História Ana - As Cinzas de Amsterdã - Capítulo 4


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Categorias A Menina Que Roubava Livros, Riverdale
Personagens Elizabeth "Betty" Cooper, Forsythe Pendleton "Jughead" Jones III, Personagens Originais
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Palavras 1.300
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Literatura Feminina, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Ana- As Cinzas de Amsterdã, capítulo 4


3 meses depois...

Depois dessa série de dias horríveis, chorando, sofrendo humilhação em minha escola, tudo isso... Quer dizer, os meus dias solitários e depressivos acabaram!
O filho do casal Lang finalmente nasceu hoje, dia 06/09/1938!
Um ponto pra mim!
Minha família voltou para casa faz uma semana, já que Sra.Lang foi a Maternidade nesse mesmo período de tempo.
Meus pais voltaram com alguns costumes da Família Lang, aliás, passar 9 meses com qualquer pessoa, é impossível não aderir algumas ações da mesma. Não reclamaria se fosse costumes... Como eu poderia dizer? Não são costumes, mas sim... Regras dos Lang's que usam em Antonieta, e agora querem por em mim! Como:
• Voltar mais cedo em casa
• Não falar com rapazes
• Ir somente a casa de Antonieta
Já pensou? Sempre sou pontual, mas às vezes surge alguns imprevistos, como: Entregar algum livro, falar com meus mestres depois da aula e outras coisas.
Não falo com nenhum rapaz, todos eles são tolos! Ir somente a casa de Antonieta?! Eu tenho outras amigas além dela! Mas como uma boa filha, não pude questionar, fui para o meu quarto e chorei até a hora de visitar a Sra. Lang na maternidade. Como de costume, coloquei uns dos meus melhores vestidos, me olhei no espelho e tomei um susto em me ver. Estava com os olhos inchados e vermelhos, nariz vermelho e boca vermelha. Só poderia acontecer isso! Claro, passei 2 horas do meu dia chorando, não poderia ficar com uma aparência muito boa. Tomei outro banho e melhorou.

Saímos de casa, minha mãe estava linda como sempre, e meu pai estava impressionante. Levaríamos o rótulo de família perfeita na Maternidade.
Pensei a viagem pensando se falaria ou não com meus pais para me levar ao psicólogo, Antonieta me falou que eu estava péssima e deveria ir. Mas deixei pra lá, Antonieta não sabe de nada, e isso seria passageiro, já que meus pais havia voltado pra casa e duraria alguns dias para minhas crises diárias acabarem.
Quando chegamos ao quarto de Sra. Lang, estava Antonieta com um sorriso de orelha a orelha, o mesmo aconteceu com Sr. Lang.
Vi Francisco, o filho do Sr e Sra. Lang, não muito bonito como Antonieta falou de manhã na ligação com minha mãe, posso dizer que ele era... bonito aos olhos certos... Mas no fundo ele era feio! Abominável!

- O que achou dele, Ana? - Sra. Lang me perguntou me tirando dos meus pensamentos. E agora o que eu responderia? Com sinceridade ou educação? Olhei pra minha mãe, que já sabia a resposta clara em meus olhos, e balançou a cabeça discretamente para eu não dizer a verdade. Olhei para Sra. Lang que estava ansiosa pela minha resposta, olhei para o Francisco, e reparei que ele estava mais feio do que nunca! A resposta era óbvia é verdadeira: Ele é horroroso!

- Ele é...- Meu pai me cortou

- Ana achou ele adorável! - tinha sido salva, nunca consiguiria mentir! E essas era uma das minha qualidades... ou um dos meus defeitos?

- Fico feliz em saber o que achou de Francisco.- Sra. Lang falou enquanto seus olhos, negros, brilharam com a luz do quarto, e pela primeira vez, consegui ver ver sua pupila. Não iria estragar o momento com a minha sinceridade, então apenas assenti.

As horas que restavam foram compostas por muitas conversas, risos e falaria sobre como Franscico era bonito. Mentirosos!

Voltamos para casa e o assunto martelava novamente em minha cabeça: Deveria contar aos meus pais sobre o que estava sentindo nesses últimos meses? Consegui deixar isso de lado, e voltava a me lembra do momento em que Sra. Lang me perguntou o que achei da aparência de seu filho, apesar de ter quase sido constrangedor, soltei alguns risos discretos, mas meus pais estavam ocupados em outro assunto

-Mudança? - Meu pai soltou no ar perguntando a minha mãe

- Sim, as famílias antiga colocou a casa à venda, e logo foi comprada dentro de alguns meses.

- Será que são vizinhos "bons" de conviver?

- Oh! Sim! A antiga família que me morava nessa casa, me falou que eles eram legais e prestativos... - minha mãe explicou enquanto eu olhava atentamente para a casa do outro lado da rua, que recebia seus novos moradores. Percebi um homem que saia de dentro da casa. Era alto, um pouco mais que meu pai, bonito, tinha cabelos negros, era da mesma cor que nossa pele, olhos verdes, com uma barba bastante aliada que deixava seu rosto ainda mais quadrado.

-Querida, olhe quem são os novos vizinhos.- Meu pai falou em um tom de raiva, o que me deixou um pouco assustada

- Pedro?! - Minha mãe falou bufando e incrivelmente surpreendida. Como assim ela sabia qual era seu nome? Será que minha mãe e meu pai já havia conhecido o homem? Claro que sim! Se eles sabem o nome dele, é óbvio! Olhei para o homem denovo, e era incrivelmente bonito. Acho ele não havia avistado a gente.

- Vamos! - Já parados em frente da nossa casa, que do outro lado da rua era a casa dos novos vizinhos, cuja meu pai sabera o nome, ele falou diretamente e parecia completo de ira. - Entre! - Ele abriu o portão rapidamente e puxou mamãe e eu para dentro apressando-nos, fiquei a me perguntar o que tinha demais Sr. ... Pedro, aliás, era assim que meu pai chamou-o

- Ana! Tome seu banho e suba para seu quarto! Imediatamente! - O que? Não vou nem jantar?! Meu pai estava completamente coberto de ódio. O motivo? Eu não sabia, talvez seja esse Pedro. Assenti e fui para o banheiro rapidamente, tomei meu banho e escutei meus pais conversando sobre algo, não deu para escutar por causa da água do chuveiro que caía no chão e escorria. Não deu pra escutar uma palavra se quer da conversas deles. Subi para o meu quarto, deitei na cama pronta pra dormir, mas não pude deixar de escutar a conversa, que passava longe de ser uma conversa qualquer, eram gritos! Aposto que qualquer pessoa que estava no fim da rua escutaria esses gritos.

- O QUE QUER QUE EU FAÇA? - Minha mãe gritou - VOLTE NO PASSADO E DESFAÇA TODO O ERRO QUE NÓS COMETEMOS? - ela falou dando principalmente destaque para a palavra "Nós"

- NÓS? FOI VOCÊ QUE FEZ ESTA AMIZADE SEM NENHUM FUTURO COM ELES! E NÓS, TOLOS, ACREDITAMOS NELES! - Meu pai respondeu no mesmo tom que minha mãe

Acho que minha mãe falou algo com meu pai que eles pararam imediatamente. Mas ainda fiquei a me perguntar o motivo da briga, porque eles estavam brigando? Qual seria o motivo? Os vizinhos novos? Muitas teoria passavam, vinham e se instalaram em minha cabeça. Caí no sono, muito incomodada e com muita fome.

Acordei umas 7 horas para ir a escola, me arrumei com um vestido bonito, pentei meus cabelos. Eu estava simples para uma aluna que ia à aula na quarta-feira, não haveria nada de importante. Desci e tomei meu café da manhã com meus pais, o clima estava tenso entre os dois, eles só dirigiam a palavra a mim, que me senti extremamente pressionada. Eles tinha brigado e como resultado, não estavam se falando. Comi aquele café da manhã insuportável e saí pelo portão de minha casa, me virei para dá uma olhada na casa com novos moradores. Não acreditei no que vi. Era ele mesmo? Não podia ser! Era ele mesmo! Esfregue meus olhos e pisquei algumas vezes para ter certeza que não estava delirando. E pra minha infelicidade... Eu não estava.
Olhei mais algumas vezes e a ficha caiu, ele estava ali, fechando o portão e indo para escola.
Era ele mesmo!

Sim, era ele!



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