História An Unexpected Love (Romance Gay) - Capítulo 40


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Amor, Boys Love, Bromance, Clichê, Colegial, Drama, Família, Ficção, Hot, Lemon, Romance, Romance Gay, Yaoi
Visualizações 115
Palavras 1.022
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, LGBT, Lírica, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 40 - Good Friends


Eu não queria estragar nossa amizade. Gostava muito dele para deixar que isso acontecesse. Mas por um momento ao sentir seus lábios contra os meus - embora tivesse sido apenas um selinho -, eu me senti... Amada. Tranquila. Era quase que um calmante pra mim. 

- Alan... Não quero estragar nossa amizade. Não sei se é uma boa idéia a gente... fazer isso. 

- Não vamos estragar nossa amizade. Não vou deixar que isso aconteça. Mesmo que eu não possa tê-la como namorada, eu ainda a quero como amiga. - ele mantinha um sorriso singelo no rosto, porém um pouco triste. Ele acariciava meu rosto gentilmente. - Eu amo muito você. Então... Apenas me leve em consideração. 

- Quer ser meu pretendente? - indaguei segurando um sorriso. 

- Mais ou menos isso.

- Só me dê um tempo quanto a isso. - eu me virei e fiquei de barriga pra cima. - Eu nunca pensei em você desse jeito e também tem... ele. 

- Tudo bem. - disse ele. - Eu espero o tempo que for. Já esperei todos esses anos, acho que não vou me importar em esperar mais um pouco. 

Eu queria dizer que eu pensava a mesma coisa em relação a Steve antes dele começar a namorar, mas não diria isso a ele. Eu o estava tentando esquecer e havia um cara gato ao meu lado pronto pra me amar. 

- Pensei que você sempre tivesse me visto como uma irmã ou coisa assim. - ele sorriu. 

- Sempre fantasiei como seria namorar você. 

- É sério? 

- Claro que é sério. Admito que não fantasiei só isso... 

- Você não presta. - eu bati em seu braço e ele fez uma careta. 

Eu gostava daquele clima entre a gente, o jeito que ele me olhava e as vezes sorria. Como o tempo parecia ter parado ali mesmo. Como se tudo tivesse ficado um pouco mais lento que o normal. E como o silêncio parecia descrever muito bem o que sentiamos naquele momento. 



Mamãe estava nos ajudando a construir nossa casa na árvore. Dona Emilia era a encarregada de nos dar água e comida - ela preferia não se sujar ou arriscar que um fiapo de madeira entrasse em seu dedo. Alan e eu estávamos fazendo e imaginando como iria ficar. Ficaria como eles planejaram ou não? 

Vez ou outra eles olhavam o desenho e comparavam com o que estava se formando no alto daquela árvore.

- Cuidado para não destruir a árvore. - disse eu enquanto Alan construía o teto da casinha. 

- É bom ver que está preocupada com a árvore e não comigo. - resmungou. 

- Árvores são belas, não as estrague. 

- Está ficando bom. - disse minha mãe ao meu lado olhando para o alto da árvore e analisando cada pequeno detalhe. 

- Você me disse que queria ter uma casa na árvore, não é? 

- Sim, mas antes disso acontecer eu "perdi" minha amiga. Era uma ideia nossa, então não fazia sentido fazer isso com outra pessoa, entende? 

- Acho que sim. Como você a perdeu? 

- Longa história, e também não gosto de me lembrar dela. - respondeu. - Mia, durante a vida fazemos boas amizades, algumas marcam mais que outras. Mas as vezes as perdemos por burrice, por orgulho ou por um motivo que você não consegue compreender. E dói demais dizer "minha ex-melhor amiga".

Eu não queria mais falar daquilo, não queria fazer ela se lembrar de algo doloroso. 

- Papai era seu amigo antes de vocês namorarem? Como... 

- Como você e o Alan? - indagou sorrindo. - Nós éramos amigos. Bons amigos. Jovens com ideais loucas e sentimentos confusos. Nunca gostei de um loiro. Quero dizer, eles são bonitos, mas não é bem meu tipo. Os cabelos dele eram escuros, as vezes parecia que era caramelo, as vezes castanho, eu nem tinha certeza se ele era loiro. - eu ri dela. - Ele tinha olhos castanhos, lindos castanhos. Tinha um sorriso bonito, confiante. Mas ele era diferente do que aparentava ser. As vezes era inseguro, tinha crises de ansiedade. Ele era o único nerd popular. Ninguém conseguia ser as duas coisas. Mas ele era. Muscoloso, bonitão, jogava no time de futebol da escola, tirava as melhores notas e tinha boas histórias. 

- A senhora caiu nos encantos de um verdadeiro príncipe então. - disse eu e ela sorriu. 

- Eu era só uma garota qualquer que sentava no fundo da sala e estava sempre sozinha. Mas ele veio até mim. A princípio pensei que ele fosse fazer uma brincadeira de mal gosto. Mas não, ele realmente quis me conhecer, quis ser meu amigo. O pior de tudo é que ele não largava do meu pé. Eu podia me esconder em qualquer lugar, mas ele sempre me encontrava e ele amava dizer isso. "Eu sempre irei te encontrar". Fomos amigos por muito tempo, até percebemos que gostávamos um do outro.

- Sabe o que eu acho? - ela me fitou curiosa. - Acho que ele ia adorar Alan. Eles formariam uma bela dupla. E também acho que meu pai te amou desde a primeira vez que descobriu qual era seu esconderijo para fugir dele.

- Seu pai era um cara legal. E muito bom em procurar coisas. - Nós rimos.


Quando foi ficando mais tarde minha mãe entrou para tomar o chá da tarde com a Dona Emilia. Alan e eu continuamos no quintal, sentados na grama e encarando nossa casinha que ainda não fora totalmente construída. 

- Acha que conseguimos terminar amanhã? - perguntei a ele. 

- Talvez. Estamos fazendo um ótimo trabalho, não acha? 

- Sim. Espero que o resultado seja bom. 

- Amanhã você vai vir cedo pra cá? 

- Pode ser. Só não sei se teremos a ajuda da minha mãe. 

- Acho que conseguimos nos virar. 

- É... Também acho.

- Vamos, Mi? - chamou minha mãe da varanda. 

- Vamos. - falei me levantando e estendendo a mão para Alan se levantar também.

- Te vejo amanhã? 

- Claro.

- Então, até amanhã... Mimi. - eu revirei o olho e ele sorriu.







Continua... 



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