História Anarquia - Capítulo 9


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Categorias Stray Kids
Personagens Bang Chan, Han Ji-sung, Hwang Hyun-jin, Kim Seung-min, Kim Woo-jin, Lee Felix, Lee Min-ho, Personagens Originais, Seo Chang-bin, Yang Jeong-in
Tags Anarquia, Caos, Changlix, Divergentes, Fullmetal Alchemist, Jeongminhyun, Minsung, O Doador De Memórias, Stray Kids
Visualizações 238
Palavras 5.098
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Lemon, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sci-Fi, Slash, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Depois de dois séculos, mentira foi "só" 3 meses, rsrs EU CHEGUEI COM O ÚLTIMO CAPITULO DE INTRODUÇÃO DOS PERSONAGENS, Acho que é um dos mais esperados, e finalmente cês vão conhecer o meu personagem favorito, por mais que eu ame todos os outros queridos, mas o MinHo tem o meu coração, pq eu gosto de personagem fdp -qqqq

Mas enfim, aproveitem o cap que tem 5K, é, eu sabia que iria ser o maior cap das introduções

Capítulo 9 - 09-; Aquele que sabia o que não deveria (MinHo)


Observei os oficiais chegarem ao local, e JiSung ser levado para longe da “cena do crime”, e quando vi oportunidade, pulei mais alguns telhados, e consegui passar o muro. Protegi meu corpo com o casaco e a máscara, e segui pelo caminho da floresta queimada, em direção aquilo que eu já chamava de casa, mesmo que nunca fosse de fato conseguir ser uma.


 

Abri aos poucos a porta, ouvindo o ranger alto que ela fazia, e já pensando nas consequências que aquilo me traria, mas a surpresa foi maior ao ver SeungMin — meu irmão mais novo — sentado no sofá velho e mal cuidado da sala bagunçada.


 

— SeungMin? O que faz aqui? —Perguntei surpreso, tentando fechar a porta o mais rápido possível.


 

— Eu que lhe pergunto isso, hyung. — Se levantou do sofá, após eu conseguir me virar em sua direção, ficando a sua frente, com meu olhar vacilante, já que sabia que mais uma vez iria decepcioná-lo. — Onde esteve esse tempo todo, MinHo? — Perguntou em tom sério, e aos poucos fui me afastando.


 

Como explicar que eu estava dentro do muro, o local que eu prometi que nunca mais entraria, mas estou sempre entrando e não só colocando a minha vida em risco, mas também a de outras pessoas, como SeungMin, que sabe que eu existo.


 

Desde de muito novo, eu sempre causei problemas para SeungMin, mesmo sendo o irmão mais velho. Não me orgulhava deste fato, por isso sempre tentava o manter longe de mim, para ele não me odiar ainda mais, mas o problema parecia me chamar todas às vezes.


 

— MinHo, onde você estava? — Ele perguntou mais uma vez, respirando fundo ao fechar seus olhos, como se já soubesse do pior. — Estava dentro dos muros, não é? Estava na cidade mais uma vez.


 

Respirou fundo de forma pesada, se afastando e voltando para o sofá mal cuidado, enquanto eu pensava em uma forma de distraí-lo e levar a sacola para o quarto, o mais rápido possível.


 

— Você não deveria estar dentro dos muros? — Perguntei de forma descontraída, logo notando que não havia sido a melhor ideia, pelo olhar de SeungMin.


 

— Eu saí do lugar seguro por você ter parado de me mandar noticias e estar abalando mais uma vez aquele local, as notícias correm, e você sabe que eu tenho como saber delas. — A cada palavra dita ele se aproximava de minha pessoa após se levantar, com seu indicador apontado para o meu peito.


 

— Ainda anda com o garoto Yang? — Perguntei com meu olhar distante e voz baixa, notando seus ombros tensos e seu olhar trêmulo.


 

— Você sabe que sim… Ele me deu apoio quando você tentou me matar… — Tentou se afastar aos poucos, e apenas um riso frouxo saiu por entre meus lábios.


 

— Você não deveria se preocupar comigo, deveria se preocupar com essa sua relação com esse tal de JeongIn, ele ainda vai te destruir. — Murmurei em tom fraco, indo largar o saco dentro do quarto velho, e logo trancando a porta.


 

— Ele ao menos me dá abrigo e conforto, diferente de você, que apenas me dá desgosto. — Respondeu já emburrado, falar de JeongIn era seu ponto fraco. — Qual o problema que você vê nele?


 

— Não o que vejo nele, mas sim o que vem dele, ele é filho da senhora Yang, líder do Blood, a maior maluca que você pode encontrar por aí. Ela é doente, e aposto que seu filho também. — O ruivo já nem estava mais olhando em minha direção, apenas estava sentado de braços cruzados, com uma expressão séria em seu rosto. — Acho que é melhor você voltar, a ronda já deve ter acabado, e agora pode ser melhor.


 

O mais novo apenas se levantou, correndo para as escadas do porão, após dizer “não sei porquê ainda me importo”, e apenas ouvi o alto ranger da porta de contenção do túnel, deixando tudo em silêncio novamente, ou perto disso.


 

Aquele lugar já estava destruído, talvez fosse por este motivo que eu achava uma boa viver no mundo antigo. Atrás das barreiras sempre foi um lugar curioso para mim, meus pais viviam saindo para missões que eles nunca podiam nos contar, e isso sempre foi uma curiosidade crescente em minha mente.


 

Após o desaparecimento deles e posteriormente suas mortes, eu tomei a iniciativa — que talvez era melhor não ter tomado — de sair dos muros com apenas 8 anos, SeungMin era apenas uma criança de 6 anos, vindo atrás de seu irmão com o coração agitado e lidando de frente com seus piores pesadelos em forma física.


 

Eu reconheci a casa assim que vi ela, tudo ficou ainda mais claro ao achar alguns pertences de nossos pais por lá, e logo no porão existia uma parte cheia de livros, fazia pouco tempo que havia aprendido a ler, mas isso não me impediu de simplesmente querer ler todos aqueles livros e enfim entender o que eram aqueles círculos que rodeavam o porão daquela casa.


 

Existia um diário também, que era compartilhado por meus pais, onde eles escreverem sobre coisas maravilhosas — como a minha chegada e a chegada de meu irmão — até cenas horrendas que eles presenciaram dentro e fora das barreiras, o horror ainda existia e não se limitava apenas ao velho mundo.


 

Meus pais não sabiam muito bem o que havia acontecido com o mundo antigo, mas sempre presumiam que a guerra passou dos limites, que as doenças se alastraram, que a radiação tomou conta dos lugares, que o sangue foi tantas vezes derramado, que a terra quis se vingar de seus habitantes.


 

O único fato concreto histórico era a chacina de Alquimistas, onde havia reportagens antigas descrevendo o ocorrido ainda na época e em como isso mudou completamente a humanidade, de acordo com a reportagem era como voltar para o passado, uma queima às bruxas, mas desta vez eles tinha provas, eles conseguiam provar que os alquimistas tinham sim poderes, e estavam sim fazendo mal a humanidade. Minha mãe fez uma nota sobre isso, alegando que os humanos tinham medo de quem sabia demais, porque o poder da sabedoria era egoísta demais para ser compartilhado, e os humanos eram egoístas, mas não suportavam o fato de não ganharem algo.


 

A chacina ocorreu, e milhares de pessoas foram mortas, desde de alquimistas, até pessoas que tinham conexão com eles, seja de família, de querer aprender, de não achar correto a pena de morte, todas, sem exceção alguma, foram mortas. Foi desta tragédia que o primeiro partido surgiu, o partido das facções, que vinha com a ideia de uma nova humanidade, onde todos teriam seu lugar, e todos iriam se ajudar, um novo mundo, onde todos poderiam viver em harmonia, esquecendo as dores do passado.


 

Meu pai fez uma nota, alegando que vendo por aquele lado, tudo era uma grande besteira e loucura, não é possível esquecer o passado, ainda mais quando ele é manchado de sangue, o ser humano tende a repetir as coisas, principalmente erros grotescos.


 

Quando eu notei, estava viciado, viciado em todas as histórias, todas as magias, todas as notas, todas as injustiças feitas até os dias atuais, me aprofundei tanto que me tornei um alquimista aos 10 anos, e foi neste mesmo período que eu consegui entender a Lei da Troca Equivalente, e que nós nunca somos mais espertos que o universo, somos apenas meros humanos.


 

Estava tão obcecado pelo poder, achava que sabia tanto, que tentei quebrar uma das regras da Alquimia; eu tentei trazer minha mãe de volta à vida. Eu queria saber mais sobre ela, queria saber mais sobre o que ela viu, ela parecia ter tanta opinião em seu diário, mas sempre foi tão quieta em casa, eu queria ela lá, mas eu sabia que deveria dar uma vida em troca, mas eu só queria ela, então fiz metade do círculo de transmutação, pensei que aquilo não faria diferença, apenas iria deixar o círculo menos perigoso.


 

Não deu certo, mas eu nunca aceitei muito bem perder, e quando eu notei, SeungMin estava no meio do círculo, tremendo de medo, e soluçando de tanto chorar, enquanto aquela coisa que deveria ser minha mãe, estendeu um tipo de braço e agarrou a perna de meu irmão. Em um salto, eu estava na frente daquela coisa com uma pequena faca, tentando de qualquer forma matar aquilo.


 

Não sei como foi o resto da noite, mas desde daquele dia eu nunca mais fui o mesmo, e SeungMin também não, ele é totalmente contra a minha curiosidade, e simplesmente me odeia com todas as suas forças, porque aquela não foi a primeira vez que lhe coloquei no meio de um ritual, e quase o fiz perder sua vida.


 

O ser humano é assim, um artista egoísta demais para não deixar ninguém trabalhar em sua obra prima, mas medroso demais para se sacrificar em nome da arte.


 

SeungMin me odiava, e eu tinha plena certeza deste fato, mas não podia fazer muito quanto a isso, depois de tudo que descobri, e tudo que fiz, não poderia voltar a viver normalmente naquela sociedade, e bem, depois de tudo que eu fiz, não seria fácil simplesmente desaparecer, o governo estava me caçando, e eu tinha que lutar contra isso.


 

Ouvi batidas fortes e rápidas na porta, e com pressa corri até está, abrindo ela o mais rápido que consegui, logo os fios ruivos apareceram em minha visão, junto com a brisa eles se moveram, e junto com sua força, fechamos a porta.


 

Ainda meio ofegante olhei para baixo, do meu lado, vendo a cabeleira ruiva armada, e seu corpo pequeno com o vestimento dos oficiais. Ela levantou seu olhar, e sorriu meio travessa, como se estivesse se esnobando por mais uma vez ela ter arquitetado um plano que foi executado de forma perfeita.


 

— Pronto para ficar loiro? — Max perguntou com seu sorriso amplo, após se afastar da porta, provavelmente fugindo das perguntas que iriam surgir.


 

— Claro que estou, mas… Por que veio correndo? — Perguntei, me aproximando cuidadosamente da ruiva, que estava de costas, e tinha seu corpo encolhido, como se estivesse em posição de ataque.


 

— Como sabe que eu vim correndo? — Se virou em minha direção, com seus braços cruzados, ela estava em posição de defesa, na verdade.


 

— Bem, você bateu contra a porta, e depois não conseguiu abrir ela, normalmente, quando você corre, você perde a noção básica de seus pensamentos, porque apenas corre para atacar alguém, e bem, como a porta não era um alvo muito fácil de matar, você apenas acordou do transe ao bater nela, estava fugindo de algo e foi tomada pelo desespero daquilo te pegar, porque não poderia lutar contra, e bem, sua respiração está desregulada, é difícil respirar aqui fora, mas não impossível, ainda mais depois que você se acostuma.


 

Passei meus dedos da destra por seus fios bagunçados, os deixando para trás, após sorrir de forma mínima. Maxine odiava quando eu conseguia facilmente decifrar as pessoas, mas em minha mente, acreditava que ela já havia entendido que era impossível fugir de meus interrogatórios, afinal, eu sabia de quase tudo.


 

— Okay, eu tive umas complicações para conseguir sair sem nenhum oficial notar, e bem, quase que uma daquelas coisas me pegou, estava me seguindo faz pouco tempo, mas consegui dispersar a coisa. — A coisa ao qual ela se referia deveria ser algum animal ou algo do gênero que sofreu mutação com a radiação ou algo do tipo, era até bem normal encontrar eles facilmente fora das barreiras, e bem, se não encontrasse, eles iriam encontrar você de qualquer forma, sentem cheiro de sangue a quilômetros, ou era isso que aparentava acontecer,


 

— Parece que está perdendo a sua prática nos planos, é melhor tomar cuidado, se não vai ser afastada mais uma vez de minha pessoa, não quero que você se machuque. — A ruiva riu de forma debochada, indo para o quarto, e voltando com o saco.


 

— Como se eu fosse uma princesa indefesa, onde você é o meu grande salvador, me poupe, MinHo. — A ruiva riu mais uma vez, de forma mais alta, e cessou a risada aos poucos, deixando apenas seu belo sorriso entre seus lábios.


 

Me sentei no braço do sofá, para ela fazer aquela transição de uma vez, era algo passageiro, apenas para eu poder entrar nos muros amanhã e conseguir resolver e despistar algumas coisas.


 

— Eu conheci JiSung hoje.— Comentei, e a mais nova não pareceu ter nenhuma reação. — Ele acabou me escutando, ele parece ter uma boa intuição, ou apenas eu que sei brincar com novatos, se lembra? Foi assim com WooJin também. — Ri em tom baixo, estranhando o silêncio da mais baixa. — Por que está quieta?


 

— Fica estranho quando estamos falando de alguém que meu irmão conhece, aliás, Félix me viu conversando com você nas barreiras, eu consegui despistar ele, mas o garoto é curioso. — Suspirei pesadamente com aquela informação, fechando meus olhos por um breve tempo.


 

— Tudo bem você contar para ele, mas isso acabará se tornando um problema, você sabe, quanto mais pessoas envolvidas, mais problemas, mais pessoas para proteger, mais pessoas para silenciar, mais pessoas para treinar, mais tudo que há de ruim. — Avisei em um tom baixo, mas sério, ouvindo seu suspiro antes mesmo de minha frase terminar.


 

— Você já me avisou isso, e eu já disse, eu não vou colocar o Félix no meio disso. — Max era uma irmã realmente preocupada, por mais que sua relação com seu irmão passasse longe de ser boa, mas ao menos ela tentava, já havia desistido de tentar com SeungMin.


 

— Soube alguma coisa suspeita do JeongIn? — Perguntei um pouco ansioso, sentindo as mãos da mais nova pararem de se moverem entre meus fios, e sua respiração pausar.


 

— Até agora nada que possa o fazer se afastar de SeungMin, mas… Ele está andando com um novo garoto, um tal de HyunJin, foi transferido faz pouco tempo para o Blood, ele é da facção Deep. — Franzi meu cenho por um tempo, um transferido? — E não, eu não sei porquê ele foi transferido.


 

— Mas consegue descobrir, não é? — Tentei o início da minha persuasão, ouvindo o riso frouxa da ruiva.


 

— Com quem? Só tenho contato com WooJin, e nem é dos melhores, duvido que ele saiba muito sobre essa história de transferência, o máximo que sei é que estão roubando as facções. — Se estendeu um silêncio pela sala, sendo ele logo quebrado por uma delicada cantoria de Maxine.


 

— Você disse que JiSung é amigo de Félix, não é? Qual seria a porcentagem de algo dar errado se eu me aproximar de JiSung? — Perguntei um tanto pensativo, sentindo uma ardência em meu couro cabeludo, e o afastamento de Max.


 

— Hm, vejamos… — Fez uma pausa dramática ao parar em minha frente, tendo uma expressão pensativa, que logo se tornou séria. — De 100%.


 

Respondeu séria, se jogando no sofá, parecendo cansada, e eu senti um pouco de culpa por fazer ela vir tarde da noite, fazer algo que eu conseguiria facilmente fazer sozinho, claro que conseguiria.


 

— Vá para casa, eu termino esse serviço aqui. — Apontei para minha cabeça, e a mais nova mordeu seu lábio inferior de forma nervosa, como se relutasse com essa ideia.


 

— Acho melhor não… — Se levantou, e segurei em suas mãos a deixando em minha frente, tentando acalmá-la com um leve carinho de meus polegares me suas mãos.


 

— Você precisa ir descansar, okay? — Deixei um beijo em sua testa, e a mais nova pareceu triste por ter recebido o beijo ali, não em seus lábios, mas apenas fingi não ter notado isso, e logo a mais nova baixa se despediu deixando o local.


 

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Foi estranho me enxergar com os fios loiros, e roupas mais comportadas, como se eu pertencesse realmente a parte de dentro dos muros. Meu coração estava acelerado, e respirava de forma pesada, mentalizando o plano várias vezes, dificilmente um plano da Maxine dava errado, mas eu era desconfiado com tudo.


 

Passar pela floresta foi algo difícil, já que tinha que tomar cuidado com a porra do meu visual para que chegasse o mais impecável possível dentro dos muros, e assim que entrei neles, meu olhar se tornou como o de um predador que vigia sua caça em todos os locais. Mas ali eu estava mais para presa, do que caçador.


 

Andava de cabeça levantava, e algumas pessoas me encaravam, talvez desconfiadas, por nunca terem me visto por ali, mas fora isso, não existia provas contra mim, estava até com um crachá com informações sobre meu papel. A arte nunca me deixava.


 

Maxine estava dentro do quarteirão fechado do Young, me esperando perto da entrada, onde alguns oficiais estavam, e a verificação de crachás aconteciam pelas portas da entrada, e com sorte consegui entrar, mas sentia o olhar de um oficial sob meu corpo, e meu passo já se tornava apressado, e Maxine alternava o olhar de desespero entre mim e o guarda, e foi nesta deixa que a ruiva caiu no chão em um belo desmaio, chamando a atenção de todos presentes, e por estar mais próximo, o oficial que desconfiou de mim foi até Maxine.


 

Eles preservavam a boa imagem, alguém passar mal deixava claro que ninguém estava protegido, de fato, não estavam, mas esse segredo estava embaixo do tapete, junto a mim.


 

Desci o elevador sem mais nenhum problema, até ele parar um andar antes das salas privadas de treinamento, estava com meu rosto em pé, nunca me deixava abalar pelo local que me encontrava. Mordi de leve meu lábio inferior ao notar que aquele era JiSung, me recordava de seu medalhão do Young, mas o destino era tragicamente cômico ao juntar nós dois.


 

O silêncio não era desconfortável, mas em nenhum momento JiSung fez contato visual, nem quando entrou no elevador, e parecia nervoso, como se estivesse correndo de algo, como se tivesse medo de algo. Fui o primeiro ao sair, mas antes que me afastasse, me virei de costas, acabando por dar de cara com JiSung, o assustando.


 

— Sabe onde é a sala privada de treinamento da senhorita Lee? — Perguntei de forma inocente e perdida, notando o moreno engolir em seco e lentamente.


 

— Eu n- — Sua voz era trêmula, e segurava meu riso, qual sumiu completamente ao ter a frase do moreno cortada.


 

— O que quer com minha irmã? — Respirei fundo, me virando, podendo visualizar a imagem de Félix.


 

Ele não era nada igual a sua irmã, tirando o fato de ter olhos grandes e sardas por seu rosto, menos do que a ruiva, mas ainda sim, ele possuía. Mas sua pose era parecida com a Lee mais velha, se não fosse pelo fato daquilo não ser ele, era apenas uma imagem que lutava com todas as forças para ser real, não que ele parecesse lutar bem com isso.


 

— Ela é sua irmã? — Perguntei confuso, e parecendo desconfiado, apenas para não levantar suspeitas.


 

— Não teria porque eu mentir, mas não era você que deveria estar fazendo as perguntas, nunca te vi por aqui, o que te traz aqui tão repentinamente? — O loiro se aproximou com seus braços cruzados, e em um movimento rápido, puxou JiSung por seu pulso, conseguindo o trazer para atrás de si, e quase, que por impulso, segurei no pulso do moreno, mas isso não iria trazer boas impressões.


 

— Ah, vejo que já está aqui JungHo. — Maxine chegou, atraindo a atenção de nós três, sorriu de forma terna, como se não estivesse fazendo nada demais, e andou a passos delicados até mim, sorriu para Félix, e me puxou por meu pulso até sua sala de treinamento.


 

— Seu irmão é persistente, mas tem que avisá-lo que ele não tem uma postura de durão muito boa, é bem perceptível o quanto é falsa. — Dei de ombros, finalizando minha frase assim que entramos na sala.


 

— Está dizendo que meu irmãozinho não tem pose de durão? — A mais baixa cruzou seus braços em um suspiro.


 

— É exatamente isso que estou falando, e não ajuda muito quando você fala “irmãozinho”. — Sorri de forma falsa, retirando o casaco, e o deixando jogado por um canto da sala, já começando a me aquecer.


 

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A ruiva estava em minha frente, ela tinha começado esse combate, e agora recuava, porque tinha esquecido o quanto eu era bom em tudo que fazia.


 

— Sem alquimia, querido. —Comentou de forma séria e ofegante, segurando de forma firme em sua adaga.


 

— Eu não jogo sujo… Não com você ao menos. — Sorri de leve e ladino, vendo a ruiva correr até minha direção.


 

Sabia que ela não iria me atacar por cima, já que acabaria por deixar seu abdômen exposto, e ela nem poderia girar para ganhar impulsão, já que perderia seu campo de visão, e muito menos poderia bater de frente comigo, seria força contra força, e ela perderia.


 

Não tinha para onde ela correr, eu sabia todos os seus passos, e era certo que iria ganhar, mas eu não contei com a presença de um ataque; ela deslizar pelo chão após estar perto de mim e me dar uma rasteira. A surpresa foi grande, e quando notei estava jogado no chão, em total surpresa, com a ruiva sentada em minhas costas, com sua adaga rente ao meu pescoço.


 

— Você não é assim tão invencível. — A mais baixa comentou em deboche.


 

Respirei fundo, olhando as possibilidade ao meu redor, poderia segurar em seu braço, aquele que não estava com a adaga, mas ela não era como os outros, então iria me atacar de uma vez, não perderia tempo mudando sua atenção para meu toque, então eu tinha que ir logo no perigo: seu braço que estava com a adaga.


 

Fui rápido, segurei em seu pulso, limitando um pouco seus movimentos pela força que exercia no local, e com isso peguei um pouco de impulso e puxei seu corpo para frente, fazendo a mais velha cair de costas contra o chão, fechando seus olhos com força pelo impacto, e afrouxando o aperto na adaga, facilitando meu trabalho de pegá-la, ainda segurava seu pulso, já que a ruiva não podia se mexer, caso contrário, seu braço se quebraria, enquanto minha perna esquerda estava sob seu outro braço, e a adaga estava apontada em direção ao seu pescoço.


 

— Acho que você deveria se lembrar duas coisas; nunca cante vitória antes da hora e que eu nunca perco. — Sorri em sua direção, largando seu pulso e lhe ajudando a se levantar, vendo o contator da batalha zerar, e a mais velha arrumar seus fios. — Ah, e é claro, você sempre deve deixar seu inimigo imóvel.


 

Me virei, saindo do local de combate, fora daquele quadrado, me sentando em um banco desconfortável, enquanto olhava para o crachá que portava o nome de “JungHo”, da facção Deep. Era estranho ter que me submeter a ser um deles, mesmo que por instantes e apenas pela superfície, apenas para acabar com ao menos um deles.


 

A ruiva se sentou ao meu lado no banco, deitando sua cabeça em meu ombro, me curvei um pouco e deixei um leve selar em seus lábios, recebendo sua atenção, e sem me afastar, perguntei:


 

— Posso falar com seu irmão? — A mais velha mordeu de leve o canto de seus lábios, vacilando por um momento seu olhar comigo, e logo ela assentiu, desviando de uma vez seu olhar



 

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Era bastante arriscado o local que iríamos nos encontrar, mas Maxine havia me jurado que não tinha como dar errado. é claro, se seu irmão não surtasse. Era uma sala no quarto andar do prédio do Young — estranhamente o local era maior no subterrâneo, do que onde era visível — o local era frio, e além da lâmpada ligada, havia uma pequena janela alta atrás de mim, que passava apenas a luz do dia, já que ela era fechada. Havia uma mesa de metal, e duas cadeiras, uma de frente para a outra, estava sentado em uma delas, de frente para a porta, apenas esperando ela ser aberta.


 

A porta foi aberta e o corpo de Félix foi jogado lá, não demorou para ele tentar impedir a porta de ser fechada, não tendo sucesso obviamente.


 

— Maxine, o que pensa que está fazendo? — O mais novo falou contra a porta, o que era perda de tempo, a porta era de metal, e o som de sua voz era abafado facilmente, por mais que fosse claro que ele iria fazer uma cena daquelas, ainda mais para sua irmã.


 

— Acho que temos que conversar, Félix. — Consegui sua atenção após minha fala, o loiro não demonstrou nenhuma reação, respirou fundo, e me encarou de forma intensa. Chutei de leve a cadeira que estava em minha frente. — Acho que é melhor você se sentar.


 

O mais novo fez o que lhe “pedi” — estava mais mandando em si — se sentando em minha frente, um tanto desconfortável e desconfiado, mas ele tinha motivos, mas igual, sua pose não era das melhores para quem ao menos estava tentando.


 

— Eu sei quem você é. — Falou de forma repentina, apenas me permiti sorrir, cruzei minhas pernas e deixei minhas mãos juntas sob minhas coxas.


 

— Sabe é? Então pode me chamar de MinHo. — Sorri um pouco mais para si. Para muitos era um tiro no escuro lhe entregar minha identidade, mas eu tinha total certeza que ele já sabia as consequências. — E você sabe que tudo que você deixar sair daqui irá trazer consequências para sua irmã, não é? — O loiro engoliu em seco, mas assentiu de forma muda. ele ao menos se importava com ela, bem, alguém tinha que se importar. — Sabe o que eu sou, Félix?


 

Perguntei me curvando um pouco sob a mesa, o vendo se afastar, mesmo que de forma inconsciente, talvez por meu tom de voz e olhar darem medo.


 

— U-um al-alquimista… — Respondeu com sua voz trêmula, sorri ao assentir, e me levantei indo até o loiro, fiquei atrás de si, me abaixei perto de seu rosto, e em um estalar de dedos, fogo surgiu na ponta de meus dedos, como se a ponta deles fosse um isqueiro, e apenas assoprei eles contra o rosto de Félix, apenas dando a impressão que iria lhe machucar, mas as chamas apagaram.


 

— Eu sou a porra de um Deus. — Sussurrei em seu ouvido, rindo baixo e anasalado, me afastando, ficando apoiando no lado esquerdo da mesa. — E você se meteu onde não queria, não é, criança?


 

— O que você quer? — Perguntou, voltando seu olhar para minha direção, um olhar cheio de medo e raiva, porque ele sabia que estava na ponta de meus dedos, ele era o fogo que eu controlava, e eu podia apagá-lo a qualquer momento.


 

— O que eu quero? — Perguntei de forma retórica e sarcástica — Bem, eu quero muitas coisas, e uma delas, é não deixar ninguém estragar o meu plano. — Sorri em sua direção, logo lhe encarando com uma expressão séria.


 

— Por que está fazendo tudo isso? — Perguntou novamente, com seu cenho franzido, obviamente ele sabia de muita coisa pelo visto.


 

— Porque eu sou a porra do erro que eles não podem concertar, e sabe o que acontece com erros nessa sociedade, Félix? — Perguntei, me aproximando calmamente. — Eles são mortos. — Falei rente ao seu rosto, tendo seu olhar preso em outro local após não conseguir suportar meu olhar. — Eles apenas querem a perfeição, e eu não sou ela, eu sou tudo que causa medo neles, eu sou tudo aquilo que eles chamam de liberdade, mas com ela, ninguém alcança a perfeição, ninguém alcança Deus, eu sou o humano que se tornou Deus. Eu sou o maior pesadelo deles.


 

Me afastei aos poucos, me sentando na mesa, tendo seu olhar no chão, apenas toquei em seu queixo, lhe obrigando a me encarar.


 

— Você da sua vida por essa merda, não é? Eu dou a minha alma. — Apertei o rostinho bonito entre meus dedos, vendo sua expressão de dor. — Eu não espero que você entenda tudo que está perdendo ao apenas observar desse lado, você cresceu aqui, e apenas vai entender esse lado, mas você realmente nunca se perguntou se não existe algo errado por aqui? Dizem que somos todos iguais perante o olhar de Deus, mas estamos divididos sempre, temos tarefas que apenas alguns podem fazer sempre, dizem que a compreensão é o caminho, a solidariedade, mas nós sempre somos afastados de nossa família, sempre vivemos dopados pela droga que eles injetam em nós diariamente, sempre assistindo sua vida de uma perspectiva censurada. — Soltei seu rosto com agressividade, apenas observando o loiro respirar de forma pesada, sem mover se rosto para me encarar. — Eu sou aquilo que eles chamam de erro, Félix, apenas porque eu não quis ser igual aos demais.



 

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Sai da sala, encontrando a ruiva andando de um lado para o outro, totalmente apreensiva pelo o que poderia estar acontecendo lá dentro, que simplesmente fugia de seu controle, o que era preocupante, já que as duas pessoas que ela mais gostava poderiam tentar se matar.


 

Seu olhar se encontrou com o meu e a mais nova correu para perto de minha pessoa, segurou em minhas mãos, mordendo seu lábio de forma nervosa. Era estranho como as coisas mudavam de forma rápida, antes ela não queria meter Félix no meio, e agora corria até mim para saber sobre a conversa.


 

— Como foi? — Perguntou assim que parou em minha frente, com suas mãos juntas, em frente ao seu peito.


 

— Nunca duvide de minha pessoa, querida. — Sorri em sua direção, deixando um leve afago em seus fios, enquanto andava pelo corredor, no intuito de finalmente sair da proteção dos muros, meu trabalho estava feito.


 

A porta do elevador se abriu, e sem demora entrei no local, vendo a porta se fechar enquanto Maxine dizia alto para eu lhe esperar, mas apenas deixei as portas se fecharem, e o elevador seguiu pelos andares, até ele parar no segundo andar, e aqueles fios roxos aparecerem em minha visão novamente; poderia até não acreditar em Deus, mas o destino era algo realmente engraçado.


 

Notei que suas mãos tremiam, e seu olhar vacilou quando se encontrou com o meu, ele apenas entrou e parou ao meu lado de cabeça baixa, apertando seus dedos contra a palma de suas mãos. Ele estava nervoso, e algo me dizia que era porque ele estava escondendo algo.


 

As portas se abriram no térreo, o local que iria sair, e ir de encontro a minha liberdade — que no momento estava se tornando minha maior prisão — mas a voz do garoto me surpreendeu.


 

Eu sei quem você é… — Era baixa e quebrada, seu olhar era vacilante e ele lutava para simplesmente não fugir correndo de minha pessoa. Apenas me limitei a sorrir da mesma forma que sorri para si na primeira vez que nos encontramos.


— Que bom que sabe, porque essa não vai ser a última vez que vai me encontrar, Han JiSung.


Notas Finais


GENTE, MUITO OBRIGADA MESMO AOS 100 FAVORITOS, eu pensei que não iria chegar tão longe, porque isso aqui poderia ser muito confuso, mas eu sei que mesmo com 100 favoritos, não deixa de ser confuso, rsrs, mAS QUALQUER COISA EU TÔ AQUI PARA AMPARAR VOCÊS! Muito obrigada mesmo pelas visualizações nos capítulos e favoritos <3

Muita coisa em um capítulo só, e muito mistério junto, e muita tensão no ar, e muito otp hétero, sorry, mas por agora o MinHo pega uma mina SUSHAUHSUS
Espero que tenham gostado de conhecer o MinHo, e que tenham entendido o lado dele, e se não entenderam, melhor ainda :>

Spoilerzinho: Próximo cap será narrado pelo HyunJin, e vai ter entrada de novos personagens importantes, aliás, são do NCT, rsrs
Bye <3 <3 <3 <3


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