sai daqui agora, você manda na sua casa, e na minha mando eu! Anda. Vaza daqui todo mundo!

Era melhor não discutir com aquela maluca, se Taquara não botava moral na mulher dele, eu é que não iria por. Pedrão e eu saímos dali bolado. Pegamos nossos carros e subimos a viela acelerados até pararmos no nosso ponto de encontro, no bar do Xulipa. Lá colocamos umas fichas na máquina de música e não demorou muito para que outro furdunço iniciasse, e mais uma vez estávamos rodeados por vadias de todo tipo.

Depois de uns anos me envolvendo com várias delas, acabei percebendo que não havia diferença uma da outra, pra mim boceta é tudo a mesma coisa, só muda a posição na hora da foda. Por outro lado, do bonde Pica Pau e eu somos os únicos solteiros de verdade, os outros tem fiel, mas isso não impede eles de viverem com nóis, por isso tenho a impressão que namoro, casamento e essas coisas não vale a pena, pelo menos não pra mim.

Passei o rádio pra um de meus vapores. -Espero que tenham batido a porra da cota de hoje! -Depois passei pros moleques na escolta. Os olheiros passaram a visão e garantiram que estava tudo no esquema.

-Boa noite meu nego, o que tá pegando?

Suzy perguntou num tom sensual. Poderia dizer que ela era meu pente certo, sempre que eu queria fechava na foda comigo. Ela era baixinha, mas sua altura era compensada pela cintura fina e os seios parecidos com melões de tão fartos. Seus cabelos eram curtos e platinados alcançando o pé da orelha, a loira também tinha uma boquinha gostosa... Se é que tu me entende.

Sou gamadasso na minha enfermeira particular.

-O que tá pegando? Hum... Deixa eu ver... Por enquanto nada, mas vou pegar uma loira gostosa aqui bem na minha frente! -Exclamei transpassando os dedos pelas mechas aloiradas. Ela abriu um sorriso e tocou meu queixo com um dos dedos.

-Você não faz ideia do quanto eu tô cansada nego. Trabalhei em pé o dia todo e pra finalizar ainda tive que escalar a porra desse morro! -Lamentou. Ela realmente parecia estar cansada, ainda estava com seu uniforme branco e sem maquiagem as olheiras profundas quase saltavam de seus olhos quase transparentes de tão verdes. -Droga! Hoje sou eu que vou precisar de uma massagem. Daquelas pesadas, que só sua mão faz! -Sorriu com malícia, deixando o negão aqui, doido.

-Deixa comigo, tu sabe como eu faço! Bora pro teu barraco!

-Falando em barraco nego, tô com 2 conta de luz atrasada, e o pior que não tenho dinheiro pra mandar instalar um gato. Vamos ficar sem luz, não vai ter como a gente fazer mais nada lá em casa...

-Não, quê isso... Fica tranquila, nóis dá um jeito nisso!

Paguei a conta, me despedi de Pedrão que já estava bebendo com três negona e parti com minha loirinha. Iria foder até não sobrar mais porra no meu pau nesta mamadrugada.



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