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História Analogy - Capítulo 3


Escrita por: LadySacerdotisa

Notas do Autor


Yo galera!!!
cri-cri-cri
hehehehe...anou como posso dizer...
GOMENASAAAAAAI! Vocês me conhecem, sempre acabo atrasando.
Mas neste momento foi (perdoem-me) por puro egoísmo mesmo....foi mal eu sei sou a pior autora do mundo. entretanto foi rudo porque estive assistindo e me viciado em One Piece, dai não desgrudo as bochechas da minha tv...hhehehehe
Sério me desculpaaaaa! sim?
Espero que gostem desse capítulo, apesar de que acho que talvez muitos vão ficar confusos em relação a parte do Sesshoumaru, mas saiba que as frases em parenteses são como mini flashs blacks forçados pela mente dele,por isso não há explicações sobre os mesmo, contudo mais pra frente vou explicar esse dialogo ok?
BOA LEITURA!

Capítulo 3 - Conceptions Unintelligible


–Alguma outra ideia?

–Nenhuma- respondeu a empresaria com sinceridade, enquanto observava sem motivo aparente, uma pilha de sacolas multicoloridas. Amontoadas em cima da minúscula mesa de cozinha.

Sango, por outro lado manuseava talheres e potes de comida, depositando molhos de variados sabores e dispondo mini-hamburguers sobre fatias de pão com gergelim, enquanto, no outro cômodo, ouviam-se os resmungos baixinhos de Ayame, entrecortados pelos ruídos televisivos de um seriado qualquer.

–Pressuponho que desta maneira vamos mudar de carreira... -Rin interrompeu-se para procurar algum suprimento em especial no armário de doces .

–Um novo emprego? E qual seria?- a suposta cozinheira franziu as têmporas, intrigada.

Sem responder a morena vasculhou as prateleiras mais altas, sorrindo satisfeita depois de alcançar seu objetivo: um suposto pacote de cookies caseiros. Acessou o embrulho, levando um dos biscoitos de baunilha a boca antes de findar sua teoria. Contudo durante sua degustação, um soluço agudo repercutiu até a cozinha assustando as duas jovens que dialogavam.

–Não!

As garotas fizeram menção de correr até a sala de televisão, para acudir à amiga, mas...

Pararam rente a porta, observando a ruiva agarrada a sua almofada rosada que ironicamente ajustava-se quase de maneira perfeita ao pijama e pantufas infantis, bordados com flores avermelhadas e detalhes em azul bebe que esta trajava naquele momento.

Nada havia de errado.

A pipoca estalava no forno micro-ondas, o cheiro de óleo impregnava o apartamento, Ayame encarava raivosa o aparelho de 42 polegadas e um suposto “Jack” havia novamente morrido de hipotermia no oceano atlântico em 15 de abril de 1912.

–Malditos sejam os icebergs! – paguejou Ayame, jogando o travesseiro nas imagens em movimento, como se aquilo fosse impedir a tragédia tão conhecida mundialmente.

–Retiro o que disse-recapitulou Rin- Eu não pressuponho, e sim tenho convicção.

–De que?

–De que viraremos psicólogas em tempo integral... -ironizou- Admita. Nós levamos jeito!

Sango riu descontraída, retomando a cozinha.

–É tem razão. Temos que começar a exigir comissão pelos nossos serviços... Rin Austen Campbell! Tire as suas mãozinhas dai já!-repreendeu a secretaria, no mesmo momento em que a jovem morena dava-lhe um sorriso brincalhão por ser pega beliscando os condimentos dos petiscos preparados sobre a mesa, que ainda deveriam dirigir-se ao forno.

– Mandei tira-las dai. Agora.

Campbell desfez qualquer menção de experimentar os quitutes, e emburrou feito uma pirralha. As moças riram da brincadeira sem pretextos, enquanto Sango dava continuidade aos preparativos do jantar á lá americano.

–Mas então... como anda a vida da empresaria de maior sucesso de Chicago?

–Qual motivo de tanto interesse?

–Não posso perguntar?

–Perguntar até que pode desde que não se refira a outro suposto encontro ás escuras contra o meu censo e sob sua administração- Rin gracejou, antes de reaver o pacote de biscoitos que deixara na mesa.

–Ora... eu disse alguma coisa a esse respeito?

A executiva arqueou as sobrancelhas, desiludida quanto a qualquer tentativa da amiga em empurrar-lhe para os braços de um homem. Apesar de comumente Sango empenhar-se nisso, nenhum proveito ou sucesso retirava de seus planos mirabolantes para arranjar um companheiro a jovem solteira, que caracteristicamente limitava-se a pequenas paixões e raras aventuras noturnas.

–Certo -rendeu-se- Vou parar de incomodar lhe com esses assuntos.

–Não é isso Sango...

–Sei que não... mas entenda Rin- a secretaria levou os lanches ao forno, virando-se logo após para a amiga encostada a geladeira-desejo o seu bem e sendo você tão solitária eu penso ...quero dizer...depois de tudo o que..

–Dou pouca importância a esse fato. Aprecio a vida que levo, acredite. -ela sorriu, sem qualquer vestígio de interesse na conversa que se formava.

Sango virou-se novamente, mergulhando os pratos, talheres e copos sujos na pia que transbordava agua.

Acaso estava preocupada?

Suspirou. Impossível não estar.

Seus instintos maternos para com as amigas sempre foram muito exagerados ou até mesmo irritantes.

Mas o que podia fazer?

Amava-as de todo o coração e sendo Rin e Ayame, dois extremos inflexíveis, sentia-se incumbida pelo equilíbrio daquela equação, não só incumbida como responsável pelo bem de ambas. Diante disso temia que o pior acontecesse, temia por aquela noite...

A executiva pigarreou, e Sango seguiu-a para a sala de estar carregando uma bandeja com vários doces, salgados e refrigerante, muito refrigerante.

Rin jogou-se no sofá assim que este foi avistado, notoriamente, exausta. Não que isso fosse interromper seu jantar recheado de gorduras trans que ainda repousava em suas mãos e era vorazmente devorado. Sango, por sua vez, depois de colocar os petiscos na mesa de centro, deleitou-se sobre sua poltrona reclinável e Ayame como de costume atacou os aperitivos, sem obviamente desviar os olhos azulados do aparelho televisivo.

O trio nada disse por um bom tempo apesar de apenas a ruiva se interessar pelas imagens coloridas do longa-metragem que corriam pela película da tela plana.

O clima torna-se imediatamente denso. Um tanto quanto estranho. Talvez...como se todos ali estivessem presentes por pura obrigação.

Adoravam-se, verdade. Entretanto alguma coisa faltava, uma engrenagem havia se perdido em um passado não muito distante, uma incógnita formara-se entre as três melhores amigas. Algo as perturbava, e devo dizer, que nunca induzi minha curiosidade ao seu terminal, mas suponho uma exceção prestes a ser proposta pela minha própria consciência.

Em um abrupto embarque de memorias as três observam um canto do sofá creme que jaz vazio e pergunto-me se faltaria alguém.

...

Chicago consumia-se na madrugada, em uma harmonia de desorganizações, tal qual os característicos amontoados urbanos, erguendo selvas de arranha-céus que se estendiam para muito além do horizonte.

Ruas num caos uniforme de personalidades e gêneros, acompanhados de seus diferentes destinos, vidas e personalidades. Com buzinas e motores zunindo desenfreados pelas avenidas agitadas, o asfalto quente era completamente dominado por fileiras de automóveis, cujos donos aguardavam estressados algum sinal de movimento, a maioria provavelmente desejosa em chegar ao seu destino.

Nada disso era diferente para Sesshoumaru.

Pequenas saliências apareciam por vezes na fronte indiferente, enquanto o condutor de outro veiculo esperneava “incentivando” nosso executivo a andar os poucos metros que se abriam a diante.

Aquilo era impertinente e muito, muito irritante. Contudo Sesshoumaru recusava-se a atender aos pedidos do bastardo que continuava buzinando em seus ouvidos.

Suspirou. Inclinado a cabeça para apoiar-se no encosto do banco de couro.

Permitiu-se fechar levemente os olhos, pois, querendo ou não admitir estava exausto. E pouco se importava com o retardado impaciente que ainda teimava em fazê-lo andar. Acaso aquele idiota não percebia o quão inútil haveria de ser adiantarem-se míseros milímetros? Não seria útil espernear, no final, ambos continuariam esperando outro indicio de movimento.

“-Ora Sesshoumaru....deixe de ser tão...”

Suspirou mais uma vez. Até quando aquele martírio perduraria? Não, não se referia ao imbecil que só agora desistiu de sua inclinação. Na verdade Sesshoumaru não o culpava. Qualquer um poderia desencadear estresse abusivo quando direcionado ao transito de veículos em Chicago.

“-Tão o que?”

E apesar de já ter se acomodado a esse detalhe meticulosamente urbano, o empresário admitia que por vezes ainda sentia-se fadigado ou até mesmo extremamente irritado com as horas a fio que perdia dentro de um automóvel. Mas talvez, ser dono de uma Audi TT Coupe, pode tê-lo ajudado.

“-Tão adverso”

Sesshoumaru sorriu. Certo, talvez aquele pequeno detalhe tenha lhe ajudado um pouco. De qualquer forma o tipo do automóvel era apenas um detalhe.

“-O que disse?”

Endireitou-se no banco ao perceber a partida do veiculo a sua frente e seguiu sem obstáculos por quase cinco quilômetros até que a massa de automóveis aglomerou-se novamente. Era sempre assim. Um tanto quanto rotineiro. Afinal em nenhum dia sequer aquela rodovia em especial não se encontrava interditada. E pensar que se andasse por mais alguns quilômetros chegaria finalmente à saída para aquele inferno de via principal.

“-Eu disse: Sesshoumaru deixe de ser tão adverso”

O ruído penetrante do aparelho telefônico inundou os ouvidos do executivo que imediatamente pôs-se a dialogar com o sujeito do outro lado da linha

Minutos depois no meio da massa de carros, o rugido abafado de uma ferra sobre quatro rodas pode ser ouvido nas rodovias próximas à via principal, uma Audi TT Coupe aligeirava--se por entre os veículos inflamando o asfalto por onde passava.

“-Deixe de asneira"

Nada se sabia. Contudo seu proprietário deveria estar com muita pressa.

“-Deixe de asneira você, pois me entendeu muito bem”

......

A brisa agitou e perambulando pela cidade urbanizada, deslizou pelo meio húmido da noite escura, até vencer duas cortinas de uma varanda no decimo terceiro andar de um curioso prédio envidraçado. Tão logo na sala, varreu o carpete azulado, incomodando o individuo que dormia no sofá, totalmente coberto pelos lençóis.

Este resmunga, chateado não só com a interrupção do cochilo tão almejado, mas também com sua tendência a insônia. Não era e não seria a primeira vez para aquele fato. E isso o irritava.

Levantou, permitindo-se guiar inconscientemente para a varanda, no intuito de observar a cidade. Apoiou as mangas da camisa de seda vermelha no parapeito e passou a catalogar os caros que corriam freneticamente pelas ruas movimentadas.

Mas que belo fim de sábado não?

“-Certo, certo -rendeu-se- Vou parar de incomodar lhe com esses assuntos.”

Bufou

Como assim incomodar? Sango nunca a incomodara, pois Rin entendia, a seu modo, as tendências da amiga em protegê-la, entretanto não enxergava problema nenhum em ser...

“-Desejo o seu bem e sendo você tão sozinha eu penso... quero dizer... depois de tudo o que.”

Sozinha.

Qual era o problema nisso afinal? O que havia de difuso no almejo de uma vida sem desilusões ou sofrimentos?

Rin trouxe os braços à cintura. Agarrou-se.

Tinha consciência dos estragos, consequentes daquela noite, contudo ao contrario do que Sango e Ayame deviam cogitar, suas características indiferentes afloraram-se através de motivações particulares, muitas das quais até mesmo nossa executiva não possuía conhecimento para descrevê-las.

Ou pelo menos era o que ela achava.

Não fora de proposito sua restrição a romances. Os homens simplesmente não a cativavam.

Quero dizer, falta de gracejos obviamente não era a causa, bons candidatos comumente apareciam. Entretanto Rin não se interessava. Vivia suas aventuras, sem dizeres ou reclamações de outro ser humano a não serem os dela e claro em raras ocasiões as de suas irmãs =de criação Ayame e Sango, as únicas autorizadas em opinar em sua vida rebelde e características indomáveis.

Vivia de si para si. Ninguém mais lhe importava.

Egoísta? Ela discordava. Individualismo? Bem não havia problema algum nisso.

Antes sozinha do que mal acompanhada não?

Um termo clichê, mas muito significativo, suposto que o aviste da perspectiva de Rin. Diante disto, ser “mal acompanhada” generalizaria um turbilhão tão exagerado de pessoas que seria demasiado difícil identificar aqueles com quem se é digno de estar. Em síntese nossa executiva desconfia de tudo e de todos, por um pretexto particular e extremamente esfíngico pra os demais, isso pelo menos por enquanto.

O toque já muito conhecido do telefone celular clama por sua dona, sendo ele abafado pelos cobertores acaba por obrigar Rin a se afastar da varanda e embrenhar-se pelos lençóis a procura do aparelho.

Nada.

Nervosa, questiona-se qual individuo proveniente dos infernos teria a brilhante ideia de ligar a essa hora da madrugada. Bufando, resolve como ultima alternativa balançar os cobertores e ao primeiro movimento já se pode ouvir o som impactante do celular cair em algum lugar do carpete.

E agora onde estaria a droga daquele celular? Resmunga grunindo para si, jogando-se de quatro no chão e suspirando finalmente triunfante por chegar ao objeto antes que o remetente deligasse.

–Sim?

De uma expressão corriqueira e indiferente nossa executiva torna-se outra mulher. O semblante calmo dissipa-se a cada palavra proferida, as mãos tremulas por muito pouco não permitem que o aparelho deslize em direção ao chão e a única coisa que Rin consegue dizer é que estava a caminho.



 
 
 
 
 

Notas Finais


Bem dessa vez eu não vou prometer nada. Afinal vocês já me conhecem ^-^ quando vicio em algo é difícil de largar. Contudo será bem possível que junto com o próximo capítulo eu faça uma história de capítulo único sobre One Piece então quem estiver interessado xD
Bom é isso..
ARIGATO pelos comentarios e ONEGAI deixem suas opiniões elas são tipo assim MUUUUUUIIIITTTOOO importantes pra mim!!!!
UM BILHÃO DE BJOS pra vocês
Lady-chan


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