História ...and soulmates never die - Capítulo 2


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Notas do Autor


Morgana fica trancada fora de casa enquanto a família está fora e passam a noite na casa de Kurt.

Soulmate AU: tatuagens

Você e sua alma gemêa possuem a mesma tatuagem e no mesmo lugar.

Capítulo 2 - 2- Holy Shit


Fanfic / Fanfiction ...and soulmates never die - Capítulo 2 - 2- Holy Shit

2

Holy Shit


Era quase onze da noite quando a campainha de Kurt tocou. 


Ele não esperava por visitas àquela hora da noite então só haviam três possíveis opções para o chamado: Seus vizinhos estavam chateados novamente por ele estar tocando violino tão tarde, Robert tinha entrado em uma briga e precisava de curativos ou era a carruagem da morte para levar ele embora. Ele desejou ardentemente que fosse a segunda opção, seria a mais agradável entre todas exceto, talvez, para Robert.


Kurt definitivamente não esperava ver Morgana parada na porta dele com um capacete nas mãos e os cabelos balançando soltos no vento frio da noite.


— Posso dormir aqui hoje?


O lance sobre Morgana era: ele nunca sabia bem o que esperar dela. Kurt e ela eram colegas de classe desde os 16 anos quando entraram no ensino médio e fizeram uma atividade de literatura juntos. Eles tinham muitos amigos em comum e eram vizinhos de porta porque ela havia se mudado para o seu bairro então eles caminhavam juntos todos os dias para a escola. Obviamente, todos eles acabavam sendo metidos nos planos mirabolantes da garota o que fazia com que todos os seus amigos dirigissem pela cidade tarde da noite só para assistir uma chuva de meteoros.


De alguma forma, eles não eram tão próximos quanto provavelmente deveriam. Os dois participavam dos debates da escola, discutindo sobre tudo com paixão e percebendo no fim que tinham muitas opiniões semelhantes. Quando terminaram a escola, eles seguiram seus próprios caminhos e perderam o pouco contato que tinham. Kurt foi tocar na orquestra da cidade enquanto estudava em Julliard. Morgana voltou para Itália para escrever seu romance imortal.


Então, ele ficou confuso por ela estar ali, mas não realmente surpreso. Porque Morgana era assim, sumia e aparecia como um gato de rua e tudo o que você fazia era aceitar.


— Porque você quer dormir na minha casa? — Ele perguntou se encostando no batente da porta, cruzando os braços de repente muito consciente de que estava sem camisa. — Porque você está aqui, aliás?


— Vim visitar meu pai essa semana, você sabe, agora que ele vai casar de novo — Ela passou por ele, entrando na casa sem ser realmente convidada. — Ele e a noiva saíram e só vão voltar amanhã, esqueci a chave dentro de casa então não posso entrar. Preciso de um lugar para dormir.


— E você me escolheu? Que honra — Ele murmurou sarcástico fechando a porta, já sabendo que ele não iria negar o pedido. — Tira os sapatos por favor.


Ela apoiou o capacete no banquinho de entrada da casa e tirou os coturnos pretos.


— Você é um santo, Kurt Chwe. — Sorriu ficando na ponta do pé para beijar sua bochecha. — Será que sua irmã tem algum pijama para me emprestar?


— Sophia levou tudo pra faculdade no Canadá, vou ficar devendo.


— A Sophia já tá na faculdade — Ela olhou chocada, rindo depois. — Raven também. Estamos ficando velhos.


— Sim, por isso que você esqueceu a chave dentro de casa. Tá ficando gagá.


Morgana jogou a bolsa no sofá se jogando nele em seguida e sorriu, revirando os olhos para ele.


— Tão engraçadinho não é? Você estava tocando? — Ela apontou para o violino.


Kurt puxou a camiseta do chão, vestindo um pouco apressado antes de pegar o violino no suporte.


— Uhum, ensaiando para o concerto da terça.


— Você conseguiu entrar na orquestra, não é? Fico feliz, era seu sonho. E você era incrível na banda da escola, eles seriam burros de não contratar você.


— É. Eu to muito orgulhoso disso ainda. — Kurt sorriu, sentando na frente dela. — E você está acabando o seu romance.


Morgana sorriu também, olhando para ele com um carinho suave nos olhos.


— Você se lembra então… Estou. Quase no fim, eu acho. Espero.


— Você vai se sair bem, eu lembro que você sempre foi uma boa escritora. Fazia todos os nossos trabalhos de redação.


— Sou um gênio da escrita, o que posso fazer? 


Ele sorriu também, porque era um pouco difícil de não sorrir quando ela parecia tão animada com aquele reencontro. Kurt reparou como ela parecia bonita deitada no seu sofá, não que ela não fosse antes, mas ela parecia tão bem. Ele entendi, já havia passado pela sua própria carga de problemas no ensino médio. Ela estava feliz e tinha a energia ainda mais forte do que antes, bonita naqueles jeans apertados e camisetas curtinhas com estampa de uma princesa da disney.


— Eu posso tentar arrumar algum pijama da minha mãe ou meu.


— Isso seria molto adorabile, regazzo


— Eu não entendo muito italiano mas eu tenho quase certeza que isso significa garoto de programa?


Morgana jogou a cabeça para trás em uma gargalhada alta, os olhos brilhando na direção dele.


— Significa “garoto” seu tarado. Tecnicamente também significa isso mas não nesse caso. Eu não pagaria pra dormir com você.


— Ah não? Eu sou muito bonito.


— É uma oferta?


Kurt riu, ficando vermelho enquanto levantava.


— Não, sua tarada.


Ela riu também.


— Porque você estava sem camisa? Estamos no meio do inverno.


— Está muito quente aqui dentro. Ou sou só eu...?


— É você, definitivamente. — Ela murmurou mordendo o lábio.


— O que? — Kurt se virou vermelho.


— O que? — Ela repetiu com inocência. — Onde eu vou dormir? Não queria atrapalhar você.


— Eu já estava indo dormir de qualquer jeito, não se preocupe.


Ele abriu uma porta do corredor que dizia com letras garrafais meio apagadas “KURT CAI FORA” e apontou para a cama bem feita e o quarto semi vazio de paredes azul escuras.


— Era da Sophia, não temos quarto de hóspedes por causa do Freddie.


— Onde ele e sua mãe estão?


— Canadá ajudando na mudança dela. Só voltam na próxima semana agora.


— Droga. Eu adoro a sua mãe e aquele sanduíche gostoso que ela faz.


Ele sorriu, balançando a cabeça e entrou no quarto em frente.


— Vou te arranjar um pijama.


Não era um convite, mas ela entrou no quarto mesmo assim e se sentou na cama de casal dele cruzando as pernas em cima dela. O quarto de Kurt era simples e bagunçado, coberto de instrumentos e partituras e roupas dobradas em cima de várias superfícies diferentes. Havia uma parede coberta de fotos e com pequenas inscrições feitas em uma letra caprichada e ela sorriu, era tão Kurt.


Ele ainda estava abaixado procurando a roupa em uma das suas gavetas distraído e Morgana se permitiu encarar ele com mais atenção. As costas largas e o cabelo suave e bagunçado, ele parecia ainda mais bonito do que antes e tão doce e gentil como sempre e ela se perguntou como eles nunca haviam sido mais amigos. Kurt era definitivamente uma das pessoas que era bom se ter ao lado.


Ao mesmo tempo, ela ainda sentia uma pequena conexão entre eles desde que se conheceram, como se fosse fácil e certo estar ali com ele. Uma força suave e invisível que se enrolava nos dois e os guiavam juntos para alguma coisa. 


Ele se virou, trazendo junto uma camiseta grande do Nirvana e uma calça de moletom das meninas super poderosas que parecia um pouco menor do que ele. Morgana sorriu, agradecendo as roupas quando as segurou e estava prestes a sair do quarto quando se virou para ele novamente. Deixando elas dobradas em cima de uma cadeira.


— Eu vou fazer uma coisa.


— Provavelmente é uma má ideia, você devia só dormir, Morgana.


Ela jogou o cabelo por cima do ombro e se aproximou dele ficando na ponta dos pés. Então ela o beijou. Ambas as mãos ao redor do seu rosto o puxando para perto enquanto colava seus lábios suavemente.


— Puta merda. — Ele murmurou antes de puxar ela pela cintura a beijando novamente.


O beijo tinha um gosto antigo, como se eles já se conhecessem daquele jeito há muito tempo. Havia muita ternura para um beijo impulsivo, eles tinham os olhos fechados e corpos colados, as mãos suavemente passando pelos fios de cabelo.


— O que é isso? — Ela murmurou quando a camiseta de Kurt voou pelo quarto. Seus dedos traçaram o pequeno padrão perto da sua clavícula, ela parecia um pouco pálida. — É a sua marca?


Ele se afastou um pouco confuso, assentindo.


— É. 


— Puta merda. — Foi a vez dela de dizer e então ela puxou sua camiseta da bela e a fera.


— Wow, eu acho que estamos indo um pouco rápido demais… — Ele viu Morgana revirar os olhos antes de apontar para a própria clavícula.


Era uma estrela pequenininha e dourada como a dele, o mesmo tamanho, o mesmo lugar e a mesma falhinha em uma das pernas que a deixava maior que as outras.



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