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História Amores roubados - Capítulo 7


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Capítulo 7 - Capítulo 07


Em um dois quartos no subúrbio de Sapporo uma dupla de irmãs espirituosas reside a bastante tempo, ambas conseguiram comprar o imóvel há dois anos com o dinheiro adquirido no processo contra a transportadora onde seu pai trabalhava, ele faleceu após o acidente trágico que levou vida dele. Haku era a mais velha, e consequentemente tinha mais senso de responsabilidade, enquanto a mais nova tinha predisposição a se meter em problemas, mas estava no último ano da faculdade e isso era claramente motivo de orgulho. — Zara! Você usou toda água quente de novo?! Você não presta mesmo! — praguejou Haku sentindo a pele arder pela água congelante saída do chuveiro. Sua irmã adorava usar toda água quente e ela sempre se dava mal. De repente, o box se abre e ela surge de trás tremendo de frio, sua roupa estava pendurada na porta do guada-roupas, e abaixo dela os sapatos altos, ao bater a porta após pegar duas peças intimas de cores diferentes viu Zara abeirando sua cama onde sentou-se; — Será que você pode me emprestar uma roupa das suas? Hoje tem uma palestra e quero ir bem elegante. — disse a caçula, analisando a expressão de Haku pelo espelho. — Pode usar dessas mais antigas que comprei no início do ano. — argumentou vestindo a parte de baixo, se preparando para vestir o sutiã. — Como está a cicatriz? — perguntou Zara, Haku se moveu na frente no espelho olhando seu corpo de perfil. — No mesmo processo... mas a parte pior já passou, agora está mais fácil. — declarou pedindo auxílio da irmã para abotoar a peça. Seguidamente, vestiu a blusa social e a saia. — Como eu estou? — perguntou dando um meio giro, Zara olhou de cima a baixo meneando a cabeça positivamente. — Seu chefe vai babar. — Haku desatou a rir e a gargalhar como se a piada tivesse sido muito boa. — E por que não? — indagou bem-humorada, Haku, a mais velha, apenas deu de ombros. — Homens poderosos como os Uchiha nunca vão olhar para uma ninguém feito eu, eu sou apenas uma funcionária, Zara. E estou de olho em alguém... — declarou, fazendo a outra arquear os olhos. — Hmm... vai me dizer quem é? — indagou, Haku hesitou. — Ainda é cedo. — declarou. — Tudo bem, mas eu quero conhecê-lo. Mas voltando ao assunto, você disse que o tal filho do seu chefe te trata bem, isso poderia ser algum sinal. — Haku meneou negativamente, aquilo era o maior absurdo que ela poderia ouvir logo de manhã cedo. — Educação não quer dizer muita coisa. Só que a pessoa é educada. Ok, que as outras pessoas daquela família são babacas, mas o fato do Seu Sasuke ser meramente educado, não significa que ele está dando em cima de mim. Meu deus, ponha mais juízo nessa cabeça da minha irmã, por favor! — saiu do quarto enquanto ainda falava, logo estava entrando na sala com cozinha conjugada. Ambas tomaram café e seguidamente saíram para destinos diferentes.

Em paralelo a isso, na mansão Uchiha, Sasuke terminou seu café da manhã antes de todo mundo só para não ter o desprazer de olhar na cara do irmão logo de manhã cedo, limpou a boca com o guardanapo deixando-o sobre a mesa ao se retirar, checou as horas no pulso e percebeu que ainda faltava alguns minutinhos para as seis horas. Passando pela sala onde vislumbrou Itachi despontando no alto da escadaria ele preferiu não lhe dirigir a palavra e passou direto. Meio tempo depois já se encontrava dirigindo seu belo carro pelas ruas e avenidas cheias de limpadores de neve, fazendo o bom trabalho de remoção daquela espessa camada branca para o trânsito fluir melhor, esse pequeno contratempo o fez perder algum tempo mas ainda assim iria conseguir chegar muito cedo. [...] — Hoje à noite pode ser? — tais palavras chegaram aos ouvidos de Sasuke quando ele adentrou o elevador parcialmente cheio após alguém segurar o porta para ele. Haku parecia ocupada com aquela conversa por isso não percebeu a entrada do seu chefe, eles nunca chegavam antes das das nove horas, mas estranhamente as pessoas começaram a lhe botar contra as paredes metálicas impossibilitando sua visão. Ela anuiu amavelmente para aquela pessoa com quem falava, e a medida que as portas foram abrindo em andares diferentes e o nível de pessoas foi diminuindo ela naturalmente notou Sasuke, logo, restaram apenas os dois. — Bom dia senhor. — O saudou com simpatia profissional, encarava a portas esperando que elas se abrissem, apesar do fato dele a responder ser surreal, não se atrevia olhar à sua esquerda. — Bom dia. Conseguiu o que te pedi? — automaticamente Haku anuiu, a voz dele no silêncio tinha um efeito catalisador, era sexy, era como se estivesse tentando fazê-la olhar para si. A respiração acelerou e sentiu que o elevador não saia do lugar. Elevadores são eroticos por si só!, e passar longos instantes com um homem sexy e charmoso como Sasuke Uchiha era tarefa impossível de completar sem pagar algum mico diante do nervosismo, decidiu espiá-lo disfarçadamente, seu rosto era calmo e belo, cabelos negros sedosos roçando no colarinho, mão casualmente enfiada no bolso. Era um pouco alto, agora a metros de distância mesmo usando saltos, Haku percebeu ser da altura dos seus ombros, perdeu-se completamente por tempo demais, porque até o cheiro dele era um sonho. Sasuke sentiu o seu olhar e a surpreendeu com uma encarada surpresa, seu rosto passivo olhava para ela meio curioso como se procurasse resposta em seu rosto atônito, Haku sentiu um formigamento ameaçador subir nas pernas, um alerta de medo em perder o seu emprego. — Você está bem? — perguntou pois Haku estava empalidecida, era como se tivesse visto um fantasma. Sasuke achou que a mulher estivesse passando mal ou algo do tipo. — Sim. Desculpe. E-eu tenho pressão baixa. — explicou ficando para trás, logo, as portas do elevador haviam se aberto e Sasuke saiu na frente. Ela encarou as costas do seu chefe caminhando logo atrás dele. — Entendo. Conseguiu o que eu te pedi? — perguntou se virando por um instante, — Sim senhor está tudo aqui, só um segundo. — puxou duas pastas de dentro de sua bolsa, rolando os olhos para seu chefe que já se diriga para a sala dele. — Traga para minha mesa. — declarou cruzando a porta. Haku respirou fundo se policiando para não fazer mais nenhuma besteira. Documentos frente ao busto ela empurrou a porta da sala que não era a da presidência mas que era quase tão espaçosa, ele fez um movimento de braço indicando que ela sentasse de frente para si, estendendo a mão e esperando ela lhe entregar. Ele folheou a capa e tornou a folhear com uma expressão concentrada no rosto, e elevando os olhos chamou-a com um indicador, Haku automaticamente levantou circundado sua mesa chegando o mais próximo dele para lhe explicar. — Aqui são os dados do financeiro da empresa que colhi dos últimos doze meses. Na outra página, o retorno que a empresa teve em investimentos no mês vigente com gráfico representativo. Na outra pasta está os dados da pesquisa que o senhor pediu. — Sasuke anuiu em concordância, Haku sentiu que tinha feito um bom trabalho. — Bom trabalho. — Sasuke proferiu como se tivesse lido seus pensamentos logo abrindo a outra pasta, essas duas palavrinhas fizeram Haku soltar fogos de artifício interiormente. — Obrigada senhor. — Sasuke logo deixou as pastas sobre a mesa ao passo que Haku se distanciou. — Pode sair.

Ele precisava sintetizar um esquema para fazer o faturamento disparar em 80 dias, não seria nada fácil porque os números do gráfico não mentem. Uma linha baixa esboçava os últimos doze meses indicando que estavam abaixo da média esperada, o lucro anual de US$ 23.54 bilhões foi inferior aos anos anteriores. A marca especializada na produção de farmacêuticos, utensílios médicos e produtos pessoais de higiene estava em segundo no mercado e seus produtos chegando ao consumidor final com qualidade inferior e maior custo. Sem mencionar a pressão dos ativistas para substituir algumas matérias primas que segundo eles são tóxicas e causadoras de câncer. Um reajuste de preços e mudança direta nas fabricações seria uma solução viável, valores mais competitivos agrada, produtos mais ecológicos também, e para tal, precisava do apoio cooperativo. Ele se inclinou para trás com o rosto pensativo. [...] — Você usa os nossos produtos? Pode ser sincera essa é apenas uma conversa informal. — era a praça de alimentação para funcionários da empresa, um amplo lugar com mesas bem distribuídas que recebia funcionários em horários alternados. Haku pigarreou com o punho fechado frente a boca, nunca pensou que almoçaria com seu chefe. Isso parecia surreal mas havia um notivo, simplesmente todo mundo estava olhando e não parava, ele não se enquadra naquele lugar, talheres descartáveis pareciam ofensa para alguém tão refinado como ele. — Não muitos senhor, deixe-me ver... antisséptico bucal, desodorante. Acho que uma pomada íntima. Nossa. Parando para pensar é até bastante coisas. — Sasuke parecia reflexivo na mastigação. — Abri a ouvidoria da nossa marca no site e vi bastante reclamações sobre preços abusivos e lentidão na incorporação de medidas mais ecológicas e naturais, nossa linha recente Uchiha Skin por exemplo, anda sendo alvo de duras críticas por usar um tipo novo ingrediente considerado grosseiro para as áreas mais sensíveis do rosto. Além da tentativa de ativistas ambientais em um coalizão para a remoção de ingredientes tóxicos como o dioxane que é usado para matar bactérias, segundo eles, pode causar câncer. Isso pode estar afetando o nosso mercado... Você como consumidora, o que pensa a respeito? — Haku ficou claramente impressionada com o interesse de Sasuke voltado para onde a empresa está pecando. — Eu tenho conhecimento de todas essas questões há pelo menos 3 anos senhor. Sendo bem franca, eu não compro a maioria dos produtos justamente por causa dos componentes químicos que vejo nos rótulos. É de conhecimento público que alguns deles pode ser nocivo a saúde, a minha irmã por outro lado gosta muito da linha skincare... Mas não investe por achar os preços salgados demais, esse é um outro fator importante.— Sasuke ouviu tudo com bastante atenção, e até esboçou um pequeno sorriso tímido após ouvir a última frase. — Sua irmã valoriza o dinheiro. — Haku concordou levemente constrangida pela reação do seu chefe. — Sim, sim. — concordou nervosa. — A empresa sofreu alguns processos e, se me permitir falar. — observou o rosto de Sasuke lhe incentivando com um aceno. — Se os produtos continuarem indo para as prateleiras da forma que estão, é possível que se torne um caso de saúde pública. — Haku apertava os dedos sob a mesa, talvez porque acabou falando demais. Sasuke assimilou tudo em profunda concordância, ele afastou o prato e uniu as mãos sobre a mesa chegando centímetros mais perto de Haku, que por outro lado estava congelada no seu lugar. — Sua ajuda foi muito importante, agradeço. Mas por dizer tantas coisas negativas sobre a empresa da minha família você está demitida. — seu queixo quase caiu do rosto, seus olhos ficaram desfocados por um momento e seus batimentos cardíacos aumentaram. — Sinto muito. Mas é claro que eu não estou falando sério, você é brilhante apesar de muito séria. — a mão de Sasuke deu leve batidinhas na lateral do seu ombro, ele estava realmente tirando uma brincadeira consigo? Porque ele realmente não sabia fazer isso sem parecer assustador, seu rosto era duro e claro como água cristalina. — Quase morri de susto agora... — ela deixou escapar o ar dos pulmões colocando a mão sobre o peito, Sasuke realmente pareceu se divertir com aquilo. [..]

O horário do almoço chegou ao fim e ele foi visto com a Secretária pelos corredores da empresa, todos não paravam de se perguntar o que estava acontecendo para um dos donos estar acompanhado de uma simples funcionária, Haku era a única pessoa capaz de ajudá-lo naquele momento, era quem sabia de todos os dados e estatísticas além de muito profissional e ética. Claramente isso não passaria despercebido aos olhos do seu irmão Itachi. No instante em que as portas do elevador se abrem no andar indicado, ambos conversando entre si dão de cara com ele aguardando, levemente surpreso e alternando olhares entre o irmão e a funcionária em quem ele dá uma encarada a constrangendo. Ele esboçou uma desconfiança mascarada de cinismo passando pelos dois para entrar no elevador. Sasuke ainda ouviu algumas sugestões de Haku para alavancar com as vendas, investir em embalagens sustentáveis, retirar alguns componentes nocivos da composição produtos, principalmente os de higiene pessoais. Em uma única tarde montaram um plano de apresentação para os sócios que levaria uma semana para ficar pronto, Sasuke ressaltou a importância do tempo. — É vital que consigamos terminar nosso planejamento nesse tempo, ao final, reuniremos os sócios para uma reunião e conseguir o apoio deles. — Sasuke falava com bastante propriedade passando confiança.

Ao fim do expediente Haku desligou a luz atrás da sua mesa, eram 18 horas da tarde, portanto, pegou sua bolsa tencionando ir para a saída porém uma voz lhe intimou, — Pode vir até a minha sala? — a voz a fez parar no percurso, era Itachi parado no arco da porta de sua sala com as mãos escondidas nos bolsos frontais, ela sentiu-se apreensiva mas esbanjou uma postura profissional indo até ele. — Pois não senhor. — ele indicou com um gesto de mão para que ela sentasse, naturalmente ela obedeceu aguardando o assunto. Itachi sentou uma perna na borda da mesa, unindo os dedos das mãos sobre as coxas. — Haku, não é? — ela assentiu. — Quero que me diga detalhadamente quais são os planos do meu irmão para a empresa... Você o está ajudando, correto? — ela parecia bastante desconfiada das motivações de Itachi, mas não poderia simplesmente omitir informações ao dono; — Sim senhor, estou ajudando. O senhor Sasuke me pediu para reunir dados do financeiro, e uma pesquisa de mercado. — Itachi crispou o sobrecenho, fazendo um gesto para que ela prosseguisse. — Fiz uma breve introdução sobre os dados coletados bem como expliquei alguns gráficos. No geral, foi apenas isso. O senhor deseja mais alguma coisa? — indagou. Itachi não parecia satisfeito, mas rolou os olhos fazendo um gesto irrelevante para que Haku se retirasse. Ela não sabia porque raios omitiu as outras informações sendo que isso poderia lhe custar o emprego. [...]

Em seu porsche com a frente toda amassada e com os faróis altos, Sasuke chegava aos portões enormes da mansão a uma velocidade ameaçadora, percorrendo velozmente um corredor com capacidade para dois veículos passarem. O trajeto era ladeado por pinheiros enormes que se estendiam pelos quase 500 metros até a construção, estavam cobertos pela neve caindo constantemente, tudo estava congelado. Antevendo a estrutura imponente da mansão, ele tirou o pé do acelerador quando próximo, em questão de segundos aproximando-se do centro do pátio, onde ele girou o volante para que as rodas dianteiras tomassem uma direção oposta a da curva da fonte congelada, fazendo o veículo derrapar no gelo provocando um ruído de rodas característico enquanto ele literalmente correu de lado para uma batida perigosa, parando a dois metros de se chocar no concreto, mas não chegou a isso. Estava confiante, pois se tudo corresse bem e os sócios apoiassem-no nesse novo projeto as vendas dariam uma guinada... a estimativa de lucro seria de 28%, Itachi não iria bater com isso. — Sasuke... — ele ouviu a voz do seu pai reverberando no silêncio o pegando de surpresa pois estava disperso, e já prestes a subir pela escadaria mencionando o rumo de seu quarto para tomar um banho quente. Seu rosto seguiu a direção da voz, para a imagem de seu pai sentado naquela sala na companhia de um livro. Sasuke desceu os dois degraus que havia subindo mas não sentiu vontade de ir até ele, e esperou. — Você está se esforçando. — proferiu, essa era a forma dele expressar como se sentia em relação aos esforços do filho, que apenas sorriu discretamente para que seu pai não visse. — Eu preciso. — declarou Sasuke voltando-se para a subida, da mesma forma centrada que Fugaku estava folheando o livro, continuou. O caminho até a presidência parecia nebuloso porque ele nunca teve que se esforçar para nada, entretanto, estava sendo divertido competir com Itachi, embora em pouco tempo sentiu que  ganharia tudo, inclusive a mulher que ama.



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