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História And That's Me - Capítulo 2


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Notas do Autor


Opa, oe. Vim postar o primeiro capítulo e vazei. xD
Boa leitura à todos. Até nas notas finais!

Capítulo 2 - Chapter One.


Acordou assustado, soltando um grito alto, este que ecoa pela grande casa de praia. Sentiu sua respiração acelerada; “Foi tudo apenas um pesadelo?”, era o que se passava em sua mente.

Regulou os batimentos cardíacos ao sugar o ar calmamente pelo nariz e, em seguida, soltá-lo pela boca na mesma proporção.

- Hey! Você está bem?!

A mulher alta cuja é dona da casa onde residia, adentrou o quarto — onde a porta estava aberta — e correu para perto do ser de cabelos preto e branco, dando um abraço firme enquanto expressava a preocupação que sentia.

- Ah... Estou bem, Sean.

- Teve outro pesadelo? — perguntou ao soltar a jovem alma, sem esperar uma resposta e apoiando as mãos na cintura. — Sabe que olhar pro mar à noite não te faz bem e você continua a fazer isso.

- Bem, heh.

Coçou a nuca, sorrindo para disfarçar a vergonha, enquanto olhava para a que possuía uma cauda grande e negra, juntamente de um cabelo e barbatana da mesma cor. A mais velha balançou a cabeça, olhando a que estava sentada na cama para, enfim, sair do quarto desejando um bom dia. Bocejou, espreguiçando os braços.

- Mais um dia, quem diria.

Levantou e foi para o banheiro. Ao se despir de suas roupas monocromáticas, olhou-se no enorme espelho que havia no banheiro. Seu par de chifres negros estavam a crescer mais e mais a cada mês. Tocou a ponta com o indicador esquerdo, notando o quão afiado este estava.

Enquanto banhava-se, se questionava. “Por qual motivo seus cabelos que, antes brancos, estavam ficando com mexas pretas?” Parecia que estava virando uma zebra. Seus olhos possuíam duas linhas abaixo da pálpebra e cílios inferiores. Suas íris eram negras com a pupila branca, o que a faz usar óculos para poder enxergar durante o dia; isso devido à sensibilidade da falta extrema de melanina.

Terminou o banho, enrolando-se na toalha para que pudesse se trocar. Suas costas possuíam linhas ao lado da linha central; o famoso risquinho vertical no meio das costas. Aquelas linhas serviam para suas asas saírem; as mais próximas do corpo eram de demônio, clássico preto. E as mais afastadas eram de anjo, na cor albina.

As asas demoníacas possuíam um tipo de espinho onde havia o final do osso oco que preenchia por debaixo da fina cartilagem.

Bom, sua pele era branca e, por agora, não há mais nada para explicar.

- Vem almoçar! — gritou a orca, sua voz vindo da cozinha.

- Ah, estou indo!

Colocou pantufas e andou rapidamente pela casa, chegando à cozinha, sentiu um forte cheiro de polvo frito. Sean, mesmo que um ser aquático, amava vagar pela terra — disfarçando suas características marinhas ao fazê-las sumir e aumentar o cumprimento de seu cabelo — e cozinhar todo tipo de comida. Ela é uma ótima cozinheira, sem dúvidas.

- Dweny, gosta de polvo frito?

- O que você fizer eu como.

- Awnt! Que fofinha dizendo isso.

Sentiu as orelhas "de elfo" arderem com o elogio. Ficou um pouco brava com isso. Não que não gostasse de ser elogiada, mas era constrangedor esse tipo de situação.

- Por favor, concentre-se no polvo.

- Certo, certo.

Aproveitou que a orca estava ocupada e arrumou a mesa fora da casa, encontrada num tipo de varanda e em questão de alguns minutos, ambas estavam comendo.

Dweny terminou mais cedo, como fazia às vezes. Dessa vez, a desculpa era que estava ansiosa e, bem, não entendia muito o porquê.

- Lembra de quando você me encontrou?

Virou o rosto, olhando para o horizonte; apreciando a paisagem do mar, este que mantinha sua cor tradicional azul. Havia vários banhistas e turistas nessa hora do dia.

- Ah, sim. Por quê?

Continuava a comer os tentáculos do pobre polvo, olhando para a mais nova atentamente, esperando por uma explicação.

- Estou tendo pesadelos sobre isso. Por quê você “me devorou” naquele dia? Aquilo foi assustador.

Olhou para Sean com um olhar que indicava indagação; se a intenção era ajudar, por qual motivo não conversou com ela antes de enfiar a pobrezinha na boca?

- Se eu tivesse conversado contigo, você iria ter medo e não querer ir comigo de jeito nenhum.

- Você nem ao menos tentou!

- Mas sei que crianças assustadas não confiam em animais, ainda mais depois de serem atacadas diversas vezes por um. Aliás, pensei que aquela geleira haveria alguns pinguins, não uma anjo-demônio.

Dweny frustou-se ao se sentir sem saída para respostas, murmurando coisas como “Eu iria entender” e questionando os próprios argumentos contra Sean.

O almoço seguiu quieto, ambas arrumando a mesa para que Sean pudesse voltar ao trabalho que tinha na cidade, deixando a casa para a mais nova; esta que aproveitou para limpar tudo e colocar uma roupa mais leve. Estava indo em direção ao mar, chegando no fundo com uma prancha para que pudesse treinar sua respiração aquática.

Com a experiência do treino diário, seu limite passou a ser quase quatro minutos. A mestiça sabia que aquilo era pouco, considerando sua raça, porém não desistiu de treinar e melhorar si mesma nesse quesito. Sentindo-se sem ar, subiu à superfície, respirando fundo e de forma desregulada enquanto apoiava o corpo no pedaço de madeira. Nesse instante, algo prendeu seus tornozelos e, em seguida, foi puxada para baixo naquela escuridão do quase mar aberto. Era de textura viscosa, lembrando a de tentáculos.

Era só o que lhe faltava. “Seria a vingança do polvo que comeu este almoço?”, se perguntava. Sua visão lhe deixava assustada em relação àquilo tudo, prendendo o ar ao máximo que podia para não morrer afogada. Manteve a calma por questões de segurança, mesmo que estivesse desesperada por dentro.

Agora, sendo puxada para a imensidão fria e escura, só lhe restava esperar até onde iria ser levada. Sean estava fora e não podia lhe ajudar, afinal, ambas não são conectadas ou algo do tipo e a mais velha não estava vendo a cena para ter algum tipo de reação àquilo. Cogitou fazer algo, como virar para trás e resolver sozinha, mas; seu pescoço estava preso, suas pernas e cintura também.

Não estava se debatendo por um motivo bem simples; iria piorar a situação e poderia acabar asfixiada. Fechou os olhos, controlando o oxigênio que havia em seus pulmões para, enfim, poder mantê-los por mais tempo.

Sentiu um baque e, quando percebeu, estava respirando normalmente e livre dos tentáculos. Assustada e curiosa, olhou em volta, se perguntando onde estava. Logo, uma lanterna fora acesa em seu rosto, machucando os olhos da pequena híbrida que ergueu os braços para se defender de um possível ataque.

- Calma, não vou te machucar. — o ser abaixou a lanterna, se aproximando da pequena jovem — pensei que estava se afogando então te tirei de lá. Me chamo Jay, e você?

Abaixou lentamente os membros que lhe defendiam da, antes, luz forte que batia em seu rosto. Olhou para o moço de pele clara e cabelos castanhos; estes repicados e separados em duas partes. Permaneceu intacta, sentada no chão enquanto encarava o outro, sem dizer nada.

- Uhn... Vejo que você está bem. Desculpe por esse mal entendido. — coçou a nuca com a mão que estava livre, notando que esta tinha raízes de árvores.

- Poderia me levar à superfície? — olhou para o mais alto, levantando-se e batendo na roupa para tirar a areia. — tenho uma pessoa que se preocupa comigo. Eu não gostaria de deixá-la preocupada.

- Que doce! — sorriu ainda mais. Jay tinha um sorriso estranho. Perverso, aos olhos de Dweny; esta que se recusava ao dizer seu nome. — Irei levá-la de volta. Vou chamar minha amiga, a que te puxou para cá.

- Obrigada. — fez uma reverência em forma de agradecimento, esperando tranquilamente pela “pessoa” que a levará embora. O jovem de aparência delicada sumiu, levando a lanterna consigo.

Observou atentamente ao local; a água não machucava seus olhos, então, podia olhar livremente sem ter medo de uma irritação que poderia acontecer depois. Estava em um tipo de reino subaquático, porém, este parecia abandonado. Não era atoa que Jay andava com uma lanterna e uma roupa que cobria o corpo da cabeças aos pés; assim como um sobretudo.

Ruas mal iluminadas, moradias às ruínas, um castelo negro ao fundo. Tudo colaborava para que pensasse que estava em um tipo de filme de terror. Olhou para o outro lado, vendo uma praça sem árvores; apenas muitas algas e, bom, arregalou os olhos ao vê-las se mexerem de maneira suspeita.

Se manteve em pode de defesa, olhando o “mato aquático” dali. Logo, tentáculos vermelhos saíam lentamente do meio das algas, chegando perto de sua pessoa. Deu um passo para trás, franzindo as sobrancelhas e, ao ser pega pelos tornozelos, notou que era o mesmo indivíduo que havia lhe trazido para este local.

Aproximava-se algo vermelho, um vermelho forte inclusive, para perto. Porém, quando estava prestes a atacar aquilo, viu que era apenas uma criança de cabelos vermelhos e... Vesga?

- A.

- Olá? — Estranhou mais ainda aquilo, achando um pouco engraçado a criança ruiva tentar encarar seu rosto; não conseguindo devido à vesguice. — Você quem vai me levar de volta para a superfície, pequena?

- ...

- Er... Você quem vai me levar?

- ... — continuou a “encarar” Dweny.

- Certo, certo. De qualquer forma, se for você, já pode me levar.

- A! — A expressão que a mesma esboçava transmitia um cheiro de felicidade; será que ela não sabia se comunicar direito?

Esperou para que algo acontecesse. Em seguida, fora presa com os enormes tentáculos e empurrada rapidamente para cima; acabando por fechar os olhos para que a velocidade não machucasse eles.

Sentiu o vento forte bater no cabelo molhado e na pele sensível pela água. Estava livre novamente, voltando para casa onde morava com Sean e percebendo que ela não havia chegado ainda.

Chegou perto da caixa de correspondências, abrindo e notando que uma carta havia chegado. Era de um anônimo para sua pessoa.

- Eu nunca recebi uma carta... — curiosa, abriu com calma o envelope, adentrando a residência e lendo enquanto estava sentada no sofá da sala.

Olá, cara Dweny.                                        

Não lembro se é assim que se escreve

seu nome, assim como não lembro de

como era seu físico. Saiba que estou

chegando de viagem e logo estarei por

aí. Gostaria que pudesse me ver, afinal

quantos anos foram para conseguir te

encontrar, minha querida?

Espere por mim, até lá, não conte isto

à ninguém. É um segredo entre nós.

                                                    Ass: D.

- Ora, ora. Quem seria esse?

- Sean! Não me assuste assim.

- Eu quem me assustei ao te ver lendo algo no sofá, normalmente você fica no seu quarto. Então, de quem é essa carta? Algum crush seu? — abriu um sorriso, mostrando os dentes afiados, deixando claro o duplo sentido que pensava sobre esse envelope.

- Não é nada disso! Eu não sei de quem é. — Fechou o papel, guardando-o de volta e olhando para Sean. Considerava ela sua mãe, afinal, a mais velha cuidou de si por mais de cinco anos. — Mas esse indivíduo se considera conhecido meu, para tanta intimidade.

- Por enquanto, esqueça isso e vá tomar um banho, você está fedendo à peixe morto. — Saiu de trás do sofá e foi para fora, provavelmente nadar à noite, como sempre fazia.

Dweny levantou do sofá, segurando firmemente aquele curioso papel enquanto seguia para o banheiro; deixando o mesmo no quarto para que pudesse ir tomar banho.

Um pouco longe dali, um ser de olhos laranjas discutia com Sean, acompanhado de um robô albino.

- Vim buscar Dweny. Não sei o que ela é sua, mas recebi denúncias sobre a jovem garota não ir à escola. — A desconhecida falava com a voz séria, acompanhada do robô sem boca e com longos cabelos brancos acinzentados.

A orca se via quase sem saída naquela situação, nunca cogitou que isso pudesse acontecer e, bem, não podia simplesmente dizer que a menina era uma mestiça divina. Iriam usar ela para testes e várias coisas do tipo. Não queria que isso acontecesse de jeito algum.

- Poderíamos discutir isso outro dia? Está tarde demais para colocar ela numa escola, afinal, mais alguns meses e acaba o ano. — Segurava para não mostrar suas características animais, o que a deixava ainda mais tensa. Não sabia o que a mulher ou o robô poderiam fazer consigo e sua pequena.

- Voltaremos daqui dois meses. Entretanto, a senhora estará sob vigilância nossa. Peço que tome cuidado, tenha uma boa noite.

Sem esperar uma resposta, ambas sumiram, finalmente deixando Sean voltar a ter seu corpo normal. Havia realmente ficado assustada, preferindo não caçar esta noite e decidindo voltar para casa; não dormia há alguns dias, quem sabe deveria descansar para pensar melhor nessa conversa repentina.


Notas Finais


Uahsuahsuah, então, o que acharam?
Gostaria de falar sobre o próximo capítulo, onde irei fazer do ponto de vista de outra personagem minha. Não contarei muitos detalhes se não perderia a graça, mas é só para vocês não se confundirem muito.


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