1. Spirit Fanfics >
  2. Anatomia >
  3. Breno

História Anatomia - Capítulo 34


Escrita por:


Notas do Autor


Siiim, capítulo novo em Anatomia!!!
Gente, vocês não tem ideia de como é bom estar de volta!

Capítulo 34 - Breno


Fanfic / Fanfiction Anatomia - Capítulo 34 - Breno

Encostado no meu carro, eu fumava um cigarro e sentia meu estômago embrulhar de ansiedade e receio, aguardando, há mais de dez minutos de atraso, um amigo virtual que eu mal sabia se existia. Até que levantei o olhar, soprando a fumaça, e vi um rapaz vindo em passos largos em minha direção.

Pela aparência, logo o reconheci e senti um leve alívio. As vestes eram simples, camiseta de banda, calças pretas, tênis All Star. Porém, suas diversas tatuagens, os piercings no rosto e os cabelos verde, fazia qualquer roupa assumir um estilo incomum.

Confesso que, de primeira visão, não o considerei o tipo de amizade que eu teria, mas eu não estava com moral para julgar ninguém, então desencostei do carro para recebê-lo.

— Flávio? 

Tudo mudou ao ouvi-lo dizer com a voz terna e carinhosa que imaginei  ao ler suas mensagens no grupo, levemente denunciando sua sexualidade, algo que passaria despercebido caso eu não soubesse um pouco de sua história. Abriu aquele sorriso alegre, caloroso e mais piercings apareceram.

"Um para-raios mais potente do que Vitor Hugo", pensei.

Com o leve sorriso que consegui dar naquele momento, assenti confirmando ser eu. Nossas alturas parecidas, não muito magro, deu-me um abraço que fez meu coração acalmar e aquele medo aliviar. Senti que ele era real.

— Você é o Breno, né?

— Eu mesmo! — Respondeu ele, segurando meu braço com carinho. 

— Obrigado por ter vindo. — Suspirei, forçando-me a disfarçar a angústia.

— Não tem do que agradecer!... Onde estão suas coisas? — Perguntou já passeando os espertos olhos castanhos pelo ambiente.

— No porta-malas. — Indiquei o carro e só então ele o percebeu.

— Uau, que prático! — Brincou e eu fingi sorrir. — Você quer conversar um pouco, ou já quer ir lá pra casa?

Sentia-me febril, dolorido, doente. Tudo o que eu queria naquele momento, era deitar na minha cama, cobrir a cabeça com o travesseiro e desmaiar por algumas horas. Portanto, escolhi o mais próximo disso:

— Se importa se formos direto pra sua casa? 

— Claro que não, vou te ensinando o caminho!

Nem quinze minutos depois, já estávamos no estacionamento do prédio onde ele residia. O acompanhei pelas escadas, morrendo para carregar uma caixa de livros, enquanto ele ia na frente com uma mala duplamente maior e mais pesada, conversando tranquilamente:

— Eu não fiz almoço, mas se você tiver com muita fome, pode comer a torta de frango que eu fiz ontem. Juro que ainda tá gostosa! — Seu senso de humor era natural e confortável.

Durante o trajeto, havia me contado que ajudava o pai nas mudanças como carreto, portanto devia estar acostumado a carregar peso, apesar dos braços finos e a subestimável feição de menino. Um verdadeiro "burro de carga".

— Argh, nem consigo pensar em comer agora... Ainda estou indignado, não pensei que ele fosse fazer isso comigo! Depois de eu ter aberto meu coração e contado o que eu sentia... — Lamentei, enquanto ele destrancava a porta.

— Eu sei, é tipo quando você confia na pessoa pra contar suas dores, e tempos depois ela te machuca no mesmo lugar, né? — Filosofou, compreendendo-me bem.

— Sim! — Confirmei, surpreso.

— Ah, amigo, às vezes as pessoas tomam atitudes que nem elas mesmas entendem, né? Ninguém merece conviver com alguém que não te respeita. O melhor, nesse caso, é cortar relações!

Abriu a porta e a primeira coisa que vi foi um gato siamês, já adulto, parado só esperando o dono aparecer para começar a miar. Breno guardou minha mala no canto da parede e se abaixou para pegá-lo nos braços, e eu logo vi outro, dourado de peito branco, caminhando elegantemente até o rapaz, que soltou o primeiro para dar-lhe atenção. Fomos entrando e novos gatos iam aparecendo como mágica, um cinza de olhos azuis, depois um totalmente preto, depois um branco de calda arrepiada. Nessa brincadeira fofa, contei cinco bichanos.

Há essa hora, eu já havia ouvido sua "vozinha fofa" falando com os gatos como se fossem bebês, assim, sem um pingo de constrangimento.

— Nossa, quanto gato! — Fingi gostar da ideia, mas achei exagero.

— Sou o louco dos gatos! — Riu orgulhoso, deixando-me perceber uma tatuagem, impecável em realismo, do rosto de um felino em seu antebraço direito. — Deixa eu te apresentar. Lua é a branquinha, Vênus a cinza, Marte o dourado, Saturno o siamês e Netuno o preto.

Fiquei olhando e tentando memorizar o nome de cada gato, enquanto eles miavam para o dono e me observavam curiosamente.

— Eles devem estar com fome, porque eu saí cedo hoje e esqueci de repor a ração...

Enquanto ele destampava um balde — de quase um metro de altura — onde guardava o alimento dos animais e tagarelava sobre coisas do cotidiano, dois dos gatos me cercaram e ficaram cheirando meus sapatos, curiosos sobre quem eu era e o que fazia em sua casa. Três não se importaram, um fugiu para trás do sofá.

— E essa turma toda não briga, não? — Perguntei, disfarçando o horror.

— Não, eles já se acostumaram um com o outro.

Após tratar dos bichinhos, ele serviu-me a torta acompanhada com um copo de 500ml de Coca-Cola, que eu empurrei goela abaixo, já que não tinha apetite, mas sabia que meu corpo precisava de um alimento imediatamente. Não que fosse o melhor...

Nossa, papai morreria do coração se me visse encher a boca de puro carboidrato e meio litro do refrigerante mais prejudicial de todos. 

Breno era um moço falante —digo, muito falante— então tinha histórias pra contar e com isso conseguiu me distrair. Contou-me sobre seu trabalho como subgerente de um fast food, onde entrou como atendente três anos atrás e foi conquistando seu espaço com muito esforço. Algo que nunca tive chance de saber, ele me contou que no varejo em geral, as pessoas não trabalham por muito tempo no mesmo lugar, portanto, um ano numa mesma empresa já era tempo o suficiente para várias promoções. Imagine três.

Contou também que já namorava Alberto Júnior, "Betinho", desde os dezessete anos e hoje com vinte e três, ainda se via apaixonado pelo mesmo. 

— Ele é o homem mais lindo do mundo! — Declarou, os olhos brilharam e eu achei aquilo lindo.

Além de muito tranquilo e centrado, era muito interessado em astrologia, espiritualidade, esoterismo, entre outros misticismos. Embora suas crenças fossem contrárias às que meus pais me impuseram desde pequeno, eu gostei dele por me parecer alguém saudável mentalmente e muito respeitoso sobre nossas diferenças. Senti que poderia aprender muito com ele, sobre tudo.

Breno também me contou que saiu da casa onde morava com a mãe, as irmãs e o padrasto. E o motivo eu já sabia: falta de liberdade de expressão e, agora posso imaginar, muitos gatos.

— Então, agora vocês moram juntos? Você e seu namorado? — Dei abertura para a conversa continuar.

— Não, mas ele vem bastante pra cá! — Virou os olhos, pensando melhor. — Na verdade, ele mais fica aqui do que na mãe dele. Inclusive, tá perto de chegar! Aí eu já te apresento...

— Claro! — Respondi e ele sorriu abertamente para mim. — O homem mais lindo do mundo.

— Isso! — Confirmou convicto e eu ri simpático.

Poucos segundos em silêncio, ele me lançou seu olhar tranquilo e entrou sem qualquer cerimônia no assunto que eu mais temia diante da minha atual situação:

— Então, como eu te expliquei, só eu trabalho e meu dinheiro fica praticamente todo nessa casa. Aí, você morando aqui, é mais gasto, né? 

— Eu não consigo trabalhar porque estudo período integral! — Falei logo.

— Sim, mas você poderia me ajudar de outras formas, não? — Manteve o tom sereno.

— N-não sei, qual forma? 

— Ahm... A sua universidade não dá bolsa auxílio? Alguma ajuda financeira? Talvez você pudesse vender doces pros alunos...

— Pfff! Faz um tempão que estou implorando por uma vaga moradia e uma psicóloga, imagine receber ajuda em dinheiro... E eu não tenho dotes para doces, nem para vendas! — Ele torceu a boca insatisfeito, mas assentiu.

— Quem sabe você tenha outra ideia, mais pra frente...

— Pode ser.

Quando terminei o lanche, ele me mostrou onde eu dormiria. Num quartinho de hóspedes, onde havia apenas uma cômoda de madeira, uma cama de solteiro e uma cadeira logo abaixo da janela. Nada muito luxuoso ou confortável, mas só de não dormir no chão e sofrer abusos morais, para mim já estava de bom tamanho.

Recluso como de costume quando estava chateado, encostei a porta, sentei-me na cama e suspirei. E agora?

Peguei meu celular e logo olhei o WhatsApp, dentre as últimas conversas, uma com Thales. No perfil, a foto daquele olhar tão forte e profundo que sabia fazer quando não tinha aquele sorriso brincalhão de sempre. Quando toquei na foto, ela desapareceu, tornando-se aquele esboço inicial do app. Havia me bloqueado.

Não era pra doer, mas doeu. E muito.

Larguei o telefone sobre a cama e deixei minha mente falar comigo, aquela angústia tomar conta de mim enquanto eu me lembrava de tudo o que um dia eu tive e agora não tinha mais. Que saudades do colo da minha mãe, de chegar em casa após um dia cansativo de estudos e encontrá-la no sofá, dar-lhe um abraço gostoso e saber o que Tamara e Joana haviam cozinhado para o jantar. Nossa, como eu queria estar com o meu amor agora. Dar um beijo apaixonado naqueles lábios fartos, sentir seu cheiro, ouvir seus infindáveis elogios, sentir seu peso sobre mim, me esmagando de um jeito tão gostoso que me fazia sentir como se eu pertencesse a ti e vice-versa.

Passei a mão sobre o colar de contas africanas, que não saiu do meu pescoço desde que ele o colocou ali, e quase pude sentir o calor de sua mão sobre a minha. As lágrimas rolaram pelo meu rosto em pura dor. Uma dor que eu nunca imaginei sentir e, que agora, me acompanhava por onde quer que eu fosse.

Tudo o que eu queria era aproveitar melhor minha vida e, num piscar de olhos, ela desandou completamente. Como pode, Deus?

Até me assustei ao sentir meu celular vibrar sobre a cama. Uma mensagem de Elloy, digo, Vitor Hugo e eu pude sentir um leve alívio no coração ao saber que ele se lembrou de mim tão rapidamente.

Elloy: Migooo, o que aconteceu? Por que saiu daqui de casa?

Sem peninha do Thales, simplesmente contei tudo o que houve para seu irmão, que revoltou-se e prometeu tomar providências. Que providências, se o resto da família não o apoiaria?

Eu: Não precisa se expor por minha causa, Vitor! Eu já não estava mais suportando conviver com sua família, que apesar de serem bons comigo, são extremamente preconceituosos. Não tenho interesse em voltar a morar com vocês, apenas... sinto sua falta e espero que logo você consiga se libertar desse ambiente! Você é demais pra eles, merece algo melhor!

Elloy: Onde você tá? Posso ir te ver?

Eu: Relaxa, eu vou ficar bem! Obrigado por ser esse amigo para mim!

Cansado daquelas sensações tão desagradáveis, larguei o celular sobre a cama, larguei o corpo também e, quando vi, havia pegado no sono por horas. Na janela o céu escuro, suspirei e olhei para meu lado esquerdo, encontrando um par de olhos felinos a me observar, à direita outro gato dormia aninhado. Estranhei a sensação de ter animais na mesma cama que eu, senti incômodo, para ser sincero.

Pelo menos, a casa estava silenciosa, algo que pensei ser impossível por ser pequena. Preguiçoso e enjoado, levantei da cama e caminhei para fora do quarto, abrindo a porta, ouvi o som da TV exibindo um reality show sobre ex-namorados saindo do mar e causando revolta nos participantes. 

Ao chegar na sala, deparei-me com um moço largado no sofá. Este usava cabelos crescidos na altura do peito, as coxas fartas desnudas num short de corrida, mal cabiam no espaço entre o sofá e a mesa de centro devido aos seus —creio eu— 1,90 de altura; tatuagens o suficiente para seu corpo parecer uma revista em quadrinhos, um par de óculos redondos, barba escura e rala.

Virou o rosto e me olhou sério, causando-me certo constrangimento de não saber como cumprimentá-lo. Talvez eu soasse íntimo demais, talvez recluso demais, talvez muito formal, talvez nem devesse cumprimentar. Porém, logo Breno veio da cozinha, trazendo uma lata de cerveja e um prato com sanduíche, sorriu para mim enquanto entregava cortês o alimento para o rapaz.

— Ai, que bom que você acordou. Tá melhor? — Perguntou atencioso.

— Ahm... Um pouco, sim. — Menti, agora estava triste, hipotenso e com o estômago queimando devido ao refrigerante.

— Amor, esse é o Flávio. Flávio, meu namorado Betinho! — Apresentou e, só pelo tom que disse o nome do homem, já denunciou sua profunda paixão pelo mesmo. — Eu já expliquei pra ele que você vai passar alguns dias aqui…

Nunca iria imaginar que o homem mais lindo do mundo era um gordo espaçoso com cara de maluco.

— Oi, muito prazer! — Cumprimentei dando-lhe a mão.

— Prazer é meu! — Ele pegou minha mão com firmeza.

Breno sentou-se ao lado do namorado e lhe fez um carinho no joelho, o mesmo apenas continuou vendo seu programa e comendo o sanduiche, então ele ofereceu que eu me sentasse com eles e me sentisse “em casa”, embora eu soubesse muito bem que estava vivendo de favor.

— Os gatinhos dormem aonde? — Perguntei, disfarçando o incomodo pela situação anterior.

Breno riu sem jeito, Betinho apenas me olhou desconfiado e voltou a beber a cerveja.

— Eles foram dormir na cama com você, né? — Deduziu, meio constrangido.

— Foram... — Achei nojento.

— É que... aquele é o quarto deles... — Contou e eu me espantei. — Mas não se preocupe, eles são limpinhos!

Lembrei de ter visto um deles indo para o banheiro e deduzi que andavam com as patinhas pelos cantos sujos da casa — sobretudo dentro da caixa de areia defecada e urinada por cinco gatos — e depois iam subir na cama onde eu estava dormindo, levando todas as bactérias para os forros de cama, meu pijama e até mesmo meu corpo. Cocei os braços com repulsa.

— Tem como eles não subirem mais? — Perguntei baixo, tamanha timidez.

— Não tem como, porque eles já moram aqui faz tempo e estão acostumados. — Respondeu Betinho, num tom seco para comigo.

Okay, calei a boca e fui tomar um banho. Queria não precisar disso.

Vesti uma roupa confortável, fechei a porta para não receber visitas dos gatos, sentei na cama com os cadernos e o laptop no colo e tentei estudar como a realidade me permitia. Breno ainda me chamou para jantar, mas eu estava sem fome, então recusei. 

Subitamente, meu celular pausou o som do piano para avisar sobre uma ligação do único homem capaz de mexer com meus sentimentos. Senti meu coração saltar e meu corpo todo tremer num choque de adrenalina. Saudade.

O que ele queria dessa vez, continuar me enrolando até poder me arrastar para um motel e se deliciar com um corpo que não tinha em casa? Se eu dissesse que não queria isso, estaria mentindo. Mas eu também queria amor, respeito, valor e um namorado completo.

Recusei a ligação e mandei uma mensagem.

Eu: O que foi?

Fingi frieza e nem três minutos depois, lá estava ele, teimoso, me ligando. Atendi sem pensar, mas mantive o silêncio. A boca seca de raiva.

Coração? 

Chamou daquele jeito. Daquele jeitinho que só ele fazia e eu amava, fazendo com que eu me derretesse todo com o telefone na orelha e os olhos marejados de lágrimas. 

Flávio? — Tornou chamar.

— Oi… — Resmunguei, tentando falhamente disfarçar o tom emocionado na voz.

Oi, meu anjo! Como você está? — Perguntou aliviado em me ouvir, parecia até estar sorrindo.

— Bem. — Nunca estive pior.

Que maravilha saber disso, poder... ouvir sua voz... Eu sinto sua falta, sabia? — Mantive-me em silêncio, nem sabia o que dizer. — Você tem um tempinho pra mim? Preciso te explicar uma coisa, que acho que ficou mal esclarecida entre nós…?

— Muitas coisas são mal esclarecidas entre nós... Mas isso já é resposta o suficiente. 

Ele ficou calado por um instante, provavelmente sentindo arder o golpe que lhe dei. Pensei que fosse me encharcar com sua bajulação costumeira, mas na verdade ele veio com outro tom.

Flávio, o que está acontecendo? 

— Sobre…? — Mantive a arrogância.

Entre nós. O que está acontecendo entre nós, por que tá diferente comigo? — Quando tentei dizer algo, ele me cortou. — E não adianta você fingir essa frieza e dizer que nada está te incomodando, porque eu sei que sim! Eu sei que você está chateado comigo, sei que tem alguma coisa acontecendo e sei que você tem muito o que me dizer! Só vamos resolver isso como dois adultos, por favor? Me fala o que tá te incomodando, o que eu fiz pra você passar a me tratar com tanta frieza e eu me desculpo sem problema nenhum, meu anjo! 

Okay, por essa eu não esperava. Ouvi-lo me intimar para uma conversa mais franca, com tanta autoridade, quebrou qualquer disfarce que eu pudesse ter e tudo o que eu consegui fazer foi chorar e me expor como um ser humano, com sentimentos, com fraquezas, com dores e transtornos mal curados.  Chorei muito, chorei tudo o que vinha guardando e fingindo saber lidar e ele se manteve na linha, escutando meus soluços. No início tentou falar comigo, mas logo desistiu por perceber que eu não conseguiria.

Naquele momento, tudo o que eu precisava era de espaço para me expressar, algo que vinha adiando desde que desobedeci meu pai. E foi o que Anderson me deu, espaço. Não desligou o telefone por saber que talvez não tivéssemos chance de conversar, mas ficou ali, me ouvindo, me sentindo até o momento certo para me convidar para um café e algumas verdades.

Elloy não ficaria feliz se dissesse que aceitei, mas eu já não estava feliz em interpretar esse personagem frio e despreocupado que ele me ensinou. Então, vesti minha melhor roupa, escovei os cabelos, borrifei perfume e fui.


Notas Finais


O que acham que vai acontecer agora?
Comentem aí <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...