História Angel - Vhope - Capítulo 9


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Park Jimin (Jimin)
Visualizações 32
Palavras 1.571
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 9 - Nove


_Oi, mãe - respondeu o ruivo, sorrindo nervoso. - Tudo bem? O que faz aqui? Não ia voltar só de noite?

_Consegui sair mais cedo hoje - contou, olhando desconfiada para o loiro ao lado do filho. - Entra, vou conversar sério com você.

.

.

.

_Hoseok, você sabe a gravidade disso?! - perguntou a Jung mais velha andando de um lado para o outro, o garoto que não sabia nem o nome havia desaparecido misteriosamente do hospital e aparecido do nada em sua casa? Como assim? - Precisamos colocar esse garoto de volta lá antes que venham atrás de mim, Hoseok! Vão me acusar de sequestro e-

_Mãe, fica calma! - interrompeu o ruivo, fazendo a mais velha parar de andar e lhe encarar com a expressão aflita. - Você vai mesmo deixar ele ir pra um orfanato?

A Jung não aguentaria ao ver a carinha triste e pidona de seu filho, por isso decidiu desviar o olhar; não era como se ela pudesse deixar que o loiro ficasse em sua casa sem pagar por um preço, o certo seria deixar o mesmo ir para um orfanato e depois adotá-lo, não tirá-lo do hospital sem mais nem menos. Porém não seria fácil convencer seu filho.

_Meu amor, acredite, eu não quero que ele vá para um orfanato, mas é o certo a se fazer e-

_Mas mãe! - foi novamente interrompida, aquilo já estava irritando a mulher.

_Não tem mas, querido, precisamos fazer o certo...

O ruivo já estava perdendo as esperanças, abaixou a cabeça. Mas uma idéia, que parecia genial, fez com que ela se levantasse. Um sorriso largo dançava nos lábios bonitos.

_Espera... Tá pensando em algo, não tá? - perguntou a mãe.

_Sim! Mama, aquela proposta do hospital de Gwangju ainda tá de pé? - perguntou eufórico.

_Tá, porquê? - respondeu, já imaginando o rumo que aquela conversa ia tomar.

_Podemos recomeçar lá! Você tem uma boa desculpa pra sair da cidade e ninguém aqui sabe o nome dele ainda, então fazemos os documentos sem nos preocupar em falsificar algo, nós dois nos matriculamos em alguma escola e fingimos que somos irmãos, filhos de uma enfermeira que se mudou em busca de novas oportunidades.

A única mulher ali voltou a andar de um lado para o outro, tentando absorver as palavras do filho, enquanto o loiro apenas assistia tudo, com o coração acelerado e os dedos finos entrelaçados nos de Hoseok. Aquela idéia não era ruim, pelo contrário.

_É isso - disse finalmente deixando seus dentes brancos à mostra, a semelhança dos sorrisos da mãe e do filho era incrível. - Até que enfim uma idéia que faça sentido - diz fazendo um movimento nas têmporas com as mãos, simulando uma explosão. Claro, com todas as tentativas de achar uma solução para aquilo sua cabeça estava prestes a explodir, mesmo.

_Não exagera, mama. Ele vai poder ficar, né?

_Vou pensar no seu caso - brincou sorrindo, Hoseok sabia que era um sim.

Quase foi derrubada com um abraço apertado e inesperado de Hoseok, sorriu e abraçou de volta. Ao olhar para a face do menor ali, percebeu o quanto era lindo, parecia até um boneco, seu rosto não tinha imperfeições e seus olhos atraíam, mas não encarou por muito tempo, pois logo o mesmo estava subindo as escadas junto ao ruivo.

• Hoseok •

Já faz uma semana desde a descoberta da minha mãe sobre Taehyung, ela têm ficado mais tempo em casa e por isso não nos beijamos tanto, confesso que sinto falta mas é até bom dar um tempo, acho que estávamos indo rápido demais.

No momento estou na escola, tirando a tinta da borda da mesa com a unha ao invés de prestar atenção na explicação chata de matemática. Normalmente eu estaria fazendo os outros rirem com a minha alegria exagerada, mas só consigo pensar em como vou me despedir do Kookie e como vou explicar essa história doida pra ele, afinal, se eu ocultar tudo isso por mais tempo talvez ele fique ainda mais chateado.

Escutei o sinal bater e peguei o material jogando na mochila de qualquer jeito, quase empurrando uns e outros para conseguir alcançar a saída do lugar, queria chegar em casa logo.

Como não era muito longe, logo me vi gritando para avisar que cheguei, subindo as escadas com rapidez.

_Tae! - chamei sorrindo, ao ver o citado mexendo no meu armário. - O que tá fazendo?

_Ah, oi hyung! - respondeu, sorrindo de volta. - Sua mãe pediu pra arrumar a sua mala.

_Tá, mas porquê?

_Parece que ela levou a sua idéia a sério e nós vamos para a sua cidade natal ainda hoje, falta pouco tempo e você tem bastante coisa aqui, então é uma forma de adiantar as coisas.

_Ah, sim. Agora me dá um abraço - pedi abrindo os braços, e fui atendido prontamente. Ao sentir os braços finos ao redor de meus ombros, retribuí com carinho e apoiei minha cabeça na curva entre seu pescoço e clavícula, sentindo o perfume fraco do sabonete junto de um cheirinho suave, quase natural, que só ele tinha. Sorri sem mostrar os dentes e umedeci meus lábios antes de deixar um beijinho demorado em seu pescoço, vendo seus pelinhos se arrepiarem e sentindo o corpo leve amolecer.

_Não beija aí... - pediu com a voz arrastada e mais grave do que o normal, ele não devia ter dito isso. Sorri torto e preparei mais uma vez meus lábios para deixar uma sequência de beijos em seu pescoço branquinho ao mesmo tempo que segurava forte sua cintura, ele apertava meus ombros na tentativa não soltar aqueles barulhinhos que já revelou ser vergonhosos.

Depois de um tempo Taehyung me empurrou até a porta fechando-a e me prensando contra ela, invertendo os papéis agora apertando minha cintura com um certo cuidado e retribuindo os beijos no pescoço. Eu também era extremamente sensível naquela área e não deixei de soltar os barulhinhos vergonhosos no pé de sua orelha, o que pareceu atiçá-lo, já que veio subindo até chegar em minha boca e iniciar um ósculo bem diferente de todos os outros que demos. Não estávamos satisfeitos, queríamos mais, então nossas línguas tímidas se encontraram e um choque desceu por minha coluna, o gosto de sua boca era inexplicável, mas viciante. Eu não sabia o que era aquilo, mas também não queria parar.

Não percebi quando ele colocou uma de suas pernas entre as minhas, e eu, por reflexo, agarrei os cabelos de sua nuca, procurando descontar o que estava sentindo ali. Era totalmente novo pra mim.

_Meninos? Vocês estão aí dentro? - perguntou a minha mãe batendo na porta, fazendo com que nos separássemos. Nossos olhos se encontraram e eu sorri quase que automaticamente, e ele também.

_Sim, mãe, pode entrar - gritei quando ele voltou a vasculhar o meu armário, para não levantar suspeitas. Ela entrou com um semblante desconfiado e eu fiquei um pouco tenso.

_O que estavam fazendo?

_Hoseok estava me ajudando com as malas, tia. - explicou Taehyung, sorrindo para ela, que sorriu de volta. Aquele rostinho inocente conseguia convencer qualquer um.

_Ah, tudo bem então. Qualquer coisa me chamem.

Respondemos um "tá" em uníssono, vendo-a sair do quarto. Nos olhamos e abrimos um sorriso sapeca, como crianças depois de fazer algo errado.

Pensando bem, realmente éramos crianças depois de fazer algo "errado".

Mas não ligávamos, estarmos juntos parecia mais do que certo.


.


.


.


Depois de arrumarmos tudo, chamei Taehyung para que ele fosse até a sorveteria comigo, ia me despedir de Jungkook.

_Ei, Kookie - chamei a atenção do mesmo, que exibiu o sorriso que eu tanto estava acostumado a ver, ia sentir falta. Sem pensar muito, me joguei em seus braços, passando os meus por seu tronco fortemente. Me entendam, ele foi o meu único e melhor amigo por quatro anos, quase todos os dias conversávamos, eu não escondo nada dele e ele nada de mim. A minha vontade é pegar o Kookie, colocar ele num potinho e levar comigo, o que é uma ligação perto de qualquer conversa cara a cara que nós tivemos?

_O que houve com ele? - perguntou Jungkook a Taehyung, vi de relance que ele deu de ombros, mas com um semblante preocupado.

_Promete que vai me ligar todos os dias? - pedi, antes de qualquer coisa.

_Quê? Por quê?

_Só promete - pedi novamente com a voz chorosa, levantando meu dedo mindinho.

_Prometo - diz, entrelaçando seu mindinho no meu e depois tocando nossos polegares, selando a promessa. - Agora me explica.

(...)

Depois de um tempo, eu terminei de explicar tudo ao Kookie e ele ficou de boca aberta, principalmente com o fato de Taehyung ser um anjo. Como prova, mostrou a cicatriz que tinha nas costas, eu obviamente fiquei um pouco chocado já que sou lerdo demais e não vi antes.

Claro que nós dois choramos os montes e ficamos relembrando os melhores momentos que tivemos durante todo esse tempo. O abraço mais doloroso foi o último, eu sabia que só ia ver o meu coelho daqui a um bom tempinho.

Voltando para casa Taehyung teve que me consolar, eu não parava de chorar, tinha me apegado àquela cidade monótona, iria sentir falta até dos babacas da minha escola, da tia da biblioteca principalmente. Ia sentir falta daquela casa e de tudo que eu vivi nela.

Tá, chega de me lamentar.

Quando chegamos na porta do edifício as malas já estavam todas na sala, minha mãe no meio delas.

_É agora.


Notas Finais


oi gent
tá grandinho, né ?
só pra avisar mesmo, tô sem wifi em casa, então não vou poder atualizar quando eu quiser:')
posso demorar, mas juro que vou tentar voltar rápido, ok ?
obrigada pelos 31 favoritos eU NÃO ESTOU BEEEEEEEM *infartando*
ok chega
amo vocês <3


*indo responder os comentários do cap anterior*


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