História An Act of Kindness - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Gigi Hadid, Harry Styles
Personagens Gigi Hadid, Harry Styles
Tags An Act Of Kindness, Gigi Hadid, Harry Styles, One Direction, Romance
Visualizações 24
Palavras 1.003
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction An Act of Kindness - Capítulo 1 - Prólogo

O sol havia acabado de aparecer no céu quando Harry Styles saiu do elevador, parado no décimo andar. Assim que saiu, olhou para os dois lados. Como era esperado, não havia ninguém. Em seguida verificou o relógio em seu punho. Ainda o restavam 20 minutos. Ele virou o corredor, apressando o passo, mas ainda de maneira que não fizesse barulho o suficiente para acordar Paul, o segurança de do décimo andar, que ficava sentado em uma cadeira perto do último quarto do corredor. Sentiu então um leve formigamento em seus dedos da mão e dos pés quando se viu parado em frente ao quarto 13. Apertou a mochila contra os próprios ombros, verificou novamente o relógio. 19 minutos.

Ao abrir a porta, encontrou-a dormindo, como de costume. “Talvez use medicamentos muito pesados.” Pensou Harry consigo enquanto puxava uma cadeira para frente do leito da menina. Tirou então seu grande e esfarrapado bloco de desenhos da mochila, junto à um lápis 2B, e como de costume, começou a rabiscar.

A menina Harry não sabia quem era. Nem ao menos seu nome. Paciente 1703. Era assim que devia chamá-la, mas Harry preferia apenas olhar para seu rosto angelical, adormecido, e tentar passá-lo com maestria para seu bloco. Não sabia o motivo pelo qual ela estava ali, e nem se interessava em saber. Tudo que o interessava, era desenhar. E era isso que faria pelos próximos minutos, até que as enfermeiras trocassem de turno e viessem verificar os quartos. Aliás, era isso que fazia à meses, quando sua obsessão com a menina começara. Ele nunca havia se sentindo tão apegado à um rosto antes, mas via que a feição dela caia muito bem com a expressão desacordada e despreocupada, e decidiu então que seu bloco não merecia algo menos que ela. Tomado essa decisão, ele tratou de vir ao quarto 13 todas as quarta-feiras.

Após 15 minutos, Styles já tinha um belo esboço. Se sentiu satisfeito ao ver que conseguiu captar bem o jeito como as sobrancelhas dela se curvavam por conta de um sonho que estava tendo. Por um curto segundo, desejou saber o que era, e assim poderia ter ao menos uma ideia sobre a vida da garota que era sua maior inspiração em sua vida artistica. Ele não sabia entender o porque disso, mas seus desenhos em geral não tinham tanto valor emocional, não conseguiam expressar tão bem um sentimento. Ao olhar os desenhos da menina, ele podia ver que por trás do rosto angelical, havia grande desespero. Era o que ele via pessoalmente, afinal.

Como um clique, Harry voltou a realidade. Restavam-lhe apenas três minutos para desaparecer dali, ou ele estaria encrencado. A desculpa de que havia se perdido não seria mais aceita por enfermeira alguma. Elas já o conheciam e sabiam que ele não era paciente, do mesmo jeito que tinham consciência que visitas não eram permitidas por aqui, então ele só poderia ser um invasor. Elas pensavam que era um hipocondríaco ou um psicopata, mas Harry sabia que nada disso se encaixava com seu verdadeiro intuito nesse lugar: a arte. Ele pegou suas coisas, deu uma última olhada na menina, ainda adormecida. Como sempre, sentiu uma grande vontade de tocar seu rosto, sentir sua pele formigar e aquecer-se com a dele, mas não tinha tempo, e nem coragem. Saiu do quarto, sem a mesma cautela que teve quando chegou. Pensou que seria mais rápido usar as escadas, já que o elevador demorava tanto para chegar, mas ouviu vozes distantes vindo da mesma. Eram as enfermeiras chegando para seu turno. Ele estava ferrado. Apertou várias vezes o botão que chamava o elavador, mesmo sabendo que não adiantava nada: ele ainda demoraria para subir. “Que droga, vamos!” ele cochichou, querendo gritar. Suas pernas amoleceram ao perceber que as vozes não estavam mais tão distantes. Até que então, o elevador parara no andar. Com a palma das mãos suando, ele entrou no mesmo, respirando fundo. Houve um tranco, e ele percebera que estava descendo. Encostou a cabeça na parede, preparando-se mentalmente para passar despercebido pela entrada do edificio, o que geralmente não era muito difícil, já que a recepção estava sempre lotada de baderneiros. O elevador parou. Harry tomou coragem, sentiu a adrenalina percorrer cada veia de seu corpo. A porta se abriu e ele tomou direção para a porta do grande edifício. Ao ser redor, pessoas gritavam. A tentação de parar para ver o que acontecia era grande. Todo dia Harry pensava mais de dez vezes se valeria à pena arriscar-se para poder dar aos seus olhos famintos de curiosidade as devidas respostas. Mas ele sempre concluia que não. Ele não podia arriscar ter seu rosto marcado pelas autoridades dali. Ele precisava poder voltar. Precisava olhar a menina adormecida, desenhar cada traço de seu rosto. Então ele apenas seguia em direção a porta, da mesma maneira que fazia agora.

Quando saiu, sentiu-se preenchido. Mais uma vez, tudo havia dado certo.

Harry atravessou a rua, e sentiu seu corpo finalmente relaxar quando seus pés pisaram na grama do Prospect Park. A manhã passava normalmente para todos. Haviam casais com roupas de ginástica correndo, mulheres passeando com cachorros e crianças, homens caminhando, alguns apressados, com roupa de trabalho. Tudo parecia estar dentro de sua órbita. Harry foi até um carrinho de pretzel, e comprou um, não trocando mais palavras do que o necessário com o vendendor. Não queria que sua mente se enchesse com nada além do rosto da menina.

Sentou-se em um banco vazio, de frente para um lindo e preenchido gramado. Ia mordiscando o pretzel aos poucos, certificando-se de que não esquecera nada sobre o que acontecera há pouco. Pegou seu bloco, observou o desenho de hoje. Ele sabia que daqui algumas horas, coisas da rotina iriam tomar conta de todo o seu tempo, então agora ele queria apenas pensar nela. E foi o que fez, até o sol chegar ao seu pino, e ele finalmente perceber que a vida o esperava, a vida além do hospício que a menina estava internada. 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...