História Amores Modernos - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Gay, Jikook, Lemon, Namjin, Taegi, Taehope, Yaoi
Visualizações 19
Palavras 4.588
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi gente, tudo bem?

Me deu a loka de criar um conto pra cada shipp do BTS, e ai vem o primeiro resultado disso. Queria usar os nosso amores pra expor umas ideias que tenho sobre os relacionamentos atuais; Cada conto foi baseado em fatos reais de vivências de amigos meus (e minhas também, adivinhem qual hahaha)
Começamos com nosso Namjin, os contos terão ligações entre si, mas são independentes. Espero que gostem.

Capítulo 1 - Expectativa


O mesmo bar, a mesma mesa, o mesmo horário da mesma noite. Era esse o tempo de fuga de cada um que estava sentado naquela confraternização depois de uma semana tão carregada. As risadas flutuavam de nossas bocas e o álcool deixou tudo mais leve: tirou a preocupação da faculdade, do trabalho e da rotina que por vezes tornava-se tão cansativa e metódica.

Já graváramos na mente que a terceira sexta feira do mês era somente nossa. Da gente, amigos que realmente estava um ao lado do outro em todas as horas. Amigos que eram irmãos, pais e mães. Amigos que brigavam e discutiam na infantil tentativa de colocar juízo um no outro.

Eu, naquele momento, só desejava esquecer os meus problemas e principalmente esquecer ele que se destacara entre os maiores de todos nos últimos meses. E até achei que conseguiria se a vibração em meu bolso não iniciasse para minha desconcentração.

- Você não vai atendê-lo! – Censurou Hoseok que se encontrava abraçado comigo na mesa.

- Não irei. – Risos – A noite é somente nossa Hobi!

Seus olhos me interrogaram em silêncio daquela maneira desacreditada que me feria tanto ao mostrar o quanto eu era fraco.

- Não me olhe assim...

Hoseok que já não mais utilizava de uma expressão feliz, de maneira muito ágil, enfiou sua mão em meu bolso e raptou meu aparelho.

- Sim a noite será somente nossa mesmo! – O acastanhado balançou o smartphone no ar e o escondeu em sua jaqueta de couro.

Eu revirei os olhos numa risada forçada e os outros aplaudiram enquanto gritavam na mesa a minha rendição.

- Sempre é assim, daqui a pouco ele vai aparecer aqui como “quem não quer nada” e vai roubar você da gente. - Taehyung olhava desafiador de um “saco cheio” relembrando o roteiro que ultimamente nossos encontros estavam tomando.

- Ele te liga, faz cu doce, você fica com pena dá uma de Juniper Lee* e some. Isso é um saco! – Jimin começava a ficar alterado. – Aquele babaca não quer te assumir, mas fica igual uma mosca em sua volta!

- Eu tenho vontade de dar um murro naquelas covinhas de merda, não sei o que esses garotos enxergam nele! – Hope satirizava – Eu quero saber o que você viu nele Jin!

Aquilo foi a deixa para eles começarem a reclamar e jogar na minha cara tudo o que eu sempre fazia em nossos encontros, e o motivo do meu aborrecimento era saber que cada palavra era uma verdade sólida das minhas atitudes ultimamente.

Eu virei uns três copos de cerveja enquanto eles falavam, de um lado, era ate engraçado. Eu via naquelas reclamações uma mistura de preocupação, cuidado e medo. No fim eles só desejavam o meu bem.

No entanto eu só ficava bem ao lado daquelas covinhas, daquele sorriso malicioso com duplo sentido, somente quando seus olhos focavam-me com atenção. Meu bem estar era quando de alguma maneira, mesmo quando ele nem percebia, eu cuidava de cada parte da sua composição.

Namjoon era aquele tipo de pessoa por quem você se atraia de uma maneira irreversível e não há forças competentes no universo para desligar tal conexão.

Diante disso não pensei duas vezes em pegar novamente meu celular quando Hope, já um pouco embriagado, deixou sua jaqueta sobre a cadeira e foi ao banheiro do bar. Os meus dedos ansiosos deslizaram pela tela rapidamente, desbloqueando o aparelho. Namjoon poderia estar precisando de mim, poderia ter acontecido algo com ele, e eu disse que estaria sempre pronto pra ajuda-lo.

Tudo ao redor parou, a musica eu não ouvia mais, a conversa dos clientes no bar sumiu instantaneamente, nem Jimin que ria totalmente bêbado nos braços de Tae ganhou peso da minha atenção. Esse feito paralisante do espaço tempo só acontecia quando Namjoon surgia em meu caminho de alguma maneira.

 

Mensagem: Namjoon

- Oi

- Tudo bem?

- Está fazendo o que?

 

Era sempre a mesma mensagem.

 

Mensagem: Eu

 

- Oi, tudo sim.

- Estou no centro com o pessoal

 

Meu coração encontrava-se acelerado, eu já sabia o que ele queria, como queria, e onde queria.

 

Mensagem: Namjoon

 

- Ahh legal, eu também estou por aqui, vim assistir um espetáculo no teatro.

 

Por vezes pensava que essas informações eram propositais para me atingir. Ele foi para o teatro sozinho? Estava com alguém então? Por que me falou isso? Sempre engolia, ele sabia que eu não perguntaria se estava acompanhado, eu não gostava de parecer invadir seu espaço, mas esses detalhes já me tirava toda a tranquilidade.

 

Mensagem: Eu

 

- Estou indo embora já.

 

Menti. Mais uma vez. Sentia-me um completo idiota, incrivelmente sempre que ele me mandava mensagem eu já estava “voltando pra minha casa”. Seokjin idiota, um completo idiota! Isso tudo pra poder vê-lo por alguns minutos, na esperança de brotar naquela complexa cabeça a vontade de me chamar pra passar a merda do resto da noite juntos. O que quase nunca acontecia.

 

Mensagem: Namjoon

 

- Eu também estou voltando, podemos ir juntos.

- Daqui a dez minutos na troca das estações?

 

O maldito sorriso brotava da minha boca. Eu conseguiria vê-lo. Sentir seu cheiro de perto e observar seus traços mais uma vez.

 

Mensagem: Eu

 

- Ótimo!

- Até então.

 

Mensagem: Namjoon

 

-    :)

 

- Você é um idiota permissível Seokjin! E agora está conseguindo ser um péssimo amigo.

Ver aquelas palavras saírem da boca do Tae destruía cada centímetro do meu peito.

- Mas tudo bem, vai lá encontrar o Namjoon. Eu digo pro Hope que sua mãe estava te ligando pedindo pra voltar logo. – Ele ironizou uma expressão -  Mas calma sua mãe nem aqui está! Ou que você esqueceu-se de enviar algum material da faculdade a essa hora da noite... Ou melhor, posso dizer que você precisa voltar logo porque amanhã tem que acordar cedo pra fazer qualquer outra merda que é mais importante do que ficar aqui com seus amigos. – Eu não aguentava tudo aquilo, de sair novamente perto deles, de ter que dar um não a cada um. – Mas eu prefiro dizer a verdade: que você saiu correndo pra encontrar o Namjoon em alguma estação do metro com a esperança de dormir essa noite com ele, mas sabe que não vai porque ele é um viado enrustido de merda que não sabe lidar com a própria sexualidade e tenta matar os poucos de seus desejos com masturbações baratas!

- Vai Jin, vai! Não adianta ficar aqui dividido entre ele e a gente. Sabemos que você quer ir. Mas não se preocupe porque quando ele não sair com você por ter encontrado algo mais apetitoso pra se divertir estaremos aqui pra dar ombro pra você. Vai! – Jimin falou meio embolado devido ao álcool.

Palavras duras e verdadeiras.

Eu queria ficar, queria ir. Desejava ser mais forte e não responder o loiro e continuar a rir com meus amigos. Eu sentia-me culpado por ceder, um grande imbecil por saber que aquela relação não iria para frente, contudo lutava ao máximo para sustentar as frágeis peças com medo de elas caírem. Odiava-me inteiramente por nutrir esse sentimento que me trazia ao nível insuportável da humilhação.

Continuava a olhar os borrões deixados na minha visão devido à velocidade do metro e ainda assim não encontrava respostas para tudo aquilo, apenas permitia minha cabeça nublar-se ainda mais com o problema chamado Namjoon. Problema que eu poderia ter evitado existir se não tivesse ido aquela exposição.

Estava tão fria aquela manhã, ingenuamente achei que apenas um moletom fino daria conta de me esquentar o dia todo. Atrasado, cheguei ao fim da visita. Todos já tinham assinado seus nomes na lista de presença da visitação e rumavam ao restaurante.

Com o catálogo em mãos iniciei minha exploração sozinho. Analisei as obras abstratas que estavam expostas, interagi com algumas, entrei em instalações. Tudo normal, confuso e vazio. E ao final me via aliviado em estar apreciando o ultimo espaço expositivo: Uma ampla sala branca com teias de algodão penduradas ao teto.

Minha boca não parava de tremer, os lábios rachados e ressecados, um frio que parecia ficar ainda mais intenso pelo espaço em branco que me lembrava de neve. Eu ia virando o corpo em direção à saída quando noto uma cabeleira loira e alta atrás de mim. Era Namjoon. Eu não fazia ideia de quem ele era, nem de que cursava o mesmo curso que eu na faculdade e muito menos que estava rindo do meu estado naquela sala.

- Você quer uma blusa?

Rimos. A partir daquela frase tudo estava perdido. Terminamos a visitação juntos, descobrimos ter o mesmo gosto para as artes e que possuíamos quase a mesma idade.

O telefone vibrou em minhas mãos pescando-me para a realidade. Era o loiro dizendo que se atrasaria uns dez minutos. Com certeza teria parado em alguma livraria para comprar um disco ou um livro como sempre fazia ao se atrasar. Claro que ele não se importaria em ficar horas a escolher algum titulo que lhe agradaria e nem lembraria que o idiota Seokjin estaria esperando ele na estação do metro. Afinal, eu ainda estaria esperando quando ele voltasse.

Fiquei olhando para o celular seguro em meus dedos aguardando a luz apagar-se e refleti que aquele aparelho era o meio de comunicação entre nós dois. Era através dele que ainda conversávamos. Sem ele não teríamos mais como nos falar.

Foi através dele que cometi minha primeira burrice em relação ao loiro. Depois de conhecê-lo na exposição, nossas vidas começaram a se cruzar na Universidade. De uma hora para a outra de maneira inexplicável eu conseguia vê-lo em qualquer lugar, assim como ele a mim. Nos corredores, na lanchonete, no pátio, nas quadras. Em tudo.

E era inevitável não dar pelo menos um educado bom dia, que evoluiu para um “como você está?” que se transformou em conversas rápidas, mas necessárias sempre que nos trombávamos.

E de maneira imperceptível ele ganhava um peso de importância na minha vida. E na primeira vez que me assustei ao identificar isso, mesmo não enxergando os futuros problemas, decidi enviar uma solicitação na rede social. Já fazia quase dois meses que nos conhecíamos e não tínhamos nenhum contato além do ambiente escolar.  

E através de um clique eu enviei. Comecei a nutrir certo desejo por Namjoon, ele era um dos caras bonitos, misteriosos e inteligentes da Universidade. Obviamente ele não tinha nenhuma intensão comigo além de uma amizade normal. Eu nem sabia se ele era gay, bi ou que seja. Além de que após todo esse tempo ele nem pensou em mandar uma solicitação pra mim. Mas como um idiota eu o fiz às duas e meia da manhã. E pra total espanto e azar ele aceitou, ação que venho acompanhado de um “oi tudo bem?” logo em seguida.

Depois disso eu nunca mais desgrudei do celular, e parecia que meu único contato era o dono daquelas malditas covinhas.

Novamente fui resgatado do poço de minhas memorias, o sinal sonoro do metro indicava a estação que eu deveria descer, a qual esperaria por Namjoon.

Sentado no banco observava as pessoas transitarem na minha frente, e ao ver casais de mãos dadas e trocarem caricias me senti infeliz, porque eu nunca protagonizaria aquilo com o loiro. Ele tinha aversão à demonstração de afetos em publico. Ele dizia-se bissexual, mas na realidade ele sentia uma forte atração exclusivamente pelo mesmo sexo. Entretanto Namjoon não sabia lidar bem com isso, não gostava disso nele, coisa que me entristecia. Eu mal podia toca-lo em publico, perante os olhos dos outros éramos dois amigos. Apenas amigos. 

O moreno achava que nossa relação colorida existia somente no perímetro do nosso conhecimento, mas não pude ocultar isso de meus amigos. Se o fizesse não sobreviveria as hora difíceis que passei – e ainda passo – por culpa dele.

Mas aquele doce beijo que estava sendo dado na minha frente era necessitado e cheio de calor. O casal estava aproveitando o melhor do outro, alguns senhores passavam e olhavam torto para a cena. Eu apenas apreciava e sentia inveja, ver as línguas tocarem uma a outra de maneira intima levou-me para dentro daquela sala de aula.

Todos tinham ido embora, restara somente eu na sala finalizando meu relatório para entregar a coordenadora que esperava na sua sala no andar superior.  Namjoon já criara como habito esperar para ir embora comigo, veio ate mim, pois não respondia suas mensagens – afinal, estava concentrado em terminar aquela atividade e ir embora e encontra-lo.

Sua presença deixava-me ansioso, contudo consegui finalizar a tarefa. Mas existia um tom mais escuro no clima daquela sala. Pela primeira vez entre muito tempo eu vi a sombra do desejo no brilho dos seus olhos, e aquele desejo me queria. Ao guardar minhas coisas o puxei para sair da sala. Ao invés de seguir-me, ele me segurou e aproximou-se de mim. Eu senti seu calor me abraçar, seu hálito me acariciar e seus lábios clamarem por mim. Eu não sabia o que fazer. Aquela tensão sexual fui inesperada e eu nunca tentaria algo com ele que era somente meu amigo – até onde eu entendia e achava entender.

Ele ficou ainda mais perto mantendo uma minúscula distancia que desafiava minha sobriedade. Ele não fez nada mais, somente segurou minha mão e esperou eu ir de encontro a sua boca. E como hipnose eu o fiz. Com o monstro do medo em minhas costas deixei minha bolsa ir de encontro ao chão e matei o espaço que nos distanciava.

Seus lábios era a entrada para o paraíso, continha neles um doce veneno que acabara de me viciar no loiro. Minutos depois eu encontrava-me em seu colo sobre a mesa e se não fosse o barulho no corredor teríamos transado naquela sala mesmo. Nosso primeiro beijo foi perfeito.

Mais um trem passou e o loiro não chegava. Eu realmente era um idiota. Meus cabelos ficaram bagunçados com o rastro de velocidade deixado no ar pelo vagão, na tentativa de arrumá-los o telefone toca.

- Alô? – Disse ansioso, nem tinha olhado a tela para verificar quem seria. Quando se tratava de Namjoon, tudo era automático e rápido demais.

- Desculpe, mas não é ele Jin.

- Você está bem Jimin? – Perguntei preocupado ao sentir uma alteração grave em sua voz.

- Ainda está esperando aquele otário? – Zombou. – Não te julgo, entendo perfeitamente.

Jimin sempre bebia mais do que todos nós, embora soubesse cuidar de si, ficávamos muito preocupados e sua voz denunciava a grande quantidade de álcool que tomara.

- Você está onde Jimin? Está com o Tae e o Hobi? Você está bem? – Perguntava sem espaço de resposta. Aquilo não era bom.

Risos.

– Eu estou indo encontrar ele Jin, eu não me aguentei, eu estou indo ver aquele babaca!

Meu peito doeu ao ouvir aquilo.

- Jimin, não vá! Ele já te fez sofrer muito! Você não tinha deletado ele dos seus contatos?

Um breve silêncio instalou-se na ligação.

- Não é só você que é feito de idiota Jin. – Aquilo dilacerava meu coração, não por mim, pela nossa doce bolinha. – Pelo menos o Namjoon vem atrás de você, ele deseja você de alguma maneira e espera tê-lo ao seu lado. – Silêncio. – Jungkook nem liga pra mim.

Aquela ultima frase me deixou irado.

- Onde você está? Fala que vou te buscar! Você não vai se humilhar dessa forma. – Já bastava eu ser o trouxa do grupo, meus amigos não deveriam passar por isso. – Jimin!

Risos. Imaginei seu doce sorriso.

- Eu já me despedi dos garotos. Estou indo encontra-lo, eu liguei pra ele. E vou pra casa dele, acredita? – Mais risos banhado pela bebida. – Só estou te ligando para não ficar preocupado, você pelo menos sabe pra onde vou.

- Jimin! Onde você está? Fala!

- Que a noite seja boa pra gente Jin!

Quando Jimin desligou o celular, me veio uma vontade de sair daquela estação de metrô e procura-lo em cada canto para trazê-lo são e salvo pra sua casa. Naquele instante eu vi minha situação refletida em Jimin. Ele sabia o que eu passava e eu o entendia perfeitamente.

- Oi! Tudo bem? – A frequência daquela voz dopou minha audição e limpou minha mente do externo. Era Namjoon.

Meu corpo foi virado com cuidado por suas mãos e pude ver aquelas covinhas maravilhosas serem mostradas pra mim. Outra vez o efeito paralisador do espaço-tempo acontecia e meu mundo só rodava em sua órbita.

O loiro estava usando um sapato branco com uma jeans lavada que pra mim combinava perfeitamente com seu moletom preto e os fios loiros bagunçados. Como sempre a mochila nas costas e em uma das mãos um salgado que ele logo tratou de me oferecer. Depois de recusar três vezes aceitei envergonhado.

- O que o Jimin está aprontando? – Sempre mantinha distancia dos problemas alheios, mas de uma hora ou outra dava uma crises de curiosidade que me encantava.

- Ele bebeu demais e está indo para casa do Kookie.

- Esse menino é o playboy do restaurante que estava ficando com ele?

- Sim, por que essa fala tão debochada? – Questionei fingindo aborrecimento enquanto nos dirigíamos à entrada do vagão.

- O Jimin deve gostar muito dele pra se submeter a isso.

Eu só ri do que disse, ele enxergava que se tornara o Jungkook da minha vida e eu igual à Jimin me submetia a tudo por gostar tanto dele? Claro que ele não via.

Em meio às novidades desinteressantes de nossas vidas e as baldeações feitas até o trajeto de casa o desejo pelo o outro crescia. Eles vinham de toques tímidos, dos olhares iluminados com provocações, das palavras imaturas que pulavam de nossas bocas e do simples fato de sentir a presença um do outro tão perto.

Aquilo tudo era cruel demais, eu desejava Namjoon mais do que qualquer coisa, no silêncio podia-se ouvir minhas células gritarem pelo seu toque e eu não via o momento para saciar meus desejos.

Quando já estávamos a duas estações de chegar a nossa parada, num súbito irracional e necessitado, o moreno segura meu braço e arrasta-me para fora do vagão. Aquela estação era a ilustração perfeita do conceito de deserto: não se via guarda algum e quase nenhum passageiro.

Não questionei, apenas o segui. Seus passos longos nos levaram para o andar inferior da estação em um corredor mal iluminado onde se tornava visível apenas nas raras piscadas de luzes que ali existiam.

Quando dei por mim estava dentro de uma das últimas cabines do banheiro. Escondidos da sociedade, dos olhos preconceituosos, das acusações, dos passageiros, das nossas famílias, apenas eu e ele naquele improvável lugar em meio a uma estação desinteressante e inabitada no trajeto metropolitano.

- Não faça barulho.

Antes de poder responder seus grossos lábios sufocaram minha boca, sua língua me invadiu e seus braços puxaram minha cintura.  Seu corpo modelava o meu numa perfeição inexplicável.

Ele extraia todas as minhas forças através do nosso beijo, parecia sugar-me inteiramente pra si. Aquele espaço claustrofóbico compactou todo o nosso desejo preparando uma explosão de lascívia.

Sua língua dentro de mim fazia-me completo e excitava-me gradativamente a cada vez que esbarrava na minha. Sentia-me ainda mais desejado quando na pausa para a respiração – rápida e insuficiente – Namjoon mordia meus lábios com seus dentes e rasgava minimamente minha pele com sua brutalidade.

Acompanhando esse ritmo, suas mãos pressionavam cada vez mais minha cintura quase que fundindo nossos corpos, e eu sentia sua ereção viva querendo me completar.  Sua mão apertava minha bunda sentindo suas propriedades e de vez em quando um tapa seguido por um aperto mais dolorido era feito em mim.

- Você é meu entendeu? – Sua voz inebriante infectava minha audição. – Só meu Seokjin.

Aquela possessividade ao mesmo tempo em que doentia era uma exibição pessoal de afeição. E entender de sua boca que ele exigia meu eu como propriedade pessoal era o que fazia meu coração aquecer ainda mais.  E eu pouco ligava para a falta de lógica e amor próprio que aquilo desembocava na nossa relação.

Seus braços me ergueram contra a parede e pude cruzar minhas pernas ao redor de sua cintura. Não pude conter os gemidos que o ar propagava após sentir meu pescoço ser chupado e mordido por aquela boca. Namjoon me torturava em cada ação que fazia.

A esta altura já imaginava as marcas de suas mãos na minha coxa com tanto contato que ele buscava. Eu sentia nisso uma necessidade carregada de transbordar um acumulo de desejo a tanto tempo aprisionado. E ser o alvo para esse descarrego era maravilhoso.

- Por que sempre escondido? – Questionei o loiro no meio do nosso desempenho. – Poderíamos ir pra minha casa e fazer isso direito, sem medos, curtindo cada momento sem o receio de vir alguém e abrir a porta.

- Jin... – Seus olhos me focaram cobertos por luxuria. – Já conversamos sobre isso, existem minhas limitações e você sabe que algumas coisas tornam-se complicadas.

Não consegui rebate-lo, sua boca já sugava a minha novamente e seus dedos procuravam meu membro dentro da jeans.

Seu toque era um anestésico que amolecia meu corpo e limpava minha mente. Daquela forma, totalmente submisso, Namjoon podia me controlar da maneira que desejasse, mesmo não sendo assumido ele demonstrava uma experiência absurda em comandar toda aquela performance. Ele sabia o ponto certo, na intensidade correta no tempo perfeito.

- Não é você mesmo que diz que com perigo fica ainda melhor?

Da boca foi para o pescoço que seguiu para a região da minha clavícula, após uma mordida seguiu em selos por meu abdome até parar na minha região sensível. O zíper foi aberto, Namjoon cheirou minha essência e com a boca abaixou minha cueca.

- Rosa? – Sorriu. – Adoro suas peculiaridades Jin.

- E eu adoro quando você me chupa Nam.

Minha ereção foi introduzida inteiramente em seus lábios e depois disso perdi a capacidade de raciocinar. Dentro do calor úmido da sua boca eu encontrava o paraíso e nele crescia a vontade desumana de atravessar Namjoon com meu falo.

Foram muitas sugadas que tinham como resultado o tremer da minha composição acompanhada dos sons de excitação que pulavam de minha boca. E automaticamente senti minhas mãos agarrarem seus fios e pressionarem sua cabeça contra mim. Eu precisava estar completamente dentro do loiro. Acomodar-me na sua cavidade tão gostosa.

O suor já escorria atrás de minhas costas e meus dentes maltratavam os lábios inchados e rosados da minha boca e antes de chegar meu ápice sou abandonado por sua cavidade.

- Ainda não minha Princesa. – Aquela voz ditara maliciosamente contra mim.

Seus dígitos voltaram a me masturbar e seus olhos profundos focaram-me. Namjoon precisava ver que me proporcionava prazer, que ele sabia me fazer gemer e pedir por mais. E eu via tudo isso no reflexo de seus olhos tão pecaminosos que refletiam minha submissão diante aquele ser tão desejado por mim.

Ele mostrava-me o quanto eu precisava dele, mas não o tinha inteiramente. Eu só via aquele monstro que o possuía dentro dos banheiros sujos da cidade, em meio aos corredores escuros das ruas, ou em qualquer lugar que não fora feito para a exibição de afeto e amor. Palavra essa que se tornara tão perigosa e problemática nas relações. No tempo de agora. Entre eu e Namjoon.

Sem aviso fui virado de costas e senti seu hálito banhar meu pescoço. Ele queria estar dentro de mim. E assim o fez. Saboreei seus dedos em uma chupada longa e deliciosa vendo o fio da minha saliva ligar-se em minha boca e seus dedos. Aquilo o deixava louco.

Minhas calças foram abaixadas até o chão e delicadamente Namjoon separou minhas pernas. Era bonito ver todo seu cuidado comigo naquela hora. Eu sentia a dor para ele sentir prazer. E sua atenção para me deixar confortável, mesmo naquele espaço tão desapropriado, era de grande apresso.

- Estou com muita vontade de você Jin, desculpa se eu me descontrolar.

Eu virei meu rosto para ele sentindo sua ereção encostar-se a minha bunda totalmente babada e selei nossas bocas. Ele entendia tudo que estava codificado naquele beijo.

Devagar ele me penetrou. Senti dor. Pausamos. Respiramos. E ele me acariciou. Assenti. Iniciamos.

Suas estocadas eram necessitas. Namjoon fazia movimentos violentos que me deixava ainda mais excitado e sentindo prazer sempre que me acertava profundamente.

O desespero de suas investidas era tudo o que me agradava. Seu gemido jogado ao ar. O peso do corpo sobre mim que se apoiava meio em pé na parede. Tudo era informal e precioso demais.

Seguimos vários minutos assim: possuídos pelo pecado da luxúria, inteiramente descontrolados e irracionais. Desfrutando um do outro dentro daquela incerteza.

E assim Namjoon se desfez. Belo e tão perfeito dentro de mim.

Nossos peitos subiam e desciam tentando estabilidade. A camisinha foi jogada no lixo com a amostra da nossa irresponsabilidade e aos poucos nossas vestes voltavam para os nossos corpos.

Nesse processo não só via desaparecer dos seus olhos o Namjoon que me desejava, como também a sumir aos poucos a ânsia incontrolável e com ele minhas esperanças. O silêncio tomara seu lugar entre nós dois e o fim de tudo aquilo veio com um sorriso tímido de seus lábios.

Já dentro do vagão nossos corpos balançavam com o movimento do metrô que chegava a nossa estação. Naquele fim de trajeto eu voltava a analisar tudo o que acabamos de fazer e o momento de agora. Tão contrastantes. Ali sentados um ao lado do outro éramos dois desconhecidos. Apenas.

O vazio preenchido a minutos atrás voltara ainda maior cheio de incertezas. Nessa ausência emocional, as palavras de Tae e Jimin eram pedras que me feriam com verdade dentro da minha cabeça e um início de raiva era sentido como produto desses avisos.

Namjoon devia ter falo alguma coisa no trajeto, mas eu nem prestei atenção. Tinha certeza que o sexo que fizéramos já tinha sido apagado da memoria. Restara somente o Namjoon amigo de Seokjin. Apenas.

Saímos da estação e fomos abraçados pelo frio da madrugada.

- Quando chegar em casa manda mensagem. – Ele falou, e como resposta só balancei minha cabeça de maneira desinteressante.

Ele disse um tchau e foi em direção a sua casa que era próxima dali, e eu fiquei sozinho ainda abraçado pelo frio esperando o ônibus chegar.

Assisti seus passos o levar para a direção contrária a minha enquanto desaparecia na rua. Não contive algumas lágrimas que desejaram ir de encontro ao chão livrando-se da minha tristeza. Como Namjoon conseguia ser daquele jeito? Eu desejava que ele ficasse e esperasse comigo o ônibus atento com minha segurança na noite tão fria. Eu esperava que ele virasse e me desse um sorriso sapeca antes de sumir completamente em direção a sua casa. Eu simplesmente queria que ele perguntasse se poderia dormir na minha casa já que meus pais estão fora. Eu ansiava por uma pequena demonstração sua de querer estar comigo fora de um banheiro sujo de metrô.

Mas ele não chegava nem perto das minhas idealizações.

Depois de bons minutos o ônibus chegou e pude encontrar a solidão do meu lar. Sem meus pais, sem meus amigos e principalmente sem Namjoon.

No caminho eu voltava a prometer que não ligaria mais pra ele, que não atenderia seus chamados e que não responderia mais o loiro. Pensei em apagar suas fotos do meu celular. Pensei em quebrar o aparelho só para não ter a chance e ter contato. Refis juras e promessas pra esquecer os sentimentos que eu tinha por Namjoon. Conseguiria chegar em casa bem e ser mais forte para uma próxima vez.

 

Mensagem Eu:

- Oi. Cheguei...

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado. Nas próximas semanas sairão os outros contos dos outros shipps. Enfim é meio que isso. Um beijinho na bundinha de vocês. Tchau!


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