História Amores Mortais - Capítulo 28


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Categorias Eliane Giardini
Personagens Personagens Originais
Tags Christiane Torloni, Dan Stulbach, Eliane Giardini, Gabriel Braga Nunes, Totia Meirelles, Werner Schunemann
Visualizações 32
Palavras 1.950
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Policial, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 28 - Capítulo 28


Maísa podia esperar o elevador, mas tinha urgência em vê-lo. Subiu rápido as escadas, embora o salto atrapalhasse um pouco. Chegou ao andar do apartamento dele cansada, arfando, e parou em frente à porta, a fim de tomar um ar e um pouco de coragem para seguir em frente.

Roberto entrou no elevador. Ao se virar para apertar o botão do andar, teve a visão que mais temia: Maísa parada em frente à porta de Nícolas. E estava lindíssima! Mas aquilo tudo não era para ele. Aquele ardor em seu rosto estava voltando, mas não queria chorar. Não podia se render a isso mais uma vez. Ela estava ali porque queria. Teve todo o trabalho de se arrumar tão lindamente para ele, sair de casa e ainda subir de escadas. Tudo para vê-lo! Mas ele sentia necessidade de impedi-la. De tomá-la em seus braços e levá-la embora daquele lugar. Dizer que ela estava enganada e só ele poderia fazê-la feliz de verdade, porque a ama como nenhum outro. Saiu do elevador e foi caminhando na direção dela.

Maísa finalmente tocou a campainha. Ajeitou os cabelos e em seus lábios exibia um pequeno sorriso, repleto de malícia. Roberto diminuiu os passos, estava perdendo a coragem. E afinal, que direito ele tinha? Isso só provocaria mais alguma discussão entre eles. Nícolas logo abriria a porta e ele não precisava de mais esse constrangimento. Voltou o mais rápido que pôde para dentro do elevador.

Nícolas bebia mais um copo de vodca. Estava pensando se realmente ela viria, quando a campainha tocou mais uma vez. Não fazia nem dois minutos que Roberto havia saído dali, podia ser ele de novo. Foi até a porta, um tanto impaciente.

Seus olhos deram lugar a um brilho inexplicável ao se deparar com a visão daquela que, nos últimos dias, era a única a habitar desde suas mais doces às mais perversas fantasias. Ver Maísa o esperando com aquele sorriso convidativo mexeu com o seu mais interno desejo.

Ele a puxou pela cintura antes mesmo de esperar que ela entrasse. Uma das mãos a segurava firme por entre os cabelos e seu corpo agora se encontrava prensado junto ao dela no batente da porta. O beijo era desesperado. As línguas intensamente em uma sincronia que ambos já conheciam. Maísa se desmanchara nos braços dele, a ponto de deixar escapar um gemido por entre os lábios dele assim que sentiu entre suas coxas a maior prova do quanto Nícolas esperava por aquilo.

Nícolas sentia como se aquela sensação de choque interior fosse sair pelos poros. Ele apertava Maísa cada vez mais forte contra o seu corpo. Aquele gemido que ela soltou o deixou louco. Maísa parou o beijo, mas ainda tinha os lábios quase colados. Ele a encarou e Maísa mordeu o lábio inferior dele.

— Acho melhor entrarmos.

Roberto apertou o botão do elevador e esperou a porta fechar, a fim de ser levado para o mais longe possível daquela cena deplorável.

Nícolas sorriu, puxando-a para dentro do apartamento e fechando a porta em seguida. Chegou a pensar nas taças de champanhe que reservou em cima do balcão. Talvez ela gostasse de beber algo antes. Mas esses pensamentos foram interrompidos por uma leve massagem que Maísa iniciou entre suas pernas. Sentiu sua boca ser invadida novamente pela dela. Levou uma de suas mãos até a mão que ela usava para aquele delírio e apertou, incentivando-a a continuar aquilo mais intensamente. Ela soube retribuir a altura, deixando-o quase rendido. Maísa já o deixava maluco sem tudo aquilo. Agora, somente com aquela amostra, ele teve a certeza de que valeu a pena toda aquela espera, toda aquela insistência.

Não conseguiam sair da porta. Ela parou a leve tortura e começou a desabotoar a camisa dele, o que ele ajudou com rapidez. Logo se livrou dela, deixando que Maísa passasse as mãos macias por seu peito, observando cada curva.

— Vai — ofegante — Acaba logo com isso.

Aquelas palavras soaram como uma súplica para Nícolas. Maísa se sentia completamente rendida. Cada parte de seu corpo mostrava o quanto queria que Nícolas a possuísse. Ele sorriu e, beijando-a, apertou forte sua coxa e levantou a perna dela até a sua cintura. Maísa sentia o corpo todo em um frenesi. Precisava de Nícolas dentro dela. Precisava daquela noite como se fosse morrer. Não conseguia pensar em nada. Apenas desejava insanamente ser invadida por aquele homem que estava roubando seus sonhos.

Despertou desses pensamentos ao sentir que Nícolas encontrava-se com uma das mãos em seu sexo, onde começou a provocá-la, passando suavemente os dedos por cima da calcinha. Aquilo a enlouqueceu. Já não era responsável por seus atos. Suas pernas estavam perdendo as forças. Nícolas segurou novamente em suas coxas, deu um impulso e a ergueu. Maísa entrelaçou os braços em seu pescoço e as pernas em seu tronco, puxando-o novamente para um beijo. O que havia naquela boca? Algum tipo de encantamento? Não queria desgrudar dela por nada.

Em meio a beijos, ele a levou para o quarto. Assim que entraram, Maísa foi contemplada com o intenso perfume de Nícolas. Aquele perfume que ela adorava.

Nícolas a colocou em cima da cama e olhando-a malicioso. Maísa não conseguiria descrever a sensação de ter aqueles olhos famintos sobre ela, mas saberia afirmar que não se sentia incomodada. Ele foi até os pés dela e a livrou das sandálias. Com os lábios, trilhou um caminho de beijos molhados e pequenas mordidas, do pé até a parte interna da coxa. Constatou o quanto ela estava excitada, vendo a sua calcinha úmida. Trilhou novamente os dedos sobre ela. Olhou para cima, para o rosto de Maísa, e a viu com os olhos fechados e as mãos enterradas no lençol. Sorriu e, sem tirar as mãos de seu sexo, ficou em cima dela. Abaixou lentamente uma das alças do vestido e lhe beijou o ombro. Um beijo que se estendeu até o colo. Abaixou o decote, chegando assim aos seios, que ele não apenas beijou, mas quase devorou com a boca. Subiu de volta, chegando ao pescoço. Parou e encarou o rosto de Maísa, que permanecia de olhos fechados e o peito arfante. Ela se sentiu observada por ele e abriu os olhos. Os dois mantiveram aquele olhar, fixos um no outro, enquanto Nícolas aumentava o ritmo e pressão dos movimentos de sua mão sobre o sexo dela.

Maísa arqueava o corpo, buscando pelo dele. Soltava gemidos cada vez mais altos e se contorcia de prazer, mas em momento algum desviou os olhos dos dele. Nícolas sentiu vontade de parar o tempo, de poder fitá-la por horas a fio. Aproximou um pouco o rosto. Maísa quase fechou os olhos, pensando que seria beijada, mas ele queria apenas sentir sua respiração. Sentir o calor que emanava de seu rosto, que queimava, ardia de tanta luxúria. Maísa tocou no rosto de Nícolas, passando os dedos de forma suave sobre suas têmporas. Aquilo o fez sorrir e ele retribuiu, acariciando os cabelos dela. Sua boca não conseguia dizer o que os olhos já denunciavam: Maísa era diferente; diferente das outras. Sentia-se ligado a ela. Não queria que aquilo acabasse. Ela se satisfaria, iria embora, e depois? Podia tentar convencê-la a passar a noite com ele. Ao menos a teria por mais algumas horas. Quando tentou dizer algo, Maísa, que já pensava ter passado tempo demais com a boca longe da dele, o puxou para beijá-lo. Ele se deixou entregar àqueles lábios doces. Maísa girou o corpo, ficando sobre ele. Retirou as mãos dele de si e segurou em seus pulsos, roçando os sexos para atiça-lo ainda mais.

Maísa sorriu com um ar maldoso que o enlouqueceu. Ele retribuiu o sorriso e esperou. Deixou que ela fizesse com ele o que bem entendesse. Maísa se afastou um pouco e abriu o zíper da calça dele, retirando-a totalmente em seguida. Passou novamente a mão sobre seu membro excitado ainda coberto pela cueca. Acariciou-o de forma vigorosa e, sem retirar a cueca, envolveu-o com a boca, passando levemente os dentes por toda sua extensão, diversas vezes. A cueca branca, molhada pela saliva dela, revelava até mesmo as veias, que pulsavam naquele momento. Nícolas perdera todos os sentidos. Aquilo já era tortura demais. Abaixou as mãos para tentar retirar a cueca e poder sentir o calor da boca dela, porém Maísa o impediu, mantendo os pulsos dele presos. Nícolas tentou soltar os braços, mas Maísa mostrou uma força fora do comum para uma mulher. Rendeu-se, afinal, ela ainda sofreria as consequências disso. Quando a pegasse, não lhe daria qualquer possibilidade de reação.

O celular de Maísa começou a tocar. Talvez estivesse tocando há muito tempo, mas apenas naquele instante ela ouviu. Ela saiu de cima dele para que pudesse atender, mas ele se adiantou e a puxou novamente para a cama. Deixou-a imóvel, segurando-a pelos pulsos.

— Eu preciso atender, Nícolas.

— Por favor, não atende... — beijando o pescoço dela.

— Eu preciso... Pode ser do trabalho. E eu tenho um pai idoso que pode precisar de mim.

Nícolas não mais insistiu. Soltou os pulsos dela, deixando-a livre para atender o celular. Ela viu que era Helena.

— Helena?

— Maísa! Até que enfim você atendeu! Onde você está?

— Estou... Estou resolvendo algumas coisas, por quê?

— Oliver ligou aqui atrás de você e...

— Ligou? E o que você disse?

— Que não sabia onde você estava, por quê? Maísa, o que você...

— Helena, o que mais ele disse?

— Ficou meio nervoso, mas depois disse que já imaginava onde você estava.

— Imaginava?

Maísa parou um pouco para pensar... “Droga! Ele está indo atrás do Beto!”

— Foi só isso que ele falou?

— Foi. Logo depois desligou... E desligou na minha cara, acredita? O que está acontecendo Maísa?

— Obrigada por me avisar, Helena. Eu vou dar um jeito.

— Mas Maísa, o que...

Maísa desligou o celular e começou a se arrumar.

— Eu preciso ir.

— Como assim? — levantando-se da cama

— O Oliver descobriu que eu menti. Eu disse que iria sair com uma amiga. Ele está indo tirar satisfações com o Beto.

— E daí?

— E daí que o Oliver morre de ciúmes do Beto. E eu sinto que isso não vai acabar bem.

— Tem alguma coisa entre vocês dois?

— O Beto e eu? Claro que não! Ele é meu amigo.

— Por que ele sempre tem que atrapalhar?

— Olha, eu preciso resolver isso. Nós vamos encontrar outro horário pra nos encontrarmos.

Ela estava pronta para ir quando Nícolas a segurou pelo braço.

— Você não pode fazer isso comigo... Com a gente.

— Eu volto. Prometo que volto.

— Se sair por essa porta agora, não precisa voltar mais.

Maísa o olhou sem entender. Ele teve provas de que ela não o deixaria esperando à toa. Viu o quanto ela queria. Mas ela precisava ir. Aquilo não era por culpa dela. Não poderia apenas ignorar aquele telefonema.

— Então, acho que isso é um adeus.

Maísa deixou aquele apartamento, com a cabeça a mil e o corpo sendo invadido por uma calmaria que ela não queria sentir. O estado que o seu corpo estava, era devido a ele, e queria ficar com aquilo por mais alguns minutos... De recordação.

Nícolas se jogou na cama, frustrado. Pensou que ela pudesse mudar de ideia. Mas ela partiu, para longe de seus braços. Jurou a si mesmo que não a procuraria mais. Mas o que fazer com o cheiro dela impregnado em seu corpo? Com aquele tesão desmedido que ela o deixara? Como esquecer os olhos dela, sua pele macia, seus sussurros, gemidos, seu peito arfante... Como esquecer tudo aquilo que a tornava única?



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