História An Unexpected Love (Um Amor Inesperado) - Shawn Mendes - Capítulo 18


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Categorias Shawn Mendes
Personagens Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Amor, Aventura, Drama, Ficção, Romance, Shawn Mendes
Visualizações 77
Palavras 3.343
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 18 - Toronto


Roxie

Depois de 3 horas de viagem, paramos em um posto para comprarmos algo para comer no restante do caminho, entramos na mercearia e o senhor que estava no balcão sorriu gentilmente nos dando bom dia, já se passava um pouco das 11:00am, o planejado era termos saído mais cedo, mas, Luccas se atrasou procurando a câmera. Ficamos meia hora rodando seu quarto, procuramos na casa inteira, para no final descobrir que a bendita estava no carro, dentro do porta-luvas. Sim, eu tive uma enorme vontade de esganar Luccas.

Pegamos um refrigerante, alguns chocolates, salgados e água, a maioria pode não ser o mais saudável, mas não adiantava, sempre comíamos besteiras quando estávamos na estrada, era inevitável. Pagamos pela nossas coisas e também pela gasolina que iríamos colocar, Luccas inventou de ir ao banheiro, me deixando para encher o tanque do carro.

– Você sempre tem que estar apertado quando paramos em um posto? – implico com ele que revira os olhos me ignorando.

Riu comigo mesma e pego a bomba, colocando no tanque do carro. Enquanto enche, pego meu celular, entro no Instagram e fico rodando, passando o tempo. Tenho ultimamente, evitado entrar com tanta frequência, desde a última vez que conversei com Shawn, novos rumores sobre ele e Camila estarem juntos saíram. Ele havia me dito que eles eram apenas amigos, que não havia nada além da amizade, mas não parecia ser isso nas fotos que saíram nos dias seguintes, mostrando os dois juntos em uma cafeteria, de mãos dadas e sorrindo um para o outro. Foi doloroso, mesmo eu não entendendo o porque de eu estar sentindo tanto. Ele não precisava mentir para mim, não precisava me enganar, se ele estava com ela, estava tudo bem, eu superaria. 

Eu não deveria ter me apegado tanto quanto me apeguei nele durante os três meses que ficamos juntos, eu sabia onde estava me metendo, sabia que ele iria embora uma hora e que tudo o que tivemos não passaria dali. Fui boba em me deixar levar. Não conversamos mais depois daquela noite, eu até preferia assim, sem estarmos em contato, seria mais fácil. 

Travei a tela do celular, me repreendendo por novamente estar pensando nele. Tirei a bomba do tanque, Luccas já voltava do banheiro e logo estávamos novamente na estrada.

Chegamos em Toronto uma hora depois. Já fazia um tempo que não vinha aqui, apesar de amar viver quase isolada de toda essa movimentação, eu havia sentido falta de estar aqui, sempre me trazia boas inspirações para pintar meus quadros e fazer desenhos. Peguei meu celular e tirei uma foto da Torre CN quando passamos por ela e postei junto com um coração no meu stories.

– Quer tomar um café? – Luccas perguntou chamando minha atenção.

Quando o olhei, ele indicou na minha direção uma cafeteria que estava do meu lado da janela, olhei para a frente do local, mas havia uma pequena movimentação do lado de fora. Provavelmente estava cheio e demorariam um pouco para nos atender.

– Não, vamos logo para o apartamento mesmo. – ele afirmou balançando a cabeça e continuamos o caminho até o prédio que Lorenzo morava.

Entramos na garagem do prédio e soltei o cinto. Desci do carro junto com Luccas e pegamos nossas coisas no porta-malas. Coloquei minha mochila nas costas e fui arrastando a pequena mala até o saguão.

– Olha só! Que bom ver vocês! – Alberto, o senhor que cuida da portaria do prédio nos cumprimentou assim que entramos.

Ele era gentil e simpático, devia ter seus cinquenta e poucos anos, ele não havia mudado quase nada desde a última vez que nos vimos, apenas seus cabelos que estavam mais grisalhos que antes. Eu também já pintei alguns quadros para ele e a sua esposa que queriam usar como decoração na casa. Me senti até uma artista tendo trabalhos encomendados. 

– Como vai senhor Alberto? – o cumprimentei com um beijo na bochecha.

– Olá, Berto! – Luccas o cumprimentou do mesmo jeito. – Como está a Catarina?

– Muito bem, obrigado. Vão ficar quanto tempo? – perguntou indicando as malas.

– Uma semana mais ou menos, viemos para a exposição. – respondi e ele sorriu.

– Lorenzo comentou comigo. Espero que se divirtam. – sorriu gentilmente como sempre.

– Obrigada!

– Obrigado, Berto!

Nos despedimos dele e seguimos para o elevador. Já se passava das 13:00pm, meu corpo implorava por um banho e um colchão fofo para se jogar. Assim que paramos no andar, fomos até o apartamento, antes mesmo de Luccas tirar a chave do bolso, a porta foi aberta revelando um Lorenzo sorridente e sem camisa.

– Que demora para chegarem. – Lorenzo reclama.

– Só por você ter me atendido assim sem camisa, vou ignorar a sua falta de noção. – Luccas diz o empurrando para sair da frente e entra.

– Também senti sua falta. – Lorenzo implica. – Oi, linda! – diz me dando um abraço apertado que retribuo.

Lorenzo é uma das pessoas mais doces e incríveis que já conheci, completamente ao contrário de Luccas, que é um completo maluco, debochado. E apesar desse contraste entre eles, ambos conseguem se dar bem.

Entramos em seu apartamento e tiro minha mochila das costas, sentindo um alívio pelo peso desaparecer. Luccas volta do corredor que dá para os quartos, já sem a sua mala e descalço. Eles se abraçam e dão um selinho. Vou para cozinha, pego um copo d'água, me encosto sobre a pia e ambos se sentam no banco do balcão.

– Se estiverem com fome, podemos sair para comer algo, cheguei faz pouca hora da faculdade, não deu tempo de fazer nada. – Lorenzo diz pegando uma maçã na fruteira.

– Eu estou morto, é duro aguentar a Roxie quatro horas dentro de um carro. Eu estava quase surtando! – Luccas dramatiza e reviro meus olhos.

– Você poderia ter descido na estrada e continuado o caminho à pé. Eu não impediria. – dou de ombros terminando minha água.

– Besta. – Luccas ri e o acompanho.

Talvez nossa amizade seja meio estranha, uma hora estamos trocando farpas um com o outro, nos provocando a todo momento, no outro, estamos deitados compartilhando tudo o que está dentro de nós, rindo e nos apoiando em qualquer decisão.

– Eu também estou cansada, só quero tomar um banho e descansar um pouco antes da exposição. – digo lavando o copo e o guardando no armário.

– Então tudo bem. Só começa as 19:00, dá para vocês descansarem bem. – Lorenzo diz mordendo sua maçã.

– Ótimo, vou dormir. – Luccas se levanta indo para o quarto.

– Ei, toma banho antes de deitar em minha cama! – Lorenzo vai atrás ainda segurando sua maçã e rio.

É bom estar aqui. O apartamento de Lorenzo é bem amplo, variando entre os tons de azul escuro, claro e branco. Tem três quartos, a sala tem um sofá de três lugares azul claro, no chão há um tapede felpudo azul escuro bem fofinho, uma mesa de centro de madeira clara com os controles do ar-condicionado e da TV sobre ela. O rack é da mesma cor da medeira da mesa de centro, uma TV de 55 polegadas ocupa o espaço maior, uns livros estão organizados partes ao lado que são abertas e um jarro preto fosco fica  no vão abaixo, somente para enfeitar. A cozinha tem acesso para sala, onde somente uma ilha de mármore branco divide os cômodos. O corredor dos quartos é bem largo, o quarto que sempre fico é o terceiro,  o último do corredor, é bem amplo, tem uma cama de casal, uma escrivaninha na parede da frente, uma janela ampla ao lado, um banheiro interno e uma cômoda para pôr minhas coisas.

Coloco minha mala ao lado da cômoda e minha mochila em cima da cadeira que ficava ao canto próxima da janela, abro a cortina e deixo a claridade do tempo cinza entrar. Me sento na ponta da cama e pego meu celular no bolso da calça para mandar uma mensagem para meu pai, avisando que cheguei e já estava na casa de Lorenzo.

 Me levantei seguindo para o banheiro, tirei minha roupa e entrei no box, deixei que a água escorresse por meu corpo, molhando meus cabelos e me relaxando. Quando saí, peguei uma roupa leve na mala e me troquei. Penteei meu cabelo o deixando úmido para secar naturalmente. Assim que me deitei na cama, fechei meus olhos e logo já estava dormindo.


Enxuguei o embaçado do espelho do banheiro e encarei a figura refletida, havia acordado a algumas horas atrás, os meninos e eu passamos o final da tarde conversando e rindo das bobagens um do outro. Faltava uma hora para a exposição começar e até lá daria tempo de nos arrumarmos sem pressa, afilnal o museu de artes não ficava tão longe daqui do prédio.

Depois de escovar meus dentes, voltei para o quarto. Me troquei, vestindo o vestido azul marinho, de manga cumprida com tecido fino, que eu já havia separado. Ele ia até um pouco acima do meu joelho, era bem ajustado na cintura e no busto, e solto na parte de baixo. Calcei uma sandália de tira também azul, que tinha um salto não tão alto. Em frente ao espelho de corpo todo, que ficava ao lado da cômoda, me olhei avaliando se estava tudo certo com a roupa, passei a mão sobre a saia do vestido, alinhando o tecido. Passei meu perfume, fiz uma maquiagem bem simples e passei um batom nude rosado. Soltei meu cabelo deixando as ondulações caírem até pouco abaixo dos meus ombros, havia o cortado fazia pouco tempo e tinha gostado de como tinha ficado, meu cabelo sempre foi grande e eu amava, mas decidi mudar um pouco.

– Já está pronta Roxene? – Luccas entrou de vez no quarto me assustando.

– Tá maluco? – perguntei me virando para ele, sentindo meu coração acelerado.

– Sempre fui. É o vestido que te dei de aniversário? Eu sabia que ia ficar ótimo. De nada! – diz convencido e reviro os olhos com um sorriso fraco.

– Vou ignorar sua seu ego altamente inlfado. Está bom mesmo? – pergunto insegura, eu nem ao menos sabia o que vestir para ir na exposição, aliás, Clara quem havia me ajudado a escolher.

Ela era uma mulher gentil, estávamos nos dando bem, não preciso nem dizer que meu pai estava mais do que feliz com isso, afinal, seu medo era que eu não aceitasse seu novo relacionamento, o que me fez até me sentir meio que ofendida, eu só queria vê-lo feliz, não atrapalharia em nada que o visse que estava lhe fazendo bem.

– Está linda! Talvez combinaria mais se você colocasse um batom vermelho... – sugere avaliando algumas poucas coisas de maquiagem que estavam sobre a cômoda.

– Não, esse está ótimo. – digo o afastando dali.

– Nossa, você é chata! – resmunga.

– E você reclamão. – retruco.

Pego meu celular sobre a cama e minha bolsa pendurada na cadeira, empurro Luccas para fora do quarto antes que ele decida dar mais pitaco em minha simples maquiagem.

Encontramos Lorenzo na sala, ele me elogia tanto que chego a ficar sem graça e faz Luccas resmungar dizendo que vou ficar me achando, ignoro a falta de senso do meu amigo e os chamo logo para irmos. Os dois estão vestidos casualmente com calça, camisa e sapato. Sem esforço algum, eles conseguem ser lindos, provavelmente ficaram prontos bem antes de mim.

Quando saímos, cumprimentamos o senhor Alberto que nos deseja que tenhamos uma boa exposição, entramos na SUV preta de Lorenzo e seguimos para o museu. O caminho não foi tão longo e nem demorado, depois de deixar o carro no estacionamento atravessamos a rua para o grande prédio iluminado e movimentado. Entregamos nossas entradas para recepcionista que não tirava os olhos de Lorenzo. Segurei meu riso quando Luccas praticamente o arrastou de perto dela, entrando logo no local.

As salas são enormes e há várias coisas expostas e algumas à venda também, uma música ambiente toca ao fundo, dando um ar calmo ao local, pessoas param em frente às artes e ficam conversando sobre os detalhes e as admirando. Assim como Luccas, Lorenzo e eu estamos fazendo em frente a uma pintura do mar, que contém cores claras e calmas, dando uma sensação de relaxamento.

– Que abusada, você viu? Eu poderia arrancar cada fio loiro oxigenado dela. – Luccas resmunga enquanto atravessamos para o outro salão, observando as lindas artes expostas e os grandes quadros pendurados.

– Você vai se comportar, tá maluco? Íamos ser expulsos, não fui obrigada a viajar para vir aqui, para depois ser explulsa porque você agrediu a recepcionista. – digo falando em um tom baixo. Lorenzo ri e Luccas o fuzila com o olhar.

– Você não ri não, precebi que você estava sorrindo para ela. – Lorenzo franze o cenho e revira os olhos.

– Estava sendo educado já que você fechou a cara para a moça. – se defende.

– E com razão. – retruca.

– Vou fingir que não conheço vocês se continuarem com isso. – digo.

Às vezes eu pareço ser a mais sensata entre esses dois, me dão a sensação de estar perto de duas crianças birrentas que brigam por um brinquedo. Devo admitir que às vezes é engraçado vê-los discutindo por bobagens.

Continuamos a observar as esculruras e os quadros expostos. Estava sendo ótimo estar aqui, eu adorava exposições e me sentia em casa estando entre artes. Era como se eu tivesse outro mundo onde envolvia tinta e pincéis, era encantador. Imaginava o dia em que uma de minhas obras também seriam expostas, eu me sentiria realizada se tal coisa chegasse a acontecer um dia.


Shawn

Eu não parava de pensar no que havia visto mais cedo quando cheguei de Pickering, estava aproveitando a semana de folga que tinha para visitar meus pais, minha irmã e sair com meus amigos. Eu havia acabado de chegar quando resolvi parar para tomar um café antes de ir para o apartamento descansar um pouco. Antes de entrar na cafeteria, algumas fãs me pararam para tirar foto e eu claro lhes dei total atenção. Foi quando levantei meu olhar, distraído olhando para rua e a vi. Meu corpo inteiro se arrepiou, um frio no estômago me invadiu e meu coração acelerou. Ela estava dentro do carro, de cabeça baixa mexendo no celular, quando sua atenção se voltou para onde eu estava, fiquei petrificado, mas ela pareceu não me ver e logo depois o carro seguiu, me deixando ali sem saber se estava delirando ou se era realmente verdade.

Mais tarde já no apartamento, estava sentado na sala, quando peguei o celular e entrei no Instagram, o primeiro storie que apareceu foi o dela, cliquei sem esperar mais um segundo, vendo em seguida a foto da Torre CN, essa mesma para a qual eu tinha vista da sacada. 

Roxie estava aqui, tão perto e ao mesmo tempo tão longe.

Não nos falamos mais desde a noite em que lhe expliquei que não havia nada entre mim e a Camila. E talvez, ou com certeza, esse foi o motivo para não termos mais nos falado. Quando estive fazendo apresentação em Los Angeles, nós saímos e ficamos uma última vez, foi coisa de momento e mesmo assim foi inevitável não sair nas redes que estava rolando algo entre nós.

Não era da Camila que eu gostava como diziam.

Não sabia como ou se eu deveria entrar em contato com a Roxie, eu queria vê-la, ouvir sua voz, sentir seu abraço e talvez o gosto do seu beijo que me deixava em êxtase. Saber que ela está na mesma cidade que eu, tão próxima, fazia meu coração disparar toda vez que me lembrava.

À noite, combinei com Brian e outros amigos para sairmos um pouco, conversar e passar o tempo. Fomos a um show e ao terminar, pouco depois das 23:00pm, somente Brian e eu fomos ao Hurt's. Eu gostava de me divertir com meus amigos e ser apenas eu, sem todo o calor de ser o famoso Shawn Mendes. Eu amava ser quem eu era, poder levar minha música para todo lugar e acompanhar todas as emoções que meus fãs sentiam, era satisfatório e mesmo também gostando bastante de ser apenas eu, não trocaria por nada.

Estava apenas tomando um suco enquanto conversava com Brian. Estávamos falando sobre a premiação do MTV que seria daqui a poucas semanas, estava ancioso para o evento, minha música com a Camila havia sido indicada e eu não poderia estar mais feliz, era um feat que todos esperavam e eu estava orgulhoso do resultado.

A porta do Hurt's se abriu e automaticamente olhei na direção, meu coração pareceu ter perdido uma batida quando vi Luccas entrando junto de outro garoto e em seguida Roxie.

– Você ficou pálido, o que foi? – Brian perguntou e se virou na cadeira, olhando para onde eu encarava eles se sentarem em uma mesa no canto próximo do vidro. – Uau, ela não é a... aquela que você conheceu quando saiu de férias com o Andrew? – perguntou se virando para mim novamente.

– A Roxie. É ela. – disse voltando minha atenção para ele que me encarava. – O quê? – perguntei sem entender sua expressão.

– Você parece tenso. – disse dando de ombros, fingindo desinteresse.

– Não estou tenso.

– Está sim e também não para de olhar para lá. – reviro os olhos ignorando meu amigo. – Por que não vai falar com ela? 

– O quê? Não! – respondi quase na mesma hora, na defensiva.

– Vocês não eram amigos?

– Sim... Mas já faz um tempo que não nos falamos, seria estranho eu chegar assim do nada. – digo e Brian apenas se vira olhando para lá e depois voltando a sua posição normal, voltando a comer seu hambúrguer.

Volto a desviar minha atenção para ela, posso facilmente vê-la de onde estava. Ela sorria de algo que Luccas parecia ter dito, com um movimento ela colocou uma mecha do seu cabelo atrás da orelha, falando algo em seguida. Quando chegou, percebi que estavam os três bem arrumados, talvez estivessem voltando de algum evento ou uma festa. Ela estava linda, como sempre foi.

Minha vontade era de ir até a mesa onde ela estava e cumprimentá-los, mas não poderia fazer isso tão de repente.

O tempo foi passando e enquanto eu alternava a atenção entre Brian e a garota que fazia facilmente meu coração disparar e lutava internamente contra uma difícil indecisão se iria ou não até lá, eles acabaram indo embora.

A vi levantar e acompanhei todos seus movimentos até ela passar pela porta, atravessar a rua e entrar no carro que estava estacionado do outro lado e ir. Eu deseja a que ela me visse aqui sentado, já outra parte de mim, havia agradecido por ela não ter notado, eu não saberia como agir assim tão de repente.

Ela estava aqui, estivemos a poucos metros de distância e eu não fiz nada além de ficar a observando. Quando eu teria a mesma sorte de encontrá-la no mesmo lugar em que eu? Estava horrivelmente arrependido por não ter agido, mesmo sabendo que eu poderia travar e nenhuma frase adequada pudesse ser formada por minha mente.

Já no meu apartamento, deitado pensando em como fui um idiota por ter deixado a sorte passar entre meus dedos, peguei o celular e entrei no Instagram para me distrair, vi algumas fotos minhas e pequenos vídeos que fizeram de mim no show que fui com meus amigos. Quando atualizei o feed, seu perfil foi o primeiro a aparecer, ela havia postado uma foto de um museu, na legenda estava apenas um coração. Então me lembrei que havia visto em algum lugar sobre a exposição de artes que teria no museu. 

Era por isso que ela havia vindo.

A possibilidade de ela não estar mais aqui na cidade no outro dia, me deixava inquieto. Eu não podia ter perdido uma chance como aquela de falar com ela.

Travei a tela do celular e o coloquei para carregar sobre o criado mudo. Deitei minha cabeça no travesseiro e a imagem dela dentro do carro mais cedo, depois entrando no Hurt's e do seus risos e sorrisos, me deixaram bobo. Uma mistura louca de sentimentos brincavam dentro de mim, ela me causava isso, estava sendo inaceitável que ela pudesse ir embora e eu não ter falado com ela.

Acabei adormecendo em meio a pensamentos, todos sempre relacionados a ela.



Notas Finais


Eles estão no mesmo lugar!!!
Será que Shawn terá novamente a mesma oportunidade que teve em falar com a Roxie? Será que os dois vão conversar e poder esclarecer as coisas pessoalmente?

Me contem aqui nos comentários o que vocês acham.

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