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História Amores que sangram... - Capítulo 25


Escrita por: Sombra_da_Noite_666

Capítulo 25 - Capítulo 24


Fanfic / Fanfiction Amores que sangram... - Capítulo 25 - Capítulo 24

- A sorte está lançada; Constança pensava, não muito longe de onde o seu marido estava, presa e impossibilitada de fugir de seus captores, e inimigos - E tudo pode acontecer, para o bem... Ou para o mal de todos nós... Os envolvidos em algo bem maior, que nós todos...

Constança estava numa espécie de casa abandonada, de difícil acesso, maior por dentro do que por fora, ou seja, ela estava bem presa eu um lugar, de onde não poderia sair, mesmo se quisesse, e como ela queria... Quando um de seus carrascos aparece, bem atrás dela... Pelo cheiro cítrico dele, só poderia ser  uma pessoa.

- Isidro... Isidro Del Valle, o servo de dois mestres; diz ainda de costas para ele - A qual de seus dois mestres você serve mais? Santiago? Josefina? Ou talvez, simplesmente e inevitavelmente, a quem lhe pagar melhor?

- Sempre dizendo tudo que lhe vem a mente, sem se importar com as consequências... Sem medo do que pode ou não te acontecer; diz em tom de troça - Isso, sem a menor sombra de dúvidas, é o que eu mais admiro em você, minha cara Constança...

- Sua admiração para mim é o mesmo que nada... Menos que nada, para dizer bem a verdade; ela se vira para ele, com uma ira incontida em seus olhos - Ser admirada por um homem feito você, sendo - lhe bastante franca e sincera, como sou e sempre fui e serei... Seja pelo que for... É o mesmo que um insulto para mim... É quase um ultraje... Um castigo de Deus... Uma afronta a tudo que é nobre e bom em mim...

- O que você pensa... Ou deixa de pensar sobre mim, é irrelevante... Afinal de contas, quem está com a vantagem sou eu; a olha de cima a baixo com desdém - E não, você, que aos olhos do mundo, está mais que morta e enterrada, meu "bem"...

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A relação entre Gonçalo e Renata, estava cada vez mais distante, e em parte isso era culpa da aproximação dela com Jerónimo, que ele descobriu recentemente como meio irmão de Rafael, além de ser filho de um homem, que já o prejudicou, e muito no passado. Ou seja Gonçalo tinha todos os motivos do mundo, para não ver com bons olhos uma aproximação entre Renata e Jerónimo, um jovem de moral dúbia e duvidosa, praticamente um omisso e mentiroso patológico. E como se isso não fosse o bastante, como cereja do bolo, ele ainda tinha que aturar, os insultos e provocações de Josefina, as mágoas e novas rebeldias de Matias, e o desprezo de Roberta. Depois de mais um dia cansativo de trabalho, tudo que Gonçalo queria e precisava com urgência, era de um banho quente, algo que o fizesse relaxar, e esquecer da canseira de seu dia, que como sempre, foi mais que agitado. Mas como já era de se esperar, assim que entrou em sua casa, a primeira pessoa que encontrou, foi a sua esposa, ou seja ele estava muito longe de ter o que realmente queria, logo que saiu do seu trabalho em uma de suas empresa, e pensou em voltar para casa, paz e sossego.

- Que bom que chegou cedo em casa; ela feliz em vê - lo? Isso era uma novidade para Gonçalo - E ainda sóbrio, pelo que posso ver e constatar com os meus próprios olhos; "pronto começou com as implicâncias", Gonçalo pensava isso, consigo mesmo, cansado fisica, e mentalmente - Nós precisamos conversar muito seriamente Gonçalo, e é sobre a sua princesinha...

- Por favor Josefina, não estou com cabeça pra isso; diz afrouxando o nó de sua gravata - Então vê se muda o disco, e me deixa sozinho, na santa paz...

- Ela me falou que conheceu um rapaz, e que está interessada nele; cruza os braços na frente do peito - Só que você não aprova este rapaz, pode me dizer o porquê desta desaprovação? Ou seria muita ousadia da minha parte te perguntar isso? - Ela o olhava como se fosse a dona da razão; vamos, me responda Gonçalo! Estou esperando a sua resposta, antes de prosseguir com esta conversa...

- Uma conversa mais que desnecessária, tendo em vista que você nunca se importou com assuntos ligados a vida da Renata... Sua filha; começa a se afastar dela, mas ela não o deixa ir embora dali - O que quer de mim agora, Josefina? Seja clara, e objetiva...

- Eu acho um erro proibir a Renata de ver esse tal rapaz, seja ele quem for; Gonçalo não acreditava no que estava ouvindo, pela primeira vez na vida, Josefina estava tomando as dores de Renata, a verdadeira prova de que milagres existiam - Veja bem, não é que eu morra de amores pela Renata, ou o contrário, mas é o seguinte... Já tentamos proibi - lá de muitas coisas, no passado, e deu no que deu, brigas em boates, saídas as escondidas até altas horas da noite, baladas, e tudo isso sem levar em conta o aborto que ela fez; ele pensou em defender Renata, mas estava muito cansado para... Cansado demais, para sequer pensar em discutir com Josefina, então continou em silêncio, mesmo que em seu coração soubesse, que pelo menos um aborto, Renata nunca fez, já que Honório ainda não havia conseguido as provas que ele precisava para inocentar Renata deste aborto, que de acordo com Josefina, ela havia feito em segredo  -  De modo que, se a proibirmos de ver esse rapaz, a Renata, sua princesinha, pode muito bem nos aprontar algo muito pior do que tudo que ela já fez, me entendeu agora? Entendeu o porquê de eu achar absurda essa sua proibição? Ou não?

- O que você sugere, então? - Ele pergunta tentando não perder o resto de auto - controle qua ainda tinha; que eu deixe a Renata se encontrar com esse... Com esse homem, que mente para ela, e lhe omite detalhes importantes da vida dele? É isso, que você está me sugerindo mesmo?

- Melhor do que arriscar um segundo aborto de sua princesinha, não é mesmo? É o que eu acho, pelo menos; dá de ombros - Como diz aquele velho ditado, "melhor prevenir do que remediar", e tem mais, se a Renata começar a namorar este rapaz, quem sabe ela não acaba, não sei, melhorando de índole, e comportamento... E tem mais, hoje a noite teremos um jantar em família aqui em casa, onde a Renata finalmente vai me apresentar esse tal Jerónimo, que é o rapaz que você tanto desaprova...

- Esse jantar não me parece ser uma boa ideia; diz mais para si mesmo, do que para ela - Você devia ter me consultado, antes de tomar esta decisão... Mas já que você a tomou, vamos a ela, mesmo que eu não concorde nem um pouco com esse jantar... Ainda é melhor do que brigar com você, mais uma vez...

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Numa pequena cafeteria perto da Televisa...

Renata não conseguia parar de rir de Jerónimo, que mais cedo quase partiu para cima de Fernando Colunga, ao assistir uma das cenas finais de amanhã é para sempre. A primeira cena de amor entre Fernanda, personagem de Renata, e Eduardo, que era feito por Fernando, sendo uma das cenas da reta final da novela.  O ciúme de Jerónimo era mais que visível, tanto era, que ele quase foi expulso dos sets de filmagem. Os doia estavam na cafeteria sem se falar por horas, já que ao contrário dr Renata, Jerónimo não estava achando graça nenhuma em toda aquela situação deles dois.

- Fica calmo; ela tentava controlar o riso - O Nando e eu não temos nada, somos só colegas de trabalho mesmo... Pode confiar em mim, quando te digo isso...

- Nando? Você chama todos os seus colegas de trabalho assim? Pelo diminutivo dos nomes deles... Porque... Sinceramente não me parece nada profissional da sua parte...

- Que saco, Jerónimo; ela diz já começando a se irritar - Não entendo essas suas caminhas de ciúmes... Nem estamos namorando e nem nada, e você já acha que pode mandar em mim, quem você pensa que é, pra falar comigo assim? Nem meu pai me cobra tanto, sabia?

- Me desculpe... É que eu fico louco de ciúmes, só de pensar em te ver com outro, e ainda mais beijando; pega as mãos dela, que estavam sobre a mesa, e beija cada uma delas com carinho e ternura - E quanto a estarmos namorando... Só não estamos namorando ainda, porque você não quer... Porque se dependesse de mim, até casados, nós já estaríamos... Mas como você é um pouco mais lenta que eu, nestes assuntos, decidi esperar o tempo certo... Esperar pelo tempo certo de te pedir em casamento; sorri presunçoso - E, por fim, realizar o nosso casamento...

- Ah vá... Deixa de ser palhaço... Que o assunto aqui é sério; afasta suas mãos das dele, e começa a brincar com uma mexa do seu próprio cabelo - Você nem sequer me fez um pedido decente de namoro... E já tá pensando em casamento, você só pode ser mesmo muito maluco, Jerónimo, por pensar assim desse jeito... Mais louco até, do que eu imaginava, a princípio, no dia em que te conheci...

- Correção, no dia em que você esbarrou em mim, feito um trem desgovernado; isso faz com que Renata fique vermelha de vergonha - E de tabela, quase ter me atropelou...

- Jerónimo!

- Mas se o problema todo é este, o pedido de namoro, que ainda não fiz, e que de muitas maneiras é muito importante para você... Não seja por isso, o faço agora mesmo, aqui diante de Deus e o mundo; se levanta da cadeira onde estava sentado, e diante de todos os presentes ali na cafeteria, se ajoelha na frente de Renata, com um sorriso no rosto - Renata Alvaréz Monterrubio, aceita ser a minha namorada, fazendo de mim, o mais feliz dos homens de todo o mundo, aqui e agora?

- Aí meu Deus, que mico... Quanto mico, de uma vez só, em um intervalo tão curto de tempo... Que mico que nada... Um gorila, isso sim, quase um king Kong; começa a rir de nervoso, enquanto os demais clientes da cafeteria esperavam com expectativa, e ainda mais ansiosos do que Jerónimo, pela resposta de Renata, em relação ao pedido de namoro - Mas tudo bem... Eu aceito o seu pedido... Eu quero ser a sua namorada...

- Ela disse sim! - Grita bem alto, para todo mundo ouvir; ela disse sim! Finalmente ela aceitou ser a minha namorada! - se levanta, já puxando Renata para si, enquanto era apludido e ovacionado, nl bom sentido, pelos demais clientes da cafeteria - Você não sabe, e nem tão pouco faz a menor ideia do quanto me fez feliz aceitando o meu pedido de namoro...

- O que devemos fazer agora, Jerónimo? Eu... Eu não sei o que fazer agora... Eu...

- Ah... querida Renata... Minha Renata...

E sem que ninguém esperasse, muito menos a própria Renata, Jerónimo lhe deu um beijo digno de uma cena de filme de romance... Um beijo que a deoxou de pernas bambas e com uma sensação esquisita entre as pernas.

- Esse beijo... Eu não sei explicar... Mas... Esse beijo foi...

- Eu sei, senti aqui dentro; coloca uma das mãos dela sobre o seu peito, bem acima do coração, mostrando a ela, o quanto ele estava acelerado, por conta daquele beijo - Eu também senti dentro de mim, que esse, também foi o melhor beijo da minha vida; e de fato era, o que, de muitas maneiras o deixou surpreso e assustado ao mesmo tempo - Eu também senti isso... Essa conexão especial, que eu só consegui sentir com você... Como se você fosse feita pra mim...

- Sinto a mesma coisa, em relação a você... Em relação a nós dois, Jerónimo... Que fomos feitos um para o outro; encosta a sua testa ma dele - Que o que sentimos um pelo outro é muito forte e verdadeiro... Eu te amo...

Para não ter que dizer, "eu te amo também", e não se sentir mal depois, pelo que supostamente houve no passado, entre a Renata e o seu irmão, para alegria geral, Jerónimo voltou a beijar Renata, só que com menos paixão, dessa vez. Um beijo mais calmo, e até certo ponto frio, de uma maneira, que Renata não entendeu, mas acabou percebendo, quase que sem querer...

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Mansão Monterrubio...

A noite...

Sabendo que Jerónimo ia jantar na casa de seu pai, e provavelmente ser apresentado como namorado de Renata, Matias preferiu simplesmente  jantar na casa de sua mãe. Roberta, preferiu jantar no quarto, não queria participar de um jantar, que tinha tudo e um pouco mais para terminar em desastre. Assim que Renata e Jerónimo chegaram na mansão Momterrubio, ela foi até o escritório de seu pai para procura - lo, já que ele não estava na sala, onde deixou Jerónimo sozinho. Chegando no escritório de seu pai, o encontrou ainda sóbrio, pois ao seu lado só havia garrafas de vinho, completamente cheias.

- Papai; ela finalmente consegue a atenção dele - Precisamos conversar... Conversar sobre o Jerónimo...

- Acho que você tem razão, Renata; suspira cansado - E não somente sobre isso... Mas também sobre o que houve na boate Del Valle, dentre oitras coisas, e principalmente sobre isso; lhe entrega todos os exames que conseguiu com Josefina e outras pessoas sobre o suposto aborto que ela cometeu - Um aborto que voce supostamente praticou, há uns três meses...

- Como assim? - ela pergunta atônita, mal enxergando os papéis que estavam em suas mãos - Do que o senhor está falando, papai? Não estou te entendo...

Na sala...

Assim que estava sozinho, Jerónimo se pôs a analizar atentamente a casa onde Renata nasceu, e foi criada. Até que uma mulher apareceu em sua frente, ela era elegante, e se trajava muito bem, com roupas muito caras, por sinal.

- Você deve ser o "amigo" de minha filha; era ninguém mais... E ninguém menos, que Josefina - Sou Josefina Alvaréz Monterrubio, mãe de Renata...

- Jerónimo; beija a mão que ela lhe estende, em sinal de cumprimento - Jerónimo Linares de la Fuente, a seu dispor...

- Não... Não... Mas não pode ser; começa a se sentir mal, e ter algumas vertigens, esse nome e sobrenome lhe eram bem mais que familiares - Estou tendo vertigens, preciso me sentar; Jerónimo a ajuda a se sentar num dos sofás da sala, ficando a frente dela, em seguida - Qual é mesmo o seu nome, meu rapaz? Acho que não o ouvi muito bem, quando você o falou...

- Jerónimo, senhora... Jerónimo Linares de la Fuente...

- Foi o que pensei; ela não podia deixar esse rapaz se envolver com a Renata... Ele não, por motivos ocultos e pessoais, então disse a Jerónimo, a primeira coisa que veio a sua mente, para manchar o nome da Renata - Mas mudando de assunto, Jerónimo, você sabia que a Renata já fez um aborto?

- Um aborto? A Renata já fez um aborto? Tem certeza disso? Ela foi mesmo capaz de fazer isso? - Pergunta, como se já não soubesse disso; não... Creio que não... Acho que não sabia disso... Conte - me mais sobre isso... Fale mais sobre esse pequeno delito da Renata...

- De que pecado meu vocês estão falando, dessa vez? Mãe? Jerónimo? - Era Renata ao lado de seu pai, muito perto dos dois, bem mais do que Josefina gostaria; que "pequeno delito" é este, do qual estou sendo acusada pela minha própria mãe? - Josefina e Jerónimo começam a se entreolhar, como se compartilhassem um grande segredo; vocês não vão me contar?

Continua...



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