História Amores Mortais - Capítulo 29


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Christiane Torloni, Dan Stulbach, Eliane Giardini, Gabriel Braga Nunes, Totia Meirelles, Werner Schunemann
Visualizações 58
Palavras 1.611
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Policial, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 29 - Capítulo 29


Roberto chegou em casa. Conseguiu controlar as lágrimas, mas as imagens repassavam em sua mente como um filme. Maísa parada em frente à porta dele, o esperando com aquele ar de malícia que ela mal conseguia disfarçar. Os dois se agarrando ali mesmo, sem qualquer pudor, sem se importarem com nada nem ninguém. Suas mãos tremiam. Precisava se acalmar. Iria tomar um banho e seguiria para a casa de Helena, onde certamente encontraria o conforto que tanto necessitava. Quando fez menção de entrar para o banho, a campainha tocou. Pensou que seria Helena que não aguentou esperar para vê-lo, porém ao abrir a porta foi surpreendido pelo semblante furioso de Oliver.

— Cadê a Maísa? — ríspido

— Er... O quê? — tenso

— A minha mulher! Onde ela está? — elevando a voz

— Como eu vou saber?

— É claro que você sabe!

Sem se importar com qualquer regra de etiqueta, Oliver adentrou a casa de Roberto, esbarrando no ombro nele de forma rude. Sem pedir licença, foi entrando tempestivamente em todos os cômodos, batendo portas, revirando coisas. Oliver voltou à sala, onde Roberto o observava boquiaberto, sem reação.

— Por que você não liga pra ela?

— Porque eu tenho que surpreendê-la. Não posso dar tempo de ela inventar uma desculpa.

— Você desconfia que ela esteja te escondendo alguma coisa?

— Ela mentiu pra mim. Por que ela mentiria se não tivesse nada a esconder?

— E o que eu tenho a ver com isso? Por que veio procurar ela aqui?

— Acha que eu não sei que você é louco pela Maísa? Eu nunca entendi como ela não percebia, mas agora eu entendo... Ela sempre soube. Há quanto tempo ela saiu daqui?

— Ela não esteve aqui e eu não faço ideia de onde ela esteja. Você veio atrás da pessoa errada.

Oliver segurou Roberto pela camisa, com força.

— Se eu descobrir que você tocou na minha mulher, eu acabo com você. Eu nunca te suportei, não vai ser nem um pouco difícil pra mim.

Roberto já estava em seu limite. Não bastava ter suportado o riso irônico de Nícolas, debochando do seu sentimento por Maísa, apenas para manter sua dignidade, agora teria que aturar Oliver, fazendo insinuações infundadas. Não, ele não aturaria ser humilhado novamente. Não era obrigado a ouvir aquilo em sua própria casa, enquanto Maísa estava entregue à luxúria nos braços de outro. Não! Ele tirou as mãos de Oliver de sua camisa e o empurrou. Era notório nos olhos de Roberto que ele já estava fora de si. Suas emoções estavam transbordando.

— Eu também nunca te suportei, Oliver. Mas pela Maísa eu faço qualquer coisa. Até aturar o seu mau humor e a sua falta de educação. Se a Maísa tem um amante, infelizmente não sou eu. Porque você tem a sorte dela nunca ter percebido que eu a amo muito mais do que você. Se ela me olhasse, se ela me quisesse, perceberia que eu posso fazê-la feliz de verdade. Você nem ao menos se importa em conhecer sua mulher. E se ela está te traindo, a culpa é sua. Você não sabe cuidar do bem mais precioso que tem.

Roberto não saberia responder se chegou a pronunciar a última frase ou apenas a formulou em sua mente. Sentiu um forte impacto em seu rosto, seguido de uma dor lancinante, quando foi atingido por um soco que atingiu o seu nariz. Recuperou a lucidez e se viu caído ao chão. O nariz sangrava e seus olhos não conseguiam focar em nenhum ponto. Tateando o sofá se levantou e viu o rosto de Oliver ainda o encarando com um olhar de ódio. O revide não teve a força que Roberto gostaria, mas foi suficiente para deixar Oliver tonto e lhe arrancar um filete de sangue. Aquilo atiçou a fúria de Oliver, que o atingiu mais uma vez, com mais força. Roberto foi lançado para trás, mas antes de atingir o chão, bateu a cabeça na mesa de centro, o que o deixou absolutamente desacordado. Oliver poderia parar por ali, mas tomado por uma raiva insana, caiu sobre ele e desferiu uma sequência de socos no rosto de Roberto que não esboçava qualquer reação. Oliver parou apenas quando suas mãos já não aguentavam mais. Elas estavam cheias de sangue, mas não pior do que o rosto de Roberto. Oliver aos poucos foi recuperando a lucidez. O que havia feito? Segurou Roberto pela camisa, sacudindo seu corpo, tentando reanimá-lo.

— Acorda, seu infeliz, acorda! Vamos, reage!

Oliver sacudia Roberto, cada vez mais tomado pelo desespero.

Quando viu o carro de Oliver estacionado, Maísa tirou as sandálias a fim de correr mais rápido para dentro da casa de Roberto. A porta se encontrava aberta e ela entrou como um furacão, esperando surpreendê-los, no máximo, em meio a uma discussão, mas a cena que viu a deixou em choque.

Aos poucos seus olhos foram abrindo. Onde estava? Sua casa não era. A última coisa que lembrava era que Oliver estava em cima dele desferindo vários socos em seu rosto. Depois de alguns segundos entendera que estava em um quarto de hospital. As lembranças lhe invadiram a mente conjuntamente com o incomodo que sentia na face. Segurava o choro o quanto podia. Pensava em Maísa, mas não da mesma maneira de antes: com amor; agora pensava com raiva e com dor. Aquilo havia sido a gota d'água. Não queria mais sofrer e a única pessoa que poderia ajudá-lo naquele momento era Helena. O enfermeiro que estava no quarto, assim que percebera que Roberto havia acordado, terminou de dosar o soro com o medicamento contra a dor e saiu imediatamente, pois fora instruído pelo médico responsável a informá-lo no momento em que o paciente acordasse. Assim que recebeu a noticia do enfermeiro, o médico foi até a sala de espera.

Maísa estava agoniada. Ainda não recebera noticias de Roberto. A preocupação era tanta que se apegara a Deus pedindo que nada de mais grave ocorresse com ele. Enquanto rezava, Oliver estava sentado ao seu lado, impaciente e incrédulo. Não acreditava que Maísa estava a rezar por aquele imbecil. Ela se levantou rapidamente no instante em que o médico adentrou a sala.

— Doutor, como está o Roberto? — aflita, segurando as lágrimas que teimavam em brotar.

— Ele está bem. Está medicado. Precisa ainda fazer alguns exames, mas não parece ser nada grave.

Maísa sentiu um alívio imenso. Não sabia explicar a alegria de saber que Roberto estava bem e vivo, mesmo depois de tudo.

— Eu posso vê-lo?

— Pode sim, ele está acordado. Deve estar meio sonolento, por causa dos remédios.

— Compreendo, mas não pretendo ficar muito tempo no quarto. Eu só preciso vê-lo.

— Maísa, deixa isso pra amanhã. Agora você já sabe que ele está bem. Vamos pra casa.

— Eu quero ver o Roberto e vou! Agora se você quiser ir para casa, pode ficar à vontade. Eu vou passar a noite aqui com ele — virou-se para o médico — Vamos, doutor?

Maísa o acompanhou, seguindo para o quarto. Oliver ficara inconformado com a maneira que Maísa lhe respondera, mas decidiu ficar com ela, pensando que isso pudesse amenizar a raiva que ela sentia dele.

Maísa e o médico chegaram ao quarto de Roberto.

— Fique só um pouquinho aqui. Já vou deixá-la entrar.

Maísa apenas assentiu com a cabeça.

— Oi, Roberto.

— Oi, doutor.

— Como está se sentindo?

— Sinto um pouco de dor no rosto, mas não é nada insuportável.

— Que bom. Pedirei ao enfermeiro que aumente um pouco mais o remédio para dor. Amanhã faremos mais alguns exames, está bem?

— Sim, doutor.

— Antes que eu vá, vou chamar uma pessoa que quer lhe ver. Posso?

— Pode sim.

Roberto imaginava que a pessoa que queria lhe ver era Helena e ele queria vê-la; somente a ela. O médico se retirou e deu autorização para que Maísa entrasse. Maísa suspirou e entrou devagar pelo quarto. Roberto olhava a porta a sorrir, esperando a entrada de Helena. Ao ver Maísa, seu semblante se transformou. Ela notou a mudança, mas mesmo assim prosseguiu até chegar próximo a maca de Roberto. Enquanto Maísa caminhava, Roberto chegou a sentir certo remorso por estar com tanta raiva dela, afinal, ela parecia realmente preocupada. Mas ao mesmo tempo reparou que ela ainda usava aquele vestido sensual. Lembrou-se de como horas antes ela sorria com malícia, de como eles se agarraram na porta do apartamento. Lembrou-se dos desaforos que ouvira de Nícolas e de Oliver... Tudo isso fez a raiva voltar e crescer de maneira descomunal.

— Beto... Que bom que você acordou. Nem acredito, graças a Deus — com a voz embargada devido à emoção. Olhava-o esboçando um sorriso sincero — O que Oliver fez com você? — passando a mão pelo rosto dele — Está tudo bem? Como que você está se sentindo?

Roberto não respondia e nem esboçava qualquer reação.

— Beto, o que está acontecendo? Fala comigo... Não me deixa aflita.

Roberto engoliu o choro raivoso que estava entalado na garganta. A raiva só aumentava a cada momento em que Maísa se fazia presente.

— Onde está a Helena? Eu a quero aqui comigo — retirando as mãos de Maísa de seu rosto.

Aquilo fora um choque para Maísa. Jamais imaginara que Roberto pediria por Helena, sendo ela a pessoa que sempre esteve ao seu lado em momentos difíceis.

— Ok, eu vou ligar pra ela e já volto aqui pra ficar com você.

— Maísa, você não me entendeu. Eu só quero a Helena aqui. Agora, por favor, se retire do meu quarto e não entre mais.



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