História Amores Mortais - Capítulo 30


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Categorias Eliane Giardini
Personagens Personagens Originais
Tags Christiane Torloni, Dan Stulbach, Eliane Giardini, Gabriel Braga Nunes, Totia Meirelles, Werner Schunemann
Visualizações 30
Palavras 1.334
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Policial, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 30 - Capítulo 30


Maísa notou o ressentimento na voz de Roberto. Aquilo doeu nela. Retirou-se dali sem dizer uma palavra. As lágrimas vinham-lhe aos olhos quando a porta do quarto se fechou e, por fim, caíram em seu rosto enquanto caminhava à sala de espera. Por que Roberto tratara-lhe daquela forma? Não foi apenas por causa da discussão que tiveram, isso era certo. Em que momento errara com ele? Ao entrar na sala de espera Oliver logo nota seus olhos vermelhos.

— O que foi, Maísa? Aconteceu algo com ele?

Havia na voz de Oliver um tom de esperança, mas não era pelo bem de Roberto e Maísa sabia disso.

— Não aconteceu nada a ele, cancele as suas comemorações. Aliás, é bom começar a rezar para que ele não faça um B.O. contra você.

Oliver sentiu o sangue gelar. Não havia ainda pensado nessa possibilidade. Ter a ficha suja por agressão não seria nada bom para sua reputação.

— Maísa, conversa com ele. Pede pra ele não...

— Eu não vou pedir nada. VOCÊ é que vai entrar naquele quarto e pedir desculpas a ele.

— Pedir desculpas? Você já me obrigou a pagar pelo atendimento dele nesse hospital... Já me obrigou a vestir essa camisa dele...

— Você devia era me agradecer. Queria que te vissem cheio de sangue? Estaria na delegacia uma hora dessas. Agora tente ser um pouco humilde e vá se desculpar com ele.

— Não vou fazer isso.

— Então, começa a rezar desde já. Me dá licença que eu preciso telefonar.

Passado algum tempo, Helena surgiu nos corredores do hospital. Ao longe, Maísa ouviu sua voz estridente, discutindo com alguém, desesperada por notícias de Roberto. Maísa foi ao encontro da amiga e a viu falando com Mateus.

— Helena, calma! Eu te levo até o Beto. Oi, é Mateus, né? Deixa que eu cuido disso.

— Desculpa, mas eu não estava entendendo bem o que ela queria.

— Você é um lerdo, isso sim!

— Chega, Helena! O rapaz tentou ajudar. Obrigada, Mateus. Vem comigo, Helena.

— Às ordens.

Mateus voltou a seu consultório, rindo da situação. Maísa levou Helena a um canto afastado.

— Se o Oliver te perguntar nós marcamos de nos encontrar, mas meu pai me ligou e eu precisei ir até a casa dele.

— Eu não tenho nada a ver com seus problemas com o Oliver. Eu quero saber é do Beto.

— O Beto está bem, Helena. Por favor, presta atenção no que eu estou falando. O que aconteceu com o Beto foi minha culpa...

— O que aconteceu com ele, Maísa? É isso que eu preciso saber. Você deixou muito vago pelo telefone.

— Tem a ver com o que eu estava falando. Eu menti pro Oliver dizendo que estava com você...

— Ah, aquela história! Vocês me deixaram confusa. Por que você mentiu pra ele?

— Eu... Eu fui me encontrar com outra pessoa.

— Outra pessoa você quer dizer, outro homem? Maísa! — surpresa.

— Depois você me dá lição de moral, tá bom? O Oliver sempre teve ciúmes de mim com o Beto e quando ele soube que eu menti ficou pensando besteira. Aí ele foi à casa do Beto e bateu nele achando que...

— Como é que é? O Oliver bateu no Beto? No meu Beto?

— Sim, mas agora está tudo bem com ele. Foi só um susto.

— Ah, mas quem não vai ficar nada bem é o troglodita do seu marido. Onde ele está?

— Helena, eu já disse que a culpa é minha.

— Você também está merecendo umas boas surras, Maísa. Mas primeiro eu vou pegar o Oliver. Cadê ele?

Nesse momento, Oliver surgiu no corredor em que as duas se encontravam.

— Helena? O que você está fazendo aqui?

Maísa viu o olhar furioso que Helena lançou para Oliver e temeu pela integridade física de seu marido.

— Helena, por favor, se acalme!

Maísa tentou intervir, mas Helena voou em cima de Oliver, lhe dando bolsadas, tapas, e por vezes, até socos. Mesmo sendo Maísa uma mulher forte não conseguiu conter Helena sozinha. Mateus ouviu a confusão que se instalara quase em frente a seu consultório e saiu de lá, curioso. Não pôde deixar de rir vendo aquela cena, mas precisava agir como adulto e fazer algo para impedir Helena de deixar Oliver tão ou mais machucado que Roberto. Correu até ela que a esta altura já havia derrubado Oliver ao chão. Mateus a segurou pelo braço, enquanto Maísa acudia Oliver que até o momento não entendia o porquê havia apanhado. Helena se livrou dos braços de Mateus e passou a bater nele.

— Ei, ei! Calma!

Outros funcionários do hospital chegam para amenizar a situação. Assim que conseguem acalmar Helena, ela é levada ao quarto de Roberto. Oliver está na enfermaria, recebendo alguns curativos, quando Maísa chega para ver como ele está.

— O que deu na Helena?

— Ela não gostou de saber que você machucou o namorado dela.

Oliver levou alguns segundos para processar aquela informação.

— Namorado?

— É, Oliver. O Beto e a Helena estão namorando. Não tem sentido nenhum esse seu ciúmes. É da Helena que ele gosta — disse a última frase com uma tristeza explícita.

— Mas então... Onde você estava? Com a Helena é que não era.

— Eu havia marcado com a Helena, mas meu pai me ligou e precisei ir até a casa dele.

— Eu falei com a Helena e ela não se lembrava de ter marcado nada com você.

— Isso ainda te surpreende? Você conhece a Helena tão bem quanto eu, sabe como ela é esquecida.

A enfermeira acaba o último curativo.

— O senhor pode voltar depois. Eu mesma posso cuidar de trocar esses curativos sempre que precisar.

A enfermeira sorri para Oliver. Era evidente que estava flertando com ele. Para desgosto de Oliver, Maísa não demonstrou qualquer preocupação com o fato.

— Será um prazer — disse tentando resgatar em Maísa algum resquício de ciúme, mas ela continuava alheia, olhando pela janela do recinto, observando o nada.

A enfermeira deixou o recinto. Àquela hora da noite a enfermaria encontrava-se vazia. Só restaram Oliver e Maísa no local. Ela estava de costas, ainda olhando pela janela, quando sentiu seu corpo ser envolvido pelos braços de Oliver. Maísa se sentiu estranha. Não havia mais nenhuma magia no abraço de Oliver, embora não pudesse negar que era gostoso estar nos braços dele. Ele a virou de frente para si.

— Me desculpa, Maísa... Desculpa por ter pensado o pior de você.

Maísa sentiu a culpa lhe corroendo. Ela ainda estava extremamente irritada com Oliver pelo que ele fizera a Roberto, mas como poderia ela não perdoá-lo, sendo ela a culpada do acontecido? E mesmo não tendo sido consumado, a traição ocorreu e ela não se sentia no direito de não lhe dar o perdão que ele pedia.

— Tudo bem, Oliver. Mas da próxima vez procure saber direito das coisas, antes de ir descontando a sua raiva no primeiro que aparecer. As consequências poderiam ter sido irreversíveis.

— Eu sei...

— E se ainda te resta alguma dignidade, é melhor você pedir desculpas a ele.

— Eu não consigo fazer isso.

— Não vou te obrigar, mas ficaria muito mais feliz se você fizesse... Por mim.

Oliver não se agradara nada da ideia, mas não queria negar aquele pedido de Maísa. Precisava contar mais pontos com ela.

— Eu volto depois e... Tento falar com ele. Agora eu preciso mesmo ir pra casa. Amanhã é a audiência e eu tenho que estar bem descansado.

— Pode ir... Eu vou ficar com o Beto. Ele pode precisar de mim.

Ouvir isso deixou Oliver irritado, mas arrumar mais uma briga àquela altura estava fora de cogitação.

— Ok. Amanhã nos vemos então.

Oliver se aproximou para beijá-la, mas recebeu da esposa apenas um selinho, dado com pouca vontade.

— Até amanhã — disse já deixando a enfermaria e se encaminhando à sala de espera.



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