História ANGEL: JK - Capítulo 4


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook)
Tags Bts, Hot, Jungkook, Romance
Visualizações 13
Palavras 1.867
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Fantasia, Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, LGBT, Magia, Mistério, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - 0.4


Fanfic / Fanfiction ANGEL: JK - Capítulo 4 - 0.4

Ela apontou para S/N, que parecia qualquer coisa, menos ensolarada, com seus jeans pretos, botas pretas e top preto. Na seção do “código de vestimenta”, o web site da Sword&Cross falava alegremente que enquanto os alunos tivessem bom comportamento, eles estavam livres para vestir o que quisessem, porém, com duas condições: o estilo deve ser modesto e as roupas deviam ser pretas. Muita liberdade.

A blusa de gola tartaruga que sua mãe a havia forçado a usar não fazia nada pelas suas curvas, e até sua melhor forma havia sumido: seu grosso cabelo preto, que costumava cair sobre sua cintura, havia sido completamente destruído. O fogo do chalé havia queimado seu couro cabeludo e deixado seu cabelo desigual, então depois da longa, silenciosa viagem de Dover para casa, sua mãe a colocara na banheira, trouxe o barbeador elétrico do pai e sem nenhuma palavra raspou sua cabeça. Durante o verão, seu cabelo havia crescido um pouco, apenas o suficiente para que suas ondas, outrora invejáveis, agora pairassem logo abaixo de suas orelhas.

Ariane a avaliou, dando um tapa com um dedo contra seus finos lábios pálidos.

— Perfeito— ela disse, dando um passo a frente para colocar seus braços em volta de S/N. — Eu estava realmente pensando que eu poderia usar uma nova escrava.

A porta do salão abriu e entrou o menino de olhos negros. Ele balançou a cabeça e disse para S/N:

— Esse lugar não liga de te despir para fazer uma revista. Então, se você está guardando qualquer outro risco — ele ergueu uma sobrancelha e um punhado de objetos desconhecidos da caixa — salve-se dos perigos.

Atrás de S/N, Ariane prendia o riso. O cara virou a cabeça e quando seus olhos registraram Ariane, ele abriu sua boca e a fechou novamente, como se não tivesse certeza do que fazer.

— Ariane— ele falou uniformemente.

— Cam — ela replicou.

— Você o conhece? — S/N sussurrou, se perguntando se havia o mesmo tipo de facções em escolas reformatórias como havia na Dover.

— Não me lembre — Ariane disse, arrastando S/N para fora da porta, dentro da cinza e alagada manhã.

Os fundos do prédio principal davam em uma calçada lascada, em volta de um campo bagunçado. A grama estava tão comprida que parecia mais um terreno baldio que uma área pública de uma escola, mas um desbotado placar e arquibancadas de madeira provavam o contrário.

Por trás do contorno do lugar, havia quatro prédios de aparência severa: o dormitório longe à direita; uma gigante, feia e velha igreja à extrema esquerda e outras duas grandes estruturas no meio deles, que S/N imaginou serem as salas de aula.

Era isso. Seu mundo inteiro estava reduzido àquela triste visão de seus olhos.

Ariane imediatamente desviou do caminho direito e levou S/N ao campo, sentando no alto de uma das arquibancadas de madeira molhadas.

A estrutura correspondente em Dover gritava Atleta da Ivy League em formação, então S/N sempre havia evitado ficar lá. Mas esse campo vazio, com esses enferrujados, deformados traves, contava uma história completamente diferente. Uma que não foi fácil para S/N descobrir. Três urubus turcos passaram acima de sua cabeça, e um vento triste chicoteou sobre os galhos nus dos carvalhos. S/N estremeceu e abaixou seu queixo para dentro da gola de tartaruga.

— Então — Ariane começou — agora você conheceu Randy.

— Eu pensei que fosse Cam.

— Eu não estou falando dele — Ariane disse rapidamente — a mulher-macho daqui. — Ariane virou a cabeça para o escritório onde elas haviam deixado a acompanhante vendo TV. — Que que 'cê acha? Homem ou mulher?

— Hm... Mulher? — S/N tentou. — Isso é um teste?

Ariane esboçou um sorriso.

— O primeiro de muitos. E você passou. Pelo menos, eu acho que você passou. O gênero da maioria do corpo docente daqui é um debate escolar em curso. Não se preocupe, você vai entrar nele.

S/N achou que Ariane estava fazendo uma piada – nesse caso, legal. Mas isso tudo era como uma enorme mudança da Dover. Em sua antiga escola, as gravatas-verdes-esgotantes, os engomados futuros senadores praticamente escorriam pelos corredores, no requintado silêncio que o dinheiro parecia passar acima de tudo.

Mais do que nunca, o pessoal da Dover lançava a S/N olhares tortos de não-suje-as-paredes-brancas-com-suas-impressões. Ela tentou imaginar Ariane lá: se espreguiçando nas arquibancadas, fazendo uma alta, bruta piada com sua voz mordaz. S/N tentou imaginar o que Callie pensaria de Ariane. Nunca havia ninguém como ela na Dover.

— Okay, desembucha — Ariane ordenou.

Pulando da arquibancada mais alta e apontando para que S/N se juntasse a ela

— O que cê fez para entrar aqui?

O seu tom de voz era brincalhão, mas de repente S/N teve que se sentar. Era ridículo, mas ela meio que esperava passar por seu primeiro dia de aula sem seu passado vindo à mente, roubando sua fina fachada de calma. É claro que as pessoas aqui vão querer saber.

Ela pôde sentir o sangue arranhar suas têmporas. Acontecia sempre que ela tentava pensar voltar– realmente voltar – àquela noite. Ela nunca parou de se sentir culpada com o que havia acontecido a Trevor, mas ela também tentava duramente não ficar atolada nas sombras que, por agora, eram a única coisa que ela se lembrava do acidente. Aquela escuridão, as coisas indefinidas que ela nunca poderia contar para ninguém.

Risque isso – ela começou a contar a Trevor a presença peculiar que sentiu naquela noite, sobre as curvas retorcidas sobre suas cabeças, tentando assombrar sua noite perfeita. É claro, então já era tarde demais. Trevor se foi, seu corpo queimado e irreconhecível, e S/N era... Ela era... Culpada?

Ninguém sabia sobre as tenebrosas formas que ela havia visto no escuro. Elas sempre vinham para ela. Elas iam e vinham há tanto tempo que S/N não conseguia se lembrar a primeira vez que as vira. Mas ela se lembrava da primeira vez que ela percebeu que as sombras não vinham para todos – ou na verdade, para ninguém além dela. Quando ela tinha sete anos, sua família estava de férias em Hilton Head e seus pais a levaram em um passeio de barco. Estava perto do pôr-do-sol quando as sombras começaram a ondular sobre a água, e ela se virou para seu pai e disse “O que você faz quando elas aparecem, pai? Porque você não se assusta com os monstros?”

Não havia monstros, seus pais a asseguraram, mas S/N repetia insistentemente a presença de alguma coisa oscilante e negra que a levou a várias consultas com o oftalmologista da família, e depois óculos, e depois consultas com o médico de ouvido depois dela fazer uma errônea descrição do som rouco de vento soprando forte que as sombras faziam algumas vezes – e depois, terapia, e depois, mais terapia, e finalmente a prescrição de remédios antipsicóticos. Mas nada os fazia ir embora.

Quando ela fez catorze, S/N se recusou a tomar seus remédios. Foi quando eles encontraram o Dr. Sanford e a Dover School perto. Eles voaram para New Hampshire, e seu pai dirigiu seu carro alugado por uma rodovia longa e sinuosa para a mansão no topo da colina chamada Shady Hollows. Eles colocaram S/N de frente para um homem de jaleco e a perguntaram se ela continuava tendo suas “visões”. As palmas das mãos de seus pais estavam suando, enquanto eles agarravam as mãos, sobrancelhas franzidas com o medo de que houvesse algo terrivelmente errado com sua filha.

Ninguém veio e disse que se ela dissesse para o Dr. Sanford o que eles queriam que ela dissesse, ela provavelmente estaria vendo muito mais da Shady Hollows. Quando ela mentia e agia normalmente, ela estava permitida a frequentar a Dover e só tinha que visitá-lo uma vez ao mês.

S/N tinha sido permitida de parar de tomar as horríveis pílulas assim que começou a fingir que não via mais as sombras. Mas ela continuava sem ter controle sobre elas quando apareciam.

Tudo o que ela sabia era que o catálogo mental dos lugares que eles apareceram para ela no passado – florestas densas, águas turvas – se tornaram os lugares que ela evitava a todo custo.

Tudo o que ela sabia era que quando as sombras vinham, elas estavam acompanhadas de um calafrio gelado sobre sua pele, um repugnante sentimento diferente de qualquer outra coisa.

S/N sentou de pernas abertas em uma das arquibancadas e segurou suas têmporas entre seus polegares e dedos médios. Se ela queria fazer aquilo completamente hoje, ela tinha que colocar seu passado em recesso na sua mente. Ela não conseguia sondar sua memória daquela noite por ela mesma, então não havia nenhum jeito dela arejar todos os detalhes horríveis para algum esquisito, maníaco estranho.

Em vez de responder, ela observou Ariane, que estava deitada de costas para as arquibancadas, um par de enormes óculos escuros esportivos cobrindo o melhor da sua face. Era difícil afirmar, mas ela estava olhando para S/N, também, porque, depois de um segundo, ela se levantou das arquibancadas e sorriu.

— Corte meu cabelo como o seu.

— O quê?— S/N engasgou. — Seu cabelo é lindo.

Era verdade: Ariane tinha um longo, pesado cabelo, que S/N tinha perdido desesperadamente. Seus cachos negros soltos brilhavam na luz do sol, ganhando um tom avermelhado. S/N enfiou seu cabelo atrás das orelhas, mesmo que ele ainda não fosse longo o bastante para fazer qualquer coisa exceto bater de volta na frente deles.

— Linda porcaria — Ariane disse. — O seu é sexy, moderno. E eu quero ele.

— Oh, hum, okay.

Seria isso um elogio? Ela não sabia se deveria estar lisonjeada ou enervada com o jeito que Ariane assumiu que poderia ter o que desejasse, até quando isso pertencia a outra pessoa.

— Onde nós vamos conseguir...

— Tcharã — Ariane abriu sua bolsa e tirou de lá o canivete suíço rosa que Gabbe havia deixado na caixa de perigos. — Que foi? — ela disse, vendo a reação de S/N. — Eu sempre mantenho meu dedo pegajoso no dia que os novos estudantes têm que se livrar dessas coisas. A ideia sozinha me veio em meus dias de cão no entretenimento da Sword&Cross... Hm... Acampamento de verão.

— Você passa o verão inteiro... Aqui? — S/N estremeceu.

— Há! Falando como uma verdadeira novata! Você provavelmente está esperando umas férias de primavera. — Ela atirou para S/N o canivete suíço. — Nós não vamos deixar esse inferno. Nunca. Agora corte.

— E as câmeras?— S/N perguntou, olhando em volta, com o canivete em mãos.

Haveria câmeras em algum lugar aqui.

Ariane sacudiu a cabeça.

— Me recuso a me associar com maricas. Você pode lidar com isso ou não?

S/N assentiu.

— E não me diga que você nunca cortou um cabelo antes. — Ariane agarrou o canivete suíço por trás de S/N, puxou a ferramenta de tesoura e entregou-o de volta. — Nenhuma outra palavra até você me dizer o quão fantástica fiquei.

No “salão” da banheira de seus pais, a mãe de S/N havia puxado os restos de seu longo cabelo em um bagunçado rabo de cavalo, antes de jogar tudo aquilo fora. S/N estava certa de que havia um método mais estratégico de cortar cabelos, mas como alguém que evitara cortes de cabelo durante toda a vida, a técnica do rabo de cavalo era a única que conhecia. Ela recolheu o cabelo de Ariane em suas mãos, pegou o elástico que estava em volta de seu pulso, segurou a pequena tesoura firmemente e começou a cortar.

CONTINUA...



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