História Angel - Capítulo 5


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Taeyong, Ten
Tags Jaedo, Johnten, Jungwoo, Lucas, Smrookies, Taeten, Yuwin
Visualizações 31
Palavras 2.329
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Bishounen, Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Me desculpem a demora, o hiatus está eterno.
Boa leitura <3

Ps; apesar do nome do pai do Chitta ser Kunpimook, não é o Bambam, ok?

Capítulo 5 - Desejo número cinco.


– Chitta, não precisa ficar assim.

– Precisa sim, não é a primeira vez que ele se mete em problemas e você passa a mão na cabeça dele, deixa ele se responsabilizar por suas próprias ações, Kunpimook!

– Você é muito dura com ele, Noppawan.

– E você é muito mole.

– Está tudo bem, pai. – Falou para o pai que tentava o consolar, enquanto a mãe o jogava a culpa. Nada fora do normal, se escorou no vidro do carro e colocou os fones, deixou se levar pela música enquanto apertava a bolsa de gelo no olho direito.

– Quer fazer algo especial hoje? – Mook perguntou diante ao silencio que se estendeu, Chittaphon olhou para o mesmo pensativo. – Não, eu e você vamos nos divertir hoje, deixei o trabalho para meu assistente, então, vou deixar sua mãe em casa. – Falou com um sorriso e Chittaphon sorriu de lado.

Hoje tinha sido o pior dia da semana. Levantou cedo no horário de sempre, pegou seu ônibus, chegou em cima da hora e assistiu as aulas da manhã, depois do almoço se recusou a entrar na piscina, mas nem todo mundo ia com sua cara naquela escola, o prenderam no vestiário e de acordo com eles, lhe deram uma “lição”, felizmente Johnny o achou antes das coisas piorarem.

– Posso ir para casa do Johnny depois? – Perguntou após um tempo esperando uma boa resposta do pai.

– Vocês vivem juntinhos, por isso está nessa situação deplorável. – Claro que sua mãe tem que lhe dizer indiretamente que era gay, que namorava seu melhor amigo e que tinha apanhado na escola por homofobia.

– Eles são amigos, Noppawan, e pode sim, filho. – Seu pai nunca disse nada, mas sabia que pensava como sua mãe, até porque, estão casados.

Suspirou e fechou os olhos, tinham pegado pesado consigo, sua barriga estava doendo muito, tinha um grande hematoma cobrindo-a, seus braços estavam cheios de roxos, e seu olho direito também, mas não tanto, o que era bom, mas cada parte do seu corpo doía, inclusive sua alma. Antes de começar a derramar suas lagrimas, sentiu seu celular vibrar indicando novas mensagens abrindo-as em sequência.

Johnny; “Ten, você está bem? Ainda estou preso na aula, sua mãe falou algo? “

Yukhei; “ É verdade o que me disseram...? “

Taeyong; “ Oi, Ten, como foi seu final de semana? Hum, meu amigo Jaehyun chamou nós para ir em um bar sofisticado a noite, mas não precisamos ir, só se quiser. Você está bem? ;) “

Riu de como essas mensagens parecem ser de mundos diferentes, Johnny tão preocupado consigo, Yukhei... nada a comentar, E Taeyong, ele o tirava de todo esse inferno, era sua válvula de escape, era como se saísse de seu mundo e ia para o dele, sem perguntas pessoais sem nada.

Dez; “ Vou pensar e pedir para meu pai :p, meu final de semana se resumiu a assistir filmes com o Johnny, estou ótimo e você? “

Não demorou muito para a resposta vir.

Taeyong; “ Tenho que ir, mas se você for, eu vou adorar ;) “

– Chittaphon, chegamos, quer ir tomar um banho antes de irmos? – O tailandês mais novo assentiu e saiu do carro sem esperar ninguém, entrou dentro de sua casa correndo para seu quarto, infelizmente não poderia ficar ali chorando.

Então, entrou dentro do banheiro e encheu a banheira entrando em seguida com roupa mesmo, suspirou sentindo a agua quente derreter seu corpo, derramou algumas lagrimas teimosas, seu corpo doía, mas sua alma doía mais, era algo que não dava para curar, afundou na agua prendendo a respiração, queria poder não levantar mais, queria ficar ali para sempre.

– Chitta? – Ouviu seu pai o chamar, mas continuou em baixo da agua, quando o ar lhe faltou ficou ali por alguns segundos a mais até se levantar e respirar fundo várias vezes recuperando o ar perdido. – Chittaphon, está tudo bem? – Seu pai bateu na porta algumas vezes e se não desse sinal de vida, o mesmo arrombaria a porta.

– Já estou indo. – Falou alto o suficiente para o mais velho ouvir, ouviu os passos indo embora e respirou fundo, se levantou para retirar as roupas molhadas deixando ali mesmo no chão do banheiro, se demorasse mais um pouco seu pai lhe faria escândalo.

Saiu do banheiro e trancou a porta de seu quarto querendo privacidade, vestiu logo sua roupa intima, sem se secar, abriu a gaveta de sua cômoda pegando uma pomada, para melhorar o hematoma enorme em sua barriga, costela e braço, quando terminou, pegou uma calça larga sendo mais fácil para vestir junto com uma camisa escura, respirou fundo pois tudo doía, cada movimento que fazia.

– Chitta? Está pronto? – Ouviu seu pai bater mais uma vez na porta e olhou para si no espelho, deu de ombros e pegou um boné preto junto com seus sapatos.

– Sim. – Falou e abriu a porta, seu pai sorriu e retribuiu o sorriso, gostava de seu pai assim, com roupas menos sociais. – Vamos na onde?

– Quero que você se ocupe com outra coisa, então, vamos pegar sua demissão na cafeteria e passar em um estúdio de dança que vi no centro. – Ten o olhou com a testa franzida, exclamou surpreso enquanto descia as escadas.

– Estúdio de dança? – Repetiu estranhando, nunca tinha pensado nessa possibilidade. – Por que?

– Me lembro de como você gostava de dançar com seu irmão. – Falou em um tom triste, mas que logo animou-se. – Então, te colocarei lá a noite. O que acha?

– Tudo bem... eu acho. – Falou incerto entrando no carro. – Ah, esqueci meu celular.

– Deixe lá. – Mook falou vagamente dando partida, Chittaphon assentiu e olhou para fora, hoje tinha sido um dia ruim, mas não precisava terminar do mesmo jeito.

 

 

 

 

 

Grunhiu irritado chutando todas as pedras que viu pelo caminho, já estava escurecendo e passou raiva nos últimos dois minutos. Primeiramente voltou de uma tarde agradável com seu pai, segundamente seu pai foi para o trabalho enquanto o mesmo voltava para casa apenas para pegar algumas peças de roupa e seu celular, mas tinha uma mãe linda que não sabe ficar de boca fechada.

Youngho? Já está em casa? É melhor estar.

– Ai, grosseiro, já estou sim.

Desligou e caminhou mais rápido, infelizmente sua casa e a de Johnny não era tão próxima uma da outra, tinha que dar uma longa caminhada até chegar a casa do melhor amigo.

– Que rápido. – Exclamou o americano assim que abriu a porta. – Você está bem? – Perguntou fechando a porta e abraçando o tailandês com cuidado, pois sabia dos machucados.

– Sim, só estou estressado aéreo. – Falou apertando o Seo no abraçando e o soltando. – Tem alguém em casa?

– Só minha irmã no quarto, vamos, preparei misto quente. – Foram para a cozinha e Ten se sentou na mesa esperando o amigo trazer o que havia dito. – Tem certeza que está bem? Você está calmo demais para quem apanhou no colégio. – Falou se sentando ao lado do amigo enquanto dividiam o misto.

– Eu estou bem, acho que já acostumei. – Falou soando normal, mas na verdade era que já não sentia quase nada e pessoalmente tinha medo quando chegasse ao nada. – Nossa, isso está muito bom, não foi você que fez.

– Está duvidando dos meus dotes culinários? – Exclamou incrédulo tirando uma risada alta do tailandês e com isso o americano não ficou muito tempo bravo, logo desmanchou a careta tornando-a risonha.

Era assim, Chittaphon ficava triste, Johnny o animava e passavam horas juntos. Naquele dia não foi diferente, o Seo o arrastou para o quarto afim de assistirem um filme, enquanto Chittaphon estava quase dormindo pelo fato do filme ser entediante, Johnny se levantou para pegar mais pipoca, Ten recebeu uma nova mensagem.

Taeyong; “Ten? E aí? Vamos? “

Era claro que tinha esquecido de dar a resposta ao Lee, tinha se esquecido completamente, então, ponderou ir, mas não queria deixar Johnny, seu melhor amigo que lhe está ajudando e sempre o ajudou.

– Aqui. – Falou o entregando o balde de pipoca e sentando-se ao lado do tailandês que mordia os lábios incerto.

– John. – Falou seu nome real chamando a atenção do americano que arqueou a sobrancelha. – O que acha de irmos a um bar sofisticado? – Perguntou tentando soar vago.

– Você quer ir a um bar? Você? O sociofobico? – Perguntou irônico fazendo Ten rir anasalado.

– Vamos, por favor, para mim me animar. – Johnny suspirou, colocou a cabeça para cima pensou por alguns segundos até fechar os olhos calmamente.

– Está bem. – Falou vendo a animação evidente no rosto do acinzentado que se levantou correndo para sua mochila. – Quer ir combinando? – Perguntou abrindo seu armário embutido e mexendo em algumas roupas.

– Não trouxe o conjunto, vai usar sua camiseta vinho? – Perguntou enquanto tirava cada peça de roupa cuidadosamente.

– Não, trouxe seu colar prata? – Perguntou e estendeu a mão para pegar o colar que tanto achava bonito. Ten lembrando-se que não tinha avisado o Lee, pegou o celular novamente.

Ten; “Eu vou ;) “

Mandou apenas isso e se enfiou no banheiro de Johnny com o próprio junto, de tantos nos de convivência haviam pegado uma grande intimidade e agradecia por isso, pois assim Johnny podia o ajudar a tomar banho, ainda sentia, sentia e muito. Quando saiu do banho se secou cuidadosamente.

Taeyong; “Que bom! Vou esperar você ansiosamente. “

Sorriu e terminou de vestir sua roupa sendo essa social, se perfumou e se sentou na penteadeira do amigo para passar uma base no olho, não gostaria de Taeyong o ver assim e felizmente era muito bom nessas coisas.

– Está pronto? – Youngho perguntou pegando seus pertences, o tailandês se levantou e parou encarando o americano esperando seu julgamento. – Hum, não está tão mal, ninguém vai reparar. – Falou por fim deixando Chittaphon mais aliviado.

Desceram as escadas parando direto no hall de entrada, saíram da casa do americano indo direto para o carro do mesmo, aparentemente Ten era o único adolescente que não sabia dirigir.

Depois de tanta conversa aleatória, os dois adolescentes chegam ao bar que queriam, saíram do carro rindo de alguma piada boba e entraram no bar, ali não parecia um bar normal, era tudo bem elegante, ‘Bar Himitsu’ era o nome, passaram pelo que parecia ser a pista de dança contendo poucas pessoas nela e pelas cadeiras de couro vermelho até chegar no balcão de bebida, no caso, o que realmente importava ali.

– Ten, Lucas veio falar comigo.

– Ah, estava muito bom para ser verdade. – Falou se referindo a noite agradável que estava tendo, sacou o celular do bolso afim de não prestar atenção nas palavras do amigo.

– Chittaphon, ele só perguntou se você estava bem, mas eu acho que você deveria falar com ele.

– Não quero. – Falou grosseiro e Johnny suspirou desistindo da conversa.

Ten; “Já estou aqui ;)”

Mandou essa simples mensagem esperando a resposta que veio imediata, mas não por mensagem. Sentiu alguém tocar seu ombro e olhou assustado para o dono das mãos.

– O que ele está fazendo aqui?! – Johnny perguntou irritado, era sempre Taeyong e isso estava o irritando. Taeyong por outro lado, deu uma piscadela para Johnny enquanto sorria para o tailandês que também sorria abertamente.

– Está muito bonito, Ten.

– Você também. – Johnny suspirou alto chamando a atenção do amigo novamente.

– Eu vou me sentar no sofá, quando quiser embora, é só me chamar. – E sem dar chances para Chittaphon dizer algo, o mesmo sai de perto.

– Ele não é muito meu fã, né? – Taeyong riu curto se sentando no lugar onde o americano estava e pediu dois refrigerantes.

– Ele só está me ajudando. – Sorriu suspirando. – E cadê seu amigo?

– Está vindo, eu gosto de ser pontual. Do, e aí? – Cumprimentou o barman que sorriu de lado enquanto limpava um copo, Ten achou os olhos dele incrivelmente estranhos.

– E aí, Ty. Quem é esse? – Perguntou com um sorriso estranho.

– É o Ten, meu amigo. Ten, esse é o Doyoung. – Chittaphon sorriu sendo retribuído. – Ali o Jaehyun. – Falou apontando com a cabeça, o tailandês se virou levemente para ver um garoto com um sorriso de lado cumprimentando todos que passavam por si. – Jae!

– Ty, achei que não iria vir, quem é esse? – Perguntou encarando Ten com a sobrancelha arqueada, Doyoung riu baixinho por algo que o tailandês não entendeu.

– Esse é o Ten, meu amigo. E Ten, esse é Jaehyun, meu outro melhor amigo. – Ten sorriu nervoso com o olhar julgador do Jaehyun.

– E aí. – Jaehyun cumprimentou por fim sorrindo, mas logo se redirecionando ao barman.

– Todos os seus amigos são assim? – Perguntou para o Lee que riu.

– Todos malucos? Sim. Aliás, e o seu próximo desejo? – Perguntou com um tom que Chittaphon achou sedutor.

– Dançar tango em um bar. – Falou rindo.

– Então vamos? – Se levantou estendendo a mão para o tailandês que logo aceitou.

Os dois garotos pediram a música que logo foi posta. Ten sorriu nervoso, Taeyong percebendo isso, sussurrou algo no ouvido do tailandês antes de começarem a dançar. Ao contrário do que Chittaphon pensou, foi muito divertido dançar tango com o coreano, a coreografia era engraçada e todos vaiaram enquanto os dois garotos dançavam, sem dúvidas, aquele era o desejo mais divertido que Ten já fez.

Quando a música acabou, arfou, aquela dança tinha tirado todo seu ar, ainda mais com o rosto de Taeyong tão perto de seu rosto, ficou mais nervoso do que já estava.

– Já está bom pessoal! – Ouviu Jaehyun gritar e virou o rosto vendo-o o garoto risonho junto com o barman.

– Obrigado. – Falou e o abraçou saindo do palco.

– Onde aprendeu a dançar tango? – Perguntou ainda com a mão na cintura do tailandês que nem mesmo ligou.

– Sou viciado em aulas extracurriculares. – Falou risonho recebendo uma risada alta do Lee.

– Hum, tem cheirinho de novo casal aqui. – Jaehyun comentou vagamente tendo o assentimento de Doyoung.

– Cala a boca. – Taeyong ralhou com ele e sorriu em seguida. – Agora, vamos nos divertir.

 

 

 

DEZ COISAS PARA FAZER.

1.Ir em uma festa e beber até cair. ✓

2. Apostar em uma racha. ✓

3. Fazer uma tatuagem. ✓

4. Pichar o muro da prefeitura. ✓

5. Dançar tango em um bar. ✓


Notas Finais




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