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História An unexpected love - Capítulo 58


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Capítulo 58 - Capítulo 58


      Aurélio narrando:


-- Não... não.

Sou acordado com Julieta falando,abro o olho imediatamente olhando para o lado,consigo vê-la porque a luz do abajur está ligada. Julieta esta deitada de barriga para cima,consigo ver que ela está suada,mesmo com o ar-condicionado ligado.

-- Por favor não..-- ela fala outra vez e logo percebo que ela está tendo um pesadelo.

Passo minha mão direita pelo seu rosto,chego perto de seu ouvido e susurro:

-- Está tudo bem meu anjo,eu estou aqui-- ela resmunga algo que não entendo.

Julieta vira seu corpo pro lado e fica de frente para mim. E então ela abre seus olhos,assim que ela me vê,abre um sorriso. Nem parece que estava tendo pesadelos segundos atrás.

-- Que horas são?-- Julieta me pergunta.

Olho para o relógio que está pendurado em cima da porta .

-- São exatamente 03:13,acordei com você tendo pesadelo. -- toco seu nariz e vejo suas bochechas ficarem vermelhas.

-- Oh me... desculpe-- ela diz sem olhar nos meus olhos.

-- Tudo bem. Quer me contar como foi?

Ela solta um suspiro,e vejo ela pensar.

-- Sonhei que você ia embora -- vejo seus olhos marejados.

Me sento na cama e puxo seu corpo para cima do meu colo,suas pernas estão cada uma de um lado na minha cintura,Julieta está nua e isso me excita. Ela dormiu antes de por algo pra vestir,já eu,vesti uma cueca.

-- Isso não acontecerá,porque tem uma bruxinha que me enfeitiçou...

Julieta sorri e beija meus lábios,nosso beijo é lento. Desgrudo nossa boca e digo:

-- Você precisa descansar -- beijo sua testa e faço com que ela deita sua cabeça em meu ombro.

Alguns minutos depois,sinto a respiração de Julieta ficar calma,então percebo que ela dormiu. Me sinto realizado,pela primeira vez,depois de anos,estou me permitindo amar!



                     Julieta narrando:

Abro meus olhos lentamente,mexo meu corpo me virando para o outro lado e sinto a cama geladinha me acolher. Não demora muito até que lembranças boas invadem minha mente me fazendo abrir um sorriso enorme. Foi maravilhoso. Olho para janela e vejo que está de dia e o sol era meio encoberto pelo tecido da cortina,mas mesmo assim resquícios de luz entravam pela fresta. Coço meus olhos e me espreguiço,Aurélio não estava ao meu lado,vejo no relógio do lado e são nove horas da manhã,é,com certeza ele já deveria estar lá embaixo com as crianças. Forço pra me sentar na cama,meu corpo está dolorido,mas uma dor completamente boa. Eu nem acreditava que havia sentindo prazer,que ele havia me feito ter um orgasmo. A noite foi incrível,pela primeira vez me senti normal. Me senti sem medo de ser tocada. Aurélio me fez esquecer tudo ao meu redor ontem a noite,posso afirmar que até meu nome eu esqueci. Era apenas eu e ele,só nós dois.
Me forcei pra levantar,senti minhas pernas bambas e uma leve dorzinha na minha intimidade,olhei pra cama que estava uma bagunça e abri um sorriso coçando meus olhos. Fui ao banheiro em passos lentos,meu corpo estava desnudo e usei um lençol para me cobrir. Ao me olhar no espelho vi uma mulher totalmente diferente do que eu era no dia anterior,uma mulher mais forte,sem inseguranças,uma mulher completa agora. Resolvi logo tomar banho,aliás,o dia era longo.
Terminei de tomar banho,fui pro meu quarto e coloquei um short jeans folgadinho e uma regata branca,deixei meus cabelos soltos,arrumei a cama e desci com o estômago roncando de fome. A casa estava silenciosa,estranhei bastante. Fui direto pra cozinha onde Marta estava.

-- Bom dia,Marta-- desejo sorrindo amigavelmente.

-- Oi,Julieta,bom dia-- ela se vira pra mim. Marta vem me abraçar apertado,eu retribuo.-- Você se atrasou,Aurélio e as crianças estão no estábulo,Aurélio pediu que eu não acordasse você e que eu preparasse seu café.

Eu abro um sorriso largo.

-- Tirei a mesa porque já é quase dez horas,mas pode sentar lá que vou colocar seu café da manhã.

-- Tudo bem então.

Pego a garrafa de café,uma xícara,leite e açúcar e coloco meu café,Marta trás o queijo,o bolo de trigo e pão que aparentava estar bem fresquinho. Eu como tudo rápido e lavo o que sujo,Marta e outra moça cortavam verduras,me ofereci pra ajudar, mas elas,negaram e praticamente me expulsaram da cozinha. Subi até o andar de cima e escovei os dentes antes de descer e ir atrás deles. Deixo a casa indo em busca dos cinco,a manhã na fazenda era tão linda,o sol iluminava o verdinho da grama e as folhas das diversas árvores,o vento era forte e não fazia aquele calor imenso e insuportável. Alguns empregados trabalhavam no jardim e outros limpavam a piscina,era prazeroso ver aquele lugar muito bem cuidado. Fui andando e olhando tudo ao redor,não havia criação de galinhas ou patos,mas havia criação de bois,cavalos e vacas,e eram possível enxergar os mesmos no pasto,um pouco distante dali. Jamais imaginei que Aurélio possuía uma fazenda. E foi quando observei de longe Aurélio e as crianças onde os cavalos estavam,as crianças estavam em cima deles,cada um em um cavalo, Aurélio guiava Camilo para ele não cair,já os trigêmeos sabiam andar sozinhos. Camilo gargalhava feito louco,estava mega animado por estar em cima do cavalo,ele mal conseguia conter o sorriso largo e isso me provocou uma imensa felicidade. Caminhei até onde eles estavam e me apoiei na cerca os olhando.

-- Bom dia,Juju-- Ema me saudou,todos se viraram pra mim,inclusive Aurélio,que me olhou e sorriu.

-- Bom dia.

-- Oia momãe,tô em cima de um cavalo grandão.... aí... me segura,tio Aulélio.

-- Você não vai cair-- Aurélio garante.-- Agora vou te soltar...

-- Não! Estou treinando,você precisa me segurar.

Era possível ver a felicidade estampada no rosto de Camilo,Não só no de Camilo como no rosto de todos ali. Eles estavam se divertindo,estavam juntos.

-- Mãe?-- Camilo me chama.-- Eu quero um cavalo,posso ir com ele pra escolinha.

-- Onde vamos botar um cavalo,Camilo?

-- Ele pode nanar no seu quarto,com você.

-- E por que não no seu,espertinho?

-- Porque você que vai cuidar dele.

-- Você pode ter um cachorro,mas um cavalo não.

-- Tudo bem,ele pode nanar no meu quarto.

Eu acabo sorrindo.

-- Vem andar com a gente,Julieta -- Elisa me chama.

-- Não acho uma boa ideia... Julieta está cansada,não é mesmo?-- ele se vira pra mim. Eu apenas assinto,meu corpo estava cansado e minhas pernas doloridas.-- Crianças,vocês já andaram bastante,agora vamos dá comida pra eles.

Aurélio desse Ema,Elisa e Eduardo que pegam seus cavalos que eram pequenos e levam até um espacinho coberto com água,maçãs e folhas.

-- Vamos dar uma volta,Camilo?-- Aurélio pergunta passando a mão no cavalo e Camilo assente.-- Vamos juntos,tem muita terra pra gente explorar,o que me diz? Depois eu levo as crianças para cavalgar já que elas têm seus próprios cavalos.

-- Sim.

Aurélio então sobe no cavalo e indireta Camilo na sua frente,ele coloca seu chapéu na cabeça de Camilo e posiciona as mãozinhas dele na crina do cavalo.

-- Segura bem...

-- Tá bom,ele não vai me derrubar não é?

-- Não...-- vejo Aurélio rindo.-- Preparado,caubói?

-- Sim.

E então os dois saíram andando de cavalo,Camilo sorria abertamente e Aurélio também,era como se eles trocassem uma sintonia incrível,eles dois juntos era lindo de se ver. Fui até os trigêmeos que alimentavam os cavalos e fiz carinho no cavalo de Eduardo,era bonito e era de raça.

-- São tão bonitos...-- digo admirada.

-- Papai nos presenteou quando fizemos sete anos,maa quase não tivemos muito contato com eles,é raro papai nos trazer na fazenda,ele sempre está ocupado...-- Elisa diz.-- Mas nos poucos dias que ficamos aqui da vez passada o amigo do papai nos ensinou a andar de cavalo.

-- E vocês sabem andar bem?-- indago curiosa.

-- Sim... papai só tem medo da gente cair,mas isso não acontece.

Eduardo monta no seu cavalo e fico besta em como o cavalo o obedece,ele logo sai pelo campo montando no cavalo. Será que só eu mesmo que nunca havia andando de cavalo e nem fazia ideia de pra onde ia? Nem perto de um cavalo eu estive antes...
Procuro Aurélio e Camilo com o olhar e noto que dois sumiram,mas não me preocupo,Aurélio era responsável.

Um homem logo se aproxima e leva os cavalos das meninas pro estábulo,nós esperamos Eduardo regressar e só então seguimos juntos pra casa. Marta havia preparado um lanche mas antes pedi que as crianças fossem tomar um banho por conta que estavam suados,eles foram assistir Tv e comer o lanche que Marta havia feito. Eu aproveitei esse tempo pra subir e organizar algumas coisas no quarto das crianças. Quando eu desci de volta foi no momento que Aurélio chegou com Aurélio,ambos estavam suados e as bochechas de Camilo avermelhadas. Aurélio o colocou no chão e o mesmo veio pro meu colo me abraçando.

-- Momãe,a gente andou de cavalo...a gente foi no rio...a gente viu um esquilo...a gente deu capim pro cavalo e você nem sabe...eu ganhei um cavalo! Ele vai dormir com você!

Eu olho para Aurélio que dá de ombros sorrindo e o fuzilo com o olhar.

-- Você ganhou um cavalo?

-- Xim! E ele é pequenininho que nem eu..

-- Não podemos ter um cavalo no apartamento.

-- Ele vai ser compotadinho,momãe...eu julo!

-- Aurélio...-- olho para ele em busca de ajuda.

Aurélio vem até Camilo e se agacha.

-- Você não pode levar ele pro apartamento,ele precisa ficar aqui,com a mamãe dele e sempre que você quiser ver ele vai poder vir aqui...ele vai ficar esperando por você.

Camilo parece ponderar um pouco e assente então.

-- Tá bom,zenti me ajuda escolher um nome pro meu cavalo-- ele pula do meu colo e vai se jogar no meio das crianças que assistiam um filme entretidos.

As crianças logo abrem espaço pra eles e os quatro vão discutir um nome pra esse tal cavalo. Só invenção de Aurélio! Eu olho pro mesmo que está me olhando e ele desvia.

Estou achando Aurélio tão distante! Será que ele já se cansou de mim? Ainda mais agora que ele conseguiu o que queria....Se isso for realmente o motivo eu irei me sentir uma idiota por ter me entregado a ele.



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