História Angel - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Jong Hyun, Love Yourself, Shinee
Visualizações 4
Palavras 2.179
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Aventura, LGBT
Avisos: Bissexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olár, como ces tão?

Uma estóriazinha que achei aqui durante minhas madrugadas solitárias ouvindo kpop e vendo unhelpful guides, recomendo os de red velvet!

Mas enfim, espero que gostem.

Capítulo 1 - ONE - Armário


Fanfic / Fanfiction Angel - Capítulo 1 - ONE - Armário

Estou nervosa. 

Durante meus dois meses de férias de final de ano, passei boa parte das minhas tardes e madrugadas lendo, pesquisando e experimentando truques de beleza. Posso dizer que obtive sucesso? Definitivamente, não. Talvez eu tenha tido um avanço em relação a me cuidar mais, mas ainda não estou no nível da Jihyo. Quem é Jihyo? Como assim você não sabe quem é? Você pode não saber quem é Yoona Kim, mas Jihyo? Não mesmo.

Tá eu explico. Son Jihyo é a garota mais bonita naquela maldita escola. Ela tem o corpo que todos querem. Todos mesmo! Ela é inteligente e canta bem, bem mesmo. Ela entrou para o coral da escola ano passado e conseguiu se destacar durante a peça de fim de ano. Enquanto eu, fiz o papel da árvore já que meu talento para canto nunca foi lá essas coisas toda. Mas enfim, Jihyo anda com um grupo de garotas que seguem o mesmo estilo dela, e vocês podem não acreditar, mas ela salvou uma menina Japonesa de ser excluida pelos garotos e hoje Sana, namora Eunha líder de torcida.

Vocês tem noção do que Son Jihyo pode fazer por mim? Quer dizer eu posso finalmente arrumar um namorado, ou sei lá entrar para uma agência de modelos e conseguir ficar famosa. Essa é minha meta esse ano. Seguir os passos de Jihyo e ser igual a ela. Seria tipo, uma princesa se tornar rainha, estão me entendendo?

Estou escolhendo minha roupa desde cinco horas da tarde. Às seis fiz minha rotina de beleza durante o banho e as oito já estava pronta para ter minhas oito horas de sono garantida e não acordar com olheiras no dia seguinte. Separei os meus melhores brincos, para ultilizar amanhã, ganhei eles no natal da minha avó, são argolas de ouro. O que mais me chama atenção é que eles ficaram muito bonitos com meu recente cabelo curto.

Deixei aquela velharia seca e cheia de ponta dupla para trás devido ao argumento da minha mãe de que uma mudança me faria bem. Passei a fazer algumas atividades físicas durante as férias e passei a correr com meu cachorro, isso me faria mais bonita, dizia a Seventeen.

Estou pronta para dormir e tudo que eu mais quero agora é poder sonhar e acordar renovada amanhã. Então, boa noite para mim.

××× 

00:00 - Segunda Feira.

Um barulho repentino me acorda, tento enxergar algo no quarto escuro mas não adianta. Vejo um vulto e ligo meu abajur as pressas. A luz forte ilumina o suficiente para encontrar um garoto usando paletó vinho de cabelos cinza em meu quarto.

— AAAAAAAAAAAAAAAH — Gritamos juntos.

Ele coloca a mão no peito e respira fundo. Vejo meu armário aberto com algumas roupas caídas no chão.

— Quem é você? — Pego uma régua da madeira que vejo na minha escrivanhinha e aponto para o garoto.

— Calma! Ai. Meu.Deus. Posso me sentar? — Ele diz com a respiração rápida, indo até um puff lilás que tenho perto do armário.

— O que? Não! Quem é você? O que faz na minha casa? POR QUE ESTAVA NO MEU ARMÁRIO? 

—  Que armário pequeno. Meu Deus. Minhas costas doem.

— ME RESPONDE QUEM VOCÊ É! — Grito mais alto. Como meus pais não acordaram?

—  Eu te digo já. É so que a viagem foi longa demais, pra eu sair do armário.

— Juro que se você não falar quem você é  e o que faz aqui eu chamo a polícia. 

— Sem polícia, ou vão te chamar de doida.

— Doida? Não fui eu quem invadiu a casa de alguém.

— Não fui eu quem gritou, ou melhor continua gritando sem motivos. — Ele devolve.

— Sem motivos? Eu estou com um estranho no meu quarto. O que você espera, aliás você também gritou.

— Por que você me assustou. — Ele se levanta e eu dou um passo para trás. — Não vou te machucar, vim te ajudar.

— Não aceito ajuda de estranhos que invadem minha casa. 

— Tá, não é bem te ajudar. Mas você precisa ajudar alguém.

— Eu? Que? 

— Se você achou ser inútil nesta terra Yoona Kim, você está enganada. 

— Como sabe meu nome? Quem é você?

— Prazer, Jonghyun. Seu anjo.

— Anjo? Eu não pedi nenhum.

— Claro que não. Você não pede um. Alguém lhe envia.

— Por favor, volte para meu armário e eu mando devolver por sedex. 

— Armário não. Já foi um incomodo sair dele. De qualquer forma, você não pode se livrar de mim até completar a missão.

— Que missão Felisteu? — Sentei na minha cama ainda com a régua na mão.

— Você precisa ajudar uma garota. Conhece Kim Umji da sua escola? 

Faço que não com a cabeça.

— Ela é novata?

— Ela estuda com você a dois anos. Vocês fazem teatro juntas.

— Ah, nunca a vi.— Falo calma, mas logo lembro ser meia noite e estou falando com um estranho no meu quarto que se diz anjo. Me levanto aprontando a régua. 

— Achei que já tivessemos passado isso.

— Você se diz anjo. Cadê suas asas?

— Asas? Esse é o tipo de anjo que lhe ensinam. Você não precisa de asas para ser um. 

— Como assim?

— Isso não vem ao caso. So preciso te ajudar, para você ajudar essa menina.

— Ah beleza. Eu vou aqui voltar a dormir para ver se consigo voltar ao normal e sair desse sonho.

— Yoona isso não é um sonho, estamos conversando. 

— Como eu posso ter certeza? Meus pais não acordaram comigo gritando e olha que eles tem sono leve.

— As nossas próximas conversas a noite vão ser quem nem essas, eles não vão te ouvir por que eu isolei o quarto.

— O que? VOCÊ ISOLOU? MÃE !!!!! PAI!!!! — Falo sentindo as lágrimas escorrem.

— Yoona calma! É so durante a conversa! Mas se você quiser eu tiro e a gente conversa normal, mas seus pais vão chegar a qualquer momento. 

— Ótimo, assim meu pai tira você do meu quarto e nós seguimos cada um sua vida.

— Não Yoona! Você precisa ajudar. Isso não demora muito.

— O que eu ganho se te ajudar? 

— Posso ver algo na Anjoria, sei que você gosta de doces. Lá tem um sonho muito bom. 

— Sonho? Não, quero um pedido.

— Um pedido?

— Sim. Qualquer coisa.

— Pode ser, desde que não machuque, prejudique, cause guerras, algo que acabe com o mundo e etc. Mas você precisa completar a missão.

— Ah vai ser tranquilo. Só quero ser igual a Son Jihyo.

— Ah meu santo. Tudo bem, Yoona. Mas depois da missão e ela precisa dar certo. 

— Relaxe. Vai dar sim.

Damos as mãos para firmar nosso acordo. E tudo o que eu consigo fazer é sorrir ao pensar em ser a próxima Son Jihyo.

×××

Acordo sentindo um sono absurdo. Não lembro que horas fui dormir ontem, mas sei que tive um sonho estranho. Um garoto de paletó vinho veio me ver, dizendo que eu tinha uma missão. Ah, eu e meus livros de fantasia. Olho para o relógio e vejo que já são 6:30 e eu perdi 30 minutos que poderiam ter sido ultilizados para minha aparência.

Corro para o banheiro e respiro aliviada ao notar que não tenho olheiras. Me espreguiço e vou tomar banho, passo todos os cremes necessários e ao sair do banho visto minha roupa que eu ja tinha separado ontem a noite e vou fazer minha maquiagem.

Faço algo bem natural, ja que é como Jihyo sempre anda. Deixo meus lábios vermelhinhos e coloco os brincos de argola. Faço alguns cachos em meus cabelos curtos e pego minhas coisas, como celular e mochila e ja desço. Encontro minha mãe e meu pai tomando café, eles sorriem para mim e minha mãe me entrega meu café.

— Está muito bonita, Yo. Por que essa produção toda? — Meu pai pergunta e eu sorrio agradecendo.

—Nada demais. Gostei de me arrumar.

— Isso é bom. Um pouco de vaidade não faz mal. — Mamãe diz.

Após meu café, para o carro esperar meu pai. Enquanto ele está ainda terminando de se arrumar, fico no celular por um tempo. Levanto um pouco o olhar para me ver no retrovisor, e me assusto ao ver a figura do meu sonho.

— MEU DEUS! — Exclamo e ele bota a mão nos ouvidos.

— Pensei que ja tivessemos passado dessa fase, Yonna.

— Ah não! Você existe. Não foi um sonho, né?

— Claro que não! Você tem sua missão.

— Argh, que seria?

— Umji. A menina que você precisa ajudar.

— Certo. Ajudar como? Você não me explicou nada.

— Umji fica boa parte do tempo sozinha, ela se sente mal por isso, mas não demonstra nada. Ela seria uma boa pessoa de se conversar, sabia?

— Você está me forçando a fazer uma amizade. Isso não é legal.

— Não estou te forçando. Estou apenas falando que você precisa ajuda-la. Vamos lá Yoona! Você foi escolhida para isso. E eu vou te ajudar.

— Por que você não faz isso? — pergunto mas tenho medo de soar grossa.

— Por que eu vim te ajudar. Mas para isso, você precisa ajudar ela.

— Eu não tenho problemas. — Cruzo os braços.

— Não? Por que está assim então?

— Por que eu quero.

— Não, você quer se parecer com alguém que você não é.

— Não quero não. O que tem demais em gostar disso? Estou vivendo.

— Seu conceito de vida é meio perturbador.

— Você vai me criticar agora? Não ia me ajudar?

— E eu vou. Mas na escola nos falamos.

— Mas você...

Escuto a porta se abrir e meu pai me olha estranho.

— Falando sozinha, Yoona?

— Ah, não. Treinando algumas falas.

— Ah sim.

Não conversamos muito no caminho. Mas minha cabeça não para de pensar em Jonghyun e sua missão para ajudar a tal Yuju. Meus Deus eu estou mesmo falando com um anjo. Ele ainda quer atrapalhar meus planos. Ah Deus!

Chegamos a escola e eu me despeço do meu pai, e coloco os fones de fone de ouvido, enquanto toca Pied Piper. Cantarolo a música durante meu trajeto até o corredor.

Enquanto arrumo minhas coisas no armário e pego alguns livros, vejo uma figura aparecer, ou melhor o grupo aparecer. Jihyo e suas amigas aparecem, elas sorriem para as pessoas que as observam e enquanto as observo também. Para minha sorte, meu armário fica ao lado do de Sana. Elas param bem ao meu lado, tento ver se há algum contato comigo. Mas apenas Sana sorri para mim enquanto as outras estão entretidas em seus celulares.

O sinal o toca e minha primeira aula é de história. Pego o livro e fecho meu armário, com zero esperanças para essa aula.

— Ah. Ei! Garota! — Escuto uma voz familiar. Jihyo chama alguém. Me viro e vejo que sou eu quem ela chama.

— Sim.

— Você deixou isso cair. — Ela me entrega um papel. Pego o papel e observe a folha branca escrita.

"Lembre da missão."

Não acredito. Anjos podem ficar fazendo isso??

— Pelo visto você tem uma missão. — Jihyo fala. E eu coro. — Alias, bonitos brincos. — Ela sorri para mim.

Toco no meu brinco e sorrio para ela.

 Vou para a aula sentindo uma felicidade sem fim me consumir.

×××

Minha última aula é depois do almoço, e nesse momento estou no refeitório com a minha bandeja nas mãos, passo por perto das mesas e bem em frente a de Jihyo para ver se ela me convida para sentar com ela e seu grupo. Mas nada acontece então vou para fora até o gramado mais afastado. Me sento embaixo da árvore sozinha, enquanto como o sanduiche.

— Comida de cafeteria é boa? — Reconheço a voz e não me assusto mais.

— Depende. Quarta tem pizza. Fria. Mas tem. — Falo e ele sentando do meu lado.

— Sua próxima aula é com a Umji. Você recebeu meu recado? 

— Claro. Não precisa me lembrar toda hora, vou ajudar. Quero meu pedido realizado logo.

— Lembre-se Yoona, que quando fazemos algo com o coração e sem esperar nada em troca, faz bem.

— Mas não tem graça. Achei que vivessemos para ter recompensas, tipo trabalhar duro e ganhar um bom salário.

— Isso é material. Não é algo que você leva pra vida. Veja bem, se um homem trabalha duro e ganha seu bom salário, aquilo vai embora logo com desejos materiais. Mas se esse mesmo homem, ajudar alguém e receber a gratidão dela, o que vai fazer ela ir embora?

— Tá isso é verdade. Mas não parece ser muito animador, receber apenas gratidão. — Sou sincera.

— Isso por que você nunca experimentou. Ajude a Umji e verá.— Ele diz se levantando e limapando o paleto desta vez azul marinho, sujo de grama.

— Quantos desse você tem?

— Uns trinta. — Ele diz e eu rio.

— Alias preciso te agradecer. Seu recado caiu no chão hoje e a Jihyo pegou para mim, conseguir falar com ela pela primeira vez. — Falo sorrindo.

— Que bom. So não se iluda muito com essa história de ser a Jihyo, ok?

— Eu estava zoando.

— Sei.

O sinal toca e então vou para a cafeteria devolver a bandeja e ir para a minha aula de teatro. Dar início a essa bendita missão.


Notas Finais


Espero que tenham gostado desse começo!! OBRIGADA 💖


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