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História Âncora - Sterek - Capítulo 1


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Notas do Autor


Oláaaaaaaa! ❤️
Olha quem está de volta! 😍

Meus xuxus lindos e maravilhosos, cá estou eu para trazer essa fic que já foi postada no Spirit por mim, em outra conta, outro perfil - que foi denunciado e apagado sem motivos 😢😔 -, ela não foi terminada e seguiria outro roteiro, mas eu achei só esse primeiro cap e meio quebrado no fundo do celular

Quando eu reli esse cap eu quase morri de amores, tinha me esquecido completamente dele e achei que merecia uma continuação, por isso, se algum de vcs já tiverem visto algo parecido aki, NÃO É PLÁGIO, essa história é minha e eu tô trazendo d novo pro site❤️

Espero que gostem, foi editado e moldado com muito amor e carinho ❤️

Já tava sentindo falta de vocês ❤️
Essa história não vai ser grande, serão apenas três capítulos, que já estão praticamente finalizados e serão postados segundo a vontade da minha preguiça 😂😂🙊

Leiam❤️

Capítulo 1 - Capítulo I


Fanfic / Fanfiction Âncora - Sterek - Capítulo 1 - Capítulo I

I


Ele ainda era um adolescente comum, não é? Não primeiro que Stiles não era nenhum adolescente, em alguns meses ele completaria dezoito anos e não seria considerado tão jovem assim, mesmo que Noah insistisse em ver o filho como uma criança de seis anos, o que ele não era fazia tempo. Mas ele ainda era comum, não era? Claro, deixando de fora os lobisomens, vampiros, bruxas e toda a coisa sobrenatural que rondava Beacon Hills, é, talvez ele se considerasse normal. Talvez um normal meio alterado com alguns níveis mais intensos que outros.

- Stiles? Você ‘tá me ouvindo?

Saiu da pequena meditação e encarou Scott do outro lado do quarto colocando uma sequência de blusas e calças dentro da bolsa, Stiles encarou o melhor amigo com a cabeça inclinada, não achava que era necessário mais que algumas peças para se passar apenas quatro dias no meio do mato com o bando, ainda mais se ele e os outros resolvessem libertar o lobo interior e se revelar para a reserva.

O que aquelas moitas já não tinham visto? Hugh.

- Por que tem que levar tantas roupas? São apenas quatro dias, cara.

O alfa levantou as sobrancelhas e colocou mais uma bermuda cinza na bolsa.

- Precisamos estar preparados para tudo.

- O quê, para o fim do mundo? – Resmungou caindo e costas em cima da cama. – Nós só vamos nos reconectar uns com os outros, não construir uma casa feito a branca de neve e os sete anões e viver no meio do mato ou era a bela adormecida que vivia na floresta? Não importa, não vamos ficar por lá tanto tempo para você usar tudo.

A verdade era que ele não queria ir. Muitas coisas poderiam explicar seu desanimo, sendo apenas uma delas verdade, o clima úmido e quente, a distância, os mosquitos, que por tudo que era maias sagrado, como podia ter tantos mosquitos assim? Os animais gostavam de coisar no meio do mato? Com isso o moreno se voltou para Scott com os olhos arregalados e uma expressão não muito agradável no rosto. Aquele bando apesar de misto era composto, na sua maioria, por instintos selvagens e primitivos; quase como animais. Eles não estavam indo até lá para coisar, não é?

- Você parece que vai ter um derrame.

- Por favor, me deixa ficar. – Choramingou pondo as mãos unidas em frente ao rosto. – Eu não quero ver vocês fornicarem.

Scott o olhou como se ele estivesse louco.

- Forni... Mas do que você ‘tá falando? – Desistindo de organizar a bolsa para que coubesse uma toalha de banho e outra de rosto, ele caminhou até a cama e sentou ao lado do corpo estirado do amigo. – Não vai ser tão ruim assim.

- Eu tenho que levar meu gato no psicólogo amanhã.

- Você não tem gato Stiles.

O garoto se levantou de repente.

- É claro, como poderia ter estando numa matilha de lobos que pirariam com um gatinho inofensivo? Ah, mas eu posso ter arranjado um, de ontem para hoje, ele pode estar no quarto do meu pai dormindo sossegado enquanto o xerife toma banho e prepara a comida para os dois.

O alfa encarou o amigo estupefato, como ele conseguia raciocinar tão rápido e fazer uma sentença em cima da outra daquela forma? Se bem que estava falando de Stiles o garoto que não tinha papas na língua e muito menos filtro entre o cérebro e a boca, então não devia se surpreender.

- Nós dois sabemos por que não quer ir.

Stiles fez um muxoxo o olhando de esguelha, sabendo exatamente do que estava sendo falado.

- Esse é só um dos motivos.

- Não, não é. – Scott rebateu.

O castanho rolou os olhos. Certo, aquele não era apenas um dos motivos. Mas ele não queria falar sobre aquilo, não de novo, era estranho abrir os sentimentos recém-descobertos daquela forma, se sentia ainda mais vulnerável e zonzo do que quando era ridiculamente apaixonado pela Lydia.

- Ok. Não quero ver o Derek com a Braeden, melhor assim? – Então voltou a cair de costas na cama e olhar para o teto.

- Ele não deu certeza se ela ia e eles não tem nada, sem falar que é um momento nosso, finalmente o bando ‘tá em paz, você faz parte da matilha, todo mundo ‘tá se arranjando para ir.

Essa era uma das coisas mais injustas que tinha acontecido com Stiles, e olha que sua lista de injustiças era longa. Apesar de não gostar de pensar muito no homem que invadia seus pensamentos, às vezes era impossível não acabar se rendendo, como uma lembrança pedindo espaço e arrancando qualquer assunto importante da sua mente, ele surgia, os olhos verdes e postura séria. Stiles não sabia dizer como ou quando aconteceu. Talvez em algum dos momentos de sossego que o bando teve, onde sorrisos involuntários eram dados, um olhar amigável ou um caso era resolvido. Ele não sabia dizer ao certo.

Mas não custou a perceber que seu coração batia um pouquinho fora dos eixos quando via o lobo mal humorado, que suas mãos suavam e que vinha tendo sonhos nenhum pouco inocentes com ele. Nunca teve problemas com a sua sexualidade e nem com a de ninguém, entendia que cada um tinha sua escolha e modo de vida, teve um breve relacionamento com Malia, que não passou de alguns meses e voltou a estaca zero, sem nada e ninguém e com o coração fodido.

Estava indo bem com a paixão secreta até Derek aparecer com a nova amiga que não desgrudava dele.

- E se ela for?

O outro deu de ombros.

- Eles não tem nada, são só amigos, além do mais vai ser divertido.

- É a quinta vez que você fala isso hoje. – Estreitou os olhos.

Scott sorriu.

- Então você vai?

- Se eu começar a ouvir sons estranhos que não sejam uma cobra rastejando ou uma coruja gritando, pode ter certeza que não vai me encontrar lá no dia seguinte. – Apontou o dedo. – Nem que eu me perca no meio do mato, tropece e quebre o pescoço.

O moreno levantou as mãos, divertido.

- Tudo bem, não vai ouvir nada.

Stiles balançou a cabeça concordando, mas ainda incerto se estava fazendo a escolha correta. Era óbvio que passaria por algum desconforto ao ficar tão perto dele, as últimas semanas tinham sido complicadas, ainda mais manter um coração apaixonado calado dentro do peito. O único ponto a seu favor era que ele sempre foi agitado, ainda mais na presença de Derek que nunca pareceu ir muito bem com a sua cara, era normal estar nervoso e brincalhão quando recebia os olhares intimidantes vindos do outro ou qualquer um.

Mas um passo em falso e os lobos notariam, ele também ia saber e Stiles estaria perdido. Perderia sua garganta e suas bolas, com toda a certeza. Inclinou a cabeça para o lado fazendo uma nota mental, a amizade do bando valia as suas bolas?

(...)


Sentiu o calor de sua mão descer pela lateral do seu corpo, o sangue percorria as veias com velocidade enchendo um único ponto em especial, deixando tudo em brasas. Ele já não ouvia mais seu coração, eram apenas batidas disformes longe e sem importância, quem se importava com um coração se tinha em mãos um corpo inteiro?

Desceu a boca para o pescoço bronzeado com cheiro de pinheiros no dia de chuva. Como podia ser possível isso? Não importava, teve a sua boca tomada outra vez e gemeu em deleite, arranhou as costas daquele que se movia com destreza em cima de si. Um corpo belo, forte e firme.

Deveria conhecer aquele corpo? Sim, parecia que o conhecia.

Segurou o rosto belo e com a barba áspera, nas mãos. Aqueles olhos verdes o hipnotizaram por alguns segundos, antes de sorrirem para ele com luxúria voltando a se enterrar fundo nele, com força e sem gentileza, ele jogou a cabeça para trás sentindo o sangue correr ainda mais de pressa pelas veias, céus, tudo queimava, mas de um jeito bom, como se o fogo acesso desse prazer e não dor. Agarrou as costas do lobo usando todas as suas forças para não gritar, ele não podia fazer mais sons do que já estava fazendo, abriu ainda mais as pernas e com jubilo sentiu ser preenchido ainda mais fundo.

- Derek! – Deixou escapar.

Sentiu o sorriso do outro se abrir em seu pescoço.

- Stiles.



Não.

Não.

Não.

Olhou para baixo frustrado. Queria bater com a cabeça na parede por ser tão idiota, como colocar as mãos dentro da cabeça e remover com os dedos o que acabou de sonhar? Podia sentir o calor no baixo ventre, a formicação por entre as pernas, o suor escorria nas suas costas lhe dizendo o quão desperto seu corpo estava. Foi tão real que quando acordou a primeira coisa que fez foi olhar pelo quarto escuro a procura do lobo, podia sentir na pele os toques dele, como tinha sido apenas um sonho?

Sabia que estava encrencado quando olhou para baixo e viu a samba canção esticada para um dos lados, como se sorrisse de ladinho, uma mancha redonda e o desejo o consumindo feito um animal no cio. Fechou os olhos, mas recebeu algo ainda pior do que o desejo queimando sua pele, a imagem nítida de Derek se movendo, arfando, sorrindo, Stiles nem sabia se ele podia sorrir. Pelo amor de Deus!

Se levantou da cama apressado, sem ter no que se apoiar, tropeçou e por pouco não desabou no chão. Suas pernas estavam moles, o exercício no sono as deixaram cheias de expectativa, assim como ele, acendeu a luz e voltou a se sentar na beirada da cama olhando para baixo, para o volume doloroso que queimava entre suas pernas. Era a primeira vez que tinha um sonho daquele, nada, absolutamente nada do que sonhou podia ser comparado com aquilo, e ele estava perdido, porque sabia que mesmo se, se tocasse exaurindo aquela inquietação, seu peito ainda latejaria.

Suspirou passando uma mão pelos cabelos e desceu os dedos por sua bochecha e, por fim, tocou seus lábios. Stiles sorriu fraco, tinha que admitir que nem mesmo se imaginasse uma cena como aquela, teria tantos detalhes. Balançou a cabeça, não podia se dar ao luxo, alimentar algo que era, no mínimo, impossível.

- Só espero que isso não aconteça no meio do mato.

(...)

- Tem certeza que colocou tudo na bolsa?

- Tenho certeza que o que eu não coloquei o Scott vai levar. – Comentou terminando de amarrar o cadarço do tênis.

Noah olhou para o filho por cima do jornal.

- Qual a distância mesmo?

- Onze quilômetros ao Sul.

- Por que até quase o limite da reserva?

Stiles deu de ombros se sentando de volta na cadeira ao lado do pai e do café sem um pingo de açúcar que o velho insistia em fazer.

- Sei lá, Peter disse que é perto da cachoeira e que tem uma clareira ótima para montar as barracas ou o ar de lá é mais puro e sem a poeira dos escapamentos... Scott quer que nos juntemos novamente.

O xerife se limitou a responder com “Hmm” e voltou a ler as noticias. Não adiantava querer roubar muitas informações do filho a respeito da matilha e essa expedição com o bando para se ligarem ainda mais, porque o filho não parecia saber de muita coisa, Stiles sequer estava animado. Mas reconhecia a eficácia da estratégia, se Scott queria reagrupar os amigos como uma alcateia novamente, do modo como eram quando descobriu sobre tudo o que rodeava Beacon Hills, unidos e inseparáveis, o que no momento tinha ficado para o esquecimento com cada um cuidando da sua vida, aquele era um bom plano.

Esperava que animasse o filho, tinha dispensado Parrish por dois dias para isso.

- Estaremos de volta no domingo de noite ou segunda de manhã.

- Se cuidem.

- Pode deixar. – Colocou a bolsa no ombro. – Se tentarem fornicar eu estarei no meio.

Noah ergueu uma sobrancelha.

- O que disse?

O castanho se voltou com uma careta de inocência.

- Nada, disse que se tentarem brigar eu estarei no meio.

Assim que entrou no jipe Stiles se perguntou por que não fingia uma virose e ligava para o alfa e dizia que não poderia ir, era quinta de manhã e todos os outros estariam esperando na velha mansão Hale, de onde partiriam juntos para uns momentos em bando, unidos e felizes. Mas não seria justo, nem com ele e nem com os outros, eram um bando meio diversificado, coiotes, lobos, Banshee, uma ex-caçadora e um humano.

Tinham passado por tanta coisa e agora que estava tudo em paz – que um momento quietude tinha aparecido e eles iam passar um tempo juntos – ele não iria só porque o seu maldito coração tinha dado uma inclinada para um certo lobo rabugento e chato? Não, Stiles Stilinsk era muito mais do que um cara que dava para trás. Ele merecia se divertir junto dos amigos e se estar perto do Derek e Braeden causasse desconforto, era só ignorar. Stiles era bom em ignorar.

Decidiu que não ia deixar que uma paixãozinha incorrespondida acabar com um momento que deveria ser de todos. Além do mais, estariam entre vários amigos e seria impossível que não se distraísse com algo melhor do que a carranca de Derek. Ligou o jipe repetindo o mantra que merecia se divertir, que ia se divertir e não se importaria em estar tão perto do infeliz.

Scott notou a animação do humano assim que abriu a porta da casa e viu Stiles com as fuças enfiadas no volante. Mas se enganou quanto a disponibilidade dele de fazer o passeio, Stiles estava sorridente ao levantar a cabeça e encará-lo.

- Totó! ‘Tá pensando em se mudar para o meio do mato?

O alfa levantou as sobrancelhas jogando as duas bolsas e uma sacola no banco de trás.

- De onde veio toda essa animação?

Stiles deu de ombros.

- Me dei conta que eu quase morri por esse bando vezes de mais para não me divertir junto com vocês.

Não contando o fato que seu interior fazia uma prece atrás da outra para que a mercenária não fosse. Mas não era hora de pensar naquilo, preferia não saber qual o relacionamento que os dois tinham, apesar de atestarem que eram só amigos e que a mulher tinha vindo apenas para passar um tempo com eles, Stiles não conseguia não ver uma aproximação de mais nos dois, o pior de tudo era não poder fazer nada.

Mesmo querendo muito, tudo o que tinha eram as mãos atadas e uma gama de sentimentos confinados dentro de si. Enquanto dirigia se lembrou de como era estar em ação, buscando noticias e caçando a verdade, faziam mais de seis meses que nada aparecia, todo o sobrenatural da cidade tinha se silenciado e eles se aquietaram, preocupados apenas com as coisas do fim do colegial.

Scott ergueu o celular mostrando a mensagem que acabara de receber.

- Malia disse que já estão todos lá.

Stiles balançou a cabeça em concordância, resistindo a vontade de perguntar se a mercenária estava no meio desse “todos”, no fim não importava, ele se manteria longe de problemas e se divertiria, era para isso que estava indo.

- Como você e a Kira estão? – Resolveu perguntar para afastar pensamentos indesejáveis.

Pelo canto do olho viu o alfa se ajeitar no banco com uma careta de resignação. Fazia cinco dias que a namorada dele – que naquele momento era ex-namorada – tinha o chamado para conversar e dito que não queria continuar um relacionamento onde só ela se doava, então achou melhor terminar antes que a ferida aberta não cicatrizasse. Obviamente o alfa não conseguiu entender como aquilo tinha acontecido, não estavam no meio de nenhuma guerra ou problema, o clima estava propicio para se manter um relacionamento e Kira o acusava de ser negligente.

- Na mesma cara, ela não quer nem saber de conversar.

- Já tentou mandar flores?

- Nada que eu faça adianta.

Stiles ponderou por alguns segundos.

- Já parou para pensar que talvez não era para ser?

Scott encarou o amigo com um ar cético.

- Me lembro de já ter usado essas palavras uma vez.

Stiles riu concordando.

- Uma vez, quando a Lydia começou a namorar o Jackson.

Riram juntos, aquela foi uma época tensa para o humano, descobertas e sentimentos que passaram rápidos de mais e ele nem percebeu. Conforme o tempo se construiu, elevou também a amizade dos dois, Stiles sabia o quanto era importante para o Pack e para o líder do bando, assim como ele era para si.

De fato estavam todos lá, os carros parados pelo quintal completamente desordenados e o grupo sentados, todos já prontos para saírem, Derek também estava lá, juntamente com Braeden, conversando com o tio. O castanho usou todas as suas forças para se manter calmo, relaxado, porque o momento era de união e diversão, nada mais. Evitou receber o olhar que Scott estava lhe dando, não queria causar comoção alguma, por isso desceu do jipe antes de ouvir qualquer palavra vinda do outro.

- Achei que as madames iam se maquiar antes de virem. – Lydia abriu os braços se levantando.

Sti levantou as sobrancelhas.

- Não é culpa minha não, o alfa aqui que queria trazer a mudança. – Apontou para o outro que lutava com as bolsas.

As barracas ficaram com Ethan para conseguir, cada um deles estava levando uma parte do que seria necessário para comerem, e suas próprias coisas, sairiam seguindo uma trilha que Peter disse ter feito com o sobrinho, até o horário do almoço deveriam ter chego ao local, se mantivessem um passo constante. Ah, claro, Stiles tinha esquecido de mencionar que odiava fazer caminhada, não importava para o lugar ou para qual propósito, caminhar ainda era uma tortura para ele.

Se colocou ao lado de Liam e Isaac suspirando, precisava se manter animado, mesmo que imaginasse ser um longo caminho no meio da reserva até a bendita clareira. Tentou não olhar na direção onde ele estava, não precisava para saber que a camisa polo azul estava esticada sobre os músculos ou que o os olhos verdes tinham um tom mais claro na luz da manhã, ele já sabia disso de cor, só não contava com o formigamento que percorreu seu braço na altura do cotovelo até o ombro esquerdo, da mesma forma que aconteceu durante a noite, no sonho, na ilusão...

Droga! Precisava manter o foco e, com toda a certeza, o foco não era Derek Hale.

- Você ‘tá bem? – Liam sussurrou.

O humano respirou fundo, tentando afastar as imagens de um lobo bronzeado no meio de suas pernas. Balançou a cabeça.

- Bem é uma palavra meio forte, mas eu acho que aguento.

Viu Allison se aproximar sorrindo, ela passou um braço ao redor dos ombros do castanho e riu para Liam.

- Desde que conheço o Stiles, ele odeia caminhar, ainda mais numa floresta.

Aproveitando a deixa ele fez uma falsa cara de ofendido.

- Eu não sou preguiçoso ou sedentário. – A caçadora estreitou os olhos na direção dele e o humano bufou divertido. – Ok, talvez um pouquinho, mas quem gosta de mosquitos zunindo o tempo todo no seu ouvido?

- Eu trouxe repelente! – Scott gritou da varanda onde verificava pela terceira vez a bolsa.

Stiles rolou os olhos, ainda rindo.

- É claro que trouxe.

(...)

Ele não sabia o porquê de ter aceitado sair com o bando, mesmo fazendo parte do Pack não era muito de estar grudado a eles sem um propósito convincente, ainda mais depois que a cidade finalmente acalmou a crise de anomalias, Derek se mantinha mais perto do tio e da prima, não que Malia fosse muito social.

Mas tinha que admitir que precisava estar junto aos outros, esses momentos faziam bem ao seu lobo, o acalmavam e permitia que o controle dele ficasse mais fácil, ainda mais com a chegada de Braeden para passar alguns dias na cidade. O Hale não sabia o motivo dela ter vindo para uma cidade tão afastada dos negócios dela, não perguntou, a mulher disse que não ficaria muito tempo, apenas alguns dias, que estavam se transformando em uma semana e meia.

Mas estava longe de reclamar, preferia apenas enturmá-la e deixar que ficasse livre para fazer o que quisesse.

A caminhada não estava cansativa, pelo contrario, achou revigorante ter o ar fresco batendo em seu rosto e sentir a energia da natureza os rodeando, todos pareciam felizes, claro, exceto pelo humano tagarela que reclamava de meio em meio minuto sobre um assunto diferente. Como eles aturavam tantas palavras em poucos segundos? Liam estava rindo e conversando tão abertamente com ele que fez o lobo olhar torto para trás mais de uma vez.

Estava começando a achar que seu lobo não sairia dali tão revigorado com o bando.

- Alguma coisa de errado? – Ouviu Braeden perguntar com uma expressão curiosa.

Ele negou, ela não entenderia a irritação que sentia em relação à tagarelação do humano.

- Nada. Ainda não se cansou?

A mercenária riu se deixando caminhar ao lado dele, ombro a ombro.

- Estou acostumada a intensos exercícios físicos, isso é aquecimento para mim.

Deixou a sombra de um sorriso se abrir iniciando uma conversa amena e sem real importância, duvidava que fosse se lembrar corretamente do que ela dizia já que não estava prestando total atenção nela, seu lobo insistia em manter parte da atenção fixa no que era dito no final da fila, onde o assunto não era certo, mas as risadas chegavam até ele, causando uma certa curiosidade.

Deveríamos ter ficado em casa. Pensou.

No fundo, para o Hale, era difícil compreender por que aquele humano o atingia tanto. Admitia para si mesmo que era estranho a forma como seu lobo se agitava quando Stiles estava por perto, quando a voz esganiçada era ouvida ou se ele fazia algo. Imaginava ser uma antipatia fixa, daquelas que jamais desapareceriam por mais tempo que passasse, já que convivia há anos com o humano irritante e não tinha se acostumado com a espalhafatosidade dele.

Olhou para trás pela quarta vez e deu de cara com os olhos âmbar fixo em si, Stiles pareceu surpreso e desviou o rosto para o chão, a pele tomando uma cor vermelha e sem graça. Rosnou trancando ainda mais a expressão e apertando o passo.

(...)

A clareira de fato não era um lugar ruim, o mato um pouco alto poderia atrapalhar, mas ninguém pareceu prestar atenção nisso quando viram a cachoeira soar majestosa logo mais a diante. Stiles se jogou na sombra da árvore mais próxima e respirou fundo, seus pulmões pareciam terem sido afogados em suor e seu coração batia tão rápido que poderia ser confundido com um batuque constante de pandeiro.

- Tudo bem ai, cara?

Não precisava abrir os olhos para saber que Isaac o encarava, devia estar preocupado pelos batimentos do humano, afinal, sua âncora não podia morrer, não daria nem dois minutos para Malia aparecer ali também com uma carranca de preocupação. Ainda não sabia como podia ter se tornado a parte firme daqueles dois, a coiote era compreensível, já que tinham passado por muitas coisas juntos, um romance e quase mortes, mas... Isaac? Nunca tentou entender, sabia que não conseguiria nem se quisesse.

- O humano aqui vai ser morto por vocês em algum momento. – Dramatizou abrindo os braços.

- Quem vamos matar? – A voz de Malia soou longe.

Stiles suspirou se sentando.

- Eu, vocês todos vão sentir minha falta quando eu estiver a dez palmos embaixo do chão.

Teria dito mais alguma coisa, mas quando ergueu o olhar e virou o rosto na direção da cachoeira, todo o ar dos seus pulmões sumiu, de uma tacada só, se engasgou e começou a tossir do jeitinho estabanado que só ele conseguia. Derek estava lá, parado com os braços cruzados e um ar sério, os olhos brilhando num azul vivido, de um jeito que o deixou mais do que estático, o encarando. Por mais incrível que pudesse parecer, não sentiu medo, sentiu uma pontada no baixo ventre, daquelas bem sutis, mas que ele conhecia muito bem de onde vinha.

Se pegou imaginando como seriam aqueles dias junto com o Sr. sour Wolf.

Apesar de não gostar e não querer Braeden por perto, não era como se o castanho fosse deixar de se divertir e interagir com a alcateia por causa disso, tentaria manter distância, para que seu jeito estabanado não causasse problemas, mas não podia fazer nada se a caçadora escorregasse e quebrasse uma perna acidentalmente.

Quando ergueu os olhos novamente, Derek já tinha desaparecido, então tratou de deixar suas coisas num canto qualquer e ir dar um mergulho com os outros, na esperança de que não sentiria mais nenhuma fisgada e que seu amiguinho não se lembraria do lobo entre suas pernas, se esfregando nele.


Notas Finais


Como eu disse lá em cima, serão apenas três caps, só para aproveitar a história já iniciada e que é um amorzinho ❤️

Comentem xuxus❤️


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