História Amores Furtados - Versão oficial - Capítulo 5


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Categorias Histórias Originais
Tags Romance Morro Traficante
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Palavras 3.355
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Literatura Feminina, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - Capítulo 3


Capítulo narrado por Marreta.

Três anos antes.

Uma semana após a morte de Chocolate.

Os dias dessa semana se arrastaram tortuosamente, bastava eu piscar os olhos para que as cenas do meu tio sendo baleado pelos vermes invadissem minha mente.

Desgraçados! Filhos da puta!

Era incontável o número de mortes depois da terrível chacina, o pior de tudo é que na televisão aparecia só uma, no máximo duas, e sempre enfatizando que os que rodaram naquele tarde não passavam de bandidos, uma grande mentira! –Independente se somos bandidos, ou não, aqui na comunidade geral nos respeitava, sempre fizemos o possível para ajudar, zelar e defender nossos moradores. Porque na moral se dependêssemos deles para qualquer coisa estaríamos na merda. –Somos vistos como animais sanguinários pela zona sul, sendo que na realidade os verdadeiros vilões dessa porra toda são os mesmos. Para eles preto favelado não tem vez, lutamos para conseguir uma oportunidade honesta de viver, mas ao nos depararmos com o tráfico –que diferente das demais empresas – que mantém suas portas sempre abertas encontramos no crime uma alternativa de viver, ou melhor, sobreviver.

A boca da 26 que por vez sempre foi mais organizada, hoje estava uma zona literalmente. Não restou nada, os cara sumiram até com a garrafa de café, um bando de pau no cu!

Assim como eu havia mais cerca de 6 soldados no barraco. Todos sérios expressando certa ansiedade. Taquara, Bira e Babucha também marcavam presença.

-Eu não preciso ouvir merda de chefe nenhum pra tá ciente que a parti e agora o morro é meu por direito! Não dá um de maluco caralho!

Bira sorriu acariciando o fuzil.

—Mano. Antes de tu pensar em colar com Chocolate, eu já fechava com ele. Não adianta tu ser o sobriozinho queridinho se quem sempre fechou com ele fui eu. E dessa vez era pra ser mermo, até o gerente Minotauro rodou pro xadrez. Agora é minha vez de ficar de frente no comando do Chapadão!

—Só fica ligado que mermo Coroa concordando com essa palhaçada, tu primeiro vai ter que me matar se quiser ficar no meu lugar!

Os olhos à volta se estreitaram a nossa direção. O silêncio ocupou a casa estraçalhada, ao mesmo tempo em que nossos olhares mesmo distantes um do outro travava uma luta maquiavélica.

Meu celular tocou.

Quando vi o número desconhecido atendi aflito, já prevendo de quem seria.

—Passa a visão de qual vai ser! –Falei através da linha.

—Põe o telefone no viva voz para que todos passam ouvir!

Assim eu fiz.

—Eu queria entender qual a necessidade que vocês tem de passar para mim uma decisão simples como essa! Acham mesmo que eu não tenho mais o que fazer?! Se Chocolate passou a visão que era pro Marreta ser seu sucessor, não há que discutir!

—Essa coisa de herdeiro tá lá no passado chefe, olha aí, pergunta geral quem sempre trampou direitinho nesta merda. Eu tô nessa a pelo menos cinco anos antes dele, tenho mais experiência e conhecimento também. –Bira advertiu se aproximando do meu telefone. Me esforcei para controlar a vontade infame de afundar o fuzil no cu dele.

—Esse teu conhecimento e experiência para mim não vale de nada quando se vê os números de cada. Eu tenho tudo registrado, se comparar sua época de vapor e a dele, Marreta sempre vendeu mais do que você. Não há mais o que discutir, a decisão foi tomada, Marreta está no comando. Agora se vira aí vocês. O que me interessa é somente os valores entrando na minha conta!

Coroa desligou o telefone.

—Satisfeito Bira?! Num era isso que tu queria ouvir porra?! Se tiver achando ruim pega o fuzil e bate de frente comigo otário! Quem vai comandar sá porra agora sou eu, quem não tiver de acordo: Vaza!

[...]

Dias atuais.

Nesses dias tivemos problemas com um PM infiltrado, mas antes dele abrir o bico pros vermes, um dos meus olheiros o pegou no flagra numa conversinha um tanto suspeita ao telefone. Nem preciso falar que o filho da puta sofreu bastante em nossas mãos antes de parti desta para o inferno. O bom é que isto serviu de exemplo pros canas que fechavam com ele, e outros filhos da puta que ficam bicando o bonde do Chapadão. Depois dessa merda toda convoquei mais moleques pra fechar aqui de olheiro. Assim nenhum passo ou ato de qualquer morador procederá sem meu conhecimento.

E quando você acha que não pode piorar vem os filhos da puta, meus crias aprontar na porra do morro vizinho, pior, no morro rival. Nessa manhã meu rádio chamou antes do despertador tocar, era um dos meus parceiros passando a visão de que um dos moleques daqui foi pego com a mulher de um dos soldados do Peixão –Chefe do Parque Esperança. –Pelo que me disseram o cara ficou bolado e levou os traíras para pagar pela vagabundagem na boca deles. Toda vez que morador de um apronta no morro do outro quem ouve sempre é o dono. É uma das leis da favela: Não se mexe com morador inocente. Mas de inocente o morador daqui não tinha nada, ele era um safado inconsequente, por isso ele tinha mesmo que se foder, não apoio trairajem de ninguém.

—Os filho da puta já tão penando aqui na nossa mão. Tamo passando a visão pra não rolar treta atoa, é melhor ficar assim cada um na tua, cada um trampando com o seu morô?! A parti de agora morador daí não cola mais aqui, e os nosso também vão ficar na encolha pra não dar mais problema! –O desgraçado expressou-se com a voz rouca e esclarecedora. Fiquei puto, mas não pela pena que o carinha daqui estava passando lá, e sim porque me dava asco ouvir a voz daquele ordinário através do rádio.

Bira e Babucha nunca passaram de dois cobaias obcecados com o que nunca foi para ser deles.

—Tu já tá ligado do meu proceder: Não apoio trairajem. Faz o que tem que fazer! –Exclamei ríspido, cada palavra saiu como um açoite praquele verme.

Desconectei o rádio e o lancei à direção de um vapor que estava de bobeira por ali. Mesmo distraído ele conseguiu apanhá-lo com uma das mãos e sorriu. Olhei para os lados do barraco velho até meus olhos encontrarem os de Taquara. Meu mano estava atento e tão bolado quanto eu. Aproximei dele a passos largos enquanto a pistola cutucava minha cintura.

—Nem precisa ficar bolado por causa daquele merdinha. Pow, o cara mó vacilão saiu daqui pra pagar de fodão lá no morro dos caras, tinha mais é que rodar mermo. Talarico não tem nem que pisar aqui nessa porra! –Taquara exclamou sério.

—E tu acha mermo que eu tô ligando pra isso?!

Pensei no filho da puta do Bira e no irmãozinho ao mesmo tempo em que a intolerância se apoderava das feições do meu rosto e fazia latejar minha mente. Taquara iria dizer algo, mas um soldado surgiu antes dizendo:

—Aê patrão, tem umas mina ali fora querendo trocar uma ideia contigo.

—Comigo pra quê?! Pow Jão, já não passei a visão que não quero mulher me cercando cara, fica difícil trampar desse jeito! –Esbravejei.

—Eu já passei a visão pras vagabunda, mas parece que as vadia nunca viu um fuzil na vida. –Ele sorriu quando respondeu.

—Quem é desta vez?

—A Tati e a Bia?

Me animei.

—A Bia... Hum... Ela tá sumida, tem mó tempão que eu não trombo com aquela loira...

—Ih caralho, falou de loira é com ele mermo! –Taquara afirmou sorrindo contagiando Jão e outros soldados e vapores ao lado.

—Loira não. Boceta é comigo mermo!

—Contigo nada: É com nóis! –Taquara exclamou alargando um sorriso.

Sorri com sarcasmo, afastei-me deles e saí do barraco pra saber qual era daquelas vagaba.

Escorei-me nos tijolos expostos da parede do barraco como quem não está nem aí com nada. Fitei Tati e Bia por um instante, eram apenas 8:00h da manhã e ambas estavam vestidas com a parte de cima do biquíni exibindo a maior parte dos seios. Bia com um short jeans deixando aparecer a polpa daquela delícia de bunda branca, e Tati como toda negona que já fodi não deixava desejar com aquele rabão preto.

Ao se darem conta do meu olhar audacioso elas sorriram, e mandaram o papo antes que eu pudesse dizer qualquer coisa.

—Marreta! Um solzão desses e tu aí afundado nesse barraco... Partiu praia? –Tati perguntou afastando os óculos escuros para baixo.

—Praia... Ih. Qual foi Tati?! Tô trampando, não tenho tempo pra ficar de rolezinho não!

—Então é assim Marreta? Tem mó tempão que nóis não esbarra e tu vai me dar um gelo? Pow, não tô acreditando! –Bia disse nervosa.

Aproximei da loira sorrindo. Apoiei a mão em seu queixo para erguer aquela cabecinha linda. –Me veio até recordações daquela boquinha gostosa chupando meu pau.

—Relaxa loira. Agora eu te dou um gelo, mas pode crer que mais tarde faço valer a pena! –Pisquei de leve pra ela. –Tu tá ligada que pra mim te esquentar é fácil! –Disse acariciando seu queixo.

—Porra tu não muda mermo! –Afirmou emburrada, enquanto se afastava.

—Mano, leva as mina lá pra tomar um sol. Deixa o bagulho aqui comigo, eu dobro meu turno. Tô te devendo uma desde o dia que minha mulher te expulsou lá de casa!

Fiquei bolado só em me lembrar da Kel esculachando eu e Pedrão na cara dura. Filha da puta.

—Pow! Aquilo foi vacilação mermo, mas deixa pra lá, já tô acostumado. Não vai demorar praquela maluca te bater na frente do bonde!

—Quê isso mano... Não é assim que procede comigo não tá maluco!

—É o que tá parecendo... –Mudei o assunto. Nem quis fingir que não estava interessado na proposta de Taquara. – Caralho tem quase um ano que não colo na praia. Tati, Bia, já pode ir se ajeitando, põe aquele fio dental na moral e partiu praia! –Abri um sorriso empolgado, estava tão feliz que meu mano iria dobrar para que eu pudesse curti um pouco, que até quis dar uma moral para Jão o soldado que até o momento tem sido o soldado que mais fortalecia conosco. –E aí Jão?! Quer colar com nóis no rolê? –Perguntei prevendo sua resposta.

—Pow! Demorô, é pra agora chefe!

Aquelas vadias sabiam que eu iria aceitar, por isso vieram no jeito.

Troquei umas ideias com Taquara, exigindo que ele me passasse a visão de qualquer treta que rolasse na minha ausência.

—Ah qual foi, até parece que tu não me conhece. Pode tirar teu dia com as piranhas tranquilaço, deixa comigo meu parça! –Taquara afirmou tocando minha mão.

Eu realmente não tinha com o que me preocupar, Taquara sempre fechou comigo na moral. Era um dos poucos em que eu realmente podia contar.

[...]

Passei no meu barraco para ajeitar a caminhonete. Coloquei tudo no esquema e parti para a 12 –Rua de Tati . –pegar Tati e Bia que provavelmente já estavam se coçando ansiosas a nossa espera.

As gostosas entraram no carro cheias de si, com certeza se sentiam honradas por estar passando o dia na minha companhia.

Desci o morro acelerado, quanto mais rápido eu chegasse mais tempo teria para aproveitar o dia. Trocávamos umas ideias enquanto seguíamos o caminho.

—Isso aí patrão, nóis tem que botar pra foder enquanto nossa ficha ainda tá limpa, porque depois já era, nem no pé do morro da brotar em paz! –Jão disse apoiado espalhafatosamente no banco ao lado em que eu dirigia.

—Nóis faz o possível pra manter a ficha limpa, mas não sei até onde isso vai não. Por mais que eu aja na encolha sempre tem uns filhos da puta de olho, fechando com os canas e os alemão. Mas aqui na baixada tá de boa, eu não sou ninguém fora do morro.

—Fora né, porque lá todo mundo te conhece negão. -Tati disse acariciando minha nuca por detrás do banco.

Enquanto pegava firme no volante acabei passando frente ao um shopping. Não demorou para que as vadias se assanhassem dentro do carro, andar com essas minas é foda.

—Marreta leva a gente no shopping. Olha só minha saída de praia tá toda surrada, meu óculos tá velho, não me diga que vai querer desfilar com mulher mal vestida na praia?! –Bia sorriu com malícia ao dizer.

—Eu não tô afim de enrolar. E na moral, pra quê comprar roupa se na praia geral só vai reparar na tua bunda! –Afirmei entediado, era só pintar uma oportunidade que elas começavam com esses pedidos escrotos.

Jão intrometeu-se:

—Qual foi patrão... Pega mal pra ti colar com mulher assim... –Jão pensou alto e desconcertado.

—Vou parar essa porra, tenho vergonha de colar com mulher esculachada perto de mim!

Na verdade eu só parei porque eu também estou precisando renovar meus trajes, e como já estou frente a um shopping não pega em nada.

Retornei rumo ao shopping. Depois de estacionar fomos às compras. Enquanto caminhava pelos extensos corredores notei que chamava atenção, não sei se é porque é raro ver um preto com tantas sacolas, ou porque eu realmente sou um tesão. Após entrar e sair de várias lojas de biquínis. – É claro que não dei bobeira, Jão e eu fizemos questão de aprovar cada modelo enfiado no rabo da loira e da negona. – passei em outras lojas, onde comprei tênis e algumas camisas cromadas. Depois entrei numa loja conceituada, daquelas que pira a malandrada.

Me deslumbrava com as peças expostas quando uma novinha entrou pela loja, e de maneira desastrada escorregou no tapete. Isso fez com que todos os olhares incluindo o meu voltasse para ela.

Aquela não era a mina que trombei naquele dia?

Fiquei surpreso, mas modéstia parte não perdi tempo fui ágil ao me achegar e ajuda-la a se levantar.

Ela me encarou com os olhos arregalados e visivelmente assustados.

—Você?! –Assustou-se quando seus olhos castanhos mel se encontram com os meus. Manteve um semblante de descrença. –Não me diga que tá assaltando essa loja?

—Pow, tá maluca? Tô aqui de boa comprando na moral! De onde tu tirou essa ideia que sou assaltante?! -Afirmei desconcertado tentando disfarçar a vergonha que ela ocasionou ao me explanar de ladrão.

—Bom... É que... –Ela gaguejou ajeitando os brilhantes cabelos negros que ultrapassava a altura da cintura. A interrompi antes que ela procedesse com mais besteiras.

—Relaxa. Tô de boa... Foi até bom trombar contigo aqui, tô esperando uma mensagem sua a dias!

—Desculpa... É que... Eram tantos trabalhos e deveres na faculdade que nem tive tempo... –Ela afirmou com uma voz doce meio desconcertada, suas bochechas salientes coraram. E eu realmente desejei tocar meus lábios nos seus carnudos e perfeitamente desenhados.

Óbvio que ela não me chamou no zap porque ficou com medo. Pensando bem está aí uma missão pra hoje: Vou tentar limpar meu filme com essa mina, ela realmente tem razões para ter medo de mim. E eu tenho motivos pra querer limpar minha barra e ficar bem com ela. Não é sempre que eu trombo com uma novidade, ainda mais gostosa desse jeito.

—A senhora deu sorte que arrebentou a sandália na melhor loja do shopping. Fique a vontade para escolher uma para você! –O vendedor se intrometeu empolgado entre nós. Caralho nem tinha me dado conta que ela havia arrebentado a sandália.

—Obrigada, mas na verdade eu só vim deixar meu currículo. –Disse encabulada entregando uma das muitas folhas que trazia consigo para o vendedor, na qual apanhou prontamente.

—Pow, não tô crendo que tu tá entregando currículo num sabadão com um solzão desses!

—Pra quem está desempregada, numa situação desesperadora como a minha não há dia certo para procurar trabalho, e é por isso que vim aqui. Agora se me der licença tenho que sair pra entregar o restante dos currículos. Foi bom revê-lo Rafael...

—Tu vai sair assim com a sandália arrebentada?

Constrangida ela fitou o pé esquerdo com marra.

—Quer saber: Bora fechar comigo na praia! –Exclamei sorrindo enquanto ela se mantinha séria, expressando preocupação.

—Olha... Eu bem que queria, mas é que eu realmente preciso continuar entregando os currículos. Deixa pra próxima.

Abriu um sorriso forçado e deu dois passos largos, desajeitados por causa da sandália. Frustrada ela parou em frente a vitrine e ficou ali encarando-a desanimada.

—Na moral Isadora... –Ela me interrompeu.

—Isabela!

—Isabela. Vou te passar a visão, tu tá tão branca que tá parecendo mais um defunto! Sério, cola comigo que tu brilha! –Pisquei com malícia enquanto ela me encarava desconfiada. –Bora pra praia pegar um sol, corar um pouco, tomar uma cerveja, comer uns tira gosto. Naquele nipe tá ligado?!

—É sério isso? Estou mesmo parecendo um defunto?

—Pior que tá, tô passando a visão na real.

Eu ri por dentro. Ela estava ótima, naquela noite nem tive tempo para repará-la, mas hoje seu rostinho de boneca e o tamanho do seu rabo não passaram despercebidos.

Isabela caminhou até o espelho e parou frente a ele encarando-o com uma expressão interrogativa. Aproveitei de sua distração para jogar umas ideias no vendedor.

—Meu parça, o que a morena ali pedir é por na minha conta. Morô?!

Ele acenou com a cabeça num gesto de sim. E num piscar de olhos surgiu com os braços cheios de caixas de sapatos. O vendedor a cutucou e a apresentou o punhado de sandálias aos seus pés.

—Moço eu já disse, não adianta insistir, não vim pra comprar. -Ela dizia enquanto calçava um dos pares se admirando no espelho.

—Não se preocupe senhora, ele vai pagar! – O vendedor sorriu apontando a minha direção.

Mais uma vez ela mexeu nos cabelos demonstrando timidez.

—Rafael, muito obrigada mesmo, mas... eu não posso aceitar...

—Porra, mas tua sandália arrebentou. Só tô te dando uma moral!

—Eu sei, mas é que... –Tive que interromper aquela mina. É sério que ela estava negando o que as minas que vieram comigo estavam implorando? Puta que pariu!

—Então vai embora descalça!-Perdi a paciência. –Pow Branquinha te devo uma desde aquele dia. Calça logo essa porra e vamo pra praia!

Isabela calçou a sandália, não quis discutir comigo. Sei lá, perecia até que ela estava com medo de mim.

—Eu posso até ir... Mas não tenho biquíni, eu não trouxe nada.

—Isso aí nóis descola. Tati dá um biquíni pra ela, de preferência o mais cavado.

—Para Marreta, eu vou mesmo ter que dar um dos biquínis pra ela? –Tati perguntou cheia de marra.

—Tá surda? Tu já ganhou mais do que merecia. Anda logo, dá um pra mina e chega de enrolação. Bora partir!

Saímos da loja na companhia das meninas, incluindo Isabela é claro. Ela caminhava a passos lentos e desconfiados, mal estava crendo que ela realmente aceitou colar comigo na praia. Reparando bem a Branquinha não parecia ser tímida, apenas séria. Eu até gosto de pegar umas minas metidas a certinha.

Deixei elas seguindo na frente para o banheiro, e segui para o estacionamento na companhia de Jão.

—Tá vendo a morena ali? Já tá no papo. Tu sabe como funciona, eu pego e repasso! –Falei piscando pro soldado que aparentemente ficou muito empolgado.

—Fechô. Enquanto isso a Bia e a Tati mesmo que rodada ainda dá pro gasto!

Nós rimos.

Quando estávamos prestes a entrar no carro as meninas apareceram vestidas apenas com o biquíni –Pra mim dá no mesmo que calcinha e sutiã. –Só aquela saída de praia que estava sacaneando comigo, mal podia esperar para que as meninas tirassem aquilo. Eu me esforçava para disfarçar, mas até Isabela já tinha sacado que estava na minha mira.

—Entra aí Branquinha, tu vai na frente comigo.

—Tá bom. –Ela abriu um sorriso alegre e espontâneo para mim.

—Aí Marreta eu dei o biquíni, a saída de praia pra essazinha. Só não dei o de fita isolante, esse tava na minha visão a tempos! -Tati disse séria.

—Até parece que eu iria ter coragem de aquilo! –Isabela afirmou séria encarando Tati com deboche.

—Tu tá cheia de onda né garota. Chegou agora e já quer sentar na janela, vê se, se enxerga. Se tem uma coisa que eu odeio é pobre metida a patricinha! –Bia intrometeu-se defendo a amiga.

Isabela entrou batendo forte a porta do meu carro. –Senti até uma pontada no meu coração ao ver ela tratado meu bebê assim.

—Bora geral ficar de boa! Não vamo brigar por causa de biquíni. Puta que pariu! –Jão exclamou.

—Entra todo mundo no carro. Senão eu não chego em Arraial do Cabo hoje. –Passei a visão.

—Êpa! Arraial do Cabo, pra mim nóis só ia ali em Copa mesmo. –Tati afirmou enquanto sentava no banco traseiro.

—Ah para né. Mó tempão que não tomo um sol, já que é pra ir que seja direito. Partiu Arraial, daqui a duas horas mais ou menos tamo brotando lá!




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