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História And Suddenly, Love - Capítulo 6


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Notas do Autor


VOLTEI! DEPOIS DE DÉCADAS, EU VOLTEI!

Capítulo 6 - Capítulo 6


FELIPE'S POV.

Cheguei ao recinto, o ambiente estava um pouco mais lotado que o normal.

Claro, essa era a hora que mais clientes iam se divertir.

Caminhei pelo salão, procurando por Samanta. Ao invés disso, encontrei Mirela, próxima do bar.

- Olá. - Acenei.

- Felipe, querido! Onde esteve ontem? Por que não veio?

Eu tinha vindo, mas a única pessoa a me ver foi a Luísa. Como não queria dar muitas explicações, menti.

- Estava muito ocupado ontem.

- Fico feliz que veio hoje, já escolheu sua acompanhante?

- Samanta. Onde ela está?

- Ah, Samanta já está com um cliente.

- MAS QUE MERDA!

Mirela me olhou com curiosidade. Tentei me recompor, passando as mãos no cabelo.

- Também vai ficar a noite inteira com esse?

- Não, ela já deve estar descendo. Mais uns cinco ou dez minutos.

- Vou esperá-la então. E, Mirela, se ela tiver algum esquema de agendamento, me coloque como o próximo da fila para ela. - Pelo amor de Deus, que dificuldade era ficar com aquela garota!

- Ela é tão boa assim? - Mirela perguntou, surpresa.

Não respondi. Pedi uma dose de whisky e bebi, sem prestar atenção em mais alguém.

Vi um homem de meia idade, grande. Metade forte, metade gordo, e um pouco suado. Tive realmente pena da Samanta. O homem veio em nossa direção. Alcançando-nos, dirigiu à Mirela e falando coisas extremamente vulgares sobre Samanta.

Senti uma raiva quente borbulhando dentro de mim como leite fervendo. Raiva daquele homem, raiva do seu sorrisinho amarelo, raiva por saber que Samanta teve que aturá-lo.

- Mais um whisky. - Ordenei à menina do bar.

- Fe, daqui a pouco a Samanta vai descer. Vou tomar conta dos outros clientes. Não vai sentir a minha falta, não é?

- Não, Mirela. Fique à vontade. - Falei, dando gole na dose de bebida que acabava de ser posta à minha frente enquanto via Mirela se afastar, me deixando sozinho no meio do salão.

Analisei silenciosamente os homens daquele ambiente. Samanta havia me dito que atendia dez clientes por noite.

Dez clientes do tipo do homem que tinha acabado de sair?

E por que eu achava que ele e eu éramos diferentes em algo? Nós pagávamos por sexo. Nós éramos patéticos e infelizes. Comíamos garotas de programa porque era fácil, porque o dinheiro ajudava. Porque fugíamos da vida medíocre que levávamos, sem amor, sem ninguém.

Senti uma mão fraca me tocar no ombro direito e, virando-me, encontrei Samanta.

A primeira coisa que notei foram duas marcas em cada canto da boca. Dois hematomas vermelhos, que chegavam até suas bochechas. Depois reparei nas olheiras. Reparei também que ela tinha um corte em uma das maçãs do rosto. Embora o corte não fosse profundo, contrastava visivelmente com o tom da sua pele.

Seus cabelos pretos, agora molhados do provável banho que havia tomado, estavam soltos, mas mesmo assim consegui ver muitas marcas em seu pescoço, em maior número e mais escuras que da última vez que a havia visto.

Ela vestia uma blusa preta de manga até os pulsos, uma calça jeans justa e um sapato qualquer. Ainda assim, algumas marcas eram visíveis também nas costas da mão, e o que me fazia acreditar que havia muito mais por debaixo daquelas roupas.

Mas que merda era essa?

Pela primeira vez, Samanta falou antes de mim:

- Eu estou livre. - Ela deu um passo á frente, olhando em meus olhos.

Senti o conhecido cheiro de amêndoas misturados com shampoo e creme dental.

Continuava fitando o seu pescoço, meus olhos iam dali para os cantos de sua boca.

O que diabos havia acontecido com ela?

E então me dei conta do que ela tinha acabado de dizer:

Como assim "estou livre"?

Ela estava se oferecendo para mim?

Olhei em seus olhos de chocolate, ela me encarava de volta com intensidade. Como se pedisse para que eu a escolhesse.

- Eu não tenho nenhum cliente agora. Estou livre, se quiser ficar comigo. - Repetiu.

Sim: Ela estava se oferecendo para mim. E cada palavra que ela pronunciava soava como um pedido. Seus olhos estavam tristes, mas esperançosos.

Até o modo como se oferecia era diferente do que de uma garota de programa.

Lembrei de Luisa e pude constatar a diferença gritante entre as duas.

- Oi, Samanta. Está com receio de que alguém desse salão te escolha?

Ela olhou em volta, um pouco acuada.

- Não... É que eu pensei que você quisesse. - Ela hesitou, parecendo sem graça. - Você já está de saída?

- Não, cheguei há quinze minutos. Estava esperando por você, já que estava ocupada.

- Ah, sim. - Ela sorriu um pouco, parecendo quase aliviada. - Eu...não estou, agora.

Fitei-a por alguns segundos sem dizer nada.

- Ótimo. - Conclui depois de um tempo. - Cinco minutos?

- Cinco minutos. - E, dizendo isso, se afastou de mim, rumo às escadas que davam para os corredores.

SAMANTA'S POV.

Acordei com dores de um sono sem sonhos. Dores nos quadris, nos ombros, nas costas, nas pernas. Dores por dentro e por fora. O sono havia me permitido a falta de consciência por alguns segundos após ter acordado. Infelizmente, quando a consciência veio, trouxe junto com ela lembranças da noite anterior.

Um rapaz bonito, inicialmente gentil. Um rapaz que pagou para ficae uma noite inteira comigo e que, ao final dela, me deixou em um estado deplorável.

Um rapaz que me violentou.

- Samanta! Está acordada?

Eu não queria responder, e queria que a Jéssica parasse de bater na porta. Sentia-me um lixo. Um nojo, um trapo humano.

- Samanta! Já são 13h!

Levantei-me devagar, testando a força em minhas pernas, tentando não sentir muita dor. Ajeitei o cabelo com os dedos e fui abrir a porta. Jessi estava em pé, com uma bandeja nas mãos, trazendo um prato de cereal e suco de laranja.

- Perdi a hora. - Falei, sem vida.

O susto que ela levou quase fez com que a bandeja se esparramasse no chão. O copo deslizou um pouco, mas ela se apressou em mantê-lo onde estava.

- Samanta... O quê?

Ah, sim. Eu era o motivo da sua reação de espanto, de incredulidade. Eu deveria estar por fora o mesmo trapo que estava por dentro. Cheia de marcas, cheia de resquícios de uma noite violenta e cruel.

Sem à menor curiosidade de me ver no espelho, apenas abaixei a cabeça.

- Um cliente. Um pouco entusiasmado.

- Samanta... Eu sei o que é um cliente entusiasmado! Eu já te vi depois de clientes entusiasmados! Isso é diferente!

Caminhei de volta para cama e me deitei, puxando o cobertor. Jessi me seguiu, depositando a bandeja no criado-mudo ao lado da cama e sentando-se nela, ficando perto de mim.

- O que aconteceu?

Sua voz, assim como ela, era gentil. Jessi era a menina que eu mais gostava na casa. Ela se preocupava genuinamente com todas nós. Era uma amiga muito agradável e doce, embora eu a conhecesse havia pouco tempo.

Mas a doçura na sua voz, que normalmente ma acalmava e fazia com que eu me sentisse melhor quando algo ruim acontecia, dessa vez provocou outra reação em mim. A doçura na sua voz despertou rancor e desespero do que havia acontecido.

E então, sem mais nem menos, me pegando completamente desprevenida, a vontade de chorar veio como um tapa, e eu não pode conter.

- Ele me pegou à força! - Falei alto enquanto começava a soluçar, com o rosto enfiado no travesseiro, como se pudesse esconder dela que chorava, um choro cheio de dor. Só dor.

- Samanta. - Ela murmurou em um lamento genuíno. - O que ele fez?

- Me obrigou a fazer... Me forçou a fazer o que eu não faço! O que nunca fiz! - Eu tentava controlar os soluços entre as palavras, mas a dor e a tristeza já tomavam conta de mim.

- Ah, não. - Ouvi Jéssica dizerem voz fraca e triste. - Sam, eu... Ah, merda!

- AAAAAAAAAAAAAAAHHHHHH! - Gritei, um grito abafado pelo travesseiro, tentando conter a dor no peito.

- Calma, calma... - Ela deitou de lado na cama, me abraçou e beijou meus cabelos, tentando me acalmar. Se houvesse alguém que poderia me acalmar numa situação daquelas, esse alguém era a Jéssica.

Não sei quanto tempo fiquei chorando ali. Ela continuava me abraçando, tentando conter meus soluços. Não era um choro normal, daqueles silenciosos. Era um choro que fazia perder o fôlego. Um choro forte, cheio de lamentações não só pela noite anterior, mas por toda aquela vida. Toda aquela maldita vida que eu levava havia tantos anos. Por ser o que era, por fazer o que eu fazia. Por, noite após noite, ser olhada de cima a baixo, não como um ser humano, mas como um objeto qualquer. Como qualquer merda na vitrine, exposta aos clientes que quisessem comprá-las depois de avaliar seus defeitos.

Finalmente me acalmei.

- Vem. - Ela começou - Eu vou te ajudar. Tome um banho, vai se sentir melhor. Se quiser ajuda, eu fico aqui.

- Obrigada, Jessi! - Foi tudo que consegui dizer.

Fui tomar um banho quente e, quando sai, Jessica já havia trocado a roupa da cama. Os lençóis agora cheiravam a lavanda, e eu me sentia mais limpa, embora igualmente.

- Tome. - Ela disse, entrando no quarto novamente e me entregando um comprimido e um pouco d'água. - É um analgésico, vai melhorar as dores.

Assenti com gratidão.

- Contei à Mirela o que aconteceu. Não se preocupe, ela não vai comentar com mais ninguém sobre isso. Ela deixou que você tirasse o dia de folga.

Aquilo fez com que eu me sentisse um pouco melhor. Saber que não teria que ficar com ninguém naquela noite era um presente, e eu ia me agarrar a ele com todas as minhas forças que restavam.

- Ah.

- Dei o cheque que estava na escrivaninha para ela, caso você pergunte aonde ele está.

O cheque. O maldito dinheiro. Que se foda o maldito dinheiro.

Entreguei a ela o copo vazio e fui me deitar embaixo dos lençóis limpos.

- Seus lençóis estavam...sujos de sangue. - Ela falou em tom de voz constrangido, como se tivesse morrendo de pena de mim.

- Não reparei. - Respondi em uma voz fraca. Normalmente eu não era de falar muito, mas naquele dia queria ficar muda.

- Precisamos dar um jeito nos seus machucados.

Durante boa parte da tarde Jessi ficou cuidando de mim. Levou meu almoço no quarto, já que eu me recusava a sair de lá e encontrar quem quer que fosse. Passou vários tipos de pomadas para a pele em mim, tentando fazer com que minhas dores diminuissem. Colocou rodelas de batata nos meus olhos para melhorar o inchaço e deixou alguns tipos de base para pele no meu quarto, que disfarçariam a intensidade das marcas em toda a extensão do meu corpo.

- Jessi, você já fez muito por mim. Obrigada. Pode ir agora, já está quase anoitecendo.

- Me promete que vai ficar melhor, Samanta? Você é mais bonita sorrindo.

Eu não sentia a menor vontade de sorrir, mas Jéssica estava tentando ser gentil, eu tinha que ao menos fingir que estava melhor. Eu devia isso a ela.

- Obrigada, Jessi. Você me ajudou muito. Vou melhorar, não se preocupe. Fico devendo uma enorme.

Ela sorriu pra mim e foi embora.

Eu estava sozinha naquele quarto, lo que dava ao meu cérebro a total liberdade de pensar.

E eu não queria pensar.

Me enrolei no cobertores e rezei pra dormir. Felizmente consegui, graças à noite mal dormida.

Quando acordei já havia certo barulho na casa. Olhei para o relógio que marcava 21h.

Naquele momento, dezenas de homens se divertiam no salão e nos quartos à minha volta. Eu estava alheia a tudo enquanto dormia, mas agora sabia que estaca cercada daquela sujeira diária.

Ainda sonolenta, levantei da cama, vesti um jeans qualquer, uma blusa branca, jaqueta e um tênis preto. Olhei-me rapidamente no espelho e vi uma Samanta acabada, machucada por dentro e por fora. Tentando não sentir pena de mim mesma - talvez porque não merecesse - peguei um pouco de base e espalhei no rosto. O resultado não foi ruim.

Peguei o livro que estava lendo e enfiei na bolsa antes de sair do quarto para o corredor. Olhei para os lados e vi que ele estava deserto, o que era ótimo: Não queria ver ninguém mesmo.

Fui para a direita, rumo à saída dos fundos, onde não chamaria a atenção de ninguém.

Pouco tempo depois já andava despreocupadamente pela rua, direcionando-me para o parque que ficava a dez minutos dali. Chegando lá, sentei-me em um banco vazio embaixo de um poste de luz baixo. No meio do parque, um lago com chafariz dava graça ao lugar. Olhando um pouco em volta notei que ainda havia pessoas no parque, conversando ou apenas fazendo com que o tempo passasse, assim como eu. Duas senhoras tagarelavam a dez metros de mim em outro banco. Um casal namorava timidamente no outro lado. À minha frente e de costas, um homem de cabelos sedosos e negros observava o chafariz apoiada na grande que cercava o lago. Lembrava muito uma pessoa: Felipe. Mas não queria que os meus pensamentos me levassem à ele naquele momento.

Fiquei meditando por algum tempo. Não havia como fugir do que havia acontecido. Eu teria que aceitar, e talvez nem fosse algo tão difícil.

Afinal, eu era uma prostituta, quem sabe conseguiria lidar melhor com isso do que as mulheres corretas.

O pensamento de que mulheres corretas e eu estávamos em categorias diferentes não era bom, mas era necessário. Eu precisava saber que não era uma mulher comum, daquelas que se casariam e formariam uma família, que teriam filhos e netos. Eu não conseguiria isso. Simplesmente tinha que aceitar que a vida que escolhi não me traria esses benefícios.

Era melhor aceitar, porque sonhar com coisas desse tipo doía. Podia ser um sonho bom, um sonho prazeroso, mas no final do sonhoa realidade vinha com uma força destruidora. Eu jamais seria uma mulher correta. Mesmo que parasse de me prostituir, eu jamais seria uma mulher amada.

Não seria uma mulher amada porque mulheres na minha categoria não podiam ser amadas.

Você não pode sonhar com isso. Eu pensava, num monólogo interno. Não pode sonhar em ter alguém, em pertencer a uma pessoa só.

Você é invisível! Aceite isso.

Esse fato sempre doeu. Mas, por algum motivo ultimamente doía mais.

Olhei para o livro que havia trazido comigo. "Orgulho e Preconceito". Pisquei com força os olhos, tentando espalhar a umidade que me impedia de ver claramente.

- Malditos romances que me deixam sensível.

E como se não tivesse acabado de criticá-lo, abri o livro e comecei a ler.

Hora de voltar.

Levantei a cabeça e olhei o parque, agora completamente vazio.

- Talvez você esteja brincando com a sorte, Samanta Lima. Muito tarde para uma dama. - Falei baixinho comigo mesma, me permitindo rir com deboche da última palavra.

O ar do parque me faz bem. Ver novos rostos, vê-los alegres e casuais, me faz bem. Eu precisava de situações normais na minha vida. Eu sentia falta disso. Sentia falta da minha vida antes de ser o que era. Antes eu tinha orgulho de mim. Um orgulho adolescente idiota, é verdade, mas que não deixava de ser alguma coisa.

E mais, muito mais que orgulho, eu não sentia vergonha da pessoa que era. Não precisava olhar para os outros como se tivesse fazendo algo extremamente errado e imundo.

Fui caminhando de volta ao The Hills. A essa hora o ambiente era bem movimentado. Muito homens. Muita diversão. Muito sexo.

Felipe. Lembrei-me dele outra vez, assim, sem nenhum motivo.

Ele era gentil comigo. Era diferente das outras pessoas. Diferente do Matheus.

Ele estaria lá? Estaria se divertindo com outra mulher? Era provável.

Então senti uma pequena vontade de ver o Felipe. Talvez ele mostrasse compaixão comigo, vendo meu estado. Ele seria carinhoso. Seria gentil, e sorriria pra mim com aquele sorriso.

- Para de pensar asneira, sua imbecil. - Me repreendi em voz alta.

Nem ele e nem ninguém me veria aquela noite, naquele estado.

Cheguei a rua da boate a tempo de ver um Volvo preto se afastar, virando a esquina oposta. Entrei pelos fundos, subi para o corredor e me tranquei no meu quarto.

[...]

A noite chegou e eu consegui ficar mais desanimada do que de costume. Algumas meninas já haviam descido, então comecei a me arrumar. Tomei um banho, escolhi as roupas mais discretas que pude, passei alguma base nos machucados, disfarçando-os, e com o ânimo de quem vai de encontro com à morte, desci.

Não demorou muito até que meu primeiro cliente me escolhesse. Um homem com os seus quarenta e poucos anos de idade, apático. Demonstrava ansiedade enquanto conversava comigo, tentando inutilmente estabelecer uma melhor conexão entre nós. Quando chegamos ao quarto, sua excitação pareceu esfriar ao ver meus machucados em evidências. É, claro que aquilo era broxante.

Infelizmente não foi o suficiente para fazê-lo desistir. O mesmo aconteceu com os outros.

Escovei os dentes e passei o meu creme de hematomas, já que o meu corpo estava completamente marcado não só pela noite anterior, como também pelos quatro homens que havia tido naquela noite. Já estava exausta, queria dormir, mas ainda era meia-noite, o que significava que aquele dia de trabalho estava começando.

Vesti uma blusa preta de mangas longas, uma calça jeans, e um tênis branco. Mirela provavelmente me reprovaria pelo modo que me vesti, mas eu não me importava muito.

Sentei na cama por alguns minutos, olhando sem interesse para a porta fechada do meu quarto.

Eu não queria descer. Pensei.

- Mas você precisa descer. - Falei em voz alta.

Mas eu... não quero.

- E desde quando você se importa?

É verdade.

Fiquei encarando a porta por alguns segundos. Estava triste e deprimida. Estava cansada e meu corpo ainda doía em quase todos os lugares.

- Vamos lá, Samanta Lima. - Falei, com uma falsa animação. - Quem sabe meu "príncipe encantado" não esteja esperando por você lá embaixo?

O tom de deboche nas minhas palavras até me fez rir, um riso amargurado. Suspirei, levantei-me da cama e desci mais uma vez para o salão.

Desci as escadas enquanto observava o lugar. Quanto mais tarde, mais cheio aquele lugar ficava. Aquela noite não era diferente.

Então eu o vi.

No meio da multidão, destacava-se um homem "alto", charmoso, com os cabelos pretos, lindamente bagunçados. Estava apoiado no bar, bebendo uma dose de alguma coisa. Parecia pensar em muitas coisas ao mesmo tempo, nenhuma delas agradáveis.

Não sabia explicar por que, mas me peguei admirando aquele homem, parado alguns degraus acima da escada. Não admirei apenas pela sua beleza, mas por todo o seu conjunto: Sua postura, seu charme, a força que sua presença parecia exercer naquele lugar.

Embora nenhum cliente o notasse, eu tinha certeza que todas as mulheres estavam ciente da presença dele ali.

Pensei no fato de que não o via a muito tempo, vê-lo naquele momento, e alguns metros de mim, me proporcionou uma repentina alegria. Eu poderia até sorrir talvez.


Notas Finais


Perdoem os erros de ortografia e boa leitura!


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