História Andraka - Capítulo 4


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Categorias Originais
Tags Bruxos, Guerra, Lobisomens, Princesa, Reino, Vampiros
Visualizações 2
Palavras 1.188
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Insinuação de sexo, Mutilação, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - Sonho


Narrado por Betânia-

 

Vendo Otávio com aquela mulher entendi o real motivo para ele não me querer, mas nunca suspeitaria que Otávio, justo Otávio, teria uma namorada e não havia nem me contado, não sei o que pensar sobre isso mas com toda certeza irei descobrir mais sobre essa mulher, saio sem ser notada e volto para o palácio, estava com medo que minha mãe ainda estivesse acordada e o pior estivesse por perto, acho que o melhor é entrar sem que ela me veja.

 Procuro uma pequena porta escondida numa das paredes do palácio, próxima da fonte, a muitos anos atrás eu e Otávio havíamos descoberto a porta que levava até um corredor, dependendo do caminho que virasse acabaria em um dos quartos.

 

 Flash back*

 

 Era uma linda tarde, estava claro e quente, eu e Otávio brincávamos no jardim do palácio, minha mãe estava sentada tomando chá e a mãe de Otávio, uma das servas estava ao seu lado, Celinne sempre fora mais do que apenas uma serviçal, ela era amiga da rainha, Celinne e minha mãe eram muito próximas e sempre davam conselhos uma a outra, e por conta desse grande laço de amizade eu e Otávio acabamos crescendo juntos, brincando todas as tardes nos jardins do palácio.

       Otávio- Você não me pega... (disse Otávio correndo olhando para mim que estava parada com as mãos na cintura tentando retomar o ar).

       Betânia- Isso é o que você pensa... espera só eu descansar e você vai ver!

       Otávio- Meu Deus Beti você cansa tão rápido (ele volta e coloca a mão sobre minha cabeça) Como pretende me acompanhar nas minhas aventuras desse jeito?

        Betânia- Você também cansa Tatá.

Sim eu chamava Otávio de Tatá quando éramos pequenos

        Betânia- Além do mais quando formos grandes e saímos nos aventurando por aí eu serei bem alta e forte (dou um pulinho jogando as mãos para cima mostrando quão grande eu seria).

         Otávio- Vai mesmo Beti, você será beeeeeem forte, e irá ser uma ótima ajudante.

         Betânia- Ajudante? Eu não vou ser sua ajudante, você quem será o ajudante!

         Otávio- Claro que não!

         Betânia- Aé? Quem chegar primeiro no castelo ganha então!

 Saímos correndo em direção às paredes, eu estava na frente e Otávio logo atrás, quando estava quase chegando eu tropeço em uma pedra e me desequilibro, eu caio contra a parede, por tentar me segurar acabo arrancando algumas folhas do arbusto que estava próximo, Otávio vem correndo me ajudar.

        Otávio- Beti? Beti? Machucou Beti?

        Betânia- Tá doendo minha testa Tatá (digo chorando e mostrando o local).

        Otávio- Fica calma Beti vou fazer melhorar (ele segura meu rosto e dá um beijinho onde estava machucado) Melhor?

         Betânia- Um pouquinho (digo enxugando as lágrimas, ele me estende a mão e me ajuda a levantar) Acho que eu derrubei o arbusto Tatá...

         Otávio- É mesmo Beti... Olha, tem alguma coisa atrás do arbusto, vem aqui me ajudar.

 Empurramos o arbusto para o lado e vemos uma pequena porta de madeira, Otávio me olha com uma cara de animado, então ele abre a pequena porta e entra, minutos depois ele fala para eu entrar também, eu fico com medo.

            Otávio- Não precisa ter medo Beti eu vou cuidar de você (ele segura minha mão e vai me puxando devagar, eu vou mais perto dele agarrando seu braço, ele me abraça e continuamos andando).

 O lugar era quase todo escuro, a única luz vinha das frestas da parede, o que iluminava um pouco o chão deixando que víssemos o local de certa forma, depois de alguns minutos chegamos a um corredor, nele tinham várias passagens, seguimos pela primeira depois de um tempo acabamos achando uma pequena porta sem maçaneta, quando a empurramos vimos que dava para a sala de jantar, a porta estava escondida atrás de um antigo quadro que acabou caindo, Otávio desceu e me ajudou a descer também, e foi assim que descobrimos que cada um dos túneis levava para um dos cômodos do castelo, pegamos várias velas e placas com os nomes dos cômodos, passamos a tarde toda andando pelos túneis e colocando uma placa para cada um deles, depois achamos um jeito de sempre saímos para brincar sem sermos vistos.

 

 Fim do flash back*

 

 Eu entrei na porta e peguei uma das velas soltas na entrada a acendi e comecei a andar rapidamente até encontrar o corredor, depois olhei as placas tentando achar a que levava ao meu quarto, a encontrei e segui por ele, ao chegar ao final abri lentamente a portinha, dei uma olhada em volta e entrei, fechei a entrada bem a tempo pois logo em seguida ouço batidas na porta, a abro e minha mãe entra brava.

        Anna- Onde você estava? Te procurei pelo castelo todo!

        Betânia- Eu estava entediada, sai para dar uma volta na biblioteca depois voltei para cá.

         Anna- Biblioteca? Mas eu te procurei por lá e não a encontrei.

         Betânia- Então deve ter sido na hora que eu fui a cozinha, procurar algo para comer.

         Anna- Não sabia que gostava de ler minha filha até porque não é certo uma mulher ler... Você não deveria estar perdendo tempo principalmente... pensando.

         Betânia- Eu gosto de ler, não acho que seja perda de tempo é sempre bom ler algo.

          Anna- Sim, mas isso não adianta de nada, só faz você ter ideias loucas e sem sentidos... Verdadeiro amor... Criaturas mágicas.... Tolices sem pé nem cabeça!

           Betânia- É...

 Anna sai, fecho a porta, troco de roupas e me deito deixando-me levar pelas lembranças dessa noite, toco em meus lábios sentido o gosto dos de Otávio, meu coração acelera só de lembrar, mas depois lembro de ter visto ele com aquela... Não acredito que ele se encontrou com outra pessoa logo após me beijar, jamais pensei que ele teria segredos de mim, principalmente esse tipo de segredo, não esperava isso, pelo menos não dele.

 Pego no sono e começo a sonhar com ele e também com o festival, em meu sonho eu estava de armadura lutando com espadas junto a ele, o general faz um sinal para matar meu inimigo eu atendo e ao cravar a espada no peito da pessoa vejo que era o Otávio, ele começa a cuspir sangue e me olha com dor, eu solto a espada e tento socorre-lo mas quando fecho meus olhos chorando ouço um barulho de uivo, meu coração acelera e eu começo a correr pela floresta, estava noite e tudo que via eram árvores, eu sinto que a fera se aproximava cada minuto mais, eu caio e ao chorar de medo o Otávio aparece, mas com aparência mais velha, ele me segura no colo e diz para fechar os olhos, sinto um vento gelado batendo em meu rosto, ele me fala para abrir os olhos, quando abro vejo que estava sangrando, Otávio vem em minha direção, com os olhos vermelhos sangue, ele me coloca em um tronco de árvore oco e faz sinal com o dedo na boca pedindo silêncio, ele se afasta e ouço o uivo novamente. Eu acordo suando, sei que era somente um pesadelo, mas no fundo sinto que estava mais para uma lembrança...



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