História Amores Mortais - Capítulo 32


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Christiane Torloni, Dan Stulbach, Eliane Giardini, Gabriel Braga Nunes, Totia Meirelles, Werner Schunemann
Visualizações 51
Palavras 1.494
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Policial, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 32 - Capítulo 32


No dia seguinte, era exatamente 3hrs da tarde quando Mário deixou a sala onde ele e Maísa passaram boa parte do dia analisando o resultado de algumas provas que chegara. Maísa continuava à mesa, estudando as anotações que fizera.

Algum tempo depois, Mário voltou à sala.

— A Laura já está aí. O doutor Nícolas logo chega.

— Er... — um pouco tensa — Vá você ouvir os depoimentos junto com o Vagner.

— É melhor você ir, já está mais a par das teorias. Eu estou só de substituto do Beto.

— Mesmo assim, prefiro que você vá. Confio na sua capacidade de dedução — sorrindo.

Mário sorriu e sem dizer mais nada deixou a sala em direção à sala de interrogatórios onde Laura já se encontrava respondendo as perguntas de Vagner.

Em seguida foi a vez de Nícolas. Ao entrar foi logo correndo os olhos por toda a sala. Procurava por Maísa e não sabia se se sentia triste ou aliviado em não encontrá-la.

— As câmeras do circuito de segurança de seu prédio indicam que você saiu por volta das 21h45min, mas o rastreamento de seu carro indica que a última vez que o utilizou naquela noite foi às 21h38min, quando o deixou na garagem. Essa informação procede?

— Sim.

— Você saiu novamente 7 minutos após ter chegado em casa?

— Saí.

— Aonde foi?

— Em um bar.

— Como você se locomoveu até lá?

— De táxi.

— Por que não foi com seu próprio carro?

— Precisava economizar gasolina pra trabalhar no dia seguinte.

— Pela câmera pudemos ver que o senhor portava uma mochila ao deixar o prédio. Qual a necessidade dela se o senhor disse que foi apenas a um bar?

— Eu saí de casa com a intenção de ir pra academia, por isso levei a mochila com minhas roupas. Exercícios são como uma terapia pra mim. Mas como estava tenso demais pelos acontecimentos, achei que um bar seria uma opção melhor naquela noite.

— Voltou pra casa a que horas?

— Quase meia-noite, como vocês já devem saber pelas imagens do circuito — sorrindo.

Mais algumas perguntas e Nícolas fora dispensado. Olhava em todos os cantos daquela delegacia e não avistava Maísa em qualquer parte. Foi embora um tanto aborrecido.

Mário voltou à sala onde Maísa permanecia no mesmo lugar.

— E aí?

— A Laura disse que se esqueceu de avisar que o Marcos havia saído com o carro dela. Já pedimos o rastreamento à empresa de monitoramento.

— Ótimo. E o doutor Nícolas?

— Ele disse que saiu com intenção de ir à academia, mas decidiu ir num bar. Foi de táxi pra economizar a gasolina pro dia seguinte.

— Hum, então vamos aguardar.

— Que tal um café? Eu trago pra você.

— Quero sim, obrigada.

Quando iria deixar a sala, Vagner entrou afoito.

— Encontraram o carro da Laura.

— Mas já?

— Liguei pra empresa e eles imediatamente foram checar. O rastreador está ligado e o mais interessante é que permanece estacionado no mesmo lugar desde a noite da morte do Marcos. Vamos até lá. Já tem uma viatura nos esperando.

A viatura foi estacionada a alguns metros do local onde se formava uma nuvem preta de fumaça. Adentraram uma mata, até chegarem ao carro, estacionado em frente a uma casa que se encontrava em chamas. Os bombeiros foram prontamente acionados. Foi ordenada uma busca nos arredores. Afinal, se a casa fora incendiada, é provável que alguém estivesse por perto tentando apagar provas. Policiais militares tentavam manter a ordem em meio àquele caos que a cena virara. Peritos chegaram ao local para tentar resgatar evidências na casa que estava carbonizada e no carro, intacto. Vagner, Mário e Maísa anotavam tudo que podiam, conversavam com peritos e curiosos que ali chegavam. As questões que ficavam no ar eram inúmeras: o carro estava com Marcos, mas será que foi ele que dirigiu até aquele lugar? Se foi, o que o motivou a isso? Ou alguém o pressionou a fazê-lo? Seria aquela a verdadeira cena do crime? Se era, por que o corpo dele foi encontrado a quilômetros dali? E a principal questão: como o assassino soube que a polícia estava a caminho?

Passaram-se três dias.

Chegou o dia de Roberto receber alta do hospital. Maísa acordou cedo, ansiosa por aquele momento. Queria conversar com seu amigo, antes que ele e Helena fossem viajar. Antes mesmo de descer para o café da manhã, ligou para o celular de Helena.

Helena e Roberto já chegavam na casa dele após a alta, quando o celular dela tocou.

— Maísa?

— Oi, Helena, posso falar com o Beto?

— Er... — afastou o celular da boca — Ela quer falar com você.

— Não tenho nada pra falar com ela.

— Maísa, ele...

— Eu ouvi — com os olhos marejados — Só queria mesmo desejar uma boa viagem pra vocês.

— Obrigada.

Maísa desligou o celular, decepcionada e envergonhada. Roberto disfarçou a tristeza e tentou parecer natural, mas a verdade é que dizer aquilo o deixou despedaçado. Ambos entraram na casa dele, onde Helena já havia deixado a malas prontas para a viagem.

— Cinco malas?

— Três minhas e duas suas.

— Eu acho um exagero! Em Fernando de Noronha faz muito calor, então as roupas são menos volumosas. E ainda vamos pagar por excesso de bagagem.

— Tá bom, tá bom. Vamos deixar essa e essa. Três, está bom pra você?

— Melhorou.

— Vamos logo, senão perdemos o avião.

— Vamos.

Cerca de duas semanas depois.

Roberto e Helena estavam na sacada do hotel. Era final de tarde, e ambos tomavam um suco de melancia, apreciando o pôr do sol e se refrescando com a brisa do mar. Roberto acreditava que, enfim, conseguira encontrar a paz ao lado de Helena. Ainda pensava em Maísa todos os dias, porém se iludia achando que fortalecendo seu relacionamento com Helena naquela viagem, não se abalaria tanto em reencontrar sua amada. Helena irradiava de felicidade. Estava encantada com Roberto.

— Vou entrar e tomar um banho. Já está quase na hora de descermos pra jantar — disse se levantando.

— Eu vou depois de você.

Helena se abaixou para beijá-lo e seguiu para dentro do quarto. Roberto permaneceu ali por alguns minutos, entrando logo depois. Lembrou-se que ainda não havia ligado para Mário, como fazia todos os dias desde que chegara ali. Mesmo longe queria ao menos ter notícias de Maísa, saber se ela estava bem. Também gostava de desabafar com seu amigo e falar da evolução de seu namoro com Helena. Como se esquecera de ligar mais cedo, quando Helena não estava por perto, decidiu lhe enviar um e-mail. Sentou-se na cama e abriu o notebook, se deparando com um e-mail que Mário lhe enviara um pouco mais cedo.

“E aí, Beto? Você não ligou hoje, fiquei preocupado. Tá tudo bem por aí? Dá um sinal de vida, por favor. Antes que pergunte sobre a Maísa, ela tá bem, hoje mesmo perguntou de vc e disse que tá com saudade. Não gosto de te contar essas coisas, pq sei que vc tá bem com a Helena, mas acho que devia pelo menos ligar pra ela, pq ela anda muito triste e sei que é por causa de vc. Me liga depressa ou responde esse e-mail pra eu ficar mais tranquilo.

Abraços, Mário.”

Roberto não conteve um pequeno sorriso ao ler aquilo. Desejava mais do que tudo ligar para ela, mas um resquício de mágoa ainda o impedia. Além disso, temia ouvir de novo a voz dela, dizendo-lhe coisas carinhosas ao telefone, pois sabia o efeito que isso sempre lhe causava. Ainda ouvia o barulho do chuveiro e resolveu responder logo a mensagem, antes que pudesse se esquecer novamente.

“Me desculpe, hoje passamos o dia inteiro na praia, por isso esqueci de te ligar. A Helena é realmente incrível, me faz rir muito, toda hora, está sendo uma ótima distração. Nesses momentos eu quase não penso na Maísa. Aliás, acho melhor eu não ligar pra ela. Sei que ela sente saudades é da minha companhia, da minha amizade, por isso não quero alimentar falsas esperanças. Preciso tirá-la do meu coração o quanto antes. Quando eu voltar veremos como vão ficar as coisas entre nós. Até lá eu estarei mais apegado a Helena e será mais fácil pra mim. Amanhã eu ligo, mas caso demore, não precisa ficar preocupado.

Abraços, Beto.”

Poucos minutos depois de enviar a mensagem, Helena saiu do banho, enrolada na toalha, contemplando-o com o perfume que emanava de seus cabelos recém-lavados. Roberto sorriu para ela, que se aproximou da cama, deixando a toalha escorregar por seu corpo. Roberto se levantou, beijando o pescoço dela e a pressionando contra si.

— Vai lá, Beto. Senão não jantamos hoje — falou entre suspiros.

— Mais tarde pedimos alguma coisa no quarto. Agora vem cá — girou o corpo de Helena, caindo deitado sobre ela na cama.



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