História Ancestral - Dahmo - Capítulo 15


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Categorias Red Velvet, TWICE
Personagens Chaeyoung, Dahyun, Irene, Jihyo, Jungyeon, Mina, Momo, Nayeon, Personagens Originais, Sana, Seulgi, Tzuyu
Tags 2yeon, Chaeyoung, Dahmo, Dahyun, Jeongyeon, Jihyo, Michaeng, Mina, Momo, Nayeon, Sana, Tzuyu
Visualizações 58
Palavras 2.354
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, LGBT, Luta, Romance e Novela, Sobrenatural, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Alguém me segura pois estou querendo escrever mais uma fanfic Dahmo socorro.

E boa leitura ♡

Capítulo 15 - Necromancia é crime mas... depende


Fanfic / Fanfiction Ancestral - Dahmo - Capítulo 15 - Necromancia é crime mas... depende

Hirai Momo.


                                     I


Ajeitou a gravata e as mangas da sua vestimenta. Olhou para a deslumbrante Chaeyoung ao seu lado em seu vestidinho branco, e agora cabelos negros como penas de corvos caindo como cascatas sobre o seu ombro.

— Está demorando...

— Eu sei... Isto não é comum.  Como se a música estivesse as esperando parar de falar, começou a ser tocada em uma melodia aguda porém calma. Os holofotes com luz extremamente radiante se vivraram para as escadarias que de lá descia uma figura de cabelos castanhos e longos.

A mulher de corpo coberto por um vestido vermelho sangue com uma fenda em sua coxa esquerda, esperou o barulho cessar para que só então começasse a falar.

— Sei que muitos hoje esperavam a presença dele, mas vim lhes trazer a triste notícia que o senhor desta casa não poderá comparecer nesta noite, pois surgiram algumas complicações.  Soava tão naturalmente mas o mínimo tremor em seu olho entregou o seu nervosismo.  Então, eu mesma irei apresentar o que tantos esperam esta noite.

A cortina vermelha que pendia por finos guinchos quase transparente foram soltos, fazendo a cortina cair e revelar a pintura realista do seu rosto bem acentuado em uma enorme tela. Momo acabou por revirou os olhos como resposta e negou com a cabeça.

— Narcisista...  Acabou por ciciar alto demais.

Depois do "show" esperou que tudo se acalmasse. Pessoas rindo e falando em altura denominada educada estavam espalhadas pela grande sala. Hora ou outra olhava entre as pessoas no intuito de vê-la para se manter longe, mas ela adquiriu nenhum resultado, a mulher havia sumido.

Esperou que tudo se normalizasse para fazer o que tinha de ser feito. Subia as escadas normalmente, sem olhar para os lados, esta era a melhor forma de disfarçar algo. Seguiu pelo corredor até adentrar o grande hall repleto de obras de arte e esculturas estranhas.

Escutou os passos indiscretos de Nayeon com os seus sapatos barulhentos que até o próprio aldeão surdo de Velen poderia escutar.

— Por que demorastes tanto?

— Estava a todo este tempo cuidando dos guardas, sem causar muito agravo.

— E conseguiu? — Nayeon sorriu vigente. — Os coloquei todos dentro do armário. Vamos, não temos tanto tempo até que alguém sinta falta deles, mesmo sendo desta laia.

Correram até a sala onde Nayeon disse que vira o elfo entrando pela última vez, mas não antes de fazer a mulher tirar aqueles sapatos barulhentos.

Primariamente Momo tentou abrir a porta educadamente, mas quando já estava pronto para derrubá-la, Nayeon a parou com um simples olhar.

A feiticeira apontou a mão em direção a maçaneta e disse um encanto.

— Gvella glan. — Pôde se ouvir o click da porta sendo destrancada, às vezes esquecia como a magia era completamente prestativa, mas isso não a fazia ter mais vontade de usá-la.

Adentraram olhando em volta, mas antes mesmo que seus olhos pudessem cair sobre, sentiu o cheiro família de sangue. Só então encontrou o corpo deitado sobre a poça vermelha.

— Merda... — amaldiçoou.  Chegamos tarde demais. — Negou várias vezes com a cabeça, e pôs as mãos nos joelhos. Lá se fora a sua chance.

— Vocês... — Chaeyoung adentrou a sala de forma espalhafatosa. — Merda... O que diabos fizeram aqui?

— Não fizemos nada. — Nayeon respondeu enquanto Momo se abaixava ao lado do corpo.

Tocou no que restara da sua mão decepada, para sentir o tipo de corte, curvo e certeiro, muito bem calculado para quem queria uma mão de presente.

— Lâmina afiada, porém curva. As partes proeminentes entregam isso.  Ainda tocava no pedaço de braço que restava. — Que diabos cortaria a mão de um elfo com uma Katana?

— O que ela está fazendo?  Escutou Chaeyoung perguntar à cochichos para Nayeon.

— Shh... Não se preocupe, está só investigando o que aconteceu, mesmo isso não levando à lugar nenhum. Um hábito...

Virou o corpo que outrora estava de barriga para baixo e viu que não era só a mão que havia sido cortada, parte do seu nariz também não estava alí.

Abriu os olhos do elfo notando o tom amarelado quase laranja, e os vazos pretos.

— Não morreu por causa do sangramento.  Tocou no sangue, e como imaginara, estava frio. — Pelo tom de seus olhos as veias saltadas e negras, a causa foi envenenamento. — Abriu sua boca para conferir mesmo já sabendo. Os dentes estava sujos do conteúdo que o elfo digeriu, amarelo quase alaranjado. 

— Envenenamento? — Nayeon disse um pouco confusa, caminhando de um lado para o outro.

— Sim. Mesmo com a mão e parte do nariz decepados não foi isso que o matou. Foi o veneno, e este parecia...  Olhou em volta procurando por um frasco ou algo do tipo que podia conter o veneno, mas até isso o assassino havia levado.

Claro que havia.

— Algum suspeito? — Chaeyoung se pronunciou aproximando mas pensou duas ou mais vezes antes de se aproximar mais.

— Como poderei saber? Belleyten tinha muitos inimigos mas só conheço uma pessoa capaz de produzir estes tipos de veneno.

— Não, isso não seria possível... - Nayeon disse sem precisar ler os seus pensamentos. Momo, achas que ela...

— Tudo é possível Nayeon. Mas por hora temos que pensar no que faremos, ele era o único que podia ajudar a encontrar Dahyun.

Por um breve momento ao falar o seu nome lembrou nitidamente dos seus lábios, mas tratou de expulsar logo estes pensamentos inoportunos.

— Não há nada que possa ser feito Momo. A melhor saída é procurar por outras pistas. — Chaeyoung não tirava os olhos do corpo mesmo à uma certa distância, a jovem loba parecia um pouco assustada.

Momo olhou para Nayeon que entendeu rapidamente a sua pretensão e negou várias vezes com a cabeça.

— Não. Eu não irei fazer isso, Hirai, não é permitido, para nós feiticeiras isso é um crime, você sabe muito bem disto. Há de respeitar os mortos e à transitoriedade dos corpos, que merece honrarias, tranquilidade e um enterro ritual e cerimonioso...

— É a nossa última saída, lembre-se que é por uma causa maior.

— Do que estão falando? — Chaeyoung era quem estava completamente perdida mas logo saberia, ou melhor, veria.

— O que não faço por nós...

Nayeon respirou fundo e calmamente. A jóia que sempre carregava no pescoço presa a uma fita de cetim negra brilhou como um resplandecer esbranquiçado. Ela colocou-se ao lado do corpo, e Momo se juntou a Chaeyoung. Nayeon estendeu a mão e fechou os olhos. Chaeyoung a observou de boca entreaberta. Nayeon inclinou a cabeça, sussurrando algo que Chaeyoung não entendera, apenas Momo.

— Grealghan!  Ela vozeou subitamente. O ar do ambiente começara a esfriar e um vento tomou conta do lugar mesmo com as janelas fechadas, fazendo os seus cabelos balançarem. Chaeyoung saltou para trás, soltando um pequeno rosnado, permanecendo numa posição defensiva. Momo lançou um olhar à ela como sinal para se acalmar.

O cadáver agitou-se.

— Celain, celain deffrean! Celain, celain devedar! Fala!  Nayeon agora falava com autoridade e sua voz se tornara metálica.

— Aaaaaaaah! — Um brado rouco e tumescente soou em seus ouvidos.

O cadáver se contorceu, quase levitando, tocando o chão com as costas e cabeça. Os gritos desvaneceram, transformando-se numa gagueira gutural, gemidos e gritos bruscos, que pouco a pouco ganhavam ritmo, mas era completamente ininteligíveis. Momo e Chaeyoung sentiram nas costas um suor frio que rastejava como uma lagarta irritante. Momo engoliu em seco, não gostava nada daquela sensação. 

— Oggg... nnnn... nngammm  Balbuciou o cadáver, rasgando o chão com as unhas, expelindo bolhas ensanguentadas que estouravam em seus lábios. — Nam... eeegg...

— Fala!

Das mãos estendidas de Nayeon surgiu uma turva corrente de luz violeta que girava e retorcia. Seus olhos se tornaram da mesma cor que os raios que saiam da suas mãos, assim dando um tom mais assustador e feroz ao seu rosto. O cadáver se engasgou, murmurou e logo começou a falar. Completamente inteligível.

— O que... o que queeeeer?

— Preciso de informações!

— Nnnn....Nnnão sei deee nada.

— Sei que tens informações. Onde está Dahyun?

— Aaaaaaah Doooói ddeexe deixe-me iiiiiir...

— Não até você responder!

— Poooor faaavor...

— Fala!

— Eeeu também estaaaava a prrr procura dela, maaass eles aaa levaram...

— Eles quem???

— Me deeeeixee iiiiiir...

— Vamos! Fale!

— Me deixeeee iiiir...

— Não até você falar!

— Eeeeeelfos... Ae Aeenn Elleee... Éee tuu tudoo que seei.

Nayeon não insistiu, cancelou a magia apenas com um piscar de olhos, fazendo o cadáver cair de qualquer jeito de volta ao chão.

— Estás bem? — Nayeon se colocou de pé mas canbaleou, sabia o quanto uma magia daquele porte exigia de uma feiticeira.

— Não... exigiu muita energia, sinto-me um pouco fraca.

Ajudou a sua amiga a pegando pelo braço para se apoiar.

Acho que já sabemos quem procurar.


                                    II


Observava os vidros de líquidos de todas as cores.

— Tem certeza que é aqui? — Chaeyoung colocava o rosto sobre os enorme vidros assim dando formas deformadas a ele.

— Claro que tenho.

Chaeyoung bateu os dedos contra o vidro que continham uma forma humanóide dentro.

— Eca, o que é isso? 

Se aproximou para observavar também. 

— Isso é um fetulho.

— Fe... o que?

— Fetulho. — Se viraram para conferir de onde vinha a fonte. — São crianças rejeitadas pelas mães enquanto no ventre, ou mortas por causas naturais. Que viram estes tipos de besta que está vendo, e saem a procura de mulheres grávidas para comer os seus fetos.

— Credo, que nojento.  Chaeyoung disse acompanhada de uma careta de repulsa. 

— O que as trazem até o meu laboratório? E ainda terem a intrepidez de entrarem aqui sem a minha permissão? — A mulher pôs a mão sobre a boca fingindo surpresa.  E como passaram sobre os meus guardas?

— Esta foi a parte mais fácil, aqueles maltrapilhos não são nada. 

Mina cruzou as mãos por trás das costas.

— Preciso arranjar guardas melhores tens razão... Mas creio que não estás aqui para falar sobre a segurança deste lugar. O Que queres desta vez?

— Você já deve imaginar, sabia que este tempo chegaria mas o assunto principal não é sobre isto.

Mina franziu a testa e fez um pequeno bico com os lábios.

— Então desembuche, oras!

— Preciso da informação de uma das suas vendas.

A mulher de vestimentas completamente pretas focou totalmente a sua atenção em Momo.

— Hm... E se eu não quiser?

Mina, sua desgraçada teimosa, o que custa ajudar? 

— Sei de seus princípios éticos e morais, mas neste caso, é importante, e ultrapassa todos esses valores virtuosos. Preciso mesmo da sua ajuda.

Momo suspirou colocando as mãos na cintura, olhando de soslaio para Chaeyoung como alerta de que não seria tão fácil assim.

— Valores virtuosos... integridade... virtudes da cavalaria... hm...  Disse pensativa coçando o queixo.  Pois bem, escutarei o que tens à dizer, mas isto não significa que irei ajudar.

Mina apontou para a pequena mesa de ferro com capacidade suficiente para apenas quatro pessoas. Momo arrastou uma das cadeiras sentando-se de frente para Myoui, enquanto a mais jovem dalí ficava no meio, atenta e perceptiva à todo o momento.

— Então... Podemos começar, mas não antes sem uma taça de vinho... uma especiaria sem igual.  Sorriu se levantando e indo até em um dos armários, trazendo com si, uma garrafa e três taças as colocando em sua frente. Momo observou o rótulo da garrafa e sua boca salivou com veemência.

"Sangreal, colheita de 1240 - Castel Ravello."

— Sei que é a seu preferido, Hirai.

Mina encheu as taças oferecendo uma delas à Chaeyoung que recusou rapidamente.

— Saiba minha cara jovem, que vinho é algo sagrado de onde venho, principalmente este. Não faça esta desfeita. — Chaeyoung à olhou sem expressões.

— Não conheço o lugar de onde tu vens, e tampouco me importas se o vinho é sagrado lá onde quer que seja.

Mina sorriu da audácia de Chaeyoung e, bebeu o conteúdo da taça recusada em um instante.

— Gostei de você... - Disse depois se acabar, mas Chaeyoung continuou calada, apenas se recostou na cadeira e relaxou o corpo.

— Vamos direto ao assunto, isto daqui não é um chá da tarde. — Momo consertou sua postura, ainda não havia encostado na taça de vinho, por mais que a desejasse tanto.  Isto tudo tem a ver com alguma que é importante para mim. Então lhe pesso, com atenção, escute e compreenda. Perdi a minha fonte, e precisa da sua ajuda para encontrá-la.

Mina continuou encarando Momo, sem piscar os olhos.

— E o que isto tem à ver com a minha vida profissional?

— Ainda chegarei lá.

— Sei que tu és a única pessoa que manipula esse tipo de substância. Alguém matou Belleyten, e sei muito bem que foi tu quem produziu o veneno que o matou, por isso preciso saber para quem ele foi entregue.

Myoui agora olhava para um ponto cego da mesa, parecendo analisar os fatos.

— Hirai, sabes que mantenho sigilo dos meus negócios. Mesmo se me lembrasse, eu não poderia lhe contar. 

— Mina, em nome da nossa amizade. Eu preciso muito saber.

Momo tentava manter o olhar focado no rosto dela, assim com Chaeyoung estava.

— Ah... Não é fácil quebrar os meus princípios mas sei que é para algo maior. Pois bem... outra noite, era madrugada e um homem que atendia pelo nome de Dragodar veio até mim, não aqui, em minha residência, confesso que fiquei meio surpresa por um cliente saber onde eu moro, mas mesmo assim resolvi atendê-lo. Ele disse que precisava do veneno de Ekimmur, comecei a suspeita daquele homem, mas só era um pé rapado mesmo, recebendo ordens de alguém. Dragodar disse que sua senhora me pagaria bem por aquilo, não que eu precise, mas a curiosidade me abriu no peito, para saber quem era a sua senhora e como ela tinha conhecimento do veneno de Ekimmur, pois está é uma substância totalmente rara.

— E descobriu?

— Sim, mas...

— Vamos, diga quem é!

Mina suspirou e tomou o último gole de Sangreal.

— Tenho certeza que não gostará de ouvir este nome, mas foi Kang Seulgi.

Momo bateu com força na mesma de metal o que fez com que as taças e a garrafa de vinho caíssem, o líquido escorreu até o colo de Chaeyoung que se levantou rapidamente e amaldiçoou dizendo alguns palavrões, mas não prestou tanta atenção assim, estava focada no nome que Mina dissera.

Desgraçada... Por que está metida nisso Seulgi?



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