História Amputado - Capítulo 7


Escrita por: ~

Visualizações 640
Palavras 4.343
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hello, hello!
Estou muito feliz em trazer este capítulo! Este não é o meu preferido, mas é um dos. Ficou um pouco maior que o esperado, porém acredito que, pelo conteúdo das cenas abaixo, vocês não associem o tamanho.
Antes de começar, preciso avisar umas coisinhas:
► A fala de portadores de Síndrome de Down são diferenciadas, com isso, a de tia Alice também será;
► Por mais que neste capítulo a natação não esteja em foco, nos próximos estará;
► Por conta do tamanho, não revisei nada aqui, então desculpem-me pelos erros.
Espero que vocês gostem tanto quanto eu ♥

Capítulo 7 - Sussurro


Fanfic / Fanfiction Amputado - Capítulo 7 - Sussurro

"Sussurro sem som onde a gente se lembra do que nunca soube."

Guimarães Rosa.

 

O silêncio que se espalha por todo o cômodo faz meu coração bater descompassadamente. Está claro que, devido às frequentes mudanças presentes em minha vida, já me acostumei com a carga negativa a qual cada situação carrega, mesmo que seja pequena. Preparo-me mentalmente, procuro as palavras de compreensão para o caso deles não concordarem.

Talvez achem que ainda seja cedo para dar um passo tão grande; quem sabe, tenham medo de eu não saiba lidar com a exposição, ou, até mesmo, no fundo, pensem que não sou capaz de competir. Minha cabeça trabalha em inúmeras possibilidades, baseando-se no tempo em que estamos calados. Nenhuma delas é boa. Concentro o olhar nas expressões indecifráveis formadas nos rostos pouco envelhecidos de meus pais, até que suavizassem, chegando a serem imperceptíveis.

— Shawn, o que... — interrompo-a, antes que a frase se torne um questionamento.

— Mãe, tenho pensado bastante. Conclui que preciso me arriscar mais, não posso continuar vivendo à base de insegurança. — desabafo, com a mão brevemente trêmula. — Nadar tem me ajudado a descobrir quem eu sou e quero ser. É como se eu necessitasse mostrar a mim mesmo que estou vivo, esta é a única solução.

— Nós o entendemos, Shawn. — a voz grave de meu pai marca presença.

Sobre a mesa, a mão grossa segura a minha inquieta e, com o gesto carinhoso, a calmaria volta a me percorrer.

— Sua vida sempre foi muito agitada. — mamãe continua. — Só estou um pouco surpresa por tudo estar acontecendo mais rápido do que eu esperava... — ela prontamente se explica, esboçando um sorriso, ao meu julgar, verdadeiro.

Suas palavras transmitem sinceridade o bastante para me roubar um sorriso. Meu pai, mantendo a postura de compaixão, atrai minha atenção com o pigarro curto. Em seguida, com os olhos vibrantes, pergunta:

— Se fizer isso, ficará feliz?

Apenas assinto, escondendo o receio de um possível fracasso.

— Então, você tem o meu apoio. — reafirma, apertando meu pulso em incentivo.

— E o meu. — a voz da progenitora chama meu olhar empolgado.

— Desde que tudo aconteceu, andamos preocupados com você, Shawn. — ele recolhe a mão, levando-a de volta ao talher e, antes de preencher a boca, continua. — Temíamos que perdesse a vontade de sair ou viver uma vida saudável. Não sabe como é aliviante saber que nos precipitamos. — a mãe concorda com a cabeça, deixando claro que compartilha dos mesmos pensamentos.

Em questão de segundos, o clima tenso desaparece, dando lugar às conversas animadas novamente. Explico com detalhes a proposta feita por Elizabeth, citando minha relutância em aceitar. Eles escutam atentos, questionando todas as vezes em que cito o nome de Heather, o que é terrivelmente constrangedor.

Ao final do almoço, tenho a certeza de que a primeira etapa para eu me tornar um bom paratleta está cumprida: o apoio. Poderia ter o porte para a coisa como Elizabeth me garantiu, mas, provavelmente, desistiria em algum momento, se meus pais fossem contra. O suporte deles é essencial para que me sinta um vencedor, mesmo antes da competição.

Mais tarde, enquanto procuro uma posição confortável para dormir, percebo como sou sortudo. Há muito tempo, não tinha esse pensamento, porém, agora sim. Embora seja diferente da maioria, sei que sou um garoto de sorte.

Assim que a manhã me desperta, preparo-me para uma aula com serenidade na academia. O celular marca dez e quarenta e cinco. Vasculho o cesto de roupa suja atrás da sunga. Nem sinal de Heather, mas confesso que parte de mim queria uma mensagem sequer.

Apronto-me para o treino, encarando-me no espelho. Um orgulho inexplicável me percorre, estou muito satisfeito com o que vejo. Não tardo a sair de casa. Caminho não muito apressado, olho o celular às vezes para ter a certeza de que alguma mensagem chega, mas não. Em poucos minutos, avisto a academia. Cumprimento a todos na recepção. Agora é a hora. Um novo começo.

Retiro minha roupa e entro na piscina. A frieza me arrepia. Aproximando-se da escada, vejo um par de pés estacionar. Sobre ele, um quadril avantajado e um maiô azul, como o vestido da princesa Elsa, de Frozen, o que me arranca um sorriso. Tia Alice se prepara para descer, sorridente e confiante. Faço menção a dar a mão para ajudá-la. Os cabelos castanhos balançam com o negar de cabeça. Sozinha, ela desce os degraus e afunda-se n'água.

— E-e aí, Shawn. — gagueja, ao me saldar.

— Bom dia, tia Alice! — respondo animadamente. — Preparada para aula?

— Muito. — dispara. — E você?

— Estou com sono, mas, quando a aula começar, acordarei. Cadê o Ralf?

As bochechas rosadas de tia Alice ficam mais salientes, posso julgar o tom forte como resquício de timidez.

— O pro-professor é muito ga-gato. — confidencia, sem pudor.

Autoconfiança é de família.

— Não gosto de barbudos. — o sarcasmo me faz presente. Ela ri.

— Ele é... meu número.

Os lábios grossos se erguem em um sorriso largo e ambíguo. Solto uma gargalhada. Sem como duvidar, ela é parente direta de Heather. Há muita semelhança nos trejeitos.

— Por que não o convida para sair? — indago, elevando uma das sobrancelhas castanhas.

— E-eu? Não... não. — mexe as mãos em desconversa. — Ele é meu professor, não teria olhos para mim. Não, não.

— Por que não? Acho que ele tem a sua idade... — insisto.

Tia Alice ri, revelando toda sutileza no sorriso.

— Ô... — aparenta tentar se lembrar do meu nome — Shawn, quantos anos vo-você acha que eu tenho?

O constrangimento ganha meu semblante. Não tenho a menor ideia. Nego com a cabeça.

— Vinte. Tenho vinte.

— Você é mais nova que a Heather? — arregalo os olhos. — Não que fisicamente você aparente ser mais velha, mas, por você ser tia, eu a imaginava com mais idade.

— Não se... preocupe. — liberta mais uma risada meiga. — Todo-todo mundo acha isso. Quando eu nasci, Heather tinha dois-dois anos. A gente é... tipo irmã. Sou tia dela, ma-mas ela é minha melhor amiga.

— Jura? — meus lábios se estendem. — Ela é minha melhor amiga também.

— Qual-qual é? Não sou boba. Boba, não. — debocha de mim. — Eu sei que são mais que... amigos. Ela me-me falou.

Mais uma vez, fico sem jeito com o que diz. Outro hábito da família Barakat, ou "bara-alguma-coisa-que-nunca-conseguirei-pronunciar".

— O que mais ela lhe disse? — permito que a curiosidade fale mais alto.

— Ela gos-gosta muito de você, Shawn.

O sorriso em meu rosto é involuntário.

— Eu também gosto muito dela...

— Okay, pessoal! — o barulho da palma grave de Ralf nos interrompe. — Cada um para sua raia, começaremos a aula.

— Convide-o. — sibilo, ao rumar o corredor d'água seguinte.

Tia Alice sorri presunçosamente.

Nós dois nos preparamos e, seguindo os comandos do mentor, começamos a nadar. A aula é bem intensa. Os corpos fraquejam, porém a vontade de alcançar nossos objetivos é mais forte. A notícia de que um campeonato intermunicipal se aproxima nos motiva. Independentemente do resultado, sinto que nos entregaremos por inteiro.

Duas semanas depois.

gritos interruptos são gestos;

para o melodioso silêncio,

um simples sussurro torna-se estridentemente ensurdecedor.

Segundo lugar. Na competição, fiquei logo depois do primeiro colocado. Fiquei extremamente feliz com o resultado. Há algum tempo, ficar em segundo seria desonra. Estava acostumado com a vitória, entretanto, nesta nova fase, qualquer avanço é tremenda conquista. Estou orgulhoso de mim.

Algumas gotículas gélidas pingam do teto na piscina amornada. O choque de temperaturas me arrepia. O barulho da chuva contra a telha me preocupa. Tia Alice para as vezes para ver o as trilhas a escorrer no vidro. Uns ventos invadem a academia de supetão. Conto os segundos para que a aula chegue ao fim. Como se Ralf escutasse meus pensamentos, antecipa o término.

— Shawn — a voz de tia Alice me impede de sair —, vo-você pode me... levar? Ella não veio ho... — interrompo-a.

— Claro que sim. Andar sozinho é horrível, imagine em dias chuvosos? Vou aonde quiser. — respondo prontamente, e a morena sorri.

Retiramo-nos da piscina beijados pelo vento álgido. Enrolo meu corpo na toalha e seco-me sem pressa, apreciando o conforto do calor do algodão. O professor de aproxima, colocando as mãos sobre os ombros da tia com olhos amendoados.

— Gostei de ver hoje, Alice! — elogia, inocentemente, roubando um sorriso dela. — Está cada vez melhor. Parabéns!

Estico os lábios em um sorriso confidente, o qual é recebido por outro.

Juntos, após nos aprontarmos, seguimos ao ponto de ônibus. A condução não tarda a vir. No caminho, o assunto paira nos campeonatos e treinos. Ainda estamos no começo, mas a cobrança sobre nós é demasiada. Estamos dispostos a dar o nosso melhor, isto já é uma vitória. Em poucos minutos, chegamos ao edifício no centro.

A chuva abre certa trégua com o chão. No entanto, os céus aparentam furiosos sob as nuvens densas e escuras. Ciente de que a qualquer momento cairá outro pé d'água, acelero meus pés degraus a dentro.

Ajudando tia Alice a subir, empresto meu braço para que ela se apoie, enquanto minha mão nos mantém firmes pelo corrimão. Pensar que são apenas dois lances me conforta, mas, ainda assim, meus pulmões dão sinais do ar faltoso.

Como se a vida zombasse de mim, no instante em que piso no topo da escada, um trovão marca o início do temporal cruel. Os raios desenham riscos esbranquiçados nas nuvens cinzentas.

Uma porta logo ao lado da escada está entreaberta e, antes que eu pense em me despedir e seguir banhado pelo chuvisco, os fios ruivos se fazem presente. Os lábios exagerados exibem um sorriso estonteante, aquele que me hipnotiza todas as vezes em que o vejo.

Heather abraça a tia com força e, em seguida, aproxima-se de mim, tocando os nossos lábios. O pequeno yorkshire corre para fora e cheira a barra de minha calça. Solto uma risada sem jeito e rumo o olhar à pequena janela no corredor, pela qual consigo avistar o quão zangado está o céu.

— Espere conosco, está chovendo muito lá fora... — sugere a de olhos verdes.

É um pouco constrangedor ficar na casa da garçonete. Por mais que conversemos sobre tudo, e eu acredite que tenhamos intimidade, ir à casa rompe as barreiras de "relacionamento casual". Não que tenhamos tocado neste assunto, longe disso, porém, devido às mínimas cobranças, percebo que não há tamanha seriedade entre nós.

Na teoria, já conheço a família, contudo, embora eu nade com a tia Alice e passe horas do meu dia ao seu lado, não é como se estivéssemos formalmente apresentados... como namorados, eu diria. Aliás, nem sei ao certo o que somos, apesar de estarmos sendo. Gosto do que nos tornamos. Mesmo sem rótulos ou definições.

Talvez, assim, seja melhor para mim. Afinal, saí de um relacionamento longo há pouco, não sei se estou preparado para isso. Muito menos ela. Tudo com Heather é delicado, novo. Cada coisa tem que acontecer no seu tempo. Estou o obedecendo à risca.

— Planeta Terra chamando Shawn!

Ambas as mãos alvas balançam em frente aos meus olhos, liberto uma gargalhada e recobro a consciência.

— Desculpe-me, mas não posso ficar. — a timidez me escapa, antes que eu possa pensar. — Quanto mais eu demorar, mais forte estará o toró.

— Por favor... tem muffin. — tenta me chantagear com comida. Odeio admitir que ela consegue.

— Fique-fique, Shawn. — pede a tia, de modo doce.

— Okay, mas só porque a tia Alice pediu. — retruco. — É muito feio me subornar com comida, Bara...

— Barakat. — corrige-me.

— Barakat. — repito, demonstrando que aprendi. — Por mais difícil que seja, acho o sobrenome de vocês bonito.

— É uma pena não conseguir pronunciá-lo.

Ergo uma das sobrancelhas como consequência da alfinetada.

— Vamos, Ella. — a tia empurra a vizinha para dentro. — Não-não quero... — fecha os olhos, relembrando-se da expressão — ficar de vela.

Soltamos uma risada contida, entrando, junto ao cão, em seguida. O apartamento é tão simples quanto a minha casa. Não há muitos móveis luxuosos, nem riquezas à mostra. As paredes são brancas, os móveis de madeira maciça escura colorem o vazio. Embora clássico, é bem bonito e aconchegante.

A chuva forte pode ser vista pela janela. A televisão pisca, informando-nos de que a energia não durará muito tempo. A moça bonita como a branca de neve prefere ir ao quarto, levando consigo Dallas e tia Alice. Receoso, sento-me no sofá amarronzado.

— Ficará aí sozinho? — a voz de Heather me chama atenção. — Venha, fique comigo.

De imediato, levanto-me e sigo-a em direção a uma porta de madeira com o mesmo tom dos móveis. Entro no quarto e, através da pequenina janela, observo o temporal. A ruiva aparenta estar inquieta, mexendo em vários objetos, como se tentasse arrumar as coisas brevemente. Mal sabe ela que vivo em meio à bagunça. Sem mais como organizar as coisas, a de sardinhas se senta ao meu lado no colchão.

O estrondo de um trovão rude faz com que todas as luzes se apeguem. Heather grita e abraça-me, em reflexo ao susto. Nossos rostos se aproximam perigosamente. Posso ouvir o pulsar desesperado de seu coração. Trêmulo, aproximo meus lábios de seus exagerados e toco-os. À medida que nossas línguas se enlaçam, a garçonete se acalma, o que, consequentemente, tranquiliza-me. Mordendo o lábio inferior carnudo, rompo o beijo e sorrio.

Meu polegar contorna o formato de seus lábios exagerados. Meus olhos se prendem à carne rosada sob o dedo. Fraquejando, ela cerra os dela, para apreciar meu carinho despretensioso.

— Preciso dizer que a sua boca é muito linda. — digo, sem conter as palavras, constrangendo-me em seguida.

— Obrigada, mas eu odeio ela. — desmerece-se, enquanto prende o olhar ao meu. — Acho-a grande demais para o meu rosto.

— Engraçado, penso que é perfeita para você.

Para minha surpresa, Heather cora com meu elogio. Sempre sou eu quem fico sem jeito com as coisas ditas pela moça de sardinhas nas bochechas. 

— Sempre lhe achei bonitinho, sabia? Desde que o vi pela primeira vez, na cafeteria, pensei "nossa, como ele é interessante"... — confidencia. — Nunca pensei que eu poderia ficar com você, afinal, é mais novo que eu.

— Selena Gomez e Justin Bieber viviam uma pedofilia? — retruco, às pressas.

— Claro que não. — rebate entre risadas. — No entanto, eles são famosos. Quem somos nós?

— Eu e você. Por que seríamos diferentes? — os lábios exagerados insistem no sorriso largo. — Sou pouco menos de três anos mais novo, não é uma diferença gritante. Sem contar que você tem meu total consentimento para tudo que faça.

— Tudo? — ergue uma das sobrancelhas alaranjadas.

— Tudo.

Sem ousar desviar os olhos do meus, a ruiva abaixa rapidamente as alças de seu vestido, modificando o semblante risonho para malicioso. De imediato, meus orbes se prendem ao formato arredondado de seus seios erguidos pelo sutiã. Polvilhadas sobre os ombros alvos, sardas delicadas colorem a região. As pintas minúsculas são hipnotizantes, elas me mantêm sob controle, principalmente, uma maior que as das extremidades, na vala estreita entre os seios avantajados.

Sem como controlar meus atos, permito-me apoderar da pele salpicada de cor, depositando, com cuidado, beijos castos por toda sua extensão. Meus lábios incertos alcançam seu colo, porém as marcas de nascença se resumem à única no espaço apertado.

Heather inclina brevemente a cabeça para trás, indicando-me que tenho livre acesso. Insisto nos toques sutis, provocando-a alguns arrepios. Chegando à pinta solitária, meu lábio se torna mais úmido e o beijo ligeiramente mais duradouro. No segundo seguinte, antes, inclusive, que eu possa notar, o tecido que cobre os seios é aberto e escorregado braços abaixo.

Todos os músculos de meu corpo param. O ar em meu pulmão perde completamente o ritmo de instantes atrás. Engulo em seco, completamente maravilhado por cada centímetro de sua pele. Mesmo que o sutiã tenha certa resistência, o formato impecavelmente circular se mantém, bem como a fatura de seu tamanho.

Rosados e pequeninos, os mamilos enrijecidos se destacam e, silenciosamente, clamam por minha atenção. Correspondendo ao chamado inaudível, envolvo um em meus lábios. Ao mesmo tempo em que a escuto soltar o ar de forma ruidosa, não sei se em murmuro abstrato ou gemido disfarçado.

Enquanto minha língua aquece a extensão, minha mão se responsabiliza em cuidar do seio solitário ao lado. Circundo com polegar e percebo meus movimentos simultâneos surtirem efeitos positivos. Embora os lábios estejam ocupados, solto uma risada curta. Revezando para equilibrar as carícias, sigo para o seio outrora entre os dedos e afago o tomado por saliva. Heather estremece, deixando seu corpo ainda mais sensível. Sem mais, subo minha boca para a dela e beijo-a, como se estivesse com sede. Estímulo curioso por ser de seus lábios.

— Shawn... — cicia entre o beijo, ofegante.

Respondo em um concordar de garganta.

— Permita-se.

Sem aviso prévio, ela migra para minha orelha, aquecendo, gradativamente, a minha cartilagem e carne. Os suspiros tensos me descontrolam, assim como o calor a percorrer minha pele. Reviro os olhos, ao me entregar às investidas. Sob as respirações falhas, a luxúria impera. Não há uma fração de meu corpo que não esteja completamente arrepiada com o toque sutil dos lábios exagerados que alcança meu pescoço. Senti tanta falta desta sensação que parece ser a primeira vez em que a encontro.

O sangue percorre as artérias com tamanha força ao ponto de formigá-las. Meu coração pulsa desesperadamente. Por mais que adie, não posso negar os efeitos que Heather causa mim. É como se nós precisássemos disto. Em contagem regressiva, por tempo incalculável, fui uma bomba relógio. Tiquetaqueando de forma torturante até o instante em que tudo detona. A erupção de sentimentos e sensações é incontestável, não existe mais intervalos de segundos. Sem mais como protestar contra os meus próprios instintos, rendo-me.

No momento em que suas mãos invadem a minha camisa, empurrando-a mais para cima, deixo que a explosão dentro de mim ocorra. Ergo os braços, e o tecido é arrastado para fora de meu corpo. Movido pelo êxtase oriundo de seus arranhões nas minhas costas, deslizo a mão, outrora estacionada na cintura, rumo ao traseiro farto e deposito um aperto consideravelmente bruto. Ato responsável por aproximar audaciosamente ainda mais os nossos corpos.

Em forma de resposta, ela liberta um grunhido. Seus lábios grossos e úmidos galgam a pele alva, alcançando novamente os meus. O passeio eufórico de nossas línguas é entorpecente, diria até viciante. Os dedos escorregam para uma das coxas torneadas despidas pelo vestido curto, apertando-a e desenhando brevemente o formato de seus músculos. A ruiva não ousa pedir permissão para tomar minha mão para si e direcioná-la aonde deseja. A ponta de meus dedos passeia sobre o interior de sua coxa, não preciso de mais sinais para saber aonde ir.

Engulo em seco, receoso com a possibilidade de fazer algo errado. Não sou canhoto, a minha pratica com a mão esquerda é nula. Posso decepcioná-la. Inclusive, a probabilidade é grande. Contudo, retirar a mão será tão injusto quanto não conseguir satisfazê-la.

— Nunca... — rompo o beijo, sem saber como começar — fiz isso na canhota, posso não ser bom. — confesso.

— Não se preocupe. — sua mão guia a minha mais para cima. — Feche os olhos, Shawn. — obedeço-a e sinto meu dedo tocar um tecido delicado. — Depois de tudo o que já fez, sei que é capaz de fazer o que pensa ser impossível. — meu dedo indicador afasta a veste, chegando a uma região mais úmida. — Prove a si mesmo que sim.

Suas palavras de incentivo me encorajam. Às cegas, circundo o formato arredondado de sua intimidade. Meus toques lhe causam respirações descompensadas, as quais me instigam a arrancar alguns outros ruídos. Nossos lábios voltam a se encontrar, no entanto, desta vez, eu quem os interrompo para migrá-los, sem demora, a uma das orelhas.

Meus dedos se movimentam no lugar apertado devagar, conforme percebo que se acomodam, acelero-os aos poucos. Heather liberta uns suspiros densos misturados a uns sorrisos. Retiro-os e subo-os parcialmente, estacionando-os na região mais sensível, onde desenho círculos. Noto seus quadris acompanharem meu trajeto, tal como os gemidos marcam presença. Ela firma os dentes nos lábios, contendo seus sons. De mau jeito, mantenho-me a circundá-la com o polegar enquanto os dedos tornam a preencher abaixo.

— Tem certeza de que não é canhoto? — debocha em um elogio, arrancando uma risada minha. — Meu Deus!

Persisto um pouco mais nas investidas, ao mesmo tempo em que nossos lábios se encontram mais uma vez. De súbito, suas pernas estremecem e as paredes esmagam meus dedos. Sem entender muito bem, cesso os movimentos e petrifico. Consumindo todo o ar dos pulmões, ela me encara como um animal indefeso. Suas mãos se espalmam em meu colo, inclinando-me para trás. No espaço entre minhas pernas, Heather se senta, de frente para mim.

Com o rosto na altura de seu colo, ergo o olhar para me perder no dela. Os lábios exagerados acariciam a ponta de meu nariz. Seus braços repousam sobre meus ombros. Minha mão estaciona na curva acentuada da cintura, esmagando, consequentemente, o tecido do vestido. Em um beijo inesperado e voraz, a de fios acobreados me tem como refém.

Uma de suas mãos escorrega pelo meu abdômen, em um arranhão, estacionando no cós de minha calça. Respiro fundo, prendendo as borboletas que insistem em surgir no meu estômago. Empurrando minha sunga mais para baixo, ela me faz saltar para fora. Sem ter mais como me conter, permito que o frio na barriga se apodere de vez. A mesma mão alva afasta a calcinha de novo, e, para minha surpresa, prepara-se para nos encaixar.

— Camisinha? — murmuro.

— Não se preocupe, eu tomo remédio.

— Eu costumava carregar na carteira, mas não trouxe nada. Teoricamente, hoje só seria mais um dia de treino... — seu dedo indicador, outrora atrás de minha cabeça, cobre meus lábios, interrompendo a minha fala. Ela sussurra um "shh". Concordo com a cabeça.

Não mais tardando, Heather nos encaixa. Meus olhos se arregalam, bem como minha boca se entreabre. Os músculos de meu corpo se contraem com o calor excessivo. Como o riscar de um fósforo em superfície áspera, o atrito de nossos corpos é a combustão que se alastra por toda parte. Parecemos uma trilha de querosene responsável por espalhar as chamas. A cada toque, mais e mais células fervem com nossas investidas incendiadas.

A ruiva leva as mãos até os cabelos, segurando-os ao se mover sobre mim. Os lábios inquietos libertam alguns gemidos e respirações trôpegas. Aperto com certa força a cintura estreita, e, em forma de resposta, percebo seu ritmo mudar. Conforme diagnostico um conforto, dou uma investida mais firme. Minha mão migra para seu traseiro, aperta-o e arrasta-o ainda mais para perto.

Solto uma urrada, quando a de sardinhas rebola. É a primeira vez em que faço algo assim com alguém que não seja a ex-namorada, é libertador e prazeroso. Diferente. Intenso. Nada aqui se assemelha às outras vezes, um distinto bom. Único. Parece que, enquanto ela se revela, estou me redescobrindo. Outra metamorfose. Gemo mais uma vez, com a aproximação da barriga suada contra a minha.

Tento ocupar meus lábios nos mamilos rígidos. Ora num, ora noutro. Acaricio as sardinhas polvilhadas com o nariz, deixando rastros de minha respiração falha pela pele. Sentindo-a fraquejar, entendo seu olhar de súplicas para que eu tome as rédeas da situação. Faço menção com os olhos para que ela se deite. O corpo sinuoso passeia sobre quatro apoios no lençol e estira-se para cima, com as pernas brevemente afastadas.

Aquele sorriso hipnotizante retorna a seu rosto. Puxo o vestido intrometido pelas pernas, até que saia por completo. Em seguida, carrego a calcinha afastada e encaro o formato arredondado de sua intimidade. Engulo em seco. Arrasto a renda vagarosamente, na mesma velocidade que os pelos se eriçam com o deslizar delicado. Sem mais, livro-me de minhas calça jeans e sunga. Ajoelhado, ajeito-me no intervalo curto entre as coxas e torno a nos conectar.

Lenta e cuidadosamente, enquanto a preencho, analiso os traços em sua expressão. Um grito baixo a escapole, quando posso sentir seu fundo. Ela cobre os lábios com as mãos. Invisto receoso para não a machucar, soltando alguns ruídos audíveis. Uma de suas mãos cobre minha boca. Gargalho sob o dedo.

A fim de fazer o mínimo barulho possível, meus movimentos são curtos e vagarosos. Assim que constato que suas paredes se acomodam em mim, acelero um pouco. Guiado pelo intervalo de seus gemidos, permito que as pequenas erupções ocorram dentro de mim. Suas unhas fincam em minhas costas, no instante em que morde meu ombro e abafa seus gritos por ar.

Nossos corações pulsam desesperadamente entre os pulmões. O ar nos faz falta, mas estamos presos demais para nos preocuparmos com isso. Minhas estocadas inocentes dão espaço às firmes. Urramos juntos. As gotículas de suor iluminam cada centímetro de pele.

— Não... não aguentarei por muito tempo. — confesso, rendendo-me aos primeiros sinais de um ápice.

— Pode ir, estou quase lá.

Tombando meu corpo para ainda mais próximo do dela, entrelaço nossos dedos. Sua outra mão aquece meu traseiro, pressionando-me contra sua intimidade. Nossos olhos se cruzam. O verde é praticamente imperceptível ao redor das pupilas dilatadas. Heather assente.

Com sua permissão, abro mão dos meus vestígios de piedade e invisto com agilidade. Mesmo tentando contê-los, a ruiva solta uns gemidos altos. Nossos corpos suados fazem barulhos. Todos os meus músculos relaxam, perco todas as minhas forças. Como o encontro da chama e o oxigênio está nossa explosão, meu clímax.

Ciente de que tão logo chegará a vez dela, persisto nos estímulos. Tudo começa a se contrair e relaxar inquietamente. Perduro um pouco mais. Suas unhas cravam em meu traseiro, no momento em que sou expulso de dentro dela e um grito faz com que arqueie suas costas da cama.

Fraco, debruço-me sobre o corpo molengo. Meu ouvido estaciona na altura do coração desgovernado. A mão sobre pelo meu tronco, rumando meus cabelos. Enquanto nossas respirações normalizam, seus dedos se afundam em meus fios.

Exausto, rolo para lado. De costas, vejo a silhueta da mulher deitada. Uno todas as minhas forças para abraça-la. Heather se aninha em mim. Repouso meu rosto na curva de seu pescoço, perdendo-me, cada vez mais, em seu aroma. Sua mão busca a minha, enlaçando nossos dedos.

Todavia, antes que eu possa pegar no sono, o toque de meu celular se faz presente. Estico o braço até a calça jeans embrenhada no chão e fisgo o aparelho dali. Crispando o olhar, enxergo o nome de Elizabeth na tela.


Notas Finais


Estou super insegura com o hot, confesso.
De qualquer modo, muito obrigada por lerem até aqui!
Com amor,
Lali

Postei duas oneshots com o Shawn, se alguém tiver interesse, deixarei os links:
► Aguardar-te • https://spiritfanfics.com/historia/aguardar-te-8416067
► What If? • https://spiritfanfics.com/historia/what-if-8158406

► Teaser da Fanfic • https://www.youtube.com/watch?v=tscRM4-FKDo
OBS. Para ver o vídeo pelo celular, coloque o aparelho em modo desktop e abra o YouTube pelo navegador, ao invés do aplicativo.


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