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História Ancient Magic. - Capítulo 2


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Notas do Autor


mais um :3
boa leitura e espero que gostem dessa introdução e do pouco que vocês vão ver de alguns personagens
:)))

capa por @Brave_Princess
Personagens da capa (esquerda pra direita): Delphini Rowle (Katie McGrath sz), Albus Potter (Timothee Chalamet), Homem Misterioso (Gaspard Ulliel), Freddie Weasley II (Reece King) e Astoria Greengrass (Astrid Berges-Frisbey)

Capítulo 2 - War is coming.


Fanfic / Fanfiction Ancient Magic. - Capítulo 2 - War is coming.

 

 

10 DE SETEMBRO

03 HORAS E 40 MINUTOS

Só tinha uma única coisa que havia prometido à Minerva e não poderia descumprir: não perca o controle. Delphini Rowle descobriu ser algo extremamente impossível por causa da estúpida existência de Ted Lupin. Claro que não dava de cara com ele todos os dias no Departamento de Aurores e até já encontrou com a noiva namorada dele no hospital para tratar alguns hematomas, mas ter que atuar em uma missão com ele por três dias foi o auge. Estava claro para todo mundo que o Lupin e a Rowle não se batiam, desde a época da escola. 

Porém, ela assumia que tinha perdido seu precioso tempo e carreira socando o rosto do auror após escutar que ela tinha quase matado a refém e agido por impulso. Óbvio que já sabia do seu temperamento, mas escutar isso por pura birra foi o limite. Pensando bem, ela podia ter batido mais e longe dos olhos do seu chefe - que por acaso era padrinho do dono do seu profundo ódio. Ted Lupin era um privilegiado de merda. 

一 Ms. Rowle? 一 a voz autoritária soou em seus ouvidos. Delphini odiava seu sobrenome. Porém, as pessoas não a chamavam de McGonagall por algum motivo, já que era filha adotiva de Minerva desde os oito anos. Ergueu os olhos e deu de cara com a própria Ministra da Magia, que caminhava em seus saltos, dando-lhe um ar mais sexy. 一 Desculpe a demora.

Então, Delphini notou. A Ministra deveria estar em uma reunião internacional, em Nova Iorque. Porém, apesar dos saltos intactos, a mulher apresentava uma feição cansada, suja de fuligem e com a blusa social branca com um rasgo na manga. O que raios aquela mulher fazia ali e não num hospital?

一 Excelência? — sua voz saiu falha. Um corte enfeitava a bochecha da maior autoridade da Inglaterra. Sangue seco estava grudado em todo seu corpo. O que havia acontecido? — O que houve? 

— Serei direta, Ms. Rowle. — a mulher falou, despreocupada. Apoiou-se na mesa de escrivaninha, abrindo uma pasta. Delphini notou que a mulher havia ignorado totalmente sua pergunta. Aquilo havia lhe irritado um pouco. — Hm. Bateu no colega de trabalho. Por que?

— Porque ele é um mimado que queria levar os créditos só para si. — respondeu, dando de ombros como se não fosse nada. Cruzou as pernas, analisando as unhas bem feitas. O olhar fulminante da Ministra já lhe dizia que não havia se contentado com o motivo. Bufou em tédio. 一 Olha… Lupin e eu não nos damos bem, isso é um fato. Ele me irritou e passou dos limites. 

— Mr. Lupin alega que você foi inescrupulosa e irresponsável ao lidar com o caso. Por que? — aquelas perguntas estavam lhe irritando, especialmente a indiferença da mulher a sua frente diante do próprio estado. — Ms. Rowle...

— Quer parar de me chamar assim? Delphini já está bom. — cortou, com uma carranca na face. Ela conhecia a mulher desde que fora resgatada, afinal, fora a mesma – que na época ainda era Auror – que lhe carregou no colo para longe da residência dos Rowle. Uma das únicas que olhou em seus olhos e disse que ficaria tudo bem. — A vítima estava sendo torturada. Por Merlin, ela só tinha dez. O que você acha que eu deveria ter feito? Igual o Lupin e esperar reforços? O maldito estava desarmado e bêbado!

— Delphini! — cortou a ministra, fechando a pasta com força e soltando um suspiro. Foi aí que notou que a autoridade a sua frente estava esgotada, que toda a pose que mantinha era os últimos resquícios de força que tinha antes de entrar em colapso. — Está suspensa do cargo de Auror até segunda ordem. É a quarta vez que age por impulso sem respeitar o time. Pagará pela infração trabalhando diretamente para mim. 

— O-O que? Que infração? Lupin prestou queixa? Eu vou arrebentar aquele desgraçado! — exclamou, levantando-se da cadeira. Porém, sua agressividade se dissipou ao ver a Ministra agonizar de dor e mais sangue manchar suas vestes. — Excelência, por Morgana! O que diabos aconteceu?

— Só escute, droga! — resmungou a mulher, pegando a varinha e realizando feitiços não verbais para tentar remediar os efeitos. Pelo menos até os médicos chegarem. — Eu precisava vir até aqui antes. Para falar com você. Preciso que seja minha guarda-costas. Estão tentando me matar. Vinte e quatro horas por dia. Assim que descobrimos o mandante, estará livre para voltar ao trabalho. Entendeu, Ms. Rowle?

Delphini assentiu, prestes a retrucar sobre a forma de tratamento quando os paramédicos chegaram. A Rowle encarou Victoire Weasley socorrer a Ministra da Magia e lhe jogar um pedido silencioso de desculpas. 

— Excelência? Por que eu? — indagou, receosa. A mulher a sua frente, deitada na maca de primeiros socorros, era poderosa o suficiente para se defender. Era uma das razões para Delphini ter escolhido a carreira de Auror. 

— Passaremos muito tempo juntas. Excelência é um termo muito chato. — ignorou a mulher, segurando o ar por causa da dor. As mãos sujas do próprio sangue. Tossiu, recebendo uma careta de Victoire, que permaneceu muda. — Pode me chamar de Hermione, Delphini. 

Aquele domingo à noite estava pior do que imaginou. Por isso pegar plantões do fim de semana para poupar dinheiro era furada. 

•••

06 HORAS

— Ficar andando de um lado para o outro não irá melhorar a situação, querida prima. 

Rose Weasley estava quase arrancando os fios ruivos do topo da cabeça e criando um buraco no chão. Também com uma leve vontade de matar a Diretora McGonagall. Quem contava para uma garota de quinze anos com hormônios que sua mãe havia sofrido um atentado em sua viagem à NYC. Estava bem? Certamente que não. Será que Hugo já tinha ouvido falar da notícia? Aquele idiota sempre era o primeiro a saber. 

Aturar seu primo lhe dando conselhos mais sensatos que sua própria sanidade seria uma sessão de gargalhadas se não estivesse quase que estourando seus neurônios de preocupação. Seu padrinho não havia lhe mandado nem uma maldita carta. Ele sempre acompanhava sua mãe nas viagens. 

— Seu pai não te falou nada, Sev? — murmurou a garota, jogando-se no sofá de couro negro na sala comunal da Sonserina. Eram seis da manhã e poucos alunos desfrutavam do local. Incrível em como uma segunda poderia fatigar todos. Normalmente, àquela hora, a sala comunal estaria lotada de alunos interagindo e preparados para um bom café da manhã. — Nem uma coruja? 

— Não, Rosie. — suspirou o garoto, tirando as mechas negras da frente dos olhos verdes. Estava tão preocupado quanto ela. Hermione era sua madrinha. Afrouxou a gravata verde e prata, nervoso. — Fiquei sabendo por Dominique, que soube por Freddie, que conversou com Roxy e o idiota do James. — desde que entraram na Sonserina, as coisas entre família haviam ficado bem complicadas. — De qualquer maneira, deveríamos ir. Deve chegar uma coruja hoje. Ou até a Diretora McGonagall lhe chamar para esclarecer as coisas. 

— Você está certo. — bufou a ruiva, arrumando a bolsa lateral e pendurando a capa nela. Seu suéter não estava nem um pouco amassado e orgulhava-se por isso. — Onde está Scorpius?

— Dormindo. — Albus se levantou, vestindo seu suéter e tirando uma bala trouxa do bolso. Rose revirou os olhos, encarando minuciosamente o olho roxo do rapaz. — A festa de ontem foi demais para o coitado. 

— Para nós todos, querido primo. — Rose andou ao lado dele, passando pela parede de pedra. — Vamos, temos que cuidar desse olho primeiro. Depois, pensaremos em uma vingancinha para Sirius. 

— Sabia que você era a parte diabólica da família. — zombou o garoto, abrindo um sorriso misterioso. A ruiva apenas deu uma risada curta, enlaçando seu braço no do garoto. — Só te peço que faça James Sirius finalmente entender que não se mexe com uma serpente.

— Não se preocupe, com o que eu tenho em mente, seu irmão vai se arrepender de cada marotagem dele. Isso se eu não levar a reputação dele para o fundo do poço.

 

•••

06 HORAS E 15 MINUTOS

O café da manhã estava silencioso, poucas pessoas ainda circulavam por ali. A mesa “mais cheia”, se fosse considerar doze pessoas para uma mesa gigantesca muito, seria a da Sonserina. Ao longo dos anos que passou em Hogwarts, notou que a casa das serpentes não tinha problema algum com horário, mesmo que tivessem sido anfitriões de uma festa insana no dia anterior. Estavam plenos, tomando café e ingerindo ovos, como se tivessem dormido mais de oito horas – quando na verdade foram duas. 

Direcionou o olhar para a mesa da Grifinória, observando que nenhum de seus parentes estavam presentes. Um bando de molengas. Suspirou, seus próprios amigos não estavam presentes. Nem mesmo seu parceiro King. O Shacklebolt era o rei em atrasos, não estava mais surpreso. Seu olhar parou em um ponto em particular da mesa da Corvinal. Soltou um suspiro longo e sofrido. 

Os cabelos longos, da cor de fogo ardente, estavam muito bem arrumados, assim como o uniforme. A gravata azul e prata contrastava com o cabelo, mas mesmo assim estava estonteante. A garota lia um livro enquanto tomava seu típico café com leite e canela, enquanto desfrutava de um prato cheio de frutas. Já sabia decorado que a garota ia da maçã para as uvas. Não tinha morangos. 

Hey, Freddy. — a voz lhe assustou, tirando-lhe dos próprios pensamentos. Encarou a garota de cabelos loiros claros e olhos intensos. A gravata da Sonserina lhe fazia uma intrusa na mesa da Lufa-Lufa. Arqueou a sobrancelha, confuso pela frase. — Não seja idiota, Freddy. Qualquer dia desses, Molly vai pedir uma ordem de restrição contra você. 

— N-Não sei do que está falando. — gaguejou, focando em seu prato de ovos e bacon, com alguns pedaços de panqueca. Sabia muito bem que Dominique não comia muito bem e nem adiantava lhe dizer algo, a garota não o ouviria. — Dominique, o que está fazendo aqui? 

— Não mude de assunto, Freddy. — cortou a garota, pegando um pedaço de seu bacon e levando-o a boca. Provavelmente aquela seria sua única refeição até o almoço. O garoto bufou, irritado com a implicância da loira em algo que não existia. Poucos alunos os olhavam, provavelmente curiosos. Dominique não era de muitas palavras, especialmente em passar tempo com os familiares. — Vou deixar essa passar, mas Molly vai acabar notando a sua baba escorrer por onde ela passa. — brincou, cruzando as pernas. 

Os dois avistaram Rose e Albus adentrando o Salão Principal. Os eventos da noite anterior passaram na mente dos dois. O Potter do meio carregava um olho roxo. 

— Pobre Albus. 

Pobre James. — corrigiu a garota com um sorriso sacana crescendo nos lábios. Freddy riu um pouco, aceitando tal afirmação. Rose iria acabar com a raça de Sirius. — Preciso de um favor seu, Frederic. 

— Quando você usa meu nome, já sei que é merda. A resposta é não. — o garoto negro enfiou um pedaço enorme de panqueca na boca, dando ânsia na loira.

Rose agora os encarava, curiosa. Os olhos afiados da filha da Ministra parecia perfurar seus corpo. Dominique revirou os olhos. Adorava a ruiva, porém, não poderia se entrosar com mais ninguém. Abriu-se para um, acabou se ferindo. Fred não era seu amigo, exatamente, não que o considerasse um – apesar do mesmo espalhar o contrário. Apenas conversavam casualmente, pediam favores e só. Aquilo não era amizade, era?

— Vamos, Fred. — insistiu Dominique, passando-lhe um pedaço pequeno de papel. — Só preciso que me arranje uma brecha.

— Se um dia formos pegos, sabe que eu vou ser expulso também, não é? — irritou-se o garoto, virando-se para ela com os ombros tensos. O punho bateu contra a mesa, chamando muita atenção. Envergonhado e arrependido por tal reação, relaxou os ombros, disfarçando. Molly, Rose e Albus agora os encaravam. A primeira com estranheza, os outros dois com curiosidade aguçada. — Eu me dou mal nessa porra. 

— Eu sempre consigo lhe trazer algo. — agora a garota encontrava-se séria e com os olhos frios. Freddy sempre observava aquela expressão na loira, praticamente todos os dias, quando estava só ou falava sobre alguma coisa que lhe irritava, ou seja, praticamente tudo. — Vamos lá, não seja um idiota. Você me ajuda, eu te ajudo. Assim as coisas fluem. 

— Hm. — o garoto lhe ignorou, voltando a comer. Dominique revirou os olhos, apenas encarando a chegada repentina de James Sirius e sua gangue de babacas. Roxanne seria um gênio se não tivesse sido corrompida pelo ego inflável do primogênito dos Potter. — Verei o que posso fazer. Agora, vaza. Vou descobrir se minha irmã sabe de algo sobre tia Hermione. 

A Weasley adotada revirou os olhos, murmurando algo sobre lhe deixar a par da situação em breve. Abandonando-o, enquanto o mesmo acenava para Roxanne, que fazia uma careta para a presença de Dominique. 

Aquela família era problemática demais, pensou o negro. Quando olhou de relance, Molly não estava mais na mesa da Corvinal. Suspirou, exasperado. Aquele dia estava fadado ao fracasso. 

 

•••

09 HORAS E 05 MINUTOS

— Thomas, Finnigan, quero o relatório do Conselho na minha mesa em menos de uma hora! — o chefe do departamento exclamou, entrando no local feito um dragão em fúria. Seu uniforme estava amassado e chamuscado. O rosto coberto de arranhões superficiais, combinando ainda mais com a famosa cicatriz em forma de raio e uma também famosa que seguia em linha reta da sua sobrancelha até o início de sua bochecha. Ambas tinham história. — Craft, seu relatório em quinze minutos. Diga aos outros!

— Mas senhor, nenhum deles compareceu hoje. — falou John Craft, um jovem auror que irritava muito o chefe da corporação, que, ao longo dos anos, havia perdido muita porção de paciência. Harry Potter era um excelente chefe, querido por todos, mas não suportava quando as coisas saiam de seu controle. Seus dias de fúria significava noites de plantões. — Estão de folga. 

— Folga? — o Potter soltou, soltando um sorriso cínico. Aproximou-se do jovem, tinha certeza que só estava ali porque precisou entregar as evidências. Aquilo estava lhe deixando ainda mais irritado. — Quem deu folga? Eu mesmo não fui e a Ministra está na porra do hospital. Eu quero cada um dos presentes do atentado na porra da minha sala em meia hora. Entendeu, Craft?

Era incrível que todos podiam ver a fúria nos olhos do Potter, que parecia soltar fogo pelas narinas. Porém, podiam admitir que o chefe nunca tinha gritado em momento algum em sua carreira. O seu jeito de falar expressava por si só. Harry James Potter, o herói de guerra, estava puto. John Craft afirmou, medroso. 

— Parkinson! — os poucos fios brancos nas mechas negras do homem estavam soltos. Seus cabelos estavam meio longos e podiam ser presos levemente por um prendedor fino. A mulher aproximou-se. Era quase como seu braço direito, apesar da história nada amigável dos dois na época da escola. — Na minha sala! 

Passos rápidos ecoaram em direção a sala do chefe do departamento. Pansy Parkinson estava com as mãos nos bolsos, os ombros tensos, mas uma feição neutra. Eram nove da manhã, oito horas desde o atentado à Ministra da Magia em um hotel em Nova Iorque. O objetivo era hospedá-la, reunir informações para a reunião internacional entre os líderes das comunidades mágicas, ir para a reunião, lidar com a possível ameaça e voltar pra casa. Nada disso aconteceu. Nada do que havia planejado aconteceu. 

E ainda teve que saber que seu afilhado havia se metido em problemas novamente. Mandá-lo para uma missão com Delphini Rowle era idiotice, mas os dois poderiam trabalhar bem, na opinião do Potter. Como estava errado. Após os dois recuperarem a vítima sequestrada, por volta das onze e meia da noite de ontem, os dois se agrediram por desentendimentos em seu departamentos. Cujo lugar tinha a regra principal de proibir violência. 

— Potter, se acalme. — bufou a Parkinson, os cabelos curtos e afiados feito navalha. A colocaram-se estava mais escura e o lápis preto destacava os olhos puxados. A blusa social branca estava manchada de sangue e também estava coberta por arranhões. Harry sabia que a mulher tinha ido para o hospital para cuidar de um ferimento na perna, por isso parecia mancar quando andava. Porém, não mudou de sapatos, seus saltos negros continuavam intactos. — A Ministra está bem…

— Por acaso, Parkinson, você acha que Hermione está bem mesmo? Ela está na porra da cirurgia! Eu tive que mandar uma coruja para Hogwarts, eu tive que mentir e dizer aos meus filhos e sobrinhos que a “tia Hermione” está bem. — sentou-se, exausto, na cadeira de couro de seu escritório. Abriu uma gaveta e tirou de lá dois copos e uma garrafa de firewhiskey. A asiática suspirou, sentando-se na cadeira a sua frente, com as pernas dobradas. Quase não pôde ver a careta de dor que fez por conta de tal esforço. Ela estava tão abalada quanto ele. — Você e eu estávamos responsáveis por montar a segurança dela, tínhamos todo o apoio do departamento. Como aqueles desgraçados sabiam disso? Eu preciso saber exatamente o que aconteceu. Isso pode ter sido uma conspiração e…

— Nenhum dos líderes internacionais é culpado, Potter. — cortou a mulher, bebendo um gole de seu copo. Há muito tempo, em uma época de paz, os dois idiotas tinham sido casados com alguém, porém, aquele amor se perdeu e eram dois idiotas agora tentando viver e se reencontrar. Talvez aquele tenha sido o fator que fizera os dois opostos virarem braços direitos. Harry arqueou a sobrancelha para a mulher, apoiando os cotovelos na mesa. — Era impossível, mesmo com os mais amplos recursos, qualquer um deles saber a nossa estratégia. Sem falar que Hermione era a mais esperada naquele Conselho. Todos estavam a favor. Não é a porra de uma guerra entre líderes. Isso veio de dentro. 

— Está dizendo que um dos meus é um espião? Um corrupto? Dentro do caralho do meu departamento? — a mandíbula estava cerrada. Gotas de suor já apareciam em seu rosto. A Parkinson diria que o tempo fez muito bem ao menino-que-sobreviveu. Fez bem a todos, na verdade. Apenas assentiu, em resposta, passando um pedaço de papel para o homem, que leu rapidamente, arregalando os olhos levemente. Suspirou, bebeu todo o copo e repôs mais a bebida para ambos. Que a sorte estivesse com eles. — É, Parkinson, temos muito trabalho pela frente. 

— Espero que Draco esteja com sorte pelo menos. 

 

•••

12 HORAS E 30 MINUTOS

Passos pesados chamaram a atenção de todos do corredor. St. Mungus não era o mesmo hospital mórbido de antes. Sob a gerência de Draco Malfoy, tinham orgulho de dizer que eram um dos melhores e mais iluminados hospitais da Europa. Porém, a madrugada foi sanguinolenta e sombria. 

Às quatro da manhã, a Ministra da Magia deu entrada no hospital em estado gravíssimo. Aurores dominaram o local, vasculhando qualquer coisa ou pessoa que pudesse ameaçar a vida da mulher mais poderosa do país. Draco tomou conta do caso, por ser o mais experiência e um dos únicos ali dentro que tinha total confiança da Ministra. É, os tempos mudaram. 

— Ela está acordada? — indagou o loiro para a Auror responsável, que coincidentemente era sua esposa. A mesma deu um sorriso cansado, afirmando. Estava de pé ali há mais de dez horas, estava alternando com Audrey Shaw, que nesse exato momento deveria estar comendo algo com Lucy Weasley na cafeteria. Sua outra parceira de plantão, substituta de Lucy, Alexia Carrow, tinha ido ao banheiro. — Ótimo. Essa mulher é louca. 

— Hermione vai te bater se ouvir isso, querido. — brincou Astoria com as mãos nos bolsos da calça jeans. Estar a paisana era a melhor coisa. Normalmente Harry só os fazia usar o uniforme do departamento em reuniões e quando estavam de plantão no Ministério. Poucos decidiram fazer trabalho administrativo e ficar de segurança do local. — Ela está meio grogue ainda. Depois de quatro cirurgias, até eu ficaria bamba. 

— Depois de quatro cirurgias quase que a perdendo na mesa, sem saber se teria feito efeito, eu juraria que ela morreria até o começo da tarde. — reclamou o Malfoy, anotando algo em sua prancheta. — Sinceramente? Potter está precisando rever seu conceito de segurança. Ele parece que está protegendo uma criança. 

— Calado, Malfoy. — uma voz fraca do outro lado da porta surgiu. Hermione era um pé no saco, as vezes. Despediu-se da esposa com um leve olhar de “eu te amo”, um suspiro e entrou no quarto. — Já ouviu falar da expressão “vaso ruim não quebra”?

— Vagamente, mas pensei que eu fosse o caso ruim. — provocou o loiro, a observando atentamente. Hermione Granger estava acabada. Pelo que viu na sala de cirurgia, era quase impossível um bruxo apenas ter lhe deixado daquele jeito. Após a risada forçada e dolorosa da mulher a sua frente, seu sorriso mínimo desapareceu. — O que houve, Granger? Os planos do Potter não costumam falhar. 

— Os planos do Harry não estavam preparados para aquilo, Malfoy. — tossiu Hermione, que tinha vários hematomas pelo rosto e corpo. Seu tórax estava enfaixado e seu corpo todo doía. Estava preocupada com seus filhos. Se aquilo fosse a nova ameaça, duvidava muito que tinham o necessário para ganhar. — O que eu vi, nenhum outro bruxo poderia fazer igual. Ele era tipo um caos errante. Descontrolado. Seus comparsas eram maiores e mais fortes. Nada do que eu vi é compreensível, Malfoy. Tudo que eu vi, era assustador demais para contar.

 


Notas Finais


me digam o que estão achando, quem gostaram mais até agora e o que acham daqui pra frente :3

ps: adoro quem monta teorias.


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