História Amores Mortais - Capítulo 33


Escrita por:

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Categorias Eliane Giardini
Personagens Personagens Originais
Tags Christiane Torloni, Dan Stulbach, Eliane Giardini, Gabriel Braga Nunes, Totia Meirelles, Werner Schunemann
Visualizações 28
Palavras 1.361
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Policial, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 33 - Capítulo 33


Deitada ao lado de Roberto, Helena lhe acariciava o rosto. Ele olhava para o teto, com o pensamento distante. Helena não quis interferir, e se deitou sobre o peito dele, sem dizer, nem perguntar nada. Roberto voltou a si. Como podia estar pensando em Maísa naquele momento, ao lado daquela mulher que tanto o queria e lhe fazia bem? Ele a abraçou com carinho

— Quero te confessar uma coisa.

— O quê?

— Acho que estou me apaixonando por você. Nunca pensei que existissem homens como você. Acho que eu tenho muita sorte.

— Eu é que tenho. Pena que não nos conhecemos antes. Talvez há uns 25 anos atrás as coisas teriam sido diferentes.

— 25 anos?! Por que tanto tempo?

— Por eu queria ter me apaixonado por você antes...

— Antes do quê?

Roberto percebeu que falara demais.

— Antes... Quando eu era mais jovem. Teríamos aproveitado mais — sorri.

— Nunca vou perdoar a Maísa por não ter me apresentado a você há mais tempo.

Por que Helena tinha sempre que tocar no nome da Maísa? Roberto mais uma vez teve que se esquivar do assunto.

— Eu também nunca vou perdoá-la — dá um sorriso forçado — Vou entrar logo no banho. Acho que ainda dá tempo de descermos.

— Sim — dá um selinho nele — Vai lá.

Roberto se levantou e caminhou até o banheiro. Será que algum dia Helena perceberia que ele evitava falar de Maísa? Olhou para ela que lhe sorria da cama, retribuiu o sorriso e logo depois fechou a porta. Helena notou que ele esquecera o e-mail aberto no notebook e não resistiu em dar uma espiada. Seu sorriso se desmanchou no instante em que leu a última mensagem.

Roberto saiu do banheiro, vestindo um roupão, e se deparou com Helena, ainda sentada na cama, com os olhos fixos no notebook. Logo entendeu que ela havia visto o que não devia.

— Helena...

— Quer dizer que eu sou uma distração pra você? — encarando o rosto dele

— Não, não, não é isso. Você interpretou da pior forma possível. Me deixa explicar.

— Não tem nada pra explicar — grita — Você ama a Maísa. A Maísa! Minha melhor amiga.

Roberto se aproxima da cama pensando em acalmá-la, mas Helena está descontrolada, se levanta e o empurra.

— Eu pensei que você fosse diferente... Mas é tão desprezível quanto todos os outros homens. Aliás, você é ainda pior, porque finge muito bem. Sabe enganar, iludir. Eu acreditei em tudo que você me disse.

— Você está sendo injusta comigo, Helena. Eu jamais te enganei. Nunca te jurei amor eterno. Falei que devíamos nos conhecer melhor e ver se daria certo.

— Eu me iludi por conta própria, é isso que você está dizendo? Eu sou a culpada de achar que o nosso caso era sério, quando na verdade eu era só uma distração?

— Helena, me escuta, por favor — segurando o braço dela de forma delicada, porém firme — Eu gosto muito de você e acreditei que pudesse me apaixonar. Ainda acredito e agora será muito melhor, porque não tem mais nenhum segredo entre nós. Eu me sinto até aliviado que você saiba da verdade. Eu amo a Maísa sim, mas isso vai mudar, tem que mudar.

— Você só quer me usar pra esquecer a Maísa — grita, tirando as mãos dele de si — E ainda diz isso na minha cara!

— Não é bem assim. Já disse que gosto de você.

— Gosta? — irônica — Não é o suficiente. Eu quero um homem que me ame e que não esconda as coisas de mim. A Maísa por acaso sabe dessa sua paixonite?

— Ela nem desconfia. Não conta nada pra ela, por favor.

— Não vou contar. Não tenho nada a ver com isso... Não mais. Vai embora!

— Helena... — tentando se aproximar

— Não chega perto de mim. Veste sua roupa, pega suas coisas e vai embora.

Roberto percebeu que não adiantaria tentar conversar naquele momento. Calmamente, vestiu sua roupa e guardou tudo na mala, em silêncio. Queria abraçá-la e lhe pedir perdão, mas nem se atreveu a tentar. Tudo estando pronto, abriu a porta e parou na soleira, olhando na direção de Helena, com o coração apertado.

— Espero que algum dia você me perdoe — com voz embargada, deixou uma lágrima cair.

Helena estava com uma raiva que não cabia em si e sequer olhou para ele. Roberto fechou a porta e seguiu na direção do saguão do hotel. Pagou a conta, avisando que Helena continuava no quarto e pediu um táxi para ir ao aeroporto.

Mário desligou o celular. Ficara arrasado com a notícia que acabara de receber. Não sabia se tinha mais pena de Roberto ou de Helena. Sabia que o amigo não teve más intenções, porém já havia o advertido que devia contar a verdade a Helena, pois se ela descobrisse por si seria muito pior. Embora não conhecesse Helena, era impossível não se colocar no lugar dela. O choque deve ter sido muito grande. A primeira providência que tomou foi ligar para Maísa para avisá-la que Roberto estaria de volta.

Na mesa de jantar, Oliver olhava para Maísa com cara de poucos amigos. Detestava quando ela atendia o celular à mesa, sempre com a desculpa que podia ser algo relacionado ao trabalho. Quando viu o enorme sorriso da esposa e compreendeu o tema da conversa, se irritou ainda mais. Roberto estava voltando. Oliver o odiava com todas as suas forças e pensou por um momento que podia dar continuidade ao “trabalho” que deixara incompleto e sumir de uma vez com aquele infeliz. Maísa desligou o celular, sem disfarçar a alegria que sentia.

— Ficou felizinha de repente? — sarcástico, largou a taça de vinho sobre a mesa com tanta força que derramou parte do conteúdo desta na toalha.

— Fiquei sim — retribuindo o tom sarcástico dele — O que é agora? Vai ficar com ciúme do Mário também?

— Não se faça de sonsa. Eu entendi muito bem a conversa.

— Então é bom que fique sabendo que eu vou buscá-lo no aeroporto.

— Agora?

— Daqui a pouco.

— Não acredito que você vai sair de casa à essa hora!

— Claro que vou. Preciso muito falar com o Beto.

— Você sempre precisa falar com ele. Me ignora o tempo todo, mas com ele o assunto rende, não é mesmo?

— Chega, Oliver! — se levantando da mesa — Não preciso da sua permissão. Vou descansar um pouco e já vou sair — deixando a sala de jantar.

Maísa estava angustiada com a frieza desse distanciamento de Roberto. Precisava conversar com ele o quanto antes para ter certeza que aquela amizade tão preciosa não havia acabado. Deitou-se na cama a fim de descansar, enquanto pensava no que diria a ele, mas logo pegou no sono.

Oliver entrou no quarto alguns minutos depois. Evitou fazer qualquer barulho para não acordá-la. Trocou de roupa e foi se deitar ao lado da esposa. Mergulhada em um sono profundo, Maísa não se moveu nem mesmo quando ele a abraçou cuidadosamente por trás. Apenas soltou um suspiro sereno quando ele enterrou o rosto em seu cabelo a fim de adormecer sentindo o perfume dela.Na manhã seguinte, Maísa acordou assustada. Lembrou-se logo que havia perdido de ir ao aeroporto e, assim que olhou no relógio digital, percebeu que também estava bem atrasada para o trabalho. Levantou-se um tanto mal-humorada. Nem sinal do Oliver, a não ser pelo cheiro de loção de barbear que sentiu quando se dirigia ao banheiro. Melhor para ele não estar ali, pois uma discussão seria inevitável. Ele podia ao menos tê-la acordado mais cedo, já que não fez questão de fazê-lo na noite anterior para que ela fosse ao aeroporto. Agora ela teria que correr contra o relógio. Porém, Maísa decidiu ligar para Vagner avisando de que iria trabalhar após o almoço. Achou melhor tirar a manhã para resolver aquele assunto pendente com Roberto, assim poderiam conversar com calma. Ao descer para tomar o café da manhã foi informada de que Oliver saíra há algum tempo.



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